A Importância de Estudar os Livros de 1 e 2 de Reis - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


A Importância de Estudar os Livros de 1 e 2 de Reis

Entrevista com o pastor Claiton Ivan Pommerening

Comentarista da revista Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2021

A revista Lições Bíblicas do terceiro trimestre traz uma rica abordagem sobre os livros de 1 e 2 Reis. Nesta entrevista, o autor discorre sobre o objetivo do estudo deste relato bíblico. 

Lição 1: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo

Lição 2: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão

Ele argumenta que é importante aprendermos com os erros e os acertos nele contidos para que assim possamos agradar ao Criador, sabendo que para tal exige-se total dependência e confiança em Cristo, cuja obra na cruz garante o perdão, a reconciliação, a santificação e a aceitação dos pescadores por Deus.

 

O comentarista enfatiza que, compreendendo os livros dos Reis, será possível ensinar aos alunos com mais propriedade e desvendar melhor muitas outras passagens similares do Antigo Testamento, tendo em mente que todo o AT aponta para Cristo, mesmos os trechos mais intrincados, como alguns de Reis, pois Cristo é o cumprimento das promessas de salvação no AT.

Estes são alguns destaques abordados pelo pastor Claiton Ivan Pommerening. Ele é doutor e mestre em Teologia pela Faculdade EST, graduado em Teologia e Ciências Contábeis, membro da Rede Latino-Americana de Estudos Pentecostais (RELEP), diretor e professor de Teologia na Faculdade Refidim/ CEEDUC e pastor-auxiliar na AD em Joinville (SC).

 

1) Qual a importância de se estudar os livros da Bíblia denominados históricos, como 1 e 2 Reis?

O apóstolo Paulo escreveu que "tudo isso aconteceu a fim de nos servir de exemplo, para nós não querermos coisas más como eles quiseram, nem adorarmos ídolos, como alguns deles adoraram" (1Co 10.6-7). 

Embora o apóstolo estivesse falando da travessia do deserto, este texto cabe também ao contexto de Reis. Então, a narrativa de Reis tem uma pegada didática, no sentido de subjetivamente dizer: "Se vocês repetirem o que Israel fez, vão ser levados cativos." Logicamente que, nesta admoestação, precisa ser levada em conta a teologia meritória presente em Reis. Para nós, que estamos no Evangelho de Cristo, o único mérito está nEle.

 

O cativeiro para nós significa que, se não atentarmos para o que a Palavra de Deus ensina, ficaremos presos em nossa mediocridade e não poderemos desfrutar das riquezas espirituais, no sentido de plenitude de vida, liberdade, virtudes e amor que advêm da correta observância da Palavra. No cativeiro, a vida é marcada pelo seu estreitamento, as relações mútuas são muito precarizadas, as limitações para a vida são marcadas pela opressão, a saúde espiritual e emocional é tolhida, portanto tem-se uma vida medíocre e longe do Reino. Contrariamente a isso, estando a Palavra em nós, o Reino de Deus já começa a ser desfrutado aqui com toda a sua abundância e bênçãos e, principalmente, a libertação da opressão do cativeiro espiritual.

 

2) A narrativa bíblica sobre o comportamento de cada rei de Israel e Judá e sobre o que aconteceu com eles como consequência traz, com certeza, grandes lições para nós. Como o senhor resumiria o que podemos aprender com a experiência deles?

 

O principal ensinamento de Reis provém de Deuteronômio: "Se, porém, não ouvires a voz do Senhor teu Deus, se não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno, virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão [...]." (Dt 28.15). Os cativeiros assírios e babilônicos são exemplos do cumprimento deste vaticínio, pois o autor quis mostrar, na vida de cada rei, que o princípio da obediência traz descanso para o povo. Portanto, Reis tem um conteúdo didático neste sentido. Mas, é preciso estar atento que, quando Reis mostra a falência da capacidade humana em obedecer aos mandamentos divinos, está apontando para a Obra de Cristo que, no tempo da graça, capacita os crentes a serem obedientes e assim cumprirem o mandamento divino, agora ressignificado por Jesus nos Evangelhos, Na ânsia de obter mérito através da obediência, podemos correr o risco de tirar o único mérito que nos salva: a morte e a ressurreição de Cristo.

 

O Reino do Norte politicamente era mais instável que o Reino do Sul. Algumas características comprovam isso: a duração mais curta de 209 anos; a violência que precedeu a sucessão real; todos os dezenove reis são considerados maus, pois prestam culto ao bezerro de ouro de Jeroboão; a duração média do reinado era de 10 anos; e nove famílias diferentes ocuparam o trono de Israel. O Reino do Sul chega a 345 anos de existência e era mais obediente e nobre, conforme observado. Assim, a média de duração do reinado era de dezessete anos; e a família de Davi foi praticamente a única a governar em Jerusalém, o que deu estabilidade política ao reinado. Relato isso porque somente Judá voltou do cativeiro, certamente como hipótese da consequência da maior obediência de Judá em relação a Israel.

 

4) Outros destaques na narrativa de 1 e 2 Reis são os profetas Elias e Eliseu. Outros são mencionados, mas estes são os principais. Como o senhor resumiria a importância do ministério desses dois homens de Deus para Israel naqueles dias e seu significado para os nossos dias?

Elias surge na história do nada, era o profeta ermitão que profetizou contra a corrupção, a política injusta e as escolhas perversas dos reis, denunciando e advertindo-os. Já Eliseu tem um passado e uma chamada, era o profeta palaciano com acesso a muitos reis, sendo amigo e conselheiro deles; apesar disso, não hesitou quando foi preciso entregar mensagens duras. Embora ambos tinham uma grande consagração e compromisso com o Senhor, suas histórias eram muito diferentes, por isso não é possível aplicar regras baseadas em doutrinas de homens para definir um profeta de Deus: Elias vivia isolado, enquanto Eliseu estava no meio das pessoas; não consta que Elias tivesse posses, já Eliseu, antes de seguir seu chamado, tinha doze juntas de bois; alguns milagres de Elias causaram mortes e prejuízos, Eliseu em sua maioria praticou milagres de misericórdia e promoção da vida; Elias é comparado a João Batista, Eliseu, por seus milagres de cura, faz lembrar a Obra de Cristo.

 

5) Que lição, de forma geral, a história dos cativeiros de Israel e de Judá trazem para nossas vidas?

Os cativeiros do povo de Deus foram momentos muito duros e traumáticos na nação de Israel. Eles levaram séculos para superarem as perdas e desorganizações sociais e religiosas que os cativeiros trouxeram. A nação do Sul, Judá, teve sua libertação setenta anos depois do início do cativeiro; a nação do Norte demorou muito mais para voltar e, ainda assim, os judeus vivem espalhados pelo mundo.

 

Apenas um número pequeno voltou às suas origens territoriais. A glória de Jerusalém nunca mais foi a mesma, portanto são funestas as consequências da desobediência. Isso nos mostra que, como vivemos no tempo da graça conquistado por Jesus, temos muito mais responsabilidade do que eles em seguir a Palavra de Cristo e servir-Lhe como adoradores num mundo corrompido pelo egoísmo, ideologias, intolerância e desprezo ao Evangelho, tanto na esfera social quanto política, econômica e muitas vezes também na eclesiástica.

 

6) Que conselhos o senhor daria para os professores que estarão ministrando esta edição de Lições Bíblicas neste trimestre?

O professor de ED lida com dois grandes valores: a Palavra de Deus e o aluno, sendo o professor, no caso da ED, o entreposto entre o aluno e a Palavra de Deus. O professor é o que serve a mesa do manjar celestial, servindo e dispondo ao aluno o melhor alimento espiritual. Portanto, o empenho do professor, gastando tempo com estudos e oração, será recompensado com a nutrição e a saúde espiritual dos seus alunos aqui no mundo e, além disso, há a recompensa que Jesus dará naquele dia a todos aqueles que deram o seu melhor e serviram o melhor manjar espiritual aos seus alunos. Que Deus abençoe os seus estudos com os alunos neste trimestre!


Artigo extraído da revista Ensinador Cristão Nº 86

 

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