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Lição 5- O que são as Epístolas

Lição Bíblica de Adolescentes
Trimestre: 4° de 2019
Rev. Do Professor
Editora: CPAD
Reverberação: Subsídios EBD
TEXTO BÍBLICO
1 Coríntios 1.1-9
Destaque
"Eu, Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, escrevo esta carta a vocês que, por causa da bondade do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, receberam uma fé tão preciosa como a nossa" (2 Pedro 1.1).

Lição 1 - As cartas de Pedro: vivendo em esperança e firmados na verdade

Classe: Jovens | Trimestre: 3° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD
TEXTO DO DIA
"Amados, escrevo-vos, agora, esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero."
(2 Pe 3.1)
SÍNTESE
As Cartas de Pedro foram escritas com o propósito de encorajar os cristãos em tempos de provação e a se manterem firmes na verdade diante dos falsos ensinamentos.

Lição 1 – Cartas Paulinas para Hoje

Classe: Adolescentes | Lições CPAD
TEXTO BÍBLICO
Gálatas 1.6-12
Destaque
“Meus irmãos, eu afirmo a vocês que o evangelho que eu anuncio não é uma invenção humana. Eu não o recebi de ninguém, e ninguém o ensinou a mim, mas foi o próprio Jesus Cristo que o revelou para mim.” (Gl 1.11,12)
LEITURA DEVOCIONAL
SEG. .........................................At 7.54-60
TER............................................At 22.6-16
QUA............................................Fp 3.5-7
QUI..............................................At 22.26-29
SEX.............................................2 Pe 3.15,16
SÁB.............................................2 Co 11.23-27
DOM............................................1 Co 11.1
Veja também:

Próximas Lições de Adultos

Próximas Lições de Jovens

Objetivos
1- Conhecer um pouca sobre a vida do Apóstolo Paulo;
2- Estimular uma visão geral das cartas de Paulo;
3- Refletir sobre a atualidade de seus ensinamentos.
Material Didático
Uma cartolina branca e uma caneta pilot para reproduzir o quadro do item "quebrando a rotina".

QUEBRANDO A ROTINA
ESTUDANDO A BÍBLIA
Caro professor, o início de um novo trimestre é uma ótima e indispensável oportunidade para reavaliar sua atuação em safa de aula. Não tenha medo de se perguntar em que você e sua aula podem melhorar para se tornarem mais atraentes e relevantes. Fuja da mediocridade em todos os sentidos. Você não foi chamado para ser superficial, a superficialidade é inimiga de um professor que busca aprofundamento. Seus alunos esperam muito de você. £m relação aos estudos: leia mais, pesquise mais; seja um ria de águas correntes e cristalinas, não aceite ser um brejo. E no que diz respeito a sua intimidade com Deus em relação à oração e meditação da Palavra: não perca tempo. Mergulhe sem meda de se afogar em Deus. Seja um exemplo de espiritualidade sincera e contagiante. Boa aula!
 
Neste trimestre teremos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra do apóstolo. Paulo, mais tarde conhecido como o "apóstolo dos gentios”, pois levou a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo às pessoas que não eram de origem judaica. Sua história é intrigante; suas epístolas, edificantes; sua conversão, desconcertante; e seu ministério, contagiante. Vamos caminhar pelos corredores das Escrituras Sagradas em busca de informações a respeito de Paulo e de seus ensinamentos?

Conhecendo o homem chamado Paulo
Saulo, também conhecido como Paulo (At 13.9), além de desfrutar do status de cidadão romano (At 22.26-29), título recebido por herança de seu avô ou pai, era um judeu nascido na próspera, culta e importante cidade de Tarso, a qual em suas próprias palavras era uma "cidade não insignificante da Cilícia” (At 21.39). Ele foi educado em Jerusalém quando ainda era um adolescente, tendo como mestre um fariseu de grande destaque na cultura e religião judaica, o famoso Gamaliel.

Já crescido e instruído no Judaísmo, tornou-se um membro do Sinédrio (uma espécie de Suprema Corte de Justiça dos judeus) e um intolerante extremista religioso, capaz de perseguir os primeiros seguidores de Jesus, consentindo inclusive com a morte do diácono Estevão (At 8.1).

Com autorização do sumo sacerdote, Caifás, Saulo foi em direção a cidade de Damasco para prender todos os que confessavam Jesus como Senhor e Salvador (At 9.1,2). Entretanto, seus planos foram frustrados por Deus. Ele foi confrontado por Jesus ressuscitado e feito seu "prisioneiro” (At 9.3-9,15,16). Agora o perseguidor foi transformado em perseguido; o invencível foi vencido; o prepotente e autossuficiente foi humilhado e levado a nocaute.

AUXILIO TEOLÓGICO
Prezado professor, de acordo com o professor de Estudos do Novo Testamento do Dallas Theological Seminary, David K. Lowery, a ironia é uma palavra que descreve muito bem a vida e o ministério do apóstolo Paulo. Segundo o Dicionário Houaiss, citado pelo autor, ironia é definida como "contraste ou incongruência entre o resultado real de uma sequência de acontecimentos e o que seria o resultado normal ou esperado". Veja a seguir parte da argumentação do autor: "Em Atos, ele é o primeiro mencionado em conexão ao apedrejamento de Estêvão (7.58), 'consentiu na morte dele’ (8.1). Depois disso, ele 'assombrava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão’ (8.3). Mas essa sequência de eventos é realmente distinta da última palavra sobre Paulo em Atos, palavras que registram que ele spregava o Reino de Deus e ensinava com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum' (28.31). [...] 0 próprio Paulo, em sua epístola aos Coríntios, testifica essa ironia quando escreve: 'Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã’ (1 Co 15.9,10). [...] 0 perseguidor da igreja transformou-se em um missionário de destaque e deixou um legado escrito para as igrejas que fundou e onde logo passou a ser reconhecido por ter relevância e autoridade permanentes” (ZUCK, Roy B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.270).
 
A composição das cartas de Paulo
Não mais conhecido como Saulo, Paulo se tornou um homem muito bem preparado. Ele investiu tempo e dedicação quando ainda era adolescente. Muito embora tenha se divertido enquanto criança, não perdeu nem desperdiçou seu tempo, antes, aproveitou cada oportunidade recebida nas diferentes fases de sua vida. Tinha como profissão a arte de fabricar tendas (At 18.2,3), ofício que aprendera com seu pai. Além disso, era um poliglota, falava hebraico, aramaico, grego e latim, bem como conhecia a filosofia e a cultura do seu tempo. Agora, adulto e convertido, Deus usou-lhe toda a capacidade física e intelectual a serviço do Reino, tornando-o o maior missionário e escritor do Novo Testamento.

Como sabemos, o Novo Testamento constitui-se de 27 livros, dentre os quais 21 são classificados como epístolas ou cartas. Destas, 13são de autoria do apóstolo Paulo, sendo cartas encaminhadas por ele tanto às igrejas localizadas em cidades (como Roma, Corinto, Éfeso) quanto a pessoas (como os pastores Timóteo, Tito e ao irmão Filemon).

Essas cartas foram inspiradas por Deus e escritas por Paulo quando este exercia seu ministério de pregação e implantação de igrejas no primeiro século. Elas são uma espécie de documentos ocasionais, ou seja, nasceram a partir de uma ocasião específica e por alguma circunstância especial (comportamentos que precisavam ser corrigidos, erros doutrinários, questionamentos, dúvidas).

Além das epístolas de Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gaiatas e 1 e 2 Tessalonicenses, que não possuem uma classificação específica, os demais escritos de Paulo são didaticamente classificados de duas maneiras: Cartas do cárcere, as quais foram escritas quando Paulo estava preso (Filipenses, Filemom, Colossenses e Efésios); e Cartas pastorais, que são escritos direcionados às pessoas que exerciam o ministério pastoral na igreja (1 e 2 Timóteo e Tito).

AUXÍLIO DIDÁTICO
As epístolas ou cartas eram correspondências escritas que funcionavam como método popular de comunicação. Por meio delas, seus escritores encurtavam distâncias e alimentavam uma sensação de proximidade pessoal que elas proporcionavam. Em geral, elas possuíam seis partes: nome do escritor; destinatário; saudação; um desejo ou ações de graças; o corpo da carta; e a saudação final e despedida. Peça aos alunos que escrevam uma simples carta a um amigo de ciasse considerando as partes citadas.

A atualidade dos conselhos de Paulo para nós
As cartas de Paulo estão distantes de nós há aproximadamente vinte e um séculos. No entanto, sua mensagem continua atual e relevante. Diferente de alguns livros que têm um caráter puramente descartável, as cartas de Paulo são diferentes, os conselhos contidos nelas permanecem atuais, inteligentes e dignos de serem ouvidos e seguidos por aqueles que buscam uma vida para glória de Deus e o benefício do próximo.

Dos muitos conselhos oferecidos pelo apóstolo às igrejas e às pessoas para quem escreveu, vamos refletir sobre três:

Obedeça aos pais: Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo (Ef 6.1). Obedecer é uma atitude inteligente e recompensadora. Deus se agrada de jovens que escolhem trilhar o caminho da obediência, infelizmente, perto ou longe de nós, temos visto e ouvido falar de inúmeros adolescentes que perderam suas vidas ou estão chorando amargamente por causa da desobediência. Moças e rapazes, que por não controlarem ou fugirem de seus impulsos sexuais, perderam a virgindade e acabaram, prematuramente, tornando-se pais. O que dizer daqueles que por causa das más companhias e em busca de aceitação em determinados grupos soctais foram seduzidos e iniciados às drogas e hoje são dependentes delas. Adolescente, ouça o conselho de Paulo: obedeça seus pais para que você viva muito tempo na terra, pois obedecer é melhor do que quebrar a cara!

Ore pelas autoridades: [...] Peço que sejam feitos orações, pedidos, súplicas e ações de graças a Deus em favor de todas as pessoas [...] (1 Tm 2.1). Vivemos uma crise generalizada na política, na religião, na família, na polícia e em outras instituições sociais. Há roubo e corrupção por todos os lados; os homens não pensam no próximo nem tão pouco em Deus. 0 conselho de Paulo ao jovem pastor Timóteo deve ser encarado com muita seriedade por você. Não perca tempo! Ore pelas autoridades do país, peça a Deus que levante uma nova geração de homens e mulheres dispostos a dedicarem-se a Ele e a respeitarem aos outros. Inclua-se nos planos de Deus e seja um instrumento disponível a Ele para sua geração.

Viva para glória de Deus: Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer coisa, façam tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31). Embora o contexto do texto seja os alimentos que eram oferecidos como sacrifícios aos demônios na antiga cidade de Corinto, o princípio por detrás desse conselho é atualíssimo. Paulo nos convida a usar nossa liberdade com amor e responsabilidade para com Deus e com o próximo. Nossa vida não deve ser vivida de maneira egoísta, buscando somente nossos próprios interesses. Você não é uma "ilha” em si mesmo, nem a única cereja do bolo. Não. Definitivamente não! Você nasceu para viver em sociedade; deve considerar os interesses dos outros. Por isso, leia, estude, escreva, faça amigos, divirta-se, cultue, ouça, fale, busque a Deus de todo o seu coração, ame o próximo, viva sua adolescência com intensidade e verdade; mas nunca esqueça: Faça tudo para glória de Deus!

AUXÍLIO DIDÁTICO
Caro professor, ao estudar sobre o apóstolo Paulo e seus ensinamentos deixados às igrejas em suas cartas, percebemos o quanto Deus usou esse homem, cheio de graça e de verdade. Ele sofreu naufrágios, foi apedrejado, caluniado, desacreditado, confrontado, aprisionado, picado por uma víbora, acometido por uma enfermidade "incurável”, decepcionado, mas continuou firme em sua vocação. Considerava-se um escravo de Jesus Cristo, ao ponto de dizer: "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20).

O grande destaque da vida de Paulo não foi a completa perfeição, mas a inteira entrega a Deus. Entendo que as palavras do pastor e teólogo inglês Brooke Foss Westcostt sintetizam muito bem a pessoa de Paulo, bem como aquilo que Deus espera de cada um de nós: "A marca de um santo não é a perfeição, mas a consagração. Um santo não é um homem sem falhas, mas um homem que se entregou, sem reservas, a Deus”.

RECAPITULANDO
A vida de Paulo está repleta de lições valiosas e inspiradoras. Por intermédio dela temos a oportunidade de ver que o Senhor da Igreja é um Deus de amor, oportunidades e recomeços. Assim, o que outrora pedia cartas de autorização para prender e até matar cristãos, agora escreve cartas para corrigir, aconselhar e abençoar seus irmãos em Cristo.

Responsável por escrever treze das vinte e uma cartas do Novo Testamento, e de realizar três grandes e desafiadoras viagens missionárias que o levaram a experimentar circunstâncias intensas de dor e sofrimento, o apóstolo Paulo, depois de Jesus Cristo, e a maior personalidade do cristianismo.

Paulo foi um herói da fé; um homem que combateu o bom combate, encerrou a carreira e guardou fé.
 
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Refletindo
1. Qual era a profissão de Paulo?
Construtor de Tendas.
2. Como podemos classificar Paulo antes de sua conversão, no que diz respeito aos primeiros seguidores de Jesus?
Um intolerante extremista religioso.
3. Quantas cartas são de autoria do apóstolo Paulo?
Treze cartas, também chamadas de epístolas.

Fonte: Lição Bíblica de Adolescentes
Trimestre: 4° de 2018
Editora: CPAD
Revista: Professor
Reverberação: Subsídios EBD
Outras Lições: Acesse Aqui
Fonte: Lições Bíblicas de Adolescentes – 4° trimestre de 2018, CPAD – Divulgação: Subsídios EBD
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Apocalipse de João

A TRANSMISSÃO DE APOCALIPSE
A revelação foi transmitida de Deus aos homens desta maneira: Deus transmitiu a revelação a Cristo; Cristo entregou-a ao seu anjo; o anjo enviou-a a João; João comunicou-a aos seus “conservos”. Foi transmitida em linguagem essencialmente simbólica, pois “pelo seu anjo as enviou e as notificou [as ‘coisas’] a João, seu servo”, como é afirmado em Ap 1.1. Há mais símbolos nesse livro que em qualquer outro livro da Bíblia. Ninguém pode entender Apocalipse plenamente se não entender a interpretação dos símbolos.

Lição 3 - O Fruto de um Trabalho Zeloso


TEXTO DO DIA
“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos
comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos.” (1 Ts 2.8)

SÍNTESE
O caráter de uma comunidade não se constrói de modo repentino; é necessário um forte investimento espiritual – por meio de discipulado eficiente e de testemunho pessoal edificante.

AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Gl 1.10: Quando Deus confirma o ministério de uma pessoa
TERÇA – 1 Ts 2.11: A Igreja como espaço de edificação mútua
QUARTA – At 20.24: O nível de doação exigido dos que anunciam o Evangelho
QUINTA – 1 Ts 2.3: A integridade da mensagem
SEXTA – 2 Pe 2.3: A denúncia contra os estelionatários da fé
SÁBADO – 2 Co 7.7: A alegria do ministro fiel

OBJETIVOS
1. IDENTIFICAR o caráter de um ministro de Cristo;
2. DEMONSTRAR a relevância da Palavra de Deus numa
Igreja local;
3. APRESENTAR os objetivos de um ministério íntegro.

INTERAÇÃO
Paulo era um exemplo para aquela comunidade. Uma das questões que se sobressai tanto na primeira como na segunda epístola é o caráter do apóstolo, sua integridade, sinceridade e amabilidade. Sendo merecedor de honra e privilégios entre os tessalonicenses – por ser o orientador espiritual da comunidade, em virtude do grande risco de morte que o apóstolo pessoalmente enfrentou – este não usufruiu de nenhum benefício, antes, trabalhou incessantemente para não ser “pesado” a ninguém naquela localidade.

Nossas ocupações, nosso trabalho, não podem ser utilizados como desculpas para algum tipo de prejuízo à obra de Deus. É necessário que sigamos o inspirador exemplo de Paulo, para que, fazendo o melhor para o Reino de Deus, muitas vidas sejam alcançadas não apenas por nossa pregação, mas também por nosso testemunho enquanto fiéis discípulos de Cristo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Uma sugestão para ser aplicada nesta lição é o uso de uma metodologia denominada de “aquário” (em inglês fishbowl). A metodologia desenvolve-se da seguinte maneira: As cadeiras da classe são arrumadas em círculo. Ao centro do círculo coloque cinco cadeiras (sendo que sempre uma deve ficar livre). Quatro alunos são convidados a sentarem no centro e iniciarem um debate a partir de uma temática sugerida pelo professor. A qualquer momento do debate, alguém da classe pode sentar-se na cadeira vazia, com isso, necessariamente alguém que estava sentado participando do debate deve retirar-se de modo a sempre existir uma cadeira vazia para quem quiser participar, e não permitir que o debate seja atrapalhado.

Um mesmo participante pode sair e retornar quantas vezes quiser, o papel do professor é não permitir que o debate acabe; assim este deve, sempre que possível, sugerir novos temas, formular perguntas, demonstrar falhas na argumentação de algum participante, etc.

VÍDEO AULA - VEJA


TEXTO BÍBLICO
1 Tessalonicense 2.1-12
1 Porque vós mesmos, irmãos, bem sabeis que a nossa entrada para convosco não foi vã;
2 mas, havendo primeiro padecido e sido agravados em Filipos, como sabeis, tornamo-nos ousados em nosso Deus, para vos falar o evangelho de Deus com grande combate.
3 Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência;
4 mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração.
5 Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha;
6 E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;
7 antes, fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos.
8 Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos.
9 Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.
10 Vós e Deus sois testemunhas de quão santa, justa e irrepreensivelmente nos houvemos para convosco, os que crestes.
11 Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos,
12 para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória.


INTRODUÇÃO
No capítulo dois de 1 Tessalonicenses, Paulo apresenta-nos o paradigma do verdadeiro plantador de Igrejas. Quais devem ser as motivações daqueles que se envolvem no ministério de evangelização e discipulado de novos cristãos? Por vivermos em dias tão difíceis, somos facilmente induzidos a imaginar que apenas nós enfrentamos os desafios de conviver com falsos obreiros, com indivíduos cujo objetivo é o estabelecimento de uma carreira profissional, e não a manifestação da graça do Pai nesta geração. Todavia, neste momento de sua Carta aos tessalonicenses, ao fazer questão de destacar alguns aspectos de sua prática ministerial naquela comunidade, o apóstolo acaba denunciando uma série de indivíduos, que já na Igreja Primitiva, tinham a intenção de instituir feudos particulares ao invés de militarem pelo Reino de Deus. Assim como os tessalonicenses, aprendamos com Paulo.

I- O MINISTRO COMO AQUELE QUE SERVE

1. Aquele que cuida dos outros.
O vocacionado por Cristo possui um coração misericordioso, capaz de compreender a realidade por meio da ótica da graça e do cuidado. Enquanto a sociedade atual apregoa o individualismo como forma padrão de relacionamento, o servo de Cristo envolvido na evangelização, discipulado e pastoreio experimenta a força do amor que se doa para outro; e isto não é à toa, Jesus encarnou este tipo de modelo relacional (Jo 10.26-30). Em Tessalônica, Paulo afirma cuidar daqueles irmãos tanto como uma ama (1 Ts 2.7) – que mesmo sem nenhum vínculo biológico com as crianças de quem cuida, é responsável pela nutrição mais básica como pelos carinhos –, como um pai (1 Ts 2.11) – cuja responsabilidade fundamental é a formação do caráter dos filhos que lhe são dependentes. O apóstolo não procurava benefícios próprios, mas o desenvolvimento daqueles irmãos.

2. Aquele que serve mesmo com o perigo de perder a vida.
Desde o início, o ministério de Paulo entre os tessalonicenses envolveu um nível de comprometimento tal que, em várias ocasiões (1 Ts 2.2,15), o apóstolo testemunha que correu risco de vida. A radicalidade deste tipo de vocação pode ser comparada à chamada de nossos irmãos missionários que atuam em países hostis ao Evangelho hoje (Coreia do Norte, Irã, Vietnã, etc.). Eles não têm suas vidas por preciosas (At 20.24), mas são capazes de enfrentar vários tipos e níveis de riscos para levar a Palavra àqueles que ainda não ouviram as Boas Novas de paz (2 Co 11.23-26). O senso de serviço entre esses obreiros é altíssimo; para eles a vida não faz sentido se não é apresentada como oferta diária diante do altar do Cordeiro de Deus. Este nível de comprometimento com o Reino de Deus está numa condição diametralmente oposta ao tipo de vida nababesca e luxuosa que alguns optam e impõem sobre suas comunidades.

3. Aquele que trabalha para não ser pesado a ninguém.
Esta talvez é uma das características sociais mais marcantes do ministério de Paulo. Ele optou por um estilo de vida despojado, a tal ponto que, na maioria do tempo, não necessitava de uma comunidade ou instituição para garantir-lhe o sustento financeiro; ele mesmo produzia os recursos para sua manutenção (1 Ts 2. 6, 9). Deste modo, seus pedidos financeiros poderiam voltar-se para o sustento das novas comunidades fundadas (2 Co 8.1-5; 9.12). Esta opção de vida certamente exige muito mais daquele que realiza ações para o Reino, entretanto o autoriza a exigir de todos à sua volta uma postura similar (2 Ts 3.12).

Pense!
O privilégio de ser ministro do Reino não está associado a prêmios ou reconhecimentos humanos que se podem receber de homens ou instituições. A maior honraria que cabe ao cristão é ser achado digno de continuar a obra iniciada por Jesus há dois mil anos.

Ponto Importante
O Brasil tem sido muito abençoado em função de jovens que, seguindo uma visão de Deus, doaram-se completamente em favor do anúncio do Evangelho. Que essa chama evangelística volte a acender no coração desta geração para que os não alcançados possam ouvir de Cristo.

II- O COMPROMISSO COM A PALAVRA

1. A pregação como exposição da verdade.
O ministério de Paulo entre os tessalonicenses foi bem-sucedido porque o foco dele era o anúncio da Palavra; entretanto, tal tarefa não estava fundamentada em sabedoria humana (1 Ts 1.5), e sim no poder que é próprio da vontade de Deus (1 Ts 2.3,5). Os tessalonicenses não foram envolvidos em estratégias de retórica ou oratória, mas pelo poder do Evangelho. Infelizmente na atualidade, em muitas igrejas, perdeu-se a esperança no poder da Palavra, em virtude disso em muitas celebrações voltadas para jovens a liturgia é preenchida com elementos dos mais diversos (shows de humor, MMA amador, muita música dançante). Que tipo de Igreja teremos daqui a alguns anos se os cristãos que a compõem não valorizam a Bíblia, nem sequer a conhecem?
 
2. A necessidade de honrar a Deus e a sua Palavra.
A quem preocupamo-nos em agradar quando pregamos o Evangelho? Paulo deixou bem claro àquela jovem igreja que seu compromisso estava em agradar ao Pai, e não a eles (1 Ts 2.4). O apóstolo não temia o que poderia acontecer quanto à reação dos tessalonicenses, pois ele sabia que a aprovação de seu ministério não vinha das pessoas, mas do Deus que confirmara seu ministério (Gl 1.10). Àquele que foi vocacionado por Deus cabe o discernimento e a maturidade para permanecer firme em sua missão, mesmo quando todos e tudo levantam-se como oposição. Nestes dias trabalhosos o Evangelho não é bem recebido por uma geração incrédula e rebelde (Fp 2.15). Contudo, devemos ter a convicção de que não é a eles que buscamos agradar, mas ao SENHOR!

3. O discernimento e a confiança dos tessalonicenses.
No caso da comunidade dos tessalonicenses, apesar do pouco tempo de fé que estes possuíam, a Palavra fluiu entre eles com naturalidade. Um dos motivos de tal desenvolvimento do Evangelho nesta igreja foi o fato de os cristãos ali terem recebido as palavras de Paulo como Palavra de Deus (2 Ts 2.13). Numa sociedade cheia de vozes e mecanismos de comunicação o discernimento é um dos dons mais importantes.

Precisamos de maturidade para sermos capazes de rejeitar as falácias (2 Tm 4.4) e acolher a voz do Senhor (1 Co 2.14,15). Como o caso da Igreja em Tessalônica nos demonstra, discernir a vontade de Deus tem relação direta com nossa intimidade com Deus, e não com o tempo que possuímos de fé.

Pense!
As estratégias para anúncio do Evangelho podem ser diversas, mas é necessário ter a consciência de que o conteúdo sempre tem que ser mais relevante do que a forma. A falência da Igreja é decretada quando as pessoas a procuram não com sede da Palavra, mas com fome de entretenimento.

Ponto Importante
A aprovação coletiva nem sempre esteve do lado dos profetas e ministros de Deus, todavia, eles permaneceram firmes e inabaláveis. Cresçamos continuamente em intimidade com o Pai, para que em momentos de adversidade tenhamos a serenidade de que nossa chamada é de Deus.

III- OS OBJETIVOS DE UM MINISTÉRIO ÍNTEGRO

1. Colaborar para o desenvolvimento de uma comunidade espiritualmente sadia.

O zeloso trabalho de Paulo tinha um objetivo claro: colaborar no crescimento espiritual dos tessalonicenses de tal forma que estes chegassem ao nível de intimidade desejado por Deus (1 Ts 2.12). O apóstolo, que naquele momento histórico estava em forte atividade missionária, não tinha qualquer intenção de beneficiar-se, de alguma forma, através da vida daqueles irmãos; antes, a finalidade de seus cuidados pastorais era exclusivamente o bem-estar deles.  Hoje, cada vez mais, na igreja, precisamos de pessoas comprometidas com o crescimento e amadurecimento de outros.

2. A edificação mútua.
Um dos resultados mais destacáveis decorrentes do estabelecimento de um ministério sadio é a edificação mútua. É necessário reconhecer, apesar deste não ser o objetivo prioritário da presença de Paulo entre os tessalonicenses, que o apóstolo foi ricamente abençoado por meio da convivência com aquela igreja (1 Ts 2.19,20). É assim que o Reino de Deus manifesta-se por meio de uma liderança abençoadora, todos são enriquecidos pelo poder de Deus, tanto os que ministram como os que são ministrados (2 Co 7.7; Fm 7). Nunca devemos compreender a bênção de Deus de forma egoísta, na verdade, sempre que o Senhor abençoa-nos abundantemente, o seu objetivo é que sejamos capazes de compartilhar com os outros o muito que Ele nos tem dado (2 Co 9.8).

3. Denunciar as ações do Maligno.
É inevitável: a luz sempre desarticula as trevas (Jo 12.46). Por mais que o foco daquele que faz a obra de Deus com sinceridade não seja esse, mais cedo ou mais tarde, as obras do Maligno acabam sendo reveladas através do estabelecimento dos princípios do Reino de Deus (At 26.18). Foi exatamente isto que ocorreu em Tessalônica (1 Ts 2.14-16); o anúncio do Evangelho foi seguido por uma onda de perseguição promovida por aqueles que, cheios de maldade, não desejavam o desenvolvimento da obra de Deus naquela cidade. A integridade do ministério de Paulo destacava-se, positivamente, em meio a um contexto de falsos pregadores e profetas de aluguel.

SUBSÍDIO
Jesus
O nome Jesus quer dizer ‘Deus salva’. Conforme Paulo anuncia aos tessalonicenses: ‘Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo’ (1 Ts 5.9). Em uma passagem anterior da epístola, ele refere-se a Jesus como aquEle ‘que nos livra da ira futura’ (1.10). Poucas vezes (há cerca
de dez ocorrências nessa epístola), Paulo refere-se a Jesus sem usar também o título ‘Cristo’ ou ‘Senhor’. Na maioria dessas passagens, o assunto é a morte de Jesus (1 Ts 1.10; 4.14), um
lembrete da humanidade dEle e da forma custosa com que Ele efetuou a salvação (Rm 3.25,26).
 
CONCLUSÃO
O bem-estar da jovem Igreja em Tessalônica não era fruto do acaso, como vimos durante esta lição; o padrão paulino de implantar novas igrejas e de discipular novos cristãos fez com que aquele grupo de irmãos, mesmo tendo convivido pouco tempo com o apóstolo, tivesse um nível de espiritualidade diferenciado. Nós, como igreja, na atualidade precisamos cada vez mais disso: amor, integridade e responsabilidade.

HORA DA REVISÃO
1. Tomando como base a Primeira Epístola aos Tessalonicenses, cite três características de um ministério íntegro.
Dedicação, diligência e doação.
2. Que riscos a Igreja corre ao retirar a centralidade da Palavra de suas reuniões de celebração?
Perde-se a centralidade de Cristo na adoração, e a liturgia torna-se puro entretenimento.
3. Quais os efeitos em uma comunidade local de uma vocação ministerial cumprida segundo a vontade de Deus?
Desenvolvimento espiritual, crescimento mútuo e denúncia das obras do mal.
4. Por que não devemos compreender a bênção de Deus em nossas vidas de modo egoísta?
Sempre que o Senhor abençoa-nos abundantemente, o seu objetivo é que sejamos capazes de compartilhar com os outros o muito que ele nos tem dado (2 Co 9.8).
5. De que modo as obras do Maligno são denunciadas quando assumimos uma postura de espiritualidade madura?
Por meio dos princípios do Reino de Deus que se estabelecem e manifestam as obras de Cristo.
- Lições Bíblicas de Jovens – 1° Trimestre de 2018 – Acesse Aqui
- Lições Bíblicas de Adultos – 1° Trimestre de 2018 – Acesse Aqui
- Lições Bíblicas Juvenis - – 1° Trimestre de 2018 – Acesse Aqui
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Lições Bíblicas 2° Trimestre de 2018, Jovens Professor – CPAD
TÍTULO: A IGREJA DO ARREBATAMENTO
Subtítulo: O padrão dos Tessalonicenses para Estes últimos Dias
Comentarista: Tiago Brasil
Classe: Jovens
Revista: do Professor