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SUBSÍDIOS JOVENS: Lição 12 - Lições Bíblicas Jovens - 3º Trim./2023 – CPAD

Na LIÇÃO deste domingo veremos a despedida de um líder experiente, Paulo, e o seu desejo de instruir seu filho na fé e amigo que estava iniciando sua carreira, Timóteo (2 Tm 4.6). Em um tom de despedida, Paulo é bem enfático ao encorajar seu fiel cooperador.

DICAS DE LEITURAS

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Lição 4 - Cristo nos ensinou a misericórdia

Lição 4 - Cristo nos ensinou a misericórdia
Lição 4 - Cristo nos ensinou a misericórdia

Lições Bíblicas Adolescentes - Professor: 4º Trimestre 2023

Revista: Amor na Vida Cristã – CPAD

Comentarista: Daniele Soares

LEITURA BÍBLICA

João 11.17-27

A MENSAGEM

Jesus chorou. João 11.35

DEVOCIONAL

Segunda » 1 Rs 17.17-22

Terça » 2 Rs 4.16-37

Quarta » Jó 11-13

Quinta » Sl 23.4

Sexta » Ec 7.1

Sábado » 1Co 15.55


Objetivos

1. DESTACAR o afeto de Jesus por seus amigos durante o seu ministério terreno;

2. EXPLICAR a importância de demonstrar respeito pelo luto do próximo,

3. MOSTRAR de que forma o crente deve lidar com o luto.


EI PROFESSOR!

Caro (a) professor  (a), a Palavra de Deus nos ensina que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Elas se renovam a cada manhã, pois grande é a fidelidade do Senhor para conosco (Lm 3.22,23). Do mesmo modo como o Senhor estende a sua misericórdia sobre nós, devemos estendê-la sobre a vida dos que mais precisam. O momento do luto, por exemplo, é muito difícil, pois trata-se da separação do convívio de pessoas que amamos. Agir com misericórdia em relação à dor do próximo é uma forma de demonstrar que nos importamos com ele. Assim sendo, converse com seus alunos sobre o luto e mostre-lhes de que forma a Bíblia orienta a lidar com esse momento tão difícil O Espírito Santo tem o consolo de que precisamos nessas horas.

 

PONTO DE PARTIDA

Professor (a), inicie a sua aula compartilhando com os seus alunos algum testemunho em que a misericórdia do Senhor se fez presente quando você imaginou que não havia mais solução para a situação. Mostre-os, a partir do seu exemplo, que a primeira pessoa que deve ser alvo de misericórdia somos nós mesmos. Muitas vezes, temos facilidade em perdoar ou exercer a misericórdia em relação ao próximo.

 

Contudo, não temos o mesmo comportamento em relação às nossas ações. Explique aos seus alunos que eles não podem ser rigorosos consigo mesmos, haja vista que esse tipo de atitude não faz bem para a autoestima. Uma mente saudável exercita o amor-próprio e mostra disposição para melhorar sempre.

 

Vamos Descobrir

Você sabia que Jesus chorou quando um amigo morreu? Não é incrível pensar que Deus, embora seja o Criador Todo-Poderoso e mantenedor de todo o universo, entenda o que é o sofrimento humano? Se o próprio Deus manifesta misericórdia por aqueles que estão angustiados, não deveríamos nós também nos preocuparmos com essa atitude de amor?

 

Hora de Aprender

Na última aula, aprendemos sobre a compaixão para com as pessoas enfermas. Hoje, falaremos sobre o exercício da misericórdia. De acordo com o Dicionário Caldas Aulete, misericórdia diz respeito ao “sentimento de dor e solidariedade causado pela miséria alheia”. Nesta lição, focaremos nos casos em que há tristeza em razão do luto. Devemos demonstrar misericórdia em favor daqueles que perderam alguém querido.

🙌LEIA TAMBÉM:

O sétimo sinal: Jesus ressuscita Lázaro

A amizade de Jesus com uma família de Betânia

O Milagre da Ressurreição de Lázaro

 

I - JESUS E SEU AMIGO LÁZARO

Jesus fez amigos enquanto exerceu seu ministério terreno. Alguns deles foram os irmãos Lázaro, Marta e Maria. Eles moravam em Betânia, perto de Jerusalém, e Jesus os visitava com frequência. Certo dia, Lázaro ficou doente e suas irmãs pediram para avisarem a Jesus. No entanto, o Mestre estava a dois dias de viagem de distância e, certamente, demoraria a chegar (Jo 11.6,7).

 

1.1. A notícia do amigo doente.

Ao receber a notícia, Jesus decidiu ir até Betânia com seus discípulos. Mas, antes de eles chegarem, Lázaro não sobreviveu à enfermidade e acabou falecendo. Quando Jesus estava chegando ao povoado. Marta e algumas visitas o encontraram (Jo 11.17-19). Na tradição judaica, o ritual do funerário durava sete dias, então, as pessoas chegavam e prestavam seus sentimentos à família. Por isso, eram muitos os que estavam com Marta e Maria em sua casa, chorando e consolando pela perda de Lázaro.

 

1.2. Jesus se compadeceu.

Ao ver a angústia da separação entre as pessoas daquela família, Jesus chorou com elas (Jo 11.35). Não podemos nos esquecer de que Jesus, embora tivesse a essência divina, encontrava-se perfeitamente na condição humana. Uma das características do ser humano é expressar a tristeza com lágrimas, e Jesus teve essa experiência no tempo da encarnação.

 

Lázaro tinha sido enterrado há quatro dias e Marta parecia chateada com o atraso de Jesus. Ela declarou ao Mestre: “Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido!’’ (Jo 11.21). E a resposta de Jesus a Marta foi: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). O Mestre aceitou a queixa de Marta porque conhecia a sua dor. Assim, devemos ter paciência para com aqueles que sofrem com a perda familiar.

 

I - AUXÍLIO DIDÁTICO

“Autopercepção. Conhecer as próprias emoções ou gerenciar a si mesmo é o primeiro pilar da teoria da inteligência emocional. Esse pilar é considerado o mais importante, pois suas competências foram a base necessária para desenvolvermos os outros. A autopercepção envolve identificar e analisar crenças, atitudes, sentimentos e valores pessoais.

 

Quem possui autoconsciência emocional é capaz de identificar as emoções que sente e por que as sente, entende a ligação entre o que sente e o que pensa, e reconhece como as emoções afetam suas ações. A prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha controle sobre suas emoções, independentemente de serem positivas ou não.

 

Quanto mais o indivíduo se expressa emocionalmente e o ambiente aceita essa expressão, mais contato ele tem com a sua inteligência emocional e mais confiante se torna. ‘As pessoas mais seguras acerca de seus próprios sentimentos são os melhores pilotos de suas vidas, tendo consciência maior de como se sentem em relação a decisões pessoais, desde com quem se casar a que emprego aceitar’ (GOLEMAN). Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos. Quando somos capazes de fazer essa análise conseguimos evitar sentimentos de baixa autoestima, de ansiedade, de medo, de inquietude, de frustração, entre outros” (LOPES, Jamiel. Psicologia Aplicada à Educação Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2020, p. 50).

 

II - RESPEITO PELO LUTO

Além de aprendermos sobre o poder de Deus, o acolhimento de Jesus nos ensina o quanto é importante estar presente com as pessoas que perdem seus entes queridos.


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2.1. A importância de estar presente.

Ao chorar, Jesus demonstrou não só seu amor por Lázaro, bem como também refletiu o sentimento solidário em relação à dor daqueles que o amavam. Luto é a tristeza pelo falecimento de alguém, é perceber que ele está sofrendo. Nesse sentido, a presença de Jesus junto da família de Lázaro era uma forma de expressar que o Mestre se preocupava com a dor que eles estavam sentindo (Jo 11.33-36). Sabemos que a dor da separação é muito pessoal, pois cada um reage de uma forma diferente à perda. Por essa razão, devemos apoiar os enlutados da mesma maneira que o Senhor Jesus apoiou.

 

2.2. Uma demonstração de misericórdia.

Ao nos importarmos com a dor do Luto sofrida pelo próximo, agimos com misericórdia e mostramos que respeitamos o momento difícil pelo qual a outra pessoa está passando. O apóstolo Paulo nos ensina a dizer palavras de esperança aos familiares no momento de luto. Pela Palavra de Deus, sabemos que haverá o reencontro entre os salvos e Cristo (1 Ts 4.13-18). No dia da Volta de nosso Senhor, os mortos ressuscitarão primeiro e os vivos serão transformados pelo poder de Deus. Ao final, todos juntos encontrarão com o Senhor nas nuvens. Essa é uma mensagem de esperança que deve ser compartilhada.

 

II - AUXÍLIO DEVOCIONAL

Tipos de separação. A morte indicando uma separação é uma das consequências do pecado (Gn 2.17; Rm 6.232). […] De acordo com Pearlman (1991, pp. 94,95), a primeira [morte física] corresponde à separação da alma do corpo. Segundo o autor,'[…] a dissolução física era uma indicação do desagrado de Deus, do fato que o homem estava sem contato com a Fonte da vida’. Quanto ao alcance e abrangência da morte física, não há distinção entre salvos e não salvos.

 

[…] A segunda [espiritual], de acordo com Thiessen (1999, p. 193), e a separação entre a alma e Deus. O castigo anunciado no Éden, que recaiu sobre a raça humana, é primariamente esta morte da alma’. Erickson (1998), p. 253) reforça essa ideia quando afirma que ‘o pecado é uma barreira para o relacionamento entre Deus e os seres humanos’.

 

[…] A terceira (eterna) é simplesmente a extensão e a finalização da morte espiritual. De acordo com Erickson (1998, p. 253): ‘Se alguém chega à morte física estando ainda espiritualmente morto, separado de Deus, esta condição torna-se permanente’” (SILVA, Gil M. O Significado da Morte. Rio de Janeiro: CPAD, 2020, pp. 28,29,33,37).


III - AGINDO COM MISERICÓRDIA NO LUTO

Ao recebermos a notícia da morte de alguém, é gentil de nossa parte entrar em contato com os familiares para manifestarmos nossos sentimentos ou, simplesmente, estar presentes. Embora seja um pequeno gesto trata-se de demostrar amor e misericórdia por aqueles que estão aflitos.

 

3.1. Lidando com a tristeza.

Caro (a) adolescente, se você estiver vivendo o luto, entregue sua tristeza a Deus em oração. Aproxime-se daquelas pessoas que te amam e são boa companhia. Seja gentil também com você mesmo e descanse no Senhor. O Espírito Santo, nosso Consolador, cuidará do seu coração (Jo 14.16-18).

 

3.2. Vivendo o luto.

Uma das maiores dores que podemos sentir, certamente, é a separação de alguém que amamos muito. Por essa razão, é necessário se permitir viver o luto. Especialistas da área da saúde mental já admitem que o luto é necessário para que a pessoa possa enfrentar o trauma da perda de um ente querido e tenha condições de se recompor para seguir em frente. Nesse sentido, é fundamental que o crente aceite a vontade de Deus e creia que o Senhor tem todo o domínio, inclusive, sobre a morte (Jo 11.25).

 

III – AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Jesus tem o poder sobre a vida e a morte, bem como o poder de perdoar pecados, porque Ele é o Criador da vida” (Jo 14.6). Ele é a vida e pode certamente restaurá-la. Quem crê em Cristo tem uma vida espiritual que a morte não é capaz de vencer ou diminuir. Quando reconhecemos o poder de Jesus quão maravilhosa é a oferta que nos faz, como podemos ser capazes de não nos comprometermos com Ele? Nós, os que cremos, temos uma segurança e uma certeza maravilhosa: ‘Porque eu vivo, e vós vivereis’ (14.19), […] João enfatiza que temos um Deus que se importa conosco, a ponto de demonstrar toda sua comoção publicamente. Esta descrição contrasta com o conceito grego comum naquela época de que os deuses eram indiferentes, não se envolviam com os seres humanos.

 

Mas Jesus demonstrou muitas emoções (compaixão, indignação, tristeza e até mesmo frustração). Muitas vezes, Jesus expressou profundos sentimentos; jamais devemos ter medo de revelar nossos verdadeiros sentimentos a Ele, pois Jesus os entende, porque os experimentou. Seja honesto e não tente esconder qualquer coisa de seu Salvador! Ele se importa com você!” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 1440,1441).

 

CONCLUSÃO

Amar é colocar sentimento em ação. Ao vermos alguém sofrendo porque algum ente querido faleceu, devemos agir com misericórdia, porque Jesus agiu dessa forma e nos deixou o exemplo.

 

Pense Nisso

Os salvos em Jesus Cristo se reencontrarão quando Jesus voltar para buscar a sua Igreja. Portanto, é necessário pregar o Evangelho para que as pessoas aceitem Jesus como Salvador, e dessa forma, poderão desfrutar da alegria plena quando ocorrer o Arrebatamento dos salvos

 

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Lição 11 Ageu - um chamado para despertar da inércia (Editora Betel )

Lições Bíblicas BETEL: 3° Trimestre de 2023 | REVISTA: Profetas Menores do Antigo Testamento: Proclamando o arrependimento, justiça e fidelidade a Deus. Anunciando a esperança da salvação através do Messias.

 TEXTO ÁUREO:

"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos." Ageu 1.7

VERDADE PRÁTICA:

O discípulo de Cristo precisa estar sempre revendo suas prioridades, se estão de acordo com a Palavra de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1. Apresentar o cenário do profeta Ageu.

2. Destacar a necessidade de arrependimento.

3. Extrair lições do livro de Ageu para os nossos dias.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

AGEU 1

1. No ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor, pelo ministério do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2. Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo:

Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.

3. Veio, pois, a palavra do Senhor, pelo ministério do profeta Ageu, dizendo:

4. É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta?


LEITURAS COMPLEMENTARES 

SEGUNDA | Ag 1 

Exortação para reedificar o templo.

TERÇA | Ag 2.1-9

A glória do segundo templo.

QUARTA | Ag 2.8 

"Minha é a prata, e meu é o ouro".

QUINTA | Ag 2.10-19

Repreensão e promessa de bênção.

SEXTA | Ag 2.22

A destruição dos inimigos.

SÁBADO | Ag 2.23

A elevação de Zorobabel.


HINOS SUGERIDOS: 93,108,115


MOTIVO DE ORAÇÃO:

Ore para que o Reino de Deus seja prioridade em sua vida.


ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1. O cenário do profeta Ageu

2. A necessidade de arrependimento

3. Ageu para hoje

Conclusão


INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos como Deus, por meio do profeta, repreende, desafia e anima o Seu povo. As palavras proféticas mostram uma estreita relação entre a obediência e a bênção de Deus.


PONTO DE PARTIDA: Deus se agrada da obediência do Seu povo.


1. O CENÁRIO DO PROFETA AGEU

O nome Ageu significa “festivo” ou “Minha festa de gratidão”. Ageu foi a primeira voz profética a ser ouvida depois do exílio babilônico. Ele foi contemporâneo de Zacarias e, também, de um famoso pensador chinês, chamado Confúcio, que revolucionou o modo de pensar no extremo Oriente, na mesma época em que Ageu e Zacarias motivavam o povo judeu a reconstruir o Templo de Deus [Ed 5.1-2; 6.14], obra que já estava em andamento há 15 anos.


1.1 Conhecendo um pouco mais o profeta. 

Nada se sabe sobre o profeta Ageu ou seus antecedentes. Provavelmente ele nasceu na Babilônia e foi um dos que retornou do cativeiro junto com Zorobabel, segundo o decreto de Ciro. Ele profetizou durante o período da reconstrução do templo, de acordo com o registro de Esdras e foi o primeiro chamado a profetizar depois que os judeus retornaram para Jerusalém após o exílio da Babilônia. Ageu começou a profetizar dezesseis anos depois da volta do primeiro grupo.


J.G. Baldwin (Ageu, Zacarias e Malaquias - introdução e comentário, Vida Nova e Mundo Cristão, 1982, p. 21-22): “Parece que Ageu não precisava ser nem apresentado nem identificado [Ag 1.1], porque também em Esdras 5.1 e 6.14 ele é simplesmente “o profeta”, e a julgar pela repetição aramaica de Esdras 5.1 - “os profetas, Ageu, o profeta...” - ele geralmente era chamado assim. A ausência de ascendência pode significar que seu pai já caíra no esquecimento, que havia poucos profetas e que por isto “o profeta” era suficientemente específico, e que ele era bem conhecido na pequena comunidade judaica. (...)”. 

Tanto Baldwin como o Manual Bíblico (CPAD) apresentam a hipótese de Ageu ser um homem já muito idoso quando profetizou, podendo, inclusive, ter visto o templo antes da destruição - opinião baseada em Ageu 2.3.



1.2. A mensagem do profeta. 

A profecia de Ageu é uma exortação a começar sem demora a reconstrução do Templo, pois não poderia continuar em ruínas por muito tempo, mas deveria ser restaurado para a glória de Deus [Ag 1.8]. A ordem vinha da parte de Deus: “Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e eu serei glorificado, diz o Senhor.” [Ag 1.8]. Essa ordem não podia ser ignorada sem que trouxesse sérios resultados para todos: a seca, a perda das colheitas e a pobreza, que seriam os indicativos da ira divina [Ag 1.9-11]. Por outro lado, Deus abençoaria e traria uma rápida e perene salvação ao seu povo, se, mediante o esforço coletivo, o Templo fosse reconstruído [Ag 1.8; 2.6-9, 20-23].


J. G. Baldwin (Ageu, Zacarias e Malaquias - introdução e comentário, Vida Nova e Mundo Cristão, 1982, p. 26) escreveu sobre a mensagem de Ageu: “Ageu era um homem de uma só mensagem. Ele representava o Deus que ele gostava de chamar de Senhor dos Exércitos, a fonte de todo poder, o Senhor das potências militares, na terra e no céu. A consequência foi que sua palavra tinha autoridade; o clima obedecia às suas ordens [Ag 1.11], todo universo estava ao alcance da sua mão, e um dia seria sacudido por ela [Ag 2.6,21]. (...) Assim que as prioridades estivessem na ordem certa a presença do Senhor entre o povo se tornaria evidente pela prosperidade que acompanharia tanto a construção como a agricultura [Ag 2.9, 19]. Esta certeza da salvação do Senhor no presente e no futuro permeia a mensagem de Ageu e põe nele a marca do verdadeiro profeta.”



1.3. Convocação à reconstrução do Templo. 

A reconstrução do Templo teve o seu início assim que os primeiros deportados para a Babilônia começaram a chegar em Jerusalém. Depois de preparados os alicerces do Templo em 536 a.C., a forte oposição à obra retardou em muito a sua edificação, o que veio a acontecer dezesseis anos depois. Nesse intervalo de tempo, o novo rei, Dario, subiu ao trono da Pérsia e tinha boa vontade para com os judeus. Sob a pregação de Ageu e Zacarias, a obra foi reiniciada dentro de vinte e quatro dias e a obra do Templo acabada em quatro anos.



Comentário Beacon: “Os judeus esperaram o momento certo para reconstruir o Templo; diziam que ainda não era o momento. Erigiram o altar e fizeram um ritual simples. Sob as circunstâncias vigentes, acharam que isso bastava. Pelo visto, deixaram de terminar a reconstrução do Templo em virtude de uma interpretação meticulosa da menção de Jeremias aos 70 anos [Jr 25.11]; julgavam que o período ainda não se completara.”


EU ENSINEI QUE:

Deus sempre cumpre Suas promessas, ainda que pareça que está demorando, mas Ele espera que o cristão cumpra a sua parte, priorizando a Sua obra.



2. A NECESSIDADE DE ARREPENDIMENTO

Ageu pontuou em sua mensagem que o povo deveria construir a Casa de Deus e, embora eles estivessem desanimados, o Senhor os encorajou através do profeta dizendo que se agradaria do Templo e nele seria glorificado [Ag 2.9], pois o Senhor busca mais a fidelidade do Seu povo do que o sucesso conquistado [Ag 2.4-5; 1Co 4.2; 15.58].



2.1. O povo obedece a ordem de Deus.

O recomeço da obra foi por volta de três semanas após a ordem de Deus. Aquele povo que havia voltado do cativeiro na Babilônia era um povo diferente daquele que havia morado ali antes da destruição de Jerusalém. As muitas experiências amargas em terra estrangeira fizeram com que desejassem o regresso à terra natal. No entanto, estavam preocupados em garantir primeiro o sustento, deixando a construção da Casa do Senhor para depois, mas Deus os repreende através das palavras de Ageu [Ag 1.5]. A aceitação da palavra do profeta e a obediência foi unânime começando por sua liderança [Ag 1.12].



Comentário Moody: “Após outra convocação para um sério exame de sua condição, apresenta-se o remédio. O povo devia subir às terras altas e às áreas cobertas de matas para buscar madeira para o Templo. (...) Deus prometeu desde o início que a obediência resultaria em sua aprovação. Resumidamente Ageu declara: “Obedecei a Deus e tereis as suas bênçãos e a sua aprovação”. Serei glorificado. Aqui está a prova de que Deus se preocupava (...) com os aspectos espirituais da reconstrução. Salomão tinha orado [1Rs 8.30] que Deus fosse magnificado através da adoração do Seu povo.


Quando essa atividade da vida espiritual foi negligenciada, resultou em esterilidade.”



2.2. O novo Templo. 

Depois que o povo foi exortado a considerar os seus caminhos e a construir o Templo de Deus, o Senhor assegurou que se agradaria dele e nele seria glorificado [Ag 2.9]. No período de vinte e sete dias o alicerce, que tinha sido o início da primeira restauração, foi desobstruído e o povo trabalhou bastante para que começassem a aparecer os primeiros contornos e a configuração geral do edifício. No entanto, a simplicidade deste segundo Templo, comparada à majestosa obra de Salomão, trouxe tristeza aos idosos que tinham presenciado a grandeza do primeiro Templo [Ed 3.12]. É preciso ter em mente que o Templo significava a presença de Deus entre o povo de Israel. E, mesmo o segundo Templo não possuindo a riqueza como o que Salomão construiu, a glória do segundo seria maior do que a do primeiro, pois essa é uma referência espiritual - algo incorruptível.



Bíblia de Estudo Plenitude - SBB, 2013, p. 1000, comenta sobre Ageu 2.7,9, enfatizando que a parte final do versículo 7 - “e encherei esta casa de glória” - “refere-se, em parte, à dedicação do templo atual de Zorobabel, mas também profetiza a habitação de Deus em templos humanos através de Cristo Jesus [1 Co 6.19-20]”. E, quanto ao versículo 9, informa que “na tradição judaica, “última casa” equivale a “segunda casa”, sendo o templo de Salomão a primeira. Este é o templo que estaria erguido no tempo de Jesus, embora ampliado e embelezado por Herodes.”



2.3. Deus promete abençoar o povo.

A história do povo era de escassez, mas seu futuro seria de bênçãos. O povo atentou para as palavras de Deus, por meio do profeta e recomeçaram obra do Templo, obedecendo a ordem de Deus. Por isso, o Senhor os convidou a observarem com cuidado o que aconteceria nos meses seguintes, porque Sua Palavra se cumpriria, dando-lhes bênçãos que tanto desejavam e precisavam em seus campos, como sinal de renovo e graça [Ag 2.18-19].



R. N. Champlin: “O povo de Judá é, uma vez mais, convidado a exercer a consideração divina, contemplando as coisas de um ponto de vista espiritual. Eles precisavam “pensar cuidadosamente nas coisas” [Ag 1.5, 7; 2.15]. No passado, os judeus haviam fracassado, e tinham sofrido por isso. Mas agora, se concentrasse sua mente e seu coração na questão, poderiam efetuar uma mudança através do arrependimento. Se começassem a edificar o templo com vigor, então todos os aspectos de sua vida se aprimorarem.”


EU ENSINEI QUE:

O relacionamento com Deus deve ser a prioridade de todo cristão, pois ele é o combustível que mantém acessa a chama da esperança em tempos difíceis.



3. AGEU PARA HOJE

Ageu encontrou um povo desanimado para a reconstrução de uma obra que já havia começado a ser feita há alguns anos após a volta do exílio babilônico. Mas o povo se intimidou com a oposição dos inimigos, principalmente dos samaritanos. A obra do Templo precisava ser concluída, mas, além de desanimados, intimidados e sem recursos, o povo estava com suas prioridades focadas em suas vidas particulares. Estavam preocupados em reerguer suas casas, enquanto a casa do Senhor estava abandonada. A palavra de Ageu foi um encorajamento para pôr fim àquele estado de letargia espiritual.


3.1. Prioridades erradas. 

O cenário era de abandono da casa do Senhor, enquanto os mais ricos construíam suas casas. Um claro caso de prioridades erradas. Como já dito anteriormente, o Templo era o centro religioso da vida do povo; ele significava a presença de Deus entre o povo de Israel. Sem o Templo a vida religiosa do povo estava subordinada a um lugar de menor importância. Nunca é demais ressaltar que o fato de falar sobre prioridades não exime a responsabilidade e o esforço pessoal de cada um na construção de sua estabilidade financeira. Não se deve confundir a prioridade do Reino com a negligência humana.


Bispo Oídes José do Carmo (Revista Betei Dominical, 2° Trimestre de 2008, p. 55): “Precisavam estabelecer a prioridade de Deus como referencial - Ageu propôs que os judeus tomassem como referencial o dia que eles voltaram ao projeto de Deus e começaram a reconstruir o templo. Tendo isto em mente, sempre que surgissem dificuldades, eles poderiam voltar lá e perguntar: Qual era a nossa situação antes deste dia [Ag 2.15- 17] e como ela veio a ser depois dele [Ag 2.18-19] ? O que Deus nos mandou fazer a respeito e como Ele reagiu a nossa obediência? Por este referencial eles seriam advertidos contra possíveis desvios de propósito e estimulados a permanecerem fiéis às prioridades de Deus.”


3.2. A importância do encorajamento mútuo. 

Quando Ageu se depara com o desânimo do povo, ele exerce um papel muito importante de encorajamento: “Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o Senhor, e esforça-te, Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o Senhor dos Exércitos.” [Ag 2.4]. O povo estava apático por causa da singeleza do segundo Templo, além de problemas. No entanto, as palavras proféticas são de que a glória do segundo templo, ainda que mais singelo em sua construção, seria maior do que a do primeiro templo, construído por Salomão.


J.G. Baldwin (Ageu, Zacarias e Malaquias - introdução e comentário, Vida Nova e Mundo Cristão, 1982, p. 36-37): “Sê forte (esforça-te), foi a ordem que o outro Josué tinha ouvido muitas vezes [Dt 31.7; Js 1.6-7,9,18], bem como Israel [Dt 31.6; Js 10.25], quando entrou na terra (...) Há um paralelo interessante entre a exortação de Ageu e as palavras de Jesus em Marcos 6.50: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!” A presença pessoal do Senhor confere coragem, determinação, e a certeza de que ele não permitirá que seu objetivo fracasse. Se o exílio aparentemente tinha anulado a aliança, agora o povo era certificado de que Deus ainda estava entre eles em Espírito, como estivera durante todo o êxodo [Êx 29.45].”


3.3 Promessas valiosas de Deus. 

Deus fez uma promessa a Zorobabel, dizendo que o faria como um anel de selar [Ag 2.21-23], O anel de selo continha o nome do rei e era isso que validava os documentos daquela época. O anel de selar, portanto, representava a autoridade do rei. Zorobabel, governador de Judá e descendente de Davi, seria o anel de selar de Deus - seu representante oficial na terra. Essa profecia ultrapassa Zorobabel, remetendo para o Messias que haveria de vir.


T R. N. Champlin: “A mensagem com que o livro de Ageu termina é uma mensagem de encorajamento para o governador, Zorobabel. Yahweh haverá de abalar as coisas, tanto no céu quanto na terra. (...) Para que a nação de Israel gozasse de paz e chegasse a ocupar um lugar legítimo de liderança, teria de haver um tremendo abalo. Reinos teriam de cair, para que Israel fosse capaz de soerguer-se (...). Ora nenhum grande abalo ocorreu nos dias de Zorobabel, pelo que a maioria dos intérpretes vê aqui uma promessa messiânica, relacionada à era do reino de Deus.”


EU ENSINEI QUE:

Deus tem reservas de bênçãos maravilhosas, mas nem sempre são bênçãos como se idealiza. Por isso, é importante crer no amor e na providência de Deus, que sabe do que Seus servos precisam.


CONCLUSÃO

O profeta Ageu usa a histórica para celebrar a glória suprema do templo messiânico definitivo que ainda estava por vir e incentiva as pessoas com a promessa de paz, prosperidade, governo divino e bênçãos ainda maiores durante o milênio. Dado a nossa limitação, nem sempre conseguimos enxergar a grandeza dessas bênçãos porque ficamos focados apenas nas bênçãos materiais.


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