LIÇÕES BETEL: Lição 5 A Realidade da Grande Tribulação (Classe Adultos) - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


LIÇÕES BETEL: Lição 5 A Realidade da Grande Tribulação (Classe Adultos)

Lições Bíblicas BETEL: 2° Trimestre de 2022 | Título: APOCALIPSE – Mensagem sobre o triunfo de Cristo, exortações e promessas ao povo de Deus.

TEXTO ÁUREO

“E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” 1 Tessalonicenses 1.10

VERDADE APLICADA

Nosso Pai Celestial que enviou Seu Filho Jesus para nos salvar, também livrará o Seu povo da ira divina que virá.

Saiba mais:

O QUE É A TRIBULAÇÃO? Aqui

OS DESVIADOS DO EVANGELHO TERÃO UMA SEGUNDA CHANCE DE SALVAÇÃO DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO? Aqui

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1. Mostrar a importância das 70 semanas no Apocalipse.

2. Ressaltar o papel de Israel no quadro profético.

3. Revelar o cuidado de Cristo com a Sua Noiva.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

DANIEL 9

24- Setentas semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa Cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos.

25- Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

26- E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Ne 2.1-8 A ordem para a restauração de Jerusalém.

TERÇA / Dn 9.24-27 A profecia das setenta semanas.

QUARTA / Lc 21.33 As palavras de Jesus não hão de passar.

QUINTA / 1Ts 1.10 Jesus nos livra da ira futura.

SEXTA / 1Ts 5.9 Deus não nos destinou para a ira.

SÁBADO / Ap 3.10 Jesus livrará a Sua Igreja da hora da tentação.

HINOS SUGERIDOS 547, 549, 552

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore para que possamos usar o nosso tempo com sabedoria.


ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1- As 70 semanas de Daniel

2- As 70 semanas e Israel

3- As 70 semanas e a Igreja

Conclusão


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INTRODUÇÃO

Estudaremos, nesta lição, sobre as setenta semanas da profecia de Daniel e sua conexão com o plano divino para Israel, a Igreja e todo o mundo.


PONTO DE PARTIDA

Deus livrará o Seu povo da ira divina que virá.

1- AS 70 SEMANAS DE DANIEL

O estudo acerca das setenta semanas de Daniel é fundamental para entendermos o livro do Apocalipse, principalmente a Grande Tribulação. Assim, o estudo comparativo acerca das profecias, ou seja, não limitado a somente um livro, contribui para o entendimento sobre os acontecimentos em relação a Israel e a Igreja.

1.1. Daniel clama pela restauração de seu povo.

Daniel, conhecido como um dos maiores intercessores da Bíblia, está em intensa oração e jejum a Deus, pois, baseado nas profecias de Jeremias, entende que a desolação de Jerusalém duraria setenta anos [Dn 9.2-3]. Como resposta, Deus envia o anjo Gabriel e mostra a Daniel, na profecia das setenta semanas, a restauração de seu povo, Israel. Mas vai além e revela a Daniel o futuro da nação de Israel e do mundo [Dn 9.21-22, 24-27]. Quando oramos e nos aproximamos de Deus com o coração quebrantado e contrito, Deus concede o que precisamos e nos dá muito além “do que pedimos ou pensamos” [Ef 3.20].


Subsídio do Professor:

David Yonggi Cho: “Chegou a hora de compreendermos que a oração é a fonte de poder. Chegou a hora de permitirmos que o Espírito Santo opere em nós um novo quebrantamento e submissão a Deus. Chegou a hora de aprendermos a exercitar nossa autoridade espiritual procurando impedir a operação de demônios. Chegou a hora de orarmos.”

1.2. Setenta semanas proféticas.

O livro do Apocalipse não é uma ilha de revelação. Ele está conectado a muitas outras passagens, ao longo de toda a Bíblia. Uma destas passagens é a profecia das setenta semanas [Dn 9.24-27]. Deus revela a Daniel acontecimentos futuros, mencionando setenta semanas, que envolveriam Israel e o mundo. São semanas de anos e não de dias. Isto fica claro quando Jesus, mais de quinhentos anos depois de Daniel, atesta a autenticidade da profecia e mostra como evento futuro, ainda não cumprido [Mt 24.15]. Além disso, todos os seis eventos profetizados no versículo 24 por Daniel ainda não se cumpriram. A expressão e ideia de “semana de anos” já tinha sido usada em outros momentos, como na lei do jubileu [Lv 25.8].


Subsídio do Professor:

Antônio Gilberto: “As setenta semanas da profecia em foco [Dn 9.24-27] são semanas de anos; não de dias. Eis o porquê disso: o original não diz “semana”, e sim “setes” (“setenta setes”). Quando se trata de semana de dias, como em Daniel 10.2-3, é acrescentado, em hebraico, a palavra para dias: “yamin”.”


1.3. A última semana e a Grande Tribulação.

Ao debruçarmos sobre a última semana das setenta semanas de Daniel [Dn 9.27], entendemos que ela corresponde ao livro do Apocalipse a partir do capítulo quatro. Deus revelou a Daniel, assim como a João, sobre a Grande Tribulação. Com a diferença que Daniel recebe uma revelação breve e sem pormenores. Enquanto que João recebe uma revelação detalhada dos acontecimentos. Isso mostra como Daniel e Apocalipse se completam e um confirma o outro. Mostra ainda que, no Apocalipse, Deus assinala que o tempo do cumprimento das profecias é chegado. As revelações feitas a Daniel e João apontam para a confortadora verdade sobre a soberania de Deus, o Seu plano perfeito e poder para levar adiante e fazer prevalecer Seus propósitos.


Subsídio do Professor:

N. Lawrence Olson: “Em seu discurso no monte das oliveiras, respondendo às interrogações dos discípulos, Jesus mencionou a vinda de um período de tribulação sem paralelo em toda a história do povo de Deus [Mt 24.21-22]. Em várias profecias do Antigo Testamento encontramos a expressão “o dia do Senhor” que se refere ao juízo de Israel e das nações gentílicas e ao tempo da Grande Tripulação de modo geral [Is 2.10-22; Jl 1.15; 2.1; 3.14]. dúvida a expressão “o dia do Senhor” refere-se à tribulação.”


EU ENSINEI QUE:

O estudo acerca das setenta semanas de Daniel é fundamental para entendermos o livro do Apocalipse, principalmente a Grande Tribulação.


2- AS 70 SEMANAS DE ISRAEL

Como resposta ao clamor de Daniel, pelo fim do cativeiro do seu povo, Deus envia o anjo Gabriel e revela a Daniel a restauração de Israel e vai além e mostra o futuro da nação até que chegue o reino teocrático do Messias. Esta profecia se divide em três partes ou etapas. Os sábios deste mundo não entendem estas coisas, mas Deus revelou, aos Seus pequeninos, os Seus mistérios [Mt 11.25].

 

2.1. 7 semanas: restauração.

A chave para se entender esta primeira parte da profecia, que fala de sete semanas, está no texto: “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas” [Dn 9.25]. Acreditamos que esta profecia inicia seu curso em 445 a.C. na ordem de Artaxerxes para a restauração de Jerusalém [Ne 2.1-8]. Notemos que, mesmo fazendo parte do plano de Deus e contando com Sua operação, a restauração e edificação de Jerusalém ocorreu em “tempos angustiosos”, como é possível verificar nos relatos de Neemias. Uma importante lição para nós, que fomos chamados para cumprir a missão, tendo a promessa do Senhor de estar conosco e do poder do Espírito Santo, num contexto de indiferença, perseguição e lutas diversas.


Subsídio do Professor:

Antonio Gilberto: “Esse período começaria com a expedição do decreto de reconstrução de Jerusalém, o qual foi baixado em 445 a.C. por Artaxerxes Longímano, de acordo com as maiores autoridades no assunto. O capítulo 2 de Neemias descreve a ocasião desse decreto; Neemias foi comissionado pelo rei para dar cumprimento a esse ato. De acordo com a profecia em estudo, no fim dos 49 anos a cidade de Jerusalém estaria reconstruída (397 a.C.).”


2.2. 62 semanas: vinda e ascensão do Messias.

A segunda parte da profecia mostra sessenta e duas semanas (434 anos): “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas” [Dn 9.25]. Vemos que esta segunda parte se cumpre da restauração de Jerusalém até o tempo de Cristo. Porém os “tempos angustiosos” continuaram tendo em vista que, embora os judeus receberam autorização para retornar à Jerusalém e reedificá-la, permaneceram sob o jugo dos vários impérios, como o império romano, conhecido por sua crueldade e violência. A profecia mostra o Messias vindo e saindo do cenário profético e depois a cidade de Jerusalém sendo destruída [Dn 9.26]. O que se cumpriu em 70 d.C., quando Roma destrói Jerusalém. Assim, vemos como vem se cumprindo várias profecias de Daniel ao longo da história. Para nós é um consolo saber que tudo que Deus nos prometeu também se cumprirá [Mc 13.31].


Subsídio do Professor:

N. Lawrence Olson: “Sessenta e dois “setes”, ou seja, 434 anos sacros. Este período teve início logo após o primeiro período de 49 anos e continuou sem interrupção até ao tempo quando Jesus, o Messias, foi morto [Dn 9.26]. A palavra hebraica “Karath”, traduzida “tirado” (Almeida) refere-se à crucificação de Cristo. Com esse acontecimento haviam decorrido exatamente as “sessenta e nove semanas” de anos (7 semanas + 62 semanas), ou seja, 483 anos sacros.”


2.3. A última semana.

A terceira e última divisão da profecia mostra a última semana das setenta semanas [Dn 9.27]. Nela vemos que Israel fará uma aliança com o Anticristo: “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana”. Esta aliança será rompida depois de três anos e meio: “e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”, culminando com a batalha do Armagedon e a derrota do Anticristo, pelo Messias que virá, “e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. Assim como no passado, muitas lutas e sofrimentos ainda acontecerão ao povo de Deus. Mas haverá o tempo de restauração e plenitude quando finalmente reconhecerem Jesus como seu Messias prometido. Precisamos continuar orando e evangelizando, não apenas o povo judeu, mas todas as nações, no poder do Espírito Santo, até que Cristo venha!

Subsídio do Professor:

Claudionor Corrêa de Andrade: “Último período das setenta semanas, durante o qual terá lugar o reinado do Anticristo e a Grande Tribulação. No final dessa semana, aparecerá o Senhor Jesus, juntamente com a Sua Igreja, para implantar na Terra o Reino Milenial. Pode haver profecia mais exata? Mais fiel e mais bela? Deus vela por seus arcanos para que se cumpram fielmente. Ainda que céus e terra passem, sua palavra jamais passará.”


EU ENSINEI QUE:

Como resposta ao clamor de Daniel, pelo fim do cativeiro do seu povo, Deus envia o anjo Gabriel e revela a Daniel a restauração de Israel e vai além e mostra o futuro da nação até que chegue o reino teocrático do Messias.


3- AS 70 SEMANAS E A IGREJA

Com o fim da segunda parte da profecia das setenta semanas, se inicia um intervalo profético entre a 69ª e a 70ª semana. Este intervalo já dura cerca de dois mil anos e é o tempo da Igreja de Cristo. A Daniel não foi revelado em detalhes acerca deste período, mas ao apóstolo Paulo foi manifestado pelo Espírito Santo [Rm 11.25; Ef 3.5]. Devemos encarar com responsabilidade o tempo que temos e usá-lo com sabedoria [Sl 90.12], pois é uma dádiva e pertence a Deus [At 1.8].


3.1. A Igreja não é alvo das setenta semanas.

As setenta semanas de Daniel são um tratamento de Deus com Israel e com a cidade de Jerusalém e não com a Igreja de Cristo: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa Cidade.” [Dn 9.24]. A Igreja sequer existia neste momento e surge na história com o fim da 69ª semana, marcada pela morte e consequente ressurreição do Messias: “Depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais” [Dn 9.26]. A prioridade do cristão, neste tempo da Igreja, é ser cheio do Espírito Santo e ser testemunha de Jesus [At 1.6-8].


Subsídio do Professor:

Antonio Gilberto: “Este tempo indefinido entre as semanas 69 e 70 não é contado como parte delas, como está bem claro mediante o exame dos versículos 26 e 27. Tal tempo não está determinado: “até o fim”, já vai para 2000 anos! É esse o tempo em que a Igreja está sendo constituída, edificada e preparada para ser arrebatada da Terra para o céu.”


3.2. A Igreja não é alvo da ira divina.

Vejamos como a Bíblia trata o tempo da ira divina que virá sobre a Terra, revelada na forma da última semana, das setenta semanas de Daniel, com relação à Igreja: na mensagem à igreja de Filadélfia, Jesus nos diz que livrará a Sua Igreja da hora da tentação que virá sobre toda a Terra [Ap 3.10]; para a igreja em Tessalônica Jesus promete vir nos céus e nos livrar da ira futura [1Ts 1.10]; porque fomos destinados para a salvação em Cristo, não a ira de Deus [1Ts 5.9]; devemos vigiar e orar, para que enquanto no mundo o tempo da ira divina se cumprir, possamos estar em pé diante de Cristo no céu [Lc 21.36].


Subsídio do Professor:

Stanley M. Horton: “A morte sacrificial de Jesus garante que, quer tenhamos morrido antes do arrebatamento, quer estejamos vivos quando ele se der, viveremos “juntamente com Jesus” [1Ts 5.10], pois Ele nos livrará da “ira futura” [1Ts 1.10]. O mesmo verbo grego (rhuomai) é usado para se referir ao livramento de Ló antes que o julgamento de Deus viesse sobre Sodoma [2Pe 2.7].”


3.3. A Igreja e o seu tempo.

Pouco antes de Jesus voltar ao céu, os discípulos lhe perguntaram: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” [At 1.6]. Para esta pergunta, Jesus não lhes revelou prazos ou datas do cumprimento das profecias. Mas lhes disse: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.” [At 1.7].


Cristo, com isso, determinou o foco ou o alvo da Igreja, em seu tempo dispensacional aqui na terra: “Recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra.” [At 1.8]. A razão de estarmos aqui é porque o alvo de Cristo é alcançar o mundo perdido e deu esta tarefa sublime e prioritária à Sua Igreja [Mc 16.15; Mt 28.19]. Esta tarefa somente poderá ser cumprida se vivermos cheios do Espírito Santo.


Subsídio do Professor:

O texto abaixo é uma contribuição para expandirmos a reflexão sobre a Igreja e o seu tempo, para que não fiquemos apenas na dimensão intelectual do estudo. Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 4º Trimestre 2017): “Três efeitos devem ser produzidos na vida de todo aquele que é discípulo de Jesus, considerando que a segunda vinda de Jesus é certa, repentina e ninguém sabe o dia e a hora [Ap 22.20; 1Co 15.52; Mt 24.42]. Em termos práticos, como estas verdades devem impactar o nosso viver entre o presente e o futuro? A) Estabilidade cristã [1Co 15.58]; B) Constante purificação [1Jo 3.3]; C) Constante vigilância [Mt 24.4, 42-44; Mc 13.33]”.


EU ENSINEI QUE:

Com o fim da segunda parte da profecia das setenta semanas, se inicia um intervalo profético entre a 69ª e a 70ª semana.


CONCLUSÃO

Ao realizarmos um estudo comparativo das profecias de Daniel com outros textos proféticos encontrados na Bíblia, precisamos perseverar em vigilância, oração, santificação e no serviço cristão, pois as Palavras do Senhor não hão de passar, mas se cumprirão, pois Deus é Fiel e Verdadeiro.

Revista BETEL | 2° Trimestre De 2022 | Reverberação: Subsídios Dominical

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