Lição 6 - O amor dos primeiros cristãos na igreja {Adolescentes} - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


Lição 6 - O amor dos primeiros cristãos na igreja {Adolescentes}

Lição 6 - O amor dos primeiros cristãos na igreja

Lições Bíblicas Adolescentes - Professor: 4º Trimestre 2023

Revista: Amor na Vida Cristã – CPAD

Comentarista: Daniele Soares

LEITURA BÍBLICA: Atos 6.1-7

A MENSAGEM

Ser bondoso com os pobres é emprestar ao Senhor, e ele nos devolve o bem que fazemos. Provérbios 19.17

DEVOCIONAL

Segunda » Sl 112.9

Terça » Pv 14.31

Quarta » Pv 8.6

Quinta » Jr 22.3

Sexta » Ml 3.5

Sábado » M 12.41-44


Objetivos

1. DESTACAR o compromisso da Igreja Primitiva com a ajuda aos mais necessitados;

2. ELENCAR que a desigualdade social é uma realidade deparada pela Igreja em qualquer época;

3. RESSALTAR o compromisso da Igreja com a ação filantrópica.


EI PROFESSOR!

A principal marca da Igreja Primitiva era o amor entre irmãos. Os cristãos daqueles dias foram impactados pela ascensão do Messias, bem como pelo batismo no Espírito Santo, eventos recentes que avivaram a fé dos apóstolos. A partir de então, os crentes perseveravam firmes seguindo os ensinamentos dos apóstolos, no amor cristão, no partir do pão e nas orações (At 2.42).

 

Nesse sentido, a Igreja tinha o compromisso com a causa dos mais necessitados e naqueles dias, muitas pessoas carentes se juntavam a ela, encontrando acolhimento. Os cristãos, prontamente, ajudavam os mais necessitados porque o amor era a motivação principal da Igreja. Que atualmente a Igreja do Senhor também assuma esse compromisso para com aqueles que mais precisam.

 

PONTO DE PARTIDA

Amigo (a) professor (a), converse com seus alunos sobre os conceitos “ação social” x “assistencialismo”. Pergunte-os qual é a diferença entre esses termos. Conceda um tempo para que eles participem e, em seguida, explique que a ação social diz respeito às ações de ajuda emergencial realizadas por profissionais especializados.


Em contrapartida, o assistencialismo está vinculado a prestar assistência às pessoas mais necessitadas. Enquanto a ação social considera o aspecto imediato, o assistencialismo trata-se de uma atividade contínua. Mostre aos alunos que a missão principal da Igreja é pregar a Palavra de Deus para salvação e mudança de mentalidade. Mas a ação social e o assistencialismo são atividades complementares, já que são formas de manifestar o amor de Deus.

Vamos Descobrir

O Livro de Atos dos Apóstolos narra como foram os primeiros dias de existência da Igreja. Na maior parte, a igreja era formada por viúvas e órfãos que correspondiam aos grupos mais vulneráveis da época. Em razão disso, a missão da igreja não se resumia apenas à pregação do Evangelho, mas, também, ao compromisso em dar assistência aos pobres. Jesus ensinou que acolher o desamparado era um serviço feito a Ele próprio. Essa é uma missão que não pode ser negligenciada pela Igreja na atualidade.


Hora de Aprender

Um dos males que o pecado provocou na humanidade é a desigualdade social. Trata-se de uma situação em que há um desequilíbrio ou distribuição desproporcional de renda entre os grupos de uma sociedade. Diga-se de passagem, esse fenômeno não é específico da atualidade, pois nos tempos de Jesus a pobreza também era muito comum (Mt 11.5; 19.21).

I - A IGREJA DE JERUSALÉM E A AÇÃO SOCIAL

Depois do dia de Pentecostes, o número de pessoas que aceitou a mensagem do Evangelho aumentava a cada dia. Comunhão, milagres, solidariedade eram realidade na igreja em Jerusalém como resultados da ação do Espírito Santo na vida daquelas pessoas (At 2.42).

 

1.1. Os diferentes grupos sociais na igreja.

Naqueles dias, as viúvas dos judeus que nasceram fora de Israel não estavam recebendo ajuda.

Como assim? Eram basicamente três os grupos sociais:

1) judeus nascidos em Israel;

2) judeus nascidos fora de Israel; e

3) não judeus.


Era comum o desejo daqueles de fora de Israel de se mudarem para lá numa idade avançada para morrer e ser sepultado na terra santa. Provavelmente, eram essas as viúvas que estavam passando necessidade. Elas não tinham parentes e dependiam da ajuda da igreja. Diante do esquecimento que essas mulheres estavam vivendo, os discípulos oraram a Deus para lidar com o transtorno. Guiados pelo Espírito Santo, chegaram a uma solução. Eles separaram líderes para cuidar da área social, para que ninguém fosse esquecido e ficasse sem receber a ajuda necessária (At 6.1-4).

 

1.2. O auxílio às pessoas afetadas.

Somos seres humanos e falhos, então, é esperado que surjam problemas. A diferença está em como lidamos com essas limitações. Em Jerusalém, os discípulos oraram, entregando o problema a Deus e o Espírito Santo os conduziu à solução. Esse acontecimento nos ensina que devemos fazer o mesmo quando precisamos lidar com as questões administrativas na Obra de Deus. Antes de tomarmos qualquer decisão, o primeiro passo é buscar a orientação do Senhor, ouvir a sua voz e, somente depois disso, decidir da melhor forma possível.


I - AUXÍLIO TEOLÓGICO

A doutrina dos apóstolos era essencial para o conteúdo daquilo que deveria ser estudado. Os apóstolos, as testemunhas oculares de tudo o que Jesus tinha feito, seriam aqueles que o Espírito Santo lembraria as verdades fundamentais segundo as quais a igreja seria conduzida pelos séculos futuros (Jo 14.17,25,26; 16.13). Desde o início, a igreja primitiva se dedicou a ouvir, estudar e aprender o que os apóstolos tinham para ensinar.

 

A comunhão (do grego, koinonia) significa associação e relacionamentos íntimos. Isto era mais do que simplesmente ficarem juntos, certamente, mais do que simplesmente uma reunião religiosa. Isto envolvia compartilhar bens, fazer refeições juntos, e orar juntos. O partir do pão se refere aos cultos de comunhão que eram realizados como Lembrança de Jesus e instituídos de acordo com a Última Ceia, que Jesus tinha tido com os seus discípulos antes da sua morte (Mt 26.26-29). É provável que este culto incluísse regularmente uma refeição em comum (At 2.16; 20.7; 1 Co 10.16; 11.23-25; Jd 1.12).

 

Oração está ligada ao partir do pão, para explicar a palavra comunhão. Estas eram pelo menos duas das atividades que faziam parte das suas reuniões regulares. A oração sempre foi uma marca das reuniões dos crentes” (Comentário do Novo Testamento— Aplicação Pessoal Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 633).

 

II - A DESIGUALDADE SOCIAL É UMA REALIDADE

Querido (a) adolescente, o pecado, de fato, prejudica as nossas relações e traz separação entre nós e o nosso Deus. Trata-se de uma situação espiritual que influencia as condições de vida da sociedade.

 

2.1. O pecado provocou a desigualdade social.

A miséria e a pobreza, por exemplo, resultam da desigualdade que predomina ano após ano na sociedade. Jesus afirmou que os pobres sempre estariam entre nós (Jo 12.8) e a miséria é o aprofundamento da pobreza em razão da ganância do homem. Em resposta, o Evangelho ameniza essa triste condição da sociedade.

 

O sacrifício de Jesus abrange a vida como um todo – o espírito, a alma e o corpo – e quebra esse padrão criado pelo pecado, trazendo vida e união. Por isso, precisamos olhar o mundo com amor e não só levar a mensagem de esperança do Evangelho, bem como agir para atender às necessidades materiais das pessoas (At 2.44,45).

 

2.2. A desigualdade denunciada na Bíblia.

O Antigo Testamento é claro na sua mensagem sobre a ajuda às viúvas, aos órfãos e aos pobres, que eram as pessoas mais vulneráveis e precisavam de ajuda (Êx 22.22; Dt 10.18; 27.19). Os profetas repreenderam o povo de Israel por deixar de lado os necessitados, pois era algo que desagradava a Deus (Is 1.17; Ez 22.7; Zc 7.10). No Novo Testamento, apóstolo Paulo (2 Co 8.9) e Tiago (1.27) retomam o assunto e mostram a importância do trabalho social.

 

II – AUXÍLIO TEOLÓGICO

“Como observamos em Atos 2.44,45, a indicação não é a de que toda a propriedade privada de bens fosse abolida — como se faz em algumas comunidades religiosas. Mas a sinceridade da consagração dos primeiros cristãos era tal que se poderia dizer: Não havia, pois, entre eles necessitado algum (v. 34).

 

Por quê? Porque quando surgisse uma necessidade, alguém venderia algum bem e traria o dinheiro para solucionar a emergência. Isto é o que o texto grego indica, pelo uso do imperfeito aqui, como em 2.44,45. O lembrete do versículo 34 é, literalmente: ‘porque todos os que possuem herdades ou casas, vendendo-as [tempo presente — de tempos em tempos, conforme surgisse a necessidade], traziam o preço do que fora vendido’. Isto não significa que todos vendiam as suas propriedades ao mesmo tempo e colocavam o dinheiro em um cofre comum. Ao contrário, cada crente conservava a sua propriedade como uma garantia, a ser usada de qualquer modo necessário pela igreja. Esta é a verdadeira administração cristã” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 7 — João a Atos. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 237).


III - A IGREJA E A AÇÃO FILANTRÓPICA

A Igreja pode e deve se envolver em ações sociais e atividades filantrópicas. Filantropia vem do grego filos, “amigo”, e anthropos, “homem , ser humano”, e significa “amigo da humanidade”. Então, é importante estarmos atentos aos problemas sociais e agirmos para que o nome do Senhor seja glorificado.

3.1. Ajudar o próximo é um dever cristão.

Jesus explicou que no Dia em que Deus julgar a humanidade, entrarão no Reino dos Céus aqueles que ajudaram os mais necessitados com comida, água, roupa, remédio e outros cuidados (M t 25.31-46). Isso j porque “quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram” (M t 25.40), disse Jesus. Logo, ajudar aos mais necessitados não se trata apenas de fazer o bem, mas, também, de cumprir o “Ide” de nosso Senhor por meio de ações sociais (Mc 16.15).

 

3.2. Salvos para as obras.

Tiago afirma que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.14-20). Nessa ocasião, Tiago não estava tratando da fé para a salvação, e sim a fé como consequência da salvação. Se cada pessoa fizer um pouco para ajudar conforme sua possibilidade, então, teremos muitas pessoas recebendo assistência. Colabore com essa causa. Lembre-se de que fomos salvos para praticar boas obras.

 

III - AUXÍLIO DIDÁTICO

“Aprendizagem Sensorial. A maior parte do que aprendemos vem pelos sentidos da visão, audição, olfato, tato ou paladar. Infelizmente, as formas tradicionais de ensino tendem a depender principalmente de métodos auditivos, ainda que os aprendizes auditivos constituam o menor percentual de alunos em sala de aula.

 

Propõe-se que 87% de todos os aprendizes tenham de ver e experimentar a aprendizagem de maneira cenestésica para serem bem-sucedidos na aprendizagem.

 

As três principais modalidades pelas quais percebemos informação são a modalidade visual, a auditiva e a cenestésica. Todos temos um jeito preferido de aprender, e aprendemos melhor e mais rapidamente se formos ensinados segundo nossa modalidade preferida. Trata-se de algo especialmente importante para os alunos que têm mais dificuldade de aprender no cenário tradicional da sala de aula. […] Isso não precisa ser negativo, contanto que reconheçamos que os alunos em nossa ‘sala de aula’ são aprendizes visuais, auditivos e cenestésicos” (LINHART, Terry. Ensinando as Próximas Gerações. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp. 116,117).

 

CONCLUSÃO

Diversas organizações trabalham para ajudar os necessitados. Por que, então, nós, que somos a igreja, não seguimos a orientação de Jesus em demonstrar nosso amor pelas pessoas doando comida, roupa ou outro auxílio? Quando estendemos a mão aos que estão precisando, estamos fazendo isso para Deus.

Pense Nisso

Quando se trata de ajudar o próximo, as Escrituras Sagradas nos mostram que Deus leva esse assunto muito a sério. A igreja, como representante de Cristo neste mundo, precisa se envolver com ação social e ajudar aos mais necessitados.

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