Subsídios EBD Lição 3 - O céu - O Destino do Cristão

Revista Cristão Alerta

Subsídios lição 3 do 2° trimestre de 2024

Este artigo tem por objetivo auxiliar os professores da escola bíblica dominical da classe ADULTOS (CPAD)

No pensamento cristão, a Bíblia menciona três céus distintos, cada um com seu próprio significado e características. Abordaremos cada um deles à luz da Bíblia.

I. OS TRÊS CÉUS NO PENSAMENTO CRISTÃO

1. O Primeiro Céu - Céu Estrelado [Ap 21:1] (Espaço Sideral)

O primeiro céu pode ser associado ao espaço sideral, onde estão localizadas as estrelas, planetas e outros corpos celestes. Este primeiro céu será substituído pelo novo Céu (Ap 21:1).


A Bíblia menciona o sol, a lua e as estrelas como elementos celestiais (Gênesis 1:14-18), podendo ser vinculado ao primeiro céu.


Resumo: primeiro Céu

Descrição: Espaço sideral, com estrelas, planetas e galáxias.

Significado: Grandeza e poder de Deus, imensidão do universo.

Versículos: Salmos 19:1, Gênesis 15:5, Isaías 40:26.


2. Segundo Céu - Céu Atmosférico

O segundo céu é a atmosfera terrestre, onde ocorrem fenômenos meteorológicos e a vida cotidiana acontece. Referências podem incluir versículos que descrevem aves voando nos céus (Gênesis 1:20) ou a expressão "as aves do céu" em diversos contextos bíblicos.


Resumo: Segundo Céu

Descrição: Atmosfera terrestre, onde estão as nuvens, aves e fenômenos climáticos.

Significado: Local da criação física, domínio de Deus sobre a natureza.

Versículos: Gênesis 1:6-8, Mateus 6:26, Salmos 19:1.


3. Terceiro Céu - Domicílio de Deus (Céu Celestial)

O terceiro céu é frequentemente identificado como o local onde Deus reside. O apóstolo Paulo menciona uma experiência de ser levado ao terceiro céu, mas não oferece muitos detalhes sobre essa experiência (2 Coríntios 12:2).

O céu, o domínio de Deus, é chamado de "os céus dos céus", como afirmado em Deuteronômio 10:14: "Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há".


Resumo: Terceiro Céu

Descrição: Reino espiritual, morada de Deus, anjos e santos após a morte.

Significado: Presença eterna de Deus, santidade e glória celestial.

Versículos: 2 Coríntios 12:2-4; Hebreus 9:24.


O céu descreve-se por vários títulos:

1) Paraíso (literalmente, jardim), lembrando-nos a felicidade e o contentamento dos nossos primeiros pais ao participarem de comunhão e conversação com o Senhor Deus. (Ap 2:7; 2Co 12:4)

2) "Casa de meu Pai", com suas muitas mansões (João 14:2) expondo o conforto, descanso e comunhão do lar.

3) O país celestial, a caminho do qual estamos viajando, como Israel naquele tempo se destinava a Canaã, a Terra da Promissão. (Hb. 11:13-16.)

4) Uma cidade, sugerindo a ideia duma sociedade organizada. (Hb. 11:10; Ap 21:2.)

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Lição 5 DANIEL — DEUS CONTROLANDO TUDO (Lições Bíblicas Juvenis)

Subsídios Dominical |Lição 5 DANIEL — DEUS CONTROLANDO TUDO

Lições Bíblicas Juvenis 2° trimestre 2024 – CPAD

ASSUNTO  DO TRIMESTRE: Conhecendo dos Livros dos Profetas

Comentarista: Thiago Santos

| Subsídios Dominical |Lição 5 DANIEL — DEUS CONTROLANDO TUDO


VERSÍCULO CHAVE:

“Ora, a esses quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda visão e sonhos" (Daniel 1.17)


LITURA DIÁRIA

SEG. Dn 1.12

O propósito dos jovens pela confiança em Deus 

TER. Dn 7.9

A visão gloriosa dos tronos e do Ancião

QUA. 2 Ts 3.3

Deus é fiel para nos guardar do Maligno

QUI. Dn 4.37

Deus abate os soberbos

SEX.1 Jo 1.9

Se confessarmos os pecados, Ele é fiel para nos perdoar

SÁB. 2 Tm 2.11-13

Deus permanece fiel, pois não nega a si mesmo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Daniel 1.1-7; 2.29,30; Daniel 2.29, 30

Daniel 1.1-7; 2.29,30

1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou.

2 E o SENHOR entregou nas suas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da Casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus. e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus.

3 E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real, e dos nobres,

4 jovens em quem não houvesse defeito algum, formosos de aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e sábios em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para viver no palácio do rei, a fim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caldeus.

5 E o rei lhes determinou a ração de cada dia, da porção do manjar do

rei e do vinho que ele bebia. e que assim fossem criados por três anos, para que no fim deles pudessem estar diante do rei.

6 E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misaele Azarias.

7 E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel pôs o de Beltessazar, e a Hananias, o de Sadraque, e a Misael, o de Mesaque, e a Azarias, o de Abede-Nego.

 

Daniel 2.29, 30

29 Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os segredos te fez saber o que há de ser.

30 E a mim me foi revelado este segredo, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei e para que entendesses os pensamentos do teu coração.

 

CONECTADO COM DEUS

O profeta Daniel ainda era jovem quando foi levado com seus amigos para o cativeiro na Babilônia. Ali, ele viveu experiências que jamais imaginava para sua vida. O rei havia ordenado a escolha de alguns jovens, pertencentes à linhagem real judaica, formosos de aparência e habilitados para viver no palácio real. Dentre estes estava Daniel. À época, talvez ele mal pudesse imaginar o quanto aquelas tristes circunstâncias estavam diretamente ligadas ao bom propósito de Deus para sua vida. Muitas vezes, somos submetidos a situações assim, as quais pensamos que tudo deu errado. Mas a história de Daniel vai nos mostrar que Deus sempre tem o controle sobre todas as coisas e as faz cooperar para o bem daqueles que são chamados segundo o seu propósito!

 

l. QUEM ERA DANIEL?

1.1. Cativeiro em Babilônia

Nos dias do rei Jeoaquim, por volta do ano 605 d.C.„ Deus permitiu que Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadisse Judá e cercasse Jerusalém, O cativeiro babilônio tornou-se inevitável diante da impenitência do povo de Judá, que por várias vezes rejeitou a convocação ao arrependimento feita pelos profetas enviados por Deus. A deportação dos judeus para a Babilônia ocorreu em três etapas: o primeiro grupo foi levado em 605 a.C.; o segundo grupo foi deportado em 595 a.C.; e, por fim, o terceiro grupo foi conduzido para a Babilônia em 587 a.C. Daniel e seus amigos foram levados durante a primeira investida, sob o governo de Jeoaquim, rei de Judá (Dn 1.1).

 

1.2. Da Linhagem real

Aspenaz, chefe dos eunucos, trouxe alguns jovens que pertenciam à linhagem real de Israel para participarem de um programa de treinamento no palácio do rei, Esses jovens deveriam ser formosos de aparência, instruídos em toda a sabedoria, sábios em toda a ciência, entendidos no conhecimento e aptos para viver no palácio do rei. Dentre estes, estavam Daniel e seus amigos Hananias, Misael e Azarias. Eles receberam novos nomes: Daniel passou a se chamar Beltessazar; a Hananias, chamaram de Sadraque; Misael, de Mesaque; e Azarias, de Abede-Nego (1.7).

 

No palácio do rei, os jovens aprenderiam as letras e a cultura dos caldeus e teriam uma rotina e dieta reguladas com o melhor que poderia ser oferecido no império.

 

1.3. Um profeta-estadista

Durante os dias em que esteve no palácio do rei, Daniel e seus amigos desfrutaram do cuidado divino. Tanto é que estes jovens se sobressaíram em relação aos demais que haviam sido transportados para a Babilônia. As Escrituras nos garantem que Deus concedeu a Daniel, Hananias, Misael e Azarias a graça de terem o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria, mas a Daniel o Senhor concedeu o entendimento em toda a visão e sonhos (Dn 1.17). Deus iria levantar Daniel como uma liderança forte e significativa no Império Babilônio, a fim de livrar o povo de Israel da destruição e para profetizar sobre o futuro.

 

2. CORAGEM PARA SER FIEL

2.1. Sua convicção pura

Daniel e seus amigos foram educados na Lei do Senhor desde a infância. Notoriamente, as práticas religiosas, a dieta, bem como os ensinamentos caldeus contrariavam os retos conselhos da Lei do Senhor, contudo, o posicionamento de Daniel e seus amigos revela que eles não renunciariam às suas convicções, mesmo se tivessem que pagar com a própria vida para isso. O amor à Palavra de Deus e a fé que receberam de seus pais fizeram com que a dedicação no serviço e obediência a Deus fossem maiores do que as circunstâncias adversas com que eles se deparavam.

 

Que exemplo! Será que você também está disposto a rejeitar as iguarias que o “deus deste século” tem colocado diante de você ou não vê problema algum em assentar-se à mesa com os escarnecedores? Pense nisso!

 

2.2. Decidiu não se contaminar

O conhecimento da Lei do Senhor levou Daniel e os seus amigos a discernirem que as iguarias oferecidas no palácio do rei eram oferendas dedicadas a deuses pagãos. Logo, participar daquela dieta significaria renunciar aos ensinamentos sagrados. Deus honrou a atitude dos jovens, fazendo com que a dieta de legumes adotada por eles tornasse suas aparências mais saudáveis do que a daqueles que se alimentavam da porção do manjar real (Dn 1.13-16). O Senhor ainda os abençoou dando-lhes conhecimento, inteligência em todas as letras e sabedoria, mais do que todos os outros doutos do reino (1.17,20).

 

Quando nos tornamos tolerantes com o pecado, nos alimentando das “iguarias" mundanas, a nossa comunhão com Deus é prejudicada. Portanto, faça como Daniele seus amigos: decida em seu coração não se contaminar com este mundo.

 

2.3. Sua vida de oração

Para manterem-se firmes na fé, apenas a decisão de não se contaminar com a cultura babilônica não seria o suficiente para aqueles jovens. Eles precisariam prosseguir na busca e comunhão com Deus. Por esse motivo, Daniel é caracterizado no livro como um homem de oração (Dn 6.10). Desenvolver o hábito de orar, mesmo que em espirito, como ensina o apóstolo Paulo, é fundamental para não perdera conexão com o Senhor. Daniel e seus amigos certamente contaram com a provisão divina quando fizeram o trato com Aspenaz a respeito da dieta de legumes. Semelhantemente, diante das tentações e pressões do mundo, a contínua oração é o sustento necessário para vencermos pela fé (1 Jo 54).

 

3. FESTA NA BABILÔNIA

3.1. O orgulho humano

Nos dias de seu reinado, Nabucodonosor havia sonhado com uma grande estátua feita de vários materiais (Dn 2). Nessa ocasião, Daniel foi levado ao rei a fim de revelá-lo 0 sentido do sonho e apontou que ele era a cabeça de ouro da estátua. Isso significava que o Deus dos céus o havia entregado o domínio de toda a Terra. Por essa razão, o rei se orgulhou muito e procurava usar a religião para consolidar o seu domínio sobre todas as províncias conquistadas. O orgulho fez com que o rei ordenasse a construção de uma estátua e convocou uma grande festa para a consagração daquele monumento. Nesse ajuntamento, todos os prefeitos, presidentes, juízes e autoridades deveriam se prostrar e reverenciar a imagem do rei (3.1-6). Esse é mais um exemplo do que o orgulho pode provocar no coração das pessoas.

 

3.2. A estátua de ouro e a coragem dos jovens

A estátua que o rei mandou construir tinha dois metros e sessenta de largura, 27 metros de altura e foi levantada em um local chamado “Campo de Dura" (3,1). Essa obra colossal tornou-se um símbolo do governo de Nabucodonosor. Para cumprir esse propósito, o rei convocou todas as autoridades do Império Babilônico e, como prova de lealdade, ordenou que, ao sinal combinado e ao som da orquestra, todos se prostrassem diante da estátua (3.5), Mesmo sabendo das consequências de não obedecerem à ordem do rei, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não se curvaram diante da estátua. Atualmente, o nosso inimigo espiritual nos tenta para pecarmos contra o Senhor e nos desviarmos da sua vontade (1 Pe 5.8, 9). Entretanto, a confiança em Deus nos trará livramento de qualquer cilada.

 

3.3. A fornalha ardente superaquecida e o Quarto Homem.

A postura dos jovens hebreus chamou a atenção de certos caldeus. Insatisfeitos, comunicaram ao rei que a desobediência vinha justamente dos judeus que ocupavam cargos no reino. Depois que ficou sabendo, Nabucodonosor resolveu dar mais uma oportunidade aos jovens para que se submetessem ao decreto. Em resposta, os jovens confiaram plenamente na provisão divina. Caso não houvesse livramento, estavam dispostos a morrer submissos à vontade de Deus. Entretanto, quando foram lançados na fornalha ardente, um quarto homem com aparência diferente apareceu entre eles. Era o anjo do Senhor livrando-os da morte (3.25). O Senhor sabe livrar e honrar aqueles que são fiéis aos seus mandamentos.

 

PARA CONCLUIR

A história de Daniel e seus amigos na Babilônia nos mostra que o Senhor não abandona os seus servos nos momentos mais difíceis. Eles enfrentaram grandes desafios que surgiram para desanimá-los ou tentá-los a abandonarem a fé. A história deles nos revela que Deus é soberano e tem o controle sobre cada detalhe da vida de seus servos. Confie sua vida a Deus e seja fiel aos seus ensinamentos, Ele conhece o seu passado, presente e, com certeza, tem um futuro de bênçãos para você.

 

HORA DA REVISÃO

1. Como deveriam ser os jovens escolhidos para o treinamento no palácio do rei da Babilônia?

2. Como Deus honrou Daniel e aos seus amigos por decidirem não se contaminar com as iguarias do rei?

3. Como o profeta Daniel é caracterizado no livro bíblico?

4. O que o orgulho no coração de Nabucodonosor o levou a fazer?

5. O que aconteceu quando Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram lançados na fornalha ardente?

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Lição 4 EZEQUIEL - UM JOVEM COM VISÕES (Lições Bíblicas Juvenis)

Lições Bíblicas Juvenis

Lições Bíblicas Juvenis 2° trimestre 2024 – CPAD

ASSUNTO  DO TRIMESTRE: Conhecendo dos Livros dos Profetas

Comentarista: Thiago Santos

| Subsídios Dominical | Lição 4 EZEQUIEL - UM JOVEM COM VISÕES

 

VERSÍCULO CHAVE

“E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo." (Ezequiel 2.1).

LEITURA DIÁRIA

SEG. Ez 2.3

As nações se rebelaram contra o Senhor

TER. Dt 18.21,22

A palavra dos verdadeiros profetas se cumpre

QUA. Ez 22.30

Deus procura alguém disposto a trabalhar em sua obra

QUI. Ez 36.26

Deus prometeu um novo coração

SEX. 1 Ts 5.20-22

Não desprezemos as profecias

SÁB. Nm 12.6

Deus fala ao seu povo por meio dos profetas

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ezequiel 2

1 E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.

2 Então, entrou em mim o Espirito, quando falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.

3 E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais prevaricaram contra mim, até este mesmo dia.

4 E os filhos são de semblante duro e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor JEOVÁ.

5 E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber que esteve no meio deles um profeta.

6 E tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que sejam sarças e espinhos para contigo, e tu habites com escorpiões, não temas as suas palavras, nem te assustes com o rosto deles, porque são casa rebelde.

7 Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.

8 Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a boca e come o que eu te dou.

9 Então, vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela estava um rolo de livro,

10 E estendeu-o diante de mim, e ele estava escrito por dentro e por fora; e nele se achavam escritas lamentações, e suspiros, e ais.

 

CONECTADO COM DEUS

O profeta Ezequiel exerceu seu ministério em uma época muito importante da história do Reino do Sul. O Senhor o chamou para anunciar uma mensagem de repreensão para um povo rebelde e de dura cerviz, isto é, para pessoas orgulhosas que não reconheciam seus erros e desobediências à vontade divina. Em nossos dias, temos visto pessoas com esse mesmo comportamento. 0 livro de Ezequiel nos ensina preciosas lições acerca da forma com que temos de lidar com esse tipo de comportamento reprovado pela Palavra de Deus.

 

1. A VIDA DO PROFETA

1.1. Quem era Ezequiel?

A Bíblia relata Ezequiel como um jovem de família sacerdotal (Ez 1.3). Ele passou os primeiros 25 anos da sua vida em Jerusalém, preparando-se para o exercício ministerial no Templo, quando foi levado prisioneiro para a Babilônia no ano 597 a.C. Ao atingir a idade de 30 anos, Ezequiel recebeu o chamado profético, período em que iniciou o trabalho em seu livro. Os últimos acontecimentos registrados pelo profeta datam que ele tinha aproximadamente 50 anos. Segundo a tradição, Ezequiel era casado, mas sua esposa veio a falecer.

 

1.2. Contexto social da época

O cenário histórico do livro de Ezequiel é a Babilônia, mais precisamente os primeiros anos do cativeiro (593-571 a.C.). Quando Nabucodonosor transportou a segunda leva de prisioneiros para a Babilônia (697 a.C.), Ezequiel ainda era jovem. Foi um período muito complicado para o povo judeu, que veio a testemunhar a destruição completa de Jerusalém alguns anos depois (586 a.C.), Já no exílio, o profeta Ezequiel iniciou o seu ministério, tendo como contemporâneos os profetas Daniel, que, nesse tempo, já estava na Babilônia, e 0 profeta Jeremias, que havia ficado em Jerusalém. A última profecia de Ezequiel tem como data o mês de abril de 571 a.C.

 

1.3. Chamado e responsabilidade

O chamado de Ezequiel ocorreu em tempos tenebrosos. Após o povo de Deus ser várias vezes repreendido para se converter das suas más obras, ao persistir no erro lhe sobreveio o cativeiro, conforme avisado pelo Senhor pela boca de seus legítimos profetas. Nesse tempo, muitos profetas anunciavam mentiras, segundo a vontade de seu coração (Ez 13).

 

É nesse contexto que Ezequiel inicia o seu ministério com o propósito de anunciar a mensagem de juízo divino ao povo apóstata de Judá e Jerusalém (1—24), bem como às sete nações estrangeiras que circundavam Judá.

 

Além disso, Ezequiel entregou também uma mensagem direcionada aos judeus que estavam no exílio, na intenção de encorajá-los a manterem a fé, pois, no futuro, Deus restauraria o seu povo conforme a aliança que havia feito com eles. O Senhor disse também que a responsabilidade era individual, que pecados dos antepassados não seriam trazidos sobre a descendência (Ez 18). Assim sendo, cada geração deveria prestar contas das suas atitudes diante de Deus.

 

2. A VISÃO DO PROFETA

2.1. A visão da glória de Deus

O livro de Ezequiel inicia com a descrição da visão da glória de Deus revelada ao profeta. No dia em que o Senhor o chamou para exercer o chamado profético, Ezequiel teve visões da glória e da santidade de Deus (Ez 14.5). Tratava-se de um vento tempestuoso e uma grande nuvem com fogo que se aproximava. Do meio da tempestade, saíam quatro animais que tinham a semelhança de um homem, Cada criatura tinha quatro rostos: um rosto de homem, mostrando a imagem de vingadores humanos: um rosto de leão, indicando poder e terror: um rosto de boi, sugerindo sua força constante a serviço de Deus; e um rosto de águia, mostrando que serão velozes para elevar-se acima da oposição mais forte que Jerusalém pudesse apresentar (BEACON, 2005). Ezequiel viu também rodas em volta dos animais em movimento constante. A linguagem figurada utilizada por Ezequiel representava a soberania de Deus acima de todas as coisas e a sua presença em todas as esferas da criação. Esse mesmo Deus estava com Ezequiel e com os exilados à margem do rio Quebar.

 

2.2. O juízo e a misericórdia divinos

Os juízos divinos revelados a Ezequiel apontavam à queda de Jerusalém, sua destruição final por meio de Nabucodonosor, rei da Babilônia, o que ocorreu durante o reinado de Zedequias em Judá, no décimo primeiro ano de seu reinado. Ezequiel predisse também juízos sobre sete povos pagãos: Amom (25.1-7), Moabe (25.8-11), Edom (25.12-14), Filístia (25.15-17), Tiro (26.1—28.19), Sidom (28.20-26) e Egito (29—32). Na última seção, os capítulos 33—48, contém profecias acerca da responsabilidade dos verdadeiros profetas, como atalaias de Deus: profecia contra os pastores infiéis de Israel, bem como acerca da restauração de Jerusalém e esperança sobre o futuro da nação eleita.

 

Durante o tempo em que esteve na Babilônia, Ezequiel profetizou também acerca daqueles que se encontravam exilados, bem como contra os moradores de Jerusalém, antes da invasão final em 586 a.C. A quantidade de mensagens que apontavam o juízo divino a vários povos em diversas circunstâncias revela que o ministério profético de Ezequiel não foi nada fácil ademais, ele teve a difícil missão de pregar para povos rebeldes e obstinados, a começar pelo seu.

 

2.3. Quando Deus retira a sua glória

Por muito tempo, os moradores de Jerusalém e Judá conservaram a sensação de que tudo estava fluindo muito bem. Não havia problema algum em manter as práticas pecaminosas — afinal de contas, servir a Deus ou não era uma questão de escolha, Acontece que Deus estava vendo todas as práticas pecaminosas dos judeus e fez cair sobre a cabeça deles as consequências de seus pecados (Ez 9.10).

 

Na segunda visão revelada pelo Senhor ao profeta, ele avistou a glória de Deus saindo do Templo. Em seguida, os querubins conduziram a glória de Deus para fora da cidade de Jerusalém, em direção ao Monte das Oliveiras, em razão da condição de pecados e idolatria (Ez 10). A Palavra de Deus é categórica em afirmar que o Senhor é santo e requer santidade do seu povo. Sem santificação ninguém verá a Deus (Lv 19.2; 1 Pe 1.15). Não podemos permitir que o pecado nos faça perder a sensibilidade do Espírito Santo. Caso contrário, nós também perderemos a glória do Senhor que paira sobre nossa vida.

 

3. O ATALAIA DE DEUS

3.1. A responsabilidade do vigia

Quando o Senhor chamou Ezequiel para ser profeta, comparou-o a um “atalaia” (Ez 2—3). O atalaia é um tipo de servo que ficava à entrada da cidade, como uma sentinela, vigiando para anunciar caso qualquer perigo viesse ao encontro da cidade. Esse ofício se aplica às circunstâncias de Ezequiel, enquanto verdadeiro profeta em meio a muitos falsos, haja vista ser ele o canal de Deus para anunciar o mal que viria sobre Israel devido à sua desobediência (Ez 3.16-21).

 

A responsabilidade do profeta era tanta que, caso ele não anunciasse a mensagem para o arrependimento do pecador, Deus requereria o sangue dele das suas mãos, Mas, se avisasse o transgressor, e ele não se convertesse, este morreria na sua maldade. O mesmo fim se sucederia ao justo, caso desviado de sua justiça, ouvisse a mensagem e, mesmo assim, não se arrependesse (Ez 3.20).

 

Nestes últimos dias, Deus continua a nos chamar como “atalaias" para anunciar a sua Palavra. Se não cumprirmos fielmente o seu chamado, seremos responsabilizados diante dEle.

 

3.2. Ouvir e advertir com o que ouviu

A palavra anunciada a Ezequiel era clara: ele deveria ouvir e transmitir tudo quanto o Senhor ordenasse. Era preciso advertir os pecadores de que deveriam se converter de seus maus caminhos e praticar a justiça. Após cumprir a sua missão como atalaia, a ordem de Deus era para que ele permanecesse em sua casa, calado, até que, no tempo oportuno, o Senhor tornasse a abrir sua boca para anunciar a Palavra à “casa rebelde".

 

Deus cerrou os lábios do profeta durante sete anos, a fim de que não servisse de repreensão ao seu povo. O Senhor disse ao profeta: "Quem ouvir ouça, e quem deixar de ouvir deixe: porque casa rebelde são eles" (Ez 3.27). Esse modo de tratar com o seu povo nos leva a crer que Deus conhece aqueles que certamente ouvirão ou não a sua mensagem. O nosso papel, enquanto mensageiros de Deus, é pregar a sua Palavra “quer ouçam, quer deixem de ouvir".

 

PARA CONCLUIR

A experiência do profeta, no tocante às visões gloriosas, bem como o seu chamado profético para anunciar uma dura mensagem a um povo rebelde nos ensinam importantes lições para o tempo presente. Semelhante àqueles dias, a sociedade encontra-se cada vez mais distante dos valores e princípios da Palavra de Deus. Isso comprova as palavras do Senhor Jesus ao dizer que, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Que você, aluno(a) da classe Juvenis, se comprometa em ser um atalaia de Deus nestes últimos dias!

 

HORA DA REVISÃO

1. Sendo de família sacerdotal (Ez 1.3), como teria sido a vida de Ezequiel, antes do cativeiro, em 597 a.C.?

2. Quem eram os profetas contemporâneos a Ezequiel?

3. Em seu sentido figurado, o que a primeira visão gloriosa de Ezequiel representava?

4. O que Ezequiel avistou na segunda visão gloriosa e por qual razão?

5. Como o ofício de atalaia se aplicava às circunstâncias de Ezequiel?

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Lição 3 A REALIDADE BÍBLICA DO PECADO (Classe dos Jovens)

Escola dominical Classe dos Jovens

🎓 Lições Jovens 2° Trimestre 2024 CPAD

Revista: O Padrão Bíblico para a Vida Cristã Caminhando segundos os Ensinos das Sagradas Escrituras

Site: Subsídios Dominical


TEXTO PRINCIPAL

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Rm 3.23)



RESUMO DA LIÇÃO

O pecado é um mal real que atinge toda a humanidade e que traz consequências eternas.





LEITURA SEMANAL

SEGUNDA- Jo 16.8

É o Espírito que convence do pecado

TERÇA - Tg 4.17

Pecado por não fazer o que é certo

QUARTA - Sl 32.5

Não encobrir o pecado

QUINTA - St 5.14

O pecado sempre é contra Deus

SEXTA -1Jo 1.8

Todos pecamos

SÁBADO - Rm 6.23

O salário do pecado é a morte


TEXTO BÍBLICO

Romanos 3-9-18

9 Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado.

10 Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer,

11 Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus.

12 Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.

13 A sua garganta é um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios.

14 Cuja boca está cheia de maldição e amargura.

15 Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.

16 Em seus caminhos há destruição e miséria.

17 E não conheceram o caminho da paz.

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.


INTRODUÇÃO

Uma das características do Cristianismo é o ensino de que o homem possui uma forte tendência a rejeitar o que é bom e praticar o que é mau. Tal prática desagrada e ofende a Deus, pois Ele nos criou para que fizéssemos o que é certo e justo. Essa prática do que é mau chamamos de pecado, algo que faz com que o homem se afaste de Deus e seja condenado a uma existência de conflitos com aqueles que o cercam e com aquele que os criou nesta vida, e que pode levá-lo ao Inferno, na eternidade.

I - O QUE É O PECADO

1. Conceitos extrabíblicos sobre o pecado.

Uma das características do pecado é o obscurecimento do entendimento humano. Isso significa que qualquer coisa que lhe seja dita e que corresponda a uma reprovação por seus atos errados poderá ser intelectualmente rechaçada.

Há uma corrente filosófica que defende ser o pecado um mecanismo de opressão de um grupo de pessoas por outro, de tal forma que, se os oprimidos estiverem livres dessa opressão, não cometerão o pecado.

 

Outra corrente ensina que ações como a violência e o desajuste sexual não têm uma origem espiritual, e sim material, pois se o homem é fruto de uma evolução, esses elementos são traços característicos dos animais passados geneticamente.

 

Para outros pensadores, o pecado é uma ilusão a ser combatida por meio intelectual, pois para eles, se Deus não existe, logo, a ideia do pecado, que é uma afronta contra esse Deus, também não deveria existir. Na prática, a sociedade dos nossos dias rejeita a ideia da existência do pecado como um mal que aflige a humanidade e que deve ser combatido; dessa forma, atribui a ele uma mera percepção religiosa, não sendo, portanto, algo que deve fazer parte das preocupações dos seres humanos. Tudo isso mostra que o pecado tem o poder de afetar o intelecto e as ações humanas, distorcendo a capacidade de entender e aceitar as coisas espirituais.

 

2. O conceito bíblico sobre o pecado.

A Bíblia descreve o pecado como um ato de rebeldia contra Deus. Segundo o Dicionário Wycliffe, “pecado não é somente alguma coisa contrária ao que Deus disse que o homem não deveria fazer, mas é também algo contrário ao que Deus não quer que o homem faça, com base nos princípios revelados.

 

"A expressão mais utilizada para definir o pecado é “errar o alvo", ou seja, ter na sua frente um objeto e não conseguir acertá-lo, como se uma pessoa que tivesse em mãos um arco e uma flecha, ou mesmo uma funda, e não conseguisse atingir o alvo à sua frente, ou porque este estava em movimento, ou porque quem atirou a flecha ou a pedra não mirou de forma correta. Na prática, tão danoso quanto errar o alvo é esquecer-se de Deus, e essa é uma definição mais forte sobre o pecado.

 

Quando nos esquecemos do Senhor e transgredimos a sua Lei, nos colocamos contra Ele e seus mandamentos. Davi exemplifica bem que os escritores sagrados tinham consciência da existência do pecado: “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Sl 51.3).

 

3. A origem do pecado.

É natural que queiramos saber como tudo surgiu, desde objetos a grandes ideias. Nosso mundo foi criado por Deus, e nós também. Ocorre que uma de suas criaturas, Satanás, mesmo dotado de proximidade da glória de Deus, decidiu que seria semelhante ao Altíssimo, e por isso, foi retirado de sua condição de perfeição, tornando-se a fonte de todo o mal.

 

O profeta Ezequiel, falando acerca do rei de Tiro, profecia também atribuída a Satanás, diz que “perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que fostes criado, até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28.15). Esse versículo nos mostra duas coisas: Satanás não é um deus, embora se ache um; e que o pecado pode corromper até a mais perfeita criatura.

 

Satanás, uma vez privado de sua glória por causa de sua rebeldia, dirige-se para transmitir seu mal à outras duas criaturas que foram feitas por Deus, 0 homem e a mulher. Estes foram feitos à imagem de Deus, mas estavam sujeitos ao mal, pois não eram imunes ao pecado. Eles deveriam depender do Criador o tempo todo para que não pecassem, e justamente em um momento em que se esqueceram do Senhor, foram fisgados pelo discurso de Satanás, pecaram contra o Todo- -Poderoso e foram julgados por essa desobediência. A partir daí, todas as desgraças que acometem a humanidade: mentira, assassinatos, acusações, guerras, desrespeito entre os casais e a morte. O pecado provém de Satanás, o pai da mentira, que peca e mente desde o princípio (Jo 8.44).

II - AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. O homem foi criado bom.

Segundo as Escrituras, o ser humano foi criado perfeito, sem pecado. Chamamos isso de estado de inocência, em que o homem e a mulher não tinham a consciência do mal. Eclesiastes 7.29 diz que “Deus fez ao homem reto”. Mas, mesmo tendo sido criado sem imperfeição alguma, o homem cedeu à tentação. A partir de sua desobediência a Deus, dando ouvidos à proposta de Satanás, o homem passou a ser mau. Observe que o ser humano usou da Liberdade que tinha para desobedecer a Deus: Gênesis 3 nos conta que Satanás não obrigou o casal a comer do fruto que Deus Lhes havia vedado, mas que eles mesmos, convencidos por Satanás, comeram da árvore.

 

2. Degradação da raça humana.

A humanidade pode até negar a existência do pecado, mas não pode negar a consciência de que estão errados quando cometem uma iniquidade. Gênesis 3.7 diz: “então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus”. O pecado tira a inocência do ser humano.

 

Se eles buscaram ser parecidos com Deus, conhecedores do bem e do mal, Logo perceberam que a decisão que tomaram, incitados por Satanás, Lhes mostrou que o mal que desconheciam agora Lhes dominava.

 

Os homens se tornaram violentos, gananciosos, assassinos, desrespeitosos de compromissos, doentes e insatisfeitos com o que possuíam. Criaram deuses para si e os adoraram, e nesses cultos degradaram a imagem e semelhança que tinham de Deus em si.

 

3. A degradação do mundo em que vivemos.

É curioso perceber que o pecado afetou não somente a humanidade, mas igualmente o mundo em que ela vive. Questões como alterações climáticas, poluição e alterações na produtividade dos alimentos têm sua origem nos efeitos do pecado. O apóstolo Paulo nos diz que a criação aguarda ser redimida (Rm 8.22). Os problemas ambientais que vemos hoje são oriundos da pecaminosida de humana, seja por força de ações, seja por omissões.

 

O descaso com o ambiente em que vivemos nos mostra o quanto nos afastamos de Deus e de sua criação. Mesmo a Terra Prometida pelo Senhor a Moisés e ao povo foi alvo desse descaso. A Lei de Moisés designava que a terra deveria descansar no sétimo ano, após ter sido lavrada e as colheitas realizadas. Esse descanso era “um sábado ao Senhor” (Lv 25.4), mas os hebreus, desprezaram esse mandamento, sendo isso grave violação à Lei de Deus.

 

III - CONSEQUÊNCIAS PARA QUEM COMETE O PECADO

1. A morte física e a espiritual.

Após criar Adão e colocá-lo no Éden, Deus advertiu que ele não comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, para que não morresse. Por ter dado mais ouvidos ao que Satanás lhes disse e tendo desobedecido a Deus, homem e a mulher se sujeitaram à morte, o fim da existência física. Não somente isso, mas todos os filhos de Adão e Eva herdaram a pecaminosidade de seus pais e a morte que os levou.

 

Vemos aqui o que a Teologia Cristã chama de solidariedade. A partir de Adão, o pecado e a morte como consequência foram transmitidos aos seus descendentes. “Pelo que, por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12).

 

Portanto, o pecado é hereditário e a sua universalidade deve-se à corrupção da natureza humana que é a consequência que herdamos de nossos primeiros pais, Adão e Eva, Segundo a Carta aos Hebreus, “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo" (Hb 9.27). Na morte, o ser humano tem as suas conexões com este mundo cessadas. Com a quebra da comunhão com Deus, vem também a morte espiritual, a separação entre o homem e o Criador. Essa é a segunda consequência do pecado.

 

2. A perdição eterna.

A perdição eterna se dá justamente após a morte física. Finda a existência do ser humano, e resta-lhe apenas uma eternidade com ou sem Deus. A perdição eterna é justamente a consequência de quem se esqueceu do Senhor nesta vida, que não se arrependeu de seus pecados e não aceitou a mensagem do Evangelho trazida por Jesus Cristo.

 

Segue-se, portanto, uma séria advertência: onde passaremos a eternidade depende de nossas decisões e ações nesta vida presente. É preciso que nos arrependamos de nossos pecados, aceitemos a Jesus como nosso Salvador e Senhor, e que possamos andar com Deus em nossa vida.


Por mais que a vida seja ínfima diante do destino que nos aguarda, é nela que devemos tomar a decisão que pode nos levar para o Céu, ou escolher ignorar as advertências de Deus e passar a eternidade sem Ele, no Inferno.


O PENSE!

É possível que a humanidade consiga prover uma solução para combater os seus pecados?


PONTO IMPORTANTE!

A esperança de que a humanidade necessita para se livrar de seus pecados não veio da própria humanidade, e sim do próprio Deus.


CONCLUSÃO

A fé cristã nos ensina que o pecado existe, que toda a raça humana foi alcançada por ele, recebendo, como juízo, a morte e o afastamento de Deus, Diante do que estudamos, não podemos aceitar as ideias modernas que tentam tirar do ser humano a responsabilidade por seus pecados, maldades e das consequências desses atos. O pecado é real e pode levar as pessoas para a perdição eterna.


HORA DA REVISÃO

1. Segundo a lição, cite uma das características do pecado.

2. Qual o conceito bíblico sobre pecado?

3. Qual a expressão mais utilizada para definir pecado?

4. O que nos mostra o texto de Ezequiel 28.15?

5. Segundo a lição, os problemas ambientais que vemos hoje são oriundos de quê?

 

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