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I. Aspectos do desenvolvimento social dos adolescentes
A adolescência é um período importante de autoafirmação, quando cada indivíduo cria padrões internos particulares, ao mesmo tempo em que precisa estar conectado cognitivamente e inserido socialmente no mundo que o cerca. Para ajudar os alunos, os professores de adolescentes precisam conhecer os aspectos físicos, sociais e emocionais mais importantes do desenvolvimento nesta faixa etária.
Afirmação interna do conjunto de valores e de um sistema ético para nortear o comportamento



Desde o nascimento vamos internalizando conceitos e valores ensinados por outros - pais, professores da ED e seculares, parentela e amigos, dentre ouros. Vamos construindo um sistema particular de valores, elaborando gostos pessoais e sociais, reforçando padrões de comportamento assimilados, desenvolvendo, assim, nossa personalidade.

Ao mesmo tempo, enquanto vamos definindo o conjunto de normas pessoais que regulam o comportamento do homem em sociedade a partir da educação recebida, vamos também montando nosso sistema ético - conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros na sociedade em que vive, garantindo, igualmente, o bem-estar social. A ética investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência.

Ao final da adolescência valores e principais conceitos sobre a valorização da vida, sobre si mesmo e os outros já estão formados. Portanto, cabe ao professor de adolescentes a difícil tarefa de aperfeiçoar este tema, estudá-lo com seus alunos e construir com eles o sistema ético, com base secular e bíblica.

II. Aspectos do desenvolvimento emocional dos adolescentes



1- Conquista da independência emocional
Nascemos inseridos no meio sócio-cultural, e nosso desenvolvimento nos propicia crescer, amadurecer, internalizando conceitos e valores e construindo nossa personalidade única e particular.
Na vida adulta, por mais que precisemos dos outros para trocas afetivas e cognitivas, bem como de Deus, ainda assim precisamos estar independentes, física, social, financeira e espiritualmente.

Se não houver alguém por perto a quem recorrer no momento de uma decisão séria, precisamos ter as bases conceituais e éticas de vida bem formadas e fundamentadas. Isto significa que a adolescência é a ultima estação para aprofundarmos estas questões. Professores precisam ser maduros e responsáveis, exemplos de cidadania e de evangélicos, espelhos para seus alunos enxergarem o quanto podem vencer tentações e problemas, mesmo sozinhos, pois, sabem quem são e em quem creem.

2- Assunção de papéis sociais e familiares
Amadurecer significa estar pronto para assumir papéis sociais, como os de maridos, esposas, noivos, profissionais, genros, noras, sócios etc.
Se na infância os exemplos de família são confusos, na adolescência outros parâmetros de comportamento são idealizados e percebidos - até que cada um chegue a um padrão para si.

O ensino bíblico, inclusive dentro da Escola Bíblica Dominical, deve ajudar a construir estes modelos de papeis sociais. A Bíblia ensina a todos: filhos devem honrar a seus pais (Ef 6.1,2), maridos devem amar e tratar suas esposas com carinho (Ef 5.25-33), esposas devem respeitar e honrar seus maridos (Ef 5.22-24), chefes e subalternos devem conviver em harmonia e respeito, precisamos pagar impostos e respeitar autoridades governamentais (Rm 13.1-7), crentes devem respeitar e honrar seus pastores (Hb 13.17).

Em um mundo tão destituído de valores morais e éticos, com a mídia destruindo os princípios familiares elementares, a igreja muitas vezes funciona como o único espaço de aprendizagem e construção para papéis sociais e familiares corretos, que garantem felicidade conjugal, harmonia no trabalho e boa convivência social.

3- Construção do pensamento em perspectiva
Há perguntas que nós adultos já nos fizemos - alguns ainda as fazem - mas que são do universo da adolescência: Quem sou eu? De onde vim e para onde vou? Por que nasci e para que vivo? Por que vou morrer? O que me reserva o futuro? Qual o verdadeiro sentido e razão da vida?

A verdade é que não nos conhecemos. Não sabemos quem somos. Nossa vontade e querer nos traem, nosso intelecto e nossas emoções nos enganam: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas e incorrigível. Quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9), "O que faço não entendo. Pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.... Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço." (Romanos 7.15,19).

Entretanto, por mais que perguntas sejam importantes em vários momentos da vida, é importante pensar e decidir sobre questões práticas, sobre o que escolher na vida profissional, aonde trabalhar, que tipos de amizade construir, que traços de personalidade modificar ou aprofundar. Até porque, é preciso pensar nas consequências das nossas escolhas.

Adolescentes não podem ser inconsequentes, sem conseguir imaginar o resultado de suas escolhas e ações em perspectiva, vislumbrando o que cada ato pode gerar no futuro. Aliás, este ensino deve fazer parte da mais tenra idade, pois um bebê de seis meses, quando chora de manha no berço, já sabe exatamente que pretende ganhar o colo dos pais.

A Bíblia é cheia de exemplos de homens que agiram de forma inconsequente. Uns conseguiram se arrepender e reorganizar suas vidas, como Sansão e Davi, mas outros não tiveram esta chance, como Caim e Judas. Como professor, seja exemplo de ponderação, analise muito bem as consequências de seus atos e palavras, e ajude seus alunos a serem conscientes, a pensar no futuro, sabedores de que o futuro começa hoje.

4- Capacidade de dialogar e negociar acordos
Domínio próprio, mansidão, temperança, sobriedade - frutos a plantar em nossa vida, habilidades a construir, que podem mudar o rumo de uma discussão, de relacionamentos, de ministérios.

Todos têm assistido adolescentes e jovens que se envolvem em discussões, que geram desavenças, que suscitam brigas e atos violentos que muitas vezes terminam em morte e desgraça. Até porque os impasses não devem ser resolvidos no braço, mas na habilidade de se fazer acordos, negociações, acertos e diálogos elucidativos. E por esta razão que todo professor de adolescentes deve saber discutir sem brigar, convencer sem ser rude, analisar sem esbravejar, mandar sem ser autoritário - verdadeiros mestres e moderadores.

Deus dialoga conosco - a Palavra dele, a Bíblia, é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. (Hb 4.12). E por mais que os princípios divinos sejam justos, absolutos e duros, ainda assim Sua Palavra gera paz, traz conforto, alimenta nossas emoções e transforma nosso raciocínio e caráter.

5- Anulação de carências afetivas
Muitos adolescentes têm uma visão negativa deles. Pode ser que tenham pais distantes, que nunca tenham recebido atenção e carinho, que achem sua aparência horrível, que tenham uma dúzia de complexos e se sintam incompreendidos e carentes, aponto de se envolverem com afetivamente com qualquer pessoa, ou serem levados por pessoas de conduta repreensível. Neste caso é importante, que você, professor, seja uma figura de afeto confiável, além de ser instrumento de autoafirmação de valores e de amor. Em aula, faça-os entender que crer no amor de Deus e no sacrifício de Jesus nos faz conhecer e acreditar  em verdades fundamentais  que respondem e suprem as nossas necessidades inatas e básicas.

Deus nos aceita como somos. Foi Ele quem nos criou e nos ama de forma incondicional, o que significa que não impõe condições. Ele não nos ama pelo que podemos fazer por Ele e para Ele.

Deus dá significado à vida. Ele dá importância ao que somos. Ele nos formou de um modo maravilhoso e traçou uma vida plena e feliz para nós, uma vida cheia de significado (Salmo 139.14-16; Is 55.9).

Deus nos protege. Ele ordena anjos para nos guardar e tem o controle de todos os nossos passos. Nada pode nos atingir ou ferir. Com Deus podemos estar seguros e viver sem medo, pois nosso futuro estará sendo controlado por Ele.
O Senhor nos quer - podemos pertencer a Ele. Acreditar nisto é dar adeus à solidão, à visão que Deus tem sobre nós, de indivíduos capazes, promissores, amados, vitoriosos e felizes.
Revista Jovens - 2º Trimestre de  2020, CPAD
Assunto do trimestre: TEMPO DE CONQUISTAS Fé e Obediência no Livro de Josué. Comentarista: Reynaldo Odilo

Lições:


Conclusão

Há muitos desafios que um professor da EBD de adolescentes deve considerar, de modo a fornecer motivação para que os alunos possam projetar metas para o futuro, de modo a construírem uma vida saudável, realizada e feliz. Contudo, a melhor proposta educacional será sempre a de conduzi-los a se expressarem com sua forma peculiar de testemunhar e de louvar a Deus - e isto só se consegue com um professor que saiba usar a Bíblia como Manual Doutrinário, aplicando-a com sabedoria e de forma contextualizada, mas sem perder o foco nas doutrinas universais e divinais, que precisam fundamentar os sentimentos e comportamentos dos alunos, até que a vida secular seja espelhada na vida eterna.

Por Elaine Cruz
Ensinador Cristão – N°60 – CPAD
MÓDULO II Compreendendo os aspectos físicos, sociais e emocionais da adolescência.

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