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  • Lição 4 - Adorando a Deus na Provação

    Lições Bíblicas Jovens e Adultos – 1° trimestre de 2003, CPAD. Comentarista: Pr. Claudionor de Andrade | Reverberação: www.subsidiosdominical.com

    Texto Áureo

    “Então, Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou, e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1.20.21).

    VERDADE PRÁTICA

    Adorar a Deus em meio ao sofrimento é a maior evidência do verdadeiro culto que lhe é devido por seus filhos individualmente.

    🎯 Veja também:

    Lição 1 - Um Homem Chamado Jó, AQUI

    Lição 2 - A Aparente Felicidade de Jó, AQUI

    Lição 3 - As Calamidades de Jó, AQUI

    Lição 3 - As Calamidades de Jó

    Lições Bíblicas Jovens e Adultos – 1° trimestre de 2003, CPAD. Comentarista: Pr. Claudionor de Andrade | Reverberação: www.subsidiosdominical.com

    Texto Áureo

    “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados: perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos” (2 Co 3.8-10).

    VERDADE PRÁTICA

    Quando as provações chegarem. não se desespere. Deus está no controle de tudo... até do mais estranho e intenso sofrimento?'

    🎯 Veja também:

    Lição 1 - Um Homem Chamado Jó, AQUI

    Lição 2 - A Aparente Felicidade de Jó, AQUI

    Lição 2 - A Aparente Felicidade de Jó

    Lições Bíblicas Jovens e Adultos – 1° trimestre de 2003, CPAD. Comentarista: Pr. Claudionor de Andrade | Reverberação: www.subsidiosdominical.com

    Texto Áureo

    “Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade” (Jó 30.15).

    VERDADE PRÁTICA

    A verdadeira felicidade vai além das posses materiais; inclui, necessariamente, as riquezas de natureza espiritual. Jesus é o nosso mais precioso bem!

    🎯 Veja também: Lição 1 - Um Homem Chamado Jó

    Lição 1: Um Homem Chamado Jó

    Lições Bíblicas Jovens e Adultos – 1° trimestre de 2003, CPAD. Comentarista: Pr. Claudionor de Andrade | 5 de janeiro de 2003

    Texto Áureo

    “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).

    VERDADE PRÁTICA

    Para quem ama e serve fielmente a Deus, o sofrimento não é propriamente um problema; é uma solução: leva-nos a uma comunhão mais perfeita com o Todo-Poderoso.

    Leitura Bíblia em Classe

    Livro de Jó 1.1-5

    LEITURA DIÁRIA

    Segunda - Jó 1.1: O homem que se destacou por sua piedade

    Terça - Ez 14.14: Um dos homens mais santos de todos os tempos

    Quarta - Ez 14.20: Um homem justo

    Quinta - Tg 5.11: Um homem paciente

    Sexta - Jó 42.9: Um homem aceitável diante de Deus

    Sábado - Jó 48.10: Um homem de oração

    INTRODUÇÃO

    Através das experiências de Jó, estaremos enfocando, neste trimestre, a problemática do sofrimento do justo. Trata-se de um tema aparentemente difícil em decorrência de suas implicações teológicas e filosóficas. No entanto, haveremos de constatar que o crente fiel, até mesmo no cadinho da provação, reúne forças para regozijar-se em Deus. No ardor de sua angústia, professa Jó: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).


    Se você está passando pelo crisol divino, não se desespere. Desta crise, sairá um ouro mais refinado e precioso. Deus sabe como trabalhai as aflições de seus filhos. Por meio destas, vai Ele nos apurando, enquanto, de maneira inexplicável, demonstra-nos todo o seu amor Sim, o Amoroso Pai quer cinzelar cada um dos nossos sentimentos para adequar-nos aos seus planos e propósitos.

    Acompanhe, passo a passo, as angústias e regozijos do homem que foi testado além da resistência meramente humana. Que o crente fiel terá provações e lutas nesta vida não o podemos negar; é fato declarado e constatado nas Escrituras. Crente sem cruz não é discípulo de Jesus.


    I. QUEM ERA JÓ

    Jó foi considerado pelo próprio Deus como um dos três homens mais piedosos de todos os tempos (Ez 14.14). Não é sem razão que, em hebraico, encerre o seu nome um significado tão amoroso: Voltado para Deus!

     

    1. A historicidade de Jó.

    Dois autores sagrados comprovam-lhe a historicidade: Ezequiel e Tiago (Ez 14.20; Tg 5.11). Laboram em grave erro, portanto, os teólogos liberais que dizem não passar o patriarca de uma mera ficção literária. As evidências bíblicas e históricas atestam ter existido, de fato, o homem que se tornou conhecido, universalmente, como o mais perfeito sinônimo de paciência.


    Além das passagens supracitadas, que afiançam o fato de ser Jó um personagem histórico e real, temos o testemunho do próprio Deus. Testemunho este, aliás, dado em primeira mão ao mesmo demônio (Jó 1.8). Por outro lado, não podemos confundir os personagens do Livro de Jó com os homônimos que aparecem em algumas genealogias bíblicas. Há também os que supõem ter sido Jó procedente da tribo de Issacar (Gn 46.13).


    2. Sua terra natal.

    Localizada no Norte da Arábia, a terra de Uz ficava na confluência de várias rotas importantes. E isso facilitou tanto as incursões dos sabeus e caldeus às propriedades de Jó, como o rápido deslocamento de seus amigos quando “combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo” (Jó 2.11). Embora proviessem Zofar, Bildade e Elifaz de diferentes lugares, não tiveram dificuldades em chegar a Uz.

     

    3. A época em que viveu.

    Jó viveu num tempo em que a longevidade humana era ainda prevalecente. Depois de todas as suas tribulações, teve o patriarca uma sobrevida de 140 anos (Jó 42.16). Infere-se, pois, haja sido de aproximadamente 200 anos a sua idade ao falecer.


    Como o livro não faz qualquer menção aos pais da nação israelita nem à destruição de Sodoma e Gomorra, depreende-se tenha Jó vivido numa época anterior à do patriarca Abraão, entre os séculos XXV a XXIII antes de Cristo. Por conseguinte, Jó nasceu depois do dilúvio, do qual faz referência (Jó 22.16), e antes dos primeiros ancestrais do povo judeu.


    4. A teologia de Jó.

    A teologia de Jó é de uma singular e impressionante sublimidade. O patriarca acreditava firmemente em:

    a) O Deus Único e Verdadeiro a quem, por 31 vezes, chama de Todo-Poderoso (Jó 5.17).

    b) A soberania divina (Jó 1.21; 42.2).

    c) O glorioso advento do Cristo: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).

    d) Justificação pela fé. Este postulado acha-se implícito na pergunta: “Como se justificaria o homem para com Deus?” (Jó 9.2).


    Profundamente reflexivo, Jó foi um teólogo de raríssimos pendores; buscava sempre aprofundar-se no conhecimento divino. O seu livro traz ensinos dos mais profundos sobre a vida cristã em geral.

    II. A PROSPERIDADE DE JÓ

    De uma feita, afirmou o Senhor Jesus ser mais fácil a um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus (Mt 19.24). Por este orifício, contudo, passou Jó com todos os seus rebanhos, manadas e cáfilas; sua confiança não se encontrava nos bens materiais; centrava-se no Deus que criou tanto o material quanto o imaterial (Jó 31.24).


    O patriarca desfrutava ainda de um status digno de um príncipe. Não obstante, perseverava em sua integridade; jamais se deixou seduzir quer pela riqueza, quer pela fama, quer pelo poder; era um homem comprovadamente fiel a Deus.


    1. Sua proverbial riqueza.

    Assim a Bíblia sumaria as riquezas de Jó: “E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente ao seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do Oriente” (Jó 1.3).


    2. Seu status social.

    O ilibado caráter de Jó, aliado à sua proverbial riqueza, guindaram-no a uma alta posição social. Embora não fosse rei, era ele tratado como nobre (Jó 29.8). Seu elevado padrão de vida espiritual era conhecido em toda aquela região.


    III. O TESTEMUNHO DE DEUS A RESPEITO DE JÓ

    Jó certamente não era perfeito. Deus, porém, via-o como o mais singular dos mortais: “Ninguém há na terra semelhante a ele” (Jó 1.8). A quem presta o Senhor semelhante testemunho? Ao adversário que tudo faz por caluniar-nos e nos comprometer a reputação (Ap 12.10). O depoimento divino, contudo, é incontestável. Se Deus é por nós, quem será contra nós (Rm 8.31). Jó tinha um caráter notabilíssimo; sobressaía entre todos os seus contemporâneos.

     

    1. Um homem sincero.

    Este é o significado etimológico da palavra sincero: sem cera. Remete-nos este vocábulo à Antiga Roma, onde os atores entravam em cena trazendo máscaras de cera.


    O homem sincero, por conseguinte, não é dissimulado nem vive a representai algo que não é. Jó não era um mero ator; era um autêntico homem de Deus (1 Tm 6.11).

     

    2. Reto.

    Era o patriarca um homem justo, imparcial e direito. Não se deixava comprar pelos poderosos, nem se vendia aos ricos. Sua justiça era notória tanto diante de Deus quanto diante- dos homens (Gn 6.9).


    3. Temente a Deus.

    A sinceridade e a retidão de Jó advinham do fato de ele temer ao Senhor. Não somente acreditava na existência de Deus, como tremia ante a sua verdade e santidade. Sabia o patriarca estar o Todo-Poderoso atento a todas as ações dos filhos de Adão (Ne 7.2).


    4. Que se desvia do mal.

    Jó não se limitava a fugir do pecado; fugia da tentação, pois esta induz o homem à iniquidade e à morte (Tg 1.13,14). Embora não houvesse ainda qualquer mandamento escrito, tinha o patriarca em seu coração as leis, os mandamentos e os estatutos do Senhor (Rm 2.14).


    Você é uma pessoa sincera, reta, temente a Deus e desvia-se do mal? Ou já se conformou com este mundo? (Rm 12.1,2).


    IV. UM PAI DE FAMÍLIA EXEMPLAR

    Jó era um homem que se preocupava com o bem-estar espiritual de seu lar. Todas as vezes que seus filhos reuniam-se para se banquetearem, levantava-se ele, de madrugava, para interceder e fazer sacrifícios por eles diante de Deus. Temia que seus sete filhos e três filhas, seduzidos já pelo vinho, ou já embaídos pela euforia dos festins, viessem a blasfemar do Todo-Poderoso (Jó 1.5).


    Desgraçadamente, muitos são os pais cristãos que já não se preocupam com os seus filhos. Alguns até fingem ignorar o comportamento abominável, infame e criminoso destes (1 Sm 2.22).


    Como estão os seus filhos? Sabe você onde eles se encontram neste momento? Prostituindo-se? Optando pelo homossexualismo? Drogando-se? Ou roubando para sustentar os vícios que eles pouco a pouco vão adquirindo com a sua conivência? E as festas que fazem? Você lhes impõe limites? (1 Tm 5.8). Interceda por eles. Não espere mais. Levante-se de madrugada; rogue a Deus por todos os seus filhos, nominalmente. Ainda há esperança! (Lm 2.19).

     

    CONCLUSÃO

    Todos davam um excelente testemunho de Jó. Até o próprio Deus tinha-o na conta de um homem singular e único em toda aquela geração. Mas, de nós, que estarão dizendo nossos contemporâneos? E os pósteros? Que dirão de nós? Somos, de fato, um modelo de fé? Um paradigma de piedade? Um exemplo de boas obras? Ou já não podemos ser considerados uma referência moral para este mundo que jaz no maligno?

     

    Exige Deus sejam todos os seus filhos um exemplo único de piedade. Caso contrário: não poderemos ser contados entre os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, que todos nos vejam o testemunho, e glorifiquem ao Pai Celeste. Menos que isto é inaceitável.

    Questionário da lição

    1.     Quem era Jó?

    2.     Em que período ele viveu?

    3.     Como era o seu testemunho pessoal?

    4.     O que disse o Senhor Deus de Jó?

    5.     De que maneira agia ele em relação a seus filhos?


    ***