Lição 4 - Cristo nos ensinou a misericórdia - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


Lição 4 - Cristo nos ensinou a misericórdia

Lição 4 - Cristo nos ensinou a misericórdia
Lição 4 - Cristo nos ensinou a misericórdia

Lições Bíblicas Adolescentes - Professor: 4º Trimestre 2023

Revista: Amor na Vida Cristã – CPAD

Comentarista: Daniele Soares

LEITURA BÍBLICA

João 11.17-27

A MENSAGEM

Jesus chorou. João 11.35

DEVOCIONAL

Segunda » 1 Rs 17.17-22

Terça » 2 Rs 4.16-37

Quarta » Jó 11-13

Quinta » Sl 23.4

Sexta » Ec 7.1

Sábado » 1Co 15.55


Objetivos

1. DESTACAR o afeto de Jesus por seus amigos durante o seu ministério terreno;

2. EXPLICAR a importância de demonstrar respeito pelo luto do próximo,

3. MOSTRAR de que forma o crente deve lidar com o luto.


EI PROFESSOR!

Caro (a) professor  (a), a Palavra de Deus nos ensina que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Elas se renovam a cada manhã, pois grande é a fidelidade do Senhor para conosco (Lm 3.22,23). Do mesmo modo como o Senhor estende a sua misericórdia sobre nós, devemos estendê-la sobre a vida dos que mais precisam. O momento do luto, por exemplo, é muito difícil, pois trata-se da separação do convívio de pessoas que amamos. Agir com misericórdia em relação à dor do próximo é uma forma de demonstrar que nos importamos com ele. Assim sendo, converse com seus alunos sobre o luto e mostre-lhes de que forma a Bíblia orienta a lidar com esse momento tão difícil O Espírito Santo tem o consolo de que precisamos nessas horas.

 

PONTO DE PARTIDA

Professor (a), inicie a sua aula compartilhando com os seus alunos algum testemunho em que a misericórdia do Senhor se fez presente quando você imaginou que não havia mais solução para a situação. Mostre-os, a partir do seu exemplo, que a primeira pessoa que deve ser alvo de misericórdia somos nós mesmos. Muitas vezes, temos facilidade em perdoar ou exercer a misericórdia em relação ao próximo.

 

Contudo, não temos o mesmo comportamento em relação às nossas ações. Explique aos seus alunos que eles não podem ser rigorosos consigo mesmos, haja vista que esse tipo de atitude não faz bem para a autoestima. Uma mente saudável exercita o amor-próprio e mostra disposição para melhorar sempre.

 

Vamos Descobrir

Você sabia que Jesus chorou quando um amigo morreu? Não é incrível pensar que Deus, embora seja o Criador Todo-Poderoso e mantenedor de todo o universo, entenda o que é o sofrimento humano? Se o próprio Deus manifesta misericórdia por aqueles que estão angustiados, não deveríamos nós também nos preocuparmos com essa atitude de amor?

 

Hora de Aprender

Na última aula, aprendemos sobre a compaixão para com as pessoas enfermas. Hoje, falaremos sobre o exercício da misericórdia. De acordo com o Dicionário Caldas Aulete, misericórdia diz respeito ao “sentimento de dor e solidariedade causado pela miséria alheia”. Nesta lição, focaremos nos casos em que há tristeza em razão do luto. Devemos demonstrar misericórdia em favor daqueles que perderam alguém querido.

🙌LEIA TAMBÉM:

O sétimo sinal: Jesus ressuscita Lázaro

A amizade de Jesus com uma família de Betânia

O Milagre da Ressurreição de Lázaro

 

I - JESUS E SEU AMIGO LÁZARO

Jesus fez amigos enquanto exerceu seu ministério terreno. Alguns deles foram os irmãos Lázaro, Marta e Maria. Eles moravam em Betânia, perto de Jerusalém, e Jesus os visitava com frequência. Certo dia, Lázaro ficou doente e suas irmãs pediram para avisarem a Jesus. No entanto, o Mestre estava a dois dias de viagem de distância e, certamente, demoraria a chegar (Jo 11.6,7).

 

1.1. A notícia do amigo doente.

Ao receber a notícia, Jesus decidiu ir até Betânia com seus discípulos. Mas, antes de eles chegarem, Lázaro não sobreviveu à enfermidade e acabou falecendo. Quando Jesus estava chegando ao povoado. Marta e algumas visitas o encontraram (Jo 11.17-19). Na tradição judaica, o ritual do funerário durava sete dias, então, as pessoas chegavam e prestavam seus sentimentos à família. Por isso, eram muitos os que estavam com Marta e Maria em sua casa, chorando e consolando pela perda de Lázaro.

 

1.2. Jesus se compadeceu.

Ao ver a angústia da separação entre as pessoas daquela família, Jesus chorou com elas (Jo 11.35). Não podemos nos esquecer de que Jesus, embora tivesse a essência divina, encontrava-se perfeitamente na condição humana. Uma das características do ser humano é expressar a tristeza com lágrimas, e Jesus teve essa experiência no tempo da encarnação.

 

Lázaro tinha sido enterrado há quatro dias e Marta parecia chateada com o atraso de Jesus. Ela declarou ao Mestre: “Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido!’’ (Jo 11.21). E a resposta de Jesus a Marta foi: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). O Mestre aceitou a queixa de Marta porque conhecia a sua dor. Assim, devemos ter paciência para com aqueles que sofrem com a perda familiar.

 

I - AUXÍLIO DIDÁTICO

“Autopercepção. Conhecer as próprias emoções ou gerenciar a si mesmo é o primeiro pilar da teoria da inteligência emocional. Esse pilar é considerado o mais importante, pois suas competências foram a base necessária para desenvolvermos os outros. A autopercepção envolve identificar e analisar crenças, atitudes, sentimentos e valores pessoais.

 

Quem possui autoconsciência emocional é capaz de identificar as emoções que sente e por que as sente, entende a ligação entre o que sente e o que pensa, e reconhece como as emoções afetam suas ações. A prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha controle sobre suas emoções, independentemente de serem positivas ou não.

 

Quanto mais o indivíduo se expressa emocionalmente e o ambiente aceita essa expressão, mais contato ele tem com a sua inteligência emocional e mais confiante se torna. ‘As pessoas mais seguras acerca de seus próprios sentimentos são os melhores pilotos de suas vidas, tendo consciência maior de como se sentem em relação a decisões pessoais, desde com quem se casar a que emprego aceitar’ (GOLEMAN). Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos. Quando somos capazes de fazer essa análise conseguimos evitar sentimentos de baixa autoestima, de ansiedade, de medo, de inquietude, de frustração, entre outros” (LOPES, Jamiel. Psicologia Aplicada à Educação Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2020, p. 50).

 

II - RESPEITO PELO LUTO

Além de aprendermos sobre o poder de Deus, o acolhimento de Jesus nos ensina o quanto é importante estar presente com as pessoas que perdem seus entes queridos.


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2.1. A importância de estar presente.

Ao chorar, Jesus demonstrou não só seu amor por Lázaro, bem como também refletiu o sentimento solidário em relação à dor daqueles que o amavam. Luto é a tristeza pelo falecimento de alguém, é perceber que ele está sofrendo. Nesse sentido, a presença de Jesus junto da família de Lázaro era uma forma de expressar que o Mestre se preocupava com a dor que eles estavam sentindo (Jo 11.33-36). Sabemos que a dor da separação é muito pessoal, pois cada um reage de uma forma diferente à perda. Por essa razão, devemos apoiar os enlutados da mesma maneira que o Senhor Jesus apoiou.

 

2.2. Uma demonstração de misericórdia.

Ao nos importarmos com a dor do Luto sofrida pelo próximo, agimos com misericórdia e mostramos que respeitamos o momento difícil pelo qual a outra pessoa está passando. O apóstolo Paulo nos ensina a dizer palavras de esperança aos familiares no momento de luto. Pela Palavra de Deus, sabemos que haverá o reencontro entre os salvos e Cristo (1 Ts 4.13-18). No dia da Volta de nosso Senhor, os mortos ressuscitarão primeiro e os vivos serão transformados pelo poder de Deus. Ao final, todos juntos encontrarão com o Senhor nas nuvens. Essa é uma mensagem de esperança que deve ser compartilhada.

 

II - AUXÍLIO DEVOCIONAL

Tipos de separação. A morte indicando uma separação é uma das consequências do pecado (Gn 2.17; Rm 6.232). […] De acordo com Pearlman (1991, pp. 94,95), a primeira [morte física] corresponde à separação da alma do corpo. Segundo o autor,'[…] a dissolução física era uma indicação do desagrado de Deus, do fato que o homem estava sem contato com a Fonte da vida’. Quanto ao alcance e abrangência da morte física, não há distinção entre salvos e não salvos.

 

[…] A segunda [espiritual], de acordo com Thiessen (1999, p. 193), e a separação entre a alma e Deus. O castigo anunciado no Éden, que recaiu sobre a raça humana, é primariamente esta morte da alma’. Erickson (1998), p. 253) reforça essa ideia quando afirma que ‘o pecado é uma barreira para o relacionamento entre Deus e os seres humanos’.

 

[…] A terceira (eterna) é simplesmente a extensão e a finalização da morte espiritual. De acordo com Erickson (1998, p. 253): ‘Se alguém chega à morte física estando ainda espiritualmente morto, separado de Deus, esta condição torna-se permanente’” (SILVA, Gil M. O Significado da Morte. Rio de Janeiro: CPAD, 2020, pp. 28,29,33,37).


III - AGINDO COM MISERICÓRDIA NO LUTO

Ao recebermos a notícia da morte de alguém, é gentil de nossa parte entrar em contato com os familiares para manifestarmos nossos sentimentos ou, simplesmente, estar presentes. Embora seja um pequeno gesto trata-se de demostrar amor e misericórdia por aqueles que estão aflitos.

 

3.1. Lidando com a tristeza.

Caro (a) adolescente, se você estiver vivendo o luto, entregue sua tristeza a Deus em oração. Aproxime-se daquelas pessoas que te amam e são boa companhia. Seja gentil também com você mesmo e descanse no Senhor. O Espírito Santo, nosso Consolador, cuidará do seu coração (Jo 14.16-18).

 

3.2. Vivendo o luto.

Uma das maiores dores que podemos sentir, certamente, é a separação de alguém que amamos muito. Por essa razão, é necessário se permitir viver o luto. Especialistas da área da saúde mental já admitem que o luto é necessário para que a pessoa possa enfrentar o trauma da perda de um ente querido e tenha condições de se recompor para seguir em frente. Nesse sentido, é fundamental que o crente aceite a vontade de Deus e creia que o Senhor tem todo o domínio, inclusive, sobre a morte (Jo 11.25).

 

III – AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Jesus tem o poder sobre a vida e a morte, bem como o poder de perdoar pecados, porque Ele é o Criador da vida” (Jo 14.6). Ele é a vida e pode certamente restaurá-la. Quem crê em Cristo tem uma vida espiritual que a morte não é capaz de vencer ou diminuir. Quando reconhecemos o poder de Jesus quão maravilhosa é a oferta que nos faz, como podemos ser capazes de não nos comprometermos com Ele? Nós, os que cremos, temos uma segurança e uma certeza maravilhosa: ‘Porque eu vivo, e vós vivereis’ (14.19), […] João enfatiza que temos um Deus que se importa conosco, a ponto de demonstrar toda sua comoção publicamente. Esta descrição contrasta com o conceito grego comum naquela época de que os deuses eram indiferentes, não se envolviam com os seres humanos.

 

Mas Jesus demonstrou muitas emoções (compaixão, indignação, tristeza e até mesmo frustração). Muitas vezes, Jesus expressou profundos sentimentos; jamais devemos ter medo de revelar nossos verdadeiros sentimentos a Ele, pois Jesus os entende, porque os experimentou. Seja honesto e não tente esconder qualquer coisa de seu Salvador! Ele se importa com você!” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 1440,1441).

 

CONCLUSÃO

Amar é colocar sentimento em ação. Ao vermos alguém sofrendo porque algum ente querido faleceu, devemos agir com misericórdia, porque Jesus agiu dessa forma e nos deixou o exemplo.

 

Pense Nisso

Os salvos em Jesus Cristo se reencontrarão quando Jesus voltar para buscar a sua Igreja. Portanto, é necessário pregar o Evangelho para que as pessoas aceitem Jesus como Salvador, e dessa forma, poderão desfrutar da alegria plena quando ocorrer o Arrebatamento dos salvos

 

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