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Lição 10 - O Amor – Marca do Cristão cheio do Espirito Santo

Lições Bíblicas BETEL: 4° Trimestre de 2022 | Título: A IGREJA E O ESPIRITO SANTO – A necessidade do avivamento promovido pelo Espírito Santo para os dias atuais

TEXTO ÁUREO

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.” 1 Coríntios 13.13

VERDADE APLICADA

O amor a Deus e ao próximo deve mover-nos na busca pelos dons espirituais no uso dos mesmos, visando a edificação da igreja e a glória de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Destacar que o dom supremo de Deus é o amor

Ensinar que o amor é a maior de todas as graças

Mostrar que o amor é o bem maior do cristão

TEXTOS DE REFERÊNCIA

1 CORÍNTIOS 13

1- Ainda que eu falasse as Línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

4- A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece

5- Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

7- Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8- A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerão.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA – Mt 5.44 Amar os inimigos.

TERÇA – Rm 12.10 Amar uns aos outros.

QUARTA – Rm 13.8 Não deva nada a ninguém, a não ser o amor

QUINTA – Ef 3.19 O Amor de Cristo excede todo o entendimento

SEXTA – Ef 5.25 Amar como Cristo amou

SÁBADO – 1 Ts 5.12-13 Estima em amor pelos obreiros do Senhor

HINOS SUGERIDOS: SUGERIDOS: 35, 156, 484

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore Para que a Igreja exerça o amor, que é o dom supremo.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1– O dom supremo de Deus e o amor

2-Amor: mais abrangente de todas as graças

3– O amor e o bem maior do cristão

Conclusão

INTRODUÇÃO

Tendo em mente o contexto da busca e do uso dos variados dons disponíveis ao Corpo de Cristo, nesta lição estudaremos sobre o “caminho ainda mais excelente”: O amor. O amor deve mover-nos em todo o tempo.

PONTO DE PARTIDA

A vida cristã deve ser repleta de amor

1- O DOM SUPREMO DE DEUS É O AMOR

Nenhum dom tem valor, a menos que esteja imerso no amor. Digo isso porque o amor sustenta, ampara e faz repousar. O amor é a inspiração de tudo. Afigura-se por entre as páginas da Bíblia que, sem o exercício do amor, mesmo o maior dos demais dons nada seria. Há que se considerar que o amor nos traz paz e felicidade e nos torna mais parecidos com Jesus. A par dessas evidências a vida cristã deve ser uma vida repleta de amor.


1.1. O amor é a maior de todas as virtudes do cristão.

O amor não consta expresso na relação de dons escrita por Paulo a igreja em Corinto [ 1 Co 12.8-10; 28-30], entretanto deve ser a principal virtude de um cristão [1 Co 13.13].

A virtude do amor é ofertada ao crente pelo Espírito Santo para que possa servir ao Senhor de maneira jubilosa. Paulo nos instrui que devemos fazer tudo impregnado de amor [1 Co 16.14]. Paulo ainda afirma que os que servem na obra de Deus devem servir em amor [2 Co 12.15]. Pois, sendo o amor a maior de todas as virtudes através de sua ação na vida do crente, ele contribui para o crescimento do Corpo de Cristo [Ef 4.16].


Comentário Bíblico Beacon: “Fa­zendo um contraste com os dons temporários que tanto haviam ocupado a atenção dos coríntios, fica confirma­da a permanência das três principais graças cristãs. Permanecem a fé, a esperança e a caridade. De acordo com Paulo, a fé é essencial à salvação [Rm 3.28; Gl 2.20). É impossível viver sem esperança. Quando a esperança morre, o espírito morre. Mas, dessas três gra­ças cristãs básicas – a maior é o amor.


1.2. O amor é o caminho a ser segui­do.

Após discorrer seus ensinamentos sobre a atuação e propósito dos dons espirituais no Corpo de Cristo [1 Co 12] e antes de instruir quanto ao uso dos mesmos e alertar quanto aos abusos [1 Co 14], Paulo assegura aos crentes daquela cidade que lhes indicaria um “caminho ainda mais excelente” [1 Co 12.31]. Assim ele inicia o capítulo 13 do mesmo livro mostrando que este caminho mais excelente é o caminho do amor [1 Co 13.1]. Por tudo que dissemos sobre o amor, devemos ter o entendimento de que amar deve ser expressão de obediência a um mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo [Jo 15.12].


Bíblia de Estudo Pentecostal: “O capítulo 13 é uma continuação do ensino de Paulo sobre os dons espirituais. Ele enfatiza, aqui, que ter dons espirituais sem amor (caridade), de nada adianta. O caminho ainda mais excelente é o exercício de dons espirituais com amor. O amor sendo o único contexto em que os dons espirituais podem cumprir o propósito de Deus, deve ser o princípio predominante em todas as manifestações espirituais. Daí Paulo exorta os coríntios: “Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais”. Os crentes devem, com muito zelo, buscar as coisas do Espírito, para que, assim equipados, possam ajudar, consolar e abençoar o próximo neste mundo”.


1.3. O amor é sofredor.

Esta é a primeira característica da natureza do amor. Segundo o Dicionário de Strong, a expressão “sofredor” [1 Co 13.4], no grego, significa: ser tardio em irar-se, ter tolerância, ser paciente. O amor tem uma grande capacidade para suportar.

Um ponto importante a destacar que, ainda segundo Strong, a palavra grega utilizada “descreve a paciência com as pessoas”. Assim, Paulo procura mostrar que o amor faz com que uma pessoa suporte as ofensas e as palavras investidas grosseiramente por outra pessoa, sem amargura ou desejo de vingança. Ou seja, reflete a paciência do próprio Deus para com os pecadores. As descrições acima atestam a relevância do amor nos relacionamentos entre os membros do Corpo de Cristo.


Comentário Bíblico Beacon:

“Na literatura clássica a palavra sofrer (stego) significa “cobrir, considerar em silêncio, manter confidencial”. Aqui, uma excelente tradução da ideia de Paulo é “o amor que lança um manto de silêncio sobre aquilo que é desagradável em outra pessoa”. Essa palavra também contém a ideia de suportar. Portanto, o amor pode ocultar ou suportar aquilo que é desagradável em algum. Whedon comenta: ”. Assim como a mãe procura cobrir as faltas dos seus filhos, Paulo preferia ocultar os erros dos coríntios, ao invés de expô-los. O amor afasta os ressentimentos e espera o melhor das pessoas, mesmo quando as aparências indicam o contrário”.


EU ENSINEI QUE:

O amor é característica do cristão salvo em Jesus. A Bíblia expõe que sem amor nada tem importância, pois ele é a fonte divina de onde emanam todas as virtudes espirituais.


2- AMOR: MAIS ABRANGENTE DE TODAS AS GRAÇAS

Somos persuadidos através das Escrituras que devem evidenciar o amor na forma como vivemos e nos relacionamos com outras pessoas, sendo o amor o bem maior. A Bíblia Sagrada nos assegura que o discípulo de Cristo precisa ter consciência da relevância do amor em sua vida, influenciando em todas as ações. O apóstolo Paulo escreveu que se assim não for: “nada seria” e “nada disso me aproveitaria” [1 Co 13.2-3]. Precisamos estar revestidos de amor [Cl 3.14].


2.1. O amor é um sentimento que enriquece.

Quando nos submetemos a direção do Espírito Santo, Ele nos auxilia a exalarmos o amor por onde passamos para enriquecermos a vida de todos os que estão à nossa volta. Vale lembrar que o amor é um senti­mento que enriquece a vida daqueles que amam e os que são amados. Esse sentimento se manifesta através da entrega, da intimidade, do cuidado e o comprometimento de querer estar junto, sempre disposto a ajudar em todos os momentos. Através do amor somos enriquecidos com a vontade de viver para Cristo.


Warren Wiersbe:

“Paulo cita cinco dons: línguas, profecia, ciência, fé e doação (sacrifício). Ressalta que, sem amor, o exercício desses dons não é nada. As línguas sem amor não passam de barulho! É o amor que enriquece o dom e lhe dá valor. O ministério sem amor deprecia tanto o ministro quanto os que são alcançados por eles; mas o ministério com amor enriquece a igreja toda. A lição mais importante na escola da fé é o amor mútuo. O amor enriquece tudo que o toca.”


FOCO NA LIÇÃO:

Afigura-se por entre as páginas da Bíblia que, sem o exercício do amor, mesmo o maior dos demais dons nada seria.


2.2. O amor é edificante.

O amor nos edifica e nos faz crescer. Quando somos edificados espiritualmente, crescemos em amor [1 Co 8.1]. Sendo as­sim, como parte da obra do Espírito Santo em nós, devemos erguer nossa vida cristã através do amor. Não podemos esquecer que o amor é o manancial de todas as coisas é a base que sustenta e edifica o Corpo de Cristo. Paulo expõe a Timóteo que a Igreja se edifica pelo amor [1 Tm 1.5]. Se quisermos contribuir para a edificação da obra de Deus, devemos amar os nossos irmãos! Pois, a Igreja vai se edificando em amor.


Warren Wiersbe:

“Quando se reuniam, os Coríntios mostravam-se impacientes uns com os outros [1 Co 14.29-32], mas o amor lhes daria longanimidade. Invejavam os dons uns dos outros, mas o amor removia essa inveja. Estavam ensoberbecidos [1 Co 4.6, 18-19; 5.2], mas o amor poderia remover esse orgulho e engrandecimento próprio e, em seu lugar, colocar um desejo de exaltar o outro.”


2.3. Somente o amor permanece.

Paulo demonstra que o amor é o caminho sobremodo excelente. Sua certeza se dá por possuir o entendimento de que o amor jamais desaparecerá. Ele diz: ”A caridade nunca falha” [l Co 13.8). Assim temos o entendimento de que, mesmo após a consumação dos séculos, o amor permanecerá e será visto entre Deus e os homens, pois Deus é amor.


Warren Wiersbe:

“A profecia, a ciência e as línguas não são dons permanentes. (Ciência não significa “educação acadêmica“, mas, sim, comunicação imediata de uma verdade espiritual à mente). Estes três dons andavam juntos. Deus comunicava determinado conhecimento ao profeta, o qual transmitia a mensagem em línguas. Então, um intérprete (por vezes o próprio profeta) explicava esta mensagem. Os coríntios valorizavam esses três dons ao extremo, especialmente o dom de línguas. Esses dons desaparecerão (serão abolidos) e cessarão, mas o amor durará para sempre; pois “Deus é amor” [1 Jo 4.8, 16].”


EU ENSINEI QUE:

Paulo destaca a superioridade do amor em detrimento ao dom de línguas que muitos coríntios olhavam com o mais alto apreço e entusiasmo.

FOCO NA LIÇÃO “…Ele nos auxilia a exalarmos amor por onde passamos para enriquecermos a vida de todos os que estão à nossa volta.”

3- O AMOR É O BEM MAIOR DO CRISTÃO

A maior evidência do cristão cheio do Espírito Santo não é a manifestação dos dons espirituais, mas, sim, que esteja impregnado de amor. O cristão deve ser conhecido não somente por sua teologia, mas, principalmente, pelo seu amor. Jesus falou sobre esta evidência na vida dos cristãos quando disse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” [Jo 13.35].


3.1. Amor: o caminho mais excelente para exercer os dons.

Paulo entende que nenhum dom ou ação tem muita importância, a menos que esteja imerso em amor. Em seu discurso Paulo destaca as três virtudes fundamentais do cristianismo: a fé, a esperança e o amor, entretanto ele assegurava que o amor é o maior destas [1 Co 13.13]. Em sua defesa da superioridade do amor, Paulo afirma que o amor é mais extraordinário do que os dons espirituais [1 Co 13.1-3]. Os dons espirituais, por mais importantes que sejam, são temporários. Línguas, profecias, sinais – tudo passará, mas o amor subsistirá eternamente.


Stanley Horton (I e II Coríntios, 2003, p. 124):

“O contraste neste capítulo é entre os dons espirituais sem amor e os dons espirituais com amor. Paulo já mostrou que o amor é visto em ação, especialmente no dom de Deus: Jesus e sua morte na cruz. Mas Paulo não degrada os dons, nem diz que o amor é melhor que os dons. O ponto é que sem amor os melhores dons perdem sua apropriada eficácia, valor e recompensa. Paulo apresenta isto com sete exemplos do ministério espiritual valorizados pelos coríntios.”


3.2. O amor suscita confiança nos outros.

O relacionamento do cristão precisa ser pautado no amor e na confiança mútua. A confiança é uma entrega, que só é demonstrada através de um cuidado especial. Através do amor passamos a atrair a confiança do próximo, para ajudá-lo em suas fraquezas. Portanto, como crentes não podemos estar bem sem evidenciar o amor. Afinal, temos visto que a maior necessida­de deste mundo é o amor e confiança. Quem ama confia e vice-versa.


Dicionário Bíblico Beacon:

“Os coríntios formavam uma multidão de céticos. Sentiam dificuldade em confiar nos outros. A rivalidade em relação aos vários dons havia produzido um abismo de confiança. Paulo diz a esses filhos problemáticos que o amor acredita em tudo; o amor tudo crer. O verbo crer (pisteuei) significa ter confiança nos outros, colocar a melhor interpretação em seus atos e motivos.


3.3. O amor é um sentimento que não pode faltar na igreja de Cristo.

Temos aprendido que, mesmo que pessoas estejam sendo beneficiadas com nossas ações, se não estivermos sendo movidos pelo amor, como descrito em 1 Coríntios 13, não teremos recompensa. Mesmo que a pessoa tenha o dom de profecias e consiga entender e interpretar os mistérios mais profundos, se não tiver amor, nada adiantará para a mesma. O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, a caridade nunca falha (… )” [1 Co 13.7-8].


O amor é o remédio para a situação trágica em que muitas pessoas adentram dentro de nossas igrejas. Portanto, é indispensável que o amor seja promovido, vivido, e manifestado na Igreja. Assim, será possível manifestar a unidade da qual Jesus mencionou em Sua oração, pois a mesma impactará o mundo para que creia [Jo 17.21].


Paul Marsh (Comentário Bíblico NVI, 2012, p. 1309), enfatiza que a amor é a característica primordial no uso dos dons espirituais descritos no capítulo 12: ”Além disso, o tema dos “dons” como é desenvolvido no capítulo 14 prossegue em esclarecer os seus muitos problema práticos sob o grande tema predominante: “Sigam o caminho do amor,, [1 Co 14.l]. Este capítulo (13) é o elo essencial entre o princípio exposto no capítulo 12 é a prática explicada no capítulo 14.)”


EU ENSINEI QUE:

Nenhum cristão pode servir a Cristo sem demonstrar o amor verdadeiro.


CONCLUSÃO

Devemos como cristão evidenciar o amor em nossas condutas, para sanar as divisões na igreja e fazer com que o Corpo de Cristo construa um relacionamento saudável com todos os seus membros.

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