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Lição 2- Para Ouvir e Anunciar a Palavra de Deus (Subsídio)

Subsídio para a classe de Adultos - 4°Trimestre de 2018| Por Ev. Jair Alves
INTRODUÇÃO
Em nosso estudo de hoje, abordaremos acerca da parábola do semeador (Mt 13.18), pois esta parábola ajudou os discípulos a entender por que Jesus não estava impressionado com a grande multidão que o seguia: sabia que a maior parte dessas pessoas jamais produziria os frutos de uma vida transformada, uma vez que a Palavra que estava pregando era como uma semente caindo em solo infértil.

Destacamos neste parábola (Mc 43-20), seis elementos que fazem parte dessa parábola, e com isso obteremos valiosas lições.
1. O SEMEADOR (Mc 4.3)
O semeador pode ser entendido de duas maneiras.
Primeiro: Representa o Senhor Jesus.
Segundo: O semeador é o servo de Deus que compartilha a Palavra com outros (ver 1 Co 3.5-9).
Todos os que recebem a semente tornam-se semeadores, portadores da luz e transmissores da verdade de Deus (ver 1 Ts 1.5-8). Se guardarmos essa verdade para nós mesmos, a perderemos; mas se a compartilhamos com outros, receberemos ainda mais.

O Senhor nos ordenou pregar o evangelho, pois Ele quer que a sua mensagem atinja toda criatura (Mc 16.15), todas as nações (Mt 28.19), todo o mundo (Mc 16.15), todas as aldeias (Mt 9.35), todo lugar (At 17.30). Ele ... amou o mundo...” (Jo 3.16) e quer que "... homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap 5.9) “...venham a arrepender-se" (2Pe 3.9) “... se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).

Todos os crentes, sem exceção, receberam esta incumbência do Senhor (1Pe 2.9; Mt 10.8). Alguns receberam a determinação de começar a trabalhar de madrugada, outros na terceira hora, isto é, às 9 horas; outros, perto da hora sexta, ou seja, entre 11 e 12 horas; e outros perto da hora undécima, isto é, faltando apenas 1 hora para terminar o dia — os judeus contavam o período diurno das 6 horas da manhã às 6 horas da tarde — (Mt 20.1-6).

O evangelho é a semente viva, poderosa, que ultrapassa qualquer elemento físico porque “é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). A Bíblia diz que esta “semente” é “viva e incorruptível” (1 Pe 22-25); tem poder e produz fé (Rm 1.16; 10.17); é celestial e divina (Is 55.10,11); imutável e eterna (Is 40.8); pode ser enxertada e salvar(Tg 1.18,21).

1.1 Características esperadas do semeador
a) O semeador deve ser prudente, orando por ocasiões e campos para semear.

b) Diligente, trabalhando como quem precisa prestar contas da semeadura.

c) Perseverante, semeando a tempo e fora de tempo; consagrado, cordial, inteira e sinceramente entregue à maior de todas as tarefas.

1.2 Observações para os semeadores
ü  Tudo o que o semeador precisa fazer é semear. Está acima do seu poder fazer a semente brotar.
ü  Os semeadores precisam aprender dessa parábola que muito do seu trabalho é duro e às vezes infrutífero da perspectiva humana.
ü  "Alguns ouvintes nunca se apegarão efetivamente à verdade", e outros serão desencorajados pelas dificuldades e seduzidos pela prosperidade.
ü  A semente que semeamos, não é apenas a respeito de Cristo, é Cristo.
ü  Vivemos em uma época que espera resultados imediatos, mas ao semear a semente devemos fazê-lo com paciência e esperança, e às vezes devemos esperar a colheita durante anos.

2. A SEMENTE (Mc 4.4).
A semente representa a Palavra de Deus (Lc 8.11). Por que comparar a Palavra de Deus a sementes? Porque a Palavra é "viva e eficaz" (Hb 4.12). Ao contrário das palavras dos homens, a Palavra de Deus tem vida que pode ser concedida àqueles que creem. A verdade de Deus deve se arraigar no coração, ser cultivada e estimulada a produzir frutos.
3. OS DIFERENTES TIPOS DE SOLO (Mc 4.15-20)
O coração humano é como o solo: deve ser preparado para receber a semente de modo que esta crie raízes e produza frutos. Jesus descreveu quatro tipos de coração, sendo que três deles não produziram fruto.
3.1 Os quatro tipos de solos

a) O solo duro (Mc 4:4, 15; Lc 8.5,12) resiste à Palavra de Deus e permite que Satanás (os pássaros) leve a semente embora. Da mesma forma como a terra à beira da estrada é compactada pela passagem de muitos transeuntes, também os que agem de modo descuidado e "abrem o coração" a todo tipo de pessoa e influências correm o risco de se tornar endurecidos (ver Pv 4.23). Corações endurecidos devem ser "arados" antes de receber a semente, experiência que pode ser extremamente dolorosa (Ir 4.3; Os 10.12).

b) Solo raso [coração superficial] (vv. 5, 6, 16, 17) Esse solo ilustra o ouvinte que se comove com facilidade e aceita a mensagem prontamente, mas seu interesse vai morrendo e não há continuidade.
Uma vez que esse solo não tem profundidade, qualquer coisa plantada nele não dura muito tempo, pois não consegue criar raízes. Trata-se de uma representação do "ouvinte emocional", que aceita com toda alegria a Palavra de Deus, mas não compreende o preço que deve ser pago para se tornar um cristão genuíno.

c) Solo com espinhos (vv. 7, 18, 19) representa a pessoa que recebe a Palavra, mas não se arrepende verdadeiramente nem remove os "espinhos" do coração. Esse ouvinte tem vários tipos diferentes de "sementes" competindo por seu coração - as preocupações do mundo, o desejo de riqueza e as ambições -, e a boa semente da Palavra não encontra espaço para crescer. Usando outra ilustração, essa pessoa quer andar pelo "caminho largo" e pelo "caminho estreito" ao mesmo tempo (Mt 7:13, 14), algo que não pode ser feito.
d) Solo bom [coração frutífero] (vv. 8, 20) é a representação do cristão verdadeiro, pois o fruto - uma vida transformada - é evidência da verdadeira salvação (2 Co 5.17; GI 5.19-23).

Nem todos produzem a mesma quantidade de frutos (Mt 13.8), mas todo cristão verdadeiro produz algum tipo de fruto como prova de sua vida espiritual.

VEJA A VÍDEO AULA COMPLEMENTAR

SUBSÍDIO HISTÓRICO-CULTURAL
Marcos 4.1-4: E OUTRA vez começou a ensinar junto do mar, e ajuntou-se a ele grande multidão, de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar. E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas, e lhes dizia na sua doutrina: Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram.
As estradas, ruas e atalhos, no oriente, comumente passavam às margens dos campos de trigo, de cevada e de outras plantações, e raramente esses campos tinham cercas ou muros; assim sendo, quando a semente era espalhada, naturalmente não caia somente na terra preparada para a semeadura, mas também podia cair na terra pisada pelas pessoas e pelos animais, isto é, na terra batida. Podemos imaginar que as aves se ajuntavam em bandos nesses lugares, quando a semente era lançada, a fim de comerem as que caiam na terra batida. A referência aqui (ao caminho) é principalmente aos atalhos que ficavam à beira dos campos ou que passavam pelo meio dos campos plantados.


SUBSÍDIO EXEGÉTICO
Marcos 4.10-12: E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.
Provavelmente o princípio ou ensino que temos nestes versículos é que, de conformidade com as leis fixas da natureza da administração divina, os deveres que os homens se recusam –voluntariamente – a cumprir, finalmente tornam-se para eles –moralmente impossíveis. 
As condições do povo eram tão más que nem mesmo a presença do próprio Messias atraiu sua atenção. Ele passou os dias de seu ministério no meio deles, proferindo palavras do mais alto quilate, como o homem jamais ouvira, e fazendo prodígios verdadeiramente notáveis, como nunca antes se vira; no entanto, os seus ouvidos não ouviram a Palavra, e os seus olhos ficaram cerrados, quase sem haver indicio, da parte deles, de que compreendiam que alguém fazia alguma coisa.
Outro lado se dá no terreno da fé. As palavras de Jesus, neste caso, foram proferidas quando sua rejeição já atingira a muitos (pois até já procuravam matá-lo), e assim sendo, tais palavras refletem essa verdade. Entre Jesus e os lideres religiosos dos judeus já havia uma cisão quase completa, e provavelmente a maioria do povo já preferia ficar ao lado de seus lideres, não ouvindo nem obedecendo à mensagem do Messias. Os capítulos décimo primeiro e décimo segundo deste do evangelho de Mateus dão detalhes sobre essa situação. Em Mateus 11.23 lemos que Jesus foi rejeitado por sua própria cidade adotiva, como também por outros lugares onde pregara frequentemente e onde fizera tantos milagres. As acusações contra ele já haviam amadurecido, e a chance de obter a confiança do povo e evitar a morte às mãos do povo era bem pequena.
Alerta!
A paciência de Deus não perdura para sempre, e a relutância do homem, não querendo ouvir, fatalmente o leva à surdez espiritual. O desejo que o Homem tem de não ver, finalmente lhe causa a cegueira espiritual.
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