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  • A Última Etapa da Graça Divina

    O texto de Juízes 6.8-10 nos mostra que a graça de Deus é do tamanho do próprio Deus, mas existe um limite que Ele mesmo nos impõe. Na primeira parte deste texto, temos a revelação de que Deus enviou um profeta ao seu povo e ele começa a discorrer sobre tudo o que Senhor havia feito em benefício deles, desde que os tinha tirado do Egito, passando por sua libertação e a condução deles por todo o caminho até a terra prometida, mas mesmo assim o povo não dá ouvidos ao profeta e peca continuamente contra o Senhor. Com essa atitude, eles estão caminhando para a última etapa da graça de Deus em suas vidas.

    Na segunda parte deste texto, o próprio Deus fala com Gideão (ele acha que é o Anjo do Senhor), orientando-o, mas ele estava sentindo-se tão desamparado ao ponto de demorar a crer na palavra que recebe. Afinal, ele era o menor da casa de seu pai, da tribo menos importante, e outras desculpas mais. Porém, Deus lhe deu a garantia da vitória naquela empreitada para a qual o estava mandando. Mesmo assim, ele não foi logo. Durante a sua conversa com Deus, Gideão pede ao Senhor uma prova de que ele era mesmo Deus. Na sua infinita paciência, o Senhor concede a ele aquela prova, consumindo o holocausto oferecido por Gideão sobre a penha. A graça de Deus é tão grande que faz com que Ele nos espere em nossos afazeres, mas não podemos esquecer que ela tem etapas.

    Observe:

    1°) Deus envia profetas ao seu povo para falar com eles e o povo não dá ouvidos.

    2°) O próprio Deus fala com seus servos, ainda assim muitos não o ouvem.

    3°) Ele permite que o inimigo ou alguém usado por Ele fale conosco. Esta é a última etapa da graça do Senhor.

    Depois de falar com Gideão e dar-lhe o sinal pedido, para confirmar que era o próprio Deus quem estava ali a garantir sua vitória naquela empreitada, Deus ainda vê incredulidade nele e o envia ao arraial dos midianitas, e o manda ouvi-los, ou seja, Deus manda que

    Gideão ouça da boca do próprio inimigo aquilo que Ele estava falando desde o começo. Será que era preciso chegar até esta etapa? Por que tanta dificuldade em aceitar o que Deus nos fala? Seria incredulidade nossa ou nosso Deus perdeu a força e não tem mais cumprido aquilo que nos promete? Não esqueçamos de que nós é que somos imperfeitos e muitas vezes não cumprimos nossas promessas, mas Deus é perfeito e não comete erros.

    Assim que Gideão desce ao arraial dos midianitas e os ouve conversando, fica convencido e satisfeito em saber que eles seriam entregues em suas mãos pelo próprio Deus, e eles sabiam disso. Vejam que incrível: o inimigo sendo usado pelo Senhor, proclamando sua própria derrota e garantindo nossa vitória, porque Deus assim havia dito! Só mesmo o Senhor Todo Poderoso pode fazer essas coisas! Ouvir da boca do inimigo uma profecia de vitória do servo de Deus?! É muito maravilhoso mesmo!

    📚 VEJA TAMBÉM:

    Gideão ouviu que venceria aquela peleja e então ficou satisfeito. Voltou ao seu povo e, junto com todos os valentes, desceu contra o arraial dos midianitas e os venceu, assim como fora dito por Deus.

    Ao observarmos essas etapas, devemos nos questionar: Em qual delas eu estou? Existem pessoas que, ao ouvir uma palavra, um hino, já se entregam nas mãos do Senhor de coração quebrantado. Há outras pessoas que pedem para ver sinais de Deus, pois estão meio incrédulas. Mas há uma classe de pessoas que já não se curva ante a voz profética dos servos do Senhor e nem do próprio Deus. Para elas, Deus permite que o inimigo fale e confronte os seus corações, a fim de produzir quebrantamento. Às vezes estamos tão endurecidos que o Senhor dá permissão ao inimigo para falar conosco e produzir algum efeito. É quando, em nosso trabalho ou faculdade, podemos ouvir de alguém que não é cristão frases como: “Teu lugar é na igreja!”; "Vai orar que teu Deus te responde!”.

    Precisamos voltar nosso coração para o Senhor, mas sequer queremos aceitar aquilo que Ele fala conosco. Tem gente que diz:
    LIÇÕES BÍBLICAS – Adultos:

    “Deus não fala comigo!”, mas Ele fala através de outras pessoas, através de acontecimentos e nós precisamos estar em sintonia com Ele para podermos ouvi-Lo. Por que chegar ao ponto de ter que ser confrontado pelo inimigo para crer na palavra que recebemos? Deus é tão misericordioso que nos permite chegar até esse momento, mas não nos lança fora, não nos abandona. Jonas também quis fugir da palavra que recebeu e vejam o que lhe aconteceu: depois de ser lançado ao mar, ficou três dias no ventre do grande peixe, até que cumpriu o desígnio para o qual Deus lhe ordenou. Já imaginou tudo que ele passou, sendo lançado ao mar, no meio de uma tempestade, depois engolido por um peixe e ficado lá, no meio de um monte de restos mortais de outras peixes, e quem sabe de outras pessoas, sem saber o que seria feito dele? Tudo porque não creu na palavra que recebeu. A graça de Deus é do tamanho do próprio Deus, mas Ele mesmo põe limite a ela. Não chegue à última etapa! Não perca a graça do Senhor. Não é preciso ser confrontado pelo inimigo para crer! Seja um servo inteligente e obediente. "Se hoje ouvirdes a minha voz, não endureçais o vosso coração.”

    SUGESTÃO DE LEITURA:
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    Artigo: Jaime Soares | Reverberação: Subsídios EBD

    Lição 8- A Graça de Deus

    LEITURA DIÁRIA
    SEG. Hb 4.16: O trono da graça
    TER. Rm 3.24:Deus nos aceita pela graça
    QUA. Gl 4.5: Decaídos da graça
    QUI. At 15.11;Tt 2.11: A graça alcança a todos
    SEX. Ef 2.5: Salvos pela graça
    SÁB. Rm 5.2: Pela fé alcançamos a graça
    REFLEXÃO
     “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens" (Tt 2.11).
    OBJETIVOS
    Diferençar a graça de Deus da sua misericórdia e justiça.
    Expor o alcance da graça de Deus.
    Estimular os alunos a exultarem pelo privilégio de serem alcançados pela graça.

    Lição 11 - Firmes na Verdade e na Graça de Deus


    TEXTO DO DIA
    “E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, e nosso Deus e Pai, que nos amou e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança.” (2 Ts 2.16)
    SÍNTESE
    Em tempos de crise a melhor mensagem que pode ser anunciada a uma comunidade é a de consolação.

    AGENDA DE LEITURA
    SEGUNDA – 2 Ts 2.13: Deus nos elegeu para a salvação
    TERÇA – Cl 1.28: Em Jesus somos aperfeiçoados
    QUARTA – Ef 5.1: Devemos ser imitadores de Cristo
    QUINTA – Rm 6.4: Somos chamados para novidade de vida
    SEXTA – Sl 4.8: Somente Deus nos faz habitar em segurança
    SÁBADO – Pv 4.23: Devemos guardar o coração
    OBJETIVOS
    1. RECONHECER o ensino da Trindade presente em 2 Tessalonicenses;
    2. MOSTRAR as causas da firmeza espiritual de um cristão;
    3. REFLETIR a respeito do consolo de Deus em nossas vidas.

    INTERAÇÃO
    Caro professor, como é sua relação com seus educandos? Você tem proximidade com eles? Você é uma referência entre os jovens de sua igreja? Você faz com que sua relação com seus educandos extrapolem os momentos da Escola Dominical? A partir de suas respostas a estas questões é possível realizar um diagnóstico de sua atuação como educador cristão; afinal de contas, não atuamos na ED em busca de um salário ou reconhecimento humano, mas para servir ao Reino de Deus – manifesto em cada pessoa e igreja local. Procure desenvolver uma rede de relacionamentos com os jovens de sua igreja, faça projetos em articulação com a liderança do ministério de jovens, procure ser mais um instrumento de Deus para abençoar a igreja onde você exerce seu chamado para o ensino da Palavra de Deus.

    ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
    Que tal realizar uma aula em campo? Claro, isso exige toda uma organização prévia: comunicação antecipada aos educandos para que ninguém seja pego de surpresa; pesquisa a respeito do lugar ideal (de preferência visite o local antecipadamente); organização da dinâmica de aula (haverá lanche depois da aula? Que horas começa e quando termina a aula? Haverá louvor? Quem levará um violão?); pense também em como se dará o deslocamento de cada aluno para o local da aula.

    Tudo é motivo de alegria e empolgação para os jovens, por isso não é necessário que a aula seja num local distante ou luxuoso, a casa de um dos jovens, um outro espaço coletivo da igreja, ou mesmo um ambiente público fora da igreja, mas agradável para a aula.

    Esta também é uma ótima oportunidade para convidar amigos, jovens não matriculados na Escola Dominical e até não evangélicos para um contato com a Palavra de Deus.

    TEXTO BÍBLICO
    2 Tessalonicenses 2.13-17
    13 Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade;
    14 para o que, pelo nosso evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
    15 Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
    16 E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, e nosso Deus e Pai, que nos amou e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,
    17 console o vosso coração e vos conforte em toda boa palavra e obra.

    Lição 6 - A Centralidade da Graça (Sola Gratia)

    Assunto: Reforma Protestante: história, ensinos e legado.
    Lição: Jovens e Adultos
    Trimestre: 4° de 2017
    Comentarista: Pr. Gilmar Vieira Chaves
    Editora: Central Gospel
    TEXTO BÍBLICO BÁSICO
    Efésios 2. 1-10
    1 E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
    2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
    3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
    4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
    5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ),
    6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
    7 Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
    8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
    9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
    10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

    TEXTO ÁUREO
    Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2.8,9

    Caindo da graça

    “Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça” (Gálatas 5:4)
    Se há uma linguagem forte o suficiente para esvaziar qualquer dúvida sobre a possibilidade da perda da salvação, é o “cair da graça”. Como já vimos, um texto que diz que alguém se separou de Cristo só pode existir se este um dia já esteve ligado a Cristo, sendo “um” com ele. Somente duas pessoas que um dia foram casadas podem se separar. Se João nunca foi casado com Maria, ele não pode se “separar” dela. Se aqueles gálatas nunca tivessem tido um real relacionamento com Cristo, Paulo jamais teria dito que eles se separaram dEle.
    LEIA TAMBÉM – CLIQUE:

    Lição 7 – A Salvação pela Graça

    Classe: Adultos
    Lições Bíblicas: CPAD
    Trimestre: 4° de 2017 – 12 de Novembro de 2017
    TEXTO ÁUREO
    "Pois assim como por uma só ofensa veio ajuízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida." (Rm 5.18)
    VERDADE PRÁTICA
    A nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.
    LEITURA DIÁRIA
    Segunda – Ef 2.8,9: Salvos pela graça mediante a fé
    Terça – Rm 4.25: A Ressurreição de Cristo: o triunfo da graça sobre a morte e o pecado
    Quarta – 1Tm 1.14: A Graça de Deus transborda em nós
    Quinta – At 15.10,11: Somente pela graça somos salvos
    Sexta – Gl 2.16: Nenhuma obra meritória garante a salvação
    Sábado – Rm 5.20,21: Onde havia o pecado a graça de Deus  o suplantou

    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
    Romanos 5.6-10,15,17,18,20; 11.6
    6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
    7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
    8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
    9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
    10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
    15 Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
    17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
    18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
    20 Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça.
    Romanos 11:6
    6 Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.



    HINOS SUGERIDOS: 291, 330, 491 da Harpa Cristã

    OBJETIVO GERAL
    Saber que a nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.
    OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
    I- Explicar o propósito da Lei e da graça;
    II- Discutir a respeito do favor imerecido de Deus;
    III- Salientar para o escândalo da graça.

    • INTERAGINDO COM O PROFESSOR

    Prezado (a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos a respeito da maravilhosa graça de Jesus. A nossa salvação é resultado desta graça, ou seja, do favor imerecido de Deus à humanidade pecadora. Ninguém pode receber a salvação por méritos próprios ou pela observância da Lei, pois o seu propósito, segundo o apóstolo Paulo, era somente apontar o pecado a fim de nos conduzir a Cristo (Cl 3.24).

    Embora a lição não trate a respeito do legalismo, acreditamos ser importante ressaltar que ele é antagónico, adverso à graça. Por isso, no decorrer da lição enfatize que o homem é salvo unicamente pela fé em Cristo Jesus, pela graça, e não pelas obras da Lei ou pelo seu esforço em tentar agradar a Deus.

    INTRODUÇÃO
    A Lei no Antigo Testamento tem a função de instruir e ensinar ao povo o que Deus estabeleceu aos israelitas a fim de eles terem um convívio próspero, pacífico e harmonioso na terra de Canaã. Os mandamentos contêm preceitos indispensáveis de moral, de ética e de vida religiosa, sem os quais o povo viveria num caos. Entretanto, na impossibilidade de os seres humanos cumprirem plenamente a Lei para tornarem-se justos, Deus nos outorgou a sua maravilhosa graça.

    PONTO CENTRAL
    A salvação é resultado da graça divina.
     
    I - LEI E GRAÇA

    1. O propósito da Lei.
    A Lei tem o propósito espiritual de mostrar quão terrível é o pecado - "pela lei vem o conhecimento do pecado." (Rm 3.20) -, bem como o propósito concreto de preservar o povo de Israel do pecado. Mais tarde, a Lei também revelaria quão grande é a necessidade do ser humano, pela graça, obter a salvação, pois era impossível cumprir plenamente a Lei de Deus no Antigo Testamento (Rm 7.19; Tg 2.10). Entretanto, sob o ponto de vista dos aspectos morais da Lei, há princípios que continuam vigorando até os dias atuais. Esses princípios, conforme resumidos no Decálogo - os Dez Mandamentos -, representam nossas obrigações éticas para com Deus e com o próximo (Êx 20.1-17). Esse é o caminho traçado pelo Altíssimo para nós no processo de santificação efetivado pelo Espírito Santo (Jo 14.15; Jo 16.8-10). Nesse sentido, a própria lei moral de Deus é uma expressão de sua graça que representa a revelação clara de sua vontade santa, justa e boa (Rm 7.12).

    2. A Lei nos conduziu a Cristo.
    A Lei foi uma espécie de guia para encontrarmos a Cristo por meio da graça (Gl 3.24). Ela nos convence, pela impossibilidade de ser cumprida, de que não podemos alcançar a salvação sem Cristo. Desse modo, quando a Lei se faz a própria justiça do homem, como mérito dele, ela se torna depreciativa, impossibilitando o ser humano de alcançar a salvação que só é possível mediante o evangelho da graça de Deus (Ef 2.8).

    3. A graça revela que a Lei é imperfeita.
    Paulo constata a superioridade do Espírito em relação à Lei (Gl 5.18) e, que por isso, morremos para a Lei (Rm 7.4; Gl 2.19). Assim, o escritor aos Hebreus revela que a Lei é imperfeita (Hb 8.6,7,13) e o apóstolo João afirma que foi Cristo quem trouxe a graça e a verdade (Jo 1.17). Sim, a graça é superior à lei! Logo, segundo as Escrituras, só existe a Lei por causa do pecado e para apontá-lo: "Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei" (Rm 7.7).
    SÍNTESE DO TÓPICO l
    Lei e graça: a justiça e a misericórdia de Deus.

    SUBSIDIO TEOLÓGICO
    A Finalidade da Lei
    Talvez em nenhuma outra passagem da Escritura o objetivo da lei esteja tão bem explicado como na carta aos Galatas. O apóstolo Paulo pergunta para que é a lei, e em seguida responde: 'Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita, e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro'. E mais adiante: 'De maneira que a lei serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados'(Gl 3.19,24).
    Do texto bíblico, e à luz de todo o contexto, percebe-se que a lei, embora ordenada para o bem, não conseguiu justificar ninguém. Pelo contrário, foi alvo de muitas transgressões e culpas que deveriam levar o homem a conhecer a sua própria miséria e impotência e, partindo daí, a se humilhar diante de Deus, arrepender-se e a ser salvo mediante a fé. Todavia, em si mesmo, a lei não tinha poder algum para levar o homem ao Criador: 'E é evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé' (Gl 3.11).

    A lei, portanto, serviu ao israelita, a quem foi dada, como um pedagogo, ou aio, até que a fé viesse. Mas depois que a fé veio, não estamos mais sujeitos ao pedagogo. Em outras palavras, o objetivo último da lei é fazer que o pecador sinta a necessidade de justificação e perdão, e levá-lo, ao final, a confiar em Jesus Cristo e a recebê-lo como seu único Salvador e Senhor, recebendo dele a salvação do pecado e da consequência deste, a morte espiritual (ALMEIDA, Abraão. O Sábado, a Lei e a Graça. 19.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, pp. 46,47).

    II- O FAVOR IMERECIDO DE DEUS

    1. Superabundante graça.
    Não há pecador, por pior que seja, que não possa ser alcançado pela graça divina, pois onde abundou o pecado, que foi exposto pela Lei, superabundou a graça de Deus (Rm 5.20). Por meio da compreensão dessa maravilhosa graça, o apóstolo João escreveu: "se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1Jo 2.1).

    2. Fé e graça.
    A graça opera mediante a fé no sacrifício vicário de Cristo Jesus. Ambas, fé e graça, atuam juntamente na obra de salvação: a graça, o presente imerecido de Deus; a fé, a contrapartida humana à obra de Cristo. Nesse sentido, não é a fé que opera a salvação, mas a graça de Deus que atua mediante a fé do crente no Filho de Deus (Rm 3.28; 5.2; Fp 3.9).

    3. A graça não é salvo conduto para pecar.
    Segundo o ensino das Sagradas Escrituras, a graça jamais pode ser vista como um salvo conduto para a prática do pecado ou da libertinagem (Gl 5.13). Pelo contrário, a graça de Deus nos convoca à obediência ao doador da graça, pois quando se ama fazemos de tudo para agradar a pessoa amada. Por isso, o amor de Cristo nos "constrange" (2 Co 5.14) a fazer algo que agrade ao Pai (1Ts 4.1). Logo, quem é alcançado pela graça compreende o quanto somos devedores a Deus e aos irmãos (Rm 13.8) e, por isso, desejamos amar o outro como Cristo amou (Jo 13.35). Os que estão sob a liberdade da graça vivem a santidade que reflete a beleza de Cristo no homem interior, onde este se revela vivo para Deus, mas morto para o pecado (Rm 6.11,13).
    SÍNTESE DO TÓPICO II
    Craca, o favor imerecido de Deus.
     
    SUBSÍDIO TEOLÓGICO
    Graça
    As palavras mais frequentemente usadas no Antigo Testamento para transmitir a ideia de graça são chanan ('demonstrar favor' ou 'ser gracioso') e suas formas derivadas (especialmente chên) e chesedh ('bondade fiel' ou 'amor infalível'). A primeira refere-se usualmente ao favor de livrar o seu povo dos inimigos (2 Rs 13.23) ou aos rogos pelo perdão de pecados (SI 41.4). Isaías revela que o Senhor anseia por ser gracioso com o seu povo (Is 30.18). Mas a salvação pessoal não é o assunto de nenhum desses textos. O substantivo chen aparece principalmente na frase 'achar favor aos olhos de alguém' (dos homens; Gn 30.27; 1 Sm 20.29; de Deus: Êx 34.9; 2 Sml5.25). Chesedh contém sempre um elemento de lealdade às alianças e promessas, expresso espontaneamente em atos de misericórdia e amor. É um 'conceito central que expressa mais claramente seu modo de entender o evento da salvação... demonstrando livre graça imerecida. O elemento da liberdade... é essencial'. Paulo enfatiza a ação de Deus, e a graça concretizada na cruz de Cristo'. Em Efésios 1.7, Paulo afirma: 'Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, pois 'pela graça sois salvos' (Ef 2.5,8)" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 344,345).

    CONHEÇA MAIS
    Graça
    Uma das maneiras de Deus demonstrar sua bondade é através da graça salvífica. No Antigo Testamento, a ênfase da graça recai sobre o favor demonstrado ao povo da aliança, embora as demais nações também estejam incluídas. No Novo Testamento, a graça, como dom imerecido mediante o qual as pessoas são salvas, aparece primariamente nos escritos de Paulo." Leia mais em Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, por Stanley Horton, CPAD, pp. 344,45.

    Ill - O ESCÂNDALO DA GRAÇA

    1. Seria a graça injusta?
    Se comparada com a humana, a justiça divina é imensamente perdoadora. Logo, sob a ótica humana, a graça se torna injusta. Por esse motivo, a graça é considerada um escândalo (Cl 2.14; Ef 2.8,9). Pelo fato de não haver merecimento por parte do recebedor, o apóstolo enfatiza a impossibilidade de a graça e a lei "andarem juntas", pois ambas são excludentes: "porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada" (Gl 2.16); pois como diz Atos dos Apóstolos: "mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo" (15.11). Logo, pela lei é impossível o pecador se salvar, mas dependendo única e exclusivamente da maravilhosa graça de Deus, ele encontrará descanso para a alma (Mt 11.28-30).

    2. A divina graça incompreendida.
    Nos dias do apóstolo Paulo, muitos não compreenderam seus ensinamentos sobre a graça de Deus (2 Pe 3.15,16). Por isso, ao longo da história da Igreja, dois extremos estiveram presentes acerca da compreensão da graça:
    (1) Liberdade total para pecar (Rm 6.1,2);
    (2) a impossibilidade de receber tão valioso presente (Gl 5.4,5). O primeiro, naturalmente, leva a pessoa à libertinagem. Entretanto, a Palavra de Deus mostra que maior castigo sobrevirá sobre os que profanarem o sangue do pacto e ultrajarem o Espírito da graça (Hb 10.29). O segundo extremo se refere ao perigo do legalismo, à ideia de que para ser salvo por Deus é preciso dar algo em troca. Tal atitude pode levar o crente ao orgulho espiritual (Ef 2.8-10) e gerar toda sorte de comportamentos hipócritas (Mt 23-23).

    3. Se deixar presentear pela graça.
    Humanamente é impossível ao crente, alcançado pela graça, retribuir a Deus tão grande salvação. Se fosse possível, já não seria graça, favor imerecido; mas mérito pessoal que tiraria de Deus a autoria divina da salvação. Em nosso relacionamento com Ele, quem tem mérito é seu Filho, Jesus Cristo (Fp 2.9-11). Assim, os que compreendem o favor inefável de Deus, mediante sua graça, devem deixar-se presentear por ela. Quem compreende o que significa ser justificado por Deus se permite "embalar nos braços de amor e de perdão" do Pai. Para os filhos de Deus, cônscios do valor da graça do Pai, tudo é presente, tudo é dádiva, tudo é favor imerecido! Portanto, deixe-se presentear pela graça de Deus!

    SÍNTESE DO TÓPICO III
    Não somos merecedores da graça divina.

    SUBSÍDIO DIDÁTICO-TEOLÓGICO
    Professor (a), para ajudar seus alunos a terem uma compreensão melhor a respeito da graça, reproduza o quadro abaixo e discuta com eles cada um dos tópicos.
    MARAVILHOSA GRAÇA
    Deus escolheu um povo para si mesmo, Israel. O Senhor não era obrigado a fazer isso; Ele fez pela graça (Dt 7.7,8).
    Deus fez um acordo, uma aliança de amizade, com seu povo. Sua graça signi­ficava que Ele permanecia leal a Israel, mesmo quando seu povo foi infiel a Ele (SI 25.14).
    Deus demonstra sua graça, acima de tudo, em sua 'operação de resgate', sua salvação dos pecadores (Ef 2.5).
    Deus torna sua graça conhecida dos pecadores quando seus pecados são perdoados e absolvidos. Mais uma vez, essa graça é totalmente imerecida. "O amor demonstrado por aqueles passíveis de não ser amados" (Ef 2.1-10).
    Deus, por intermédio de sua graça, faz os pecadores responderem a Ele e serem pessoas transformadas (At 2.37-41). E os pecadores, salvos pela graça, conhecem cada vez mais a Deus por meio da graça (começando com Gl 4.9).
    A graça do Senhor Jesus Cristo que é importante, em especial a graça demons­trada em sua morte na cruz (Gl 1.3,4).
    A graça nos chama. Passamos a conhecer essa salvação porque Deus, em sua graça, escolheu-nos (Gl 1.15). Lançamos mão dessa graça pela fé (Gl 2.16). Assim, somos salvos pela graça para nos transformar em uma nova pessoa (G1 6.15).

    CONCLUSÃO
    Na lição desta semana, estudamos a relação da Graça e a Lei; vimos que a graça é favor imerecido; e compreendemos que ela chega a ser um escândalo para os que não creem. Portanto, estamos cônscios de que o que nos salva é a graça de Deus mediante a fé somente (Ef 2.8). E o livre-arbítrio? É possível perder a salvação? São assuntos que veremos nas próximas lições.

    PARAREFLETIR
    A respeito da salvação pela graça, responda:
    Qual é o propósito da Lei?
    A Lei tem o propósito espiritual de mostrar quão terrível é o pecado - "pela lei vem o conhecimento do pecado" (Rm 3.20) - bem como o propósito concreto de preservar o povo de Israel do pecado.

    Por que a graça de Deus é superior à Lei?
    Porque ela revela que a Lei é imperfeita. O escritor aos Hebreus revela que a Lei é imperfeita (Hb 8.6,7,13) e o apóstolo João afirma que foi Cristo quem trouxe a graça e a verdade (Jo 1.17).

    Qual é a relação entre Fé e Graça?
    A graça opera mediante a fé no sacrifício vicário de Cristo Jesus. Ambas, fé e graça, atuam juntamente na obra de salvação: a graça, o presente imerecido de Deus; a fé, a contrapartida humana à obra de Cristo. Nesse sentido, não é a fé que opera a salvação, mas a graça de Deus que atua mediante a fé do crente no Filho de Deus.

    É possível afirmar que a graça é injusta?
    Se comparada com a humana, a justiça divina é imensamente perdoadora. Logo, sob a ótica humana, a graça se torna injusta.

    Qual deve ser nossa atitude diante da graça de Deus?
    Os que compreendem o favor inefável de Deus, mediante sua graça, devem deixar-se presentear por ela.


    SUBSÍDIO ADICIONAL
    Fonte: Ensinador Cristão – n° 72
    Uma acusação comum aos pentecostais é que não conhecemos a graça de Deus. Acusa-nos de legalistas porque em pleno século XXI preservamos costumes -como os que de quaisquer igrejas evangélicas também são conservados, embora diferente dos nossos - em detrimento da graça de Deus, dizem eles.
    Nesse assunto, os pentecostais também concordam com a teologia arminiana, em que o fundamento essen­cial na dinâmica da salvação é o da graça preveniente e que toda salvação é fruto inteiramenteda graça de Deus. Retomando mais uma vez o auxílio do teólogo arminiano Roger Olson, passamos a conceituar graça previniente.
    A graça proveniente é uma doutrina elevada da graça
    Com graça proveniente se quer dizer o chamado de Deus no sentido de ser dEle a iniciativa do começo de relação com uma pessoa que é livre para responder a esse chamado com arrependimento e fé. Esse processo proveniente da graça, segundo Roger Olson, inclui ao menos quatro aspectos: chamada, convicção, iluminação e capacitação. Por isso, alinhado à visão arminiana, o pentecostal não tem dificuldade de pregar a graça de Deus e, ao mesmo tempo, reconhecer que a chamada para a salvação pode ser rejeitada pela pessoa. É muito claro para o pentecostal que nenhuma pessoa pode arrepender-se, crer e ser salva sem o auxílio sobrenatural do Espírito Santo. Este age do início ao fim do processo salvífico. Entretanto, é preciso que a pessoa não resista ao Espírito, como fizeram os fariseu são resistirem ar­duamente à mensagem de Jesus Cristo (Mt 12.22-32), mas coopere com o Espírito reconhecendo a própria condição de pecador e crendo no único Salvador.

    O que pensava Armínio acerca da graça de Deus na salvação?
    Segundo Roger Olson, a teologia de Armínio sem­pre foi compromissada com a graça de Deus e o teólogo holandês jamais atribuiu qualquer eficácia salvífica à bondade ou à força de vontade do ser humano. Isso é importante destacar, pois é um equívoco pensar que quem afirma que o ser humano pode resistir a graça de Deus está dizendo que o que define a salvação é a vontade humana. Nada mais injusto!

    Não havia dúvida para Armínio que a salvação era de graça, provinha de Deus, era um presente incomensurável do Altíssimo para o homem. Entretanto, o problema para Armínio, e o mesmo para os pentecostais, era que "de acordo com as escrituras, que muitas pessoas resistem ao Espírito Santo e rejeitam a graça que é oferecida".