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Lição 12- Esperando, mas Trabalhando no Reino de Deus (Subsídio)

Lição 12- Esperando, mas Trabalhando no Reino de Deus
Subsídio para a lição: 12
Fonte: E-book Subsídios EBD. Edição: 14
Classe: Adultos | Trimestre: 4° | Ano: 2018

INTRODUÇÃO
A parábola dos talentos (Mateus 25.14-30) ensina que os servos do Senhor devem ser fiéis, administrando pronta e eficientemente o que lhes foi confiado, até ao dia do ajuste de contas. A parábola ensina que, durante a ausência de Jesus, espera-se que seus seguidores trabalhem diligentemente com os dons a eles confiados, pois serão considerados responsáveis por eles, na ocasião de sua volta.
 
OS TALENTOS
Porque isto é também como um homem que, partindo para fora terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe” (Mt 25.14,15).

1. Definindo talentos
A palavra talento, como a usamos hoje, se refere a um dom natural. Assim, se uma pessoa possui talento artístico e é criativa, geralmente é muito admirada. Mas, no Novo Testamento, talento se refere a uma moeda de uso corrente na época, e representa determinado valor em dinheiro.

Um talento correspondia à cerca de 35 quilos de prata pura, o equivalente a 6.000 denários, o denário, como já vimos, era uma moeda de prata e valia um dia de trabalho de um soldado romano.

Deus concede, aos cristãos, fé e capacidades espirituais para, em primeiro lugar, compreenderem a pessoa e a obra do Seu Filho Jesus, e, em seguida, para servirem no Reino: testemunhando, anunciando a Salvação e cooperando com o Corpo de Cristo, a Igreja. Curiosamente, o uso atual da expressão portuguesa “talento”, significando o conjunto de dons, capacidades e habilidades de uma pessoa, originou-se com base nessa parábola (Lc 19.13). Jesus não está ensinando que o julgamento das pessoas em geral e dos cristãos em particular tem algo a ver com o esforço pessoal e o pleno uso dos dons e capacidades, pois o caminho da Salvação é bem diferente.

O uso dos talentos é apenas uma consequência natural na vida diária de quem já foi contemplado, abraçou a fé em Jesus e agora vive a alegria da Salvação, mesmo em meio aos sofrimentos deste mundo. É um julgamento semelhante àquele pronunciado contra o convidado que comparece à festa eterna sem vestir-se da justificação (salvação) em Cristo (22.12-14).[2]

2. “Banqueiros” e “Juros”

Lição 11- Despertamos para a Vinda do Grande Rei (Subsídio)

Lição 11- Despertamos para a Vinda do Grande Rei
Subsídio para a lição: 11
Classe: Adultos | Trimestre: 4° | Ano: 2018

INTRODUÇÃO
Nesta oportunidade estudaremos uma parábola que envolvem dez virgens e um noivo, a fim de nos ensinar valiosas lições sobre o Reino dos Céus (Mt 25.1-13). A parábola das dez virgens é apresentada para enfatizar a importância de estar preparado para a volta de Cristo a qualquer momento — mesmo se ele demorar mais do que o esperado. Pois quando ele voltar, não haverá uma segunda chance para os que estiverem despreparados (Mt 25.11-12).

Lição 8- Encontrando o Nosso Próximo

Subsídios para a lição: 8
Fonte: E-book Subsídios EBD. Edição: 14
Classe: Adultos | Trimestre: 4° | Ano: 2018
INTRODUÇÃO
Nesta aula estudaremos acerca da “parábola do Bom Samaritano”, na qual veremos que Jesus conta a história do samaritano para mostrar que o próximo não é um assunto a ser discutido ou definido, mas uma pessoa que a gente encontra e que precisa de ajuda, pouco importando a raça, cultura ou religião.

Na parábola do Bom Samaritano Jesus é questionado sobre a vida eterna por um doutor da Lei, ao desenvolver o diálogo Jesus apresenta o samaritano como exemplo de amor para com seu próximo.

I- O DOUTOR DA LEI (Lc 10.25 - ARC)

A Parábola do Servo Vigilante

INTRODUÇÃO
A parábola, uma exortação à vigilância, assemelha-se à dos dois servos, de Mateus 24.45-51. O presente estudo (Leia LUCAS 12.35-48) é muito oportuno para nós, os quais vivemos numa época em que há muito descuido em relação à vinda do Senhor, não obstante surgirem os pretensos profetas do catastrofismo apocalíptico, tão comum quando da proximidade do fim de século, principalmente de milênio. É temerário marcar datas ou mesmo épocas. Quem o fez, expôs-se ao ridículo e ao descrédito. O importante é estar preparado para o encontro com o Senhor, em qualquer tempo.

I. ATITUDE DE PRONTIDÃO, ESPERANDO O SENHOR
1. Lombos cingidos (Lc 12.35a).
Segundo os costumes antigos, na Palestina, as vestes dos homens eram longas e, nas ocasiões em que se exigia pressa, elas dificultavam os movimentos. Assim, tomava-se indispensável o uso de uma faixa em volta da cintura. Elias, o profeta, após o episódio do Carmelo, teve de correr, sob forte chuva, de lombos cingidos (1 Rs 18.46).

SAIBA MAIS:
Veja Aqui os estudos bíblicos sobre mais treze parábolas do Novo Testamento.

A Parábola da Candeia

INTRODUÇÃO
Jesus ensinava à beira-mar. Para evitar atropelos e obter melhor comunicação, Ele subiu em um barco e, assentado, continuou sua prédica, e ministrou muitas lições e doutrinas para o povo, que permanecia na praia (Mc 4.1,2). Pequena em conteúdo textual, mas grande em verdades espirituais, a parábola da candeia (Leia Marcos 4.21-25) serviu para os ouvintes daquele tempo e ainda é útil para nós, os cristãos de hoje, e todos os que desejam estabelecer a vontade de Deus em suas vidas.

I. LUGARES INADEQUADOS PARA A LUZ
1. Debaixo do alqueire.
O alqueire era uma antiga medida para cereais e líquidos. O que nos importa não é o objeto em si, mas o fato de alguém colocar uma candeia ou uma lâmpada debaixo de tal utensílio. Se isso acontecer, certamente a luz será apagada, visto que não haverá o ar, que contém o oxigênio, elemento necessário à combustão ou queima do pavio, formado de algodão ou de outro material apropriado para queimar e fornecer luz. Com base neste fato experimental, uma lição nos parece adequada. O crente em Jesus é a “luz do mundo” (Mt 5.14a). Ao esconder-se, com vergonha de manifestar-se aos outros, ficará debaixo do “alqueire” do comodismo, do medo, da indiferença para com sua missão, e perecerá, ao apagar-se, por falta de “oxigênio” do Espírito Santo.

VEJA TAMBÉM:
1) Batalha Espiritual – A Realidade não Pode Ser Subestimada – 2) Clique aqui
2) A Parábola do Publicano e do Fariseu - Clique aqui
3) Apocalipse: A Revelação de Jesus Cristo - Clique aqui

2. Debaixo da cama (Mc 4.21).
Jesus tomou como exemplo um tipo de luz, usado em sua época. A candeia constituía-se de um recipiente de barro ou de metal, em que se colocava óleo ou azeite. Ele embebia um pavio, o qual, inflamado, produzia luz. Ora, tal modalidade de iluminação, se colocada debaixo de uma cama, resultava em um desastre. Primeiro, porque não cumpria sua finalidade, ou seja, de dar luz ao ambiente. Segundo, pior ainda, porque podia provocar um incêndio. O alqueire, como vimos, não permitia sequer que a luz ficasse acesa, por falta de oxigênio. Debaixo da cama, a candeia permanecia acessa, mas não iluminava o ambiente e ainda oferecia o risco de causar um sinistro. Esta é a figura do crente que não deseja ser identificado, talvez por motivos os quais não o recomendem bem. Pode ser também o tipo do que se esconde sob o comodismo. Ou, ainda, o que pensa em ocultar-se, e causa escândalo (incêndio). O Senhor dizia para Israel: “Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso;...”(Mq 2.10). Jó dizia: “Na verdade, a luz dos ímpios se apagará, e a faísca do seu lar não resplandecerá” (Jó 18.5).

II. A LUZ NO SEU DEVIDO LUGAR
1. O que é o velador? (Mc4.21b).
É um suporte no qual se coloca uma candeia, um lampião ou uma vela, de modo que alumie a todos. Normal- mente, onde ainda existe tal utensílio, em lugares mais pobres, ele é fixado em local elevado. O velador é símbolo do lugar onde o crente, como luz do mundo, deve sempre estar.

Esta localidade deve ser elevada moral e espiritualmente. Moisés, quando falou ao povo de Israel sobre as bênçãos prometidas, assim se expressou: “E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda: e só estarás em cima, e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno para os guardar e fazer” (Dt 28.13). Que promessa grandiosa! Não devemos confundir as expressões “estar em cima” e “ser maior”. A primeira significa estar na posição mais elevada, a de servo de Deus, cm obediência a sua vontade, com humildade e amor. Os humildes serão exaltados (Lc 14.11 b).

ESTUDOS INDICADOS PARA VOCÊ:
1- Existe cristão endemoninhado? – Acesse Aqui
2- O natal de Jesus - Acesse Aqui
3- O Cristão e a comemoração do natal - Acesse Aqui

2. Onde o crente deve brilhar?

a) No meio da família.
No lar, no seio da família, entre seus parentes, a gente descobre se uma pessoa é verdadeiramente luz ou não, segundo o conceito da Palavra de Deus. Muitas vezes, sofre o desprezo dos seus (Jó 31.34), em especial, o novo convertido; as relações familiares, no dia-a- dia, às vezes, trazem conflitos entre os cônjuges, pais c filhos e vice- versa; e irmãos carnais. O lar toma- se palco de batalhas espirituais tremendas, e desafia a fé e a firmeza do crente. Mas ele é o velador número um, onde a sua luz (seu testemunho) deve iluminar. José, filho de Jacó, soube brilhar no lar, mesmo aborrecido pelos irmãos (Gn 37.3,4).

A Parábola dos Dois Servos

INTRODUÇÃO
A parábola que estudamos hoje está inserida no contexto do grande sermão profético, o qual o Senhor Jesus pregou, antes de sua morte.

Encontra-se no capítulo 24 de Mateus, registrado também em Marcos 13 e Lucas 21. Tratam-se de páginas da Bíblia em que os servos do Senhor, desde os tempos apostólicos, são exortados à vigilância, ante a sua vinda iminente. No texto em análise, vemos Jesus falar sobre o final dos tempos, ou seja, a vinda do Filho do Homem, o Arrebatamento, a Grande Tribulação, narrar a parábola dos dois servos, e concluir no capítulo seguinte, com o sermão apocalíptico. Bem fazemos em atentar para a mensagem da vigilância, nestes dias em que a tônica é o descuido e o desinteresse quanto à vinda do Senhor.
Saiba mais:

1) A Parábola do Trigo e do JoioClique Aqui
2)  Parábola: Uma Lição para a Vida - Clique Aqui
3) A Parábola do Publicano e do Fariseu - Clique Aqui

I. O SERVO FIEL E PRUDENTE

A Parábola dos Dois Filhos


Na parábola deste estudo, registrada unicamente por Mateus (MATEUS 21.28-32), vemos um quadro interessante, ilustrado por Jesus, e refere-se a alguém que parecia ser obediente, mas não o era, enquanto outro, que demonstrava ser desobediente, dispôs-se a atender um apelo importante. Quando proferiu o ensino ora em estudo, Jesus encontrava-se em Jerusalém, no Templo, ‘ onde os líderes religiosos pensavam estar no centro da vontade de Deus, mas foram desmascarados pelo Senhor.

O ensino da parábola, de pouco conteúdo em palavras, é grande em lições para os nossos dias. Trata-se de uma mensagem que, ao longo dos tempos, tem causado muitas discussões aos eruditos do estudo das Escrituras, devido os contrastes e paradoxos nela contidos.
Veja também:
1) Curso para Professores da Escola DominicalAcesse Aqui
2) Curso para Obreiros - Acesse Aqui
3) As Parábolas de Jesus - Acesse Aqui
4) Vídeos para a Escola Dominical - Acesse Aqui

I - JESUS FALA AOS LÍDERES RELIGIOSOS
Após a entrada triunfal em Jerusalém, Jesus chegou ao Templo, e purificou-o, ao expulsar os vendilhões. No dia seguinte, após pernoitar em Betânia, voltou ao santuário e começou a ensinar. Já estava no meio de sua preleção, quando, bruscamente, foi interrompido pelos principais dos sacerdotes, anciãos (Mt 21.23) e escribas (Mc 11.27). Estes, ao demonstrarem que não tinham boa educação, arrogantemente, interpelaram o Senhor sobre com que autoridade Ele ensinava. Jesus, sem se alterar, com majestosa serenidade, os emudeceu com uma simples pergunta acerca do batismo de João (Mt 21.23- 27).

Lição 2- Para Ouvir e Anunciar a Palavra de Deus (Subsídio)

Subsídio para a classe de Adultos - 4°Trimestre de 2018| Por Ev. Jair Alves
INTRODUÇÃO
Em nosso estudo de hoje, abordaremos acerca da parábola do semeador (Mt 13.18), pois esta parábola ajudou os discípulos a entender por que Jesus não estava impressionado com a grande multidão que o seguia: sabia que a maior parte dessas pessoas jamais produziria os frutos de uma vida transformada, uma vez que a Palavra que estava pregando era como uma semente caindo em solo infértil.

Destacamos neste parábola (Mc 43-20), seis elementos que fazem parte dessa parábola, e com isso obteremos valiosas lições.
1. O SEMEADOR (Mc 4.3)
O semeador pode ser entendido de duas maneiras.
Primeiro: Representa o Senhor Jesus.
Segundo: O semeador é o servo de Deus que compartilha a Palavra com outros (ver 1 Co 3.5-9).
Todos os que recebem a semente tornam-se semeadores, portadores da luz e transmissores da verdade de Deus (ver 1 Ts 1.5-8). Se guardarmos essa verdade para nós mesmos, a perderemos; mas se a compartilhamos com outros, receberemos ainda mais.

O Senhor nos ordenou pregar o evangelho, pois Ele quer que a sua mensagem atinja toda criatura (Mc 16.15), todas as nações (Mt 28.19), todo o mundo (Mc 16.15), todas as aldeias (Mt 9.35), todo lugar (At 17.30). Ele ... amou o mundo...” (Jo 3.16) e quer que "... homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap 5.9) “...venham a arrepender-se" (2Pe 3.9) “... se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).

Todos os crentes, sem exceção, receberam esta incumbência do Senhor (1Pe 2.9; Mt 10.8). Alguns receberam a determinação de começar a trabalhar de madrugada, outros na terceira hora, isto é, às 9 horas; outros, perto da hora sexta, ou seja, entre 11 e 12 horas; e outros perto da hora undécima, isto é, faltando apenas 1 hora para terminar o dia — os judeus contavam o período diurno das 6 horas da manhã às 6 horas da tarde — (Mt 20.1-6).

O evangelho é a semente viva, poderosa, que ultrapassa qualquer elemento físico porque “é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). A Bíblia diz que esta “semente” é “viva e incorruptível” (1 Pe 22-25); tem poder e produz fé (Rm 1.16; 10.17); é celestial e divina (Is 55.10,11); imutável e eterna (Is 40.8); pode ser enxertada e salvar(Tg 1.18,21).

1.1 Características esperadas do semeador

Lição 1 – Parábola: Uma Lição para a Vida

Lições Bíblicas do 4° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 7 de Outubro de 2018
TEXTO ÁUREO
"E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos." (Mc 4.34)
VERDADE PRÁTICA
As parábolas são uma forma instrutiva para se ensinar grandes lições, e delas podemos extrair as inspirações e os ensinamentos divinos para a vida cristã.
LEITURA DIÁRIA
Seg. Mc 4.33: Jesus ensinava de forma clara
Ter. Mt 4.34: O Mestre ensinava por parábolas
Qua. Mt 13.10-12: As parábolas e o Reino de Deus
Qui. Mt 13.13-15: Fácil para uns, difícil para outros
Sex. Mt 15.15.16: Os discípulos não entendem
Sab. Mc 4.1,2: Jesus ensina uma multidão
Lições Bíblicas da Escola Dominical:
1 - Lições Bíblicas de Jovens – 3° Trimestre de 2018 – Acesse Aqui
2 - Lições Bíblicas de Adultos – 3° Trimestre de 2018 – Acesse Aqui
3 - Lições Bíblicas de Adolescentes – 3° Trimestre de 2018 – Acesse Aqui

Lição 1 – Parábola: Uma Lição para a Vida (Subsídio)

Subsídio para a classe de Adultos - 4°Trimestre de 2018|Aula: 07/10 - Por Ev. Jair Alves
INTRODUÇÃO
As parábolas são utilizadas desde a antiguidade. Embora Jesus tenha contribuído para os escritos sagrados com parábolas inigualáveis e tenha elevado esse método de ensino ao mais alto grau, era sabedor da existência milenar desse método de apresentar a verdade.

Quando o Senhor Jesus apareceu entre os homens, como Mestre, tomou a parábola e honrou-a, usando-a como veículo para a mais sublime de todas as verdades. Sabedor de que os mestres judeus ilustravam suas doutrinas com o auxílio de parábolas e comparações, Cristo adotou essas antigas formas de ensino e deu-lhes renovação de espírito, com a qual proclamou a transcendente glória e excelência de seu ensino (Herbert Lockyer).

Dado a grande relevância das parábolas de Jesus é que durante a presente edição, estudaremos as parábolas de nosso Salvador Jesus.
Veja também:
Lições de Adultos
 
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I – O QUE É PARÁBOLA
De acordo com Klvne Snodrass[1], “possivelmente nenhuma definição de parábola se mostrará completamente eficaz, pois toda definição que seja ampla o suficiente para englobar todas as formas acaba se revelando tão imprecisa a ponto de se mostrar praticamente inútil”. Entretanto, apresentarei alguns definições para o nosso entendimento do termo em questão.

Dentre os significados para o termo “parábola”, destaco os seguintes:

a) Comparação utilizada para indicar uma história breve.
b) Um exemplo esclarecedor para ilustrar uma verdade.
c) Comparação entre duas coisas diferentes.
d) Na maioria dos casos, a parábola é uma analogia ampliada utilizada para convencer e persuadir.
e) A parábola é uma criação literária na forma de narrativa desenvolvida para retratar uma espécie de caráter por advertência ou exemplo, ou para encarnar um princípio do governo de Deus para com este mundo e com os homens.
“A parábola podia ser tirada de uma história real ou alguma outra criada a partir de fatos possíveis do dia-a-dia das pessoas. Uma parábola era, na verdade, uma espécie de ilustração da vida. Podia ser um relato de coisas terrenas, às vezes, histórico — geralmente fiel à experiência humana — narrado de modo a comunicar uma verdade moral ou algum ensino espiritual” (Elienai Cabral)

Veja também:
Lições de Jovens
 
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1. O USO DAS PARÁBOLAS NOS EVANGELHOS (Mateus, Marcos e Lucas)
A palavra grega parabolé tem nos Evangelhos um sentido mais abrangente do que o seu uso na língua portuguesa ou inglesa. Como resultado, nos estudos bíblicos a palavra "parábola" tem, pelo menos, três usos diferenciados.

Em primeiro lugar, parabolé pode ser usada para se referir a qualquer dito comparativo que tem por objetivo estimular o pensamento.
Ela é utilizada para se referir a um provérbio como "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23),45 a um enigma como "Como pode Satanás expulsar Satanás?" (Mc 3.23), a uma comparação (Mt 13.33), a um contraste (Lc 18.1-8) e tanto a histórias simples (Lc 13.6-9) quanto a complexas (Mt 22.1-14).

Em segundo lugar, o termo "parábola" também pode ser utilizado em um sentido mais restrito para se referir a qualquer tipo de analogia (quer seja uma história com duplo sentido quer não), uma definição que excluiria os provérbios, os enigmas e as formas não-narrativas.

PARÁBOLAS EM NO EVANGELHO DE MARCOS
O número de parábolas em Marcos é relativamente pequeno. Ele
registra somente quatro parábolas narrativas, das quais as três primeiras formam uma série de parábolas no capítulo 4: a do Semeador, a da Semente que Cresce de Forma Oculta (exclusiva de Marcos) e a do Grão de Mostarda. Depois, no capítulo 12, ele os apresenta a parábola dos Lavradores maus. Algumas pessoas também consideram como parábola a comparação do Porteiro em 13-34-37 e da Figueira em 13.28,29.

Das parábolas do livro de Marcos, Mateus e Lucas têm a do Semeador, a do Grão de Mostarda, a dos Lavradores Maus e a da Figueira.

Mateus e Lucas também têm algumas parábolas em comum que não se encontram em Marcos. Ambos têm a do Fermento, a da Ovelha Perdida, a dos Dois Fundamentos, a dos Servos Fiéis e Infiéis, a do Ladrão e das Crianças no Mercado. Os dois livros também têm parábolas acerca de convites rejeitados a um banquete e de servos a quem foi confiada certa quantia em dinheiro, mas se elas representam ou não relatos paralelos ou são meramente histórias semelhantes é uma questão controvertida.

EM SUMA:
ü  10 parábolas são exclusivas de Mateus
ü  18 são exclusivas de Lucas.
ü  Cerca de dois terços das parábolas estão em Lucas.
ü  As parábolas de Mateus aparecem, majoritariamente, nos capítulos 13, 18, 20—22 e 24—25


2. SETE BENEFÍCIOS DO USO DAS PARÁBOLAS
(1) Revelar a verdade de forma interessante e despertar maior interesse (Mt 13.10,11,16);
(2) Tornar conhecidas novas verdades a ouvintes interessados (Mt 13.11,12,16,17);
(3) Tornar conhecidos os mistérios por comparações com coisas já conhecidas (Mt 13.11);
(4) Ocultar a verdade de ouvintes desinteressados e rebeldes de coração (Mt 13.11-15);
(5) Acrescentar mais conhecimento da verdade aos que a amam e
anseiam mais dela (Mt 13.12);
(6) Afastá-la do alcance dos que a odeiam ou que não a desejam (Mt 13.12);
(7) Cumprir as profecias (Mt 13.14-17,35).
 
SUBISÍDO BÍBLICO-TEOLÓGICO
Jesus é interrogado sobre o uso das parábolas
Então os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:
— Por que o senhor fala com eles por meio de parábolas?
Ao que Jesus respondeu:
— Porque a vocês é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas àqueles isso não é concedido. Pois ao que tem mais será dado, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso, falo com eles por meio de parábolas: porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. Assim, neles se cumpre a profecia de Isaías [...] (Mt 13.10-14, NAA).

Cristo cita Isaías 6.9-10 a fim de explicar por que usa parábolas: o coração do povo está duro; seus ouvidos estão surdos; e seus olhos, cegos. Jesus não estava ocultando a verdade daqueles que realmente a procuravam, porque aqueles que eram receptivos à verdade espiritual compreendiam os seus exemplos.
As parábolas seriam reveladas para aqueles que estavam sinceramente interessados, mas acabam por ser "apenas uma irritação para aqueles que eram hostis a Jesus."

Jesus, ao usar parábolas, estimula a curiosidade de quem está interessado, dos que realmente querem conhecer a verdade. Todavia, ele esconde a verdade dos rebeldes e, assim, não joga essas pérolas aos porcos (Mt 7.6).

As parábolas não impedem que as pessoas conheçam a verdade; antes, estimulam o interesse delas e encoraja-as a aprendê-la. Isso é o cumprimento de Mateus 11.25 — os orgulhosos não enxergarão, contudo os inocentes aprenderão a verdade e serão salvos (Warren W.)


II – COMO LER UMA PARÁBOLA
As parábolas não são listas de informação; elas são histórias, mas podem não ser as histórias que sonhamos que fossem. Cada uma delas deve ser abordada e tratada de forma individual, sem que façamos uso de pontos de vista pré-concebidos acerca de como elas deveriam ser. Sendo assim, podemos indagar: como ler uma parábola de maneira correta?

*     Vejamos três dicas:

PRIMEIRA: Ao ler uma parábola procure entender os elementos culturais existentes na parábola. O contexto cultural e histórico pode facilitar a compreensão do ensino principal da parábola.

OBSERVAÇÃO: As parábolas são histórias contadas a partir de uma cultura e tempo diferente do nosso.

SEGUNDA: Procure identificar as declarações explícitas e implícita do agir de Deus dentro da parábola.

TERCEIRA DICA: Identifique a aplicação prática da parábola. Ou seja, identifique as lições a serem aplicadas na área ética e espiritual d sua vida.

Metodologia:
Ao ler uma parábola, pergunte:
1)   Para que a parábola foi contada?
2)   Qual a moral da parábola?
3)   Alguma interpretação é dada no texto bíblico para a parábola?
4)   Existe alguma questão de maior destaque na parábola?

ATENÇÃO ESPECIAL!
Não se esqueça de que as parábolas, como as demais figuras, servem para ilustrar as doutrinas e não para produzi-las.

III – A PARÁBOLA E OUTRAS FIGURAS DE LINGUAGM NA BÍBLIA
Leia AQUI a continuação deste tópico.


[1] Autor do Livro: Compreendendo todas as Parábolas de Jesus - CPAD