A Cronologia Bíblica É Confiável?

A Bíblia não é um livro de princípios filosóficos ou étnicos, embora eles estejam contidos nela. É um livro sobre como Deus se fez conhecido na história.

A sua mensagem é atemporal, pelo fato de que a natureza de Deus e do homem não se modificou. Mas a essência desta mensagem, que perdura e que não pode ser removida dela, é a história daquilo que Deus disse e fez na história.

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A cronologia é a base da história; sem ela, a história é um enxame de eventos, sem nenhuma relação entre si ou conosco. A cronologia relativa coloca os eventos um após o outro, ou um antes do outro, ou um ao mesmo tempo que o outro. A cronologia absoluta relaciona os eventos conosco, fixando-os em nossa linha convencional de tempo, em termos de a.C. ou d.C.

 

A Bíblia está repleta de cronologias relativas.

Por exemplo, lemos que Abraão tinha 100 anos de idade quando Isaque nasceu (Gn 21.5), que os israelitas viveram no Egito durante 430 anos (Ex 12.40), que Israel peregrinou pelo deserto durante 40 anos (Nm 32.13) e que o exílio de Judá durou 70 anos (Jr 25.11,12). Mas nenhuma data absoluta é fornecida para qualquer destes ou outros eventos bíblicos. Esta situação nos deixa incapazes de confirmar ou negar a cronologia bíblica? Este não é o caso, por duas razões.


Em primeiro lugar, podemos ver que a cronologia relativa da Bíblia é internamente consistente. O tempo que Israel passou no Egito, no deserto, e no exílio, por exemplo, são fornecidos consistentemente em muitas passagens diferentes.



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As diferenças cronológicas entre os livros de Reis e Crônicas foram cuidadosamente examinadas e sucumbiram a métodos razoáveis de conciliação.


Em segundo lugar, as narrativas históricas, no Antigo e também nas páginas do Novo Testamento, interceptam, em vários pontos, as histórias de nações vizinhas, como o Egito, a Assíria, a Babilônia, a Pérsia, e Roma, cujas cronologias foram estabelecidas com elevado grau de exatidão. A cronologia assíria, por exemplo, é feita com relação a um eclipse que se sabe ter ocorrido em 15 de junho de 763 a.C.

 

As diferenças entre os calendários antigo e moderno

Porém, ainda há alguns problemas. As diferenças entre os calendários antigo e moderno, por exemplo, frequentemente requerem datas alternativas, na forma 931-0 a.C. Além disto, métodos diferentes de conciliação das datas de reis bíblicos fornecem resultados ligeiramente diferentes.

 

Até mesmo acadêmicos conservadores nem sempre concordam sobre como uma referência cronológica particular deveria ser interpretada. Por exemplo, alguns argumentam que muitos números na Bíblia são figurados, particularmente 40 e seus múltiplos. Estes acadêmicos preferem, em alguns casos, dar prioridade aos indícios arqueológicos para estabelecer a cronologia bíblica. Assim, o período patriarcal frequentemente é datado na Média Idade do Bronze, aproximadamente entre 1800 e 1600 a.C.

 

Também se acredita que os hebreus tinham migrado para o Egito durante o período hicso (aproximadamente 1700-1500 a.C.), quando povos semitas governavam o Egito.

 

O êxodo é, então, associado ao reinado de Ramessés II, pouco depois de 1290 a.C. Seguindo o período no deserto, a conquista de Canaã teria se iniciado aproximadamente em 1250 a.C. O faraó Meneptá (1224-1214 a.C.) montou uma campanha contra Canaã no quinto ano de seu reinado (aprox. 1220 a.C.). No seu registro desta campanha, ele mencionou que, entre outras nações, Israel foi completamente destruída. Assim, de acordo com esta data, o povo de Israel era um grupo reconhecido em Canaã.

 

Assumindo uma interpretação literal de 1 Reis 6.1, no entanto, o êxodo teria ocorrido em 1446 a.C., e o período da conquista durou aproximadamente sete anos, por volta de 1400 a.C. Continuando a retroceder, com base em Êxodo 12.40, a migração de Jacó ao Egito teria acontecido em 1876 a.C. As informações a respeito das idades dos patriarcas colocariam o seu nascimento em 2006 a.C. para Jacó (Gn 47.9), 2066 a.C. para Isaque (Gn 25.26) e 2166 a.C. para Abraão (Gn 21.5). Como muitos acreditam que as listas genealógicas no livro de Gênesis são intencionalmente incompletas ou “abertas”, normalmente não são feitos esforços para estabelecer datas históricas anteriores a Abraão ( VEJA: As Genealogias da Bíblia São Confiáveis?)

 

O Novo Testamento não se preocupa tanto com quando os eventos ocorreram, sendo Lucas, de certa forma, uma exceção. Lucas nos diz, por exemplo, que Jesus tinha 12 anos de idade quando seus pais o perderam em Jerusalém (Lc 2.42), e que tinha aproximadamente 30 anos no princípio do seu ministério (Lc 3.23). As duas referências são completamente razoáveis. Lucas 3.1 fornece o que parece estabelecer a data do ministério de João Batista - “no ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, e Herodes, tetrarca da Galileia, e seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene”. Não há nenhum problema com esta data, exceto a interpretação do décimo quinto ano de Tibério, pois a sua determinação depende do ponto inicial e de qual calendário Lucas tinha em mente.

 

Devido a um erro de um monge cita do século VI, que era responsável pelo nosso atual calendário ocidental, o nascimento de Jesus, na verdade, ocorreu na era a.C., talvez no fim de 5 a.C. Sabemos que Herodes, o Grande, que estava vivo quando Jesus nasceu, morreu entre 12/13 de março e 11 de abril de 4 a.C.

 

Infelizmente, não se conhece, ao certo, a data da crucificação de Jesus. Embora a opinião da maioria seja a de que ela ocorreu em 30 d.C., pode haver um bom argumento a favor de 33 d.C. O nosso conhecimento de história romana nos permite determinar que Herodes Agripa, e, portanto, os eventos de Atos 12, tiveram lugar em 44 d.C.

 

Não existe uma razão digna de crédito, portanto, para questionar a cronologia histórica da Bíblia, embora, às vezes, desejássemos ter mais informações.

Artigo: E. Ray Clendenen | Divulgação: Subsídios Dominical

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