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Obs. Este artigo é parte do subsídio para a lição bíblica da classe de Adultos.
O termo fé ocorre com frequência no Novo Testamento. Talvez este seja um dos motivos pelos quais muitos fazem confusão ao se referi palavra fé. Ao falarmos sobre a fé devemos observar em qual contexto está inserido o original grego “pistis” (fé). Exemplos. A bíblia fala da fé no contexto da salvação (Ef 2.8). A fé como um fruto do Espírito Santo (Gl 5.22, ARC). A fé com um dom espiritual (1Co 12.9). A fé natural [infrutífera] (Tg. 2.14 -18). Portanto, fiquemos atentos a fim de evitarmos confusão com o termo em questão.

A FÉ COMO A CONDIÇÃO PARA A SALVAÇÃO

1. O Significado de Fé (Crença).
Com relação ao significado de fé, o verbo crer (no grego: pisteuo) ocorre com grande frequência nas páginas do Novo Testamento significando “ter fé (em, a respeito de uma pessoa ou coisa) [...] por implicação, confiar (especialmente o nosso bem-estar a Cristo) [...] entregar (confiar), colocar confiança em”. A fé também envolve o obedecer, o confiar e o esperar.

2. A fé como condição para a salvação.
A salvação é pela graça, mas a fé é o elemento indispensável (Ef 2.8-9) para obtê-la. A fé como condição para a salvação é o meio pelo qual a graça é recebida. Assim, a fé é mais do que uma simples qualificação — ela é o meio pelo qual a salvação é obtida.
A condição primária para o recebimento (e retenção) da graça salvífica de Deus sempre foi e continua a ser a fé. Esta fé inclui a obediência ao mandamento de crermos no evangelho (Jo 6.28,29; At 16.31; 6.7).

 
3. Diferentes classificações para o termo fé.
A Bíblia contém vários exemplos de fé que não serviu para salvar aqueles que a exerceram (Tg 2.19; Mt 7.22,23).
Tiago nos alerta contra a fé nominal que não gera nenhum tipo de boa ação:
Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? [...] Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. (Tg 2.14, 18).

Pedro descreve apóstatas que possuíam uma espécie de fé que “conhecia” o Senhor, mas que não os havia levado à salvação:
Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou - se - lhes o último estado pior do que o primeiro. (2 Pe 2.20).

3.1. Fé salvífica.
A fé salvífica é a admissão de que nada podemos fazer para conquistar o dom de Deus, além de aceitá-lo por pura graça. A fé salvífica não é meramente um ato da nossa mente (uma compreensão), mas também um ato da nossa vontade (uma aceitação). Ela é o tipo de fé que tem a confiança e a segurança em Cristo para a salvação e, por isso, implica um compromisso em seguí-lo e obedecê-lo.

A fé verdadeira naturalmente resulta em boas obras (Tg 2.1 4 -1 8; 1 Jo 3.17).
Somos salvos exclusivamente pela fé, mas a fé que nos salva não vem sozinha. Ela produz, naturalmente, boas obras. Somos salvos pela fé, mas para as obras (Ef 2.8 -10; Tt 3.3 - 8).

A Fé Salvífica Envolve Compromisso (Sl 37.5; 2Tm 1.12)
A Fé Salvífica Envolve Obediência (2 Ts 1.8; 11.8)
A Fé Salvífica Envolve Amor (Mt 22.37; Gl 5.6; 1 Jo 3.18-20)
A Fé Salvífica Envolve Humildade (Mt 18.3,4)
 
COMO A FÉ SALVÍFICA É PRODUZIDA?

A pregação da Palavra é um dos meios que produz a fé (ver João 17.20; Atos 8.12; Rm 10.14,15, 17 e 1Co 3.5). As Escrituras visam produzir a fé nos seus leitores (ver João 20.31 e 2Tm. 3:15).

3.2. Fé natural.

É a aceitação intelectual de certas verdades acerca de Deus, mas não acompanhada por um compromisso com o Evangelho (Tg 2.17).

3.3. Fé como Dom - [Do latim. Fidem, convicção + donus, dádiva].
Capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo, através da qual o crente é levado a exercer a fé de maneira extraordinária (1Co 12.9; 13,2), visando à expansão do Reino de Deus. O dom da fé induz o crente a fazer grandes petições, e a receber, de igual modo, grandes respostas. Esse dom, porém, não é para ser utilizado em favor de quem o possui; deve visar, antes de tudo, à expansão do Reino de Deus.

3.4. Fé como fruto - [Do hb. heemim; do gr. pisteuõ; do lat. frucrus] Confiança desenvolvida em virtude da íntima comunhão que o crente mantém com o Espírito Santo (Gl 5.22). É uma fé constante e regular que independe das circunstâncias (He 3.17,18). Não é uma fé miraculosa; ela nasce como resultado de um singular relacionamento com o Espírito Santo.

ARREPENDIMENTO COMO DEMONSTRAÇÃO DA FÉ SALVÍFICA

O significado básico de arrepender-se (grego: metaneo) é “pensar diferente” ou “reconsiderar.” Praticamente todos os léxicos gregos concordam que o verbo metanoeo (“metanoear”) é “reconsiderar” ou “modificar o pensamento.”

1. O verdadeiro arrependimento.
Especificamente falando, [o arrependimento] é uma mudança de mente ou atitude com relação ao pecado, particularmente com respeito ao nosso próprio pecado. Ele inclui o remorso (a tristeza segundo Deus — 2 Co 7.9,10). [Ele também] inclui um desejo sincero de se livrar do pecado (o rei Davi expressou este sentimento no Salmo 51), bem como uma determinação de abandonar [o pecado] e caminhar com Deus (At 14.15).

2. A importância do arrependimento.
O arrependimento genuíno diante de Deus contém a fé, e a fé verdadeira em Deus implica o arrependimento. O arrependimento implica não somente uma mudança genuína da mente a cerca da nossa condição de pecadores e da necessidade de Jesus como o nosso Salvador, mas também a boa-vontade de ver a nossa vida modificada por Cristo, a fim de que produzamos frutos para Ele. Isto é evidente a partir de Atos 26.20: “Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento”.

João Batista pregou a mesma mensagem, exortando os descrentes a produzir “frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8).

A fé em Cristo é um dom de Deus (Rm 12:3; Ef 2.8; 6.23 e Fl 1.29); é operação de Deus (ver Atos 11.21 e 1Co 2.5); é preciosa (ver 2 Pe 1.11); é santíssima (ver Judas 20); é frutífera (ver 1 Ts 1.3); é acompanhada pelo arrependimento (ver Mc 1.15 e Lc 24.47); juntamente com o arrependimento, a fé forma a “conversão” (ver Atos 20.21); — é seguida pela conversão (Atos 11.21); tem Cristo como objeto e autor (ver Heb. 12.2).

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