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Lição 8 - Relacionamento Sexual Segundo a Perspectiva Cristã

Classe: Jovens | Trimestre: 2° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD
TEXTO DO DIA
“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.” (Pv 5.18)
SÍNTESE
O relacionamento sexual é para o casamento monogâmico, hetero e indissolúvel.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Pv 5.15: A esposa é comparada a uma fonte de água abundante
TERÇA – Pv 5.18: O relacionamento sexual é para o casamento
QUARTA – Pv 5.19: O amor conjugal une o casal
QUINTA – 1 Co 7.1,2: Cada um tenha sua própria mulher e cada mulher o seu próprio marido
SEXTA – 1 Co 7.3,4: O relacionamento sexual no casamento
SÁBADO – 1 Co 7.10,11: O casamento é indissolúvel

Lição 11- A Bíblia Ensina a Respeitar os Idosos

Lição Bíblica de Adolescentes
Trimestre: 4° de 2019
Rev. Do Professor
Editora: CPAD
Reverberação: Subsídios EBD

TEXTO BÍBLICO
Levítico 19.32; 1 Timóteo 5.1,2
Destaque
"Fiquem de pé na presença das pessoas idosas e as tratem com todo o respeito; e honrem a mim, o Deus de vocês. Eu sou o SENHOR" (Levítico 19.32).
LEITURA DEVOCIONAL
Seg. Lv 19.32
Ter. 1Tm 5.1,2
Qua. 1Sm 3.11-18
Qui. Dt 32.7
Sex. Êx 3.18
Sáb. Jó 12.12
Dom. 1Pe 5.5

O Namoro do Cristão à Luz da Bíblia

Há dois erros que você não pode cometer: primeiro, errar na decisão por Jesus, pois nesse caso, se você O rejeitar, enfrentará o inferno após essa vida; e, segundo, errar na escolha da pessoa com quem você se casará, pois, nesse caso você enfrentará o inferno nessa vida.

Lição 13 – Amizade: uma Coisa Boa

TEXTO BÍBLICO – Filemom vv.8-21
8 Por isso, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém,
9 Todavia peço-te antes por amor, sendo eu tal como sou, Paulo o velho, e também agora prisioneiro de Jesus Cristo.
10 Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões;
11 O qual noutro tempo te foi inútil, mas agora a ti e a mim muito útil; eu to tornei a enviar.
12 E tu torna a recebê-lo como às minhas entranhas.

O amor em três palavras gregas

Existem três palavras separadas e distintas para amor no Novo Testamento em grego. Em Romanos, Paulo usa todas três.
1. Storgos — um amor natural, gravitacional; uma preocupação instintiva com os descendentes, encontrada tanto nos animais como no homem. Somente a forma negativa, astorgos, é usada nas Escrituras (Rm 1.31).

Lição 13 - O Cultivo das relações Interpessoais

26 de Junho de 2016
Texto Áureo
Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o
sempre. Amém!(Rm 16.27)
Verdade Pratica
Deus deseja que os crentes, alcança­dos pela graça, cultivem relaciona­mentos saudáveis.

Lição 9- O que pode prejudicar os relacionamentos

29/11/2015 - Lição de Jovens, 4° trim. De 2015
v TEXTO DO DIA
 “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.” (l Co 10.10)

Lição 9- O que pode prejudicar os relacionamentos

Lição 9- O que pode prejudicar os relacionamentos

29/11/2015 - Lição de Jovens, 4° trim. De 2015
v TEXTO DO DIA
 “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.” (l Co 10.10)

Lição 8 - O relacionamento com pessoas de uma fé diferente

22/11/2015 - Lição de Jovens, 4° trim. De 2015
v TEXTO DO DIA
“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo Lugar, que se arrependam.” (At 17.30)

SÍNTESE
A fé cristã está fundamentada na revelação de Deus em Cristo, e nisto se distingue das demais crenças e religiões, embora reconheça o direito de todos expressarem livremente suas crenças.
 
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA - Jo 4.1-30 - O relacionamento de Jesus com a religião samaritana
TERÇA - Lc 9.51-56 - Jesus repreende a intolerância religiosa dos apóstolos
QUARTA - 1 Co 110-17 - Relacionamento conflituoso entre os domésticos da fé
QUINTA - At 5.17-42 - A intolerância religiosa dos judeus à fé cristã SEXTA - Gl 16-24 - Pela pureza do Evangelho
SÁBADO - Mc 16.14-20 - A missão imperativa da Igreja


OBJETIVOS
EXPLICAR o sentido de religião na esfera secular e bíblica;
COMPREENDER que as religiões não são iguais no plano bíblico.
DESENVOLVER tolerância, respeito e civilidade com as demais religiões.

TEXTO BÍBLICO
Atos 17.16,18,22-28
16 E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.
18 E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.
22 E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
23 porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio.
24 O Deus que fez o mundo e tudo que
nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.
25 Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa: pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas;
26 e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação,
27 para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós;
28 porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.

COMENTÁRIO
 INTRODUÇÃO
A globalização do mundo trouxe à fé cristã imperiosos desafios. Novas culturas emergiram das regiões mais remotas do planeta e se difundiram nos países de tradição judaico-cristã. Se a era Moderna foi marcada pela difusão do Cristianismo no Ocidente, a Pós-Moderna se anuncia como era plural, caracterizada pela expansão e presença de várias crenças orientais e tradições religiosas até então ignoradas pelos cidadãos das metrópoles. Na modernidade, a fé cristã era inquestionável e exclusiva, na pós-mo- dernidade tornou-se mais uma opção no variado cardápio religioso.

O Cristianismo, portanto, não é a única religião a disputar pelo interesse e adesão das pessoas, mas divide o espaço público com outras crenças e saberes religiosos opostos. Nesta lição, estudaremos o sentido de religião e a forma de o cristão se relacionar com pessoas de crenças diferentes.

I - RELIGIÃO NO CONTEXTO MODERNO

1. Sentido secular de religião? (At 17.16-22).
Religião não é uma palavra de fácil definição, embora a religiosidade esteja presente nos espaços públicos e privados por meio dos templos, símbolos, músicas e costumes sociais (vv.16,22).
Uns afirmam que ela é fruto da cultura, da autoconsciência do homem, do medo, e há aqueles que descrevem-na como “ópio" para suportar as angústias da vida e suspiro da criatura oprimida.

O sentido positivo de religião designa assim uma atitude de reverência a Deus manifesta nos ritos, cultos, crenças e doutrinas. A religião é um fenômeno presente em todas as metrópoles brasileiras assim como fora nos dias de Paulo.

2. Sentido bíblico de religião.
Todavia, esses conceitos não expressam o pensamento das Escrituras. A religião não procede da busca do homem pelo divino, mas da revelação que Deus fez de si mesmo às suas criaturas (Jo 1.16; 1 Tm 6.15,16). Ela surge por iniciativa do Senhor e não pela busca do próprio homem (Gn 3.8). É Deus quem se revela ao homem, e não o homem a Deus (Gn 12.1-3; Êx 3.1-14; Rm 1.19). Foi por meio da revelação divina ao povo hebreu que o monoteísmo se difundiu e apregoou às religiões politeístas da Antiguidade a crença no Deus único e verdadeiro.

3. A religião na sociedade brasileira (Sl 33.12).
O Brasil assegura o direito à liberdade religiosa a todos os cidadãos e a completa separação entre o Estado e as instituições religiosas. Deste modo, cada cidadão pode manifestar sua religião e expressar a sua crença, individual ou coletivamente, de modo público ou particular, com toda liberdade. Esse fundamento é estendido a todas as pessoas e religiões em todo território nacional.

Pense!
A Revelação é um ato amoroso pelo qual Deus se dá a conhecer
e comunica sua vontade aos homens.     

Ponto Importante
O artigo 18 da Declaração dos Direitos Humanos garante a liberdade religiosa a todos.

II - FÉ CRISTÃ NO CONTEXTO DAS RELIGIÕES MUNDIAIS

1. Todas as religiões são iguais? (At 17.23-29).
O fato de o homem não compreender adequadamente a revelação de Deus deu origem às muitas religiões (Rm 1.20-23). Contudo, tais religiões estavam afastadas do propósito divino (At 17.29), embora aspectos do conhecimento de Deus ainda fossem percebidos nelas (At 17.23, 28; Rm 1.21,22; 2.12-16; Tt 1.12,13).

Do ponto de vista histórico e social as religiões apresentam muitas semelhanças (templos, ritos, grandes narrativas) e concordam quanto ao valor da criatura humana, da preservação do planeta e solidariedade. Sob a perspectiva da verdade bíblica e salvífica, no entanto, elas são muito distintas e até mesmo contraditórias.

O budismo, por exemplo, possui templos, ritos e valoriza a vida humana assim como o cristianismo. Todavia, nele não há o conceito de um Deus pessoal, de pecado e salvação como na fé cristã. O budismo é muito diferente da fé cristã e os ensinos de ambas religiões são opostos e se contradizem.

A respeito da distinção entre os credos das religiões, Gilbert K. Chesterton (1874-1936) com propriedade afirmou que “os credos que existem para destruírem um ao outro têm escrituras, do mesmo modo que exércitos que existem para destruírem um ao outro têm canhões".
É claro que aqui, para não nos determos em mais pormenores, temos um abismo irreconciliável entre mulçumanos e cristãos ortodoxos a respeito de Deus e de Cristo, embora ambos sejam monoteístas.

É certo que as religiões, como afirma um dos fundadores da psicologia moderna, William James (1842-1910), concordam em muitas partes: uma inquietude a respeito de alguma coisa que está errada conosco e a solução de que podemos ser salvos do erro. Todavia, embora sejam reconhecidas as semelhanças em sua forma e função, as religiões mundiais “reivindicam coisas contraditórias sobre a realidade suprema, a libertação condicional e espiritual do ser humano”. Portanto, as religiões não são iguais, embora haja "pontos de concordância" (At 17.16-29), e elas não procedem da revelação de Deus em Cristo, embora algumas tenham-no em grande consideração.


2. A fé cristã é superior às outras religiões?
Os cientistas das religiões acusam a fé cristã de arrogar-se superior as demais crenças e religiões. Afirmam que os cristãos são exclusivistas e intolerantes.
A razão dessa superioridade reside no fato de a fé cristã apregoar que Jesus é o único caminho de salvação que conduz o homem a Deus (Jo 14.6; At 4.12). Por causa desta revelação bíblica eles recriminam o cristão (1 Pe 2.19-25).

A posição defendida pelo cristianismo bíblico é chamada de exclusivista e rejeitada por John Harwood Hick (1922-2012), um filósofo da religião e principal expoente contra a exclusividade da salvação em Jesus. Para Hick a forma como o cristianismo apregoa a salvação exclusivamente em Jesus Cristo está equivocada, como também os teólogos inclusivistas.

A teologia inclusivista afirma que a salvação acontece em todo o mundo, dentro e fora das religiões mundiais, quer por meio da fé em Jesus, quer nas religiões independente da fé cristã. Hick, entretanto, propõe a perspectiva pluralista, que defende a ideia de uma Realidade Última e inefável que é a fonte de toda salvação e mediante a qual as tradições religiosas estão alinhadas em contextos de salvação e libertação. Nesse aspecto, todos os sistemas de crenças e credos são verdadeiros, pois refletem esta Realidade Última, e assim todas as religiões mundiais são inspiradas e convertidas em fonte de salvação pela mesma influência transcendente do Logos. Portanto, segundo Hick, é preciso abandonar o Jesus de Nazaré dos Evangelhos e aceitar como novo paradigma o Cristo cósmico ou Logos eterno, que se traduz como o Transcendente, o Divino, o Último ou Real, e que se manifestou como Cristo para o Cristão, Dharma para os hinduístas e budistas, Allah para os mulçuma- nos, e assim por diante. Essa posição dificilmente seria sustentada pelos primeiros teólogos da igreja nascente e, provavelmente, seria condenada pelos primeiros concílios.

É necessário observar, contudo, que existe contradição nesse sistema pelo fato de ele não contemplar as diferenças que existem entre as religiões mundiais. Mesmo religiões monoteístas como o cristianismo e o islamismo distinguem o único Deus das obras criadas, entretanto, o islamismo não aceita o testemunho do Novo Testamento de que Deus é mais completamente revelado em Jesus Cristo, bem como o monoteísmo judaico não aceita o fato de que o Novo Testamento contém uma maior revelação do Deus trino. Obviamente que não é difícil para o mulçumano pronunciar a sentença de culpados de idolatria contra os cristãos quando estes adoram a Deus em três pessoas consideram a Cristo como a encarnação de Deus.
Todavia, a exclusividade da salvação em Cristo não significa superioridade e intolerância. Como pode ser intolerante e orgulhosa a fé no Cristo que a todos acolheu indistintamente (Jo 4.7-9; Mt 15.21-28), e a todos deu exemplo de profunda humildade (Fp 2,5-10; Jo 13.1- 20; 14.28)?

3. A singularidade da salvação em Cristo.
Jesus é o único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5; Hb 9.11-15). Ele não apenas manifestou a salvação, mas a realizou na história. A salvação revelada e operada por Jesus é única, exclusiva e singular. Há salvação fora das instituições religiosas, mas não há salvação fora de Jesus.

Pense!
Jesus não apenas manifestou a saivação, mas a realizou na história.

O Ponto Importante
A mediação salvífica de Jesus Cristo é específica e única.

III - RELACIONAMENTO COM PESSOAS DE OUTRAS CRENÇAS

1. Relacionamento religioso (At 17.17-23).
O diálogo com pessoas de crenças diferentes está presente em todos os relacionamentos cristãos onde a segunda pessoa professa um credo distinto ou procede de uma outra religião. Jesus (Jo 4-1-30) e Paulo (At 17) deram profundas lições no que concerne ao diálogo religioso. Neste diálogo devemos aproveitar a oportunidade para falar da salvação em Jesus Cristo.

2. Relacionamento inter-religioso (1 Pe 3.15-18).
O relacionamento do cristão com pessoas de outras religiões deve ser com todo respeito, mas sincero e firme. Com sabedoria, exponha a razão de sua esperança. Seu testemunho deve ser tão eloquente quanto suas palavras.

Pense!
A missão primordial da Igreja é o anúncio da salvação em Cristo.

Ponto Importante
O testemunho que Jesus dá de si mesmo e o seu exemplo evangelizador são paradigmas para o diálogo religioso.

CONCLUSÃO
Vivemos numa sociedade plural onde o indivíduo tem o direito de expressar sua crença ou mesmo de se pronunciar ateu. É imperativo que o cristão saiba respeitar as diferenças religiosas sem negar-se ao mandato cristão de apregoar a salvação em Cristo. Pregue o Evangelho com firmeza e sabedoria.


HORA DA REVISÃO
1. Descreva o sentido positivo de religião.
Atitude de reverência a Deus manifesta nos ritos, cultos, crenças e doutrinas.
2. Descreva o sentido de religião na Bíblia.
Ela surge por iniciativa do Senhor e não pela busca do próprio homem.
3. Todas as religiões são iguais?
Do ponto de vista histórico e social apresentam muitas semelhanças, mas sob a perspectiva da verdade bíblica e salvífica são distintas e contraditórias.
4. Por que a fé cristã não é orgulhosa e intolerante?
Porque não pode ser intolerante e orgulhosa a fé no Cristo que a todos acolheu indistintamente e a todos deu exemplo de profunda humildade.
5- Cite exemplos de diálogo religioso.
Jesus (Jo 4.1-30) e Paulo (At 17).


Lição 7 - Relacionamentos descartáveis?

15/11/2015 - Lição de Jovens, 4° trim. De 2015

v TEXTO DO DIA
 “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos ameis.” (Jo 15.12)

SÍNTESE
Os relacionamentos descartáveis são frutos de uma sociedade que coisifica  o outro e o instrumentaliza com propósitos fúteis, materiais e inumanos.


AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA - Gn 37.13-22 - Sentença de morte ao irmão
TERÇA- 2Sm 13.1-22 - Paixão efêmera leva a relacionamentos descartáveis
QUARTA- 1Sm 18.17-19 Planos impiedosos acompanham relacionamentos descartáveis
QUINTA - Rt 11-22 Relacionamentos maduros construídos em Deus
SEXTA - 1Sm 18.1-6 Relacionamentos maduros produzem amizades fiéis
SÁBADO - Jo 16.1-33 Jesus, fiel amigo

OBJETIVOS
• Refletir sobre os relacionamentos nas redes sociais;
• Debater as relações de consumo;
• Estabelecer relacionamentos duradouros.

TEXTO BÍBLICO
Gênesis 3713-20
13 Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele Lhe disse: Eis-me aqui.
14 E ele lhe disse: Ora, vai, e vê como estão teus irmãos e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e José veio a Siquém.
15 E achou-o um varão, porque ele andava errado pelo campo, e perguntou-lhe o varão, dizendo: Que procuras?
16 E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-
me, peço-te, onde eles apascentam.
17 E disse aquele varão: Foram-se daqui, porque ouvi-lhes dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu seus irmãos e achou-os em Dotã.
18 E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem.
19 E disseram uns aos outros: Eis lá vem o sonhador-mor!
20 Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Alguns especialistas sentimentais falam das interações humanas como se fosse um território mapeado e plenamente explorado. Eles fornecem receitas para todos os tipos de relacionamentos, e os explicam com base na biologia, na psicologia e na sociologia como se o encontro entre duas pessoas fosse exato e fixo como uma equação matemática. Essas ciências ajudam a entender vários elementos ligados aos relacionamentos e não é sábio negar suas pesquisas e resultados, no entanto, não eliminam o mistério que circunda o amor, a vida, o encontro entre um homem e uma mulher e amizade entre as pessoas (1 Sm 20.17 Ct 8.6).

I - OS RELACIONAMENTOS NAS REDES SOCIAIS

1. Da sociedade da informação à de redes (Ec 1.4).
O mundo globalizado passou de uma sociedade da informação para uma sociedade de redes. Na primeira, a informação era seu produto principal, na segunda, é a comunicação (Dn 12.4; Ap 1.7). Ambas, porém, tem o mesmo ícone: o computador ligado à rede. Essa radical mudança fez ruir as fronteiras entre os países e trouxe novas formas de relacionamentos e identidades culturais.
O mundo já não é mais o monobloco maciço de antigamente, mas um espaço multicultural e plural. Esta sociedade possui novas, interessantes e também perigosas formas de relacionamentos (virtuais), que devem ser discernidas de acordo com a perspectiva bíblica e cristã (1 Co 2.14,15).

2. Proximidade virtual (Ec 3.14,15).
As novas tecnologias (smartphones, tabletes) permitiram o acesso aos centros de comunicação criados para relacionamentos (facebook, chats). Esses instrumentos permitem “permanecer em contato" com alguém ao mesmo tempo que mantém o usuário à parte dos relacionamentos concretos: familiares e amigos próximos.

Por meios de tais redes, o indivíduo substitui um relacionamento sério por um recreativo, concreto por um abstrato, real por um virtual (Pv 14.21). Deste modo, são mais descartáveis (Pv 18.19). É mais fácil e menos constrangedor “deletar" um relacionamento virtual do que um no mundo real, de pessoas reais (Pv 26.18,19). A “proximidade" virtual tornou as relações humanas banais e breves, contrário ao que ensina a Bíblia (Pv 25.21,22).

3. Coisificação do sujeito (2 Tm 3.1-4).
Um dos grandes males provocados pela modernidade e que está muito presente nas redes de relacionamentos virtuais é a coisificação da pessoa humana - o equivocado conceito de que a pessoa é um objeto como qualquer outro. Nesta sociedade desumana, que prioriza o espetáculo e a instrumentalização do homem, o sujeito é desumanizado e transformado em simples mercadoria (v.3). O valor da pessoa é tido peLa sua utilidade e, por isso, “deletada” ou descartada quando não é mais útil à instrumentalização do outro (1 Tm 4.1,2).

O Pense!
Relacionamentos saudáveis são duradouros!
O Ponto Importante
Relacionamentos podem nascer virtualmente; se maduros, levarão à amizade sincera.

II - RELACIONAMENTOS DURADOUROS X RELACIONAMENTOS DESCARTÁVEIS
1. Relacionamentos de consumo (Ec 3.16).
Entre os males causados pelas novas formas de relacionamentos virtuais, estão a afetividade e as interações humanas como mais uma mercadoria de consumo. Pela ilógica consumista, toda mercadoria deve ser descartada ao se tonar obsoleta ou trocada quando outra melhor surge no mercado. Se estabelece a troca, ou a substituição, causada pela perda de valor intrínseco do produto. Esse mesmo desvio é aplicado aos relacionamentos (Pv 27.10).

Eles são descartados quando não oferecem mais vantagens, trocados quando uma nova oferta de interação humana se apresenta mais “lucrativa” (Pv 28.21). Os laços humanos tornaram- se frágeis no mundo virtual e facilmente substituíveis, sem qualquer remorso (Pv 18.19). Os relacionamentos são frágeis porque a moral, a virtude e os princípios divinos estão se tornando obsoletos para o homem moderno (Lv 19.11-18; Pv 30.5,6).

2. Relacionamentos sólidos (Ec 11.9-10).
Cada vez mais raro, mas não completamente desaparecido, estão as interações humanas construídas com base no respeito, na confiança e no valor intrínseco da pessoa e de seu caráter, Um relacionamento sólido nega-se a coisificar o outro, mas valoriza-o pelo que ele é, não peLo que tem, ou vantagens que possam ser oferecidas (Pv 17.17; Ct 1.3). Há reciprocidade e satisfação pela realização do outro.

3. Padrões morais constroem relacionamentos sólidos.
A base dos relacionamentos descartáveis é a moralidade relativa e pecaminosa da geração pós-moderna. Frouxidão moral resulta em interações humanas descartáveis (Mt 5-7). Sem padrão moral nas interações pessoais o humano se dissolve no relativismo e a humanidade no humano desaparece. Todavia, as interações humanas fundamentadas na virtude, ética e moral das Sagradas Escrituras, dignificam o homem e o insere na completa e perfeita humanidade vivida e ensinada por Jesus (Ef 4.22-24; 2 Co 3.18).

O Pense!
Não se constrói um sólido e verdadeiro relacionamento com as mentiras e falsidades do mundo virtual.
 Ponto Importante
A coisificação da pessoa humana é responsável pela prostituição virtual e fragilidade dos relacionamentos.

III - ESTABELECENDO RELACIONAMENTOS DURADOUROS

1. Uma vida, muitos amigos (Ec 3.1-22).
A vida humana é constituída de ciclos: infância, adolescência, juventude e velhice (Ec 1.4). Em cada uma dessas fases construímos relacionamentos na família, igreja, escola e trabalho. Alguns desses são laços consanguíneos (Gn 21.1-7), outros de afinidades (Rt 1.16: Dt 34.9) e aLguns apenas circunstanciais (Gn 40). Nesses períodos, relacionamentos são construídos, desfeitos e fortalecidos. Alguns sobrevivem ao tempo e as circunstâncias, enquanto outros são breves e frágeis, Disto todos precisam estar conscientes.

2. Relacionamentos duradores (Ec 4-9-12). 
Esses tipos de relacionamentos não surgem por acaso. Mesmo sem a percepção dos sujeitos envolvidos, estão imbricados diversos elementos ligados à personaLidade, psique, afinidades entre outras características. Todavia é possível traçar as bases das interações humanas duradouras: a) respeito - tratar com apreço e poLidez (1 Tm 2.2; 3.8,11: Rm 13.7): b) confiança - certeza íntima do procedimento correto de outrem (2 Ts 3.4:1 Sm 23.16; Sl 56.4); c) reciprocidade - responder positivamente a uma outra ação positiva (1 Sm 20.12-17; 2 Sm 19.26-28); d) afinidade - sintonia com o outro (2 Sm 23.14-17). Se apenas uma dessas quatro colunas ruírem, o relacionamento entrará em crise (Pv 18.19; Ec 10.4). 

Deste modo, relacionamentos duradouros são construídos ao longo do processo das interações humanas e da maturidade afetiva dos indivíduos. Os relacionamentos humanos não são perfeitos, no entanto, podem e devem ser estabelecidos em fundamentos sólidos como o respeito, a verdade, a confiança, a reciprocidade, a afinidade e acima de tudo o amor fraterno. Sem essas bases, o relacionamento não subsiste às intempéries e desafios que a própria vida e a experiência impõem sobre ele. É necessário que cada indivíduo esteja plenamente cônscio de que relacionamentos maduros e sólidos são construídos em conjunto. Cada uma das partes precisa contribuir para o progresso e maturidade do relacionamento. A responsabilidade não pode ser atribuída apenas a um indivíduo, ambos são sujeitos responsáveis pela maturidade e firmeza do relacionamento.

3. Anjos do amor: idolatria e falsa espiritualidade (Ap 19.9,10; Hb 1,14). Entre as pessoas místicas, encontram-se aquelas que acreditam ePn “anjos do amor". Segundo a religião do anticristo, a Nova Era, esses seres seriam os responsáveis por “curar” e “acertar" as “turbulências” nos reLacionamentos. Deve-se rezar e acender velas em nome deles, porque “adoram ser paparicados". Assim, um “anjo de conexão" entrará em ação a fim de harmonizar o relacionamento, e o da "guarda” dará conselhos afetivos. Ledo engano! Leia Colossenses 2.8-23 quanto à falsa reverência aos anjos.
Para o jovem cristão é redundante afirmar o perigo dessas práticas esotéricas. Todavia, o conselho mostra-se oportuno nos dias atuais em que a falsa espiritualidade grassa não apenas fora da igreja mas também dentro dela. Na sociedade existe toda uma plataforma mística e esotérica que procura harmonizar a pessoa consigo mesma e a restabelecer relacionamentos partidos por meio de recursos espiritualistas: jogo de búzios, tarologia, quiromancia, astrologia e energização de cristais, entre outros infindáveis recursos místicos e bruxarias. Infelizmente, muitíssimas pessoas em todo o Brasil estão dispostas a pagar o que for a qualquer especialista ou charlatão que garanta trazer o “seu amor" em trinta dias ou menos. Outras procuram lugares como a “Cidade da Paz", o “Vale do Amanhecer” e a “Cidade Eclética", todas situadas em Brasília, para submeterem-se a diversos procedimentos místicos a fim de solucionarem seus probLemas, entre eles, amorosos.

Entre os brasileiros estes pecados são cada vez mais comuns e difundidos nas mídias eletrônicas e impressas. A Bíblia, entretanto, condena todas essas práticas, mesmo que seja o aparentemente inofensivo horóscopo, e proíbe terminantemente que as pessoas procurem tais especialistas (Lv 19.26,31; Dt 18.9-12; 2 Rs 21.6; Is 47.13; Jr 27.9; Ap 22.15).

Pense!
Os anjos não devem ser adorados, reverenciados ou cultuados.

Ponto Importante
O respeito, a confiança, a reciprocidade e a afinidade são os pilares dos relacionamentos maduros.

CONCLUSÃO
Os relacionamentos devem ser construídos tendo a Sagrada Escritura como fundamento e inspiração. Ela instrui a respeito dos relacionamentos do homem com Deus, consigo, com 0 próximo e com a criação. Atentai para sua instrução (Sl 119.9).

HORA DA REVISÃO
1. Qual deve ser a atitude do jovem em relação as novas formas de relacionamentos virtuais?
Discernir de acordo com a perspectiva bíblica e cristã.
2. Qual a consequência que a proximidade virtual trouxe aos relacionamentos?
Tornou as relações humanas banais e breves.
3. Descreva o grande mal provocado pela modernidade e presente nas redes sociais.
Tornar a afetividade e as interações humanas como mais uma mercadoria de consumo.
4. Defina relação de consumo.
Relacionamentos descartáveis, quando não oferecem mais vantagens, trocáveis quando uma nova oferta de interação humana se apresenta mais “lucrativa".
5. Quais os pilares dos relacionamentos maduros?

 Respeito, confiança, reciprocidade e afinidade.