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LIÇÃO 2 Fé para Crer que a Bíblia É o Livro de Deus [Jovens ]

Lições Bíblicas Jovens - 4º Trim./2023 – CPAD

Comentarista: Pr. Eduardo Leandro Alves

Revista: A Prova da Vossa Fé: Vencendo a Incredulidade para uma Vida Bem-Sucedida

TEXTO PRINCIPAL

"Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança." (Rm 15.4)

RESUMO DA LIÇÃO

Na Bíblia encontramos a revelação de Deus para toda a humanidade e a salvação em Cristo Jesus.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA - Êx 34-27

"Escreve estas palavras"

TERÇA - Hb 1.1

A Bíblia revela Jesus, o Filho de Deus

QUARTA - Lc 24.44

Em Jesus se cumpriu a Lei de Moisés, os Profetas e nos Salmos

QUINTA - Mt 4.4

Nem só de pão viverá o homem

SEXTA - Pv 4.4

Guarde os mandamentos e viva

SÁBADO - Ap 22.18.19

A completude das Escrituras Sagradas


OBJETIVOS

• COMPREENDER que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus;

• EXPLICAR que a Bíblia é um Livro inspirado pelo Espírito Santo;

• DESTACAR a atualidade da Bíblia.

INTERAÇÃO

Prezado (a) professora (a), esta lição nos leva a refletirmos a respeito da misericórdia e bondade do Senhor, pois mesmo depois da Queda Ele continuou a revelar-se à humanidade. Ele se deu a conhecer mediante a sua Palavra.


A Bíblia é a revelação direta do Altíssimo ao homem e sem ela estaríamos perdidos, sem saber o caminho de volta para a reconciliação com o Todo-Poderoso. Você deseja que seus alunos conheçam mais a respeito de Deus e desenvolvam uma espiritualidade saudável? Então, incentive-os a lerem e meditarem nas Escrituras Sagradas.


A Bíblia não é uma invenção do homem e Stanley Horton afirma que ela “é um livro divino-humano no qual cada palavra é, ao mesmo tempo, divina e humana.” Toda a Bíblia foi inspirada pelo Senhor, porém ela não foi ditada palavra por palavra. Os escritores foram guiados, conduzidos pelo Consolador a fim de que pudessem escolher as palavras a fim de que a real mensagem do Senhor fosse revelada de uma forma compreensível a humanidade. Podemos ver em cada livro das Escrituras o estilo de cada autor. Isto não invalida e inspiração de Deus.


TEXTO BÍBLICO

2 Timóteo 3.14-17

14 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,

15 E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

16 Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.

17 Para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

 

Hebreus 4.12

12 Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espirito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.


INTRODUÇÃO

A Bíblia não tem a intenção de provar ao homem que ela é a inerrante Palavra de Deus, pois ela é. Muitos acreditam que as Escrituras não têm explicação para muitas questões da atualidade, mas isso é um equívoco. No Livro de Deus, encontramos, sim, respostas fundamentais a respeito do homem de todos os tempos, como por exemplo, a questão do pecado, do mal e da salvação.


Paulo disse a Timóteo que desde criança, ele conhecia as Escrituras Sagradas, e que as Sagradas Letras o tornariam sábio para compreender e receber a salvação, pela fé em Jesus (2 Tm 3.14). Nesta lição, veremos a inspiração, a necessidade de interpretação e a atualidade das Escrituras Sagradas.

I - BÍBLIA: A INERRANTE PALAVRA DE DEUS

1. A sua autoria.

A Bíblia não chegou até nós por meio de um "e-mail”, ou uma "mensagem nas redes sociais”. Também não caiu do céu e nem foi encontrada pronta em algum lugar místico ou secreto. Os autores bíblicos, inspirados pelo Espírito Santo, revelam a sua origem: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21).


Foram homens que escreveram, mas eles foram inspirados pelo Espírito Santo. Logo, o que escreveram é a Palavra de Deus, O Senhor usou aproximadamente 40 autores, de lugares diferentes, com formações diversas que, por vários séculos (aproximadamente 1600 anos), produziram os textos sagrados.


2. Sua estrutura.

É uma coleção de 66 livros. Alguns textos têm mais de 3000 anos. Os escritos mais recentes têm aproximadamente 1930 anos, A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: o Antigo Testamento em hebraico, somente partes pequenas foram escritas em aramaico (nos livros de Esdras, Jeremias e Daniel): o Novo Testamento, foi escrito em grego. Mas a Bíblia e tão divina que encontramos nela uma unidade: um livro completa o outro. A temática principal é a redenção oferecida ao pecador mediante Jesus Cristo.

A Bíblia é o livro mais vendido e mais divulgado no mundo e já foi traduzida para mais de 366 línguas.


3. A sua mensagem.

Encontramos nas Escrituras vários temas, entretanto podemos afirmar que a mensagem central é a história da salvação. A narrativa da salvação é vista tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. É importante ressaltar que a missiva da salvação tem três elementos comuns: Jesus, aquele que traz a salvação, o meio de salvação e os herdeiros da salvação. Tanto no Antigo Testamento quanto no Novo encontramos a história do concerto de Deus com o homem pecador.


PENSE!

Quanto tempo você tem utilizado para conhecer mais a Deus por meio da sua Palavra?


PONTO IMPORTANTE!

A Bíblia foi escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo.

SUBSÍDIO 1

Professor (a) “uma mudança notável da terminologia que resultou dos debates na área da inspiração das Escrituras foi a preferência pelo termo 'inerrância' ao invés de 'inabilidade'. Isso tem a ver com a insistência de alguns no sentido de que podemos ter uma mensagem infalível com um texto bíblico errante.


Infabilidade e ‘inerrância’ são termos empregados para se aludir à veracidade das Escrituras. A Bíblia não falha; não erra; é a verdade em tudo quanto afirma (Mt 5.17,18). Embora tais termos nem sempre hajam sido empregados, os teólogos católicos, os reformadores protestantes, os evangélicos da atualidade (e, portanto, os pentecostais ‘clássicos’), têm afirmado ser a Bíblia inteiramente a verdade; nenhuma falsidade ou mentira lhe pode ser atribuída.


A doutrina da inerrância é derivada mais da própria natureza da Bíblia do que de um mero exame dos seus fenômenos. 'Se alguém crê que a Escritura é a Palavra de Deus, não pode deixar de crer que seja ela berrante’. A Escritura não falha porque Deus não pode mentir. Consequentemente, a inerrância é a qualidade que se espera da Escritura inspirada.


O crítico que insiste em haver erros na Bíblia (em algumas passagens difíceis) parece ter outorgado para si mesmo a infabilidade que negou às Escrituras. Um padrão passível de erros não oferece nenhuma medida segura da verdade e do erro. O resultado de negar a inerrância é a perda de uma Bíblia fidedigna. Se for admitida a existência de algum erro nas Sagradas Escrituras, estaremos alijando a verdade divina, fazendo a certeza desaparecer."

(HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 107-109.)


II- UM LIVRO INSPIRADO PELO ESPÍRITO SANTO

1. O que é inspiração?

Deus usou pessoas falíveis como nós para escrever o seu Livro, que é o único capaz de transformar o ser humano por inteiro. Esses homens escreveram segundo a orientação do Espírito Santo. Sim, nós cremos na inspiração plenária das Escrituras, ou seja, as palavras usadas pelos autores, assim como a forma gramatical, foram inspiradas e dirigidas pelo Espírito Santo. É importante ressaltar que a palavra “inspiração” vem do latim e é a tradução do termo grego theópneustos de acordo com 2 Timóteo 3.16.0 termo grego theópneustos utilizado por Paulo ao escrever a Timóteo, significa respirado por Deus para fora em vez de para dentro — divinamente expirado, em vez de inspirado.


2. Inspiração verbal e plenária.

A expressão “inspiração verbal" precisa ser cuidadosamente compreendida, o que leva muitos cristãos a preferem o termo “inspiração plenária” A inspiração verbal não significa um ditado mecânico, como se os escritores fossem instrumentos meramente passivos: ditar não é inspirar. A inspiração verbal estabelece até que ponto vai a inspiração, estendendo-se tanto à forma como à substância. Diz-nos o “que é”, e não “como é”, não nos sendo explicado o método da operação do Espírito Santo, mas somente nos é dado conhecer o resultado.


Deus fez uso das características naturais de cada escritor, e por um ato especial do Espírito Santo, habilitou-os a comunicar ao homem, por meio da escrita, a sua divina vontade. Observa-se esta associação do divino e do humano nas passagens de Mateus 1.22; 2.15: Lucas 1.1-4: Atos 1.16:3.18.0 Espírito Santo guiou e orientou cada escritor. Ainda que não saibamos explicar com detalhes como se deu tal operação, conhecemos os seus resultados.


3. A necessidade de interpretação.

Há pessoas, sobretudo as que buscam desacreditar a fé cristã, que citam textos fora de contextos, utilizando interpretações particulares. É fundamental ter consciência de que as Escrituras só podem ser explicadas pelas Escrituras. O texto bíblico deve ser interpretado de maneira correta e, para que isso ocorra, precisamos conhecer a hermenêutica bíblica. Ela é a disciplina teológica que estuda os princípios de interpretação da Bíblia. Uma saudável interpretação bíblica deve levar em conta a fidelidade do texto bíblico, a intenção do autor sagrado e sua aplicação Cristocêntrica.


PENSE!

As Escrituras Sagradas devem ser a nossa única regra de fé e prática.

PONTO IMPORTANTE!

As verdades e os princípios bíblicos são válidos para todas as pessoas em todas as épocas.

SUBSÍDIO 2

Prezado (a) professor (a), explique que “inspiração verbal e plenária da Bíblia é a doutrina que assegura ser a Bíblia, em sua totalidade, produto da inspiração divina. Plenária: todos os livros da Bíblia, sem qualquer exceção, foram igualmente inspirados por Deus. Verbal: o Espírito Santo guiou os autores não somente quanto às ideias, mas também quanto às palavras dos ministérios e concertos do Altíssimo (2 Tm 3.16).


A inspiração plenária e verbal, todavia, não eliminou a participação dos autores humanos na produção da Bíblia. Pelo contrário: foram eles usados de acordo com seus traços personais, experiências e estilos literários (2 Pe 1.21). Se no profeta Isaías deparamo-nos com um estilo sublime e clássico, em Amós encontramos uma prosa simples e humilde, como os campos palmilhados pelo mensageiro campesiano.


Há evidências que nos indicam ser a Bíblia a Palavra inspirada de Deus? Basta uma leitura das Sagradas Escrituras para se concluir, de imediato, terem sido elas produtos da ação direta do Espírito Santo sobre os hagiógrafos, levando-os a escrever os livros que fazem parte do cânon bíblico,” (Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD. p. 31)

III - A ATUALIDADE DA BÍBLIA

1. Questões éticas e morais.

Mesmo se tratando de um texto antiguíssimo, a Bíblia é atual e tem as respostas de que precisamos para muitas questões éticas e morais do nosso tempo, como por exemplo: o aborto, a eutanásia, as questões de gênero etc, A questão que regularmente é apresentada por algumas pessoas em relação a atualização das Escrituras é o fato de que, segundo estes, na atualidade algumas doutrinas bíblicas não cabem mais na vida do homem. Tal questão é uma das muitas falácias do Inimigo, para o cristão, o texto bíblico é atemporal e os seus preceitos são para as pessoas de todas as culturas e raças.


O que os escritores bíblicos ensinaram não era uma mera tradição cultural, mas foram palavras inspiradas por Deus. Na atualidade, muitos jovens, ao entrarem nas universidades, são tentados a descartar os ensinos morais e éticos das Escrituras Sagradas, pois passam a acreditar, erroneamente, que alguns textos não passam de superstições e crendices culturais.


2. Os vários materiais da Bíblia.

Os autores bíblicos usaram diferentes tipos de matérias disponíveis no seu tempo para a escrita, A pedra, de acordo com o texto de Jó ig.23,24, foi utilizada: “Quem me dera, agora, que as minhas palavras se escrevessem! Quem me dera que se gravasse num livro! E que, com pena de ferro e chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!" Os Dez Mandamentos foram escritos em tábuas de pedra (Êx 32.16). Conforme Isaías 30.8, foram escritas em tábua, em tijolo (Ez 4.1), em papiro e em pergaminhos (2 Tm 4,13).


A Bíblia é atualíssima, e seus ensinos, quando são observados e praticados, nos preservam de inúmeras frustrações e muitos tropeços: "Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).


3. O poder da Palavra de Deus.

A Bíblia se distingue de todos os demais livros, pois, segundo o profeta Jeremias, ela é semelhante ao fogo que purifica, bem como um martelo que despedaça a penha (Jr 23.20). Ela tem poder para penetrar e perscrutar o interior do ser humano (Hb 4.12). Fogo e martelo são dois elementos que indicam que nada pode impedir o seu cumprimento (Is 5511; Jr 5.14).


A Palavra de Deus também é poderosa para destruir fortalezas espirituais que se levantam para que não venhamos a compreender as verdades divinas. Não podemos nos esquecer de que Jesus, quando tentado pelo Diabo no deserto, derrotou o Inimigo usando o poder da Palavra. Jesus conhecia as Escrituras, e frente à tentação, não hesitou em fazer o uso correto dela.


PENSE!

A Palavra de Deus é uma arma poderosa contra todos os sofismas do nosso tempo.


PONTO IMPORTANTE!

A Bíblia não é um livro de autoajuda. mas oferece a você a ajuda do alto nos momentos difíceis.


SUBSÍDIO 3

Professor (a), mostre aos alunos que como filhos de Deus, não podemos nos afastar jamais das Sagradas Escrituras. Em seguida pergunte: “Por que?” Porque das Sagradas Escrituras, todos dependemos vitalmente. Diga que quanto mais as lermos, mais íntimos seremos de seu Autor.


CONCLUSÃO

A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus para o ser humano em todos os tempos. Tudo o que precisamos saber para obtermos a salvação já nos foi transmitido pelas Escrituras Sagradas. Nada pode ser retirado ou acrescentado da Palavra de Deus (Ap 22.18,19). Que venhamos ler, meditar nas Escrituras e principalmente viver seus ensinamentos, pois Jesus afirmou que aqueles que ouvem as suas palavras e as praticam são semelhantes ao homem que construiu a sua casa sobre a rocha (Mt 7.24-27).


HORA DA REVISÃO

1. Quantos autores Deus usou para escrever a Bíblia?

O Senhor usou mais de 40 autores, de lugares diferentes, com formação diversas que por vários séculos (aproximadamente 1600 anos), produziram os textos sagrados.

2. Quantos livros têm a Bíblia?

É uma coleção de 66 livros.

3. Quais os idiomas em que foram escritos os textos bíblicos?

A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, somente partes pequenas foram escritas em aramaico. O Novo Testamento foi escrito em grego.

4. Qual a mensagem central da Bíblia?

Podemos afirmar que a mensagem central é a história da salvação.

5. Qual a disciplina que estuda os princípios de interpretação da Bíblia?

A hermenêutica.

DICAS DE LEITURAS

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Lição 13 Vamos praticar a palavra

2023 – CPAD

Título: Grandes Cartas para Nós

Revista: do Professor

Comentarista: Rafael Luz

LEITURA BÍBLICA

Tiago 1.21-25

A MENSAGEM

” Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha”. Mateus 7.24


Devocional

Segunda » Hb 4.12

Terça » Sl 119.97

Quarta » 1 Jo 1.6

Quinta » Mt 7.24-26

Sexta » Sl 119.105

Sábado » Lv 22.31


Objetivos

MOTIVAR o adolescente a ler e estudar a Palavra;

REAFIRMAR que a Palavra precisa ser praticada;

REVELAR o consolo encontrado nas Escrituras

 

Ei Professor!

A leitura é algo indispensável e essencial ao professor da ED. Pensando nisso, o pastor Altair Germano, em seu livro “O líder cristão e o hábito de leitura”, relacionou algumas ações que nos auxiliarão no hábito de leitura:


1) definir o tempo para ler;

2) levar sempre consigo um livro;

3) fazer uma lista de leituras;

4) encontrar um local tranquilo para ler;

5) reduzir acesso à internet e TV;

6) ler para os filhos;

7) visitar lojas de livros usados;

8) estabelecer metas de leitura;

9) ouvir quando não puder ler;

10) aderir a um grupo de leitura ou clube do livro;

11) visitar bibliotecas;

12) criar salas de leituras nas igrejas;

13) participar de eventos que promovam a leitura;

14) investir na formação escolar, acadêmica e continuada; e

15) planejar o orçamento pessoal para aquisição de livros

 

Ponto de Partida

Querido (a) Professor (a), muitos adolescentes passam horas navegando nas redes sociais e apenas poucos minutos lendo as Escrituras Sagradas. Estão atualizados com a notícia do dia, sabem manusear como ninguém os aplicativos, porém, revelam uma defasagem e uma certa inabilidade em localizar um simples texto da Palavra de Deus. Com isso, temos observado uma crise de desconhecimento bíblico sem precedentes na história da Igreja. Pensando nisso, sugerimos que você inicie em sua classe um programa de leitura bíblica a partir do novo trimestre. Comece por um livro pequeno da Bíblia para que eles não encontrem grandes dificuldades. Boa aula!

 

Vamos Descobrir

A Bíblia é o livro mais publicado e lido no mundo. Sua importância é incalculável. Como está a sua relação com as Escrituras? Você trata a Bíblia como um livro qualquer ou como a revelação de Deus a humanidade? Você a tem lido diariamente ou esporadicamente? Sente prazer ou desânimo ao abri-la para ler? Às vezes, enfrentamos muitas dificuldades quando decidimos ler a Palavra de Deus. Isso pode acontecer com você. O importante é não desistir porque a Palavra é viva e poderosa!

 

Hora de Aprender

I - PRAZER EM LER E APRENDER A PALAVRA

Algumas pessoas querem conhecer a vontade de Deus para suas vidas, mas não sabem por onde começar. O que muitos ignoram, por desconhecimento ou preconceito, é que Deus revelou sua vontade através da Bíblia Sagrada e, especialmente, por meio de Jesus Cristo. A Palavra escrita veio revelar a Palavra que se fez carne (Jo 1.1,14). Ou seja, as Sagradas Escrituras existem para nos conduzir à comunhão com o Verbo vivo. Por essa razão, todo cristão deve amar e desenvolver o hábito da leitura devocional da Bíblia. Escrevendo a Timóteo, Paulo apresenta duas verdades sobre as Escrituras (2 Tm 3.16).

 

A primeira diz respeito a sua origem: ela “é inspirada por Deus”. E a segunda fala-nos do seu propósito, é “útil para ensinar”. Pensando em sua finalidade, o apóstolo disse que as Escrituras oferecem “sabedoria que leva à salvação” (2 Tm 3.14-16). Ou seja, a Bíblia é um livro de salvação. Ela nos mostra que necessitamos de salvação e como encontrá-la, “por meio da fé em Cristo Jesus”. Logo, sempre que a lermos devemos procurar por Cristo, pois ela aponta em sua direção para que nós o vejamos, creiamos nEle e sejam salvos por Ele (Jo 20.31).

 

A Bíblia não é uma relíquia do passado a ser confinada em um museu. Ela é “lâmpada para guiar” os seus passos e “luz que ilumina” o seu caminho (Sl 119.105). Permita que ela seja sua conselheira diante das questões da vida (Sl 19.7; 119.24, 34). Não endureça o seu coração ao ouvir a voz do Senhor, deixe Ele guiar você (Sl 95.7,8; 25.4,5). Tenha prazer na Lei do Senhor (Sl 1.2), pois é por meio dela que Deus nos instrui, alimenta, encoraja, fortalece, corrige e vivifica. Dedique parte do seu tempo para ler e compreender as Sagradas Letras. Isso será uma bênção para toda a sua vida.

 

I - AUXÍLIO PEDAGÓGICO

Uma compreensão clara do ato de ler se torna extremamente necessária, como ponto de partida para a formação de bons e habituais leitores. Para isso é necessário partir da simples decodificação de símbolos, e avançar em direção à leitura crítica de textos, que culminará com o desenvolvimento do saber Ler o mundo, movido por ideias que nem sempre se manifestam nos atos, discursos e enunciados, distante da passividade comum em mentes e seres que foram domados, no sentido de se tornarem meros reprodutores do que ouvem ou lêem. A Leitura do mundo não se limita ao caráter meramente discernidor ou informativo, mas, acima de tudo, transformador.

 

Conhecer e entender o mundo por intermédio da Leitura é essencial para a transformação deste mundo. Na liderança cristã estão envolvidos a proclamação do evangelho e o aperfeiçoamento da igreja por meio de um ensino bíblico, contextualizado e relevante. O líder e os liderados, à medida que discernem a realidade e proclamam as Boas Novas, precisam ser agentes transformadores, e não meros identificadores das mazelas espirituais, morais e sociais de nossos dias.” (GERMANO, Altair. O líder cristão e o hábito de leitura: uma perspectiva conceitual, histórica, bíblica e prática. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp. 85-86).

 

II - COMPROMISSO EM CRER E PRATICAR A PALAVRA

Terminando o sermão da montanha, Jesus comparou seus ouvintes a dois tipos de pessoas: o “sábio” e o “sem juízo” (Mt 7.24-27). Nesse texto, a sabedoria ou a tolice estão ligadas à forma como esses homens respondem aos ensinamentos do Mestre. Ou seja, se ouvem e praticam são sábios, mas se ouvem e não praticam são sem juízo. O pastor de Jerusalém, Tiago, também advertiu seus leitores a não serem apenas ouvintes da mensagem, mas praticantes (Tg 1.22). Aqueles que conhecem a verdade de Deus, mas não a obedece, nas palavras de Tiago, são como pessoas que se olham no espelho e não conseguem ver suas imperfeições e necessidades de mudanças, pois “logo esquece a sua aparência” (Tg 1.23,24).

 

Todo cristão, além de um aplicado leitor, precisa ser um praticante da Palavra de Deus. Memorizá-la é importante, mas não é suficiente; é preciso aplicá-la no dia a dia. Além de acolhê-la em nossos corações, devemos rejeitar tudo o que ela condena (Tg 1.21; Sl 119.9-11), pois o propósito de escondê-la no coração é não pecar contra Deus (Sl 119.11). Por causa dela, o salmista rejeitou o conselho dos maus, o exemplo dos pecadores e a roda dos zombadores (Sl 1.1,2); o compromisso com a Palavra e com o Deus da Palavra gera atitudes santas.

 

Seja você também um praticante da Palavra. Sinta-se encorajado pelas palavras de Paulo: “Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto com as minhas palavras como com as minhas ações” (Fp 4.9). Ame como Jesus ensinou (Jo 13.34,35; 1 Jo 4.7); perdoe como você foi perdoado (Ef 4.32; Cl 3.13); faça os outros o que gostaria que fizessem a você (Mt 7.12); e faça tudo para glória de Deus (1 Co 10.31).

 

II - AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Mais do que ter a Palavra em nosso coração, é preciso exteriorizar o evangelho em nossas vidas […]. Tiago nos desafia em seu escrito a ser praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes. Primeiro ouvimos o discurso e depois praticamos. Não é razoável ler, estudar e ouvir a Palavra de Deus se não temos o objetivo de seguir o que ela nos apresenta. Se temos respeito pela Palavra, é imperativo obedecê-la. Tiago parece um mestre que ensina, lembra e relembra a seus alunos a que tenham uma vida voltada para atitudes que espelhem a salvação.

 

E como se a expressão ‘pratique a Palavra’ fosse uma senha para uma questão difícil de uma prova. Para que façamos a diferença neste mundo, pratiquemos a Palavra. Para que aprendamos a domar nossa língua, pratiquemos a Palavra. Para nos afastarmos da maldade e de toda impureza, pratiquemos a Palavra. Para sermos sábios, pratiquemos a Palavra. A prática, como diz o ditado, conduz à perfeição, e nosso caso, nos aproxima cada vez mais de Deus” (DANIEL, Silas & COELHO, Alexandre. Fé e obras: Ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp. 64-65).

 

III - CRESCENDO E AMADURECENDO ATRAVÉS DA PALAVRA

Ao longo da vida, todos enfrentamos decepções, medos, tristezas e dores; dificuldades nos cercam tentando abater a nossa força e roubar a nossa alegria (Sl 116.3,4).

 

Definitivamente, ninguém está livre das adversidades. Entretanto, os servos de Deus, no sofrimento são consolados através das promessas do Pai, que dão vida e esperança (Sl 119.49,50). Pelas Escrituras somos lembrados que “o que sofremos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro” (Rm 8.18), uma vez que “essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento.

 

Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se veem, mas nas que não se veem” (2 Co 4.17,18). Paulo, escrevendo aos coríntios, afirmou que o nosso Deus é Deus de toda consolação e ajuda (2 Co 1.3). Ele é poderoso para enxugar de nossos olhos toda lágrima e acalmar toda tempestade dentro e fora de nossa alma Podemos confiar (Sl 46.1) e descansar nele, pois fortalecerá o nosso coração (SL 27.14); devemos entregar todas as nossas preocupações a Ele, pois tem cuidado de nós (1Pe 5.7).

 

Algumas vezes, Ele nos livrará antes, outras durante ou somente depois de uma tribulação. Entretanto, uma certeza temos em nosso coração: não seremos abalados (Sl 62.1,2), pois o Senhor está conosco como um pastor que guia, protege e supre o seu rebanho (Sl 23.1-3).

 

III - AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Paulo sabia que os sofrimentos que ele suportava eram, na verdade, leves e momentâneos, em comparação com a duração do tempo em que ele desfrutaria da presença de Deus – uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento (2 Co 4.17,18). O que verdadeiramente importa – o que é eterno e permanente – não pode ser visto, tocado ou medido. Somente com os olhos da fé as pessoas podem esperar pelo que ainda não viram. Somente com os olhos da fé elas podem começar a entender, com a ajuda de Deus, o eterno significado das suas ações.


A esperança de um crente não está neste mundo. A esperança de um cristão não está no poder e na riqueza que podem ser acumulados na terra. Na verdade, a esperança de um cristão está em Cristo – alguém que não pode ser visto neste momento (Rm 8.24; Hb 11.1). Apesar disto, Jesus Cristo e a sua importância na vida de cada pessoa são suficientemente reais. É por isso que Paulo encorajou os coríntios a viverem pela fé, e não por aquilo que viam (2 Co 5.7). Os coríntios deviam tirar os seus olhos deste mundo – pois as dificuldades em breve estariam terminadas.


Em vez disto, eles deveriam fixar seus olhos no Todo-Poderoso, aquele que possui todo o poder, pois Ele trará a alegria que será eterna.” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 210). “4.17 – LEVE TRIBULAÇÃO… PESO ETERNO DE GLÓRIA. As aflições e as provações suportadas na vida dos que permanecem fiéis a Cristo são leves em comparação com a abundância de glória que temos em Cristo. Essa glória já está parcialmente presente, mas só no futuro será experimentada plenamente (Cf. Rm 8.18).


Quando alcançarmos a nossa herança nos Céus poderemos dizer que as tribulações mais severas não eram nada em comparação com a glória do estado eterno. Não devemos, portanto, desesperar-nos, perder a esperança, nem deixar nossa fé diminuir, em meio aos nossos problemas.” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 1774).

 

CONCLUSÃO

Seja um ouvinte praticante da Palavra de Deus. Conduza sua vida à luz de seus conselhos. Não ignore as Escrituras. Leia a Bíblia diariamente e ore para que o Espírito Santo ilumine seu coração e mente a fim de que você compreenda as Escrituras.


VAMOS PRATICAR

1. Complete os versículos:

“- Quem Ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha” (Mateus 7.24)

“Não se engane; não sejam apenas ouvinte dessa mensagem, mas a Ponha em prática (Tiago 1.22)

 

2. Você já leu a Bíblia toda?

Resposta pessoal.

3. Você tem algum versículo preferido?

Resposta pessoal.

4. Qual a sua maior dificuldade para compreender a Palavra? O que você pode fazer para superá-la?

Resposta pessoal.


Pense Nisso

Ler, aprender, crer e praticar a Palavra é um dever de todo cristão. Não há desculpas para o desprezo às Escrituras. Pelo contrário, desde a antiguidade o povo perece por falta de conhecimento (Os 4.6). Ignorar essa Palavra não é uma decisão inteligente. Por isso, dedique-se mais e mais a conhecer e compreender toda a Bíblia Sagrada.

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