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Lição 1 A BÍBLIA: FONTE DE DOUTRINA (Classe: Jovens)

🎓 Lições Jovens 1° Trimestre 2024 CPAD

Revista: O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS - A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa

AUTOR: Pr. Elias Torralbo

TEXTO PRINCIPAL

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” (2 Tm 3.16)

RESUMO DA LIÇÃO

A Bíblia é a única fonte genuína de doutrina para o cristão.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – 2 Pe 1.19-21

Inspirados pelo Espírito Santo

TERÇA – Jo 5.39

A Palavra testifica acerca de Jesus

QUARTA – Sl 119.72

A Palavra de Deus é preciosa

QUINTA – Sl 119.89

A Palavra permanece para sempre

SEXTA – Sl 119.105

A Palavra é lâmpada para os nossos pés

SÁBADO – Hb 4.12

A Palavra e o seu poder eficaz


OBJETIVOS

1. APRESENTAR a origem da Bíblia;

2. EXPLICAR a inspiração das Escrituras;

3. DESTACAR a Bíblia como fonte de doutrina.


INTERAÇÃO

Prezado(a) professor (a), com a graça de Deus iniciamos o primeiro trimestre do ano. Estudaremos treze lições a respeito do fundamento dos apóstolos e profetas. Veremos que a Bíblia é a única fonte genuína de doutrina para o crente de todos os tempos.


O comentarista das lições é o pastor Elias Torralbo, Mestre em Teologia Sistemática e especialista em Gestão Escolar. Diretor Executivo da FAESP – Faculdade Evangélica de São Paulo. Atua como pastor na Assembleia de Deus Ministério do Belém, cidade de Mogi das Cruzes - SP. Que o estudo de cada lição possa trazer a certeza, para você e seus alunos, de que a Bíblia é a inspirada e inerrante Palavra de Deus. Seus ensinos são luz para o nosso caminho e se praticados vão nos oferecer uma vida vitoriosa.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), para a primeira aula do trimestre, sugerimos que você reproduza a tabela abaixo mostrando aos alunos que as Escrituras Sagradas são

uma confirmação de que Deus deseja ser conhecido pelos seres humanos. Deus fala conosco de diferentes maneiras, mas a sua Palavra é a sua revelação plena para nós.

 

Ele falou do Céu, direta e audivelmente. Lc 3.21,22

Ele escreveu em tábuas de pedra. Êx 31.18

Ele se tornou carne. Jo 1.14

Ele deu vívidos sonhos e visões. Gn 28.12; Mt 1.20; 2.19,29

Ele utilizou paredes de palácios. Dn 5.5

Ele fez animais falarem. Nm 22.28

Ele expressou a verdade dos profetas. Ez 51.1; Am 2.1; Ag 1.7; Zc 8.3

Ele utilizou os anjos. Lc 1.11,28; At 10.3,4


TEXTO BÍBLICO: 2 Timóteo 3.14-17

14 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que fostes inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.

15 E que, desde a tua meninice, sabe as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

16 Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,

17 Para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos a respeito do “Valor da Doutrina”. Este é um tema de fundamental importância para o cristão, individualmente e para a igreja. Quanto ao foco da primeira lição, abordaremos a Bíblia como fonte segura da doutrina. Certamente você concorda que a Bíblia é indispensável para uma vida cristã frutífera, saudável. Mas você sabe qual é a sua origem e natureza? Nesta primeira lição, vamos responder essas questões, discorrendo a respeito da origem da Bíblia, a sua inspiração divina e a sua elevada e inestimável importância.

I - A ORIGEM DA BÍBLIA

1. Definição do termo.

As Escrituras Sagradas são uma confirmação de que Deus deseja ser conhecido pelos seres humanos, por isso a revelação de si mesmo foi preservada de forma escrita em um livro chamado Bíblia Sagrada. Qual o significado da palavra Bíblia?

Como se deu o seu desenvolvimento dentro da história?

O vocábulo Bíblia tem origem na expressão grega biblos (Mt 1.1), que significa “um livro”, ou ainda, da forma diminutiva “biblion” (Lc 4.17) que significa “pequeno livro”. O termo Bíblia relaciona-se com biblos, de onde vem o nome dado à parte interna do papiro, material usado na antiguidade para escrever os livros.


A Bíblia é também chamada de: Escritura (Mc 12.10; 15.28); Santas Escrituras (Rm 1.2) e Sagradas Letras (2 Tm 3.15).


2. A origem literária da Bíblia.

A Bíblia é a Palavra de Deus aos homens e, como literatura, é um livro antigo. Seu formato original era a de um rolo (Jr 36.2) (2 Tm 4.13). Inicialmente, a Bíblia não foi formada de um livro só, mas cada livro compunha um rolo individual. A invenção do papel no século II pelos chineses e o desenvolvimento da imprensa, por Johannes Gutenberg, contribuíram com a junção de seus livros.


A Bíblia tem 66 livros que foram escritos por 40 homens de lugares e culturas diferentes. Originalmente foi escrita em dois idiomas (hebraico e grego) e um dialeto (aramaico), dentro de mais de 1600 anos, com os mais variados temas, com uma unidade admirável e inigualável. O centro de sua mensagem não é o homem (antropológico), mas Deus (teocêntrico), abordando o criacionismo (Deus é o Criador de todas as coisas), a teologia (ênfase no conhecimento a respeito de Deus e a sua relação com o mundo), a antropologia (exposição sobre o lugar do homem no plano de Deus), culminando na soteriologia e na escatologia (a doutrina da salvação e das últimas coisas, respectivamente).


3. A origem da Bíblia Sagrada.

A Bíblia é um livro sagrado e a expressão dada a isso é “cânon sagrado”. A palavra “cânon” é de origem cristã e vem do grego kanon e provavelmente do hebraico “kaneh”, que quer dizer “junco”, “cana” ou “vara de medir”, com referência a uma regra ou uma norma a seguir. O cânon bíblico é uma referência aos livros considerados como Palavra de Deus, servindo como regra de fé e prática (Gl 6.16).


A canonização dos livros da Bíblia foi feita por concílios eclesiásticos nos quais os livros eram considerados úteis para a fé e a adoração cristã. O Antigo Testamento foi aceito como sagrado pelos judeus e, nos dias de Jesus, a sua composição já existia.


Quanto ao Novo Testamento, a autoridade de seus livros se confirmou pelos seguintes critérios:

a) deveriam ter sido escritos por um dos apóstolos ou por alguém bem próximo a eles;

b) o conteúdo deveria ser coerente com os ensinos da igreja e os demais livros sagrados e

c) deveriam ser conhecidos e reconhecidos na igreja. Os concílios não concederam autoridade divina às Escrituras, apenas a reconheceu.


SUBSÍDIO 1

Professor (a), inicie o tópico fazendo a seguinte pergunta: “Você crê na inspiração divina da Bíblia?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Explique que toda a Escritura é inspirada por Deus. Em seguida, aclare que a “palavra ‘bíblia’ é derivada do latim, proveniente da palavra grega bíblia (livros), que diz respeito especificamente aos livros que são reconhecidos como canônicos pela Igreja cristã. Um termo sinônimo de ‘a Bíblia’ é ‘os escritos’ ou ‘as Escrituras’ (em grego hai graphai, ta gramata), frequentemente usado no Novo Testamento para designar, no todo ou parte, os documentos do Antigo Testamento. Por exemplo, Mateus 21.42 diz: ‘Nunca lestes nas Escrituras?’ (em tais graphais).


A passagem paralela, Marcos 12.10, traz o singular, referindo-se ao particular texto citado: ‘Ainda não lestes esta Escrituras?’ (ten graphen tauten). Em 2 Timóteo 3.15, temos ‘as sagradas letras’ (ta hiera gramata), e o versículo seguinte (ARA) diz: ‘Toda Escritura é inspirada por Deus’ (passa grafe theopneustos).


Em 2 Pedro 3.16, ‘todas’ as epístolas de Paulo são incluídas junto com ‘as outras Escrituras’ (tas loipas graphas), as quais presumem- se que sejam os Escritos do Antigo Testamento e provavelmente os evangelhos também.

II - A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS

1. Uma breve definição.

Termos como inspiração, iluminação, aplicação, convicção e testemunho compõem a discussão acerca da fonte das Escrituras. A expressão “inspiração” é a que coordena o funcionamento das demais, pois atesta a origem da Bíblia, reafirmando assim a sua autoridade final. Do latim inspiratio, que advém do verbo inspirare, inspiração quer dizer “soprar em”, ou ainda, “insuflar”.


Ao afirmar que a Escritura é “divinamente inspirada”, o apóstolo Paulo está afirmando que ela foi idealizada e supervisionada pelo Espírito Santo (2 Tm 3.16), motivo pelo qual ela é “digna de toda aceitação” (1 Tm 1.15). Portanto, uma vez que o Espírito Santo é que inspirou a Bíblia, é Ele quem também ilumina o homem para que possa entendê-la, além de operar os seus resultados exclusivos, atestando ser ela a verdade eterna de Deus.


2. A revelação especial da Bíblia.

Inicialmente veremos duas questões a serem consideradas: “Por que Deus usou homens como autores de sua Palavra?” e “Como aceitar a Bíblia como Palavra de Deus se ela foi escrita por homens?” Deus, inicialmente, se revelou ao homem por meio de sua criação (Sl 19.1- 6; Rm 1.18-20).


Ele também se revelou pela Bíblia, e por intermédio de Jesus Cristo, “a quem constituiu herdeiro de tudo” (Hb 1.1-3), o qual denominamos Revelação Especial. Portanto, a escolha de homens como autores da Bíblia é justificada pela estratégia divina em dar-se a conhecer à humanidade. Nota- se que, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, Deus se comunicou oralmente com o homem (Gn 1.28-30), e depois incumbiu pessoas a fazer o registro, em sua Palavra (Êx 17.14). Os homens que escreveram a Bíblia foram chamados por Deus para tal tarefa, servindo-lhes como instrumento divino (2 Pe 1.21). O “canal” usado foi o humano, mas a autoridade é divina, o que faz da Bíblia a Palavra de Deus para os homens de todos os tempos.


3. A natureza divina da Bíblia.

Como confirmar a natureza divina da Bíblia? Há meios pelos quais a fonte divina da Bíblia pode ser constatada e aceita, tais como:

a) sua unidade;

b) sua mensagem sem igual;

c) o cumprimento de suas profecias e

d) o seu testemunho próprio. Mesmo tendo sido escrita por diferentes pessoas, nas mais variadas condições e em diferentes épocas, a unidade doutrinária e estrutural da Bíblia indica a inquestionável e necessária presença de um idealizador soberano, que conduziu a sua composição e estruturação.


A mensagem das Escrituras também faz dela um livro divino, pois reafirma a perfeição de Deus, o estado de Queda do homem e os seus efeitos, o amor de Deus revelado em Cristo, bem como o chamado ao homem para a redenção e para a esperança de vida eterna.


A Bíblia contém profecias, das quais muitas já se cumpriram, outras estão em franco cumprimento e outras que ainda se cumprirão, e somente Deus é capaz de anunciar antecipadamente e, com precisão, a sua vontade. A própria Bíblia dá testemunho de sua natureza divina (2 Sm 23.1,2; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.20,21).


Os testemunhos da arqueologia, da própria Bíblia e das muitas vidas transformadas pela Palavra de Deus, de forma conjunta, também confirmam a natureza divina da Bíblia.


SUBSÍDIO 2

Professor (a), dê início ao tópico com a seguinte pergunta: “O que é inspiração bíblica?”

Ouça os alunos com atenção. Depois, explique que “inspiração é o termo usado para a ação direta de Deus sobre os escritores bíblicos. Embora a individualidade de cada um fosse mantida, foram ao mesmo tempo movidos, guiados e guardados pelo Espírito Santo; desse modo, o que escreveram constitui a sufi ciente Palavra de Deus para a humanidade. De acordo com essa declaração, fica evidente ser a Bíblia um produto tanto humano quanto divino. Veremos algo do seu autor — sua perspectiva, estilo, temperamento e outros. Mas toda ela traz o selo do impulso divino, para indicar que por trás e no interior da obra do autor humano está o próprio Deus. Portanto, mediante o processo da inspiração, Deus é o autor das Escrituras.


Uma das passagens que especificam a autoria divina: ‘Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo’ (2 Pe 1.21). Esses autores foram inspirados por uma influência especial do Espírito Santo, que fez com que os seus escritos também fossem inspirados pelo sopro de Deus.”

III - A BÍBLIA COMO FONTE DA DOUTRINA

1. Definição do termo.

O significado do termo “doutrina” é amplo. A este respeito, o Dicionário Teológico editado pela CPAD afirma: “[Do lat. Doctrina, do verbo docio, ensinar, instruir, educar.] Conjunto de princípios que formam a base de um sistema religioso”. Já em uma análise mais específica, a referida obra dá a seguinte explicação: “A doutrina cristã acha-se baseada na Bíblia Sagrada – nossa única regra de fé e prática. Ela pode vir expressa em forma de credos, declarações de fé ou dogmáticas”.


A doutrina também pode ser entendida como ensinamento. Portanto, doutrinar é ensinar com base em um conjunto de crenças pertencente a uma pessoa, individualmente, mas principalmente a um determinado grupo religioso, coletivamente. Quanto ao uso do termo “doutrina” nesta lição, e em todas as demais deste trimestre, relaciona-se com as bases da fé cristã, conforme expostas e ensinadas nas Escrituras Sagradas.


2. A importância da doutrina bíblica.

A sua estima se confirma de muitas formas, principalmente se considerada a sua missão de apontar o caminho a ser seguido pela Igreja, isto é, para onde ela deve ir, mas também de protegê-la dos ataques externos, e, nesse caso, advertindo-a sobre o que não fazer como método de manutenção de sua saúde espiritual. Historicamente, as doutrinas bíblicas surgiram e se consolidaram como respostas às ameaças e defesa aos ataques à unidade da fé da Igreja.


Nesse ponto, a doutrina se reafirma como indispensável à vida da igreja, pois ela cumpre uma função delimitadora, mantendo assim a sua integridade. Uma igreja sem as doutrinas bíblicas pode ser comparada a uma casa sem portas, cuja característica é a ausência de limites e a presença marcante e desastrosa da desordem. A doutrina bíblica lança luz na trajetória da igreja e fecha as portas para as ameaças externas.


3. Bíblia, verdadeira fonte doutrinária.

A esta altura deve estar claro que a Bíblia é o instrumento de comunicação de Deus com o homem, que se dá em duas dimensões: com o homem, em geral e com a Igreja, em particular. Note que a ordem de Jesus é para que o Evangelho seja pregado a todo o mundo (Mc 16.15), assim como Paulo afirmou que compartilharia o mesmo Evangelho com os irmãos que estavam em Roma (Rm 1.15). Obedecendo os respectivos propósitos, o Evangelho a ser pregado ao pecador é o mesmo a ser ensinado à Igreja, cuja fonte é uma só, a Palavra de Deus, isto é, a Bíblia. Considerando que, conforme já visto, doutrina é ensinamento, as palavras de Paulo confirmam que a Bíblia é a fonte de toda doutrina cristã: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3.16).


SUBSÍDIO 3

Professor (a), diga que doutrina é “didache no grego e denota ensinamento, quer aquilo que é ensinado (por exemplo, Mt 7.28; Tt 1.9; Ap 2.14,15,24), quer o ato do ensino, instrução (por exemplo, Marcos 4.2; Romanos 16.17). Didaskalia, denota aquilo que é ensinado, doutrina (Mt 15.9; Mc 7.7; Ef 4.14; 1 Tm 1.10). No mesmo tempo que o termo didache é usado apenas duas vezes nas Epístolas Pastorais (em 2 Tm 4.2 e Tt 1.9), o termo didaskalia é empregado quinze vezes. Ambos são usados nos sentidos ativo e passivo (ou seja, o ato de ensinar e o que é ensinado).”


CONCLUSÃO

Nesta lição reafirmamos o lugar da Bíblia como fonte genuína da doutrina cristã. Vimos que ela é a inspirada Palavra de Deus, cujo desenvolvimento histórico e estrutural comprova que, não obstante tenha sido escrita por homens falíveis, Deus é a sua fonte; o que faz dela o Livro dos livros, pois é o instrumento infalível e inerrante de comunicação da mensagem de Deus aos seres humanos.

HORA DA REVISÃO

1. Qual o significado do vocábulo Bíblia?

O vocábulo Bíblia tem origem na expressão grega biblos (Mt 1.1), que significa “um livro”, ou ainda, de forma diminutiva “biblion” (Lc 4.17) que significa “pequeno livro”.

2. Qual o significado da expressão “Cânon Sagrado”?

A palavra “cânon” é de origem cristã e vem do grego kanon e provavelmente do hebraico “kaneh”, que quer dizer “junco”, “cana” ou “vara de medir”, com referência a uma regra ou uma norma a seguir.

3. Qual era o formato original da Bíblia?

Seu formato original era a de um rolo (Jr 36.2), feito de papiro e pergaminho (2 Tm 4.13).

4. Segundo a lição, como confirmar a natureza divina da Bíblia?

Há meios pelos quais a fonte divina da Bíblia pode ser constatada e aceita, tais como: a) sua unidade; b) sua mensagem sem igual; c) o cumprimento de suas profecias e d) o seu testemunho próprio.

5. Defina o termo “doutrina”. "Conjunto de princípios que formam a base de um sistema religioso."

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Lição 1- O amor de Deus na bíblia {Adolescentes}

Adolescentes Lição 1- O amor de Deus na bíblia

A MENSAGEM

Agradeçam a Deus, o SENHOR, anunciem a sua grandeza e contem às nações as coisas que ele fez. Salmos 105.1

DEVOCIONAL

Segunda » Êx 34.5-7

Terça» 2Rs 19.32-34

Quarta» Sl 23.3

Quinta» Pv 14.22

Sexta » Ct 1.1,2

Sábado » Jo 15.9

 

OBJETIVOS

EXPLICAR o conceito de amor no Antigo e no Novo Testamento;

DESTACAR o amor de Deus pela criação;

APONTAR o amor de Deus revelado na história de Israel.


Ei Professor!

A lição desse trimestre tem como proposta central apontar a relevância do amor para a vida cristã. Vivemos em uma sociedade materialista e secularizada onde o conceito de amor tem sido distorcido ou banalizado. Para muitos, o amor já não existe e as relações humanas estão fundamentadas apenas na troca de interesses ou negociação de benefícios. Em contrapartida, os Evangelhos apresentam o Filho de Deus como a expressão máxima do amor que traz luz à compreensão humana (Jo 3.16).


O verdadeiro amor só pode ser encontrado em Deus porque Ele é amor (1 Jo 4.8). Portanto, amigo(a) professor (a), enfatize aos seus alunos que o amor verdadeiro existe e podemos encontrá-lo na presença de Deus. Ele nos convida a viver essa experiência maravilhosa.

Ponto de Partida

Prezado (a) professor(a), o assunto tratado neste trimestre é o amor. Assim sendo, para iniciar a aula de hoje, prepare na lousa ou quadro branco um mapa mental. Como assim? Escreva a palavra “amor” no centro do quadro e pergunte aos alunos o que eles sabem sobre esse conceito.


À medida que forem respondendo, desenhe setas no entorno da palavra “amor” e escreva as definições mencionadas por eles.


Após este momento de construção coletiva, utilize um dicionário para trazer a definição técnica do conceito de amor. Em seguida, converse com seus alunos sobre as diversas interpretações que existem na sociedade a respeito do que significa amar. Por fim, aponte que a Palavra de Deus nos mostra o sentido certo de amar.

Vamos Descobrir

A Lição deste trimestre tem como tema central o amor. Apesar de ser um conceito muito usado no dia a dia, a maioria das pessoas desconhece o seu real significado. As Escrituras Sagradas discorrem sobre o amor em diversas ocasiões. Ha, inclusive, um livro inteiro dedicado a esse tema, o Livro de “Cântico dos Cânticos". Então, vamos descobrir como amor aparece na Palavra de Deus.

 

Hora de Aprender

O sentido de amor aparece na Bíblia de diversas formas. Em cada uma delas, podemos aprender Lições diferentes no que diz respeito a nossa relação com Deus e com o próximo. Veremos também que o nosso Deus dedica amor pela sua criação, bem como pelo seu povo, que ELe separou para a glória do seu nome.


I. A PALAVRA "AMOR”

Quando Lemos a palavra “amor" na Bíblia, veremos que ela pode ser a tradução de diversos termos. Se estamos Lendo o Antigo Testamento, encontramos algumas expressões que têm origem no hebraico e referem-se à relação entre Deus e o seu povo. No caso do Novo Testamento, a palavra origina-se no grego e pode referir-se ao amor de Deus ou ao amor humano. Vejamos:


1.1. No Antigo Testamento.

Em hebraico, os dois termos mais frequentes para falar de amor são ahava e hesed. Ahava pode expressar o amor entre seres humanos, do ser humano por Deus, do ser humano por coisas, de Deus pelo ser humano, indivíduos ou grupos, e pela criação em geral.


O termo hesed é uma palavra com diversas possibilidades de tradução. Ela aparece não só com o sentido de amor, como também de misericórdia, bondade, favor e sempre num contexto envolvendo pessoas em algum tipo de relacionamento. Esse termo não está relacionado a objetos ou conceitos.


Quando se Lê em Salmos 45.7, por exemplo, o rei ama o bem e odeia o mal. Amar, no manuscrito hebraico do Antigo Testamento, é ahava e se trata de um conceito abstrato, ou seja, algo que não é concreto. Já na história de Rute, Boaz avalia que ela agiu com Lealdade, ou seja, com hesed, em relação à família do sogro (Rt 3.10).


Jacó pediu que José fosse fiel e honesto, isto é, hesed para com ele e não o enterrasse no Egito (Gn 47.29-31). Êxodo 20.6 aparecem os dois termos: “Porém sou bondoso [hesed] com aqueles que me amam [ahava] e obedecem aos meus mandamentos e abençoo os seus descendentes por milhares de geração".


1.2. No Novo Testamento.

Percebemos que amor é um elemento importante para a fé cristã. Ele está presente nos ensinos de Jesus, no Livro de Atos dos Apóstolos e nas Cartas paulinas. Os termos gregos mais frequentes são ágape e fileo. A expressão fileo caracteriza um sentimento natural; é como você responde ao tratamento recebido da outra pessoa, ou seja, é um amor retribuído. É, também, o que sentimos pelos pais e amigos. Já o termo ágape refere-se a um sentimento que se baseia no valor da outra pessoa, mesmo quando não há retribuição. A ordem de Jesus é para “amarmos uns aos outros" (Jo 13.34), inclusive, os nossos inimigos (Mt 5.44). Por isso, muitas vezes ouvimos dizer que se trata de um amor incondicional.

I - AUXÍLIO PEDAGÓGICO

Amigo (a) professor(a), seus alunos aprendem não apenas através da exposição dos conteúdos, mas, importa também a forma como esses conteúdos são recebidos, interpretados e aplicados por eles. Para compreender melhor essa dinâmica é fundamental que o professor considere as leis da aprendizagem. “[...] Não podemos ensinar o que não sabemos mais do que podemos dar o que não temos ou voltar de um lugar onde nunca estivemos. Temos de saber o que ensinamos. O que isso significa em termos práticos?


1. Seja autêntico.

Em primeiro lugar, pela graça de Deus e pelo poder do seu Espírito Santo, pratique o que você ensina. Os alunos precisam acreditar que, em certo sentido, ouvimos, vimos, contemplamos e tocamos. Em última análise, o poder do ministério do apostolado de Paulo não era quando ele dizia: ouçam-me, mas quando ele podia dizer: imitem-me (veja 1 Co 11.1). Isso não significa que temos de ser perfeitos, mas sim, que temos de estar buscando (Fp 3.12-17).


2. Faça sua lição de casa.

Faça a boa e sadia exegeses bíblica para falar com confiança sobre o que a Palavra está ensinando. Considere as perguntas difíceis que podem ser levantadas pelo texto e esteja preparado para trata-las, caso os alunos perguntem. Saiba pronunciar palavras que você precisara falar como, por exemplo, nomes de lugares bíblicos e nomes próprios.


3. Seja organizado.

Tenha uma visão clara do plano de aula. Você está levando os alunos numa jornada. Se quer que confiem em você como guia, você precisara comunicar que sabe para onde está indo. Se for usar recursos tecnológicos, verifique com antecedência e, depois, verifique uma vez mais" (LINHART, Terry. Ensinando as Próximas Gerações: Um guia definitivo do professor de jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp. 252, 253).

II. O AMOR PELA CRIAÇÃO

Deus não apenas criou todas as coisas, Ele também atua na preservação da sua criação. O ser humano, inclusive, foi criado para viver em plena comunhão e paz com Deus.


2.1. Deus criou o universo.

Todas as coisas foram criadas por Deus, inclusive, o homem. Após concluir a criação, a narrativa de Gênesis informa que Deus viu que tudo era bom e descansou. Então o Criador abençoou todas as criaturas que deveriam dar fruto e se multiplicar (Gn 1.12, 22, 24, 28, 29). Isso nos mostra que, além de criar, Deus continua atuando para garantir a preservação da vida em todo o universo. O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26). Isso o diferencia dos outros seres viventes e o posiciona no topo da criação. E tudo era bom até o pecado atingir a natureza humana e interferir nos nossos relacionamentos (Gn3).


2.2. Criados para estar em comunhão com Deus. Fomos criados para estar em comunhão com Deus. A desobediência do casal Adão e Eva, no entanto, resultou na separação entre Deus e o ser humano. O infinito amor divino se revelou logo no início, oferecendo uma possibilidade de restauração: “Eu farei com que você e a mulher sejam inimigas uma da outra, e assim também serão inimigas a sua descendência e a descendência dela. Esta esmagará a sua cabeça, e você picará o calcanhar da descendência dela" (Gn 3.15). Essa descendência se referia a Jesus, visto que é por meio dEle que o nosso relacionamento com Deus é restaurado.


II – AUXILIO TEOLÓGICO

O CRIADOR

Deus, o Criador. Nem sempre o universo existiu. O ensinamento consistente da Escritura é que o cosmos teve um princípio. Ele não foi formado a partir de alguma matéria que já existia. Deus, único Criador do universo, trouxe o mundo à existência exclusivamente pelo poder da sua palavra.


Deus não precisava criar o universo, pois Ele é autossuficiente. Ele decidiu trazer todas as coisas à existência para sua própria glória. A criação envolveu todas as três pessoas da Trindade. O primeiro capítulo da Bíblia registra nosso princípio em linguagem majestosa e atemporal que se comunica com todas as culturas e eras.


Deus, o Sustentador. A Bíblia ensina que Deus, o Criador, também é o provedor e sustentador de tudo que trouxe à existência. Ele não é um Deus ausente que fez o mundo e, depois, deixou-o por conta própria. Longe de permanecer indiferente quanto à sua criação e afastado dela, Deus continua a operar nela. Ele está intimamente envolvido no governo do universo e nas formas da natureza, tem controle total dos governos e comunidades. Cristo também ensinou a preocupação do Pai com a menor de suas criaturas" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 424).


III. O AMOR POR ISRAEL

O termo hesed não só expressa sentimentos relacionados a amor, favor, misericórdia, mas, tem também implicações teológicas quando se trata do relacionamento de Deus com Israel. Além de informar que Deus ama o seu povo, revela também o comprometimento divino com Israel pela aliança feita no Sinai (Êx 19.3-8).


3.1. Deus escolheu Israel.

Deuteronômio 7.7-13 nos conta que o Senhor Deus amou e libertou a Israel do Egito para cumprir o juramento que tinha feito aos seus antepassados. Quem são esses antepassados? Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. O amor de Deus pelo seu povo está relacionado à promessa feita no passado a esses homens.


3.2. Deus se revela na história de Israel.

O salmo 105 conta parte da história de Israel de forma poética. Primeiro, o povo de Deus é convidado a louvar ao Senhor por tudo o que Ele tem feito e a compartilhar as suas obras para outros povos. O amor de Deus se revela pelo desenrolar dos acontecimentos de Israel: a história dos patriarcas, o tempo no Egito e a libertação. Os israelitas deviam sempre pensar nisso, lembrar-se de onde saíram e para onde foram guiados pelo Senhor. Hoje, esse salmo nos convida a glorificar a Deus, a ter um coração agradecido e alegre. O salmo nos ensina também a buscar a presença de Deus. E uma rotina que devemos criar em resposta ao amor que Deus já demonstrou a Israel e que se estende também a nós.


III – AUXÍLIO TEOLÓGICO

“O Êxodo como eleição da realeza.

A escolha de Israel como povo-servo já estava implícita nas declarações do concerto patriarcal (Gn 12.1-3; 15.13-21; 1818; 22.18; 26.3,4; etc.), mas foi somente com a libertação ocasionada pelo êxodo que a nação como tal entrou em existência histórica. O êxodo é de extrema importância teológica como ato de Deus que destaca um momento decisivo na história de Israel, um evento que marcava a transição de povo para nação. Mas transcende isso em significação, pois, corretamente compreendido, o êxodo também é precisamente o evento e o momento que coincide com a expressão histórica da eleição de Israel feita por Deus. A escolha de Israel como povo especial do Senhor não aconteceu no monte Sinai, mas na terra de Gósen. O êxodo foi o evento eletivo; o Sinai foi a formalização do concerto.


Vemos que esta é a intenção da estrutura canônica na leitura compenetrada e cuidadosa dos primeiros capítulos de Êxodo que estão repletos de alusões a esta ordem de eventos. Temos de admitir que até a libertação ocorrida no mar Vermelho, o povo hebreu era visto como herdeiro das promessas do concerto patriarcal, mas a eleição à servidão como evento histórico e até teológico só tomou forma decisiva no próprio ato redentor" (ZUK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 44).


CONCLUSÃO

O sentido de amar não é uma emoção, mas expressa comprometimento e devoção. O amor de Deus por nós é de tal forma que Ele entregou o seu único Filho para morrer em nosso lugar. É muito bom saber que somos amados por Deus. Ele já provou o seu amor por nós. E você? Já abriu o seu coração para o amor de Deus? Pense nisso.

Pense Nisso

A palavra "amor" na Bíblia abrange diversas ideias. Qual significado mais chamou a sua atenção na aula de hoje? Converse sobre isso com uma pessoa da sua classe que não estava presente na Escola Dominical e convide-a para a próxima aula. Dedique esta semana a demonstrar o amor de Deus pelas pessoas.

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LIÇÕES

Lição 1- A natureza do Espírito Santo

Lição 2- Os nomes do Espírito Santo

Lição 3- Os símbolos do Espírito Santo

Lição 4- O Espírito Santo no antigo testamento

Lição 5- O Espírito Santo no Novo Testamento

Lição 6- O Espírito atuante em Cristo

Lição 7-O Espírito Santo atuando no crente

Lição 8- O batismo no Espírito Santo

Lição 9- Os dons do Espírito Santo

Lição 10- Conservando o poder

Lição 11- O fruto do Espírito Santo

Lição 12- Pecando contra o Espírito Santo

Lição 13- Buscando o Espírito Santo

Lição 14- O Espírito Santo e a obra Missionária


DICAS DE LEITURAS

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