O que fazer para que a igreja cumpra sua vocação magisterial - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


O que fazer para que a igreja cumpra sua vocação magisterial

A educação do Mundo Ocidental deve mais à Igreja Cristã do que ao decadente e corrupto Império Romano. Se o sistema educacional deste prestava-se a formar uma elite para dar continuidade à governabilidade de Roma, aquela sempre apresentou-se para informar, formar e transformar a criança nos caminhos do Senhor, a fim de que se torne útil tanto ao Reino de Deus como ao mundo dos homens.


O ensino fundamental é fruto do trabalho catequético da Igreja. Quanto às universidades, não há o que se discutir; nasceram elas nos monastérios e conventos que se fizeram centros de excelências educacionais.
Por conseguinte, temos de resgatar, o mais depressa possível, a vocação magisterial da Igreja de Cristo.
Eis o que urge fazermos de imediato:
1. Uma Filosofia educacional.

Como educadores e filósofos da educação, estabeleçamos as linhas mestras de uma educação verdadeiramente cristã, que leve em conta os valores comprovadamente bíblicos.
E que esta educação não fique circunscrita ao púlpito nem se limite à Escola Dominical, mas force as igrejas a pensar com mais seriedade na educação de nossas crianças.

A Educação Cristã tem de apresentar as linhas mestras de uma Filosofia pedagógica que tanto prepare o homem para o céu, como o habilite a viver na terra como representante do Reino de Deus.
É hora de apresentarmos às autoridades constituídas nossas demandas curriculares, para evitarmos que nossos filhos e netos não tenham a sua formação cristã desconstruída por pedagogos liberais e anticristãos. Mas nada poderemos fazer se não tivermos uma Filosofia da Educação Cristã bem definida, clara e que apresente as reivindicações das Sagradas Escrituras.

2. Construção de Escolas que primem pela excelência.
Muitos são os nossos seminários, faculdades teológicas e institutos bíblicos. Poucos, entretanto, são os educandários voltados à formação básica e médica de nossas crianças e adolescentes. Por que nós evangélicos não investimos na educação de base? Como haveremos de ter bons seminários se não nos dedicamos ao ensino elementar?
Afirmou o romancista francês Victor Hugo: "Quem abre uma escola, fecha uma prisão".
Todavia, se nos dispusermos a construir escolas, que estas primem pela excelência e não apenas pela quantidade. Se as escolas católicas e adventistas são vistas como centros de excelência no ensino e na formação de crianças, adolescentes, jovens e adultos, não podemos conformar-nos a não ser com a própria excelência.

3. Formação de professores conscientes de sua missão educativa.
Num curso como este, não objetivamos apenas a formação de professores de ED. Visamos de igual modo à conscientização de todos os nossos mestres, pedagogos e filósofos da Educação Cristã, a fim de que proporcionemos uma educação de qualidade aos nossos filhos e netos. 

É imperativo que façamos triunfar os valores cristãos numa sociedade pós-cristã e explicitamente anticristã. E somente o faremos se começarmos pela educação. Sua missão, professor, não é somente inadiável; é pessoal e intransferível. Forjemos, pois, uma Filosofia da Educação Cristã bíblica que prime pela excelência. Deixo a advertência de Paulo em Romanos 12.7.



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