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Assunto: Grandes temas do apocalipse – Uma perspectiva profética impressionante dos últimos tempos
Lição: Jovens e Adultos
Trimestre: 1° de 2018
Comentarista: Pr. Joá Caitano
Editora: Central Gospel
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Apocalipse 16.12-16
12 - E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente.
13 - E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs,
14 - porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso.
15 - (Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.)
16 - E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira – Daniel 9.24-27: Virá o assolador
3ª feira – Joel 3.9-14: Porque o Dia do Senhor está perto
4ª feira – Sofonias 1.14-18: O grande Dia do Senhor
5ª feira – Zacarias 14.1-4: Todas as nações contra Jerusalém
6ª feira – 2 Tessalonicenses 2.1-8: O esplendor da sua vinda
Sábado – Apocalipse 20.1-20: E a besta foi presa

TEXTO ÁUREO
Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis. Apocalipse 17.14

OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:
- compreender a revelação bíblica acerca da batalha do Armagedom;
- verificar as etapas dessa batalha escatológica e suas consequências;
- conhecer as principais características da conversão de Israel, por ocasião dessa grande batalha escatológica.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor,
Um estudo sintético (leitura geral de todos os textos) deverá ser acompanhado de um estudo analítico (exame profundo e detalhado de cada palavra ou expressão); a combinação de ambas as análises fornecerá um entendimento claro de todos os acontecimentos relacionados ao Armagedom.

Além disso, esse evento serve de alerta à Igreja, para o que o futuro nos reserva no panorama profético (Ap 1.3).

Para ampliar o conhecimento dos alunos, disponibilize, no início da aula, um quadro com outros nomes relacionados ao espaço escatológico, denominado Armagedom:

NOMES RELACIONADOS AO ARMAGEDOM
REFERÊNCIA BÍBLICA
O lagar
Is 63.1-6
Lugar do julgamento divino
Jl 3.12
Seara pronta para colheita
Jl 3.13
Vale da Decisão
Jl 3.14
O lagar da ira de Deus
Ap 19.15
O lugar da ceia do grande Deus
Ap 19.17

COMENTÁRIO
Palavra introdutória
Nesta lição, conheceremos o que será, segundo a profecia bíblica, a batalha do Armagedom, que revelará o Dia do Senhor ou o grande Dia do Deus Todo-poderoso, mencionado em Apocalipse 16.14 — na Escritura, esse evento escatológico recebe outros nomes: dia da vingança (Is 61.2); dia da angústia (Jr 16.19); dia da indignação (Ez 22.24); dia de ânsia, de alvoroço e de desolação, dia
de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas (Sf 1.15).

A batalha do Armagedom — considerada a mais sangrenta de toda a História, quando sairá sangue do lagar até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios (300km; conf. Ap 14.20) — é citada já no Antigo Testamento (Jl 3.9-12) e representa o ajuste entre Deus e Israel, visto que, por meio dela, o Anticristo será derrotado e, depois, lançado no lago de fogo e de enxofre (Ap 19.20).
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Armagedom (hb. Harmagedōn): a explicação mais comum é que o é nome uma combinação do hebraico har (montanha, monte) e a cidade bíblica de Megido, que ficava no vale de Jezreel. Sua localização estratégica tornou-a uma região de batalhas significativas ao longo da história israelita (ex: Jz 5.19,20; 2 Cr 35.22) (ROTZ, C. Central Gospel, 2015, p. 287).

1. A VERDADE BÍBLICA SOBRE A BATALHA DO ARMAGEDOM
Durante muitos anos, estudos, palestras, seminários e conferências especiais acerca do tema produziram provas pujantes, que comprovam a realidade da maior batalha de todos os tempos, que acontecerá no vale de Josafá, nas proximidades de Jerusalém (Jl 3.9-12).

Os mais renomados e respeitados expositores da teologia cristã aceitam e defendem a doutrina do Armagedom, mormente em razão de haver fundamentação bíblica para este evento, que se dará nos dias do fim. As principais referências bíblicas relacionadas a esse evento escatológico são: Salmo 2.1-12; Isaías 34.1-16; 63.1-6; Joel 3.1-17; Zacarias 12.1-9; 14.1-15; Malaquias 4.1-5 e Apocalipse 14.14-20; 16.12-16; 19.19-21.

1.1. O Testemunho profético
Sobretudo no Antigo Testamento, encontramos diversas profecias relacionadas à batalha do Armagedom. Vejamos a seguir.

1.1.1. Isaías
O profeta Isaías faz referência ao Armagedom, pela apresentação de um guerreiro que vem de Edom, de Bozra, com as vestes manchadas de sangue; ele é glorioso, justo, imponente e poderoso para salvar os redimidos na batalha final (Is 63.1-6).

1.1.2. Jeremias
O profeta das lágrimas tem a visão de homens com dores de parto e semblantes macilentos (pálidos, sem brilho, descorados) —; estes são os judeus sendo punidos, purificados e restaurados durante a campanha do Armagedom. Jeremias refere-se a este tempo inédito como aquele dia tão grande, que não houve outro semelhante, e denomina-o a angústia de Jacó (Jr 30.6,7).

1.1.3. Zacarias
Zacarias tem muito a dizer sobre o evento do Armagedom. Um dos maiores focos da sua profecia está na cidade de Jerusalém, que será reconquistada e purificada, e no povo de Israel, que será restabelecido (Zc 12.1-3; 13.1,2).

2. PERSONAGENS NA BATALHA DO ARMAGEDOM
Este é o evento que porá fim ao reino da mentira, para que o reino eterno, no qual a Igreja reinará com Cristo no Milênio, seja estabelecido. A trindade satânica se reunirá com um propósito infernal, mas será derrotada pelo Senhor Jesus, na segunda fase da segunda vinda (Ap 19.11-21).

2.1. Satanás, nosso arqui-inimigo, e os demônios (Ap 13.2; 19.1-12)
O fim de Satanás (Ap 13.2) e seu reino estão em contagem regressiva: esta é uma realidade que não se pode ignorar (Rm 16.20). O diabo será o grande mentor e promotor da batalha do Armagedom; ele tentará estabelecer o seu reino de trevas em todo o mundo, mas não obterá êxito, porque já foi julgado (Jo 12.31;16.11).
 
Nesse tempo, Satanás possuirá plena e completamente o corpo de um homem — o Anticristo —, a fim de executar seus intentos malignos (Ap 13.2-5). Deus permitirá que ele tenha domínio e controle sobre os elementos da Natureza; assim, poderá realizar sinais, milagres e façanhas de engano e mentira (Ap 13.13-15). A vitória do inimigo será parcial sobre os judeus: muitos povos da terra o adorarão e servirão (Ap 13.7).

2.1.1. Os demônios (Ap 9.1-12; 16.13,14)
Todos os demônios e seres espirituais da maldade atuarão nesta grande batalha. Legiões e legiões de espíritos imundos, literalmente, invadirão o mundo inteiro, concentrando sua maior força e seus ataques atormentadores e mortíferos na campanha do Armagedom.
Abadom (gr. Apoliom = exterminador), um poderoso superagente especial das hostes infernais, comandará um exército assombroso (Ap 9.1-11) — uma força combinada de elementos humanos, animais e demoníacos. Abadom e sua hoste subirão no abismo para atormentar os seres humanos durante cinco meses (Ap 9.5).

Geograficamente, o Anticristo obrigará todos os líderes mundiais, juntamente com os seus países, a estarem presentes no vale do Megido (Armagedom), nas planícies de Jezreel, cerca de 90km a noroeste de Jerusalém.

2.2. O Anticristo, a primeira besta (Ap 13.1)
Depois da pessoa bendita do Senhor Jesus Cristo, o personagem mais conhecido e citado nos círculos teológicos, no cenário apocalíptico, é o Anticristo.

Como estudamos na Lição 3, durante sete anos, o Anticristo será o grande líder mundial.

Na primeira parte da última semana profética de Daniel — nos primeiros três anos e meio —, ele fascinará o mundo. A grande maioria dos habitantes da terra o adorará como um salvador mundial (Ap 13.4).

2.2.1. As principais atividades do Anticristo
No fim dos tempos, a primeira besta:
- será o maior e mais eficiente agente do diabo (Ap 13.2); governará o mundo nos aspectos políticos, econômicos e religiosos, durante três anos e meio (Ap 13.4-8; 16-18);

- firmará um tratado de paz com Israel na primeira parte da semana profética (Dn 9.27) — este será rompido, levando-o a declarar guerra à nação (Ap 13.4-8; 16-18); perseguirá implacavelmente os judeus (Dn 7.21,25; Ap12.6);

- matará as duas testemunhas (Ap 11.7);
convocará todas as nações a atacar e conquistar Jerusalém, com 200 milhões de soldados (Zc 12.1,2; 14.1-3; Ap16.16; 19.16,19);
após invadir e profanar o templo israelita, proclamar-se-á um deus (2 Ts 2.4);

- lutará contra o Senhor Jesus no seu regresso à terra (Ap 19.19);
na campanha militar do Armagedom, sofrerá uma derrota pública, esmagadora e total (Ap 19.20);

- depois de derrotado, será lançado no lago ardente de fogo e enxofre (Ap 19.19,20).

2.3. O Falso Profeta, a segunda besta (Ap 13.11)
Este personagem completa a trindade satânica, formada pelo dragão (antideus); pela primeira besta (Anticristo); e pela segunda besta (o Falso Profeta, o antiespírito santo).

Com falsa aparência de cordeiro e linguagem de dragão (Ap 13.11), por meio de falsos sinais, o Falso Profeta enganará o mundo — os que não têm o selo do Cordeiro —, conduzindo- o à idolatria (Ap 10.14; 13.12,13; 20.4). Além disso, ele marcará os seguidores da primeira besta com o número 666 (Ap 13.14-18; 19.20) — esse sinal é mais que um símbolo econômico, antes, trata-se de uma insígnia que separará os que servem e adoram a Jesus dos que adoram e servem ao Anticristo (Ap 13.16,17); os marcados receberão a perdição eterna e a separação de Deus (Ap 14.9-11; 16.2).

A palavra traduzida como batalha, em Apocalipse 16.14, é o vocábulo grego pólemos, que não indica uma única batalha, mas uma série de batalhas, em outras palavras, uma guerra (CAITANO, J. Central Gospel, 2010, p. 168).

2.4. Outros participantes na grande batalha
Dentre outros personagens, seres espirituais, bestas e animais terão papéis importantes nesta batalha, que não deve ser confundida com a batalha de Gogue e Magogue, citada pelo profeta Ezequiel (Ez 38—39) — esta última ocorrerá após o Milênio, quando Satanás for solto para, novamente, enganar a humanidade (Ap 20.7-9).
Vejamos a seguir:
- aves de rapina (Ap 19.17,18,21) — elas farão a limpeza da terra, preparando o mundo para o Milênio, que ocorrerá após o Armagedom;
- a nação de Israel e as nações gentias (Sl 2.1,2; Zc 14.2);
- todas as tribos da terra (Ap 1.7);
- os anjos que acompanham o Senhor Jesus (Mt 24.29-31); a Esposa do Cordeiro, com os santos glorificados (Jd 1.14);
- os exércitos celestiais com vestes brancas (Ap 19.14);
- os cadáveres dos soldados (Ap 19.21).

2.5. O Senhor Jesus, o Verbo Eterno (Ap 19.11-16)
A maior e mais importante personalidade na batalha do Armagedom será o Senhor Jesus. Ele descerá sobre o monte das Oliveiras, e todo olho o verá (Ap 1.7),
para:
(1) vencer os exércitos do mal;
(2) derrotar a trindade satânica;
(3) julgar as nações;
(4) ordenar a precipitação do Anticristo e do Falso Profeta no lago de fogo (Ap 19.20,21) e a prisão de Satanás no abismo (Ap 20.1-6); e (5) salvar Israel, que se converterá a Cristo, após testemunhar o acontecimento (Zc 14.1-5; Ap 1.7).


3. O FINAL MARAVILHOSO
Diversas passagens bíblicas versam sobre a realidade de o céu ter-se aberto diante dos homens (Ez 1.1,25-28; Mt 3.16,17; Lc 3.21,22; At 7.56); no último livro da Bíblia, ele se abre diante dos olhos de João, que contempla o que foi preparado para o grande Dia do Deus Todo-poderoso (Ap 16.14).

Pode-se resumir a campanha do Armagedom com a seguinte expressão: O Senhor vencerá a guerra (Ap 19.19-21)! A Escritura
utiliza expressões que traduzem a derrota do mal: sem mão, será quebrado (Dn 8.25); o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda (2 Ts 2.8).

Todos os exércitos celestiais, vestidos de linho fino, branco e puro, e todos os soldados em prontidão militar, montados sobre cavalos brancos, esperam a ordem do Senhor Jesus para com Ele marchar ao encontro do inimigo, na missão de salvamento do povo de Deus (Ap 19.14).

Se considerássemos apenas as forças militares de Israel e o poderio bélico das nações que irão contra Jerusalém para sitiá-la, invadi-la e conquistá-la, diríamos que Israel não tem chance de vencer tão terrível batalha; porém, esse confronto concluirá a vitória do Cordeiro de Deus sobre o mal (Is 49.26b; Ap 17.14): a trindade satânica e todas as hostes espirituais do inferno serão derrotadas no Dia do Senhor (Ap 19.20), e as aves se fartarão com a carne dos soldados mortos (Ap 20.21).

CONCLUSÃO
A palavra profética acerca da batalha do Armagedom é descrita como a ação do Poderoso de Jacó: Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro (Sl 2.9; 132.2). Cristo, no final da Tribulação, retornará para livrar Israel; empreender uma conversão nacional (Is 4.3-6; Os 3.5; Rm 11.26,27); e inaugurar o Milênio (Ap 20.4). A Igreja, então, reinará com Ele em glória (Ap 17.14).


ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Qual é a diferença entre o Anticristo e o espírito do Anticristo?
R.: O espírito do Anticristo diz respeito à ação demoníaca, promotora de heresias e imoralidades — a ideia de deificação do homem. Já o Anticristo, propriamente dito, é um personagem que aparecerá para liderar, pela força de Satanás, as nações do mundo na batalha do Armagedom.


 
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