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  • O País mais Pentecostal do Mundo

    🙌 Quando os missionários Gunnar Adolf Vingren e Daniel Hõgberg fundaram a primeira igreja Pentecostal no Brasil em 18 de junho de 1911, denominaram-na Missão da Fé Apostólica. A escolha do nome foi inspirada no Avivamento de Azusa, sob a liderança do pastor afro-americano William J. Seymour. 

    🕛 Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade, do Batismo no Espírito Santo como uma bênção subsequente à Salvação e da atualidade dos dons espirituais.

    Saiba mais no Vídeo 👇


    Lição 12 - A Prioridade Missionária dos Pentecostais

    Subsídios para a classe de Jovens. Lição 12 – 4° trimestre de 2018

    1. A salvação na Perspectiva Pentecostal e Bíblica
    Como pentecostais não veem dessa forma, ou seja, cremos que Deus amou a Caim e a Judas, tanto quanto amou a todos os homens, não temos que distorcer a Palavra de Deus para justificar uma teologia cuja crença se baseia em um “decreto horrível” da parte de Deus.

    Pentecostais evangelizam e enviam missionários porque acreditam que a salvação realizada por Deus em Jesus é um ato de amor. Deus estende seu amor e misericórdia a todos os homens. De acordo com Paulo, Deus “[...] encerrou a todos debaixo da desobediência, para com iodos usar de misericórdia” (Rm 11.32). Não há privilegiados quando se trata de homens pecadores. Todos pecaram. Todos precisam da graça de Deus.

    O apóstolo Pedro diz que “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arre-pender-se” (2 Pe 3.9). Diferentemente de diversos teólogos de nossos dias, que reduzem o amor de Deus ao alcance de uns poucos escolhidos, Pedro, um pescador que andou com Jesus e viu tudo que o Senhor fez, diz que Deus não deseja que alguns se percam, mas que todos sejam salvos. E o próprio Senhor Jesus Cristo disse que “|...| Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que rodo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

    Lição 7- O Genuíno Culto Pentecostal

    Classe: Jovens – 4°Trimestre de 2018 | Data da Aula: 18/11/2018
    TEXTO DO DIA
    Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.  (1Co 14.26)
    SÍNTESE
    O culto pentecostal genuíno tem a presença de Deus nos louvores, na oração, na manifestação dos dons e na pregação da Palavra.

    Lição 1 - O que é o Movimento Pentecostal

    Classe: Jovens – 4°Trimestre de 2018 | Data da Aula: 07/10/2018

    TEXTO DO DIA
    “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas.”(Mc 16.17)
    SÍNTESE
    O Movimento Pentecostal, iniciado no Livro de Atos e que continua em nossos dias, é a materialização da promessa de revestimento de poder da parte do Senhor Jesus Cristo para a sua Igreja.

    AGENDA DE LEITURA
    SEGUNDA - Dt 16.1: Deus relembra ao povo o livramento recebido 
    TERÇA - Dt 16.10: O Pentecostes vinha depois da Páscoa
    QUARTA - Dt 16.11: O Pentecostes trazia alegria aos hebreus e a outras pessoas
    QUINTA - At 1.14: O Pentecostes começa com oração
    SEXTA - At 2.4: Uma promessa cumprida
    SÁBADO - At 2.39: Uma promessa para os nossos dias

    OBJETIVOS
    I- APRESENTAR um panorama bíblico do Pentecostes;
    II RECONHECER que a promessa divina do derramamento do Espírito foi feita ainda no Antigo Testamento;
    III- CONSCIENTIZAR de que o Pentecostes é uma promessa cumprida em nossos dias.

    Lição 3- Os livros de Lucas e Atos - A base da Doutrina Pentecostal

    Classe: Jovens – 4°Trimestre de 2018 | Data da Aula: 21/10/2018
    TEXTO DO DIA
    Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. (Lucas 4.21)

    SÍNTESE
    O Movimento Pentecostal está alicerçado nas Escrituras Sagradas, especificamente no Evangelho de Lucas e no livro de Atos, obras que mostram de forma contundente a atuação irrestrita do Espírito Santo.
    AGENDA DE LEITURA
    SEGUNDA - Lc 1.3: Um estudo feito de forma minuciosa
    TERÇA - Lc 4.1: O Espírito Santo conduz Jesus
    QUARTA - Lc 4.18: O Espírito Santo em Jesus
    QUINTA – At 2.4: O Espírito Santo é derramado sobre os discípulos SEXTA - At 13.2: O Espírito Santo escolhe obreiros
    SÁBADO - At 19.6: O Espírito Santo nas línguas e na profecia

    VEJA A VÍDEO AULA

    OBJETIVOS
    • COMPREENDER porque Lucas é considerado um autor pentecostal;
    • MOSTRAR pontos relevantes do Evangelho de Lucas para o Movimento Pentecostal;
    • REFLETIR a respeito de pontos importantes do livro de Atos.
    INTERAÇÃO


    Professor (a), você crê que o Movimento Pentecostal tem a sua base doutrinária na Palavra de Deus? Se sua resposta foi afirmativa, com certeza você não terá dificuldades em trabalhar o conteúdo dessa lição com seus alunos. Infelizmente muitos crentes, até mesmos os que se dizem pentecostais têm um conceito errado a respeito da Terceira Pessoa da Trindade e desconhecem a origem do Movimento Pentecostal. Segundo Stanley Horton o “Espírito Santo tem sido negligenciado no decurso dos séculos”. O Consolador não é uma força ou uma influência, Ele é Deus e tem revelado à humanidade o Deus Pai e o Deus Filho mediante os dons espirituais. Nesta lição estudaremos a respeito de dois importantes livros das Sagradas Escrituras que são tidos como a base do Movimento Pentecostal. Não se esqueça de que você pode e deve contar com o Espírito Santo para o preparo e a execução dessa aula.
    ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
    Professor (a), na lição de hoje estudaremos, ainda que de forma resumida, o Evangelho de Lucas e o livro de Atos. Lucas, o autor desses livros, apresenta as bases doutrinárias do Movimento Pentecostal e para facilitar a abordagem do tema, sugerimos que reproduza o quadro da página 20. Esses quadros vão permitir que os alunos tenham uma visão panorâmica desses livros e do trabalho de Lucas.
    EVANGELHO DE LUCAS
    LIVRO DE ATOS
    AUTOR: Lucas
    AUTOR: Lucas
    TEMA: Jesus, 0 Salvador Divino-Humano
    TEMA: A propagação do Evangelho pelo poder do Espírito Santo
    PROPÓSITO: Lucas escreveu este Evangelho aos gentios para proporcionar-lhes um registro completo e exato de "tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia que foi recebido em cima" (At 1.1).
    PROPÓSITOS: (1) Demonstrar que o evangelho avançou triunfalmente das ronteiras do judaísmo para 0 mundo gentio, apesar da oposição e perseguição. (2) Revela a missão do Espírito Santo na vida e no papel da Igreja e enfatizar 0 batismo no Espirito Santo como a provisão de Deus para capacitar a Igreja a proclamar 0 Evangelho e a dar continuidade ao ministério de Jesus.
    ESBOÇO TEOLÓGICO DE LUCAS
    ESBOÇO TEOLÓGICO
    DE ATOS
    A história dos nascimentos 1-2
    A igreja em Jerusalém 1-7
    A preparação 3
    A expansão para Samaria 8-9
    Na Galileia 4-9
    A inclusão dos gentios 10-15
    A viagem a Jerusalém 10-19
    A evangelização do mundo 16-19
    Jerusalém 20-21
    A prisão de Paulo 20-28
    A paixão 22-24

    TEXTO BÍBLICO
    Lucas 1.1-3
    1 Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram,
    2 segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o principio e foram ministros da palavra,
    3 pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio,
    Atos 1.1-9
    1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,
    2 até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera:
    3 aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus.
    4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.
    5 Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.
    6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?
    7 E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.
    8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós: e ser-me- -eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
    9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.
    INTRODUÇÃO
    Nesta Lição, destacaremos os escritos de Lucas, considerado o autor pentecostal por excelência do Novo Testamento.

    I - LUCAS, O ESCRITOR PENTECOSTAL

    1. Quem foi Lucas?
    Lucas foi um médico grego convertido ao cristianismo, e que se tornou depois companheiro de Paulo em suas viagens missionárias. De suas mãos saíram dois documentos que representa praticamente 25% do texto do Novo Testamento. Esses dois documentos, o Evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos, foram dirigidos inicialmente a um homem chamado Teófilo, possivelmente um convertido interessado na história de Jesus e dos apóstolos e que possivelmente financiou o projeto literário de Lucas.

    Pelo conteúdo do seu texto, Lucas demonstra que teve uma educação diferenciada, pois seus escritos trazem em torno de 800 palavras que não ocorrem nos demais textos do Novo Testamento, em um grego refinado. E sua narrativa, como ele mesmo expõe, foi feita de forma ordenada, tendo sido investigados os fatos de acordo com a ordem em que ocorreram: “[...] por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio” (Lc 1.3). Lucas é o único que traz o relato da vida de Jesus de forma cronológica, procurando registrar todos os acontecimentos na ordem em que ocorreram. De acordo com a tradição da Igreja, Lucas teria morrido com mais de oitenta anos.

    2. A produção literária de Lucas.
    Lucas é o autor que descreve a vida de Jesus de forma mais ampla em seu primeiro livro, o Evangelho de Lucas, e que por meio de um segundo livro, Atos dos Apóstolos, mostra a forma com que os discípulos de Jesus deram prosseguimento às obras do Mestre. Por ser médico, relata com detalhes certas doenças e registra suas curas, como nos casos da sogra de Pedro (Lc 4.37-39). do homem que tinha uma das mãos mirrada (Lc 6.6-11) e do servo do centurião (Lc 7.1-10). Por ser gentio, apresenta Jesus falando do reino de Deus a pessoas que a sociedade judaica não prezava, como Zaqueu (Lc 19), e recebendo crianças para abençoar (Lc 18.15-17)- Sua narrativa se inicia com os relatos de antes mesmo do nascimento de Jesus Cristo. No seu Evangelho, vemos um farto material de parábolas, histórias que Jesus contou para ilustrar verdades do Reino de Deus, como também um relato a respeito das aparições de Jesus ressurreto aos seus discípulos. Em Atos, Lucas dá prosseguimento à narrativa evangélica, desta vez mostrando o que os discípulos de Cristo fizeram após o Senhor retornar aos céus.

    3. Fontes dos escritos de Lucas.
    Lucas, no seu Evangelho, mostra o relato de testemunhas oculares dos fatos narrados. ELe buscou pessoas que haviam convivido com Jesus, visto seus milagres, ouvido seus ensinos e que foram libertas de doenças e espíritos imundos pelo poder do Salvador. No livro de Atos, Lucas chega a participar de acontecimentos que ele mesmo descreve, deixando de ser um mero ouvinte de relatos para ser um dos protagonistas da própria narrativa. Isso pode ser visto nas vezes em que ele usa o pronome pessoal "nós", indicando ser um protagonista dos relatos, como na volta de Paulo para a Ásia (At 20.13), na viagem de volta a Jerusalém (At 21.7) e na viagem de navio de Paulo a Roma (At 27.2). Sua ênfase recai na atuação do Espírito Santo tanto na vida e ministério de Jesus como nas obras que os discípulos desenvolveram nos primeiros anos da Igreja, chegando a mostrar Paulo antes de seu martírio.
    SAIBA MAIS – VEJA:

    II- O EVANGELHO DE LUCAS

    1. Um livro que prima pela oração.
    O Evangelho de Lucas é iniciado, mostrando uma resposta de oração. Zacarias, futuro pai de João Batista, tem a oportunidade de oferecer incenso por ocasião de seu ofício sacerdotal, quando recebe a visita do anjo Gabriel e junto com ele a informação de que seria pai (Lc 1.13). A Bíblia não registra a oração de Zacarias, mas deixa claro que ele orava ao Senhor, e que sua oração foi respondida, concedendo-lhe Deus a paternidade do precursor do Messias.

    Lucas mostra Jesus orando quando foi batizado e o Espírito Santo desceu sobre Ele (Lc 3.21,22). Jesus ungido pelo Espírito Santo, se retira, depois de seu batismo, para o deserto a fim de orar e, posteriormente, ser tentado pelo Diabo (Lc 4-1; 5.16). Jesus ora uma noite inteira na ocasião em que está prestes a escolher seus discípulos (Lc 6.12). E somente Lucas registra que Jesus, na cruz, orou para que os seus crucificadores fossem alcançados pelo perdão de Deus.

    2. O Espírito de Deus enchendo e orientando pessoas.
    Lucas tem um cuidado especial ao registrar a ação direta do Espírito Santo na vida das pessoas que conviveram com Jesus, o ouviram e creram nEle, e isso antes mesmo do ministério de Jesus começar. É dito por ele que Maria, mesmo sendo virgem, seria mãe de Jesus por obra do Espírito Santo (Lc 1.35), e que por essa ação Jesus seria chamado "Filho do Altíssimo" (Lc 1.32). A prima da mãe do Salvador, Isabel, ao receber a saudação de Maria, é cheia do Espírito Santo e João Batista salta ainda no ventre de sua mãe (Lc 141). Este mesmo Espírito Santo estava sobre Simeão, um homem justo e temente a Deus, que foi levado ao Templo pelo Espírito para ver a salvação de Israel, o próprio menino Jesus, por ocasião da apresentação deste no Templo (Lc 2.25-27). É o Espírito Santo que capacita tais pessoas a falarem de forma profética, revelando-lhes informações sobre Jesus.

    Lucas registra a ordem de Jesus aos discípulos, que ficassem em Jerusalém para serem revestidos de poder e ser testemunhas do Senhor, completando assim, seu evangelho (Lc 24.49).

    3. O Espírito de Deus agindo em Jesus.
    Jesus, já adulto, é batizado por João, e nesse momento o Espírito Santo veio sobre Ele em "forma corpórea, como uma pomba” (Lc 3.22). Pela virtude do Espírito volta para sua terra, a Galileia, para ensinar nas sinagogas, e tendo chegado a Nazaré, leu o texto de Isaias que dizia: "O Espírito do Senhor é sobre mim [...]" (Lc 4.18). É neste Evangelho que nos é dito que a "a virtude do Senhor estava com ele para curar" (Lc 5.17).

    Jesus, como relatado por Lucas, deu poder aos seus discípulos para expulsarem demônios e curarem os enfermos (Lc 9.1,2), virtude que só poderia ser dada peto Espírito Santo, que estava em Jesus, o que é dito posteriormente peto mesmo Lucas, desta vez em Atos.

    III - OS ATOS DOS APÓSTOLOS

    1. A vinda do Espírito Santo.
    Lucas registra a descida do Espírito Santo não apenas como uma promessa feita pelo Senhor Jesus Cristo, mas também as palavras do apóstolo Pedro, associando o evento, no Pentecostes, à profecia de Joel. Esse é o registro da primeira interpretação da profecia de Joel se cumprindo naqueles dias.

    Da mesma forma que Lucas prioriza os relatos de oração no Evangelho, ele o faz no livro de Atos. Os discípulos de Jesus, no Dia de Pentecostes, não estavam comemorando a festa, como era de costume, mas estavam orando no cenáculo, até que receberam a virtude do Espírito. Os discípulos oraram quando ameaçados, e pediram que Deus estendesse sua mão para curar e manifestar sinais e prodígios (At 4.30).

    2. O poder do Espírito Santo.
    Lucas registra a descida do Espírito Santo e a conversão de quase três mil pessoas no Dia de Pentecostes. Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu aos principais da sinagoga a respeito da cura do coxo, na Porta Formosa, que foi realizada em nome de Jesus (At 4.1-11). O mesmo Espírito Santo enche outros discípulos de Jesus quando, ameaçados pelas autoridades, oravam pedindo ousadia para testemunhar, e pediam que Deus fizesse sinais e prodígios (At 4.24-31). O Espírito de Deus, de forma poderosa, encheu Estêvão diante de seus inimigos, de tal forma que não podiam resistir "à sabedoria e ao Espírito com que falava" (At 6.10), e lhe permitiu ver o próprio Senhor Jesus em pé à direita de Deus momentos antes de encontrar com seu Salvador (At 755,56). Percebemos que o Espírito agia tanto para trazer a palavra adequada de testemunho a respeito de Jesus quanto para operar milagres, numa atuação diversificada.

    Lucas registra em Atos que na segunda viagem missionária, por duas vezes seguidas, Paulo, Silas e Timóteo tentaram entrarem duas regiões, e foram impedidos pelo Espírito (At 16.6,7), uma referência clara de que Ele estava diretamente Ligado à expansão missionária da igreja. O Espírito Santo é responsável por realizar sinais e maravilhas, e direcionar os caminhos pelos quais a sua obra vai se desenvolver.

    3. Os Atos do Espírito Santo.
    Mais que registrar atos dos discípulos de Jesus, Lucas registra os atos do Espírito Santo. Seus escritos mostram que Deus está no controle da história, guia seus discípulos, opera milagres e fala diretamente com seus servos.

    Lucas mostra que tanto judeus como gentios foram cheios do Espírito Santo, falaram em línguas e receberam poder para serem testemunhas de Cristo (At 10.44-48). É Lucas quem narra que um homem chamado Barnabé, cheio do Espírito Santo (At 11.22-24), foi mandado para Antioquia, e lá viu a graça de Deus entre os crentes gentios. É nessa mesma igreja que o Espírito Santo de Deus, tempos depois, disse que separassem a Saulo e Barnabé para uma obra específica (At 13.1-3).
    Pense!
    Existe fundamentação bíblica para o cessacionismo?
    Ponto Importante
    Somos pentecostais e não temos dúvidas quanto à atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais.

    SUBSÍDIO
    A estrutura de Lucas-Atos
    Todo estudioso do Novo Testamento que se preze dirá que Lucas 4.16-30, o impressionante sermão de Jesus em Nazaré, é paradigmático para o Evangelho de Lucas. Todos os principais temas que serão mostrados no Evangelho são prenunciados aqui: a obra do Espírito Santo; a universalidade do evangelho; a graça de Deus; a rejeição de Jesus.
    E este é o ponto significativo em que a cronologia do Evangelho de Lucas é diferente do Evangelho de Marcos. Aqui, Lucas toma um evento do meio do ministério de Jesus e o coloca bem lá na frente para inaugurar o ministério de Jesus. Lucas faz isso porque entende que esse evento — em especial a recitação de Jesus de Isaías 61.1,2 e sua declaração de que essa profecia está agora sendo cumprida em seu ministério — fornece insights importantes sobre a natureza de Jesus e sua missão. Essa passagem, então, fornece um modelo para o ministério posterior de Jesus.

    É interessante observar que Lucas fornece um tipo semelhante de introdução paradigmática ao segundo volume, o livro de Atos. Depois da vinda do Espírito no dia de Pentecostes, Pedro faz um sermão (At 2.14-41) que, em muitos aspectos, se assemelha ao de Jesus em Lucas 4. No sermão, Pedro também se refere a uma profecia do Antigo Testamento sobre a vinda do Espírito, desta vez Joel 2.28-32, e declara que essa profecia agora também está se cumprindo (At 2.17-21). A mensagem é clara. Assim como Jesus foi ungido pelo Espírito para cumprir sua chamada profética, assim também os discípulos de Jesus foram ungidos como profetas do fim dos tempos para proclamara Palavra de Deus. O texto de Joel 2.28-32 que é citado aqui, como também a passagem paradigmática em Lucas 4, mostra sinais de edição cuidadosa por parte de Lucas” (MENZIES, Robert. Pentecostes: Essa História é a Nossa História. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p.26).

    CONCLUSÃO
    A Bíblia é rica em detalhes de como o Espirito Santo veio habitar naqueles gentios e judeus que aceitaram a Jesus. Essa habitação traz consigo santidade, poder para resistirão mal e testemunhar de Jesus. Não há um verso nas Sagradas Escrituras que nos permita inferir que o batismo com o Espírito Santo, seguido do falar em outras línguas, ficou restrito ao tempo dos apóstolos. Lucas registra o início da obra do Santo Espírito, e sabiamente, não descreveu um encerramento dessa atividade, pois o Espírito de Deus continua a mover pessoas com seu poder, acima de tudo, para testemunhar de Cristo com autoridade.

    Lucas é efetivamente um escritor que dá ênfase à presença do Espírito Santo em seus dois livros e suas obras são fontes primárias da doutrina pentecostal.

    HORA DA REVISÃO

    1- Faça um pequeno resumo a respeito de Lucas.
    Lucas foi um médico grego convertido ao cristianismo, e que se tornou depois companheiro de Paulo em suas viagens missionárias, De suas mãos saíram dois documentos que representa praticamente 25% do texto do Novo Testamento.

    2- Quais eram as fontes dos escritos de Lucas?
    Lucas, no seu Evangelho, mostra o relato de testemunhas oculares dos fatos narrados, Ele buscou pessoas que haviam convivido com Jesus, visto seus milagres, ouvido seus ensinos e que foram libertas de doenças e espíritos imundos pelo poder do Salvador, No Livro de Atos, Lucas chega a participar de acontecimentos que ele mesmo descreve.

    3- Cite, de acordo com a lição, um dos enfoques do Evangelho de Lucas.
    Sua ênfase recai na atuação do Espírito Santo tanto na vida e ministério de Jesus como nas obras que os discípulos desenvolveram nos primeiros anos da igreja, chegando a mostrar Paulo antes de seu martírio.

    4- O Espírito Santo agiu, atuou na vida de Jesus? Fale a esse respeito.
    Jesus, já adulto, é batizado por João, e nesse momento o Espirito Santo veio sobre Ele em "forma corpórea, como uma pomba” (Lc 3.22). Pela virtude do Espírito volta para sua terra, a Galileia, para ensinar nas sinagogas, e tendo chegado a Nazaré, leu o texto de Isaias que dizia; “O Espírito do Senhor é sobre mim (Lc 4.18).

    5- Segundo a lição, o que mostram os escritos de Lucas?
    Seus escritos mostram que Deus está no controle da história, guia seus discípulos, opera milagres e fala diretamente com seus servos.


    Lição 13 - A Mensagem Pentecostal

    Classe: Adolescentes – 3° Trimestre de 2018 - Lição da revista do Aluno
    TEXTO BÍBLICO
    Atos 2.1-12
    Destaque
    "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os seus pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo” (At 2.4).
    Trocando ideias
    Os pentecostais têm uma história muito bonita no mundo. Deus chamou pessoas simples, desprovidas de recursos financeiros, bem como de conhecimento formal, mas repletas de amor em seus corações e cheias do Espírito Santo derramado pelo Pai.

    Milhares dessas pessoas fizeram empreendimentos espirituais elevadíssimos no Reino de Deus. Isso aconteceu por um único motivo: tais pessoas, homens e mulheres, creram piamente que o que ocorreu no livro dos Atos dos Apóstolos poderia tornar a acontecer em nossos dias. Você também crê?

    Lição 12 - O Movimento Pentecostal no Brasil


    Classe: Adolescentes – 3° Trimestre de 2018 - Lição da revista do Professor
    TEXTO BÍBLICO
    Atos 10.44-48
    Destaque
    "O Senhor diz ao seu povo: Depois disso, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas: os filhos e as filhas de vocês anunciarão a minha mensagem; os velhos sonharão, e os moços terão visões” (Joel 2.28).
    LEITURA DEVOCIONAL
    SEG.................................................... Mt 3.11
    TER..................................................... At 2.1-4
    QUA................................................... 1 Co 12.4-11
    QUI.................................................... At 8.15-17
    SEX.................................................... 1 Co 14.1
    SAB..................................................... At 19.1-6
    DOM.................................................... Tt 3.6

    OBJETIVOS
    Narrar o avivamento da Rua Azusa;
    Relatar a fundação da Assembleia de Deus no Brasil;
    Descrever as três fases do Movimento Pentecostal Brasileiro.

    O Batismo no Espirito Santo

    INTRODUÇÃO
    Antes que Jesus ascendesse aos céus, exortou os seus discípulos a buscarem o batismo no Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.4, 5, 8). Eles obedeceram, e depois de 10 dias de perseverança e oração, foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas (At 2.1-4). Foram revestidos do poder do alto para executarem a grande tarefa que lhes confiara o Senhor Jesus: evangelizar o mundo (At 1.8). Era o Dia de Pentecostes. E, assim, teve início a dispensação denominada “ministério do Espírito” (2 Co 3.8).

    Lição 14 - Entre a Páscoa e o Pentecostes

    TEXTO ÁUREO
    "Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar [...] E todos foram cheios do Espirito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (At 2.1,4)
    VERDADE PRÁTICA
    Sem a Páscoa, não há Pentecostes; e, sem o Pentecostes, o Páscoa perde a sua eficácia: somente a redenção em Jesus Cristo, que está junto ao Pai, traz o derramamento do Espírito Santo.

    LEITURA DIÁRIA
    Segunda – Êx 34.18: A festa dos pães asmos
    Terça – Êx 24.7,8: A aliança entre Deus e Israel
    Quarta – 1 Co 5.7: Jesus Cristo, o Cordeiro Pascal
    Quinta – Êx 12.12: O significado da Páscoa
    Sexta – Êx 34.22,26: A festa de Pentecostes
    Sábado – At 2.1-4: A descida do Espírito Santo no Pentecostes
    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
    Êxodo 34.18-29
    18 - A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de abibe; porque no mês de abibe saíste do Egito.
    19 - Tudo o que abre a madre meu é; até todo o teu gado, que seja macho, abrindo a madre de vacas e de ovelhas;
    20 - o burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.
    21 - Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás; na aradura e na sega descansarás.
    22 - Também guardarás a Festa das Semanas, que é a Festa das Primícias da sega do trigo, e a Festa da Colheita no fim do ano.
    23 - Três vezes no ano, todo macho entre ti aparecerá perante o Senhor Jeová, Deus de Israel;
    24 - porque eu lançarei as nações de diante de ti e alargarei o teu termo; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer tręs vezes no ano diante do SENHOR, teu Deus.
    25 - Năo sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da Festa da Páscoa ficará da noite para a manhã.
    26 - As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás é casa do SENHOR, teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
    27 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras; porque, conforme o teor destas palavras, tenho feito concerto contigo e com Israel.
    28 - E esteve Moisés ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os dez mandamentos.
    29 - E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai (e Moisés trazia as duas tábuas do Testemunho em sua mão, quando desceu do monte), Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que o SENHOR falara com ele.

    OBJETIVO GERAL
    Conscientizar de que sem a Páscoa, não há Pentecostes; e, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia.

    HINOS SUGERIDOS: 350, 439, 539 da Harpa Cristã

    OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
    I. Mostrar que Cristo é a nossa Páscoa;
    II. Reconhecer a importância do Pentecostes, a Festa das Primícias;
    III. Explicar o significado do Dia de Pentecostes.

    INTERAGINDO COM O PROFESSOR

    Prezado (a) professor (a), com a graça de Deus chegamos a conclusão das lições do trimestre, uma oportunidade ímpar que tivemos de estudar a teologia do livro de Levítico. O povo estava acampado no deserto, o Tabernáculo, lugar de adoração a Deus estava pronto, então era o momento ideal para o Senhor orientar a Moisés e a todos hebreus quanto és leis a respeito da adoração, do culto, do serviço e dos ministros. Contudo, o livro de Levítico não é somente uma série de normas e regras, mas uma demonstração clara da maneira como o homem pecador pode se aproximar e se relacionar com o Deus que é Santo.  Esse livro nos revela a santidade e majestade do nosso Deus e o caminho, Jesus Cristo, que temos que trilhar para ter um relacionamento pessoal com Ele. Que possamos adorar a Deus todos os dias da nossa vida, com temor e santidade, pois somente Ele é digno de ser adorado.

    INTRODUÇÃO
    Na última lição deste trimestre, veremos que, das festividades do Antigo Testamento, as duas mais emblemáticas para o crente em Jesus Cristo são a Páscoa e o Pentecostes. Tendo em vista esses dois marcos da verdadeira fé, afirmou o evangelista norte-americano Stanley Jones (1884-1973): “A vida do cristão começa no Calvário, mas o trabalho eficiente no Pentecostes”.

    Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. E, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia. Isso significa que duas são as experiências indispensáveis ao discípulo de Jesus: a salvação e o batismo com o Espírito Santo.

    Através do Evangelho completo, podemos reviver a experiência da Igreja Primitiva, que apregoava ousadamente que Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, em breve, virá nos buscar.

    PONTO CENTRAL
    Somente a redenção em Jesus Cristo traz o derramamento do Espírito Santo.

    I – CRISTO, NOSSA PÁSCOA

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    Tanto para os cristãos quanto para os judeus, a Páscoa é considerada a primeira grande festa da Bíblia Sagrada. Se, por um lado, celebra a libertação nacional de Israel; por outro, simboliza a redenção humana através de Jesus Cristo.

    1. Definição.
    A palavra “páscoa” origina-se do vocábulo hebraico pesah que, etimológica e tipologicamente, pode ser definida como a passagem da escravidão à liberdade. Essa interpretação cabe tanto à nação hebreia como ao crente em Jesus Cristo.

    Conhecida também como a festa dos pães ázimos, a Páscoa é a mais importante festividade da Bíblia Sagrada, porque marca a primeira aliança formal entre Deus e o seu povo (Êx 24.7,8).

    2. Cerimônia pascoal.
    No capítulo 12 de Êxodo, a cerimônia pascoal é detalhada com rígidas recomendações, a fim de que os hebreus jamais se esquecessem de seu real significado (Êx 12.12). No décimo dia do primeiro mês, cada família hebreia tomava um cordeiro, ou cabrito, macho de um ano e sem defeito, para imolá-lo no décimo quarto dia (Êx 12.6). O sacrifício deveria ser comido reverentemente com pães ázimos e ervas amargas (Êx 12.8).

    3. Simbologia.
    Como já dissemos, a Páscoa simboliza tanto a redenção de Israel como a dos gentios, pois, através de Jesus Cristo, ambos os povos fizeram-se um (1 Co 12.13). Eis por que o Senhor Jesus foi identificado, desde o início de seu ministério, como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29,36; Ap 5.6). Ele é o sacrifício dos sacrifícios.

    A simbologia redentora da Páscoa ganha vida e expressão na celebração da Santa Ceia (1 Co 11.23-31). Levemos em conta, também, que o Senhor Jesus foi crucificado durante a celebração pascal (Mt 26.2). Ele é o nosso Cordeiro Pascal (1 Co 5.7).

    SÍNTESE DO TÓPICO I
    Cristo, o Cordeiro de Deus, é a nossa Páscoa.

    SUBSÍDIO DIDÁTICO
    Professor (a), para iniciar o primeiro tópico da lição faça a seguinte indagação: “O que significa a palavra Páscoa?” Ouça os alunos com atenção e explique que significa “passar por”.
    Utilizando o quadro abaixo, explique o significado dessa celebração para os egípcios, judeus e cristãos. Conclua enfatizando que a Páscoa nos fala do sacrifício de Cristo, nosso Cordeiro Pascal.

    A Páscoa
    Seu significado
    Para os egípcios.
    Significava o juízo divino sobre o Egito.
    Para os israelitas.
    A saída do Egito, a passagem para a liberdade.
    Para os cristãos.
    É a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo.

    II – O PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS
    Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. Isto significa que, sem a experiência pascal, as primícias não têm qualquer significado diante de Deus. O sangue do Cordeiro é imprescindível à nossa redenção (Hb 10.18).

    1. Definição.
    A festa de Pentecostes, celebrada 50 dias após a Páscoa, recebe as seguintes designações: festa das colheitas, das semanas, das primícias (Êx 34.22,26). Enquanto a Páscoa era uma cerimônia doméstica, o Pentecostes era uma celebração pública, na qual toda a nação louvava a Deus por sua suficiência; era também o momento de se exercer a misericórdia e o serviço social (Dt 16.10; Rt 2.1-3).

    2. O cerimonial.
    Em santa convocação, na qual todos deveriam apresentar-se a Deus de forma jubilosa, Israel apresentava a Deus as primícias de suas colheitas (Dt 16.11). A cerimônia tinha início no exato instante em que a foice punha-se a ceifar a seara (Lv 23.21; Dt 16.9). No momento mais solene, o adorador “movia o molho perante o Senhor” (Lv 23.11).

    3. A simbologia.
    Para nós, pentecostais, as primícias representam as almas que, através do evangelismo e das missões, apresentamos ao Senhor Jesus Cristo. Aliás, Ele mesmo comparou o ganhar almas ao semear e ao ceifar (Mt 13.1-8,37; Jo 4.35).

    SÍNTESE DO TÓPICO II
    Durante o Dia de Pentecostes o Espírito Santo foi derramado sobre judeus e gentios.

    SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
    Pentecostes
    Pentecostes era a segunda das três grandes festas de Israel (Dt 16.16). A palavra grega Pentecostes (pentkostes) significa ‘quinquagésimo’, referindo-se ao quinquagésimo dia depois da oferta de manjares durante a Festa dos Pães Asmos.

    Outro título pelo qual esta festa é conhecida é a Festa das Semanas, que se refere a sete semanas após a oferta das primícias; a Festa da Colheita (Êx 23.16), referindo-se à conclusão das colheitas de grãos; o dia das primícias (Nm 28.26), falando das primícias de uma colheita terminada, e mais tarde os judeus a chamaram solenemente de assembleia, que foi aplicado ao encerramento da festa da estação da colheita.

    Embora as Escrituras não afirmem especificamente seu significado histórico, elas parecem indicar basicamente uma festa da colheita. A hora avaliada do Pentecostes é o quinquagésimo dia ‘no dia imediato ao sábado’ ou ‘ao seguinte dia do sábado’ (Lv 23.11,15), uma sentença que é cronologicamente problemática.

    Na época das primícias, os israelitas trariam ao sacerdote  seus primeiros frutos, e ele os ofereceria ao Senhor agitando os molhos (Lv 23.9-14; Nm 18.12,13; Dt 26). Esta parece ter sido uma oferta de gratidão antecipada pela bênção que o Senhor concederia às colheitas. No Pentecostes, 50 dias depois das primícias, o sacerdote tomaria um molho das primícias da sega, e dois pães levedados, e os moveria perante o Senhor. Isto marcaria o final da colheita. As outras cerimônias ligadas a esta festa estão descritas em Levítico 23.15-22. Em Números 28.26, o Pentecostes é chamado tanto de Festa das Semanas como de Festa das Primícias. Esta Festa das Primícias não deve ser confundida com as primícias oferecidas durante os dias dos pães asmos (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 1500,1501).


    III – O DIA DE PENTECOSTES
    Se o Senhor Jesus Cristo não tivesse sido imolado como o nosso Cordeiro Pascal, aquele dia de Pentecostes, em Jerusalém, não teria qualquer sentido para nós, gentios. Todavia, a Páscoa de Cristo tornou real o Pentecostes do Espírito.

    1. Cristo, o Cordeiro Pascal.
    O Senhor Jesus foi crucificado durante a Páscoa (Mt 26.2). Mas, ao terceiro dia, eis que Ele ressurgiu de entre os mortos, recebendo toda a autoridade nos céus e na terra (Mt 28.1-8). Ele é as primícias dos mortos, por ser Ele mesmo a ressurreição e a vida (Jo 11.25; 1 Co 15.20-23).

    Já ressurreto e prestes a ascender ao céu, o Senhor Jesus prediz a grande colheita que viria através da descida do Espírito Santo (At 1.8). Portanto, os discípulos deveriam esperar em Jerusalém a chegada do Consolador (Lc 24.49).

    2. O Pentecostes do Espírito Santo.
    Passados cinquenta dias, desde a morte de Cristo, ocorrida na Páscoa, eis que os discípulos recebem o Espírito Santo em pleno dia de Pentecostes (At 2.1-4). Cheios do Espírito, falaram noutras línguas, enunciando aos peregrinos que visitavam Jerusalém, as grandezas de Deus (At 2.7-11).

    3. As primícias da Igreja Cristã.
    Nesse momento, levanta-se Pedro com os demais apóstolos e proclama o Evangelho de Cristo. E, como resultado de sua mensagem, quase três mil pessoas convertem-se (At 2.41). Dessa forma, as primícias da Igreja Primitiva são apresentadas a Deus Pai.

    SÍNTESE DO TÓPICO III
    Durante o Dia de Pentecostes o Espírito Santo foi derramado sobre judeus e gentios.

    SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
    O dia de Pentecostes é comemorado cinquenta dias após a Páscoa. Originalmente era celebrada a festa da colheita (Lv 23.15,16). No Novo Testamento também é comemorada a entrega da Lei a Moisés, no Sinai.
    Três fenômenos ocorreram conjuntamente e concorreram para que a descida do Espírito Santo no Pentecostes se constituísse um evento único e inquestionável:
    1) o vento veemente e impetuoso;
    2) as línguas visíveis de fogo que pousaram sobre cada um dos crentes e
    3) falavam em ‘outras línguas’. Não há qualquer registro desses três acontecimentos, em conjunto, em qualquer outro momento” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 709).

    CONCLUSÃO
    Sem a Páscoa, o Pentecostes seria impossível. E, sem o Pentecostes, a Páscoa não seria eficaz. Não podemos esquecer nossas raízes pentecostais. Que jamais deixemos de proclamar que Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo e com o fogo (Lc 3.16). Somente assim, dentro em breve, apresentaremos uma grande colheita, ao Senhor da Seara, em nosso país, na América Latina, na África, na Europa. Enfim, até aos confins da terra.

    PARA REFLETIR
    A respeito de “Entre a Páscoa e o Pentecostes”, responda:

    1) Qual a principal festa da Bíblia?
    A Páscoa.
    2) O que é a Páscoa?
    A palavra “páscoa” origina-se do vocábulo hebraico pesah que, etimológica e tipologicamente, pode ser definida como a passagem da escravidão à liberdade.
    3) O que é o Pentecostes?
    A festa de Pentecostes, celebrada 50 dias após a Páscoa era uma celebração pública, na qual toda a nação louvava a Deus por sua suficiência.
    4) Que relação podemos estabelecer entre a Páscoa e o Pentecostes?
    Sem a Páscoa, o Pentecostes seria impossível. E, sem o Pentecostes, a Páscoa não seria eficaz.
    5) Que lição podemos extrair de ambas as festas?
    Se o Senhor Jesus Cristo não tivesse sido imolado como o nosso Cordeiro Pascal, aquele dia de Pentecostes, em Jerusalém, não teria qualquer sentido para nós, gentios. Todavia, a Páscoa de Cristo tornou real o Pentecostes do Espírito.
    Consulte: Subsídios EBD. Vol 13 – Veja AQUI

    Fonte: Lições Bíblicas 3° trimestre de 2018, Adultos – CPAD| Divulgação: Subsídios EBD

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