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Subsídio bíblico para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 10 | Revista do 3° trimestre de 2019 | Fonte: E-book Subsídios EBD Vol. 17 | Acesse aqui a continuação.

Introdução
“Não há como escapar do fato de que precisamos de uma certa quantia para viver neste mundo, mas o dinheiro, em si, não é a "solução mágica" para todos os problemas”. Portanto, neste estudo o mordomo de Cristo verá como usar o dinheiro na perspectiva bíblica. 

I - O MORDOMO E O USO DAS FINANÇAS

1. O cuidado com o desejo de acumular riquezas (1 Tm 6.9-11).

Aqueles que querem ficar ricos dedicam toda a sua força e atenção para atingir esse objetivo. Por isso, caem em tentação e ciladas (v. 9). Há um ditado popular que afirma: "Uma coisa puxa outra", ou seja, a busca desenfreada por riquezas conduz à queda espiritual e moral. No versículo 10, Paulo deixa claro que o mal não está no dinheiro em si, mas na cobiça e nos meios usados para adquiri-lo. O apóstolo Paulo mostra que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e que muitos da própria igreja, ao se alimentarem desta cobiça, se desviaram da fé. Ele acrescenta que os gananciosos são atormentados com muitas dores.

Como crentes, devemos fazer um bom uso do nosso dinheiro e bens, investindo na eternidade, utilizando os bens para socorrer os necessitados e na evangelização. Timóteo é advertido para que ensine os membros da igreja a respeito do dinheiro, a fim de que eles não sejam arrastados pela torpe ganância. A intenção é o livramento do pecado e da consequente perda da salvação. 

2. O cristão deve depositar sua esperança em Deus e usar o dinheiro para o bem (1 Tm 6.17).


A recomendação de Paulo aos ricos serve para todos os crentes, pois precisamos reconhecer Deus como a fonte de todos os bens e cuidar deles como mordomos. Os ricos são encorajados a praticar o bem por meio de obras de generosidade e solidariedade. As bênçãos materiais recebidas de Deus devem ser desfrutadas e usadas, não para uma vida inútil e egocêntrica, mas para uma vida produtiva e para o avanço do Reino de Deus.

O Senhor Jesus, em Mateus 6.19-21, adverte quanto ao entesourar ou acumular bens no céu. Como discípulos de Jesus, precisamos aprender a acumular tesouros com sólidos fundamentos para serem desfrutados no céu. Precisamos ter cuidado, pois é possível ser rico neste mundo e não ser rico diante de Deus (Lc 12.13-21). Usemos nossos bens de forma sábia e para a glória de Deus, pois Ele deseja que desfrutemos de uma vida plena aqui e no céu.

3. Use o dinheiro para socorrer os pobres.

O socorro aos pobres é uma recomendação bíblica: "Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas" (Is 1.17). Em Israel, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros eram vítimas constantes de intensa penúria e opressão (Jr 7.6). Todavia, o Senhor ordenou aos israelitas que os tratassem com amor e misericórdia. Se o cuidado com os carentes fosse negligenciado, os profetas não hesitavam em denunciar energicamente as injustiças (Jr 34.8-11,16,17). Não podemos ser omissos em relação ao sofrimento do próximo.

4. Rejeite o consumismo.

Embora o desejo de consumir seja considerado algo normal, há uma diferença gritante entre consumo e consumismo. Se o primeiro tem a ver com o suprimento de nossas necessidades básicas, o segundo manifesta um impulso incontrolável de se ter, ou possuir, as coisas mesmo quando estas não são necessárias. Um trata com o que é indispensável, enquanto o outro diz respeito àquilo que é supérfluo. Alguém já disse que o crente deve tomar cuidado para não comprar o que não precisa, com o dinheiro que não tem, visando demonstrar o que ele, na realidade, não é. Administrar bem o dinheiro, atribuindo-lhe o seu real valor, faz parte da verdadeira prosperidade (1 Tm 6.17). A Bíblia destaca, inclusive, o contentar-se com a porção cotidiana proporcionada pelo trabalho digno, honesto e abençoado por Deus (Pv 30.8).


5. Contribua para a Obra de Deus.

O Reino de Deus, apesar de seu aspecto sobrenatural, necessita de nosso apoio natural para expandir-se até aos confins da terra. Portanto, ainda que não sejamos detentores de grandes posses, seremos considerados prósperos e bem-aventurados se participarmos com nossos haveres do avanço da obra de Deus (Lc 21.1-4; Fl 4.18,19).

A Escritura é clara ao preceituar: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" (2 Co 9.7). O texto deixa bem patente que a nossa contribuição para a obra de Deus deve ser feita de forma voluntária, regular e amorosa. Isto significa que temos de ser regulares na entrega dos dízimos e das ofertas.

6. Não seja esbanjador.

Vemos na parábola do Filho pródigo (Lucas 15.11-32), o exemplo de alguém que não sabe administrar seus bens e por isso perdeu tudo (vv. 13-17). Já através do relato da multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes pequenos realizada por Jesus Cristo (João 6.1-15), vemos o Senhor nos ensinado o princípio do reaproveitamento dos alimentos (vv 12,13).

Desses dois destinos relatos bíblicos, podemos extrair valiosas lições, entre tantas destaco apenas quatro.

As lições são as seguintes:
Precisamos planejar onde, quando e como usar nossos haveres.
Não devemos ser esbanjadores com nossas finanças [1].
Não devemos jogar no lixo um alimento que estar bom para consumo e que pode ser reaproveitado.
Não devemos desperdiçar os recursos a nossa disposição.

II - O RICO QUE É POBRE


1. O Rico opressor e sem Deus.
Há muitos que são pobres, mesmo tendo muitos bens materiais, pois não reconhecem a graça, o favor de Deus. Rejeitam a justiça divina, se tornam soberbos e opressores.
Jesus não somente ensinou o caminho da bem-aventurança, como também testemunhou com seu próprio exemplo de vida. Jesus Cristo tendo tudo, escolheu, por amor a nós, viver como pobre (Zc 9.9 cf. Mt 21.5). Ele chorou pelos necessitados (Lc 19.41; Jo 11.35) e tratou a todos com humildade e mansidão (Mt 11.29); teve fome e sede de justiça (Mt 17.17; 21.12,13). Jesus foi misericordioso (Mt 9.13) e perseguido por causa da justiça (Jo 11.46-53).

2. O rico que pensa que o dinheiro pode satisfazer o seu coração.
Por mais alto que seja o saldo de sua conta bancária, a pessoa que ama o dinheiro não encontra satisfação, pois o coração humano foi criado para ser satisfeito apenas por Deus (Ec 3.11). "Tende cuidado e guardai-vos", Jesus advertiu, "porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lc 12.15). Primeiro a pessoa ama o dinheiro, depois, ama ainda mais dinheiro, assim, começa uma busca decepcionante, que pode causar problemas de todo tipo. "Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males" (1 Tm 6.10).

   ·       Você é rico?
Exorte os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para o nosso prazer. Que eles façam o bem, sejam ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; ajuntando para si mesmos um tesouro que é sólido fundamento para o futuro, a fim de tomarem posse da verdadeira vida (1 Tm 6.17-19 -NAA).

b) Servos de Deus que eram ricos.
Ø  Abraão, Gn 13.2
Ø  Ló, Gn 13.5, 6
Ø  Isaque, Gn 26.13,14
Ø  Jacó, Gn 32.5,10
Ø  José, Gn 45.8,13
Ø  Boaz, Rt 2.1
Ø  Barzilai, 2 Sm 19.32
Ø  A sunamita, 2R$ 4.8
Ø  Davi, 1 Cr 29.28
Ø  Jeosafá, 2Cr 17.5
Ø  Ezequias, 2Cr 32.27-29
Ø  Jó, Jó 1.3
Ø  José de Arimatéia, Mt 27.57
Ø  Zaqueu, Lc 19.2
Ø  Dorcas, At 9.36.

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[1] Finanças - Doutrina ou prática de utilização do dinheiro.

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