LIÇÃO 7 Fé para Crer que Deus Fala por meio da Profecia

🎓 Classe: JOVENS Revista: Do professor - CPAD

Trimestre: 4° de 2023

Título: A Prova da Vossa Fé: Vencendo a Incredulidade para uma Vida Bem-Sucedida

Comentarista: Pr. Eduardo Leandro Alves

TEXTO PRINCIPAL

 "Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação." (1 Co 14.3)

RESUMO DA LIÇÃO

As profecias são os oráculos de Deus, que manifestam sua vontade soberana para a humanidade.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA -1 Rs 8.56 Nem uma só palavra falhou TERÇA - Sl 111.7 Fiéis são os mandamentos do Senhor

QUARTA - Ez 12.25 Deus fala e cumpre

QUINTA - Lc 21.33 As palavras do Senhor são eternas SEXTA - 1Tm 1.3,4 Não dê ouvidos às fábulas

SÁBADO - 1Tm 4.9 Fiel é a palavra que procede de Deus

 

OBJETIVOS

■EXPLICAR a singularidade dos profetas do Antigo Testamento;

■DESTACAR o ministério profético no Novo Testamento;

■COMPREENDER a importância da profecia bíblica.

 

INTERAÇÃO

Prezado (a) professor (a), na lição deste domingo estudaremos a respeito do profetismo no Antigo Testamento. Veremos o dom de profecia e a responsabilidade da igreja como portadora de uma mensagem profética.


No decorrer da lição enfatize que os profetas foram instrumentos divinos para revelar aos reis, sacerdotes e ao povo a apostasia, o pecado e o caminho de volta para o Senhor. Eles também revelaram a humanidade, como o profeta Isaías, o plano de salvação na pessoa de Jesus Cristo. Por essa razão devemos considerar “a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração" (2 Pe 1.19).


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), sugerimos que seja feito um resumo a respeito da função do profeta. Reproduza o esquema abaixo no quadro. Explique à classe que a igreja precisa da profecia e que a Palavra de Deus nos aconselha a não desprezá-la. Todavia, precisamos examinar tudo com sabedoria. Leia com seus alunos 1 Tessalonicenses 5.19,20. Enfatize que atualmente muitos falsos profetas tem se levantado para levar os crentes fiéis à apostasia, por isso precisamos estar alertas e vigilantes.

Os crentes precisam aprender a julgar as profecias e discernir os espíritos, mas para isso é necessário conhecer a Palavra de Deus, pois toda profecia precisa ser confrontada com a Bíblia, já que o nosso Deus nunca se contradiz.


O PROFETA

Definição: “Aquele que fala em lugar de outrem"; porta-voz de Deus.

Função: Proclamar os oráculos de Deus.

Prova de autenticidade: Deuteronômio 18.21,22.

Início do ministério dos profetas: Moisés iniciou o ofício profético em Israel (Nm 11.25, 26).

Quem poderia ser profeta: Qualquer pessoa, desde que tivesse uma chamada divina específica.

Classificação dos profetas: Clássicos ou profetas escritores.


TEXTO BÍBLICO

2 Pedro 1.16-21

16 Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade,

17 Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido.

18 E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.

19 E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração.

20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.

21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

 

INTRODUÇÃO

Estamos vivendo em uma sociedade que deseja desacreditar a fé cristã. Isso ocorre por meio de severos ataques às Escrituras Sagradas. Muitos, erroneamente, dizem que a Bíblia precisa ser atualizada para o nosso tempo, devido as recentes inquietações e demandas sociais. Mas cremos que a Palavra de Deus é imutável, eterna e seus preceitos são para os seres humanos de todos os tempos.


Nesta lição, estudaremos a respeito do profetismo no Antigo Testamento, o dom de profecia, a responsabilidade da Igreja como portadora da mensagem profética e princípios de interpretação das profecias bíblicas. Você verá que as profecias fazem parte da revelação que Deus dá ao seu povo.

 

I - OS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO

1. O profetismo.

Vamos iniciar o tópico fazendo algumas indagações. Elas são importantes para que tenhamos uma compreensão melhor da temática da lição. Então, vamos à primeira pergunta: “Você sabe o que significa profetismo?"

Segundo os teólogos, profetismo, é um movimento que surgiu no século VIII a. C„ em Israel. “Qual era o propósito desse movimento?” Restaurar o monoteísmo hebreu, combatendo assim a idolatria e como consequência da fidelidade a Deus, denunciar e corrigir as injustiças sociais e acendera esperança messiânica do povo. “Quem eram os profetas do Antigo Testamento?" Eram pessoas vocacionadas pelo Senhor e autorizadas por Ele para falar em seu nome (Ez 2.1-10).


Eram os porta-vozes de Deus que, em tempos difíceis de idolatria e apostasia, tinham uma importante missão: denunciar o pecado, conduzir o povo ao arrependimento e para mais perto de Deus. O profeta era o “contrapeso" entre a realeza e Deus. O ministério, a vocação, destes homens e mulheres não dependia da tribo em que nasceram, nem da posição social ou capacidade intelectual. A escolha era um ato soberano da vontade de Deus. Os profetas podem ser vistos desde o início do povo hebreu (Gn 20.7: Nm 11.25,26; Dt 34,10) e eles serviram como verdadeiros canais de comunicação entre Deus e o seu povo.


2. Moisés, inicia o ofício profético em Israel.

Moisés tinha uma grande missão: conduzir o povo até a Terra Prometida. Como ele não poderia exercer seu trabalho sozinho, setenta anciãos foram chamados e separados para ajudá-lo (Nm 11.24-29). Foi assim que Deus repartiu o Espírito que estava sobre Moisés entre estes setentas anciãos do povo. As Escrituras afirmam que “quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram" (Nm 11.25), Foi com estes setenta homens que teve início o que mais tarde foi denominado de ministério profético em Israel.


3. Os desígnios do ministério profético.

Deus usou homens e mulheres como profetas no Antigo Testamento, como Débora e Hulda, Jeremias, Isaías, Amós, etc. Estes tinham como objetivo:

a) defendera pureza do monoteísmo (do culto a Javé) contra as contaminações idólatras:

b) exortar o povo à santidade:

c) combater as desordens sociais, principalmente a opressão contra os humildes:

d) opor-se ao formalismo religioso, demonstrando a necessidade de se ter um espírito sincero (cf. Is 1);

e) anunciar os justos castigos de Deus, em consequência dos pecados cometidos e

f) oferecer a perspectiva de um futuro melhor (Is 53:66).


SUBSÍDIOS 1

“Para um melhor entendimento da origem divina da instituição profética, a passagem chave está em Deuteronômio 18.9-22. Em contrapartida à contínua atividade dos adivinhadores e vaticina- dores cananeus, Deus prometeu enviar a Israel seus profetas, Portanto, Israel não seria compelida a lançar mão de meios humanos para obter informações sobre a vida e a morte. Antes, a nação deveria dar ouvidos aos profetas que iriam declarar as verdadeiras Palavras de Deus. Dessa forma, assim como Moisés, ele seria um mediador entre Deus e a nação. Da mesma forma como o sacerdote representava o povo perante Deus, também o profeta representava Deus perante o povo. Entretanto nenhum dos profetas foi uma cópia exata de Moisés. Somente com a vinda de Cristo eles conheceram aquele grande Profeta que fora verdadeiramente representado por Moisés, aquele que conhecia a Deus Pai face a face (Dt 34.10).


Em Hebreus 3.1-6, existe um grande contraste entre Moisés e Cristo, Na casa de Deus, isto é, na divina organização ou dispensação, Moisés era fiel servo, mas Cristo está acima da casa como Filho. A era do Antigo Testamento, ou Era Mosaica, ficou aqui estabelecida como testemunha do período do Novo Testamento. Nesse sentido, todo o designo mosaico pode ser considerado como típico e preparatório de uma nova época, E nesse designo de aspecto e preparação, Moisés foi a maior figura, o único que era realmente parecido com Cristo.”

 

II - O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO NOVO TESTAMENTO

1. Jesus Cristo, o Profeta.

As Escrituras Sagradas afirmam que Jesus foi o Profeta por excelência. Segundo Lucas, Ele foi o grande profeta (Lc 716) e João o retrata como o profeta que deveria de vir ao mundo e que salva as nações (Jo 3.16; 6.14). Jesus falava e agia segundo a vontade de seu Pai, mesmo sendo Deus (Jo 1.1,14) e esta é uma característica da profecia bíblica: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento o profeta era um porta-voz de Deus. Não falavam o que desejavam, mas o que o Senhor ordenava.

 

2.  O dom de profecia.

O dom de profecia é diferente do ministério profético. Dom é uma manifestação momentânea e sobrenatural do Espírito Santo, como um dos dons espirituais prometidos em Joel 2.28-32.


A profecia, assim como todos os dons, segundo Paulo em sua Carta aos Efésios (Ef 4.11-14). têm por finalidade o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do Corpo de Cristo (1 Co 14.3-5). É importante ressaltar que 0 dom de profecia, neste tempo, não é infalível. Logo, a profecia deve ser corrigida e julgada: “e falem dois ou três profetas, e os outros julguem” (1 Co 14 29).


3. A Igreja como voz profética.

O profetismo como conhecemos no Antigo Testamento findou-se com João Batista. Mas os dons são concedidos à Igreja pelo Espírito Santo. Podemos afirmar que a Igreja possui uma mensagem profética: anunciar Cristo (evangelizar) e ensinar (discipular) até que Cristo venha (Mt 28.19,20). Deus nunca deixou de falar com seu povo e Ele continua falando conosco. Mas será que estamos atentos à sua voz? Será que queremos realmente ouvir o que o Mestre tem para nós?


SUBSÍDIO 2

“Os profetas continuaram a desempenhar um papel importante na Igreja no Novo Testamento. Paulo escreve que a Igreja, a Casa de Deus, foi edificada 'sobre os fundamentos dos apóstolos e dos profetas' (Ef 2.20), e que o ministério da igual posição dos gentios no Corpo de Cristo foi ‘revelado pelo Espírito aos seus santos profetas' (Ef 3.5). Havia homens conhecidos como 'profetas' especialmente escolhidos para o constante e regular ministério da profecia (Ef 4.11), Depois dos próprios apóstolos, eles eram os ministros que ocupavam a mais elevada posição na Igreja primitiva (1 Co 12,28). Tais profetas permaneceram em evidência ao longo do livro de Atos. Seu ministério era geralmente duplo: o de pronunciar (proclamar), e o de prever (prenunciar).


[...] Eles forneciam direção espiritual à Igreja de Antioquia porque, evidentemente, através de um deles o Espírito Santo dava ordens relativas ao futuro trabalho evangelístico de Barnabé e Saulo (At 13.1-4). O trabalho de dois outros profetas era exortar (ou 'consolar') e fortalecer os irmãos (At 15.32), e era semelhante às funções das profecias relacionadas em 1 Coríntios 143, isto é, edificação, exortação e consolo.


Em uma reunião da Igreja, um profeta poderia receber uma revelação que seria compartilhada com os crentes reunidos (1 Co 14.30). Em primeiro lugar, a mensagem de um profeta deve ser julgada pelos outros profetas presentes (1 Co 14.29), e depois pelos demais crentes. Este julgamento é feito comparando a mensagem do profeta com os ensinos dos apóstolos, que são depositários absolutos da Palavra de Deus.

 

III - ENTENDENDO A PROFECIA BÍBLICA

1. Princípios de interpretação.

Você sabe o que significa hermenêutica? Ela é a "disciplina que investiga os princípios de interpretação das Escrituras Sagradas."

Os princípios a serem utilizados na interpretação de profecias são os mesmos utilizados na interpretação geral das Escrituras:


a) toda a Escritura deve ser entendida de acordo com o seu sentido-literal, usual e comum, com exceção do contexto no qual seja indicado claramente que a declaração seja simbólica;

b) a interpretação da linguagem simbólica é normalmente esclarecida pela referência a outras passagens bíblicas:

c) Deus marcou tempos definidos para Israel e para as nações;

d) a Escritura não especifica o dia e a hora do arrebatamento; a mensagem do profeta é para o seu próprio tempo e para as gerações que se seguem.


2. O método literal.

Essa abordagem parte do princípio de que o escritor do texto bíblico escreveu a sua profecia para ser compreendida como qualquer outro tipo de obra escrita. O método literal não ignora o fato de que a profecia possui símbolos e figuras de linguagem, no entanto os interpreta como uma indicação de uma verdade literal.

 

3. O problema do método pós-moderno.

Com base em discussões filosóficas e literárias, muitos propõem uma leitura bíblica que, inicialmente pode ser muito interessante, a saber, a proposta de dar um novo significado ao texto bíblico para as questões de nosso tempo.


O problema é que nesse caminho está o questionamento da autoridade do texto, a sua inspiração e suficiência. Cremos que "toda a Escritura é inspirada para ensinar" e que Deus se revela ao homem mediante as profecias que estão na sua Palavra. Toda a Escritura é inspirada e não apenas parte dela.


O Pentecostalismo tem, ao longo dos anos, contribuído para uma forma de leitura bíblica correta. Sem a ação do Espírito Santo não conseguimos ter uma compreensão e nem fazer uma hermenêutica correta de nenhuma parte das Escrituras Sagradas. Cremos na atuação do Consolador para nos ajudar a entender os textos bíblicos e também usar pessoas em nosso tempo como profetas que falaram em nome do Senhor.


Alguns métodos de interpretação, como por exemplo o pós-moderno, dá ao leitor a "autoridade" de decidir o significado do texto. Isso pode ser até muito interessante para uma obra de ficção, um romance, mas não se tratando do texto bíblico, que é a nossa regra de fé e prática. Se cada leitor der o seu próprio significado ao texto, teremos tantos significados quanto forem os seus leitores. Daí para a incoerência ou o erro é um salto.


CONCLUSÃO

Deus deseja o crescimento da sua Igreja e a edificação dos santos e para isso Ele continua usando os seus profetas. No entanto, toda a profecia na atualidade deve ser submetida ao crivo das Sagradas Escrituras. Creia que Deus nos ama e deseja se comunicar conosco mediante a sua inerrante Palavra, que é eterna e que não precisa e jamais precisará de nenhum tipo de "reforma”, ou atualização.


HORA DA REVISÃO

1. O que é profetismo?

Segundo os teólogos é um movimento que surgiu no século VIII a. C., em Israel.

2. Qual o propósito do profetismo?

Restaurar o monoteísmo hebreu, combatendo assim a idolatria. Entretanto o movimento também tinha como objetivos denunciar as injustiças sociais e acender a esperança messiânica do povo.

3. Quem iniciou o ofício profético em Israel?

Moisés.

4. Quem foi o Profeta por Excelência?

Jesus Cristo.

5. Defina, segundo a lição, o dom de profecia.

O dom de profecia é diferente do ministério profético. Dom é uma manifestação momentânea e sobrenatural do Espírito Santo.


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