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Lição 12 - A Liderança de Paulo

ūüďĚ Tema: Lideran√ßa na Igreja de Cristo - Escolhidos por Deus para Servir | 4° Trimestre de 2022 – CPAD

Paulo, o Servo Apóstolo

“PAULO, servo de Jesus Cristochamado para ap√≥stolo, separado para o evangelho de Deus (Rm 1.1)”.

1. SERVO

Paulo se apresenta como sendo servo (doulos, servo sem liberdade, ou escravo) de Jesus Cristo.

Lição 2. Saulo de Tarso, o Perseguidor (Escola Dominical)

Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos, 4° trimestre de 2021 – CPAD

Revista: O Ap√≥stolo Paulo - Li√ß√Ķes da vida e minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios para a Igreja de Cristo

COMENTARISTA: Pastor Elienai Cabral

Aula: 10 de Outubro de 2021

Lição 1. O Mundo do Apóstolo Paulo (Escola Dominical)

Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos, 4° trimestre de 2021 – CPAD

Revista: O Ap√≥stolo Paulo - Li√ß√Ķes da vida e minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios para a Igreja de Cristo

COMENTARISTA: Pastor Elienai Cabral

ūüďö TEXTO √ĀUREO

“Disse-lhe, por√©m, o Senhor: Vai, porque este √© para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel." (At 9.15)


Lição 3: A Conversão de Saulo de Tarso

Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos, 4° trimestre de 2021 – CPAD

Revista: O Ap√≥stolo Paulo - Li√ß√Ķes da vida e minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios para a Igreja de Cristo

COMENTARISTA: Pastor Elienai Cabral

ūüĒä VEJA A LI√á√ÉO NESTE FORMATO ūüĎá


Lição 7. Paulo, o Plantador de Igrejas

Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos, 4° trimestre de 2021 – CPAD

Revista: O Ap√≥stolo Paulo - Li√ß√Ķes da vida e minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios para a Igreja de Cristo

COMENTARISTA: Pastor Elienai Cabral

ūüďö TEXTO √ĀUREO

“Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.” (1 Co 3.6)

Lição 8. Paulo, o Discipulador de Vidas

Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos, 4° trimestre de 2021 – CPAD

Revista: O Ap√≥stolo Paulo - Li√ß√Ķes da vida e minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios para a Igreja de Cristo

COMENTARISTA: Pastor Elienai Cabral

ūüďö TEXTO √ĀUREO

“E, Paulo tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irm√£os √† gra√ßa de Deus. E passou pela S√≠ria e Cil√≠cia, confirmando as igrejas.” (At 15.40,41)

ūüí° VERDADE PR√ĀTICA

O discipulado cristão forma discípulos de Cristo para que o imitem de forma que Deus seja glorificado na sociedade.

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Mt 28.19,20

O discipulado é uma ordem do Senhor

Terça - At 2.14-41

A pregação como ponto de partida

Quarta - At 2.42-47

O discipulado como formação na Igreja Primitiva

Quinta - Fp 4.8,9

O discipulado nos faz pensar nas coisas mais elevadas

Sexta - Cl 3.21

O discipulado nos faz buscar as coisas que s√£o de cima

S√°bado - 1Co 10.31

Discipulados a fim de viver para glória de Deus

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Atos 2.42-47; 20.1-4

Atos 2

42 - E perseveravam na doutrina dos ap√≥stolos, e na comunh√£o, e no partir do p√£o, e nas ora√ß√Ķes.

43 - Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

44 - Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.

45 - Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.

46 - E, perseverando un√Ęnimes todos os dias no templo e partindo o p√£o em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de cora√ß√£o,

47 - louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Atos 20

1 - Depois que cessou o alvoro√ßo, Paulo chamou a si os disc√≠pulos e, abra√ßando-os, saiu para a Maced√īnia.

2 - E, havendo andado por aquelas terras e exortando-os com muitas palavras, veio à Grécia.

3 - Passando ali tr√™s meses e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a S√≠ria, determinou voltar pela Maced√īnia.

4 - E acompanhou-o, at√© √† Asia, S√≥patro, de Bereia, e, dos de Tessal√īnica, Aristarco e Segundo, e Gaio, de e Tim√≥teo, e, dos da √Āsia, T√≠quico e Tr√≥fimo.

HINOS SUGERIDOS: 15, 391, 465 da Harpa Crist√£

OBJETIVO GERAL

Revelar a miss√£o integral da Igreja no Discipulado: pregar e ensinar.

OBJETIVOS ESPEC√ćFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Relacionar o apóstolo Paulo com o discipulado bíblico;

II. Salientar a integralidade da miss√£o no Discipulado: pregar e ensinar;

III. Ponderar o discipulado com pessoas de outras culturas.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR


Esta li√ß√£o revela a import√Ęncia de a igreja conjugar com equil√≠brio a prega√ß√£o evangel√≠stica com o ensino crist√£o. Este forma enquanto aquela chama. O pastor Antonio Gilberto, saudoso mestre das Assembleias de Deus no Brasil, sempre ponderou a respeito de ensinar sistematicamente a B√≠blia para a igreja local. O melhor espa√ßo para isso √© a Escola Dominical. Nesse espa√ßo, ensinamos os que foram chamados pela prega√ß√£o do Evangelho.

 

O ministério do apóstolo Paulo revela essa integralidade da missão: pregação da Palavra e ensino formativo. O apóstolo pregava o Evangelho e, também, discipulava, ensinava o povo de Deus a guardar os mandamentos do Senhor.

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos os aspectos gerais do discipulado, com destaque para o papel de Paulo no processo do discipulado nas igrejas que plantou. Perceberemos que esse foi o meio pelo qual nosso Senhor nos concedeu para que os recém-nascidos na fé fossem formados segundo o caráter de Cristo.


PONTO CENTRAL

A missão da igreja é pregar e ensinar.

 

I – PAULO E O DISCIPULADO B√ćBLICO

1. O discipulado bíblico.

O princ√≠pio do discipulado na Igreja Primitiva baseava-se na ordem da Grande Comiss√£o que Jesus deu aos disc√≠pulos por ocasi√£o de seu aparecimento e despedida (Mt 28.19,20). Ap√≥s o Pentecostes, quando a Igreja nasceu historicamente, o cuidado com os rec√©m-nascidos na f√© precisava ser bem estruturado. Em Atos 2.42-47, vemos claramente que as Escrituras (doutrina), a ora√ß√£o, a pr√°tica da comunh√£o e do servi√ßo faziam parte do programa de discipulado da Igreja. Assim, o ap√≥stolo Paulo onde fazia disc√≠pulos, n√£o somente convencia-os a respeito de Cristo, mas mostrava-lhes como imit√°-lo (At 17.1-9; 1 Ts 1.2-10). 

 

2. Paulo, o discipulador.

O apóstolo dos gentios foi um discipulador distinto. Após a sua conversão, ele sentiu a necessidade de conhecer a Cristo mais profundamente (Gl 1.15-17). Paulo sabia do desafio ao defender o nome de Jesus diante dos judeus. Ao longo de suas cartas, vemos um compromisso profundo com a doutrina exposta e a sua aplicabilidade na vida do discípulo. Há doutrina no discipulado, mas há também prática coerente com a doutrina. Isso faz com que o discípulo cresça e chegue à maturidade. Conhecer de maneira teórica apenas, não basta. Para isso, a formação cristã deve apresentar uma integração entre doutrina e prática.


A obra do discipulado envolve pessoas que sejam crentes de verdade, id√īneas, que amem o Senhor e sua Igreja, ao ponto de se doar inteiramente em favor de um novo convertido.

 

3. A metodologia de Paulo para o discipulado.

O primeiro passo para o discipulado de Paulo era pregar o Evangelho e, pelo poder do Esp√≠rito Santo, convencer as pessoas acerca de Cristo. Ent√£o, a partir dos primeiros convertidos, ele plantava uma igreja na cidade. Ao plant√°-la, o ap√≥stolo ficava ali o tempo suficiente para firmar os passos dos novos convertidos. Como seu minist√©rio envolvia itiner√Ęncia, ele n√£o ficava muito tempo no mesmo lugar e, logo, deixava ou enviava algu√©m experimentado na f√© para dar continuidade ao discipulado dos novos convertidos (At 13.1-4; 15.39,40). Em seu minist√©rio, vemos disc√≠pulos especiais que ajudaram muito o trabalho de Paulo: Tim√≥teo, Tito, Silas, L√≠dia, √Āquila e Priscila e outros mais (At 15.40; 16.1). Al√©m de fortalecer a f√© dos novos convertidos, o ap√≥stolo mantinha uma rela√ß√£o de comunh√£o e amizade com eles e seus cooperadores. Uma li√ß√£o importante, aqui, √© destacar que a obra do discipulado envolve pessoas que sejam crentes de verdade, id√īneas, que amem o Senhor e sua Igreja, ao ponto de se doar inteiramente em favor de um novo convertido.


S√ćNTESE DO T√ďPICO I

O apóstolo Paulo foi discipulador com um método de, primeiramente, pregar e, em seguida, ensinar de maneira mais sistematizada.

 

SUBS√ćDIO PEDAG√ďGICO

A aula sempre é um ponto de encontro entre o professor e o aluno. Ou melhor, deve ser entre mestre e discípulo. Segundo a Bíblia, vemos claramente que a relação entre Jesus e os discípulos, bem como dos apóstolos com os discípulos, era de mestre e discípulo. O mestre aplica o que ensina na própria vida, ou seja, ele ensina pelo exemplo. Já o discípulo deseja imitar o que aprendeu, aplicando o ensino na vida concreta. Não esqueça de que o objetivo da Escola Dominical é gerar imitadores de Cristo. Conscientize a classe a respeito disso.

 

II РO DISCIPULADO E A MISSÃO INTEGRAL DE PREGAR E ENSINAR

1. A pregação: o ponto de partida.

Pregar o Evangelho √© o meio que o Esp√≠rito Santo leva pessoas √† salva√ß√£o. √Č preciso preg√°-lo com seriedade, intensidade e ousadia. A Igreja de Cristo se expandiu assim. Ela tinha como ponto de partida a tarefa que Jesus deixou aos seus disc√≠pulos, como vimos anteriormente. Nada pode substituir a dimens√£o proclamat√≥ria da Igreja. Para isso, ela foi revestida do poder do Esp√≠rito Santo para cumprir a miss√£o (At 1.4-8). Quando os disc√≠pulos foram cheios do Esp√≠rito Santo no cen√°culo em Jerusal√©m, a igreja se espalhou por todo o mundo. Assim, os disc√≠pulos de Cristo plantaram igrejas nas casas, nas aldeias, nas cidades. E a Igreja se multiplicava dia ap√≥s dia (At 2.47). 

 

2. O Ensino: “fazer disc√≠pulos”.

O discipulado começa quando pessoas aceitam a Jesus como Salvador de suas vidas. Logo, a conversão a Cristo é a semente da Igreja. Quando cuidada pelos discipuladores, essa semente germina e dá frutos. Não foi assim que aconteceu no dia de Pentecostes? Pedro se levantou dentre as 120 pessoas cheias do Espírito Santo e começou a pregar com autoridade sobre quem era Jesus (At 2.14-35). Resultado: quase três mil pessoas se converteram (At 2.41). E agora? O que fazer? Ensinar, ensinar e ensinar. Os apóstolos entenderam que deviam discipular esses recém-convertidos com a doutrina que receberam de Cristo (At 2.42-47). Ao longo do seu ministério, o apóstolo observou rigorosamente esse princípio e o aplicava nas vidas das pessoas que ele alcançava.

 

3. Pregação e ensino.

A igreja local √© um lugar onde a Palavra de Deus deve ser proclamada com autoridade, em que pessoas sejam atra√≠das pelo Esp√≠rito Santo a Cristo. Mas a igreja tamb√©m √© um local de forma√ß√£o por meio do ensino da B√≠blia. Por isso que as reuni√Ķes de Escola Dominical e os cultos de ensino da Palavra s√£o instrumentos importantes para forjar o car√°ter crist√£o e formar pessoas (crian√ßas, adolescentes, jovens e adultos) que imitem a Cristo em suas vidas. Essa √© uma das nobres miss√Ķes da Igreja de Cristo.


S√ćNTESE DO T√ďPICO II

O discipulado compreende a miss√£o de pregar o Evangelho e ensin√°-lo como car√°ter formativo.


SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO

“O minist√©rio da Igreja inclui equipar um grupo de pessoas que vivem em m√ļtua comunh√£o, capacitando-as a crescer at√© formarem uma entidade amorosa, equilibrada e madura. Paulo diz claramente em Ef√©sios 4.11-16 que a equipagem dos santos para o servi√ßo compassivo em nome de Cristo deve acontecer numa comunidade.

 

As reuni√Ķes de Escola Dominical e os cultos de ensino da Palavra s√£o instrumentos importantes para forjar o car√°ter crist√£o e formar pessoas (crian√ßas, adolescentes, jovens e adultos) que imitem a Cristo em suas vidas.

 

O crescimento espiritual e o contexto em que ele ocorre de modo mais eficaz n√£o surgem por mera coincid√™ncia. O amadurecer do crente n√£o poder√° acontecer fora da comunidade da f√©. O discipulado n√£o possui nenhum outro contexto que n√£o seja a igreja de Jesus Cristo, porque n√£o se pode seguir fielmente a Jesus √† parte de uma participa√ß√£o cada vez mais madura com outros crentes na vida e no minist√©rio de Cristo” (KLAUS, Byron D. A Miss√£o da Igreja. 19.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p. 603).

 

III – O DISCIPULADO COM PESSOAS DE OUTRAS CULTURAS

1.  A prega√ß√£o para os seus irm√£os.

No livro de Atos, percebemos que a prega√ß√£o dos ap√≥stolos era primeiramente direcionada aos judeus. Eles pregavam no Templo, nas sinagogas e os judeus recebiam a Palavra, outros, por√©m, a rejeitavam (3.1-10; 6.9; 7.51-53). Os ap√≥stolos desejavam que seus irm√£os recebessem a Palavra da Verdade. Entretanto, o desafio diante da Lei de Mois√©s com o fen√īmeno da convers√£o entre os gentios se revelaria complexo, conforme nos mostra a quest√£o cultural entre os judeus hebreus e hel√™nicos (At 6.1-6), o derramamento do Esp√≠rito na casa de Corn√©lio (At 10.44-48) e o conc√≠lio de Jerusal√©m (At 15). O Evangelho entre os gentios trouxe um grande desafio para a igreja que crescia.

 

2. A expans√£o para os gentios.

A Igreja n√£o poderia fugir dos gentios, pois alcan√ß√°-los era promessa de Cristo registrada em Atos 1.8. Os ap√≥stolos seriam testemunhas de Cristo n√£o s√≥ em Jerusal√©m, mas passariam por Judeia e Samaria para chegar aos confins da terra. Por isso, nosso Senhor levantou um homem tenaz e valente, separado para ser “ap√≥stolo dos gentios” (At 9.1-9; 26.14-18). O ap√≥stolo Paulo discipulou pessoas oriundas de diversas culturas e costumes religiosos.


N√£o por for√ßa, nem por viol√™ncia, mas pelo meu Esp√≠rito, diz o Senhor dos Ex√©rcitos” (Zc 4.6).


3. O discipulado numa cultura diferente.

O minist√©rio do ap√≥stolo Paulo nos mostra que o discipulado √© o melhor m√©todo para ensinar o Evangelho √†s pessoas que v√™m de culturas diferentes, religi√Ķes diversas e costumes, na maioria das vezes, incompat√≠veis com o Evangelho. Com Paulo, aprendemos que √† propor√ß√£o que absorvemos o Evangelho, nossa forma de pensar √© alterada para desejar as coisas mais nobres e fazer o que glorifica a Deus (Fp 4.8,9; Cl 3.2; 1 Co 10.31). Portanto, “n√£o por for√ßa, nem por viol√™ncia, mas pelo meu Esp√≠rito, diz o Senhor dos Ex√©rcitos” (Zc 4.6).


S√ćNTESE DO T√ďPICO III

O discipulado de Paulo se deu entre seus irm√£os, judeus, bem como entre os gentios.

 

CONHEÇA MAIS

*Sobre o discipulado

“Na maioria das igrejas evang√©licas, o discipulado √© uma pr√°tica de acompanhamento e treinamento b√≠blico que se resume aos novos na f√©. Por√©m, o discipulado, como processo de educa√ß√£o crist√£, n√£o deve ser resumido a este grupo de novos crist√£os.” Para ler mais, consulte a obra “O Discipulado Eficaz e o Crescimento da Igreja”, editada pela CPAD, p.31. 


SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO

“O discipulado √© mais que uma aula ou um conjunto de li√ß√Ķes que transmitem conte√ļdo doutrin√°rio. Discipulado √© um trabalho √°rduo, longo e, √†s vezes, at√© sacrificial. √Č um trabalho de acolhimento, integra√ß√£o, acompanhamento, aconselhamento e orienta√ß√£o espiritual.


Nesse importante minist√©rio, temos Jesus como nosso principal modelo. Al√©m do conte√ļdo √©tico e doutrin√°rio acerca do Reino de Deus transmitido por Jesus, que certamente nos serve de norte nesta quest√£o, Ele destacou que o discipulado precisa enfocar os relacionamentos.


Nos evangelhos, aprendemos que Jesus mantinha uma excelente organiza√ß√£o em seus n√≠veis de relacionamento: em primeiro lugar a multid√£o (Lc 5.1; 6.17; 7.12); em segundo lugar, os disc√≠pulos (Lc 6.1,17); e, terceiro lugar , os ap√≥stolos (Lc 6.13); e, por √ļltimo, os tr√™s mais pr√≥ximos dentre os ap√≥stolos (Mc 14.32; 33; Lc 9.28).

Os ap√≥stolos de Jesus tamb√©m foram disc√≠pulos, pois eles aprendiam vendo, ouvindo e imitando o Mestre. √Č preciso lembrar que todos os ap√≥stolos eram disc√≠pulos, mas nem todos os disc√≠pulos eram ap√≥stolos” (SILVA, Rayfran Batista da. O Discipulado Eficaz e o Crescimento da Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.27).


[...] O discipulado é o melhor método para ensinar o Evangelho às pessoas [...] de culturas diferentes.


CONCLUSÃO

O discipulado leva em conta a pregação e o ensinamento. Ele nos apresenta um desafio grande para interagir com pessoas oriundas de culturas completamente opostas às nossas. Aqui, temos a promessa do Espírito Santo para apresentar o Evangelho com sabedoria e poder. Ele nos usa como instrumento e convence o ser humano de seu real estado.


PARA REFLETIR

A respeito de “Paulo, o Discipulador de Vidas”, responda:

Em que se baseava o princípio do discipulado na Igreja Primitiva?

O princípio do discipulado na igreja primitiva baseava-se na ordem da Grande Comissão que Jesus deu aos discípulos por ocasião de seu aparecimento e despedida (Mt 28.19,20).

 

O que vemos ao longo das cartas de Paulo?

Ao longo das cartas de Paulo, vemos um compromisso profundo com a doutrina exposta e a sua aplicabilidade na vida do discípulo.


Qual é o meio que o Espírito Santo leva pessoas à salvação?

Pregar o Evangelho.


Quando o discipulado começa?

O discipulado começa quando pessoas aceitam a Jesus como Salvador de suas vidas.


O que o ministério do apóstolo Paulo nos mostra acerca do discipulado?

O minist√©rio do ap√≥stolo Paulo nos mostra que o discipulado √© o melhor m√©todo para ensinar o Evangelho √†s pessoas que v√™m de culturas diferentes, religi√Ķes diversas e costumes na maioria das vezes incompat√≠veis.


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Lição 9. Paulo e sua Dedicação aos Vocacionados

Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas Adultos, 4° trimestre de 2021 – CPAD

Revista: O Ap√≥stolo Paulo - Li√ß√Ķes da vida e minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios para a Igreja de Cristo

COMENTARISTA: Pastor Elienai Cabral

ūüďö TEXTO √ĀUREO

“Olhai, pois, por v√≥s e por todo o rebanho sobre o que o Esp√≠rito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu pr√≥prio sangue.”  (At 20.28)

ūüí° VERDADE PR√ĀTICA

No Reino de Deus, a liderança mais antiga zela pelas lideranças mais novas. Os jovens vocacionados precisam de cuidado e zelo.

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Mt 10.7; Jo 21.15-17

O imperativo de Cristo como ponto de partida

Terça - Gl 1.6; Rm 1.16

A vocação pastoral difere da vocação para a salvação

Quarta - Ef 4.11,12

O Senhor chama e ordena os vocacionados

Quinta - At 20.24; Is 6.8-10

A vocação implica uma impulsão interior

Sexta - 1 Sm 3.9

O vocacionado deve estar atento à voz do Senhor

S√°bado - Ef 1.17,18

Sabedoria, revelação e iluminação na vida do vocacionado

ūüďĖ LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Atos 20.17-34

17 - De Mileto, mandou a √Čfeso chamar os anci√£os da igreja.

18 - E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: V√≥s bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na √Āsia, como em todo esse tempo me portei no meio de v√≥s,

19 - servindo ao Senhor com toda a humildade e com muitas l√°grimas e tenta√ß√Ķes que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram;

20 - como nada, que √ļtil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas,

21 - testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

22 - E, agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer,

23 - sen√£o o que o Esp√≠rito Santo, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam pris√Ķes e tribula√ß√Ķes.

24 - Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.

25 - E, agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o Reino de Deus, não vereis mais o meu rosto.

26 - Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos;

27 - porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.

28 - Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja, que ele resgatou com seu próprio sangue.

29 - porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho.

30 - E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.

31 - Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós.

32 - Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele, que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.

33 - De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste.

34 - Vós mesmos sabeis que, para o que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.

ūüéĶ HINOS SUGERIDOS ūüéĶ

HINOS SUGERIDOS: 52, 126, 193 da Harpa Crist√£

ūüéĮ OBJETIVO GERAL

Afirmar o papel cuidador da liderança mais antiga acerca da mais jovem.

ūüďĆ OBJETIVOS ESPEC√ćFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Apontar √Čfeso como o ponto de partida do aprendizado dos vocacionados;

Assinalar o legado doutrinário de Paulo para os novos líderes;

Enfatizar o apelo de Paulo aos líderes.


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ūüĎć  INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Uma das li√ß√Ķes mais extraordin√°rias no minist√©rio de Paulo √© o seu investimento pessoal em formar novos obreiros. O ap√≥stolo sabia que ele passaria brevemente, mas a Igreja permaneceria. Ele tinha uma consci√™ncia hist√≥rica a respeito da obra divina. Essa obra n√£o terminaria nele, pelo contr√°rio, avan√ßaria at√© a volta de Jesus.


√Č muito significativo conscientizar-se de que o Reino de Deus √© muito maior do que qualquer interesse humano. A obra de evangeliza√ß√£o e discipulado n√£o pode parar por falta de novos obreiros. O Senhor chama as antigas lideran√ßas para cuidar das mais novas, pois "grande √©, em verdade, a seara, mas os obreiros s√£o poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara" (Lc 10.2)


INTRODUÇÃO

Nesta li√ß√£o, vamos estudar sobre o grande legado do ap√≥stolo Paulo para os obreiros da atualidade. Sua maneira de ensinar os novos vocacionados, seu legado doutrin√°rio para novos obreiros e seus apelos aos l√≠deres para cuidar do rebanho de Deus. Temos muito o que aprender com a vida e o minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios. Que o Esp√≠rito Santo fale aos nossos cora√ß√Ķes!


PONTO CENTRAL

A liderança mais antiga deve cuidar das mais novas.

 

I – √ČFESO, O PONTO DE APRENDIZADO DOS VOCACIONADOS

1. O ponto de partida.

Em li√ß√£o anterior, vimos que Antioquia foi o lugar de desenvolvimento vocacional do ap√≥stolo Paulo (At 13.1). Em √Čfeso, o ap√≥stolo permaneceu mais tempo e, por isso, dali surgiu um local estrat√©gico para formar novos disc√≠pulos. Assim, preparar seus colaboradores vocacionados para atuar nas igrejas da √Āsia era uma tarefa importante, pois o minist√©rio de Paulo j√° estava mais independente dos ap√≥stolos de Jerusal√©m, embora n√£o perdesse a comunh√£o com a igreja m√£e. Logo, sem uma boa prepara√ß√£o dos novos l√≠deres, a obra de Deus n√£o pode ser feita com efic√°cia. √Č preciso cuidar das novas voca√ß√Ķes.

 

2. Paulo e o despertamento de novas voca√ß√Ķes.

O minist√©rio de Paulo tomou uma propor√ß√£o muito ampla. Era um minist√©rio internacional. Para levar as Boas-Novas aos centros culturais do mundo, ele n√£o podia atuar sozinho. Por isso, o ap√≥stolo arregimentou e investiu em pessoas que o auxiliassem a levar o Evangelho. Podemos citar nomes como os de Tim√≥teo, S√≥patro, Segundo, Tr√≥fimo (At 20.4), T√≠quico (Ef 6.21,22; Cl 4.7; 2 Tm 4.12; Tt 3.12), Tito, Aristarco (Cl 4.10), Filemom, Gaio e tantos outros. Essas pessoas recebiam ensinos diretamente de Paulo, ou seja, o minist√©rio do ap√≥stolo despertava novas voca√ß√Ķes.

 

3. Paulo, um mestre inspirado.

O ap√≥stolo Paulo aproveitou a boa vontade de seus “filhos na f√©” para o aprendizado no Evangelho. Nesse sentido, ele tornou-se um mestre inspirado para os que o ouviam (2 Co 2.12,13,17; 1 Co 4.17; 7.40; Gl 1.8,9), pois o ap√≥stolo recebera revela√ß√Ķes do pr√≥prio Senhor (Gl 1.12). Assim, Paulo reunia vocacionados para dar-lhes instru√ß√Ķes de como pastorear a igreja local. N√£o por acaso, temos tr√™s ep√≠stolas paulinas denominadas de “cartas pastorais” (1 e 2 Tim√≥teo, Tito). Ali, h√° instru√ß√Ķes sobre como pastorear uma igreja, falar com diversas pessoas da igreja local, segundo suas faixas et√°rias. A constitui√ß√£o e a prepara√ß√£o de novos l√≠deres era um cuidado constante do ap√≥stolo. Esse deve ser o nosso cuidado tamb√©m, pois a estabilidade ministerial da igreja local depende disso.


S√ćNTESE DO T√ďPICO I

√Čfeso foi um ponto de partida para o despertamento de novos vocacionados.


SUBS√ćDIO PEDAG√ďGICO

Tenha um olhar atento para que tipo de aten√ß√£o o aluno tem. Temos pelo menos tr√™s tipos: a espont√Ęnea, a passiva e a volunt√°ria. A espont√Ęnea tem a ver com a rea√ß√£o natural em rela√ß√£o aos nossos sentidos como, por exemplo, um susto; a passiva, tem a ver com a rea√ß√£o diante de um objeto em dire√ß√£o ao indiv√≠duo; a volunt√°ria √© a que o indiv√≠duo executa por consci√™ncia e vontade pr√≥pria. A classe da Escola Dominical pode ajudar ao aluno a desenvolver essa aten√ß√£o volunt√°ria t√£o importante para qualquer √°rea da vida. Para obedecer a Cristo √© preciso estar voluntariamente atento aos seus ensinos. Pense em estrat√©gias que resultem no maior envolvimento volunt√°rio do aluno com o conte√ļdo da li√ß√£o.


Temos muito o que aprender com a vida e o minist√©rio do ap√≥stolo dos gentios. Que o Esp√≠rito Santo fale aos nossos cora√ß√Ķes!


II – O LEGADO DOUTRIN√ĀRIO DE PAULO PARA OS NOVOS L√ćDERES

 

1. A advertência de Paulo a respeito dos judaizantes e dos gnósticos.

a) Quem eram os judaizantes? Durante o minist√©rio de Paulo, muitos judeus acolheram a mensagem apost√≥lica e tornaram-se crist√£os, mas nem todos aceitavam a liberdade crist√£ dos gentios. Por isso, alguns deles torceram o ensino do ap√≥stolo, afirmando que a salva√ß√£o dos gentios dependia da observ√Ęncia da Lei Mosaica. Assim, exigiam que os gentios convertidos observassem a Lei, tais como alguns aspectos: a pr√°tica da circuncis√£o, a guarda do s√°bado judaico, a observ√Ęncia dos ritos que envolviam datas e comidas. Parecia que a gra√ßa de Deus n√£o era mais suficiente. Contra isso, Paulo se levantou corajosamente (Gl 1.6-9). E o legado que ele nos deixou foi a defesa intransigente quanto √† natureza graciosa da salva√ß√£o. Disso, nenhum l√≠der crist√£o pode abrir m√£o: a Salva√ß√£o √© por gra√ßa e n√£o por m√©rito humano.


O apóstolo [...] preocupava-se em viver de maneira coerente com o que ensinava.


b) Quem eram os gnósticos?

Havia crist√£os adeptos do gnosticismo. Eles acrescentavam elementos filos√≥ficos √† f√© crist√£ que corrompiam a s√£ doutrina. Era uma filosofia prejudicial ao evangelho que Paulo ensinou. Os gn√≥sticos se consideravam mais espirituais que os demais. Para eles, o esp√≠rito era mais importante que o corpo, e ensinavam que o corpo √© mat√©ria imprest√°vel. Da implica√ß√£o desse ensino resultava a banaliza√ß√£o da gra√ßa de Deus. Uma gra√ßa que n√£o requer arrependimento, santidade e disciplinas espirituais n√£o √© gra√ßa verdadeira. O ap√≥stolo Paulo refuta esse falso evangelho, dizendo: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso esp√≠rito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreens√≠veis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). Seu legado para n√≥s no s√©culo XXI: n√£o banalize a maravilhosa gra√ßa de Deus.

 

2. O compromisso de Paulo com o Senhor (At 20.19).

O ap√≥stolo n√£o se preocupava apenas em lidar com os falsos ensinos que deturpavam a f√© crist√£. Ele preocupava-se em viver de maneira coerente com o que ensinava. Por isso, sua vida era sem ostenta√ß√£o, pois desejava refletir a humildade de Cristo (At 20.18). Em sua despedida dos obreiros de √Čfeso, o ap√≥stolo procurou deixar um testemunho de amor ao Senhor e √† sua Igreja. Nesse sentido, aprendemos com Paulo que n√£o podemos pensar numa coisa, desejar  e executar outra. Agir assim √© viver numa profunda incoer√™ncia e confus√£o espiritual. √Č preciso pregar os ensinos de Cristo e refleti-los tanto na vida privada quanto na p√ļblica.

 

S√ćNTESE DO T√ďPICO II

A advert√™ncia de Paulo a respeito dos judaizantes e dos gn√≥sticos revela compromisso com o Senhor, maior legado do ap√≥stolo √†s novas gera√ß√Ķes.

 

SUBS√ćDIO BIBLIOL√ďGICO

“Judaizantes

Um termo extrab√≠blico designado √†queles que agiram como judeus e/ou buscavam assim influenciar outros, baseado na acusa√ß√£o de Paulo de que a atitude de Pedro for√ßaria os gentios ‘judaizarem-se’ (Gl 2.14). Os coment√°rios referem-se a homens como judaizantes que buscavam impor a circuncis√£o judaica e outros legalismos sobre os gentios como, por exemplo, os ‘falsos irm√£os’ que queriam levar toda a igreja para a escravid√£o da lei (Gl 2.4), e aqueles que ensinavam: ‘Se vos n√£o circuncidardes... n√£o podeis salvar-vos’ (At 15.1). Paulo atacou os judaizantes na Gal√°cia que obrigavam os homens a se circuncidar (Gl 6.12).

Gnosticismo

[...] Atualmente se aceita que o movimento surgiu em um ambiente judaico-crist√£o. Isto n√£o nega a presen√ßa de prov√°veis elementos pr√©-crist√£os no gnosticismo. [...] √Č evidente que o movimento teve in√≠cio em um ambiente hebraico-crist√£o. [...] [Os gn√≥sticos Acreditavam em] uma divindade transcendente indescrit√≠vel, que √© puramente esp√≠rito” (Dicion√°rio B√≠blico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.871, 1103).


III - PAULO APELA AOS L√ćDERES

1. Sobre o desprendimento do obreiro para realizar a obra de Deus (At 20.24).

O ap√≥stolo fala sobre o desapego material na vida do obreiro. O vers√≠culo 24 mostra que Paulo tinha o cora√ß√£o livre da avareza e da gan√Ęncia. Sua vida mostra que o desprendimento das coisas materiais e plena depend√™ncia em Deus s√£o caracter√≠sticas inegoci√°veis na vida do obreiro crist√£o. N√£o podemos nos perder ministerialmente por causa da avareza e da gan√Ęncia. Lembremos do exemplo de Paulo que procurava n√£o ser “pesado” √†s igrejas que pastoreava e visitava (2 Ts 3.8).

 

2. Sobre o cuidado pessoal do obreiro (At 20.28).

Paulo tinha uma lideran√ßa exemplar diante das pessoas, mas ele sabia que isso n√£o bastava. Por isso, no vers√≠culo 28, ele diz: “Olhai, pois, por v√≥s mesmos”. Assim, aconselhou os obreiros que olhassem para si mesmos. √Äs vezes na caminhada ministerial, tendemos passar a ideia de super-homens. Entretanto, a experi√™ncia nos ensina que n√£o somos intoc√°veis pelas circunst√Ęncias externas. √Č preciso cuidar do corpo, da alma e do esp√≠rito. Assim, antes de cuidar do rebanho de Deus, o obreiro deve zelar pela sua sa√ļde f√≠sica, emocional e espiritual. Portanto, devemos cuidar de n√≥s mesmos para cuidar do povo de Deus.

 

3. Sobre a amea√ßa de “lobos cru√©is” no rebanho de Deus (At 20.29,30).

A met√°fora dos “lobos cru√©is” se refere aos falsos mestres que incutiam doutrinas estranhas na mente dos incautos. Esses lobos eram predadores espirituais do rebanho de Deus, destitu√≠dos de miseric√≥rdia e amor. Nesse sentido, o ap√≥stolo convoca os obreiros a terem o compromisso de cuidar de cada ovelha do rebanho, ensinando-a e protegendo-a. Portanto, estejamos atentos contra os predadores que atacam o rebanho do Senhor. Precisamos desempenhar, com fidelidade, o nosso papel de guardi√Ķes e protetores do rebanho de Deus.


S√ćNTESE DO T√ďPICO III

O apóstolo Paulo apela para que os obreiros tenham desprendimento material, cuidado espiritual e prudência para fazer a obra de Deus.

 

SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO

“Frequentemente, sentimos que a vida √© um fracasso, a menos que estejamos alcan√ßando o reconhecimento, a divers√£o, o dinheiro e o sucesso. Mas Paulo considerava que sua vida n√£o teria valor se ele n√£o usasse para a obra de Deus. O que ele acrescentou √† vida era muito mais importante do que aquilo que havia ganho dela. O que √© mais importante para voc√™: o que ganha da vida ou o que voc√™ acrescenta a ela?

 

Disposi√ß√£o √© uma qualidade necess√°ria a qualquer pessoa que deseje fazer a obra de Deus. Paulo era uma pessoa disposta, e a meta mais importante de sua vida era falar aos outros a respeito de Cristo. N√£o √© de admirar que Paulo tenha sido o maior mission√°rio crist√£o. Deus procura outros homens e outras mulheres que priorizem a grande tarefa que Ele lhe deu para fazer” (B√≠blia de Estudo Aplica√ß√£o Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1533).

 

CONCLUSÃO

A vida do ap√≥stolo Paulo deixa um grande legado para os obreiros da atualidade. Sua maneira de despertar novas voca√ß√Ķes, sua heran√ßa doutrin√°ria para a nova gera√ß√£o de trabalhadores e seu apelo aos obreiros para cuidar do rebanho de Deus s√£o marcos importantes para nortear os minist√©rios dos vocacionados de Deus. √Č tempo de desenvolver novas voca√ß√Ķes.


PARA REFLETIR

A respeito de “Paulo e sua Dedica√ß√£o  aos Vocacionados”, responda:

Em que lugar Paulo permaneceu mais tempo em seu ministério?

Em √Čfeso, o ap√≥stolo permaneceu mais tempo.


Quais são as epístolas destinadas ao pastoreio de igrejas?

N√£o por acaso, temos tr√™s ep√≠stolas paulinas denominadas de “cartas pastorais” (1 e 2 Tim√≥teo, Tito).


O que os judaizantes procuravam exigir dos crist√£os gentios?

Eles exigiam que os gentios convertidos observassem a lei, tais como: a pr√°tica da circuncis√£o, a guarda do s√°bado judaico, a observ√Ęncia dos ritos que envolviam datas e comidas.


Qual era a implicação do ensino dos gnósticos?

A implicação desse ensino resultava na banalização da graça de Deus.


O que Atos 20.24 mostra?

Mostra que Paulo tinha o cora√ß√£o livre da avareza e da gan√Ęncia.

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