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Lição 12 - A Conduta do Crente em Relação à Família

Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos | Comentarista: Pr. Douglas Baptista | Data da Aula: 21 de Junho de 2020
TEXTO ÁUREO
“Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.” 
(Ef 5.31)

VERDADE PRÁTICA
Deus estabeleceu o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel, isto é, a instituição da família para glória do nome dEle.
SUGESTÃO DE LEITURA:

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LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.24
Deus planejou abençoar todas as famílias da terra
Terça - Ef 5.23
O marido é a cabeça do lar assim como Cristo é a cabeça da Igreja
Quarta - Ef 5.25
O marido deve amar a esposa de forma incondicional
Quinta - Gl 5.13
O cristão desfruta da liberdade em Cristo e não está sujeito à escravidão
Sexta - Lc 2.51
Deus deseja que os filhos confiem na sabedoria de seus pais
Sábado - Ef 6.3
Aos filhos que obedecem e honram seus pais uma dupla promessa é assegurada
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 5.21-33; 6.1-4

Efésios 5
21 - sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
23 - porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.
25 - Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
26 -  para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 -  para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 - Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.
29 - Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
30 - porque somos membros do seu corpo.
31 - Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne.
32 - Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
33 - Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

Efésios 6
1 - Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
2 - Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,
3 - para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
4 - E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.

HINOS SUGERIDOS: 121, 432, 546 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Mostrar que o relacionamento harmonioso está incluído no projeto divino para a família cristã.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I - Refletir sobre a conduta bíblica prescrita aos maridos;
II - Demonstrar como a mulher casada é comparada à Igreja de Cristo;
III - Orientar a conduta dos pais e filhos no ambiente familiar.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A família é a principal instituição planejada por Deus. O relacionamento familiar é um projeto divino que tem a responsabilidade de glorificar a Deus e transmitir à sociedade o padrão moral e espiritual da família, fundamentado na Palavra de Deus. Para tanto, a Bíblia ressalta o papel dos pais e dos filhos no seio familiar. Tais papéis devem ser exercidos em obediência à palavra divina a fim de que a família mantenha a comunhão e a convivência de forma harmoniosa.

INTRODUÇÃO


Na Bíblia, o relacionamento familiar é um projeto divino que pressupõe o matrimônio monogâmico, heterossexual e indissolúvel (Mt 19.4-6). No modelo divino, os membros da família são iguais, porém, cada um desempenha papéis diferentes. Nesta lição, veremos a conduta requerida por Deus para a família cristã.

PONTO CENTRAL
O relacionamento familiar é um projeto divino.

I – A CONDUTA DO CRENTE COMO MARIDO

No capítulo cinco, Paulo enaltece o matrimônio e o eleva ao mais alto patamar ao comparar o marido a Cristo, e a esposa à Igreja. Neste tópico estudaremos a analogia referente ao marido.

1. O papel do marido como líder da família.
Na Bíblia, a ordem de autoridade é observada do seguinte modo: Deus é a cabeça de Cristo; Cristo é a cabeça do homem; e o homem é a cabeça da mulher (1 Co 11.3). A relação dentro do lar é explicada na frase “o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja” (5.23). Ela mostra o modelo de relacionamento do casamento cristão, isto é, o marido deve liderar a sua casa, do mesmo modo como Cristo lidera a Igreja visando seu absoluto bem-estar (5.29).

Aqui, é necessário ressaltar uma questão importante. O movimento feminista com viés neomarxista considera esse modelo de família como um sistema opressor do homem contra a mulher. Ao contrário desse falacioso discurso, nas Escrituras, o modelo cristão está fundado no amor e no respeito mútuo (Jo 13.34,35).
2. O amor como elemento primordial.
O marido, além de liderar deve também amar a sua esposa assim como Cristo amou a Igreja (5.25). Isso implica a prática de sacrifício, como diz as Escrituras: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (5.25b). O amor de Cristo para com a Igreja foi altruísta e incondicional (Rm 5.8). Assim, a Igreja foi atraída para Cristo por meio do amor, e não por ameaças ou imposição autoritária (Jo 15.12,13). Desse modo, os maridos devem também manter a união e a harmonia conjugal por meio do exercício do “amor”.

3. O cuidado do marido à esposa.
A Escritura enfatiza que a esposa é parte do marido ao declarar “quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (5.28b). Acrescenta ainda que toda a pessoa mentalmente saudável cuida do próprio corpo (5.29), o que significa que o marido deve dar atenção à sua mulher do mesmo modo que atenta para consigo mesmo. Isso implica proteger a esposa e prover-lhe uma vida digna. Essas ações de cuidado não se limitam apenas às provisões materiais, mas igualmente, ao afeto, à consideração e à honra, dentre outras. Tal demonstração de amor deve ser sincera tanto em público quanto em particular, de modo permanente enquanto ambos viverem (Mt 19.6; Cl 3.19).

SÍNTESE DO TÓPICO I
Ao marido Deus delegou a liderança do lar e o dever de amar sua esposa com verdadeiro altruísmo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Para iniciar a lição desta semana é fundamental que o conceito de “amor” seja explicado com clareza aos seus alunos. Para lhe auxiliar nessa tarefa, juntamente com o conceito presente na lição, leve em conta o seguinte fragmento textual: “‘Marido, ame sua esposa’ (Ef 5.25). Se esta frase tivesse sido escrita por um autor clássico, ele certamente teria escolhido uma palavra para ‘amor’ entre três possibilidades. Erao expressava paixão sexual, e é apropriado que o marido cristão tenha um desejo maduro e contínuo por sua esposa. Phileo e storgeo são termos frequentemente usados para expressar afeição familiar. E é apropriado que o marido sinta uma afeição cordial por sua esposa. No entanto, Paulo decide usar agapao, um termo meigo do grego secular, mas uma palavra infundida com um significado cristão único, por seu uso no Novo Testamento. Aqui, agapao expressa o amor desinteressado — um amor que se compromete conscientemente a procurar o bem-estar da pessoa amada, independentemente do custo pessoal. Ao decidir colocar o bem-estar da esposa em primeiro lugar, pois é isto que agapao implica, o marido voluntariamente sujeita seus próprios interesses às necessidades de sua esposa, e, portanto, sujeita-se a ela, em uma atitude de reverência a Cristo” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.434).

II – A CONDUTA DA CRENTE COMO ESPOSA


De acordo com a analogia paulina em relação ao matrimônio, a mulher casada é comparada à Igreja de Cristo. Nesse ponto veremos a conduta requerida da esposa cristã.

1. O conceito de submissão cristã.
As Escrituras ensinam a sujeição de “uns aos outros no temor de Deus” (5.21). Nessa perspectiva alguns exemplos de submissão são apresentados: das esposas aos seus maridos (5.22); dos filhos aos seus pais (6.1); dos servos aos seus senhores (6.5). No caso das esposas, a submissão deve ser “assim como a igreja está sujeita a Cristo” (5.24). Portanto, aqui não se trata de uma sujeição irracional ao domínio de alguém, mas voluntária e de grata aceitação do amor e cuidado do marido. Por isso, nada há de depreciativo nessa conduta, pois retrata o alto nível de relacionamento entre Cristo e a sua amada Igreja.

2. A condição da mulher cristã.
Na cultura judaica a mulher ocupava posição secundária e era parte da propriedade de um homem (Gn 31.14,15). Na sociedade grega as mulheres eram tratadas como inferiores e as esposas eram escravizadas. No Evangelho de Cristo as mulheres alçaram posição de dignidade igual aos homens (Gl 3.28). Ao conversar com a mulher samaritana, Cristo quebrou paradigmas da época e se opôs ao preconceito e a discriminação (Jo 4.9,10). Portanto, a mulher cristã desfruta de plena liberdade em Cristo e não está sujeita a nenhum sistema de escravidão (Gl 5.13).

3. A reverência devida ao marido.
O amor do marido para com a esposa deve ser altruísta (5.25). Esse amor serve ao propósito divino de capacitar a esposa a ser recíproca ao marido (5.22). O homem que assim se porta coopera para que a esposa o reverencie (5.33). Essa reverência consiste em estima e respeito para com o marido. Denota o sentimento que conduz a esposa a agir de modo a agradar seu amado. Essa postura é demonstrada quando ela o apoia e o ajuda em sua tarefa de liderar. Significa que a esposa participa das decisões em família, porém, não procede como opositora nem desautoriza a autoridade de seu marido.

SÍNTESE DO TÓPICO II
À esposa Deus delegou a tarefa de respeitar a autoridade do lar conferida ao seu marido.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“O verbo ‘sujeitar’ (hypotasso) reaparece em 5.24, onde Paulo diz que as esposas devem se sujeitar a seu marido em tudo, assim como a Igreja se sujeita a Cristo. A sujeição da Igreja a Cristo envolve lealdade, fidelidade, devoção, sinceridade, pureza e amor. Essa questão da sujeição representa a essência dos ensinamentos de Paulo às esposas, pois se trata do foco central de exortação em Colossenses 3.18: ‘Vós, mulheres, estai sujeitas a vosso próprio marido, como convém no Senhor’. Todas as passagens do Novo Testamento a esse respeito empregam o mesmo verbo hypotasso (Ef 5.22, 24; Cl 3.18; Tt 2.4,5; 1 Pe 3.1). Paulo usa a voz média em grego para enfatizar o aspecto voluntário da sujeição das esposas. Hypotasso denota ‘sujeição no sentido de submeter-se voluntariamente em amor’ (BAGD, 848). Submeter-se aos outros, ao invés de se impor, deveria ser uma característica geral do povo de Deus (cf. Fp 2.3-8). Nos versos 22-24, Paulo define a natureza da sujeição das esposas de quatro maneiras: ‘A vosso [próprio, idiois] marido’ (5.22; idiois está em grego e não foi traduzido na NIV); ‘como ao Senhor’ (cf. Cl 3.18, ‘como é apropriado no Senhor’); ‘porque o marido é a cabeça da mulher’ e ‘como a igreja está sujeita a Cristo’  (5.24)” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.454).

III – A CONDUTA DO CRENTE COMO FILHO

1. A responsabilidade dos pais.
Os pais devem criar seus filhos na “doutrina e admoestação do Senhor” (6.4b). A palavra “doutrina” ou “disciplina” (do grego paideia) significa orientação ou treinamento para o desenvolvimento do caráter e pronta obediência das normas. Já a palavra “admoestação”, do grego nouthesia, quer dizer instrução ou advertência que faculta a distinção entre o mal e o bem. Além dessas exortações, cabe aos pais estabelecer os parâmetros de conduta e reagir contra a desobediência de seus filhos. Os critérios dessa educação estão na Palavra de Deus (Pv 22.6). Por outro lado, os pais não devem abusar da autoridade recebida, pois eles devem educar com brandura e amor, sem rigor excessivo ou imposições injustas a fim de não incitar à ira de seus filhos (6.4a).

2. A conduta requerida dos filhos.
O dever dos filhos é apresentado de forma objetiva pelo apóstolo: “Vós, filhos sede obedientes a vossos pais” (6.1). A explicação para essa postura é categórica: “Porque isto é justo” (6.1b). Ela segue a ordem natural divinamente estabelecida, pois Deus deseja que os filhos confiem na sabedoria de seus pais (Lc 2.51). Para ratificar esse ensino, o apóstolo cita o quinto mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe” (6.2 cf. Êx 20.12). Assim, os filhos devem obedecer e honrar seus pais. Logo, obedecer significa cumprir o que é ordenado; e honrar envolve amor, respeito e até mesmo o sustento em caso de necessidade. Portanto, a obediência é devida enquanto os filhos viverem sob a tutela dos pais e a honra é um dever para a vida toda.

3. O mandamento com promessa.
Aos filhos que obedecem e honram seus pais, uma promessa dupla lhes é assegurada: “Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” (6.3). Essas bênçãos incluem prosperidade exterior e vida longa. Embora as dádivas espirituais estejam implícitas, a ênfase recai sobre os benefícios materiais. Significa que ao obedecerem e honrarem a seus pais, os filhos submetem-se ao arbítrio de Deus que, segundo o beneplácito da sua vontade, os recompensa com benesses especiais.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Aos pais Deus delegou a responsabilidade de educar e aos filhos o dever de obedecer e honrá-los.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Os filhos terão sua formação moral e espiritual com base no modelo dos pais. Uma boa liderança dentro da família abrange três dimensões da vida dos filhos. A primeira dimensão alcança os filhos pela instrução, isto é, refere-se ao que dizemos para os nossos filhos. A segunda dimensão é a influência, isto é, o que fazemos diante e para os filhos. A terceira dimensão é a imagem do que os pais são e mostram para os filhos no dia a dia. A obediência às vezes contraria a nossa natureza carnal. Os pais devem desenvolver atitudes firmes, amáveis e pacientes para com os filhos, para que eles aprendam que a obediência é para o bem deles. Obedecer é um princípio divino estabelecido para um relacionamento sadio para as partes dentro da família. Esse ponto deve ser ampliado no ensino para corrigir conceituações erradas da educação dos filhos” (CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.171,172).

CONCLUSÃO

No modelo divino todos os membros da família cumprem deveres específicos. O marido tem o dever de liderar e amar sua esposa. A esposa o dever de submeter-se e respeitar a liderança de seu marido. Aos pais o dever de educar seus filhos segundo as Escrituras. Aos filhos o dever de obedecer e honrar seus pais. Assim, o amor, o respeito mútuo e a prosperidade fazem parte da família que se porta conforme Deus planejou.

PARA REFLETIR
A respeito de “A Conduta do Crente em Relação à Família”, responda:

• Qual é a ordem de autoridade observada na Bíblia?
Na Bíblia, a ordem de autoridade é observada do seguinte modo: Deus é a cabeça de Cristo, Cristo é a cabeça do homem; e o homem é a cabeça da mulher (1 Co 11.3).

• Como foi o amor de Cristo pela Igreja?
O amor de Cristo para com a Igreja foi altruísta e incondicional (Rm 5.8).

• O que as Escrituras ensinam a respeito da sujeição?
As Escrituras ensinam a sujeição de “uns aos outros no temor de Deus” (5.21).

• O que Cristo fez ao conversar com a mulher samaritana?
o conversar com a mulher samaritana, Cristo quebrou paradigmas da época e se opôs ao preconceito e a discriminação (Jo 4.9,10).

• Como os pais devem criar seus filhos?
Os pais devem criar seus filhos na “doutrina e admoestação do Senhor” (6.4b).

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Estudo Publicado em Subsídios EBD – Site de Auxílios Bíblicos e Teológicos para Professores e Alunos da Escola Dominical.