Lição 3 - Cristo nos ensinou a compaixão - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


Lição 3 - Cristo nos ensinou a compaixão

Lição 3 - Cristo nos ensinou a compaixão

Lições Bíblicas Adolescentes - Professor 4º Trimestre 2023

Revista: Amor na Vida Cristã – CPAD

Comentarista: Daniele Soares

LEITURA BÍBLICA

Mateus 8.1-13

A MENSAGEM

[…] Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Isaías 53.5


Devocional

Segunda » Êx >26

Terça » 2 Rs 20 .1-11

Quarta » Sl 116.1-7

Quinta » Pv 15.30

Sexta » Jo 10.10

Sábado » Ap 22.2


Objetivos

1. RESSALTAR que a cura era uma forma de Jesus demonstrar compaixão pelos doentes

2. ELENCAR que Jesus Cristo exemplifica o modo como devemos exercitar a solidariedade;

3. DELINEAR que a oração pelos enfermos é um dever cristão.


Ei Professor!

Querido (a) professor(a), a vida de nosso Senhor, durante o tempo de seu ministério terreno, foi marcada por demonstrações de compaixão para com os pecadores. Esse comportamento era resultado do amor do Pai que transborda em Jesus. Ele, de fato, se preocupava com o bem-estar das pessoas e operava os milagres, mesmo sabendo que muitos que o seguiam não permaneceriam na fé.

O apóstolo Paulo instrui na Carta aos Filipenses que deve haver em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que mesmo sendo em forma de Deus, não buscou usurpar a glória de Deus, mas foi humilde (Fp 2.5-7). Nesta lição, chame a atenção dos seus alunos para uma profunda reflexão sobre o exercício da compaixão. Como seguidores de Cristo, devemos andar como Ele andou. Boa aula!


Ponto de Partida

Professor (a), o assunto desta lição despertará em seus alunos algumas dúvidas no tocante ao exercício da compaixão para com os necessitados. Muitos se perguntam até que ponto a igreja deve intervir e atuar para com os enfermos. Nesse caso, é fundamental que a igreja visite, ore e transmita uma palavra de conforto não apenas para o familiar doente, mas, também, para a família que sente os impactos da enfermidade. Explique aos seus alunos que o exercício da compaixão vai além do discurso. É preciso demonstrá-la com ações que mostrem ao enfermo que há um compromisso sincero com o seu bem-estar. Abra espaço para os alunos expressarem suas impressões sobre o assunto.


Vamos Descobrir

Você já parou para pensar no grande poder de Deus? Estamos acostumados a ouvir que Jesus é o Salvador, que Ele perdoa os nossos pecados e nos dá a vida eterna, certo? Não parece que se trata, simplesmente, de uma questão espiritual? Na verdade, a salvação de Jesus é espiritual e, também , física. Nosso Deus entende o sofrimento humano e tem compaixão por nós. Ao observarmos os Evangelhos, podemos perceber como Jesus tratou dos doentes e dos necessitados.

Hora de Aprender

Os Evangelhos nos contam que Jesus realizou muitos milagres durante o tempo em esteve neste mundo. Você sabe o que é a encarnação de Cristo? É quando Jesus, o próprio Deus, nasceu e viveu na terra em um corpo humano com o propósito de morrer por nós e ressuscitar para nos dar a vida eterna (Jo 1.14; Fp 2.5-11). Pois, então, durante o seu ministério terreno, Jesus viajava com seus discípulos pelas cidades e curava muitos doentes. Com essas histórias, aprendemos sobre a compaixão de Deus, o Criador.


I - JESUS CURA OS DOENTES

Um dos milagres de cura aconteceu depois do ensino no Sermão do Monte a respeito da compaixão (Mt 5.7). Após descer do monte, um leproso correu até Jesus e pediu pela cura. Interessante a maneira como o leproso faz o pedido: “— Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser” (M t 8.2). A resposta de Jesus, acompanhada do seu toque de compaixão, é simples: “Sim, eu quero. Você está curado” (v. 3).


1.1. A cura de um empregado do oficial romano.

Há outro milagre que aparece na sequência do Evangelho de Mateus. Ao entrar em Cafarnaum, Jesus se deparou com um oficial romano que lhe pediu pela cura do seu empregado. A situação era tão grave que o doente ficou de cama e nem conseguiu acompanhar seu patrão. O romano argumentou que Jesus nem precisaria ir até ao seu empregado, bastava apenas dar uma ordem e a doença iria embora. Jesus ficou admirado com tamanha fé e respondeu: — Vá para casa, pois será feito como você crê (Mt 8.13). Dito e feito, o empregado sarou!

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1.2. A cura do leproso.

Observe que na primeira história (Mt 8.1-4), o leproso estava próximo de Jesus. Nesse caso, a cura ocorre pelo toque e pelas palavras dEle. Na outra situação, o doente está longe, em outra localização e, mesmo assim, ficou livre da doença porque o Senhor agiu à distância. Portanto, não há impossível para Deus quando cremos e pedimos com fé.


I – AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Se alguma vez nos perguntamos se o ministério do Evangelho deve se concentrar somente na pregação da salvação, ou se deve envolver a satisfação de uma grande variedade de necessidades humanas, aqui está a nossa resposta. Seguimos o exemplo de Jesus Os leprosos, nos tempos bíblicos, não eram apenas doentes, mas também eram párias sociais. Eram privados de qualquer contato normal com pessoas saudáveis, e sofriam, não apenas pela sua doença, mas também por isolamento e rejeição. Quando uma pessoa leprosa veio até Jesus, o texto diz que Ele foi ‘movido de grande compaixão’. A palavra grega indica que Cristo ficou profundamente comovido.


Mas indica mais do que isso. Ela sugere uma empatia, e uma reação emocional, que leva uma pessoa a agir. Com a sua ação, Jesus não apenas curou a lepra, mas também tocou o Leproso. Cristo percebia a necessidade de curar, mas também percebia a necessidade deste homem rejeitado pelo toque de outra mão humana. O amor de Cristo o levou a atender à necessidade psicológica, e também à física e a espiritual. Nenhum ser humano deve ser ignorado por aqueles cuja missão é apresentar outras pessoas a Jesus Cristo, pois o interesse de Cristo se estende a cada necessidade que um ser humano pode ter” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 597).


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II - AJUDANDO OS ENFERMOS

Compaixão, de acordo com a definição do Dicionário Caldas Aulete é: “Sentimento de pesar, pena e simpatia para com o sofrimento de outrem , associado ao desejo de confortá-lo, ajudá-lo etc.” Em várias ocasiões, vemos que Jesus viu a dor daquelas pessoas e demonstrou esse sentimento para com os doentes.


2.1. Jesus é nosso modelo de como devemos viver. Jesus agia com ­compaixão em relação às pessoas doentes. Nós, como discípulos do Senhor, devemos seguir seu exemplo. É um assunto que podemos trazer em oração, pedir ao Espírito Santo que nos encha de compaixão para orar por aqueles que estão enfermos. Além disso, lemos nos Evangelhos alguns casos de pessoas que ajudaram os enfermos. Essas histórias nos mostram que podemos demonstrar compaixão com atitudes: ajudando-as a encontrar a cura para suas enfermidades.


2.2. O paralítico de Cafarnaum.

Um certo dia, Jesus estava pregando numa casa em Cafarnaum. O Evangelho de Marcos nos conta que quatro homens levaram um paralítico até a casa onde Jesus estava (Mc 2.1-3). Como havia muita gente em volta de Jesus, não conseguiram se aproximar. Então, “fizeram um buraco no telhado da casa, em cima do lugar onde Jesus estava, e pela abertura desceram o doente deitado na sua cama ” (2.4). Diante da situação, Jesus disse: “levante-se, pegue a sua cama e vá para casa” (2.11).


Marcos nos conta que Jesus viu a fé daqueles homens (2.5 ). Olha que lindo gesto de compaixão! Eles sabiam onde o Mestre estaria e não pouparam esforços para carregar o amigo até Jesus. Aqueles homens se compadeceram do amigo enfermo, ajudaram -no a encontrar a solução e tiveram fé que o Filho de Deus poderia curá-lo.


Agir com compaixão exige de nós uma atitude de amor e compromisso com a pessoa. Aprendemos com esses homens que, em algumas situações, precisamos dedicar um pouco do nosso tempo para ajudar quem está doente. Seja para levar ao médico ou visitar os internados no hospital; seja para passar um tempo ao lado da pessoa na intenção de conversar e orar por ela, Deus quer nos usar para ajudá-las.


II - AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Raramente encontramos a palavra ‘misericórdia’ nas versões inglesas do Antigo Testamento. Geralmente, as palavras hebraicas relacionadas com este conceito são traduzidas através de outros termos. A ideia básica, entretanto, está expressa por meio de duas importantes palavras hebraicas.


Raham indica o amor de um superior por um inferior. Esse amor é profundo e leva o superior a ajudar o inferior quando este está necessitado. Essa palavra hebraica é frequentemente traduzida como ‘amor’ ou ‘compaixão’. A outra palavra hebraica é hanan. Ela enfoca a nossa atenção na resposta de uma pessoa que é capaz de ajudar outra que está necessitada. Embora a pessoa necessitada não tenha o ‘direito’ de esperar ajuda, a outra é levada pelos seus sentimentos a agir espontaneamente. Esta palavra hebraica é frequentemente traduzida como ‘graça’ ou ‘bondade’.


[…] Ao chegarmos ao Novo Testamento, o conceito de ‘misericórdia’ pode ser entendido sob um foco mais nítido. A palavra grega eleos é mais precisa e melhor definida. A misericórdia é uma resposta compassiva; ela envolve a participação no sentimento de alguém que esteja sofrendo, e procura ajudá-lo. Podemos ver esse sentimento traduzido nas palavras dos sofredores que desesperadamente apelam a Jesus: ‘Tem misericórdia’ (Mt 15.22; 17.15). E podemos ver misericórdia na resposta imediata e consistente de Cristo a estas súplicas” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 1290,1291).

III - ORANDO PELOS ENFERMOS

Tiago recomenda em sua Carta que podemos chamar a liderança da igreja para ungir as pessoas enfermas e orar por elas em nome de Jesus (Tg 5.14). “A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder” (Tg 5.16b). Da mesma forma que o Senhor curou no passado, Ele cura também no presente. Devemos crer que o Senhor continua operando maravilhas.


3.1 Orando pelos enfermos.

Devemos interceder, continuamente, pelas pessoas enfermas. Você pode dedicar uns minutos do seu dia para orar por aqueles que estão no hospital ou se recuperando em casa. Fique atento aos pedidos de oração pelos doentes e procure saber se você pode fazer mais pela pessoa, além de orar por ela.


3.2. Fé ao orarmos.

Às vezes, pode ser você a pessoa enferma, e as histórias dos Evangelhos também ensinam como fazer nesse caso. Tenha fé no Deus Todo Poderoso que Ele pode operar a cura. Não fique com vergonha, peça ajuda em oração às pessoas ao seu redor. Caso seja um tratamento, ore para que Deus ilumine o diagnóstico e a prescrição do médico. Siga, corretamente, as orientações médicas. E lembre-se de que, quando se recebe a cura, é importante agradecer a Deus.


III - AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Essas instruções a respeito de orações pelos enfermos e da unção com óleo têm uma importância particular para os cristãos pentecostais e carismáticos. Não só os ‘presbíteros’ da igreja têm a responsabilidade de orar pelos demais membros (Tg 5.14), mas todos os cristãos têm o dever de orar uns pelos outros, para que sejam curados (v. 16). Esse dever não pode ser delegado exclusivamente àqueles que têm o dom espiritual de curar.


O papel específico dos ‘presbíteros’ como sendo daqueles que ‘ungem com óleo’, sugere que Tiago acreditava que esse ato tem uma importância religiosa especial. Embora o óleo fosse muito usado para fins medicinais no mundo greco-romano (cf. Lc 10.32,33), referências à unção com óleo presentes no Novo Testamento, ao lado de orações pelos enfermos (somente nesta passagem e em Mc 6.13), não indicam que esse ato tivesse o propósito de ser uma terapêutica medicinal. Provavelmente, Tiago esteja dizendo que ungir com óleo tenha um simbolismo religioso, não sendo meramente um ponto de contato físico para a fé de alguém.


Da mesma forma que os antigos sacerdotes de Israel ungiam as pessoas e as coisas com óleo para separá-las para Deus (por exemplo, Êx 40.9-15; conforme o uso metafórico da unção em Lc 4.18,19; 2 Co 1.21,22), a unção dos enfermos pode simbolizar que estão sendo separados para receberem o cuidado especial de Deus” (Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Vol. 2: Romanos – Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 884).


CONCLUSÃO

O sacrifício de Jesus na cruz tanto nos dá a salvação da alma quanto nos traz a cura ao corpo. O poder dEle é o mesmo para sarar os enfermos. Como seguidores de Jesus, expressamos nosso amor e compaixão pelos enfermos com nossas atitudes e orações.

Pense Nisso

Deus não tem receita de bolo para agir em nossas vidas. Da mesma forma que Ele curou no passado, por diversos modos, ainda hoje, continua agindo de maneira especial com cada pessoa. Nosso Deus é muito original!

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