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Lição 13 - O Senhor Está Ali

ūüĒ• REVISTA ADULTOS — 4¬ļ TRIMESTRE DE 2022, CPAD

ūüēõ Data: 25 de Dezembro de 2022

Lição 12 - Imersos no Espírito nos Últimos Dias

ūüĒ• REVISTA ADULTOS — 4¬ļ TRIMESTRE DE 2022, CPAD

ūüēõ Data: 18 de dezembro de 2022

Lição 11 - A Visão do Templo e o Milênio

ūüĒ• REVISTA ADULTOS — 4¬ļ TRIMESTRE DE 2022, CPAD

ūüēõ Data: 11 de dezembro de 2022

Comentarista: Esequias Soares

ūüďĚ REVISTA: A Justi√ßa Divina: A Prepara√ß√£o do Povo de Deus para os √öltimos Dias no Livro de Ezequiel

Lição 10 - A Restauração Nacional e Espiritual de Israel

ūüĒ• REVISTA ADULTOS — 4¬ļ TRIMESTRE DE 2022, CPAD

ūüēõ Data: 4 de dezembro de 2022

Comentarista: Esequias Soares

ūüďĚ REVISTA: A Justi√ßa Divina: A Prepara√ß√£o do Povo de Deus para os √öltimos Dias no Livro de Ezequiel

Lição 9 - Gogue e Magogue: Um Dia de Juízo

ūüēõ Data: 27 de novembro de 2022

Comentarista: Esequias Soares

ūüďĚ REVISTA: A Justi√ßa Divina: A Prepara√ß√£o do Povo de Deus para os √öltimos Dias no Livro de Ezequiel

ūüďö  TEXTO √ĀUREO

“E sair√° a enganar as na√ß√Ķes que est√£o sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo n√ļmero √© como a areia do mar para as ajuntar em batalha.” (Ap 20.8)

ūüí°  VERDADE PR√ĀTICA

A palavra profética anuncia que, antes da restauração espiritual de Israel, virão Gogue e seu bando para invadir a Terra Santa, mas eles serão derrotados.

 LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Gn 10.2

Magogue é um descendente de Jafé, filho de Noé

Terça - Jr 1.14

"O mal vem do Norte" era o ditado desde os dias de Jeremias

Quarta - Ez 27.13; 38.2

Meseque e Tubal aparecem como confederados de Gogue

Quinta - Ez 38.16

Nesse conflito todas as na√ß√Ķes ficar√£o sabendo que Jav√© √© Deus

Sexta - Ap 16.13-16

A batalha do Armagedom não é a mesma do conflito de Gogue

S√°bado - Zc 14.2-4

Os inimigos de Israel ser√£o derrotados no fim dos tempos


LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Ezequiel 38.1-6; 39.1-10

Ezequiel 38

1 - Veio mais a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2 - Filho do homem, dirige o rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal, e profetiza contra ele.

3 - E dize: Assim diz o Senhor JEOV√Ā: Eis que eu sou contra ti, √≥ Gogue, pr√≠ncipe e chefe de Meseque e de Tubal.

4 - E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos bizarramente, congregação grande, com escudo e rodela, manejando todos a espada;

5 - persas, etíopes e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete;

6 - Gomer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, da banda do Norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo.


Ezequiel 39

1 - Tu, pois, √≥ filho do homem, profetiza ainda contra Gogue e dize: Assim diz o Senhor JEOV√Ā: Eis que eu sou contra ti, √≥ Gogue, pr√≠ncipe e chefe de Meseque e de Tubal.

2 - E te farei voltear, e te porei seis anzóis, e te farei subir das bandas do Norte, e te trarei aos montes de Israel.

3 - E tirarei o teu arco da tua m√£o esquerda e farei cair as tuas flechas da tua m√£o direita.

4 - Nos montes de Israel, cairás, tu, e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; e às aves de rapina, e às aves de toda a asa, e aos animais do campo, te darei por pasto.

5 - Sobre a face do campo cair√°s, porque eu falei, diz o Senhor JEOV√Ā.

6 - E enviarei um fogo sobre Magogue e entre os que habitam seguros nas ilhas; e saber√£o que eu sou o SENHOR.

7 - E farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as na√ß√Ķes saber√£o que eu sou o Senhor, o Santo em Israel.

8 - Eis que √© vindo e se cumprir√°, diz o Senhor JEOV√Ā; este √© o dia de que tenho falado.

9 - E os habitantes das cidades de Israel sair√£o, e totalmente queimar√£o as armas, e os escudos, e as rodelas, com os arcos, e com as flechas, e com os bast√Ķes de m√£o, e com as lan√ßas; e far√£o fogo com tudo isso por sete anos.

10 - E n√£o trar√£o lenha do campo, nem a cortar√£o dos bosques, mas com as armas acender√£o fogo; e roubar√£o aos que os roubaram e despojar√£o aos que despojaram, diz o Senhor JEOV√Ā.

Hinos Sugeridos: 237, 457, 492 da Harpa Crist√£


INTRODUÇÃO

A profecia cumprida na antiguidade b√≠blica tem levado a ala c√©tica a argumentar que a profecia foi escrita depois do fato acontecido. Com rela√ß√£o √†s profecias messi√Ęnicas, n√£o h√° como defender esse pensamento. Nesta li√ß√£o, veremos as profecias de Ezequiel que tratam de eventos que ainda n√£o ocorreram com Israel. Muito mais agora, com Israel no centro do notici√°rio mundial, eles n√£o podem dizer que o profeta escreveu a profecia depois dos fatos.

PALAVRA-CHAVE

Juízo


I - SOBRE A IDENTIDADE DOS POVOS INVASORES (PARTE 1)

Essa profecia envolve muitos nomes, e alguns deles at√© parecem enigm√°ticos. O nosso desafio √© identificar quem s√£o, hoje, os povos que Ezequiel menciona na antiguidade. 

 

1. Os invasores (38.6; 39.2).

A profecia deixa claro que essa invas√£o ser√° para o “fim dos anos” (38.8); “no fim dos dias” (38.16); depois da restaura√ß√£o do Estado de Israel (38.12). Isso significa que ser√° antes da Grande Tribula√ß√£o, ou, talvez, logo no in√≠cio dela, portanto n√£o √© a mesma batalha do Armagedom (Ap 16.16). Outra informa√ß√£o importante √© que os povos da coaliz√£o do pr√≠ncipe ou comandante chamado Gogue s√£o da “banda do Norte” e outros grupos do norte da √Āfrica, como et√≠opes e os de Pute (38.5). O cap√≠tulo 39 descreve a derrocada de Gogue e os seus confederados (39.4-6). Essa informa√ß√£o geogr√°fica √© vaga e muito gen√©rica, considerando a vasta extens√£o territorial e multid√£o de povos que habitam ali.

 

2. Compreendendo a profecia.

O discurso de Ezequiel deixa claro que a mensagem n√£o √© para a sua gera√ß√£o, mas para quando Deus fizer regressar o seu povo da di√°spora de todas as na√ß√Ķes da terra (Ez 36.24; Am 9.14,15). Como a profecia √© para um tempo ainda distante, esses or√°culos divinos foram vazados na linguagem da √©poca do destinat√°rio original. √Č necess√°rio, pois, identificar esses povos no contexto em que vivia o profeta e procurar identific√°-los nos tempos atuais, quando poss√≠vel. Isso tornar√° a profecia compreens√≠vel e mais v√≠vida em nossos dias.

 

3. Gogue (38.2a; 39.1a).

O nome “Gogue” fora da profecia de Ezequiel s√≥ aparece mais duas vezes nas Escrituras, um descendente de R√ļben, sem qualquer v√≠nculo com a profecia (1 Cr 5.4), e na revolta de Satan√°s contra Deus e seu povo depois do Mil√™nio, em Apocalipse 20.8, como outro acontecimento. Tais nomes em Apocalipse s√£o emprestados de Ezequiel 38 e 39. A Enciclop√©dia Judaica identifica Gogue com o rei Gyges, tamb√©m conhecido como Gogo, da L√≠dia, regi√£o da Anat√≥lia, na atual Turquia asi√°tica. Essa √© a intepreta√ß√£o da maioria dos expositores do Antigo Testamento e dos arque√≥logos. Mas a descri√ß√£o prof√©tica parece indicar um t√≠tulo, como “Fara√≥”, no Egito; “X√°”, na antiga P√©rsia; “C√©sar”, em Roma, e n√£o o nome pessoal de algu√©m.

 

SIN√ďPSE I

O cap√≠tulo 39 de Ezequiel descreve a derrocada de Gogue e os seus confederados. Gogue se refere a um l√≠der semelhante ao “Fara√≥”, “X√°” ou “C√©sar”.

 

Auxílio Teológico

Gogue

“Gogue √© o rei da terra de Magogue e o principal governante de Meseque e Tubal. Em Gn 10.2, Magogue, Meseque e Tubal s√£o os nomes dos filhos de Jaf√©. Por conseguinte, a batalha futura aqui descrita ser√° travada por um descendente de Jaf√©. Gogue tamb√©m pode ser um nome representativo da iniquidade e da oposi√ß√£o a Deus (ver Ap 20.7-9). Esses pa√≠ses localizam-se, possivelmente, ao extremo norte de Israel (vv. 6.15; 39.2). Ser√£o apoiados por ex√©rcitos vindos do Leste e do Sul (v.5). √Č dif√≠cil determinar a ocasi√£o dessa batalha, mas evidentemente n√£o se trata da mesma batalha de Gogue e Magogue, de Ap 20.7-9, que ocorrer√° no fim do mil√™nio” (Coment√°rio B√≠blico Beacon: Isa√≠as a Daniel. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 476).

 

A descri√ß√£o prof√©tica aparece indicar um t√≠tulo, como ‘Fara√≥’, no Egito; ‘X√°’, na antiga P√©rsia; ‘C√©sar’, em Roma, e n√£o o nome pessoal de algu√©m.”


II – SOBRE A IDENTIDADE DOS POVOS INVASORES (PARTE 2)

1. Magogue (38.2b; 39.1b, 6a).

√Č o nome de um descendente de Jaf√©, filho de No√© (Gn 10.2; 1 Cr 1.5), que aparece em Ezequiel como um lugar. As fontes antigas o incluem com os habitantes do C√°ucaso, procedentes de Gomer. O historiador judeu Fl√°vio Josefo (37-103 d.C.) identifica Magogue com os citas, um conjunto de etnias n√īmades que viviam na regi√£o norte do Mar Negro e do Mar C√°spio. Os citas aparecem no Novo Testamento juntamente com os b√°rbaros (Cl 3.11).

 

2. Meseque e Tubal (38.2c; 39.1c).

Tubal e Meseque s√£o dois dos sete irm√£os filhos de Jaf√©, filho de No√©: “Os filhos de Jaf√© s√£o: Gomer, e Magogue, e Madai, e Jav√£, e Tubal, e Meseque, e Tiras” (Gn 10.2). Esses dois jafetitas deram origem a Tabal e Mushki, reinos frigianos da Capad√≥cia, na Anat√≥lia, segundo inscri√ß√Ķes ass√≠rias. Nessa coaliz√£o aparece mais um da fam√≠lia de Jaf√©, Togarma, filho de Gomer (Gn 10.3). Gomer √© o primeiro da lista dos filhos de Jaf√©, ele √© identificado desde a antiguidade com o povo do C√°ucaso.

 

3. A coalização de Gogue (38.5).

Fazem parte do bando de Gogue mais cinco povos: “persas, et√≠opes e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gomer e todas as suas tropas; a casa de Togarma” (38.5,6). Todos eles s√£o citados previamente nos or√°culos de Ezequiel (27.10; 30.5). A B√≠blia hebraica emprega o nome cushe, para Eti√≥pia e pute para L√≠bia. Ambos, Cuxe e Pute s√£o descendentes de Cam, filho de No√© (Gn 10.6; 1 Cr 1.8). O norte da profecia em rela√ß√£o a Israel inclui a Mesopot√Ęmia, a √Āsia Menor e as regi√Ķes do Mar Negro e do Mar C√°spio. Os persas s√£o os atuais iranianos. A P√©rsia teve o nome mudado para Ir√£ em 1935.


SIN√ďPSE II

No livro de Ezequiel, Magogue aparece como um lugar, um território.


Auxílio Teológico

Magogue

“Um descendente de Jaf√© (Gn 10.2; 1 Cr 1.5). De acordo com Ezequiel 38.2, um povo cujo territ√≥rio ser√° futuramente governado por Gogue (q.v.). Em 38.2, l√™-se literalmente: ‘Firma bem a tua face contra Gogue, contra a terra de Magogue [...]’. [...] Gogue liderar√° uma horda do norte em uma invas√£o contra Israel (Ez 38.8-12), mas o Senhor far√° com que os seus ex√©rcitos retrocedam, e enviar√° uma saraiva de fogo na terra de Magogue e nas √°reas ao redor dela (39.6)” (Dicion√°rio B√≠blico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p. 1200).

 

III – SOBRE O CONTEXTO ESCATOL√ďGICO

A interpreta√ß√£o popular que considera a R√ļssia como Gogue ganhou muito espa√ßo durante o per√≠odo da Guerra Fria.     

 

1. Gogue e Magogue.

A mensagem contra “Gogue, terra de Magogue, pr√≠ncipe e chefe de Meseque e de Tubal” (38.2; 39.1) √© uma das passagens mais dif√≠ceis das Escrituras. Muitos acreditam tratar-se de uma express√£o gen√©rica para indicar o futuro inimigo de Israel.

O rei Gyges, da Lídia, por exemplo, seria a figura do futuro inimigo de Israel que comandaria os seus confederados. Segundo o Talmude, literatura religiosa muito antiga dos judeus, Gogue e Magogue são dois nomes paralelos de uma mesma nação. Esses inimigos de Israel serão derrotados e isso nos desperta a esperança da nossa vitória em Cristo, pois a profecia mostra que Deus está do lado do seu povo.

 

2. Como a R√ļssia aparece nesse contexto?

A profecia afirma que Gogue √© “pr√≠ncipe e chefe de Meseque e de Tubal” (38.2; 39.1). A palavra “chefe” em hebraico √© ro’sh, de significado amplo, “cabe√ßa, chefe, pico, monte, parte superior”. Curiosamente, a Septuaginta traduziu o termo como substantivo pr√≥prio, √°rchonta Rhos, “pr√≠ncipe de Ros”. Isso √© mantido na vers√£o b√≠blica Tradu√ß√£o Brasileira e em algumas vers√Ķes inglesas. Foi a semelhan√ßa de sons, Roshe – R√ļssia, que levou muitos estudiosos a identificarem Roshe com a R√ļssia; Meseque, com Moscou, atual capital da R√ļssia e Torgarma com Tobolsk, cidade russa. 

 

3. Origem da interpretação.

 Esse pensamento n√£o veio dos pentecostais e nem se trata de uma ideia oriunda dos dispensacionalistas, como equivocadamente dizem os cr√≠ticos. Essa interpreta√ß√£o vem de longe, desde Gesenius (1787-1842), famoso orientalista alem√£o. Em seu l√©xico hebraico, o Roshe de Ezequiel 38.2 s√£o os russos. Depois da Guerra Fria, o assunto foi ficando no esquecimento. Mas com a guerra da Ucr√Ęnia em 2022, a rela√ß√£o entre R√ļssia e o Ocidente est√° voltando ao cen√°rio mundial, o que era antes da Queda do Muro de Berlim em 1989.


AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A fal√°cia do vaticinium ex eventu

O importante em nosso estudo n√£o √© a identidade de Gogue e seus confederados, isso s√£o detalhes, mas mostrar ao mundo a veracidade da Palavra de Deus. Os expositores c√©ticos das Escrituras, aqueles que n√£o acreditam em milagres e nem na possibilidade de o Esp√≠rito anunciar as coisas futuras por meio dos profetas, procuram explicar as profecias que j√° foram cumpridas como se fossem extra√≠das do fato ocorrido. Eles chamam essa suposta “pia fraude” de vaticinium ex eventu, “vatic√≠nio-predi√ß√£o-or√°culo a partir do evento-fato”, como se a profecia fosse escrita depois do acontecimento. Agora, com o cumprimento de profecias b√≠blicas na atualidade, eles n√£o t√™m argumento em favor do vaticinium ex eventu. (Por Esequias Soares)


SIN√ďPSE III

O contexto escatológico confirma que os inimigos de Israel serão derrotados porque Deus está do lado do seu povo.


CONCLUSÃO

√Č importante saber que a invas√£o de Gogue e o seu bando √† terra de Israel √© distinta da batalha do Armagedom, pois o ataque de Gogue ser√° ap√≥s a restaura√ß√£o de Israel, antes ou logo depois de come√ßar a Grande Tribula√ß√£o ao passo que o Armagedom se dar√° no final desse per√≠odo. Cabe tamb√©m ressaltar que essa invas√£o n√£o √© a mesma rebeli√£o de “Gogue e Magogue” (Ap 20.8), pois a profecia empresta de Ezequiel esses nomes.


REVISANDO O CONTE√öDO

1. Pela descri√ß√£o prof√©tica o que o nome “Gogue” parece indicar?

A descri√ß√£o prof√©tica parece indicar um t√≠tulo, como “Fara√≥”, no Egito; X√°, na antiga P√©rsia; C√©sar”, em Roma, e n√£o o nome pessoal de algu√©m.

2. Quem s√£o os persas hoje?

Os persas são os atuais iranianos, a Pérsia teve o nome mudado para Irã em 1935.

3. Qual o significado da palavra hebraica ro’sh?

A palavra hebraica √© ro’sh significa “cabe√ßa, chefe, pico, monte, parte superior”.

4. O que levou muitos estudiosos a identificar a R√ļssia com Gogue?

Foi a semelhan√ßa de sons, Roshe – R√ļssia, que levou muitos estudiosos a identificarem Roshe com a R√ļssia; Meseque, com Moscou, atual capital da R√ļssia e Torgarma com Tobolsk, cidade russa.

5. De onde veio a interpreta√ß√£o de que Gogue √© a R√ļssia?

Essa interpretação vem de longe, desde Gesenius (1787-1842), famoso orientalista alemão. Em seu léxico hebraico o Roshe de Ezequiel 38.2 são os russos.

VOCABUL√ĀRIO

Enigmático: Relativo a ou próprio de enigma; indecifrável; misterioso.


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Lição 6 - A Justiça de Deus

ūüĒ• REVISTA ADULTOS — 4¬ļ TRIMESTRE DE 2022, CPAD

ūüēõ Data: 6 de novembro de 2022

Lição 5 - Contra os Falsos Profetas

ūüĒ• REVISTA ADULTOS — 4¬ļ TRIMESTRE DE 2022, CPAD

ūüēõ Data: 30 de Outubro de 2022

Comentarista: Esequias Soares

ūüďĚ REVISTA: A Justi√ßa Divina: A Prepara√ß√£o do Povo de Deus para os √öltimos Dias no Livro de Ezequiel

ūüďö  TEXTO √ĀUREO

“E tamb√©m houve entre o povo falsos profetas, como entre v√≥s haver√° tamb√©m falsos doutores, que introduzir√£o encobertamente heresias de perdi√ß√£o e negar√£o o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdi√ß√£o.” (2 Pe 2.1)

ūüí°  VERDADE PR√ĀTICA

Os falsos profetas contrap√Ķem a Palavra de Deus e lan√ßam d√ļvidas no cora√ß√£o do seu povo.

 LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Dt 18.20-22

Os falsos profetas e predi√ß√Ķes n√£o cumpridas 

Terça - Mt 7.15-20

Os falsos profetas, suas heresias e erros doutrin√°rios

Quarta - 1 Rs 22.24

Os falsos profetas se apresentam como exclusivos de Deus

Quinta - Jr 28.15

Uma das especialidades dos falsos profetas é enganar o povo

Sexta - 2 Tm 3.8

A verdade e as falsifica√ß√Ķes 

S√°bado - Mt 24.11

A multiplicação dos falsos profetas indica um sinal dos tempos

Lição 4 - Quando se Vai a Glória de Deus

ūüĒ• Classe Dominical: Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos

Trimestre: 4° de 2022 ūüďö Editora: CPAD

Comentarista: Esequias Soares

ūüďĚ Revista: A Justi√ßa Divina: A Prepara√ß√£o do Povo de Deus para os √öltimos Dias no Livro de Ezequiel

ūüďö  TEXTO √ĀUREO

“E a gl√≥ria do SENHOR se al√ßou desde o meio da cidade e se p√īs sobre o monte que est√° ao oriente da cidade.” (Ez 11.23)

ūüí°  VERDADE PR√ĀTICA

Deus abandona o Templo e retira a sua gl√≥ria por causa das abomina√ß√Ķes do povo.

 LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Êx 40.34

O Tabernáculo representava a presença de Deus

Terça - 2 Cr 7.2,16

Deus escolheu o Templo de Jerusalém para habitar o seu nome

Quarta - Êx 33.18-22

A glória de Deus, às vezes, significa a face e a presença de Deus

Quinta - Sl 24.7-10

O Deus verdadeiro, revelado nas Escrituras, é o Rei da Glória

Sexta - Jo 1.14

A glória de Deus foi revelada no Senhor Jesus

S√°bado - 1 Co 2.8

Jesus, como Senhor da Glória, é também o Rei da Glória

=

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Ezequiel 9.3; 10.4,18,19; 11.22-25

Ezequiel 9

3 - E a glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, até à entrada da casa; e clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de escrivão à sua cinta.

Ezequiel 10

4 - Então, se levantou a glória do SENHOR de sobre o querubim para a entrada da casa; e encheu-se a casa de uma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do SENHOR.

18 - Então, saiu a glória do SENHOR da entrada da casa e parou sobre os querubins.

19 - E os querubins alçaram as suas asas e se elevaram da terra aos meus olhos, quando saíram; e as rodas os acompanhavam e pararam à entrada da porta oriental da Casa do SENHOR; e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles.

Ezequiel 11

22 - Então, os querubins elevaram as suas asas, e as rodas as acompanhavam; e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles.

23 - E a gl√≥ria do SENHOR se al√ßou desde o meio da cidade e se p√īs sobre o monte que est√° ao oriente da cidade.

24 - Depois, o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldeia, para os do cativeiro; e se foi de mim a visão que eu tinha visto.

25 - E falei aos do cativeiro todas as coisas que o SENHOR me tinha mostrado.

HINOS SUGERIDOS:  23, 189, 248 da Harpa Crist√£

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

A presen√ßa de Deus pode deixar o seu povo? Na li√ß√£o anterior estudamos a respeito das abomina√ß√Ķes do Templo, que teve a idolatria como principal ato de rebeli√£o contra o Deus de Israel. A consequ√™ncia: a gl√≥ria de Deus deixou o Templo. Essa gl√≥ria representa a presen√ßa divina entre o povo. Ent√£o, isso pode acontecer hoje? √Č poss√≠vel Deus abandonar o seu povo por causa dos pecados deliberados? Na li√ß√£o desta semana veremos que sim.  √Č preciso cuidar para que a presen√ßa de Deus n√£o se afaste de nossas vidas, pois √© muito precisosa. N√£o podemos viver sem presen√ßa de Deus.


2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Conceituar a "glória" de Deus; II) Explicar a retirada da glória de Deus; III) Relacionar o segundo Templo com a glória de Deus.

B) Motiva√ß√£o: N√£o podemos viver sem a presen√ßa de Deus. Hoje, ela est√° representada com a doce habita√ß√£o do Esp√≠rito Santo na sua Igreja. Essa presen√ßa envolve poder, santifica√ß√£o e desenvolvimento do fruto do Esp√≠rito. Que o ensino deste cap√≠tulo de Ezequiel nos motive a valorizar a doce presen√ßa do Santo Esp√≠rito.   

C) Sugestão de Método: Há um livro clássico denominado "As Sete Leis do Ensino", editado pela CPAD. O processo de aprendizagem basicamente acontece de acordo com as leis contidas nesta obra. A primeira lei diz respeito ao professor, a Lei do professor: "O professor deve saber o que ensina". Nesse sentido, o professor deve se preparar com rigor para fazer a sua exposição. A aula de um professor dedicado deve apresentar: 1) Autenticidade: Pratique o que você ensina, e ensine o que você pratica; 2) Boa interpretação: faça uma interpretação bíblica sadia do texto que fundamenta a lição e exponha com segurança a Palavra de Deus; 3) Organização: Tenha uma visão clara a respeito do que vai ensinar, pois você está conduzindo o aluno por uma jornada. Essa é a primeira lei de sete.


3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Faça uma revisão da lição de maneira que leve a sua classe a pensar a respeito dos atos e práticas que podem entristecer o Espírito Santo e, como consequência trágica, o seu afastamento.


4. SUBS√ćDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Crist√£o. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subs√≠dios de apoio √† Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos. Na edi√ß√£o 92, p.38, voc√™ encontrar√° um subs√≠dio especial para esta li√ß√£o.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "A Glória de Deus" traz uma dimensão mais ampla para a expressão "A Glória de Deus"; 2) O texto "Presença e idolatria" aprofunda o segundo tópico enfatizando a presença de Deus e o perigo da idolatria.

INTRODUÇÃO

A gl√≥ria de Deus representava a presen√ßa de Jav√© no Templo. Quando Deus mandou Mois√©s construir o Tabern√°culo, explicou a raz√£o dessa ordem: “E me far√£o um santu√°rio, e habitarei no meio deles” (√äx 25.8). Essa presen√ßa n√£o era incondicional, o povo tinha compromissos de acordo com a alian√ßa feita no Sinai, mas esse pacto havia sido violado. O objetivo da presente li√ß√£o √© esclarecer sobre a retirada da gl√≥ria de Deus do santu√°rio de Jerusal√©m.

PALAVRA-CHAVE

Glória

 

I - SOBRE A GL√ďRIA DE DEUS

A glória de Deus baixou do céu à terra primeiramente no Tabernáculo, no dia de sua dedicação. Depois disso, essa cena se repetiu por ocasião da inauguração do Templo de Jerusalém pelo rei Salomão.


1. O significado de “gl√≥ria”.

O contexto ajuda esclarecer o sentido do termo. A palavra hebraica √© kavod, que literalmente significa “peso”, e nesse sentido literal, s√≥ aparece duas vezes no Antigo Testamento (1 Sm 4.18; 2 Sm 14.26).


A Septuaginta, antiga vers√£o grega do Antigo Testamento, emprega v√°rios termos, entre eles: doxa, “gl√≥ria, resplendor, poder, honra, reputa√ß√£o”, e timńď, “valor, honra”. Mas, nas vis√Ķes de Ezequiel, “gl√≥ria” indica o resplendor pela presen√ßa do Senhor. Essa √© a descri√ß√£o feita pelo pr√≥prio profeta (Ez 1.26-28; 8.2). O voc√°bulo hebraico shekhinah, geralmente usado entre os crentes como “gl√≥ria”, n√£o aparece na B√≠blia, por√©m, √© frequente no juda√≠smo.


2. A glória de Deus.

Ela se manifestou aos filhos de Israel quando Moisés dedicou o Tabernáculo a Deus (Êx 40.34,35). Era a presença de Deus no meio do povo que acompanhou Israel nas suas jornadas no deserto até o início do reinado de Salomão. Período em que a Arca da Aliança foi transferida do Tabernáculo para o Templo que Salomão construiu em Jerusalém, a glória de Deus encheu toda a Casa (2 Cr 5.13,14) e, da mesma forma, no culto de dedicação do Templo (2 Cr 7.1,2). Desde então, Ele se comprometeu em manter seus olhos fixos e os seus ouvidos atentos à oração nesse Templo. Mas essa promessa nunca foi incondicional, e parece que o povo havia se esquecido disso (2 Cr 7.14-16)


SIN√ďPSE I 

A express√£o “gl√≥ria de Deus” aparece no livro de Ezequiel como presen√ßa de Deus.


Auxílio Teológico

A Glória de Deus

“[...] A express√£o ‘gl√≥ria de Deus’ tem emprego variado na B√≠blia. √Äs vezes, descreve o esplendor e majestade de Deus (cf.1 Cr 29.11; Hc 3.3-5), uma gl√≥ria t√£o grandiosa que nenhum ser humano pode v√™-la e continuar vivo’ (ver √äx 33.18-23). Quando muito, pode-se ver apenas um ‘aparecimento da semelhan√ßa da gl√≥ria do Senhor (cf. a vis√£o que Ezequiel teve do trono de Deus, Ez 1.26-28). Neste sentido, a gl√≥ria de Deus designa sua singularidade, sua santidade (cf. Is 6.1-3) e sua transcend√™ncia (cf. Rm 11.36; Hb 13.21). Pedro emprega a express√£o ‘a magn√≠fica gl√≥ria como um nome de Deus” (B√≠blia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1183).


AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A shekhinah

Conv√©m salientar que a palavra hebraica Shekhinah, muito usada nas igrejas para “gl√≥ria de Deus”, n√£o √© b√≠blica, pertence ao chamado hebraico talm√ļdico e significa “morada em”, comumente usada entre os judeus para “presen√ßa de Deus”, e, √†s vezes, referindo-se ao pr√≥prio Deus. O Talmude √© uma antiga literatura religiosa dos judeus identificada nos Evangelhos como “tradi√ß√£o dos anci√£os” porque, naqueles dias, esses preceitos eram orais, e s√≥ foram codificados a partir do s√©culo 5 d.C. Os rabinos associam-na ao Esp√≠rito de Deus, porque o Talmude diz: “A shekhinah do Senhor nunca se afastar√° desse lugar” (uma refer√™ncia ao Muro das Lamenta√ß√Ķes) (por Esequias Soares).

II - SOBRE A RETIRADA DA GL√ďRIA DE DEUS

Essa retirada aconteceu em alguns est√°gios:

a) a glória se levantou do querubim sobre a Arca da Aliança;

b) passou para a entrada do Templo;

c) pairou sobre os querubins e, aos poucos, afastou-se completamente do Templo;

d) por fim, a gl√≥ria de Deus se p√īs sobre o Monte das Oliveiras.


1. O querubim e a nuvem (9.3; 10.4).

O profeta est√° se referindo aos dois querubins do propiciat√≥rio da Arca da Alian√ßa (2 Cr 5.8) ou √†s quatro criaturas da vis√£o inaugural do cap√≠tulo 1? Qualquer que seja a interpreta√ß√£o, a verdade √© que isso indica a retirada da presen√ßa de Deus. Essa nuvem est√° associada √† presen√ßa pessoal de Jav√© durante a peregrina√ß√£o do deserto (√äx 13.21), no Tabern√°culo (√äx 33.7-10), permanentemente desde a inaugura√ß√£o do Tabern√°culo (√äx 40.34,35) e, finalmente, no Templo (1 Rs 8.10,11). Essa presen√ßa divina atingiu o seu cl√≠max com a manifesta√ß√£o do Filho de Deus: “E o Verbo se fez carne e habitou entre n√≥s, e vimos a sua gl√≥ria, como a gl√≥ria do Unig√™nito do Pai, cheio de gra√ßa e de verdade” (Jo 1.14).


Ezequiel viu a gl√≥ria de Deus partindo do Templo para o Monte das Oliveiras. Dali, ascendeu ao c√©u para retornar no fim dos tempos, [...] no Templo do Mil√™nio.”


2. A retirada da presença de Deus (10.18).

A gl√≥ria de Jav√© pairou sobre os querubins e, aos poucos, afastou-se completamente do Templo. O profeta contempla essa gl√≥ria se levantando da porta e se movendo para a carruagem-trono que estava parada para descer em cima dos querubins. Nessa vis√£o, Ezequiel acompanha a gl√≥ria de Deus flutuando sobre os querubins e v√™ a carruagem divina se mover para a porta principal do Templo para a sua partida definitiva. A sa√≠da da gl√≥ria de Deus representa a retirada de sua presen√ßa. Com isso, se aproxima a destrui√ß√£o do Templo. Essa Casa foi destru√≠da pelos caldeus em 587 a.C, “no m√™s quarto, aos nove do m√™s” (2 Rs 25.3-10; Jr 39.2; 52.6), que corresponde a 14 de agosto de 587.


3. Por fim a gl√≥ria de Deus se p√īs sobre o Monte das Oliveiras (11.23).

A presença de Deus no Templo era privilégio de Israel, mas isso exigia responsabilidade de modo que a glória de Deus não podia habitar com os pecados do povo. Mas a Casa de Deus era profanada com as práticas pagãs mais abomináveis (Ez 11.21). Ezequiel viu a glória de Deus partindo do Templo para o Monte das Oliveiras. Dali, ascendeu ao céu para retornar no fim dos tempos, não mais no Templo de Jerusalém, mas no Templo do Milênio (Ez 44.2-4). Com a retirada da presença de Deus, o Templo ficou vulnerável juntamente com a cidade de Jerusalém. Interessante que o Monte das Oliveiras é também o local da ascensão de Jesus (At 1.9-11).


SIN√ďPSE II

A retirada da glória se deu mediante a retirada do querubim da Arca da Aliança, deslocando-se para o Monte das Oliveiras.


Auxílio Teológico

Presença e idolatria

“Um terceiro aspecto da gl√≥ria de Deus √© a sua presen√ßa e poder espirituais. Os c√©us declaram a gl√≥ria de Deus (Sl 19.1; cf. Rm 1.19,20) e toda a terra est√° cheia de sua gl√≥ria (Is 6.3; cf. Hc 2.14), todavia o esplendor da majestade divina n√£o √© comumente vis√≠vel, nem notado. Por outro lado, o crente participa da gl√≥ria e da presen√ßa de Deus em sua comunh√£o, seu amor, justi√ßa e manifesta√ß√Ķes, mediante o poder do Esp√≠rito Santo. [...] Por √ļltimo, o AT adverte que qualquer tipo de idolatria √© uma usurpa√ß√£o da gl√≥ria de Deus e uma desonra ao seu nome. Cada vez que Deus se manifesta como nosso Redentor, seu nome √© glorificado (ver Sl 79.9; Jr 14.21). Todo o minist√©rio de Cristo na terra redundou em gl√≥ria ao nosso Deus (Jo 14.13; 17.1,4,5)” (B√≠blia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1183).

III - SOBRE O SEGUNDO TEMPLO

Ciro, rei da P√©rsia, baixou o decreto que p√īs fim ao cativeiro de Jud√° em 539 a.C., e, pouco tempo depois, partiu de Babil√īnia a primeira leva de judeus de volta para Jud√°. No seu decreto de liberta√ß√£o, o rei incluiu a reconstru√ß√£o do Templo em Jerusal√©m (2 Cr 36.20-23; Ed 1.1,2).


1. O segundo Templo.

Conhecido como o Templo de Zorobabel, foi inaugurado “no sexto ano de Dario” (Ed 6.15), que corresponde ao ano 516 a.C. N√£o era uma constru√ß√£o com a mesma dimens√£o e beleza arquitet√īnica da primeira Casa, n√£o dava para comparar com o Templo de Salom√£o (Ag 2.3). O pensamento no per√≠odo p√≥s-ex√≠lio era de que o retorno da gl√≥ria de Deus era escatol√≥gico (Ml 3.1).


"O Templo desempenhava v√°rias fun√ß√Ķes em Israel como lugar de perd√£o, do encontro com Deus, da presen√ßa divina, era o centro espiritual da na√ß√£o.”


2. O Templo de Herodes.

O Templo de Zorobabel foi reformado e ampliado por Herodes, Magno. Ele conseguiu persuadir os judeus dizendo que o atual Templo n√£o estava √† altura da antiga gl√≥ria. Os trabalhos se iniciaram cerca do ano 15 a.C., e continuava em andamento nos dias do minist√©rio terreno de Jesus, 46 anos depois (Jo 2.20), conhecido como “Segundo Templo”. Era o cart√£o postal de Jerusal√©m (Mc 13.1; Lc 21.5). A constru√ß√£o s√≥ foi conclu√≠da em 66 d.C.


3. A presença do Filho de Deus.

N√£o h√° registro de que a gl√≥ria do Senhor tenha enchido a Casa na inaugura√ß√£o por Zorobabel, diferentemente de Mois√©s, quando inaugurou o Tabern√°culo (√äx 40.34,35), e de Salom√£o, na inaugura√ß√£o do Templo (2 Cr 7.1,2). Foi o Senhor Jesus que trouxe a gl√≥ria de Deus quando ministrou no Templo de Herodes (Ag 2.7; Jo 1.14). A sua presen√ßa nele fez a gl√≥ria da segunda casa ser maior do que a da primeira (Ag 2.9; Mt 21.12,14,15; Lc 2.46). O Templo desempenhava v√°rias fun√ß√Ķes em Israel como lugar de perd√£o, do encontro com Deus, da presen√ßa divina, era o centro espiritual da na√ß√£o.


SIN√ďPSE III

Não há registro no Antigo Testamento de que a glória do Senhor tenha enchido a segunda Casa. O Senhor Jesus a trouxe ao ministrar no Templo.

IV – SOBRE O SENHOR JESUS E O TEMPLO

Assim como a glória do Senhor deixou o Templo antes de sua destruição pelos caldeus, da mesma forma aconteceu com o segundo Templo. A diferença é que a segunda Casa foi substituída definitivamente pelo Senhor Jesus.


1. Explicação teológica.

Jesus disse: “Eis aqui est√° quem √© maior do que Salom√£o” (Lc 11.31), o construtor do Templo; Ele declarou-se maior do que o Templo: “est√° aqui quem √© maior do que o templo” (Mt 12.6). Quando Ele curou o paral√≠tico em Cafarnaum, disse: “Filho, perdoados est√£o os teus pecados” (Mc 2.5).


Era uma mensagem velada dirigida aos sacerdotes de que a fun√ß√£o do Templo estava para ser conclu√≠da em breve. Com a vinda de Jesus ao mundo, o Templo tornou-se redundante: “E o Verbo se fez carne e habitou entre n√≥s, e vimos a sua gl√≥ria, como a gl√≥ria do Unig√™nito do Pai, cheio de gra√ßa e de verdade” (Jo 1.14).


2. O fim do Templo.

O que o Senhor Jesus vinha insinuando ou ensinando de maneira indireta, na √ļltima semana do seu minist√©rio terreno Ele falou diretamente: “N√£o ficar√° pedra sobre pedra que n√£o seja derribada” (Mt 24.2; Mc 13.2); “dias vir√£o em que se n√£o deixar√° pedra sobre pedra que n√£o seja derribada” (Lc 21.6). Jesus anunciou o fim do Templo como fizeram Ezequiel e os demais profetas. A gl√≥ria de Deus se retirou do Templo antes de sua destrui√ß√£o (Mt 23.38,39).


3. A presença de Deus hoje.

Quando Jesus, no alto da cruz, com grande voz entregou o esp√≠rito, “o v√©u do templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mt 27.51). Estava definitivamente conclu√≠da a miss√£o do Templo. Assim, o Senhor Jesus substituiu, de uma vez por todas, o Templo. Desde ent√£o, √© em Jesus que temos a reden√ß√£o e o perd√£o de nossos pecados. N√£o existe mais o Templo de Jerusal√©m, mas Deus habita no crist√£o individualmente (Jo 14.23; 1 Co 6.19).


SIN√ďPSE IV

A glória do Senhor deixou a primeira e a segunda Casa. Mas a segunda Casa foi substituída definitivamente pelo Senhor Jesus


CONCLUSÃO

Conclu√≠mos que, em ambos os casos, tanto em Ezequiel como em Jesus, ambas gera√ß√Ķes rejeitaram a Deus. No Antigo Testamento, substitu√≠ram Jav√© pelos √≠dolos e nos Evangelhos, substitu√≠ram a Justi√ßa de Deus pela sua pr√≥pria justi√ßa: “n√£o conhecendo a justi√ßa de Deus e procurando estabelecer a sua pr√≥pria justi√ßa, n√£o se sujeitaram √† justi√ßa de Deus” (Rm 10.3).


REVISANDO O CONTE√öDO

1. Qual o significado de “gl√≥ria” na descri√ß√£o da vis√£o de Ezequiel?

Nas vis√Ķes de Ezequiel, “gl√≥ria” indica o resplendor pela presen√ßa do Senhor.

2. O que representa a saída da glória de Deus?

A saída da glória de Deus representa a retirada de sua presença.

3. Qual o pensamento do período pós-exílio sobre o retorno da glória de Deus?

O pensamento no período pós-exílio era de que o retorno da glória de Deus era escatológico (Ml 3.1).

4. Por que a glória da segunda Casa foi maior do que a da primeira?

A presença de Jesus nele fez a glória da segunda Casa ser maior do que a da primeira (Ag

2.9; Mt 21.12, 14, 15; Lc 2.46).

5. Quem substituiu o Templo de Jerusalém?

O Senhor Jesus substituiu de uma vez por todas o Templo.