LIÇÃO 1 Ordenança para crer e descer às águas batismais (Editora Betel)

Ordenança para crer e descer às águas batismais (Editora Betel)

Lições Bíblicas Adultos BETEL: 2° Trimestre de 2024

REVISTA: ORDENANÇAS BÍBLICAS – Doutrinas fundamentais imperativas aos cristãos para uma vida bem-sucedida e de comunhão com Deus. | Blog: Subsídios Dominical | LIÇÃO 1 Ordenança para crer e descer àságuas batismais

Comentarista: BISPO ABNER FERREIRA

TEXTO ÁUREO

"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo." Mateus 28.19


VERDADE APLICADA

O batismo em águas é uma ordenança de Jesus e aponta para nossa união com Cristo.


OBJETIVOS DA LIÇÃO:

Explicar que a salvação é para quem crer em Jesus

Ressaltar o simbolismo do batismo

Mostrar que o batismo é crer em Jesus e arrepender-se.

TEXTOS DE REFERENCIA

MATEUS 3

13.   Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.

14.   Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?

15.   Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu.

16.   E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.

17.   E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.


LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA | Mt 28.18-20

A ordenança do batismo

TERÇA | Mc 1.9-10

Jesus foi batizado por João, no rio Jordão

QUARTA | At 2.37-41

O arrependimento e o batismo

QUINTA |Rm 1.16-17

Evangelho: poder de Deus para salvação.

SEXTA | Rm 6.4

Fomos sepultados com Cristo pelo batismo.

SÁBADO | 1Co 12.12-14

Todos fomos batizados no mesmo Espírito. 

HINOS SUGERIDOS: 102, 116, 447


MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que mais pessoas possam crer e descer às águas do batismo.


ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1- A salvação é para quem crer em Jesus

2- Batismo: sepultamento de pecados

3- Batismo: crer em Jesus e arrepender-se

Conclusão

INTRODUÇÃO

O batismo nas águas é um ato simbólico importante para aqueles que decidem renascer na fé cristã. O batismo simboliza o sepultamento da natureza pecaminosa anterior, muitas vezes referida como o “velho homem” ou o “velho Adão”. Além disso, ao emergir da água, o batismo simboliza também a participação na ressurreição de Cristo, conforme descrito em Romanos 6.3-4. Isso indica um compromisso em começar uma nova vida, marcada pela transformação espiritual e a adoção de um novo caminho guiado pelos ensinamentos de Cristo.


1. A SALVAÇÃO É PARA QUEM CRER EM JESUS

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” [Mc 16.16]. A palavra crer, no grego pistéuo, admite vários sentidos, dentre outros: “ter fé (em, ou com respeito a uma pessoa ou coisa); acreditar, confiar (especialmente confiar o próprio bem-estar a Cristo), entregar”.

 

1.1. Para se tornar filho de Deus, é preciso receber Jesus como Senhor e Salvador.

De acordo com a perspectiva cristã, a fé, ou o ato de crer, é o alicerce da salvação e da relação com Deus. Em João 1.12-13, é enfatizado que para aqueles que recebem e creem em Jesus Cristo é dado o poder de serem feitos filhos de Deus, uma transformação que não depende de origens humanas ou vontades físicas. O batismo, embora seja um ato simbólico importante, que representa a decisão pública de seguir a Cristo, por si só não é suficiente para manifestar a salvação.

 

A salvação é descrita como uma obra operada pelo crer em Jesus, Este processo inicial de aceitar Cristo é apenas o começo de uma jornada de fé contínua, como indicado em Mateus 24.13, que fala sobre a perseverança na fé. Efésios 2.8 também ressalta que a fé é um presente de Deus, uma graça que torna possível os seres humanos alcançarem a salvação. Portanto, no cristianismo, crer não é apenas uma ação inicial, mas um caminho contínuo de confiança e relacionamento com Deus.

 

R Bispo Abner Ferreira (Revista Betei Dominical - 4o Trimestre de 2017 - Lição 6): “Deus tomou a iniciativa para nossa salvação. É importante destacar que a salvação não é uma ação divina de “última hora”, como se Deus pudesse ser surpreendido [Ap 13.8]. Cada cordeiro sacrificado no Antigo Testamento apontava para Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo [Jo 1.29]. (...) A Bíblia nos ensina que, embora Deus tenha preparado tudo para que o homem venha ao conhecimento da verdade, a salvação também exige que o homem responda de maneira positiva a essa vocação. Como? Recebendo-o [Jo 1.12], crendo [Jo 3.16], indo ao Seu encontro [Jo 6.37], e invocando-o [Rm 10.13].”

 

1.2.  Crer é confiar, conhecer, confessar e obedecer.

Para desenvolver uma fé genuína, é essencial conhecer a Palavra de Deus. Romanos 10.17 diz: “A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”. Isso implica que a fé se fortalece e se aprofunda através do constante estudo e reflexão das Escrituras Sagradas. A fé, portanto, não é apenas uma crença abstrata, mas uma prática de vida que se manifesta na obediência aos ensinamentos de Cristo.

 

Em Mateus 7.24-27, é enfatizado a importância de edificar a vida sobre a rocha sólida dos ensinamentos de Cristo. Além disso, a fé cristã envolve a confissão pública de Jesus Cristo. Mateus 10.32-33 destaca a reciprocidade dessa confissão: ao reconhecermos Cristo diante dos homens, Ele nos reconhece diante do Pai Isso nos motiva a testemunhar abertamente sobre as obras de Jesus e a professar nossa fé nEle.

 

Negar Cristo, por outro lado, tem suas consequências, conforme advertido nas mesmas passagens. Em situações excepcionais, o crer pode assumir um papel mais central do que o batismo. Um exemplo é o do malfeitor crucificado ao lado de Jesus [Lc 2339-43].

 

Esse malfeitor, reconhecendo Jesus como o Filho de Deus e admitindo Sua inocência, recebeu a promessa do paraíso, mesmo sem ter passado pelo batismo. Este caso ilustra a possibilidade de salvação pela fé genuína em circunstâncias onde o batismo formal não é possível evidenciar.

 

Normalmente quem conhece confia, quem confia confessa, quem confessa obedece. Nós não precisamos ter nenhum receio de alguém que nos ama com perfeição. Deus nos amou primeiro, Deus doou o Seu Filho único por nós, Jesus aceitou ser entregue por nós para concretizar a nossa salvação, por isso cremos nEle e confiamos que Ele pode resolver as nossas dificuldades, nossos temores, nossas fragilidades. Além do mais, Salmo 46.1 diz que Deus é nosso refúgio, nossa fortaleza, nosso socorro, principalmente na hora da angústia. Por isso não tememos. Se cremos, é porque confiamos, se cremos, é porque sabemos do que Ele é capaz, se cremos, podemos confessar os nossos pecados, se cremos, obedecemos aos Seus mandamentos.


1.3 Quem crê em Jesus não é condenado.

A mensagem central da Bíblia é que crer em Jesus Cristo é essencial para evitar a condenação e obter a vida eterna.

Deus, em Seu amor incomensurável, ofereceu Seu Filho Unigênito para que todos que nEle creem não sejam condenados, mas tenham vida eterna. Esta oferta de salvação, conforme expresso em João 3.16-19 e Tito 2.11, está disponível para todos, sem exceção. Enquanto a crença em Jesus leva à salvação, descrença resulta em condenação, destacando a grande importância da fé para a salvação na doutrina cristã.


F. F. Bruce (João: introdução e comentário – Vida Nova, 1987, p. 88): O julgamento, como no versículo 17, é adverso é inerente ao ato de dar as costas à verdade personificada em Cristo. Para aqueles que confiam nele não há esta condenação. (…) A pessoa que despreza Cristo, ou o considera indigno de sua confiança, julga a si mesmo, não a Cristo. Ele não precisa esperar até o dia do julgamento; o veredicto sobre ele já foi pronúncia do. […] Aqueles que creem no nome do Filho de Deus, como já vimos [Jo 1.12], tornam-se filhos de Deus; para aqueles que não creem não há alternativa além do juízo no qual incorrerão.”


EU ENSINEI QUE:

Para se tornar filho de Deus, é preciso receber Jesus como Senhor e Salvador.


2. BATISMO: SEPULTAMENTO DE PECADOS 

Batismo vem do termo grego baptizo que significa “imergir”, “submergir” e “mergulhar”. O batismo por imersão, na descida às águas, simboliza a morte do crente para o pecado, e o sair da água, a sua ressurreição para uma nova vida em Cristo Jesus [Jo 3.3; At 2.41; Rm 8.1].

 

2.1. O batismo deve ser em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O batismo em águas é realizado por homens, mas com autoridade vinda do alto [Mc 11.29-30]. A idade e o momento certo para descer às águas batismais estão intrínsecos na consciência de cada pessoa e nas normas regulamentares de cada igreja, que, com maturidade e equilíbrio, conduzirão para o melhor momento [At 8.35-39]. Não tem uma idade determinada para o batismo. É fundamental que a pessoa a ser batizada saiba distinguir entre o certo e o errado, o justo e o injusto, o bem e o mal, o verdadeiro e o falso e tenha consciência de que é pecador e necessita de perdão dos pecados e creia no Senhor Jesus como Salvador e Senhor da Vida, e o faça de livre e espontânea vontade, não por medo ou coação.

 

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal: “As palavras de Jesus afirmam a realidade da Trindade. Algumas pessoas acusam os teólogos de terem inventado o conceito da Trindade e forçado a sua interpretação a partir das Escrituras. Mas, como podemos ver aqui, o próprio Senhor Jesus Cristo não disse para batizar “nos nomes, mas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A palavra “Trindade” não aparece nas Escrituras, mas descreve muito bem a natureza tríplice de Deus que, sendo um, subsiste na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

 

2.2. O batismo é um símbolo público de conversão.

Batismo é um ato público, visível e de fé. O batismo não lava pecados, pois fomos perdoados pelo sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, mas é elemento simbólico da conversão [2Co 5.17]. Quando descemos às águas batismais, demonstramos publicamente a nossa decisão de sermos sepultados com Cristo. Quando saímos da água, estamos sendo ressuscitados com Cristo como uma nova criatura (Rm 6.3-4]. O batismo deve ser por imersão, simbolizando o sepultamento. Fomos sepultados juntamente com Ele no batismo [Cl 2.12]. Ninguém sepulta sobre a terra, mas debaixo.

 

Batismo nas águas é um rito, com origem no termo latim “ritus”. Os ritos são simbólicos e nesse caso o batismo simboliza o início da vida espiritual e cristã de quem se torna membro do Corpo de Cristo. O batismo não é uma cerimônia dramática, que vem do grego “drama”, que significa uma ação comovente ou angustiante e que tem poder salvífico, mas uma mensagem pública que reflete a realidade de quem foi salvo em Cristo e passa a pertencer à igreja de Jesus e ser membro dela.

2.3. Ao ser batizado, Jesus deixou o Seu exemplo.

Jesus foi batizado no rio Jordão, por João Batista (Mc 1.9-11], como exemplo para nós. Jesus não precisava ser batizado, porque não necessitava de arrependimento, pois não tinha pecado, mas batizou-se para que se cumprisse “toda a justiça”. O batismo de Jesus foi para identificar-se com aqueles cujos pecados Ele tinha vindo carregar. O batismo de Jesus marca o início do Seu ministério público.


R. V. G. Tasker (Mateus: introdução e comentário, Vida Nova, 1980, p. 39) comenta sobre o batismo de Jesus: “A resposta de Jesus mostra sua consciência de que tanto João como ele próprio tinham partes específicas a desempenhar no plano divino para a redenção do homem e de que o momento presente era decisivo na execução do mesmo. A significação do ato de Jesus é bem salientada por Levertov “Submetendo-se ao batismo, Jesus estava aceitando seu destino. Como membro de seu povo e parte da humanidade, ele toma sobre si os pecados deles, e no batismo ele os atira de sobre si com santa Ira, dedicando-se ao mesmo tempo à sua santa vocação.


EU ENSINEI QUE:

O batismo simboliza a morte do crente para o pecado e a sua ressurreição para uma nova vida em Cristo Jesus.


3. BATISMO: CRER EM JESUS E ARREPENDER-SE

A palavra arrependimento, no grego “metaneo”, significa “mudança de mente”, “mudança radical de conduta, de atitude. O batismo pregado por João Batista é o de arrependimento para remissão de pecados [Lc 3.3]. Arrependimento é reconhecer o pecado, sentir tristeza pelo pecado, confessar o pecado e mudar de vida [At 2.38]. Há um só batismo [Ef 4.5]. O batismo deve ser de livre e espontânea vontade.

 

3.1. Uma profissão de fé sobre a Palavra de Deus.

Muitas igrejas a usam em um discipulado anterior ao batismo. E a forma com que fazem varia de igreja para igreja. Profissão de fé significa uma declaração pública que alguém faz das suas crenças e dogmas religiosos. Além dessa profissão de fé inicial, os cristãos também faziam outras declarações públicas sobre aquilo em que criam, quando eram perguntados.

 

Quem vai ser batizado deverá responder positivamente às perguntas sobre a Palavra:

1) Você crê que a Palavra de Deus é a verdade e conscientemente se compromete a ser obediente aos mandamentos bíblicos?

2) Você crê de todo o coração que Jesus é o Filho de Deus e que morreu pelos seus pecados? [At 8.37].

3) Você crê na obra do Espírito Santo e nos dons espirituais? 4) Você crê que existem céu e inferno e que o salvo em Cristo Jesus tem a vida eterna? 5) Você crê no arrebatamento da Igreja e que os que estiverem vivos não experimentarão a morte?


O Senhor Jesus não instituiu nenhum ritual específico concernente à profissão de fé. A Bíblia relata apenas que, para ser salvo, é necessário confessar com a boca o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, crer no coração que Deus o ressuscitou dos mortos e não o negar diante dos homens [Mt 10.32-33; Rm 10.9-10]. Um exemplo do batismo de alguém que creu encontramos em Atos dos Apóstolos no capítulo 8 do verso 36 ao 38, no diálogo entre Filipe e o eunuco etíope: “E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou.”

 

3.2. Uma profissão de fé sobre a igreja.

Algumas perguntas sobre a profissão de fé são realizadas na hora do batismo, outras são realizadas em um rápido culto para novos convertidos antes do batismo. Algumas igrejas não usam mais essas instruções, mas muitas ainda conservam a tradição. Quem vai ser batizado deverá responder positivamente às perguntas sobre a igreja: “Você conscientemente se compromete a:

 

1) Ser obediente às tradições, usos e costumes, bem como as normas da igreja?

2) Ser submisso ao seu pastor, que é a autoridade espiritual e eclesiástica sobre você? [1Ts 5.12-13];

3) Ser fiel nos dízimos e ofertas alçadas? [ML 3.10; 2Co 9.7]; 4) Participar da Ceia do Senhor regularmente, examinando sempre a real situação que se encontra diante de Deus? [1Co 11.28]”.

 

Antonio Gilberto (Revista Maturidade Cristã – Lições Bíblicas, 4° Trimestre/1985): “Uma igreja não pode existir sem seus membros. Eles são admitidos à igreja, como já vimos mediante o novo nascimento seguido de batismo em água e que participam regularmente da Ceia do Senhor. Privilégios dos membros da igreja – Alguns são:

a) Receber dos pastores a ministração da Palavra de Deus; b) Ter oportunidade de trabalhar para Jesus;

c) Gozar dos privilégios do culto coletivo. Deveres dos membros da igreja local – Alguns são:

a) Desenvolver sua maturidade espiritual [Ef 4.14-16];

b) Amar e honrar a sua igreja;

c) Receber e tratar bem seus pastores e demais obreiros reconhecidos pela igreja”. Podemos acrescentar a fidelidade nos dízimos e nas ofertas visando a manutenção das atividades na igreja local.

3.3. Uma profissão de fé sobre a própria vida.

Esta é uma profissão ou uma declaração pública que alguém faz dos seus princípios, valores e crenças. Normalmente são momentos que os novos crentes reafirmam sua fé em Jesus como o Filho de Deus, que veio ao mundo para nos salvar de nossos pecados [At 4.10-12].

O batizando deverá responder positivamente às perguntas sobre a sua vida: “Você conscientemente se compromete a:

1) Ser exemplo de vida para os outros e não ter de que se envergonhar?

2) Ser imitador de Deus, como filho amado? [Ef 5.1]. E imitador de Cristo, no exemplo de Paulo? [1Co 11.1];

3) Ser exemplo dos fiéis na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza? [1Tm 4.12];

4) Ser sal da terra e luz do mundo? [Mt 5.13-16]”.


Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical – 4 Trimestre de 2017 – Lição 7): “O significado do batismo – É de grande importância para nossa edificação, amadurecimento e firmeza espiritual que conheçamos o significado desta ordenança da Igreja, conforme encontramos na Palavra de Deus [Rm 6.3-14; Gl 3.27; CL 2.12]:


a) União com Cristo somos ramos e Cristo é a videira. A sobrevivência e produção dos ramos dependem da união com a verdadeira, Jesus Cristo;

b) Morte e sepultamento do nosso velho homem não se trata de morte e sepultamento no aspecto físico, mas de não mais viver sob o domínio da natureza pecaminosa. Trata-se do resultado da nossa união com Cristo pela fé [CI 3.3; Rm 6.11, 14]. Fomos libertos do poder do pecado pelo poder de Jesus Cristo;

c) Andar em novidade de vida – a pessoa nascida de novo anda em novidade de vida pela contínua ação do Espírito Santo [Ef 5.18; Gl 5.16, 25]. O batismo em águas sinaliza que a pessoa decidiu se submeter ao senhorio de Cristo, viver em novidade de vida e tornar pública esta mudança.”

EU ENSINEI QUE

Arrependimento é reconhecer o pecado, sentir tristeza pelo pecado, confessar o pecado e mudar de vida.


CONCLUSÃO

O batismo, sendo uma ordenança bíblica, devemos levar a cabo até que Cristo volte para levar a Sua Igreja. Não podemos negligenciar, pois o Novo Testamento está repleto de referências sobre o batismo e Jesus deixou o exemplo a ser seguido.

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Lição 2 - DEUS CONTAVA COM ISAÍAS (Lições Bíblicas Juvenis)

Lições Bíblicas Juvenis 2024

Lições Bíblicas Juvenis 2° trimestre 2024 – CPAD

ASSUNTO  DO TRIMESTRE: Conhecendo dos Livros dos Profetas

Comentarista: Thiago Santos

| Subsídios Dominical |Lição 2 - DEUS CONTAVA COM ISAÍAS


VERSÍCULO CHAVE:

“Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui. envia-me a mim," (Isaias 6.8)

LEITURA DIÁRIA:

Is 25.8 A morte será aniquilada

Is 53.4,5 Ele tomou sobre si as nossas dores

Mc 1.2 Deus cumpre a mensagem de Isaias

Jo 12.9 O Messias estava ali

Rm 10.16 Senhor, quem creu na nossa pregação?

At 28.24-26  Espírito Santo falou aos nossos pais

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Isaías 6.1-11

1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.

2 Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam.

3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.

4 E os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.

5 Então, disse eu: ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o SENHOR dos Exércitos!

6 Mas um dos serafins voou para mim

trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;

7 e com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado.

8 Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.

9 Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.

10 Engorda o coração deste povo, e enderece-lhes os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; não venha ele a ver com os seus olhos, e a ouvir com os seus ouvidos, e a entender com o seu coração, e a converter-se, e a ser sarado.

11 Então, disse eu: até quando, Senhor? E respondeu: Até que se assolem as cidades, e fiquem sem habitantes, e nas casas não fique morador, e a terra seja assolada de todo.

 

CONECTADO COM DEUS

O ministério profético está presente em toda a Escritura Sagrada como voz de Deus para orientar o seu povo. Quando os reis precisavam tomar decisões importantes, consultavam os profetas em busca de uma palavra da parte de Deus. 0 profeta Isaías, por exemplo, exerceu o ministério profético nos dias dos reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Is 1.1). No entanto, no ano em que o rei Uzias morreu, ele teve um encontro diferente com Deus que mudou completamente a sua vida e ministério (Is 6.1). Você gostaria de viver uma experiência similar à de Isaías? Gostaria de ser portador da mensagem do Altíssimo para esta geração? Que tal orar a respeito disso?!

1. O PROFETA MESSIÂNICO

1.1. Origem

O profeta Isaías é conhecido na Bíblia como o filho de Amoz. Segundo a tradição, Isaías era oriundo de uma família influente em Jerusalém. Por essa razão, ele tinha fácil acesso ao palácio do rei, bem como proximidade com o sumo sacerdote. Ainda de acordo com alguns historiadores, Isaías era primo do rei Uzias e, por isso, estaria familiarizado com a cidade de Jerusalém. Isaías casou-se com uma profetisa e teve dois filhos a quem deu os nomes de Sear-Jasube, que significa “um remanescente deve retornar” (Is 73). e Maher-shalal-hash-baz, que quer dizer “apressando-se sobre a presa” (Is 8.1-3). Os nomes eram prenúncios de eventos que ocorreriam naqueles dias.

 

1.2. Contexto social

Isaías profetizou durante o reinado de quatro reis que governaram Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Is 1.1). Quando Isaías ainda era jovem, presenciou um período de prosperidade e poder de Judá sob o reinado de Uzias. Entretanto, durante o reinado de Jotão, iniciou-se um cerco assírio nas cidades circunvizinhas a Judá. Foi então que, durante o reinado de Acaz, que Re- zim, rei da Síria, fez aliança com Peca, rei de Israel, para resistir à opressão da Assíria. Para tanto, eles tentaram obrigar a Judá que se unisse a eles. Acaz recusou participar da coalisão e enfrentou uma grande batalha contra esses dois reinos (2 Rs 16.5; Is 75).

 

Depois disso, foi no reinado de seu filho Ezequias que a história de Judá tomou um novo rumo. Ezequias iniciou um processo de reforma espiritual e removeu os lugares altos com seus altares de sacrifício aos ídolos (2 Rs 184,22). Foi nesse tempo que o profeta Isaías profetizou acerca da morte de Ezequias. Este, porém, clamou muito ao Senhor e humilhou-se de modo que Deus acrescentou-lhe mais quinze anos de vida (Is 38).

 

1.3. Mensagens de julgamentos e promessas

Um episódio que marcou o ministério de Isaías foi a mensagem da parte de Deus a respeito da afronta sofrida por meio das cartas do rei Senaqueribe, da Assíria, enviadas a Judá (Is 36). O Senhor prometeu ferir o exército assírio, e nenhuma flecha seria atirada contra a cidade. Assim aconteceu, pois o Anjo do SENHOR feriu os 185 mil soldados assírios, de modo que fez cessar a tentativa de invasão a Jerusalém. O rei assírio, então, voltou para sua terra e, posteriormente, foi morto pelos próprios filhos (2 Rs 19.35).

 

Após a morte de Ezequias, seu filho Manassés assumiu o trono e desfez todas as reformas que o seu pai havia feito. Seus 55 anos de governo são considerados petos estudiosos o pior período de apostasia do povo de Deus. Em consequência disso, Isaías lhe fez forte oposição.

O livro do profeta Isaías é marcado ainda por muitas outras profecias importantes que já se cumpriram, inclusive, aquelas que tratam a respeito do Messias. Outras ainda estão por se cumprir na dispensação dos tempos.

 

2. O ENCONTRO COM DEUS

2.1. A visão no Templo

No ano em que morreu o rei Uzias (740 a.C.), o profeta Isaías teve uma visão gloriosa no Templo. Ele viu o Senhor, o grande Rei, assentado sobre um alto e sublime trono (Is 6.1). Os serafins voavam ao redor do trono e declaravam: "Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3).

 

A visão trouxe ao coração do profeta o sentimento de indignidade diante da santidade divina. Prontamente, Isaías reconheceu ser um homem de lábios impuros que habitava no meio de um povo também de impuros lábios. Observe que o profeta confessa a sua condição inapropriada para estar na presença de Deus e conclui, dizendo: “Ai de mim” (v. 5). O lamento do profeta por sua triste condição espiritual expressa a completa necessidade da misericórdia divina. Quantas vezes não somos surpreendidos pela presença gloriosa de Deus e nos sentimos incapazes de desfrutá-la? No entanto, a Palavra de Deus nos garante que aquele que confessa o seu pecado e o deixa alcança a misericórdia (Pv 28.13).

 

2.2. A purificação do profeta

A visão fez com que Isaías percebesse que a sua condição espiritual não era apropriada para o chamado ministerial profético. Contudo, após se reconhecer como pecador indigno, o profeta levantou os olhos e teve uma nova experiência. Um serafim de Deus se aproximou trazendo uma brasa viva tirada do altar com uma tenaz - uma espécie de ferramenta com duas hastes, semelhante a uma pinça. Quando tal brasa tocou os lábios do profeta, ele foi purificado da sua impiedade (Is 6.6, 7).

 

A provisão de Deus ao purificá-lo aponta para o quanto somos dependentes da graça divina. Não há nada que 0 homem possa fazer para livrar-se da condenação do pecado. Somente o sangue de Jesus pode purificá-lo de todo pecado (1 Jo 1.7).

 

2.3. O chamado

Após a purificação divina, o profeta tornou-se idôneo para cumprir o chamado de Deus. O exemplo do profeta Isaías nos mostra que o chamado ministerial deve andar lado a lado com a santidade, Ser instrumento de Deus para levar as pessoas a se aproximarem dEle é um privilégio. Entretanto, cumprir esse chamado sem a devida fidelidade às Sagradas Escrituras é incoerente. Esse comportamento expressa a compreensão errônea da graça e do caráter justo e santo de Deus. Por esse motivo, até mesmo aqueles que, a partir da era neotestamentária, exercem ministérios ou administram dons espirituais sem reverenciarem o Espírito da graça, correm o risco de um dia ouvirem do Senhor: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.23).

 

3. UM ARAUTO COM OS AVISOS FINAIS

A natureza da mensagem pregada por Isaías ao orgulhoso reino de Judá consistia em denunciar o formalismo religioso e as injustiças da liderança de seu tempo, os quais contaminavam toda a nação. Embora seguissem os ritos sagrados, era um povo que se aproximava de Deus para honrá-lo apenas com os lábios, mas com o seu coração distante da retidão (Is 29.13). Por essa razão, a vida religiosa da nação encontrava-se vazia de Deus e cheia de pecados. A mente dos judeus estava cauterizada e certa da impunidade. A mensagem de Isaias vinha de encontro a esse destemor ao Senhor, que sonda profundamente não só as atitudes, mas, sobretudo, as motivações dos corações.

 

4. A SALVAÇÃO DO MESSIAS

Finalmente, a maior de todas as mensagens abordadas no livro de Isaías é aquela que diz respeito ao Messias prometido. Chama a atenção o grande número de profecias acerca do Senhor Jesus, sua humilhação e, posteriormente, sua glorificação. Em razão disso, o profeta Isaías é conhecido pelos estudiosos como o “profeta messiânico”. Em seu livro, encontramos profecias a respeito de nosso Senhor quanto:

1. Ao seu nascimento (Is 714: 9.6):

2. Vida e ministério: (Is 8.14: 22.22: 35.5,6:61.1-3):

3. Sofrimento: (Is 50.4-11: 52,13—53);

4. Morte e ressurreição: (Is 25.8; 26.19). Ele é anunciado como a Luz para os gentios (Is 49 6). E, por fim, Isaías relata a forma como o Messias seria ferido e, como um cordeiro, levado ao matadouro (Is 53.4-7). Ele é aquEle que vi ria a ser a razão da nossa salvação.

 

PARA CONCLUIR

A mensagem do profeta Isaías revela o juízo de Deus sobre a certeza da impunidade que o povo de Judá trazia em seu coração. Deus não se deixa escarnecer, Ele requererá a prestação de contas de cada ação, Isaías, de pecador de lábios impuros, tornou-se um dos profetas mais precisos quanto ao surgimento, vida, ministério e morte do Messias. Seu exemplo nos revela que, quando o chamado de Deus é levado a sério, mudanças significativas acontecem.

 

HORA DA REVISÃO

1. Segundo a tradição, qual a razão do fácil acesso do profeta Isaías à liderança política e religiosa de Judá?

2. Onde e como foi a visão dada por Deus a Isaías, no ano em que morreu o rei Uzias (740 a.C.)?

3. O que aconteceu a Isaías, quando o serafim de Deus trouxe uma brasa viva, tirada do altar?

4. No que consistia a natureza da mensagem pregada por Isaías ao orgulhoso Reino de Judá?

5. Sobre o que diz respeito a maior de todas as mensagens de Isaías e o que chama atenção no livro?

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Lição 1 CONHECENDO OS PROFETAS MAIORES (Lições Bíblicas Juvenis)

Lições Bíblicas Juvenis 2° trimestre 2024 – CPAD

Lições Bíblicas Juvenis 2° trimestre 2024 – CPAD

ASSUNTO  DO TRIMESTRE: Conhecendo dos Livros dos Profetas

Comentarista: Thiago Santos

| Subsídios Dominical |Lição 1 CONHECENDO OS PROFETAS MAIORES

VERSÍCULO-CHAVE:

Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém: Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros: crede nos seus profetas e prosperareis ” (2 Crônicas 20.20)

LEITURA DIÁRIA

SEG. Is 6.1 Eu vi o Senhor

TER. Jr 1.11,12 O Senhor vela pela sua palavra para a cumprir

QUA. Ez 2.3 Uma mensagem para as nações rebeldes

QUI. Mt 4.14-16 O cumprimento da profecia de Isaías

SEX. Dn 10.1 Uma palavra foi revelada ao profeta Daniel

SÁB. Jo 12.38 Quem creu na nossa pregação?


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 2 Reis 17.13-19, 23

13 E o SENHOR protestou a Israel e a Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a Lei que ordenei a vossos pais e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.

14 Porém não deram ouvidos: antes, endureceram a sua cerviz, como a cerviz de seus pais, que não creram no SENHOR, seu Deus.

15 E rejeitaram os estatutos e o concerto que fizera com seus pais, como também os testemunhos com que protestara contra eles: e andaram após a vaidade e ficaram vãos, como também após as nações que estavam em roda deles, das quais o SENHOR lhes tinha dito que não fizessem como elas.

16 E deixaram todos os mandamentos do SENHOR, seu Deus, e fizeram

imagens de fundição, dois bezerros: e fizeram um ídolo do bosque, e se prostraram perante todo o exército do céu, e serviram a Baal.

17 Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivinhações, e criam em agouros: e venderam-se para fazer o que era mal aos olhos do SENHOR, para o provocarem à ira.

18 Pelo que o SENHOR muito se indignou contra Israel e os tirou de diante da sua face: nada mais ficou, senão a tribo de Judá.

19 Até Judá não guardou os mandamentos do SENHOR, seu Deus: antes, andaram nos estatutos que Israel fizera.

23 Até que o SENHOR tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas: assim, foi Israel transportado da sua terra à Assíria, onde permanece até ao dia de hoje.


CONECTADO COM DEUS

Ao longo da história bíblica, vimos que o ministério profético surgiu como uma forma de oferecer ao povo de Deus orientação acerca da vontade divina, bem como adverti-lo contra as práticas que contrariavam a sua Lei. Nesse sentido, o chamado profético, a natureza da mensagem e o caráter desses homens são visivelmente encontrados em seus escritos. A partir deles, os crentes dos dias atuais podem extrair preciosas lições no que diz respeito ao relacionamento com Deus, bem como à fidelidade no exercício ministerial e administração dos dons espirituais.


l. A IMPORTÂNCIA DOS PROFETAS MAIORES

1.1. A profecia era indispensável.

Deus Levantou profetas em momentos de suma importância, haja vista o cenário de degradação moral e espiritual em que se encontravam tanto a nação de Israel, o Reino do Norte, quanto Judá, o Reino do Sul. Após a cisão entre as tribos, os governantes que sucederam os tronos de ambos os reinos não cuidaram de guardar a Lei de Deus e o compromisso com a religião mosaica. Com o passar dos anos, a maldade, a idolatria e as injustiças sociais tomaram o coração e o governo dos reis, levando ao desvio do povo.

 

1.2. Quem eram os profetas?

Diante de circunstâncias morais caóticas, Deus escolhe, separa e inspira homens para trazerem uma mensagem de advertência aos governantes e a toda a nação. Eles receberam a missão de conscientizar o povo a respeito da necessidade de arrependimento.

 

Para que o desvio das Leis de Deus não levasse à destruição de toda a nação, a verdadeira religião deveria ser restaurada, a santidade restabelecida, e a aliança com Deus renovada. No entanto, não poucas vezes, mesmo o Senhor enviando os seus profetas para protestarem contra o pecado, mais distante o seu povo se colocava, chegando ao ponto de perseguirem e até matarem os mensageiros de Deus.

 

A corrupção se mostrou tão intensa que, em algumas ocasiões, até mesmo os próprios filhos eram oferecidos a Moloque, uma divindade que recebia sacrifício de crianças. Deus se indignou de tal maneira com as práticas pecaminosas do seu povo que não restou alternativa a não ser enviar nações mais poderosas do que Israel e Judá para dominá-los e subjugá-los em cativeiro (2 Rs 17; 24—25).

 

1.3. O Julgamento de Deus.

No ano 722 a.C., Israel foi invadido pela Assíria, que os dominou por completo, desfazendo para sempre a nação, capturando suas terras e trazendo outros povos para ocupá-las, de modo que o Reino do Norte perdeu a sua pureza étnica e, sobretudo, o título de nação separada por Deus (2 Rs 17.6, 24; 18.11). Semelhantemente, Judá, embora tenha sido preservada como a lâmpada de Davi que permaneceu acesa pela mão de Deus, também sofreu o castigo por sua rebelião (2 Rs 25.1-11).

 

Após o Senhor enviar seus servos, os profetas, para adverti-Los por permanecerem em iniquidade, Deus usou os babilônios, liderados pelo rei Nabucodonosor, que devastou a terra de Judá, colocou seu trono em Jerusalém e Levou os judeus para o cativeiro na Babilônia (605-586 a.C.) (2 Rs 24.8-17; 2 Cr 36.5-10).

 

Mesmo assim, o Senhor continuou a levantar seus servos, os profetas, agora com a promessa de restauração espiritual e territorial, à medida que o povo remanescente se arrependesse e decidisse renovar sua aliança com Deus (Jr 25.11; 29.10-19).

2. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PROFETAS MAIORES

2.1. O exercício do ministério profético.

Na Bíblia, o exercício do ministério profético ocorreu ao menos de duas maneiras. Em primeiro Lugar, os profetas que exerceram seus ministérios quando foram chamados exclusivamente por Deus para protestarem contra as desobediências e maldades praticadas pelos reis. Dentre esses, podemos citar Elias e Eliseu. Há também aqueles que exerceram o seu ministério registrando os eventos que ocorreram, assim como as mensagens proclamadas em suas respectivas épocas, os quais recebem o nome de "profetas Literários ou escritores".

 

Na organização do cânon bíblico, os Livros dos profetas foram ordenados levando-se em conta o período e o estilo Literário apresentado por seus escritos. O título “profetas maiores", por exemplo, nada tem a ver com a relevância ministerial em relação aos demais profetas, e sim pelo fato de seus escritos comportarem maior quantidade de textos (capítulos e versículos). Essa seção da Bíblia é composta por 5 Livros que levam o nome dos seus respectivos escritores, a saber: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.

 

2.2. O período do ministério profético em Israel e Judá.

O período de atuação dos profetas ocorreu em dois cenários demarcados por um evento que mudou completamente a realidade da nação. Estamos falando do cativeiro babilônico, que durou 70 anos, conforme a profecia de Daniel, e teve seu término após o retorno dos judeus para Jerusalém. Nesse sentido, encontramos na história bíblica os profetas pré-exílio babilônicos e os profetas pós-exílio babilônico.

 

No caso dos profetas maiores, o exercício de seus ministérios se deu no período pré-exílio ou mesmo durante o cativeiro como é o caso de Ezequiel e Daniel. Ambos foram transportados para o cativeiro na Babilônia. (Ez 1.1-3; Dn 1.1-6).

 

Os profetas anunciaram a mensagem bíblica com o propósito de advertir, complementar o ensino, encorajar, consolar, denunciar a injustiça e anunciar o juízo. Como mencionamos anteriormente, a triste condição espiritual na qual se encontrava o povo de Deus exigiu de seus profetas a consistência necessária para anunciar com firmeza a mensagem divina. Por isso, não retrocediam, mesmo sofrendo prisões, agressões, traições e, por fim, até mesmo a morte por serem fiéis ao Senhor (Jr 254:444,5: Lc 13.34).

 

3. A ESTRUTURA DOS LIVROS

Na biblioteca dos profetas maiores, os três primeiros Livros constituem em si a maior porção dos escritos proféticos, inclusive, maior até mesmo do que todos os 12 Livros dos profetas menores, considerando a extensão dos textos juntos.

 

Vejamos como os profetas maiores estão estruturados:

Isaías — este é o primeiro Livro desta divisão bíblica. Trata-se de uma obra rica em profecias messiânicas. Seus escritos constituem a maior parcela de profecias que se cumprem ao Longo do ministério de Jesus e, por essa razão, Isaías é conhecido como o profeta messiânico.

 

O Livro traz também uma série de mensagens com advertências, conforto e esperança, assim como enfatiza o caráter de Deus e o seu propósito revelado no Antigo Testamento. Isaías é o mais Longo dos Livros proféticos e o mais citado no Novo Testamento. Sua Linguagem sugere uma profunda intimidade do profeta com Deus (Is 1.1, 2: 2.1-5: 6).

 

Jeremias — O profeta Jeremias profetizou durante os últimos quarenta anos da história de Judá, Reino do Sul, antes do Cativeiro Babilônico. Ele Lamentou com tristeza a condição em que se encontrava o Reino do Sul, mesmo após sucessivas admoestações. Este profeta advertiu a nação de Judá acerca do desastre iminente que viria do Norte (cativeiro babilônico), em razão do abandono à verdadeira religião e da negligência quanto às injustiças sociais dominantes. 0 tema central de seu Livro é obstinação, cativeiro e restauração dos judeus (Jr 1.1-3,13-19).

 

Lamentações — Este Livro consiste em uma série de clamores de Jeremias em favor dos judeus e uma descrição das aflições sofridas pelo povo nos tempos em que a cidade de Jerusalém foi invadida pelos babilônios. O Livro termina com um último clamor para que Deus possa se Lembrar do remanescente de Israel e restaurá-Lo (Lm 5.18-22).

 

Ezequiel — O Livro de Ezequiel é uma mensagem aos judeus que se encontravam no exílio babilônico, assim como ao remanescente que permaneceu em Jerusalém. Em seus escritos, o profeta denuncia o fracasso da vida moral e espiritual do povo eleito. Entretanto, anuncia também a sua restauração, personificada no vale de ossos secos. Da mesma maneira que os ossos reviveram, Deus prometeu restaurar espiritualmente a Casa de Israel (Ez 37.1-14).

 

Daniel — Neste Livro, o profeta que foi Levado ainda jovem para a Babilônia juntamente com seus conterrâneos Ananias, Misael e Azarias, é instituído como autoridade de alta patente no Império Babilônico e recebe da parte de Deus profundas revelações sobre o futuro de Israel e das nações (Dn 1; 2.46-49).

 

PARA CONCLUIR

De modo geral, a mensagem revelada aos profetas tinha como pretensão a restauração da comunhão com Deus. O povo que foi escolhido e separado para viver os propósitos divinos deveria permanecer na aliança abraâmica, guardando os ensinamentos da Lei Mosaica. Semelhantemente, nos dias atuais, Deus espera que os seus servos apresentem um estilo de vida que sirva à sociedade atual como modelo de relacionamento com Deus (Fp 2.14—16; 1 Pe 2.9,10).

 

HORA DA REVISÃO

1. Qual era a missão dos profetas no Antigo Testamento?

2. Qual foi o principal castigo enviado por Deus sobre os reinos de Israel e Judá?

3. A respeito do cânon bíblico dos Livros dos profetas, quais foram os critérios que definiram a forma como os Livros foram organizados?

4. Como o profeta Isaias é conhecido na Bíblia e por qual razão?

5. Qual o tema central do Livro de Jeremias?

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