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O que é a Tribulação?

Somos realistas com relação ao futuro e esperamos a vinda do Senhor Jesus Cristo para sua Igreja. Mas também reconhecemos que depois do Arrebatamento haverá um tempo de intensa Tribulação mundial.

A Bíblia fala mais sobre esses sete anos do que sobre qualquer outro período de tempo profético. Durante esses sete anos, o Anticristo surgirá, haverá perseguição aos novos crentes e ao povo judeu, e a grande batalha de Armagedom e a Segunda Vinda de Cristo acontecerão.
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O Novo Testamento nos ensina que a atual era da Igreja também incluirá provações e tribulações. Jesus disse: "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo95 (João 16.33). O apóstolo Paulo advertiu: "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2 Timóteo 3.12). Mas a perseguição do mundo contra a Igreja nesta era não é a ira de Deus. A tribulação futura será um tempo de castigo de Deus sobre o mundo que rejeitou a Cristo - um tempo do qual a Igreja será livrada como o nosso Senhor prometeu (Apocalipse 3.10; l Tessalonicenses 1.10; 5.9).

Os crentes podem viver diariamente com a certeza de que a história humana terminará com Jesus Cristo como o Vencedor. O futuro é certo. Mas Jesus disse aos Seus discípulos que antes da vitória final "haverá Grande Tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais” (Mateus 24.21). Na sua intensidade e agonia, essa época será infeliz e indesejável. Mas foi previsto que ela vai acontecer e está descrito como ela será. A Bíblia diz que ela será trágica, mas real.

O Que é a Tribulação

1. Passagens do Antigo Testamento
Em toda a Bíblia há muitas referências diretas e indiretas à Tribulação. Uma das primeiras e mais antigas passagens do Antigo Testamento a predizer esse período é encontrada em Deuteronômio 4.27-31. Esses versículos preveem a dispersão dos judeus e sua restauração pelo Senhor se eles O buscarem:
"O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá. Lá, servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. De lá, buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, quando o buscardes de todo o teu coração e de toda a tua alma.

Quando estiveres em angústia, e todas estas c ousas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o Senhor teu Deus não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais".

Antes de Israel pisar na sua terra prometida, o Senhor predisse um resumo de toda a história (incluído no livro de Deuteronômio). Seu destino é descrito como sendo um tempo de "angústia" ou "tribulação" "nos últimos dias", logo antes de Israel "voltar para o Senhor seu Deus, e lhe atender a voz". Mais tarde em Deuteronômio, Moisés complementa a descrição desse tempo de tribulação e observa que seu propósito incluirá um tempo de retribuição aos gentios por seus maus tratos aos judeus.

Veja Deuteronômio 30.7:
"O Senhor, teu Deus, porá todas estas maldições [Deuteronômio 28] sobre os teus inimigos, e sobre os teus aborrecedores, que te perseguiram".

Continuando o mesmo raciocínio, Isaías 26.20-21 observa que a Tribulação inclui o propósito de punir os habitantes da terra por seu pecado. Essa passagem também descreve a Tribulação como uma "indignação" da qual Israel deve esconder-se:

"Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Pois eis que o Senhor sai do seu lugar, para castigar a iniquidade dos moradores da terra; a terra descobrirá o sangue que embebeu e já não encobrirá aqueles que foram mortos".

Isaías continua a descrever a ira do Senhor e o julgamento da Tribulação para Israel em Isaías 34.2-3,8:
"Porque a indignação do Senhor está contra todas as nações, e o seu furor, contra todo o exército delas; ele as destinou para a destruição e as entregou à matança. Os seus mortos serão lançados fora, dos seus cadáveres subirá o mau cheiro, e do sangue deles os montes se inundarão... Porque será o dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela causa de Sião".

Na pregação de Jeremias também há referência à Tribulação. Além de prever o cativeiro babilónico dos judeus, Jeremias profetizou um tempo ainda futuro de provações para Israel. Em Jeremias 30.5-9 lemos sobre esse tempo, que geralmente é conhecido como "tempo de angústia para Jacó":

"Assim diz o Senhor: Ouvimos uma voz de tremor e de temor e não de paz. Perguntai, pois, e vede se, acaso, um homem tem dores de parto. Por que vejo, pois, a cada homem com as mãos na cintura, como a que está dando à luz? E por que se tornaram pálidos todos os rostos? Ah! Que é grande aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço e quebrarei os léus canzis; e nunca mais estrangeiros farão escravo este povo, que servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei".

Uma das passagens mais importantes para o estudo do futuro é Daniel 9.24-27:
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a, para dar fim aos pecados, para expiar  INIQUIDADE, para trazer a justiça eterna, para selar A VISÃO e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurai e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em ,»tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele".

Nesses quatro versículos Daniel dá uma base clara e concisa para o estudo profético. Essa é uma passagem crítica. A compreensão correta desses versículos dá aos estudantes de profecia indicadores bíblicos importantes. 

A partir dessa passagem aprendemos que a Tribulação será um período de sete anos, dividido pela "abominação desoladora" em dois períodos de três anos e meio. Já que as setenta semanas de Daniel são 70 semanas de anos, a última semana de anos (i.e., a Tribulação) será um período de sete anos. Para maiores detalhes e explicações, veja o diagrama -As Setenta Semanas de Daniel - na pergunta 4.
Como Jeremias, Daniel chama esse período futuro de "tempo de angústia". Em Daniel 12.1 esse tempo também é descrito, não só como um "tempo de angústia", mas como um tempo em que Israel "será salvo":
"Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro".

O livro inteiro de Joel é sobre "o dia do Senhor", que é um sinónimo de "tribulação". Observe que duas citações de Joel referem-se à Tribulação:
"Ah! Que dia! Porque o dia do Senhor está perto, e vem como assolação do Todo-Poderoso" (1.15).
"Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do Senhor vem, já está próximo; dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração" (2.1-2).

O profeta Amos, um pastor da cidade de Tecoa na Judéia, também profetizou sobre a Tribulação em Amos 5.18-20:
"Ai de vós que desejais o dia do Senhor! Para que desejais vós o dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz. Como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se, entrando em casa, encostando a mão à parede, fosse mordido duma cobra. Não será, pois, o dia do Senhor trevas e não luz? Não será completa escuridão, sem nenhuma claridade?"
Apesar de Sofonias ser um dos livros mais curtos da Bíblia, uma das passagens mais importantes relacionadas à Tribulação é encontrada ali. O Senhor, através de Sofonias, quase exaure as definições enquanto dá uma descrição detalhada da Tribulação em Sofonias 1.14-18.
Outras profecias do Antigo Testamento sobre essa era incluem Joel 2.28-31 e Isaías 2.12-22; 24 (essa não é uma lista completa).

2. Passagens do Novo Testamento
O Novo Testamento, com base no alicerce do Antigo Testamento, expande nosso retrato da Tribulação. A primeira passagem extensa que lida com a Tribulação no Novo Testamento é Mateus 24.4-28 (veja também Marcos 13; Lucas 17.22-37; e Lucas 21.5-36 como passagens paralelas). Nesse discurso, Jesus descreve para os discípulos o período da Tribulação.
Em Mateus 28.4-14 Ele fala sobre a primeira metade do período da Tribulação e nos versículos 15-28 descreve a segunda metade, até a Segunda Vinda. Conforme Jesus, a Tribulação será intensa e extensa e incluirá desastres humanos e naturais. Ele diz sobre os primeiros três anos e meio:
"E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém, tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mateus 24.4-14).

Depois Jesus diz aos discípulos que a segunda metade da Tribulação não seria melhor que a primeira, Na verdade, o trauma e sofrimento chegaria a tal ponto que só acabaria depois da batalha de Armagedom e da Segunda Vinda de Cristo (Mateus 24.15-28).
As epistolas de Paulo aos tessalonicenses foram denominadas "o Apocalipse de Paulo", já que lidam extensivamente com profecias. Duas vezes - em l Tessalonicenses - Paulo se refere à Tribulação quando fala sobre um tempo de ira no futuro (veja também Romanos 5,9):

"...e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura" (l Tessalonicenses 1.10)”.
"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo59 (l Tessalonicenses 5.9)”.
Em 2 Tessalonicenses 2.1-2 Paulo diz aos seus leitores que não devem ser levados a pensar que a Tribulação (i.e., o dia do Senhor) já começou:
"Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o dia do Senhor".
Depois ele continua, nos versículos 3-13, a descrever alguns dos eventos da Tribulação.

Conclusão
Os comentários bíblicos mais extensos sobre a Tribulação são encontrados nos escritos de João, principalmente em Apocalipse 6-19. Nesses capítulos, João faz uma exposição detalhada dos dias da Tribulação. Um exemplo da menção específica de João sobre a Tribulação pode ser visto em Apocalipse 7.14:
"Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da Grande Tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro".
Esses capítulos de Apocalipse são ricos em símbolos e conteúdo e deixam pouca dúvida na mente do leitor com relação à crise que ainda virá.


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