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Há muitas pessoas que já ouviram falar que há cura divina, mas não estão certos do que as Escrituras ensinam a respeito. Podemos mostrar primeiramente, que Deus curava Seu povo, no tempo do Velho Testamento e, que Ele curava também no tempo do Novo Testamento.


1. Cura divina no Velho Testamento.
Gênesis 20.17. Deus curou Abimeleque em resposta à oração de Abraão.

Êxodo 15.26. Deus não só afirma que Ele é “o Senhor que te sara”, mas que, se o povo de Israel obedecesse à Sua lei, não poria sobre eles nenhuma das enfermidades que pusera sobre os egípcios. Era promessa tanto de proteção contra a doença, como de libertação da mesma.

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Números 12.10-15. Quando Moisés suplicou ao Senhor, Ele curou Miriã, da lepra.
       Números 21.5-9. Nisto vemos, não só um exemplo de cura, as também um símbolo de salvação (João 3.14-15). Com um só olhar para o nosso Substituto, vem a cura para o corpo e para a alma.
       Deuteronômio 7.15: Israel tinha falhado e entrar na terra da promissão. Agora Deus dá a mesma promessa de Ex 15.26 para esta nova geração.
       1 Reis 17.17-24. Quando Elias clamou a Deus, o filho da viúva foi ressuscitado da morte.
       2 Reis 5.1-17. A cura de Naamã. Por dinheiro a boas obras, o mundo quer ganhar a salvação e alcançara cura. Mas Deus exige, apenas, a simplicidade de crer.
       2 Reis 20.5-6. Pela oração foi prolongada a vida de Ezequias.
       Salmos 30.2-3. O cântico de Davi por sua cura.
       Salmos 91. Os que habitam no esconderijo do Altíssimo são livres dos enganos, pestilências, terrores, doenças e acidentes. Quando não estamos livres destas coisas é porque não habitamos no “esconderijo” ou não confiamos na Sua promessa.
       Salmos 103.2-5. Confiamos em Deus acerca da primeira parte do versículo três; por que não o fazemos também acerca da última parte?
       Salmos 107.17-20. Revela-se a causa de doença, no versículo 17; ensina-se o que o doente deve fazer no v. 19; mostra-se como o Senhor opera no v. 20, “envia a Sua Palavra, e os sara”.
       Isaías 53.4-5. O que não confia que o Senhor já levou as nossas dores e doenças sobre a cruz, chama-o de mentiroso, porque aqui diz: “verdadeiramente”. Cristo já comprou, na cruz, a nossa salvação e a nossa cura.

2. A cura divina no Novo Testamento.
       Mateus 4.23-24. Andava Jesus... ensinando... Pregando... e curando todas as doenças e enfermidades.. todos os enfermos... endemoninhados, epiléticos e paralíticos e Ele os curou”.
       Mateus 8.16-17. Estes versículos combinados com Isaías 53.4-5, mostram que não foram só as doenças espirituais que Cristo tomou sobre Si, na cruz.
       Marcos 8.22-25. Às vezes não compreendemos porque a cura não é completa. Aqui, Cristo lhe pós as mãos a segunda vez.
Marcos 16.17-18. A vida e a crença de muitos, são como se Cristo tivesse dito: “estes sinais há de acompanhar os discípulos durante o primeiro século”. A igreja perdeu o dom de curar quando perdeu a crença; quando a igreja volta a crer, volta também o dom de curar.
Lucas 22.50-51. Cristo tocou e sarou a orelha do “servo do sumo sacerdote”.
João 9. O cego recebeu a visão.
       Atos 3.1-16. A cura é conforme a nossa fé. O Senhor está procurando ver fé em nós. Mas quem deve ter fé? Em Mt 9.29 foi a fé dos cegos; em Mt 8.13 foi a fé do senhor do criado. Mas aqui, na cura do coxo, Pedro quem teve fé.
       Atos 5.14-16. É possível andar tão cheio do Espírito Santo que os perdidos, só em olhar para nós, ficam convictos do pecado, e têm de cair aos pés do Salvador. Carlos Finney conta como, quando visitava uma grande fábrica de algodão, os operários, só em olhar para ele, começaram a cair sob o poder de Deus, a ponto de ser necessário mandar parar as maquinas. Dentro de poucos dias quase todos os operários da fábrica se entregaram a Cristo (Memoirs of Finney, p.183).
       Da mesma maneira, é possível estar-se tão cheio do Espírito Santo, a ponto dos doentes que chegam perto recebam fé para serem curados. No caso de Pedro, foi necessário somente a sua sombra, porque ele estava em íntima comunhão com o Senhor.
       Atos 9.32-35. Aqui se revela porque Deus quer curar por nosso intermédio: “viram-no todos os que moravam em Lida e Sarona, os quais se converteram ao Senhor”. O nome dEle deve ser glorificado. Que importa se os fariseus atuais não crêem? Foram os da multidão (os pobres) que ouviam a Cristo “com prazer” (Mc 12.37). Repete-se o mesmo hoje. Se levantarmos o Cristo que faz milagres entre os homens eles se converterão ao Senhor.
       Atos 16.16-18. Note-se o poder que tem o “nome de Jesus Cristo”. O Senhor disse: “Tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo concederá”. Cremos?
       Atos 28.3-6. O resultado da crença na primeira parte de Marcos 16.18.
       Romanos 8.11. Não é só à ressurreição do corpo que é referida aqui. O corpo da ressurreição será incorruptível, mudado do “corpo corruptível”. Mas Deus agora também dá vida ao nosso corpo mortal (sentenciado à morte) “pelo Seu Espírito que habita em nós”.

       Tiago 5.14-16. Esta passagem mostra-nos claramente o que Deus quer que façamos quando nos achamos doentes: 
(1) “chame os presbíteros”; 
(2) “façam oração sobre ele (o doente); 
(3) “ungindo-o com óleo em nome do Senhor”. Nem devemos recear obedecer, pensando que a promessa de cura era só para o tempo dos apóstolos, porque o fato de não seres estes, mas os presbíteros que o doente deve chamar, mostra que é para a Igreja de Cristo através dos séculos.
       Note-se como é gloriosa a promessa: “A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o restabelecerá”.

3. Deus quer curar?
       Depois de mostrar que Deus cura, é necessário mostrar que também é Seu desejo fazê-lo. Há muitos que dizem: “Sei que Ele pode, e tem poder”. São como o leproso que disse a Cristo: “Se quiseres, bem podes tornar-me limpo” (Mt 8. Tema idéia de que devemos persuadir a Deus a nos curar. Para estes citamos as seguintes passagens:
       Gênesis 1.26. O fato de que Deus criou o homem à Sua imagem, não aleijado, nem com enfermidades, é prova de que Ele não quer ver um filho doente. Só com o estrago de satanás entrou a doença no mundo.
       Salmo 6. Muitos são ensinados a pedir a Deus a cura, acrescentando: “se for a Tua vontade”. Sem duvida, Davi estava muito doente quando escreveu este Salmo: sentiu dores nos ossos (v 2) e implorou que o libertasse da morte que se aproximava (v 4,5). Mas não orava a Deus que o curasse se fosse a Sua vontade. Note-se como acrescentou no v. 9: “Jeová já ouviu a minha súplica”.
       Salmos 103.3. Deus afirma que “sara todas as tuas enfermidades”. “Quem não crê a Deus, O tem feito mentiroso” (1 João 5.10). cremos em Deus, ou O fazemos mentiroso?

       Isaías 38.1-5, 20-21. Note-se dois pontos: 

(1) Não devemos pensar que a cataplasma curou o rei. Não é razoável que uma pasta de figos curasse uma doença mortal (Is 38.1). Não foi a água medicinal do Jordão que curou a lepra de Naamã (2 Reis 5). Da mesma maneira é mais razoável que a ordem de aplicar a pasta de figos fosse para provar a obediência do Rei Ezequias; (

2) há três exemplos na Palavra de Deus de procurar a cura dos homens e cada um mostra a sua inutilidade: 2 Reis 1.2-4; 2 Cr 16.12-13; Mc 5.25-26. Isto é ainda mais significativo em vista da ciência da medicina bem desenvolvida daquele tempo.

       Isaías 53.4-5. Não precisamos mais perguntar se Deus quer nos curar, porque já fez a obra e só nos resta aceitá-la.
       Mateus 8.17. Isto é a repetição do Novo Testamento do que diz em Is 53.4. De novo afirma que Ele já fez a nossa cura.
       Lucas 13.16. Notem-se dois pontos: (1) aqui é Satanás quem prende os filhos de Deus, com doença. O Senhor castiga aos ímpios com doença, mas não aos Seus filhos obedientes. Ele não só não lhes dá doença, mas liberta aqueles que Satanás prende por meio de doença. (2) este versículo mostra ainda mais?: que o doente deve ser curado “não devia ser solta...esta mulher que é filha de Abraão?”. Segue-se, portanto que também nós, que somos filhos de Abraão, pela fé, devemos ser soltos dos laços, com o quais satanás nos prende.
       João 10.10. Ele quer que tenhamos esta vida em nossos corpos? Foi por esta razão que veio.
       1 Timóteo 5.23. “usa de um pouco de vinho por causa...das tuas freqüentes indisposições”. Citam este versículo, alguns que querem justificar o uso de bebida forte. Porém devemos notar: (1) É improvável que Paulo se referia ao vinho que embriaga. (2) O que bebe até se embriagar, não pode justificar-se com este versículo que diz: “um pouco de vinho”. Igualmente, não têm razão, os que citam este versículo para justificar o uso de muitos remédios.
       Hebreus 10.7, Atos 10.38 3 Hebreus 13.8. Devemos usar estas passagens juntas. A primeira ensina que Cristo veio fazer a vontade de Deus. A segunda, que foi a vontade de Deus sarar “todos os oprimidos de Diabo”. A terceira, que Cristo é o mesmo hoje e continua a fazer o mesmo. É a vontade de Jesus Cristo curar a Seu povo, veio com este propósito, fê-lo, e ainda o faz.

4. Por que nem todos são curados?
       Tiago 1.6. Quando não somos curados, quase sempre é por causa da nossa falta de confiança em Deus. Ou pode ser, que estejamos duvidando de nós mesmos, olhando a nossa fé, querendo saber se ela basta para nos curar. É como o homem que chega a uma ponte; pode examiná-la e ficar certo de que está em condições de passar com segurança, mas não fica duvidando da segurança da ponte. Da mesma maneira, devemos deixar de duvidar da nossa fé a aceitar de Deus a Cura.
       Tiago 5.14-16. Muitas vezes o doente não é curado porque não tem confessado o seu pecado. Porém é necessário chamar a atenção do doente de tal maneira, que seja levado a examinar o coração perante Deus, sem se escandalizar.
       Tiago 1.3. Deus quer ver em nós uma fé perfeita. Quantas vezes estamos dizendo no coração: “Senhor, creio, se me queres curar hoje, senão amanhã experimentarei um remédio”? Deus, porque quer produzir “fortaleza” e que sejamos “completos, não faltando em coisa alguma”, demora em nos curar (1 Pe 1.7.

5. Objeções formuladas contra a cura divina.
       Muitos ensinam que já passou a época de milagres. Mas, em qual das épocas estamos? 
Na antidiluviana (Jim 1.1 a 7.1)? Na patriarcal (Jim 7.1 a Ex 19)? 
Na mosaica (Ex 20 a At 2)? 
Na cristã (At 2 à volta de Cristo), ou na milenária (Ap 20.3-6)? 
É claro que vivemos na dispensação cristã. Mas há mais do que uma época cristã? 
Não (At 2.17, 21.1 Co 10.11; Mt 28.18-19). Não há nestas Escrituras, nem em qualquer outra, ideia alguma de divisão na era cristã, com um grande golfo entre a primeira parte e a segunda.

       Alguns não compreendem como diversas seitas, com doutrinas erradas, ensinam a cura, também. Mas as curas feitas por Satanás não são provas de que não existam as verdadeiras. Faraó errou nisto. A cura falsa não é a prova de que não exista a verdadeira (Ver Mat 24.24; Ap 13.13).
       Outra objeção comum, é que os alvos dos milagres de Cristo e dos apóstolos era confirmar e estabelecer as doutrinas do cristianismo, e não há necessidade hoje de que os mesmos continuem.

Respondemos:
(a) Porque, então, há ainda críticos falando contra estes fatos e estas Escrituras?
(b) Como podem os de outros países, não evangelizados, saber da divindade destes oráculos?
(c) Como podem as multidões em todo o mundo examinar as Escrituras e conhecer seu poder? É claro que em qualquer geração e em qualquer lugar há necessidade de “sinais que se seguiram”, (Mc 16.20) para confirmar a palavra do pregador. Foi assim no começo: alguns sinais, uma ou duas vezes num lugar, não eram suficientes. Hb2.4.
(d) As curas não só serviam como testemunhar do poder e da divindade de Cristo, mas para demonstrar aquilo que Ele desejava comunicar a todos os corações, que Ele os ama profundamente. Com este alvo de compaixão, Ele curou milhares (Mt 14.14; 15.32, etc.). Se Cristo Jesus não tivesse, ainda hoje, a mesma compaixão, Ele não seria o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hb 13.8).

       Alguns acham que Deus quer que Seus filhos O glorifiquem ao submeter-se à vontade divina para receberem a benção e serem levados mais perto dEle pelos sofrimentos da doença. 
É verdade que há muita benção de Deus em sofrer, entretanto estes que assim falam, tomam remédios e fazem tudo para escapar à “vontade de Deus”. Porém, não é a vontade de Deus que o crente fique doente (1 Ts 5.23).
Outros citam exemplos de crentes, nos tempos dos apóstolos, não curados. São eles:
(a) Paulo: 2 Co 12.7-8. Não diz que este “espinho” tenha sido doença. Paulo, com este “espinho” não se tornou doente, sem forças para trabalhar.
(b) Epafrodito: Fl 2.25-30. Foi curado, Fl 2.27.
(c) Trofímo, 2 Tm 4.20. Não há prova de que não foi curado, depois: porque todas as curas de que lemos na Bíblia não se davam imediatamente.
       Pergunta-se: “com tal doutrina quem pode morrer?” O crente fiel a Deus, não deve ter como alvo a fruta que apodrece na árvore, que cai ao chão, sem valor, mas antes, deseja ser como a fruta madura e bonita que cai na mão do dono. Moisés morreu gozando de todas as suas forças, como o sol que se põe em pleno poder e glória. (DDT 34.7). Também outros morreram sem doença:Arão (Nm 20.22), Isaque (Jim 35.28-29); Abraão (Jim 25.8), Davi (! Reis 2.1), Estevão (At 7).
Orlando Boye



 
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