Lição 1 O Verdadeiro Discípulo anda na verdade (Editora Betel ) - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


Lição 1 O Verdadeiro Discípulo anda na verdade (Editora Betel )

Lições Bíblicas BETEL: 4°Trimestre de 2023 | REVISTA: TERCEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO: Instituindo o discipulado baseado na verdade, no amor e fortalecendo os laços da fraternidade cristã.

TEXTO ÁUREO

“Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade.” 3João 3

VERDADE APLICADA

Nossa conduta, em todas as áreas, deve refletir o comprometimento pessoal com a Palavra da verdade que recebemos.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1. Mostrar que quem anda na verdade anda em santidade

2. Ressaltar a importância de falar e andar na verdade.

3. Revelar o padrão de Deus recomendado a seus discípulos.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

JOÃO 17

15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal.

17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

19 E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.

20 E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim

21 Para que todos sejam um, como tu, o Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA – SI 54.5 A verdade divina destrói os inimigos.

TERÇA – Sl 119.30 A verdade é o caminho de Deus

QUARTA – PV 12.19 A verdade subsiste; a mentira desaparece.

QUINTA – PV 22.21 A verdade deve ser aprendida e ensinada.

SEXTA – JO 4.24 A verdade faz parte da adoração a Deus.

SÁBADO – Jo 8.32 A verdade liberta.

 

HINOS SUGERIDOS: 88, 141, 306

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que os discípulos de Cristo valorizem a verdade e vivam nela e por ela.


ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1– João, Gaio, Demétrio e Diótrefes

2– O que é a verdade

3– O poder de um autêntico discípulo

Conclusão


INTRODUÇÃO

Verdade é o termo mais destacado no livro de João e citado por Jesus ao falar sobre unidade e santidade. Esse caráter é exaltado por João na vida de Gaio e Demétrio, em contraponto ao engano produzido por Diótrefes.


Ponto de Partida – Deus nos chamou para viver na verdade

1. JOÃO, GAIO, DEMÉTRIO E DIÓTREFES

A Terceira Carta de João, com apenas 15 versículos, é personalista e foi endereçada ao presbítero Gaio. No entanto, outros dois personagens são mencionados pelo autor, que faz comparações de comportamento e caráter de três obreiros: Gaio, Demétrio e Diótrefes. Tratado como “amado” e “filho”, Gaio é reconhecido por ser um verdadeiro discípulo e uma liderança exemplar que “anda na verdade” [3 Jo 3]. Da mesma forma. Demétrio [3 Jo 12]. Em contraponto, Diótrefes ignora a verdade e despreza seu líder.

 

1.1. Quem foi João.

Filho de Zebedeu, fazia parte do “círculo íntimo” de Jesus, composto por três discípulos, participando, junto com seu irmão Tiago e com Pedro, de ocasiões especiais [Mc 5.36-37; 9.2; 14.33). João era pescador e denominado o discípulo amado” [Jo 21.20]. Autor do Evangelho segundo João, de três cartas que também levam o seu nome – sendo a última endereçada a Gaio, e do livro de Apocalipse. Morreu de velhice, perto de 98 d.C.

 

João foi um dos primeiros seguidores de Jesus. Sempre fiel, registrou inúmeras passagens da vida e do ministério do Mestre, o que certamente contribuiu para formar seu caráter de discípulo. João se concentra na divindade de Cristo: revela Jesus como sendo o Verbo, o Filho de Deus e o próprio Deus [Jo 1.1-3].

 

Sua apreciação pela “verdade”, que destaca no caráter de Gaio, pode ser entendida pelo fato de ele ter sido o evangelista a registrar que Jesus era a Verdade e único Caminho para Deus [Jo 14.6]. Barclay, ao falar da importância do ensino sobre a verdade, feito por Jesus, diz: “Nenhum professor foi jamais a encarnação de seus ensinos, com exceção de Jesus” O termo “verdade” aparece 74 vezes no Evangelho de João, em grande parte pela boca de Jesus: “Em verdade, em verdade...

 

1.2. Quem foram Gaio e Demétrio.

Gaio e Demétrio são apresentados por João como cristãos fiéis [3 Jo 3-6, 12].

1) Gaio era líder de uma das igrejas da Ásia Menor (da qual João se tornou bispo), um obreiro generoso e hospitaleiro que oferecia abrigo aos missionários em sua casa [3]o 3-8].

 

Em sua Terceira Carta, João elogia e incentiva o amado irmão em Cristo por seu ministério de hospitalidade aos mensageiros itinerantes que iam de um lugar a outro para pregar o Evangelho de Cristo.

2) Demétrio era o tipo de cristão que, ao contrário de Diótrefes, procurava construir, em vez de destruir, procurava manter Deus no centro de sua vida, em oposição a si mesmo. Era um homem de boa reputação e leal à verdade, reconhecido por seu testemunho cristão [3Jo 12]. Gaio e Demétrio foram grandes colaboradores de João. Eles ajudavam o apóstolo no cuidado da igreja local.

 

O texto de 3 João parece indicar que Gaio e Demétrio foram fiéis auxiliares de João em uma igreja local, reconhecidos pela verdade e fidelidade ao ministério e à liderança. A conduta deles era referência. Esse reconhecimento vinha da igreja e chegou até João. Como estamos sendo conhecidos? A verdade e a fidelidade podem ser vistas em nosso ministério e vida pessoal? Jesus mostra que a Palavra de Deus é a verdade e quem está sob a verdade é santificado [Jo 17.17].

 

1.3. Quem foi Diótrefes.

Ao contrário de Gaio e Demétrio [3 Jo 1-6, 12], Diótrefes não obedecia nem respeitava o apóstolo João. Era obstinado e falava o que não devia, causando mágoas e conflitos no seio da comunidade. Ele queria ter a primazia entre os irmãos, ou seja, o primeiro lugar [3]o 9-14]. Diótrefes era um mau discípulo, ambicioso e caluniador, portanto, indigno de servir na Igreja.

 

A arrogância de Diótrefes assume patamares estratosféricos, a ponto de ele se recusar a reconhecer a autoridade de João e não receber seus mensageiros em sua igreja local. Ele estava completamente desconectado do “Corpo”, assumindo, com essa postura desleal, o papel de “cabeça”. Paulo nos ensina: “Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles.” [Rm 16.17 – NVI]. Em vez de andar na verdade, Diótrefes andava na arrogância, contrariando a postura do Senhor da Igreja!

 

EU ENSINEI QUE:

O que temos por precioso é o que marcará nosso caráter e o que passaremos adiante. Um discípulo é reconhecido, bem ou mal, por aquilo que está evidenciado em sua vida. No caso de Gaio e Demétrio, era a “verdade”.

 

2. O QUE É A VERDADE

A verdade é um dos atributos divinos. A Bíblia é chamada de “palavra da verdade” [Ef 1.13]. Jesus disse em João 17.17 que a Palavra de Deus é a verdade e, ainda, em João 14.6 que Ele é “o caminho, a verdade e a vida”. A verdade, no contexto cristão e bíblico, não é simplesmente o contrário da mentira, mas a base em que os homens devem andar e a palavra que devem falar [Ef 4.25]. A verdade é absoluta. A verdade liberta [Jo 8.32].

 

2.1. Andar na verdade.

Jesus disse que o diabo é o “pai da mentira” [Jo 8.44], ensinando não só que o inimigo criou a mentira, mas que os filhos de Deus devem andar na verdade, seguindo o caráter de Deus. “Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade” [1 Jo 2.21]. Quem anda na verdade prega e vive o que ensinam as Escrituras, e está em unidade com Jesus [Jo 17.21].

 

O verbo “andar” dá o sentido de continuidade. Significa que andar na verdade deve ser uma ação contínua na vida cristã, não apenas um determinado percurso, mas todo o trajeto! Outro entendimento é que andamos sobre uma base, geralmente, sólida. Jesus nos mostra que a Palavra de Deus é a verdade, portanto, a base sólida sobre a qual devemos caminhar durante toda a nossa vida. Era assim que Gaio e Demétrio viviam, principalmente no ministério, onde eram reconhecidos pela igreja por essa característica [3 Jo 3]. Sobre a verdade, cito novamente Barclay, que diz: “Há muitos que nos disseram a verdade, mas nenhum foi a encarnação da verdade”.

 

2.2. Defender a verdade.

Na versão NTLH de Provérbios 22.12, lemos: “O Senhor Deus está alerta para defender a verdade e atrapalhar os planos dos mentirosos”. Um dos papéis da igreja, portanto, dos crentes, é realizar aquilo que agrada a Deus. E defender a verdade está nesse plano. João combateu Diótrefes exatamente por ele estar do lado oposto da verdade [3 Jo 10]. Por isso ele diz a Gaio: “Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus” [3Jo 11]. Os apóstolos tinham como principal tarefa em seus ministérios defender a verdade. Pedro foi claro ao dizer: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido ” [At 4.20].

 

Ao defender Gaio, o apóstolo João estava defendendo a verdade, uma vez que era esse o comportamento refletido por aquele destacado irmão. Defender o Evangelho, que é a verdade, conforme Jesus ensinou, é defender os valores que Deus deixou em sua Palavra, pelos quais devemos nos guiar [Sl 119.105]. Defender a verdade é defender a revelação dada por Deus. Parafraseando Barclay, muitos homens podem ensinar a verdade, mas só Jesus é a verdade.

 

2.3. Amar a verdade.

João era conhecido como “o apóstolo do amor”. Em sua Terceira Carta, ele demonstra amar a verdade e se alegra com Gaio e Demétrio, que “andam na verdade” [3 Jo 3, 12]. Assim como a verdade, o amor é um dos atributos de Deus. João relata a oração de Jesus, onde Ele declara: “E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lhe farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja” [Jo 17.26].

 

Paulo, ensinando sobre o amor, diz: “O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”. Aqui vemos o estilo de vida cristã exibido por Gaio e Demétrio em oposição ao de Diótrefes [3 Jo 11].

Quem ama a verdade ama a Jesus e a Sua Palavra. Gaio e Demétrio eram homens comprometidos com a verdade, humildes, que amavam a obra e o povo de Deus. Um discípulo cheio de si não pode representar o Cristo que se esvaziou [Fp 2.7].

 

EU ENSINEI QUE:

O verdadeiro discípulo de Cristo deve conhecer, pregar, viver, defender e amar a verdade. Mais que um valor, a verdade é um atributo de Deus.

 

3. O PODER DE UM DISCÍPULO DE CRISTO

O poder de um autêntico discípulo está relacionado 100% ao Evangelho. Paulo diz que este “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” [Rm 1.16]. A fonte deste poder é o Espírito Santo [At 2.1] e nunca o homem ou alguma instituição humana.

 

3.1. O poder para ensinar.

Aquele que tem poder deve aprender primeiro a ter poder sobre si mesmo – só assim terá poder para discipular, com base nas Escrituras. A Bíblia é única fonte de poder: “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” [2Tm 3.16-17]. Jesus orou agradecendo a Deus pelo poder que recebeu sobre toda a carne [Jo 17.2], com o qual tinha autoridade para ensinar as verdades espirituais e eternas. Ele era chamado de “Rabi”, que quer dizer Mestre [Jo 1.38], aquele que tem como atribuição o ensino.

 

Por mais preparado que um discípulo esteja – e isso é bom e importante – o seu poder para ensinar deve estar baseado na Palavra de Deus, tendo como referência a doutrina de Cristo [Mt 7.29]. Para ensinar com autoridade a Palavra de Deus em uma igreja local ou um Seminário que se propõe a contribuir na formação de obreiros, o primeiro requisito não é a formação acadêmica, mas ter nascido da água e do Espírito, como Jesus disse a Nicodemos [Jo 3.10].

 

3.2. O poder para liderar.

Parece que Gaio era um servo de Deus que se destacava na igreja local por sua conduta. Apesar de ter alcançado tal patamar, diferentemente de Diótrefes, que se achava autossuficiente, Gaio mantinha a submissão ao seu líder João. Seu coração era de servo, procedendo fielmente em tudo [3 Jo 8]. Daí vinha seu poder para liderar. Já Diótrefes exigia das pessoas o que ele próprio não tinha: obediência e submissão à liderança. Era insubmisso e opunha-se abertamente às ordens de João [3Jo 9-10].

 

Os discípulos que se inspiram em Jesus constroem relacionamentos.com base no amor e no respeito [Jo 10.11]. No entanto, Diótrefes era desrespeitoso em relação ao seu líder João. O verdadeiro discípulo reconhece suas limitações, não é soberbo diante de suas virtudes, busca respeitar autoridades que Deus instituiu, reconhecendo e submetendo o seu chamado em humildade. Onde há arrogância, há falta de humildade! Todo poder sem limites não pode ser legítimo, pois quanto maior o poder, tanto mais perigoso é o abuso. Ter poder significa estar submisso Aquele que é o Cabeça da Igreja [Cl 1.18]. Ser discípulo de Cristo é negar-se a si mesmo, libertar-se do ego [Lc 9.23].

 

3.3. O poder para servir.

Jesus recomendou aos Seus discípulos que aguardassem em oração até que fossem revestidos de poder do alto [At 1.8]. Em Atos 2, todos eles foram cheios do Espírito Santo, recebendo a unção que lhes daria poder para servirem como Igreja do Senhor. Esse poder foi claro no ministério apostólico [At 4.7-10]. Gaio servia os irmãos ao hospedá-los em sua casa, mesmo sem conhecê-los, uma marca do poder de um servo fiel ao seu chamado.

 

Ministério é serviço e não ser visto. Diótrefes buscavam poder humano, fama e status. Sua busca por primazia não tinha limites. No coração do homem carnal existe o anseio de ser grande, ser reconhecido, afamado. Para quem trabalha na obra de Deus, isso é um grande perigo. O carnal não compreende as coisas do Espírito, porque lhe parecem loucura [1Co 2.14a]. C. S. Lewis, escritor irlandês, diz que “tudo o que não é eterno, é eternamente inútil”. O discípulo aprovado é aquele que serve e o seu serviço terá repercussão na eternidade!

 

EU ENSINEI QUE:

O poder humano não subsiste ante aos desafios ministeriais. O poder que devemos buscar com todo o nosso coração é o poder de Deus, derramado pelo Espírito Santo. Este é o poder essencial para ensinar aos irmãos a servir aos irmãos a servir Igreja de Cristo!

 

CONCLUSÃO

Deus não se agrada daqueles que andam na soberba, como ocorreu com Diótrefes. Mas, quem anda na verdade entende que dela fazem parte a humildade, o serviço, o amor, a submissão, como aconteceu com Gaio e Demétrio, discípulos segundo o que ensinam as Escrituras.

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