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  • Lição 10 – A Mordomia das Finanças

    Subsídio bíblico para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 10 | Revista do 3° trimestre de 2019 | Fonte: E-book Subsídios EBD Vol. 17 | Acesse aqui a continuação.

    Introdução
    “Não há como escapar do fato de que precisamos de uma certa quantia para viver neste mundo, mas o dinheiro, em si, não é a "solução mágica" para todos os problemas”. Portanto, neste estudo o mordomo de Cristo verá como usar o dinheiro na perspectiva bíblica. 

    Lição 10 - A Mordomia das Finanças

    Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 8 de Setembro de 2019.
    TEXTO ÁUREO
    "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (Tm 6.10)

    VERDADE PRÁTICA
    O cristão deve ser grato a Deus por suas finanças, e lidar com o dinheiro
    com sabedoria, prudência, comedimento e amor.

    LEITURA DIÁRIA
    Segunda - Jo 1.12: Somos filhos de Deus
    Terça - 1 Cr 29.14: Tudo o que temos vem de Deus
    Quarta - Ap 3.17: A ilusão das riquezas
    Quinta - Pv 28.20: Riqueza que prejudica
    Sexta - Rm 13.7: O cristão deve pagar os impostos
    Sábado - 1Tm 6.9,10: A avareza traz fracasso à fé

    Receberam de graça então deem de graça!

    Alguns crentes avarentos e oportunistas usam o texto de Mateus 10.8, para pedirem gratuitamente livros, CDs e outros materiais evangélicos (os quais tiveram custos para seus donos). Entretanto, esses crentes oportunistas do trabalho alheio, não leem Mateus 10.8, dentro de seu contexto imediato (os versículos anteriores e posteriores), se lessem perceberiam o que está escrito no versículo 10: “[...] o trabalhador é digno do seu alimento” (NAA). Também notariam o que deveriam ser dados de graça.

    ANALISANDO O TEXTO
    1) A quem Jesus deu a ordem: “vocês receberam de graça; portanto, deem de graça”?

    Resposta: “Tendo Jesus chamado os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre espíritos imundos para os expulsar e para curar todo tipo de doenças e enfermidades. Jesus enviou esses doze [...] dando-lhes as seguintes instruções ...” (Mt 10.1,5 - NAA)

    2) O que esses doze discípulos receberam de graça?

    Resposta: “Tendo Jesus chamado os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre espíritos imundos para os expulsar e para curar todo tipo de doenças e enfermidades” (Mt 10.1 – NAA).

    3) O que eles deveriam dar de graça?

    Resposta: “Curem enfermos, ressuscitem mortos, purifiquem leprosos, expulsem demônios. Vocês receberam de graça; portanto, deem de graça” (Mt 10.8 – NAA).

    Conclusão

    Vimos claramente que o texto de Mateus 10.8, está falando do poder que Jesus deu aos seus discípulos para atividades específicas: curar, ressuscitar mortos, purificar leprosos e expulsar demônios.

    O texto de Mateus 10.8, não está mandando as editoras e seus autores darem livros de graça, não está mandando os cantores evangélicos distribuírem seus CDs gratuitos, a final de contas, tudo isso tem custos e o próprio Jesus reconhece que o trabalhador deve se alimentar, ou seja, desfrutar do seu trabalho (Mt 10.10).

    Por: Ev. Jair Alves

    Lição 3 - O Dinheiro e seus Perigos (Subsídio)

    I. O Perigo de Tentar Compensar o Amor ao Dinheiro com Obras e Religiosidade

    1. O Jovem rico vai até Jesus, mas sem disposição de renunciar riquezas

    O texto original de Mateus, em sua forma gramatical, afirma que um alguém (um homem) se aproxima de Jesus. De início, não passa de um anônimo e somente no versículo 22 é que ele será identificado como um jovem que possuía muitas propriedades (Mt 19.16-22). Carter (2002, p. 487) afirma que ele era “alguém da elite social, de posição privilegiada com poder econômico, social e político”. Tudo demonstra que o jovem rico realmente era uma pessoa proeminente na sociedade, a ponto de todos os evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) falarem de seu status social e poder econômico.

    Lição 2- Nem a Pobreza e Nem a Riqueza, mas o Necessário (Subsídio)

    Obs. Subsídio para a classe de Jovens. Lição 2 – 2° trimestre de 2019.
    1. A prosperidade e a teologia da retribuição
    A interpretação de alguns textos bíblicos sem considerar o contexto cultural e teológico da época da escrita pode levar os leitores atuais a tomar uma teologia contrária ao projeto de Deus como se fosse a própria intenção de Deus. A prosperidade condicionada à obediência tem levado muitos cristãos a defender uma religião mercantil. Os expoentes da teologia da prosperidade defendem que a doença, a pobreza, o sofrimento, entre outros males são consequências do pecado. Eles também afirmam que bênçãos e prosperidade são recompensas pela obediência à doutrina propagada por eles. É uma mercantilização da fé.

    Sólida política de administração financeira na Igreja

    Periodicamente, uma igreja deve determinar se possui o melhor programa possível, ao mais baixo custo unitário possível. Como bons administradores dos recursos que lhes foram confiados por Deus e pelos membros da igreja, a liderança da igreja deve ter uma sólida política de administração financeira. Uma igreja precisa ter uma sólida administração financeira para que possa atingir os seus objetivos. 
    A administração da igreja deve estar interessada o bastante na missão da igreja e na sua própria proteção para estabelecer um sólido sistema financeiro. Essa equipe de administração inclui o pastor, a diretoria da igreja, o comitê financeiro, o tesoureiro da igreja, além do secretário financeiro. 

    Lição 2 - Nem Pobreza e nem Riqueza, mas o Necessário

    Classe: Jovens | Trimestre: 2° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD
    TEXTO DO DIA
    “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mt 6.21)
    SÍNTESE
    O dinheiro pode se tornar um deus ou um instrumento de bênção, tudo vai depender da forma como o crente o utiliza.
    AGENDA DE LEITURA
    SEGUNDA - Dt 28.1,2: Aqueles que fazem a vontade de Deus serão abençoados
    TERÇA - Is 32.5-8: Os instrumentos do avarento serão sempre maus
    QUARTA - Pv 23.4: Não use seus dons e talentos so­mente para adquirir bens materiais
    QUINTA - Pv 30.8: O sábio não pede nem pobreza e nem riqueza, mas o necessário
    SEXTA - Mt 6.22,23: Os olhos guiam o corpo e dirigem seus movimentos
    SÁBADO - Mt 6.24: Ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro

    OBJETIVOS
    • MOSTRAR qual era a perspectiva financeira correta no Antigo Testamento;
    • REFLETIR a respeito da prosperidade financeira dentro de uma perspectiva cristã.

    Lição 4 - O Uso Virtuoso dos Bens Materiais

    Classe: Jovens | Trimestre: 2° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD
    TEXTO DO DIA
    “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos.” (1 Tm 6.17)                                         
    SÍNTESE
    Nosso dinheiro e nossos bens materiais devem ser adquiridos mediante o nosso trabalho honesto.
    AGENDA DE LEITURA
    SEGUNDA – 2 Ts 3.6-11: Paulo, exemplo de trabalho árduo em prol do Reino
    TERÇA – 1 Co 9.6-14: O obreiro é digno de seu salário
    QUARTA – Fp 4.11: Paulo sabia se contentar com o que tinha
    QUINTA – 1 Tm 6.17: Os ricos não devem por a esperança nos seus bens
    SEXTA - Tg 5.1-6: O clamor dos oprimidos pelos ricos é ouvido por Deus
    SÁBADO – 1 Tm 6.9: Os que querem ser ricos caem em tentações
    OBJETIVOS
    • REFLETIR a respeito da importância do crente ter o seu trabalho e o seu próprio sustento;
    ADVERTIR do perigo de se colocar a confiança na incerteza dos bens materiais e não em Deus.

    Lição 3 - O Dinheiro e seus Perigos

    Classe: Jovens | Trimestre: 2° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD
    TEXTO DO DIA
    “E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.” (Mt 19.22)
    SÍNTESE
    O dinheiro é útil e necessário, todavia o apego a ele pode impedir a entrada no Reino de Deus.

    AGENDA DE LEITURA
    SEGUNDA - Mt 19.21: A solidariedade produz tesouro no céu
    TERÇA - Mt 19.22: O amor ao dinheiro nos impede de seguir a Jesus
    QUARTA - Mt 19.23: O amor ao dinheiro nos afasta do caminho que leva ao céu
    QUINTA - Mt 13.22: A Parábola do Semeador e o perigo da sedução das riquezas
    SEXTA - Mt 19.29: Aqueles que deixaram os bens deste mundo para seguir a Cristo
    SÁBADO - Mt 5.3: Bem-aventurado os pobres de espírito

    O Dízimo não é uma Barganha - é um ato de Fé

    “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”, Hb 11.6.

    Quando dizimamos, não estamos comprando as bênçãos de Deus, mas estamos reconhecendo seu senhorio. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”, SI 24.1. Não se trata de uma barganha com Deus. Nós não temos nada, absolutamente nada para barganhar com Deus. O que nós temos de bom foi tudo o que Deus nos deu. Como podemos barganhar com Deus, se tudo é dele? Então, ao dar o dízimo, estamos honrando o Senhor com os nossos dízimos e isto por fé. Quem honra a Deus pela fé também será honrado por Deus. “Mas o justo viverá da fé; e, se ele recusar, a minha alma não tem prazer nele”, Hb 10.38. Os justos são aqueles que foram justificados por Deus e por essa razão sempre procuram andar em justiça. “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”, Rm 5.1. Para o justo, dizimar é um ato de fé e obediência. Sendo um ato de fé e obediência, não é uma barganha com Deus.

    Os crentes que não têm fé para dar o dízimo passarão a vida toda dando desculpas: “Eu sou pobre“, “Eu ganho pouco”, “Tenho muitas prestações a pagar”, “Na Bíblia, o dízimo não é para a dispensação da graça”, “Meu dízimo é muito alto para entregá-lo na Casa do Senhor”, “Não vou dar o dízimo porque não sei o que fazem com meu dízimo” etc. A incredulidade torna-se tanta que amam mais o dinheiro que o Senhor que nos deu a vida e a Salvação. “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (riquezas)”, Mt 6.24. O dinheiro é apenas um meio e não um fim em nossas vidas. Os crentes que não têm fé dão todo tipo de desculpas, como já mencionei, mas o dinheiro é que domina suas vidas.
    Os crentes fiéis têm fé e honram a Deus com seus dízimos, porém jamais fazem barganhas. “Diz o Senhor dos Exércitos: se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção, que dela vos advenha a maior abastança”, Ml 3.10b. O Senhor diz no versículo citado que tem promessa de bênçãos aos dizimistas, porém não está fazendo barganhas. “Porque os que me honram, honrarei...”, 1 Sm 2.30. Todos os que dizimaram antes, durante e depois da Lei de Moisés, honraram a Deus. Nos dias dos profetas até Malaquias, também honraram ao Senhor.

    Jesus, durante seus dias na terra, em Seu ministério, não desaprovou a entrega dos dízimos, apenas ensinou-lhes o comportamento correto para honrar a Deus. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei: O juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas,” Mt 23.23.

    Honra ao Senhor com teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e transbordarão de mosto os teus lagares”, Pv 3.9,10. O início do versículo mencionado diz: “Honra ao Senhor com teus bens”. Depois é que vêm as promessas de bênçãos.

    Concluo então que a fé e a obediência andam juntas na vida de todos os dizimistas que honram a Deus com seus dízimos. Aos que não são dizimistas, é chegado o momento de honrarem ao Senhor. Façamos o que é bíblico, teológico e doutrinário: honremos ao Senhor com nossos dízimos.

    Divulgação: www.subsidiosebd.com | Fonte: Jornal Mensageiro da Paz, Agosto de 2011 – Artigo: Pastor Alcides Favaro

    É proibido o cristão cobrar juros?

    O texto que orienta os judeus a não cobrarem juros de seus compatriotas (Deuteronômio 23.19, 20), vale hoje em dia para a Igreja?

    O texto de Deuteronômio 23.19, 20 trata do amor prestativo e sociável que deveria distinguir o povo de Deus de outros povos. Esta realidade está descrita também em Deuteronômio 22.1-4, e, tem por finalidade demonstrar que as ações de bondade não podem visar lucro quando seu objetivo busca aliviar a dor de seu irmão.

    O versículo 19 destaca que os empréstimos eram normalmente feitos com o objetivo de aliviar uma necessidade pessoal e não poderiam ser tratados como oportunidade de lucro ou vantagem entre o povo de Deus. Aqui há um princípio bíblico que orienta não desejar lucro no ato da caridade.

    A condenação bíblica está relacionada ao desejo de obter lucro diante da necessidade alheia. Lemos em Deuteronômio 15.7-8: "Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas portas, na tua terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão que for pobre; antes, lhe abrirás de todo a tua mão e livremente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade".
    Em Provérbios 14.31 diz: "O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado honra-o".
    F.F. Bruce destaca que os "empréstimos eram feitos geralmente para socorrer alguém em desgraça financeira, e o amor fraternal proibia a cobrança de juros nessas circunstâncias".

    No versículo 20 a cobrança de juros ao estrangeiro era permitida, uma vez que a finalidade estava relacionada à atividade comercial, e não de caridade.
    VEJA TAMBÉM:
    1- Ética Cristã e Vida Financeira – Clique Aqui
    2- Dízimos e OfertasClique aqui
    3- O Sustento da IgrejaClique aqui
    4- Sábios conselhos para um viver vitorioso – Clique Aqui

    Lição 10 - Caráter, a Melhor Herança

    Lição Bíblica de Adolescentes
    Trimestre: 2° de 2018
    Editora: CPAD
    Revista do Professor
    Reverberação: Subsídios EBD
    Outras Lições: Acesse Aqui
    TEXTO BÍBLICO
    Lucas 12.13-21
    Destaque
    "E continuou, dizendo a todos: - Prestem atenção! Tenham cuidado com todo o tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas" (Lc 12.15).
    LEITURA DEVOCIONAL
    SEG...............................................................Gl 5.16-26
    TER................................................................Mc 12.1-12
    QUA...............................................................Tg 1.14-18
    QUI................................................................1Co 10.22-33
    SEX................................................................1Jo 4.1-6
    SÁB................................................................Is 30.1-9
    DOM...............................................................Sl 24.1-10
    Objetivos
    - Conceituar caráter;
    - Explicar sobre a nossa herança imaterial e espiritual;
    - Alertar sobre o perigo da avareza.
    MATERIAL DIDÁTICO
    Folhas de papel, canetas esferográfica, quadro branco caneta para quadro, fita adesiva e um saco para fazer sorteio. 

    QUEBRANDO A ROTINA
    Divida a classe em dois grupos. Um grupo devera listar as características de uma pessoa com um bom caráter e outro grupo litar as características de uma pessoa com um mau caráter. Depois,  misture todas essas características em um saco para, em seguida fazer um sorteio. Conforme cada característica for sorteada, ela deverá ser colada em uma fita adesiva  no quadro que estará dividido duas colunas: Bom caráter e Mau caráter.
    Após todas as características terem sido sorteadas, a classe discutirá se concordam com tudo o que escrito. Veja se a classe deseja acrescentar mais uma característica. Por fim, faça a seguinte pergunta: Em qual coluna se enquadra a pessoa que é seguidora de Jesus? E porquê?
    ESTUDANDO A BÍBLIA
    A "liquidez" da sociedade é percebida em todos os aspectos da vida. A moda do "jeitinho brasileiro" tem penetrado até mesmo a igreja, contaminando de maneira sorrateira aqueles que se dizem seguidores de Jesus. O caráter é deixado de lado, e quando visto, é tido como ingénuo. O mundo está transformando o certo em errado e o errado em certo.
    Diante disso, caro professor, a sua tarefa é ensinar aos adolescentes da sua igreja acerca do caráter cristão e dos valores que Jesus afirmou aos seus discípulos. Ajude seus alunos ase distanciarem de uma vida materialista, levando-os a uma vida de profunda espiritualidade e convicção de fé. Pois para ser cristão nesse mundo, como diz o ditado, devemos "remar contra a maré". E como diz Paulo: não se conformar ao mundo, mas transformar a nossa mente segundo Cristo (Rm 12.2).

    Quando ouvimos falar em herança automaticamente pensamos em riquezas, imóveis, dinheiro etc. Sabemos que o dinheiro pode proporcionar muitas coisas boas como conforto, viagens e compras, por exemplo. Mas será que o bem material é mais valioso do que uma pessoa? E tudo o que se pode ter na vida?

    Muitos dizem que o dinheiro não traz felicidade. Mas será que é verdade? Nossa sociedade está contaminada com a "doença" do consumismo, ao ponto de estar mergulhada neste estilo de vida e de ter criado, a partir dos bens consumidos, um padrão de qualidade de vida social. No entanto, um cristão não deve se deixar manipular por esse padrão mundano (1 Jo 2.15-17). Mas deve se deixar transformar pelo Espírito de Deus, a fim de ser por Ele aprovado (Tg 1.12). Por isso, veremos que o valor do caráter é a maior herança que uma família pode deixar para os seus membros.

    O valor do caráter
    Certamente já ouviu essa palavra, mas você sabe o que ela significa exatamente? Podemos entender caráter como "as características (qualidades e defeitos), a maneira de agir e de reagir de uma pessoa". O caráter guia as ações, os valores e o comportamento de uma pessoa. A partir de nossa decodificação desses valores e ações é que ouvimos falar em pessoas de bom caráter e de mau caráter, isto é, pessoas que se doam em fazer o bem e outras que se entregam em fazer o mal. Quando nos deparamos numa situação em que temos de fazer duas escolhas: uma simples, mas errada; outra difícil, porém certa; a pessoa de mau caráter não pensa duas vezes em seguir pela via mais fácil. Mas o cristão, aquele que nasceu de novo, deve estar pronto para tomar a decisão certa, mesmo que num primeiro momento ela lhe traga algum prejuízo, pois são nessas decisões que demonstramos ter um bom caráter e sermos verdadeiros servos de Deus, transformados por Ele (2 Co 3.18).

    A Bíblia nos ensina vários tipos de atitudes e de características que devemos ter para nos desenvolvermos, como uma pessoa que produz o fruto do Espírito em sua vida. Ou seja, portadora de um caráter que Deus deseja para nós. Essa atitude surge nas pequenas coisas, dentro da nossa família. Assim, somos ensinados a tomar as decisões cabíveis. Esse caráter segundo a vontade de Deus é a herança de maior valor que podemos receber da nossa família.

    AUXÍLIO DIDÁTICO
    [Adolescência] Nessa faixa etária o caráter e aspectos comportamentais serão desenvolvidos no adolescente, e compreender isto é fundamental para trabalhar estimulando e acompanhando esses aspectos:
    Mentais
    Razão - desenvolvimento total da mais alta faculdade humana, nos processos mentais: a razão. De acordo com o pastor António Gilberto: 'E ainda nessa idade que a mente atinge o mais elevado período intelectual, na fronteira dos 15 anos'.

    Insubmissão — questionam frequentemente a autoridade.
    Inquirição — interessam-se por aventura e descoberta; fazem julgamentos prematuros.
    Sociais
    Companheirismo - os 'amigos' são mais valorizados que a família.
    Referencial — espelham-se em pessoas famosas.

    Independência - querem ser adultos para serem independentes dos adultos.
    Emocionais
    Emocionalismo — instabilidade emocional; as emoções oscilam da alegria extrema à tristeza.
    Devaneio - faltam-lhe o domínio das emoções, sonham e fazem tempestade em copo d'água.
    Humor - sentem-se bem quando podem chacotear. Nas responsabilidades o mau humor impera (CARVALHO, César Moisés. Marketing para a Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD: 2012, p.59).
    O cristão e a riqueza

    Lição 10 - Ética Cristã e Vida Financeira


    TEXTO ÁUREO
    "Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?" (Is 55.2a)
    VERDADE PRÁTICA
    As finanças do crente devem ser bem administradas para ele garantir o sustento da família, contribuir na manutenção da igreja local e ajudar o próximo.
    LEITURA DIÁRIA
    Seg. Ag 2.8: O Senhor é fonte de toda a riqueza, tudo pertence a Ele
    Ter. 1Tm 6.8-10: O amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males
    Qua. 1Ts 2.9: O trabalho é o meio digno para a nossa subsistência
    Qui. 1Co 10.32,33: A nossa vida financeira não deve servir de escândalo à sociedade
    Sex. Ml 3.7-10: A bênção financeira tem a ver com a nossa fidelidade a Deus
    Sab. Pv 21.5: O planejamento do orçamento familiar produz tranquilidade financeira

    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
    1 Crônicas 29.10-14; 1Timóteo 6.8-10
    1 Crônicas 29.10-14
    10 Por isso Davi louvou ao SENHOR na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, SENHOR Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.
    11 Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos.
    12 E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.
    13 Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória.
    14 Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.
    1Timóteo 6.8-10
    8 Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
    9 Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
    10 Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
    HINOS SUGERIDOS: 477, 486, 499 DA HARPA CRISTÃ

    OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    - Apresentar uma teologia para a vida financeira;
    - Compreender a importância de se fazer uso de meios honestos para ganhar dinheiro;
    - Discutir a forma correta de se empregar o dinheiro
    • INTERAGINDO COM O PROFESSOR
    O Senhor é o nosso provedor. Sem Ele não teríamos nada, por isso, precisamos administrar com temor e sabedoria os bens que tem nos concedido. Somos mordomos dEle e em breve teremos que prestar contas de tudo o que recebemos nesta vida (Rm 14-12).
    O nosso país está enfrentando uma grave crise económica, que tem gerado desemprego e dificuldades financeiras em todos os setores e esferas da sociedade. Por isso, é preciso muita sabedoria para que as nossas finanças não sejam afetadas e possamos honrar com nossos compromissos. Deus é bom e podemos esperar nEle, mas isso não significa que não tenhamos que ter um planejamento financeiro afim de consumir de forma consciente. O consumismo exagerado tem levado muitos crentes ao caos financeiro. É preciso ter cuidado e não se deixar levar pelo apelo consumista da mídia.

    Como Deus vê as nossas contribuições

    “E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; e viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos esta pobre viúva, porque todos aqueles deram como ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha (Lc 21.1 – 4 ).
    Em Lucas 21.1-4, Temos o relato da oferta da viúva. Temos aqui uma lição de Jesus a respeito de como Deus vê nossas contribuições e donativos.
    A pobreza da viúva ofertante

    “...da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha (Lc 21.4).
    Lucas usa uma rara palavra grega penichra para salientar a condição de pobreza absoluta daquela mulher vestida de luto, conforme a tradição judaica, o que indicava seu estado de viuvez. Ela ofertou duas lepta.



    O lepton era uma moedinha de cobre (a única moeda judaica mencionada no NT) e tinha um valor monetário irrisório (equivalente a um oitavo de centavo de dólar).

    Por isso a lei recomendava jamais colocar um lepton na caixa de caridade. Entretanto, conhecendo a condição de vida daquela senhora e seu coração, Jesus declara não apenas que ela teria dado mais do que cada um dos ofertantes; mas, sim, literalmente, que ela deu mais do que todos aqueles contribuintes somados.

    Jesus calculou o valor espiritual da oferta pelo que sobrou a cada um e a pobre viúva ofereceu o maior sacrifício (Lc 21.4).

    A maneira que Deus vê as nossas contribuições

    (1) A oferta que damos a Deus é avaliada, não segundo o montante da contribuição, mas pela quantidade de sacrifício nela envolvido.
    Os ricos, às vezes, contribuem do que lhes sobra não lhes custa nenhum sacrifício.
    A oferta da viúva custou-lhe tudo. Ela deu tudo o que podia.

    (2) Este princípio pode ser aplicado a todo o nosso serviço prestado a Jesus.
    Ele julga o trabalho que lhe prestamos, não pelo  seu volume, influência ou sucesso, mas pelo volume de sincera dedicação, sacrifício, fé e amor nele envolvido (Lc 22.24-30 ; Mt 20.26).

    Bibliografia
    Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
    Novo Testamento Anotado King James