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Lição 5 As Falsas Doutrinas (Classe: Jovens)

🎓 Lições Jovens 1° Trimestre 2024 CPAD

Revista: O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS - A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa

AUTOR: Pr. Elias Torralbo

Data da aula: 4 de Fevereiro de 2024

TEXTO PRINCIPAL

"Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro." (1 Jo 4.6)

RESUMO DA LIÇÃO

Na atualidade encontramos muitas ideologias e falsas doutrinas, por isso precisamos conhecer a Palavra de Deus para não ser enganados por elas.


LEITURA SEMANAL

SEGUNDA - Ml 318

A diferença entre o justo e o ímpio

TERÇA - At 5.1-11

A mentira não prosperará em uma igreja doutrinariamente saudável

QUARTA - 2 Ts 2.1-6

O falso ensino é uma característica do Anticristo

QUINTA - Rm 1.18-32

O abandono da verdade de Deus resulta em depravação

SEXTA - Mt 715-23

O castigo dos falsos profetas

SÁBADO - Jd 1-7

O cuidado com os ímpios e os falsos mestres


OBJETIVOS

• EXPLICAR o que é doutrina de demônios;

• CONSCIENTIZAR da sedução das falsas doutrinas;

•COMPREENDER que não podemos deixar nos enganar pelas astutas ciladas de Satanás.


INTERAÇÃO

Professor(a), na lição deste domingo estudaremos a respeito das "doutrinas de demônios”. Veremos que o termo "demônios” aparece somente uma vez na Primeira Carta a Timóteo e indica tudo aquilo que se opõe a Deus, à sua Palavra e aos seus princípios (1 Tm 4.1). Paulo já havia falado a respeito do que ele chamou de "mistério da injustiça” ao escrever para os tessalonicenses (2 Ts 2.7). A expressão "doutrinas de demônios" é uma referência a todo ensino que influência as pessoas a se posicionarem contra Deus e a sua Palavra.


Que venhamos ensinar as Escrituras Sagradas com sabedoria, pois a “doutrina de demônios” é uma leitura errada da Bíblia, promovida e produzida por Satanás (1 Tm 4.1) com o propósito de fazer o crente apostatar da fé e se tornar um hipócrita.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), inicie a lição com as seguintes perguntas? "O que é doutrina?"

“Quais as três formas de doutrinas?" Ouça os alunos com atenção. Explique que doutrina “é 0 conjunto de preceitos fundamentais que compõem um sistema religioso, filosófico, político, social ou econômico. As três formas da doutrina são: a doutrina de Deus, a doutrina dos homens e a doutrina de demônios. Diga que no campo das religiões, cada uma tem a sua doutrina, os dogmas ou conjunto  de crenças.

O cristianismo tem suas doutrinas fundamentadas na Bíblia Sagrada, nossa única regra infalível de fé e prática (2 Tm 3.14-17). O Novo Testamento usa dois termos gregos para doutrina: didache e didashalia, ambos com dois sentidos: o ato de ensinar e o conteúdo do ensino (Mt 7.28; Mc 4.2; Rm 16.17:1 Tm 4.13,16; Tt 1.9; 2,1), A boa doutrina ou a “sã doutrina" (1 Tm 1.10; Tt 2.1), é o ensino correto (ortodoxo), de acordo com as Escrituras, fruto de uma exegese que considera o que realmente está no texto.


Busca, portanto, a intenção do autor sagrado, que escreveu inspirado pelo Espírito Santo (2 Pe 1.20,21). Não se orienta por pensamentos, sentimentos ou desejos do Leitor, que, como destinatário do texto, deve crer nas Escrituras como infalível, completa e inerrante Palavra de Deus, amoldando-se a ela e aplicando-a em seu viver (Sl 119.9; Rm 12.2)” (QUEIROZ, Silas. Lições Bíblicas Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023).

TEXTO BÍBLICO

1 Timóteo 4.1-5

1 MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;

2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;

3 Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;

4 Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.

5 Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada.


INTRODUÇÃO

Esta Lição tem como objetivo ressaltar que não podemos nos deixar enganar pela sutileza das falsas doutrinas. O apóstolo Paulo chama essas de "doutrinas de demônios", identificando o espirito do Anticristo que atua por detrás dessas falsas doutrinas.

I - DOUTRINA DE DEMÔNIOS

1. Doutrinas de demônios, o que são?

Dentre as muitas expressões que as Escrituras Sagradas utilizam para se referir ao falso ensino, está “doutrinas de demônios”. Mas, afinal, o que significa "doutrinas de demônios"?


O termo “demônios” aparece somente esta vez nesta Carta e indica, claramente, tudo aquilo que se opõe a Deus, à sua Palavra e aos seus princípios (1 Tm 4.1). Na Segunda Carta aos Tessalonicenses, Paulo já havia falado a respeito do que ele chamou de "mistério da injustiça” (2 Ts 2.7). Portanto, a expressão “doutrinas de demônios" é uma referência a todo ensino que influencia as pessoas a se posicionarem contra Deus e à sua Palavra.


2. A doutrina de demônios e as suas produções.

A "doutrina de demônios" é o ato de se Ler de forma errada as Escrituras Sagradas, promovendo a inimizade contra Deus. Seus resultados apontam para isso, conforme a advertência de Paulo a Timóteo a esse respeito. A “doutrina de demônios” é promovida e produzida por Satanás (1 Tm 4.1) com o propósito de fazer o crente apostatar da fé e se tomar um hipócrita (v. 2).


3. O enfrentamento às doutrinas de demônios.

O texto no qual Paulo trata sobre “doutrina de demônios" oferece a forma pela qual a Igreja é orientada a enfrentá-la e vencê-la.


O texto foi escrito enquanto a igreja em Éfeso estava sofrendo com os ataques e os danos das falsas doutrinas. Paulo incentiva Timóteo a pregar, viver e se desenvolver na Palavra. Logo, a referência feita às "doutrinas de demônios" é parte da seção em que o jovem pastor foi desafiado a pregar diante da avalanche de falsos ensinamentos que a igreja estava recebendo. Observe atentamente as palavras de Paulo: “Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido (v. 6).


A expressão “propondo" tem relação direta com "pregar”, enquanto “criado” se refere a “alimento”, ou seja, a forma de enfrentar a denominada “doutrinas de demônios" é pela pregação do Evangelho e da boa doutrina, pois é isso que alimenta e preserva o rebanho de Deus.


SUBSÍDIO 1

Professor (a), “uma das maiores necessidades da presente hora, no seio da Igreja é uma sólida base bíblica doutrinária para a fé. Doutrina significa literalmente ensino normativo, terminante, como regra de fé e prática. É coisa séria. É fator altamente influente para o bem e o mal. A sã doutrina é uma bênção para o crente e para a Igreja, mas a falsa — corrompe, contamina, ilude e destrói.


O plano de Deus é que depois de salvos, ‘todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade' (1 Tm 2.4). A tragédia espiritual de inúmeros crentes, é que não atentam para isso. Podemos pagar muito caro por uma só ignorância espiritual. Há pelo menos três formas de doutrinas. Uma é sublime e santa. Duas são perniciosas e deletérias.


a. A doutrina de Deus (Pv 4.2; Mt 728; Lc 432).

b. A doutrina de homens (Jr 23.16; Mt 15.9; 16.12).

c. A doutrina de demônios (1 Tm 4.1).

Há, pois, demônios cuja atividade é espalhar violência e outros males ostensivos, mas ocupar-se com o maléfico, falso, errôneo e enganoso.


II - A SEDUÇÃO DAS FALSAS DOUTRINAS

1. A sedução da idolatria.

A idolatria é a fonte da sedução das falsas doutrinas. A idolatria é mais do que a adoração a ídolos; é tudo o que ocupa o Lugar de Deus em nossas vidas. Por isso, Jesus afirmou que o coração do homem sempre se voltará para o seu tesouro (Mt 6.21). O que domina o coração humano torna-se um objeto de sua adoração. Conclui-se, portanto, que as falsas doutrinas — que trabalham para desonrara Deus — são sedutoras, pois elas sugerem que o homem seja o centro da existência e não o Todo-Poderoso.

2. A sedução do relativismo.

O relativismo é a crença que afirma não existir verdades absolutas, pois a verdade depende do ponto de vista de cada pessoa. Por exemplo, no que se refere aos princípios morais, o relativismo propõe que não há princípio moral imutável e nem absoluto.


O relativismo prega a inexistência de uma verdade absoluta, e os seus adeptos defendem crenças relativas e flexíveis, sempre obedecendo à circunstância, ao ambiente e à necessidade dos envolvidos. O relativismo ataca frontalmente a verdade única e absoluta da Palavra de Deus, e é aqui que ele se coloca como uma importante sedução da falsa doutrina e que precisa ser rechaçada e enfrentada, pois a Bíblia é a genuína fonte doutrinária deixada para a Igreja de Cristo.


3. A sedução do hedonismo.

O hedonismo é outro importante fenômeno da pós-modernidade, caracterizando-se pela busca desenfreada e sem critério do prazer. A cultura pós-moderna incentiva e patrocina o sentir-se bem, que traduz muito bem a famosa frase "o importante é ser feliz”, ou ainda, “Deus quer o seu bem e não o seu mal, portanto, faça o que quiser para que você seja feliz e se sinta bem". Deus quer o bem das pessoas e que elas desfrutem da felicidade verdadeira, mas o caminho para isso é obedecer aos princípios absolutos da Palavra de Deus (Sl 1.1-6).


O hedonismo é o termo técnico e atual para aquilo que Tiago chamou de “deleites" que são os responsáveis pelas “guerras” que há entre os homens. Os “deleites" desse mundo não são capazes de satisfazer o anseio da alma do homem; somente o temor e a entrega a Deus levam o homem a desfrutar da verdadeira felicidade. Portanto, a idolatria, o relativismo e o hedonismo são elementos bases para toda sorte de falsa doutrina. Vencê-los é desfazer não somente das consequências dos falsos ensinos, mas principalmente a sua raiz.


SUBSÍDIO 2

Professor (a), explique que “uma das atividades prediletas do Diabo é subtrair a Palavra de Deus (Mt 13.19), inclusive no púlpito, onde, muitas vezes ela é substituída por outras coisas vãs. O Diabo é o autor ou inspirador de todo ensino falso (1 Tm 4.1) e perversão dos verdadeiros (2 Pe 3.16). A arma exata contra o erro e a mentira, é a verdade divina quando conhecida e aplicada. É por ela, mediante o Espírito Santo, que discernimos entre a verdade e o erro. Entre o falso e o verdadeiro. A admoestação bíblica para nós outros, neste particular é Efésios 4.14).


III - NÃO SE DEIXE ENGANAR

1. A falsa doutrina não pode ser uma surpresa para a Igreja.

A Igreja sempre foi alertada sobre a realidade, os perigos e a ação dos falsos ensinadores, pois Jesus e alguns de seus servos advertiram-na a este respeito. Portanto, as falsas doutrinas não são e nem podem ser uma surpresa para Igreja, que deve estar vigilante, preparada e não se deixar ser enganada, A advertência que Timóteo recebeu, enquanto pastoreava a igreja em Éfeso (1Tm 4.1-5), havia sido predita pelo próprio Pauto. Ele sabia que depois de sua partida, lobos cruéis iam aparecer para atacar o rebanho (At 20.29,30), logo, o surgimento e a ação de falsos mestres, no seio da igreja, não era uma novidade para aqueles irmãos, A Igreja pode até sofrer com os ataques dos falsos mestres, mas o nosso Deus conhece todas as coisas e Ele bondosamente nos alerta, mediante a sua Palavra, sobre os perigos que nos cercam. A Igreja tem todas as condições necessárias para que não venha a ser enganada pelas seduções dos falsos ensinos.

2. Desmascarando o engano doutrinário.

Em sua despedida da igreja em Éfeso, o apóstolo Paulo indicou uma característica dos que, com a sua partida, trabalhariam para disseminar falsos ensinos: a crueldade (At 20.29,30). Em outra ocasião, esses falsos mestres aparecem como “homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Ef 4.14). O termo “astúcia” tem o sentido de “fazer algo que vise benefícios próprios”, e ele aparece em outro texto no qual indica a decisão do apóstolo em não agir dessa forma, mesmo diante das muitas pressões que sofria em seus dias. Sendo assim, os que disseminam engano são desmascarados à medida que são descobertos em sua maldade.


3. Como se proteger do engano.

A recomendação de Paulo aos Líderes da igreja em Éfeso foi para que, ao contrário dos enganadores que só pensam em si e não amam a Igreja de Deus, eles — com vigilância — cuidassem do rebanho do Senhor, pois ele é formado por pessoas que custaram o preço do sangue de Jesus Cristo. Uma outra recomendação de Paulo para que a Igreja não seja levada pelo engano de falsas doutrinas é o estímulo ao verdadeiro crescimento espiritual que só pode ocorrer por meio do equilíbrio entre a verdade e o amor, que também promove a unidade saudável do Corpo de Cristo (Ef 4.15,16).


Finalmente, o apóstolo dos gentios oferece uma outra arma eficaz contra os ataques dos enganos doutrinários, que é a não falsificação da Palavra de Deus (2 Co 4.1,2). A expressão “falsificar" nos tempos de Paulo era usada para se referir aos que - desonestamente - diluíam vinho com água, enganando assim aos seus compradores. Desse modo, a lição aqui é de que somente pela mensagem pura a Igreja poderá não ser levada pelo engano da falsa doutrina.


SUBSÍDIO 3

Professor (a), explique que "o Espírito Santo revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em Jesus Cristo. Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2 Ts 2.10) e de resistir às tendências pecaminosas dos últimos dias. Por isso, o evangelho liberal dos ministros e educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas. A popularidade dos ensinos antibíblicos vem, sobretudo pela ação de Satanás, conduzindo suas hostes numa posição cerrada à obra de Deus. A segunda vinda de Cristo será precedida de uma maior atividade de satanismo, espiritismos. ocultismos. possessão e engano demoníacos, no mundo e na igreja.


A proteção do crente contra tais enganos e ilusões consistem na lealdade total a Deus e à sua Palavra inspirada, e a conscientização de que os homens de grandes dons e unção espirituais podem enganar-se. e enganar os outros com suas misturas de verdade e falsidade. Essa conscientização deve estar aliada a um desejo sincero do crente praticar a vontade de Deus (Jo 717) e de andar na justiça e no temor dEle.


Os crentes fiéis não devem pensar que pelo fato de a apostasia predominar dentro do cristianismo nesses últimos dias, não poderá ocorrer reavivamento autêntico, nem que o evangelismo segundo o padrão do Novo Testamento não será bem-sucedido. Deus prometeu que nos 'últimos dias’ salvará todos quanto invocarem o seu nome e que se separem dessa geração perversa, e que Ele derramará sobre eles o seu Espírito Santo.


PROFESSOR(A) , "no decorrer da lição, enfatize que a Bíblia difere de outros livros. Sabe por que? Pela sua inerrância e infabilidade. Aquele que crê na inspiração das Escrituras acredita que ela é inerrante e infalível." Você crê nessa verdade?


CONCLUSÃO

As falsas doutrinas são uma realidade, e Deus sempre alertou o seu povo acerca disso, oferecendo recursos poderosos e eficazes para resisti-las, enfrentá-las e não se deixar levar por elas. Esta lição reafirmou o compromisso que a Igreja deve ter com o ensino e propagação da sã doutrina.


HORA DA REVISÃO

1. O que são doutrinas de demônios?

A "doutrina de demônios” é uma Leitura errada das Escrituras Sagradas, capaz de promover a inimizade contra Deus.


2. Quem produz e promove as falsas doutrinas?

A "doutrina de demônios" é promovida e produzida por Satanás.


3. Como enfrentar a chamada "doutrina de demônios"? A forma de enfrentar a denominada "doutrinas de demônios" é pela pregação do Evangelho e da boa doutrina, pois é isso que alimenta e preserva o rebanho de Deus.


4. Segundo a Lição, o que é relativismo?

O relativismo é a crença que afirma não existir verdades absolutas, pois a verdade depende do ponto de vista de cada pessoa.


5. O que é hedonismo?

O hedonismo é um fenômeno da pós-modernidade, caracterizando-se pela busca desenfreada e sem critério do prazer.

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Lição 4 Os Jovens que se Mantiveram Firmes na Doutrina (Classe: Jovens)

🎓 Lições Jovens 1° Trimestre 2024 CPAD

Revista: O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS - A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa

AUTOR: Pr. Elias Torralbo

Data da aula: 28 de Janeiro de 2024

TEXTO PRINCIPAL

"E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste." (Dn 3.18)

RESUMO DA LIÇÃO

A confiança em Deus e o compromisso com a sua Palavra contribuem com a manutenção da fidelidade do crente.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA - Gn 39.7-9

A oportunidade não deve prevalecer sobre os princípios

TERÇA - Dn 1.7-9

Honrar a Deus é uma sábia decisão

QUARTA - Dn 5.10-16

A decisão de honrar a Deus

QUINTA - Mt 5.13-16

A igreja deve se distinguir do mundo

SEXTA - Fp 2.12-18

Vivendo de modo irrepreensível

SÁBADO - 2 Tm 3.14-17

Um convite à firmeza


OBJETIVOS

• CONSCIENTIZAR da importância da firmeza doutrinária;

• SABER que é preciso identificar e confrontar as falsas doutrinas;

• COMPREENDER o que é viver a verdadeira doutrina.


INTERAÇÃO

Na lição deste domingo, discorreremos a respeito dos conflitos do crente diante dos ataques à verdadeira doutrina. Vamos tomar como exemplo a vida de Daniel e seus amigos. Eles foram inseridos na cultura babilônica, uma cultura idólatra, mas permaneceram firmes no propósito de honrar a Deus. A temática da lição é uma oportunidade para você tratar a respeito da firmeza doutrinária, os ataques das falsas doutrinas e como viver a verdade da Palavra de Deus. Os jovens precisam saber que vale a pena ser fiel a Deus e à sua Palavra em meio a uma geração perversa.


Daniel e seus amigos recebem o merecido destaque nas Escrituras, não somente pelos livramentos, mas principalmente pela firmeza na verdade de Deus que demonstraram ter, mesmo vivendo na Babilônia, uma sociedade hostil e aversa aos princípios divinos. A fé desses jovens tornou-se conhecida diante dos “ventos contrários" a que foram submetidos. Longe de casa e distante dos referenciais divinos que receberam, esses jovens foram testados de todas as formas, mas decidiram não se prostrar diante da estátua do rei Nabucodonosor (Dn 3.16-18). Essa decisão nos mostra que é preciso saber fazer escolhas corretas, pautadas na Palavra de Deus. Não há dúvida de que a decisão tomada por esses jovens, que colocou em risco suas vidas, foi fruto da firmeza doutrinária que possuíam.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), converse com seus alunos explicando que “quando Deus permitiu a Nabucodonosor a vitória sobre Jeoaquim em 605 d.C. o monarca babilônico levou alguns vasos do templo e alguns escolhidos dentre os príncipes e nobres. Depois da destruição de Nínive, sete anos antes, o império babilônico começou a crescer tão rapidamente que não dispunha de números suficientes de babilônios cultos para a cúpula governamental. Por isso, Nabucodonosor levou para a Babilônia jovens saudáveis de boa aparência e de alto nível cultural a fim de ensinar-lhes a cultura e a língua dos caldeus e, assim, torná-los úteis no serviço real. Entre eles estavam Daniel e seus três amigos" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.p.1244).

baixar a doutrina da igreja

TEXTO BÍBLICO

Daniel 3.7-12

7 Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda a espécie de música, prostram-se todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

8 Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os judeus,

9 Disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei. vive eternamente.

10 Tu, ó rei, fizeste um decreto que todo o homem que ouvir o som da cometa, da flauta, da harpa, da sacabuxa, do saltério, da sinfonia e de toda sorte de música se prostrasse e adorasse a imagem de ouro.

11 Todo aquele que não se prostrar a adorar seja lançado no meio duma fornalha de fogo ardente.

12 Há uns judeus, que constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; esses homens, ó rei, não fizeram caso de ti: não servem aos teus deuses, nem adoram a imagem de ouro que levantaste.


INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo, vamos discorrer a respeito dos conflitos do cristão com os ataques à verdadeira doutrina. Tomaremos o exemplo de vida dos jovens judeus Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Inseridos na cultura babilônica, permaneceram firmes no propósito de honrar a Deus.


A lição também trata sobre a firmeza doutrinária, os ataques das falsas doutrinas e como viver a verdade da Palavra de Deus. O objetivo é fazer você perceber que vale a pena ser fiel a Deus e à sua Palavra em meio a uma geração inimiga.

I - FIRMEZA DOUTRINÁRIA

1. Jovens sob pressão.

Ao lado de Daniel, os jovens Sadraque, Mesaque e Abede-Nego recebem merecido destaque nas Escrituras, não somente pelos livramentos da cova dos Leões e da fornalha de fogo ardente, respectivamente, mas principalmente pela firmeza de fé na verdade de Deus que demonstraram, em uma Babilônia hostil, aversa aos princípios divinos.


A profundidade das raízes de sua fé tornou-se conhecida diante dos “ventos contrários" a que esses jovens foram submetidos. Longe de casa, distante dos referenciais familiares e religiosos, diante do triste quadro de deportação para a Babilônia, esses jovens hebreus foram testados de todas as formas, incluindo a crença, convicções e até mesmo o risco de perder a própria vida, enfim, foram testados no que aprenderam a respeito de Deus e de seu povo.


2. Três jovens e uma sábia decisão.

A decisão dos jovens de não se prostrar diante da estátua do rei Nabucodonosor (Dn 3.16-18), foi o ápice de uma vida pautada em boas e sábias decisões. Junto de Daniel, eles haviam resolvido não se contaminar com as iguarias do rei, contrariando assim o curso normal da vida em Babilônia, fazendo-os diferente dos demais (Dn 1.8-20).


Essa decisão oferece importantes Lições, das quais duas se destacam: é preciso saber tomar decisões corretas, inclusive em situações simples, para que em outras mais complexas isso ocorra naturalmente. Não há dúvida de que a decisão tomada por esses jovens, que colocou em risco a manutenção de suas vidas, foi fruto da firmeza doutrinária que tinham, principalmente, na adoração somente a Deus (Êx 20.3-5; Dn 3.17,18). Portanto, a firmeza doutrinária dá condições e permite que o cristão tome sábias e corretas decisões.


3. Firmeza doutrinária recompensada.

A história dos jovens hebreus não é um relato só de pressão e testes à fé, mas também de confirmação da justiça de Deus em recompensar aos que o honram, especialmente em contextos que contrariam os seus princípios. Esses jovens foram recompensados, pois tiveram a garantia da presença do próprio Senhor com eles desde o momento em que foram lançados na fornalha (Dn 3.25).


Eles viram a confissão do rei acerca da grandeza inigualável de Deus (Dn 3.26,28) e presenciaram a determinação da alteza de que todos os moradores da babilônia deveriam respeitar o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Os jovens foram recompensados pelo rei com prosperidade e destaque especial (Dn 3.30). De tal modo, percebemos que a fidelidade refletida na firmeza doutrinária desses jovens fez os olhos do rei e de todo o povo se voltarem para Deus, e em seguida, levou-os a serem recompensados, em questões pessoais. Definitivamente, vale a pena manter-se firme na doutrina em todo tempo.


SUBSÍDIO 1

"Os quatro heróis de Daniel se sobressaíram entre todos os vencedores do rigoroso exame. Esses pertenciam aos filhos de Judá e tinham a reputação de serem da linguagem de Davi. Eles eram Daniel, Hananias, Misaele Azarias. Esses quatro jovens de Judá, por intermédio dos seus nomes, testemunhavam do único e verdadeiro Deus, Quaisquer que tivessem sido as limitações do seu ambiente religioso em Judá, seus pais lhe deram nomes que serviam de testemunho ao Deus que serviam: Daniel significava: ‘Deus é meu juiz’: Hananias significava: ‘O Senhor tem sido gracioso ou bondoso'; Misael significava: “Ele é alguém que vem de Deus e Azarias declarava: ‘O Senhor é meu Ajudador'. A continuação da história claramente indica que, embora outros pais em Judá pudessem ter falhado em relação à educação dos seus filhos, os pais desses meninos tinham dado a eles uma base sólida em relação às convicções e responsabilidades dignas dos seus nomes. Seu treinamento piedoso havia cultivado profundas raízes de caráter.

II - CONFRONTANDO A FALSA DOUTRINA

1. A falsa doutrina.

O que é uma falsa doutrina e como ela se manifesta? A falsa doutrina se caracteriza principalmente por contrariar e, em alguns casos, em negar os fundamentos da fé cristã, conforme se vê na advertência de Paulo a Timóteo sobre a distorção que fizeram sobre a ressurreição, ponto doutrinário considerado vital à fé do crente (2 Tm 2.18).


Com o engano como principal aliado, a falsa doutrina se manifesta de maneiras distintas e surpreendentes, que podem ser resumidas do seguinte modo: pela astúcia dos que a disseminam, somada à ingenuidade dos meninos na fé (Ef 4.14): como meios de tropeços ao povo de Deus (Ap 2.14,15), de maneira a tentar tornar normal a valorização dos interesses pessoais em detrimento aos interesses espirituais (Hb 13.9); pela propagação de dissensões e porfias, o que causa divisões (Rm 16.17,18). Portanto, a falsa doutrina contraria a verdade de Deus e se manifesta por vias que desonram os princípios divinos.


2. A falsa doutrina e os seus males.

A falsa doutrina traz consigo o veneno que destrói a vitalidade e a saúde espiritual da igreja, comprometendo assim que esta cumpra eficazmente a sua missão. Mas, por que a falsa doutrina é tão danosa assim e quais seriam os males que ela causa à igreja? Paulo advertiu que a falsa doutrina deve ser considerada maldita (GL 1.8-11). Observe que o apóstolo afirma que o crente deve viver para agradar a Deus (v. 10) e que a doutrina por ele ensinada veio do próprio Deus (vv. 11,12). Nesse caso, adulterar ou aceitar uma doutrina adulterada é — em certa medida — afirmar que a mensagem e o ensino deixado por Deus não são suficientes para satisfazer a necessidade humana, e carece de alterações, sendo uma desonra a Deus e à sua natureza perfeita.


Além de desonrar a Deus, a falsa doutrina traz confusão, divide a igreja em grupos e impede que haja a disseminação da seiva vivificadora do verdadeiro Evangelho de Cristo (1 Tm 6.3-5), capaz de salvar o perdido (Rm 1.16) e consolidar a sua Igreja (Rm 1.15).


3. O confronto à falsa doutrina.

Está claro que a falsa doutrina e os seus males são uma realidade e que, gostando ou não, o cristão - em algum momento - terá de enfrentá-la, daí surge a pergunta: “Como confrontar a falsa doutrina?”


O aprofundamento dos conhecimentos bíblicos, a intensificação da vida de oração, a promoção de encontros saudáveis de ensino da Palavra e a ampla distribuição de literaturas com a verdadeira doutrina são meios eficazes de confronto à falsa doutrina. No entanto, tanto essas como outras atitudes que podem ser tomadas, dependem diretamente da unidade doutrinária da igreja, pois ela dá clareza e firmeza sobre as crenças fundamentais que sustentam a vida da igreja, sendo aptas para o enfrentamento à falsa doutrina.


A divisão de entendimento e de crença traz danos terríveis à igreja. Paulo lamentou a forma com que a igreja em Corinto estava lidando com a celebração da ceia (1 Co 11.18) e por essa razão, ao escrever à igreja em Éfeso, o apóstolo enfatizou veementemente sobre a unidade, inclusive a doutrinária (Ef 4.3-6). Portanto, a forma mais segura e eficaz que a igreja tem de confrontar as falsas doutrinas é fortalecendo a unidade doutrinária, cumprindo assim o desejo de Jesus, demonstrado em sua oração: “que eles sejam um” (Jo 17.21). A unidade doutrinária é o muro de contenção às ações sorrateiras e maldosas da falsa doutrina.


SUBSÍDIO 2

Professor (a), explique que “a melhor maneira de identificar os falsos ensinos continua sendo conhecer o verdadeiro. Para isso, temos em nossas mãos as Sagradas Escrituras e farta literatura teológica ortodoxa. Em 2017, o Pentecostalismo Clássico brasileiro ganhou um documento oficial que reúne sinteticamente todas as doutrinas fundamentais da Bíblia. Trata-se da Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Amplamente fundamentada nas Escrituras, a obra apresenta o mais genuíno pensamento teológico dos cristãos bíblicos pentecostais. o cremos assembleiano foi elaborado por uma Comissão Especial composta por vários teólogos da denominação, liderados pelo pastor Esequias Soares. O texto foi apreciado e aprovado na 43a Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) em 27 de abril de 2017.

III - VIVENDO A VERDADEIRA DOUTRINA

1. A verdadeira doutrina.

A verdadeira doutrina procede de Deus (Tt 2.10) e está de acordo com a piedade (1Tm 6.3). Note que a natureza da verdadeira doutrina é divina, cujos frutos sempre são bons, santos e piedosos; e juntos, capacitam o cristão a manter uma vida cristã firme e a refletir o caráter santo de Deus.


Sendo de natureza divina, o conteúdo da sã doutrina é composto, tanto de elementos quanto de propósitos divinos, como por exemplo: a exaltação a Deus, o Justo Criador; a triste realidade do estado de pecado da humanidade e a sua necessidade de um Salvador; a gloriosa mensagem da redenção em Cristo e a consumação de todas as coisas. Sendo assim, a verdadeira doutrina procede de Deus e tem como objetivo a glória dEle, a salvação do perdido e a edificação da igreja.


2. Os benefícios da verdadeira doutrina.

Uma igreja que vive a verdadeira doutrina se beneficia em todos os aspectos. O apóstolo Paulo mostra que a verdade da Palavra de Deus ensina, repreende, corrige, instrui e capacita o crente a praticar boas obras, agradando e honrando a Deus (2 Tm 3.16,17).


Ao escrever para Tito, Paulo diz que a doutrina verdadeira é fonte encorajadora aos crentes, e muro de proteção contra os falsos ensinamentos (Tt 1.9). Paulo, ao escrever a Timóteo, mostrou que a boa doutrina oferece nutrientes à vida espiritual da igreja, dando-lhe saúde e vigor espirituais (1Tm 4.6,7). Finalmente, o apóstolo João afirma que a sã doutrina garante as condições necessárias para a permanência de Deus na vida do cristão (2 Jo 9).


3. Vivendo a verdadeira doutrina.

É possível notar que o combate às falsas doutrinas e o incentivo para que a igreja honrasse e vivesse a verdadeira doutrina, ocuparam posição de destaque na agenda dos apóstolos, o que confirma que isso é vital à igreja de Cristo. Os falsos ensinos não são um desafio enfrentado somente pela Igreja Primitiva, mas a igreja da atualidade também os enfrenta, e, como os apóstolos, a liderança e a igreja, devem se ocupar no combate a este mal, formando uma frente de incentivo para que a geração atual viva intensa e plenamente a verdadeira doutrina.

A sã doutrina trabalha na manutenção da comunhão com Deus, no fortalecimento das bases da fé e a sua constante preservação, além de promover saúde espiritual. Diante de tudo isso, resta fazer um importante e inadiável convite: “Conheça e viva a verdadeira doutrina.


SUBSÍDIO 3

Professor (a), explique que "Paulo não se preocupou em detalhar as heresias, mas em insistir com Timóteo e Tito para que estes batalhassem pela preservação da sã doutrina. Ao que se observa, assim como havia ocorrido em outras igrejas desde os primeiros anos da fé cristã, muitos judeus insistiam em misturara doutrina do Caminho — como o cristianismo era conhecido nos seus primórdios, cf. At 9,2 (NAA); 24.14 — com elementos judaicos, o que, aliás, motivou a ida de Paulo com Barnabé e outros a Jerusalém, para o conhecido Concilio de Atos 15. Pior ainda se dava quando judeus místicos, influenciados pelo paganismo grego, buscavam trazer as suas religiosidades para o seio do cristianismo, o que produzia um sincretismo ainda mais agudo, corrompendo a fé cristã.


CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, diante da pressão babilônica e sob o risco de morte, decidiram manter-se firmes na fé em Deus e no propósito de honrá-lo até o fim. Com isso, vimos a necessidade de a igreja, por meio da verdadeira doutrina, confrontar a falsa, sempre com o objetivo de, à semelhança dos jovens hebreus, honrar a Deus acima de tudo.


HORA DA REVISÃO

1. Segundo a lição, qual foi a maior recompensa que os amigos de Daniel receberam?

A maior recompensa foi a garantia da presença do próprio Senhor com eles desde o momento em que foram lançados na fornalha (Dn 3.25).


2. O que é uma falsa doutrina?

A falsa doutrina se caracteriza principalmente por contrariar e, em alguns casos, em negar os fundamentos da fé cristã.


3. Qual é o principal aliado da falsa doutrina?

O engano é o principal aliado da falsa doutrina.


4. Cite, conforme a lição, um dos males que a falsa doutrina traz.

Além de desonrar a Deus, a falsa doutrina traz confusão, divide a igreja em grupos e impede que haja a disseminação da seiva vivificadora do verdadeiro Evangelho de Cristo (1 Tm 6.3-5), capaz de salvar o perdido e consolidar a sua Igreja.


5. Como confrontar a falsa doutrina?

O aprofundamento dos conhecimentos bíblicos, a intensificação da vida de oração, a promoção de encontros saudáveis de ensino da Palavra e a ampla distribuição de literaturas com a verdadeira doutrina são meios eficazes de confronto à falsa doutrina.


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Lição 2 A Doutrina de Moisés (Classe: Jovens)

🎓 Lições Jovens 1° Trimestre 2024 CPAD

Revista: O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS - A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa

AUTOR: Pr. Elias Torralbo

DATA aula 14 de Janeiro de 2024

TEXTO PRINCIPAL

"Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinares." (Êx 24.12)

RESUMO DA LIÇÃO

Moisés recebeu a Lei diretamente do Senhor.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA - Êx 20.1

Deus entregou os Mandamentos a Moisés

TERÇA - Mt 5.17

Jesus cumpriu toda a lei

QUARTA - Jr 31.31-34

O antigo concerto apontava para o novo

QUINTA - Gl 3.24

A lei nos conduziu a Cristo

SEXTA - Lv 1.1-7

As normas quanto aos holocaustos

SÁBADO - Êx 20.3-17

As leis morais


OBJETIVOS

• COMPREENDER o significado da Antiga Aliança;

• EXPLICAR o que são as doutrinas litúrgicas;

• MOSTRAR o que são as doutrinas morais.

INTERAÇÃO

Prezado (a) professor (a), na lição deste domingo veremos o propósito e o valor da doutrina bíblica. A proposta é fazer, juntamente com seus alunos, uma reflexão a respeito da "Doutrina de Moisés”, uma referência à lei que Deus entregou ao seu servo, bem como as suas aplicações.


É importante ressaltar, no decorrer da lição, que a expressão “Antiga Aliança” se refere a uma parte importante do plano divino na história, e não deve ser negligenciada e nem declinada pelos crentes da atualidade. Veremos que tanto na individualidade de pessoas quanto na coletividade de seu povo, Deus estabeleceu importantes e eternas alianças, um exemplo é a aliança que Ele fez com Israel e que é denominada de “os Dez Mandamentos". Esse acordo foi entregue a Moisés no Monte Sinai (Êx 34.28). Assim como a Nova Aliança, a Antiga, cumpriu o propósito de Deus.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), depois de orar para iniciar a aula e fazer as atividades rotineiras, converse com seus alunos explicando quais eram os propósitos da Lei que Deus entregou a Moisés. Diga que o termo Decálogo significa, literalmente, dez enunciados ou declarações (Êx 34.28; Dt4.13). Deus proferiu suas declarações de forma audível no monte Sinai para Moisés, porém elas também foram escritas em duas tábuas de pedra (Êx 31.18).

Os Dez Mandamentos exprimem a vontade de Deus em relação ao ser humano e são um resumo da lei moral do Senhor. Em seguida, escreva no quadro os três propósitos dos Mandamentos relacionados abaixo. Discuta esses propósitos com seus alunos.


1. Prover um padrão de justiça. A Lei entregue pelo Senhor a Moisés é um padrão de moralidade não só para os judeus, mas para os seres humanos (Dt 4.8; Rm 7.12).


2. Identificar e expor o pecado. “Pela lei vem o conhecimento do pecado”, ou seja, o pleno conhecimento dele (Rm 3.20).


3. Revelar a santidade de Deus. A santidade do Senhor foi revelada por intermédio da Lei Mosaica (Êx 24.15-17; Lv 19.1,2), assim como na Nova Aliança, Ele revela ao mundo o seu amor através de Jesus (Jo 3,16; Rm 5.8).


TEXTO BÍBLICO

Gálatas 3.23-26

23 Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.

24 De maneira que a lei nos serviu de aio.

para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados.

25 Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio.

26 Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.


INTRODUÇÃO

Nesta lição vamos tratar a respeito do propósito e o valor da doutrina. Faremos uma reflexão a respeito da “Doutrina de Moisés", uma referência à lei que Deus entregou ao seu servo, bem como as suas aplicações.

I - A ANTIGA ALIANÇA

1. Compreendendo o termo.

A expressão "Antiga Aliança" se refere a uma parte importante do plano divino na história e não deve ser negligenciada e nem desvalorizada. Tanto na individualidade de pessoas quanto na coletividade de seu povo, Deus estabeleceu importantes e eternas alianças (Gn 9.8-19; 173-14; Êx 34.10).


Um exemplo é a aliança que Deus fez com Israel e que é denominada de "os Dez Mandamentos". Esse concerto foi entregue a Moisés no Monte Sinai (Êx 34.28), e como resumo da aliança de Deus com Israel, é possível afirmar que a expressão "Antiga Aliança” faz referência à forma pela qual o povo de Israel foi tratado por Deus no Antigo Testamento. Em síntese, assim como a Nova Aliança, a Antiga cumpriu o propósito de Deus em se conectar e falar com os homens.


2. Características e propósito da Antiga Aliança.

A compreensão da Antiga Aliança depende de analisá-la à luz da Nova Aliança. Esse exercício passa por identificar o que o Novo Testamento tem a dizer a respeito de suas características e de seu propósito. A abordagem neotestamentária sobre a Antiga Aliança é feita por meio da comparação entre ambas, tomando assim os seus respectivos significados conhecidos e compreensíveis.


A Carta aos Hebreus nos apresenta uma comparação entre a Antiga e a Nova Aliança. Na introdução, o autor nos apresenta como Deus tem se comunicado com o seu povo na história, tanto na Antiga quanto na Nova Aliança (Hb 1.1). Acerca da Antiga Aliança, esse mesmo texto apresenta as suas principais características: os homens foram os seus instrumentos; ela foi externa; ela dependeu de tomar uma forma por meio de cerimoniais e foi representada por símbolos. Sendo assim, por meio da Antiga Aliança, Deus firmou um relacionamento com o seu povo, preservando-o de possíveis contaminações enquanto os israelitas aguardavam uma Nova Aliança a partir do que viam e experimentavam na Antiga.


3. A relação entre a Antiga Aliança e a Nova.

A relação entre as duas alianças começa com a indicação de que, embora cada uma delas tenha suas peculiaridades e propósitos, é possível identificar a advertência para que haja dedicação em fazer o bem, em claro alinhamento com o ensinamento de Jesus (Êx 23.4,5; Mt 5.38-48).


O escritor aos Hebreus informa que a Antiga Aliança serviu de sombra para a Nova e que esta é superior àquela, pois possui “melhores promessas" (Hb 8,5-7). Em ambos os casos, existe a presença da promessa, visto que, qualquer aliança depende da existência de uma promessa que, nesse caso, é confirmada por sinais exteriores, como o arco nas nuvens e a circuncisão, além da Ceia do Senhor. As promessas que Deus fez na Antiga Aliança foram cumpridas perfeitamente em Cristo (Hb 9.11-28). As que pertencem à Nova Aliança também se cumprirão, pois quem prometeu não muda (Hb 13.8). Fica evidente, tanto pela essência como pela presença da promessa, que as duas alianças estão intimamente ligadas.


SUBSÍDIO 1

Professor (a), inicie o tópico explicando que “a confirmação bíblica ou a certeza de que uma promessa seria mantida era um juramento ou ainda a morte daquele que fez a aliança. Os termos juramento e aliança são sempre usados como sinônimo. Uma Aliança no Antigo Testamento era, em sua essência, um juramento, um acordo solene. Deus confirmou a aliança Mosaica através de um juramento mencionado em Deuteronômio 29.12. O juramento 'que o Senhor, teu Deus, hoje faz contigo’, As partes que faziam a aliança deveriam se tomar como os mortos, de maneira que não poderiam mais mudar de ideia e revogá-la, assim como os mortos também não poderiam fazer. Assim, o sangue dos animais substitutos sacrificados era espargido na cerimônia de ratificação da aliança, para representar a 'morte' das partes (Êx 24 3-8)."

II - DOUTRINAS LITÚRGICAS

1. O que eram?

As “doutrinas litúrgicas" também são identificadas como “leis cerimoniais". Essas Leis regulamentaram o sistema de ritos, ordenanças e cerimônias, inclusive na oferta de animais em sacrifício a Deus, inicialmente no Tabernáculo e depois no Templo. Além dos sacrifícios de animais, as Leis cerimoniais consistiram em holocaustos e observâncias de festas religiosas.


O ato de sacrificar animais está implícito na ação de Deus em vestir Adão e Eva logo que pecaram (Gn 3.21), e pode ser identificado explicitamente nos dias de Caim e Abel, além de outros casos (Gn 4.3-5; Hb 11.4). Portanto, elas se constituem tanto de ordenanças como de sacrifícios de animais, e com elas a intenção de Deus foi a de normatizá-las, o que ocorreu enquanto Israel peregrinava no deserto e momentos antes da constituição do Tabernáculo, com vistas à organização das ações que ali ocorreriam (Êx 25.8,9). Portanto, por meio dos ritos, das ordenanças e das cerimônias que juntos formaram as “doutrinas Litúrgicas", Deus revelou o seu caráter santo e exigiu o mesmo de seu povo.


2. O seu propósito.

A Liturgia cerimonial tinha o propósito fazer com que o povo concentrasse a sua atenção em Deus. Ela poderia ser dividida da seguinte maneira: em relação a Ele: diante da história; com respeito aos outros povos e quanto ao futuro. Os sacrifícios e as cerimônias que envolviam o combate à impureza tiveram o propósito de indicar o meio do resgate da posição do homem diante do Criador.


Historicamente, as festas e os festivais cumpriam o desígnio de lembrar o povo sobre as grandes obras realizadas por Deus ao Longo de sua trajetória. Na relação com outros povos, o objetivo foi o de distinguir o povo de Deus dos demais povos por meio de restrições alimentares e o uso de roupas diferentes. Finalmente, Leis como a guarda do sábado, a circuncisão, a Páscoa e a redenção do primogênito projetavam o futuro, indicando a vinda do Messias (Hb 9.9-11).


3. Tempo de operação.

A proposta deste subtópico é refletir sobre o prazo de validade das “doutrinas litúrgicas”. Ao chamá-las de “sombras das coisas futuras" (Cl 2.17), a Bíblia sugere um tempo limite de atuação determinado pela chegada daquilo que ansiosamente se aguardava. Por isso, até quando essas doutrinas vigoraram, quando e por que deixaram de existir? Essas doutrinas litúrgicas trabalharam com símbolos e tipos que apontaram para aquilo que haveria de vir, com referência a um novo tempo inaugurado por Cristo, motivo pelo qual é possível afirmar que essas doutrinas foram válidas até a morte de Cristo (GL5.1-12; Hb 10.8-10). Houve 0 que pode ser chamado de substituição, cuja estrutura é essa: Cristo é o verdadeiro sacrifício (Jo 1.29), e os crentes cumprem a função sacerdotal (1 Pe 2.5,9), à medida que oferecem sacrifícios aceitáveis diante de Deus (Rm 12.1).


SUBSÍDIO 2

Prezado(a) professor (a), explique que “é comum ouvir falar de lei moral, lei cerimonial e lei civil. Os preceitos morais estão resumidos nos Dez Mandamentos. São os que tratam dos princípios básicos morais (alguns chegam a considerar erroneamente o sábado como preceito moral).


A lei cerimonial é parte que trata das festividades religiosas, do sistema de sacrifícios e da adoração, no santuário, dos alimentos limpos e imundos e das instruções sobre a pureza ritual, entre outros. A Lei civil diz respeito à responsabilidade do israelita como cidadão; são regulamentos jurídicos e instruções que regiam a nação de Israel. Há uma interpretação entre os cristãos de que a lei moral é eterna, portanto, para a atualidade. A lei cerimonial se cumpriu na vida e na obra de Jesus Cristo. A lei civil cumpriu sua função até que Israel deixou de ser um estado teocrático, e a igreja não é um estado.

III - DOUTRINAS MORAIS

1. Uma análise introdutória.

As "doutrinas morais” são parte da aliança de Deus com o seu povo (Êx 6.1-8; 19.5-8). Embora sejam importantes, essas doutrinas não possuem propósitos de salvação, pois esta é obra da graça de Deus, e somente pela fé em Jesus pode ser alcançada (Ef 2.8,9). Essas doutrinas evidenciam a natureza e a vontade de Deus, que as entregou a Moisés (Êx 20.1). Sendo assim, elas são perfeitas, eternas e imutáveis, e por meio da obediência a elas que Israel foi mantido como povo de Deus (Êx 19-5), e pôde refletir a santidade divina. Essas doutrinas têm relação direta com os Dez Mandamentos e, juntos regulamentam o exercício da justiça, o respeito mútuo entre as pessoas. Em síntese, as doutrinas morais exprimem parte da lei de Deus, que nas palavras do apóstolo Paulo é “santa” (Rm 7.12) e como expressão da vontade divina, ela é “boa, agradável e perfeita" (Rm 12,2).


2. O seu propósito.

O principal propósito das doutrinas morais é advertir o povo de Deus a não pecar (Êx 20.20), principio repetido pelo apóstolo João: “vos escrevo para que não pequeis” (1 Jo 2.1). No texto de Êxodo está a expressão “provar-vos”, que aparece também no episódio em que Deus provou Abraão (Gn 22.1-24). Enquanto as doutrinas cerimoniais apontavam para Cristo, as morais lembram o ser humano sobre a sua condição de pecador e convidam- -no a buscar a solução em Deus, As doutrinas morais visam também guiar o crente ao conhecimento da vontade de Deus e a viver em santidade.


SUBSÍDIO 3

Em geral, a Torá (Lei) pode ser subdividida em três categorias: judicial, cerimonial e moral, embora cada uma delas possa influenciar ou se sobrepor à outras.


O Antigo Testamento associa a ‘entrega da Torá1 com o primeiro encontro divino de Moisés no monte Sinais (Êx 19—23) após a libertação dos israelitas da terra do Egito, embora algum corpo de legislação consuetudinária existisse antes dessa época (Êx 18). Essas instruções encontram expansão e elucidação noutros textos do Pentateuco, como Levítico e Deuteronômio 12—24, indicando que os ensinos de Deus foram concebidos como código de conduta e adoração para Israel não só durante as peregrinações no deserto, mas também quando se estabeleceu na terra de Canaã após a conquista. Mais especificamente, a palavra ‘lei’ denota os Dez Mandamentos que foram entregues a Moisés. Esses mandamentos refletem uma declaração resumida da aliança e podem ser divididos em duas partes, consistentes com as duas tábuas de pedra em que foram registrados pela primeira vez: os quatro primeiros tratam do relacionamento do indivíduo com Deus, e os seis últimos concentram-se em instruções relativas aos relacionamentos humanos.


PROFESSOR (A), O que é a Bíblia? É a revelação de Deus à humanidade. Seu Autor é Deus mesmo. Seu real intérprete é o Espirito Santo. Seu assunto central é o Senhor Jesus Cristo. O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo e praticar a Bíblia para ser santo ou santificado" (Antonio Gilberto, Manual da Escola Dominical, CPAD).


CONCLUSÃO

Nesta lição reafirmamos o lugar da Bíblia como fonte genuína da doutrina cristã. Vimos que ela é a inspirada Palavra de Deus, cujo desenvolvimento histórico e estrutural comprova que, não obstante tenha sido escrita por homens falíveis, Deus é a sua fonte; o que faz dela o Livro dos livros, pois é o instrumento infalível e inerrante de comunicação da mensagem de Deus aos seres humanos.


HORA DA REVISÃO

1. A que se refere a expressão "Antiga Aliança?

A expressão “Antiga Aliança" se refere a uma parte importante do plano divino na história e não deve ser negligenciada e nem desvalorizada.


2. Cite um exemplo de aliança que Deus fez com Israel. Um exemplo é a aliança que Deus fez com Israel e que é denominada de "os Dez Mandamentos."


3. Segundo a lição, quais são as principais características da Antiga Aliança?

Acerca da Antiga Aliança, as suas principais características são: os homens foram os seus instrumentos; ela foi externa: ela dependeu de tomar uma forma por meio de cerimoniais e foi representada por símbolos.


4. O que o escritor aos Hebreus fala a respeito da Antiga Aliança em relação à Nova?

O escritor aos Hebreus informa que a Antiga Aliança serviu de sombra para a Nova e que esta é superior àquela, pois possui “melhores promessas” (Hb 8.5-7).


5. Qual é o principal propósito das doutrinas morais no Antigo Testamento?

O principal propósito das doutrinas morais é advertir o povo de Deus a não pecar (Êx 20.20).

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