Lição 6 O Verdadeiro Discípulo Sujeita-se ao Supremo Mestre (Editora Betel ) - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


Lição 6 O Verdadeiro Discípulo Sujeita-se ao Supremo Mestre (Editora Betel )

Lições Bíblicas BETEL: 4° Trimestre de 2023 | REVISTA: TERCEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO: Instituindo o discipulado baseado na verdade, no amor e fortalecendo os laços da fraternidade cristã.

TEXTO ÁUREO

“E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.” 1 Pedro 5.4

VERDADE APLICADA

Para ser um bom discípulo de Cristo, precisa, mais que qualquer atributo, ser escolhido e abençoado por Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Expor princípios do discipulado.

Ensinar sobre os compromissos do discípulo

Mostrar os critérios validados por Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

1 SAMUEL 16

5 E disse ele: É de paz, vim sacrificar ao Senhor. Santificai-vos e vinde comigo ao sacrifício. E santificou ele a Jessé e a seus filhos e os convidou ao sacrifício.

6 E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente, está perante o Senhor o seu ungido.

7 Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.

 

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA – Js 24.24 Quem serve obedece.

TERÇA – SI 89.3 O escolhido tem aliança com Deus.

QUARTA – Lc 17.20 O reino de Deus não é por aparência.

QUINTA – Jo 5.44 Buscar a honra que vem de Deus.

SEXTA – At 5.28 Obedecer a Deus em primeiro lugar.

SÁBADO – 1 Pe 2.17 Deus ordena a honra.

HINOS SUGERIDOS: 344, 455, 484

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore para que o discipulador respeite e entenda seu chamado como uma escolha de Deus.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1– A escolha de Deus

2– O princípio do chamado

3– A conduta do escolhido

Conclusão

 

INTRODUÇÃO

Engana-se quem pensa que os atributos de um verdadeiro discipulador estão reduzidos a capacidade, habilidade, inteligência, força etc. Samuel se enganou [1Sm 16.7]. Mas Deus ensinou que o discipulador tem a ver com Ele e com Sua bênção sobre o escolhido.


1. A ESCOLHA DE DEUS

Samuel foi chamado por Deus para uma importante missão: ungir o segundo rei de Israel, aquele que seria o líder conforme a Sua escolha. O primeiro rei, Saul, foi levantado a partir do clamor do povo por um rei, pois tinha as outras nações como referência [1Sm 8.19- 20], o que desagradou a Deus [1Sm 10.17-19]. Os povos vizinhos eram comandados por réis, o que fez com que os israelitas desejassem viver sob reinado humano [1Sm 8.5]. Mas não era o plano de Deus para aquele momento. O sistema teocêntrico (ou teocrático), onde Deus é quem governa, estava sendo rejeitado [18m 8.7].


1.1. Não é segundo a aparência.

O primeiro rei de Israel, quanto à aparência física, “sobressaía a todo o povo” [1Sm 9.2], o que deve ter causado admiração ao povo quando apresentado [1Sm 10.23-24]. Isso pode ter se tornado uma referência para Samuel, ao acreditar que Eliabe seria o próximo rei [1Sm 16.6]. O nome Sha’uwl no hebraico significa “desejado” ou “pedido”. Infelizmente, após ser ungido, as atitudes de Saul não foram condizentes com o que se espera de um governante do povo que tem aliança com Deus. O Senhor Deus já tinha falado a Abraão sobre reis que descenderiam dele [Gn 17.15-16]. Assim, parece que o povo não foi paciente para esperar o momento de se estabelecer a monarquia em Israel.


John Nash (1928-2015), matemático norte-americano, diz: “Talvez seja bom ter uma mente bonita, mas um dom ainda maior é descobrir um coração bonito. Quando Deus mede um homem, Ele passa sua fita métrica em torno do seu coração e não da sua cabeça. Essas palavras vão ao encontro do pensamento de Edward McKendree Bounds (1835-1913), um ministro da Igreja Metodista: “O Evangelho flui pelo coração. O coração faz o céu, e o céu é o amor. O coração grande gera grandes pregadores, e o coração bondoso gera pregadores bondosos. O ministério profissional é um ministério sem coração. Quando jovem, eu admirava as pessoas inteligentes. Hoje, admiro as que são bondosas. Um cérebro inteligente arranca aplausos na terra, mas um coração bondoso arranca aplausos no céu”.

 

1.2. Está alinhada ao Seu coração.

A escolha de Deus para um líder se baseia em um coração que esteja alinhado com o seu. Esse não era o caso de Saul, pois um verdadeiro discípulo de Cristo deve estar alinhado com o coração de Deus. Saul não era segundo o coração de Deus, e posteriormente, nem os filhos de Jessé que se apresentaram a Samuel [1 Sm 16.10]. Mas havia alguém, que não fora lembrado por ninguém, mas que estava na mente e nos planos de Deus e que tinha a ver com Ele. Davi não exibia uma aparência capaz de chamar a atenção nem de Samuel, mas tinha o coração segundo o coração de Deus [At 13.22].

 

E para o Senhor, é isso que importa. Ser um discipulador segundo o coração de Deus, acima de qualquer outra coisa. Saul começou bem, vencendo as guerras de Deus, mas logo se perdeu em suas vontades, tornando-se desobediente [1Sm 15.22-23]. Deus usou Samuel para dizer que, em lugar de Saul, Ele levantaria um “homem segundo o seu coração” [15m 13.7-14]. Nenhum outro critério foi exigido, a não ser estar alinhado ao coração de Deus.


Ter o coração alinhado ao de Deus é depender dEle. Saul errou ao acreditar ser autossuficiente. Charles Haddon Spurgeon: “Não se torne autossuficiente. A autossuficiência é a rede de Satanás onde ele pega os homens, como pobres peixes bobos, e os destrói. (…) A maneira de crescer forte em Cristo é tornar-se fraco em si mesmo. Deus não derrama poder no coração do homem até que o poder do homem seja todo derramado”. Deus não caminha com o homem que marcha na sua própria força!


1.3. Cabe apenas a Deus.

Eleger alguém para servir na obra de Deus é uma escolha exclusiva do Senhor, que pode, inclusive, acontecer na infância [Jr 1.5]. É Ele quem escolhe os que farão parte de Seus propósitos [Mc 3.13-19]. O caminho de Samuel e Davi se cruza quando o profeta vai à casa de Jessé para ungir um novo rei [1Sm 16.1]. O chamado de ambos foi feito por Deus, por isso frutificou [Mt 7.16-20].


Diótrefes não atentou que ele ocupava uma posição destacada que não estava glorificando a Deus e que, portanto, nada tinha a ver com o Senhor. Seu interesse era apenas ser reconhecido. Ele era um tipo de obreiro ou membro que não comparece a reuniões dirigidas por outros. E quando marca presença, faz sempre questão de demonstrar descaso e frieza com a liderança dos colegas. Não coopera com trabalho algum da iniciativa dos outros. Ele não se deu conta de que não fora escolhido por Deus. Assim sendo, logo perderia aquele lugar na obra.


EU ENSINEI QUE:

Nenhum ministério bem-sucedido está relacionado a critérios pessoais. Ele passa obrigatoriamente pela escolha de Deus. Por isso, todo discípulo necessita estar alinhado ao coração do Senhor.


2. O PRINCÍPIO DO CHAMADO

Não se pode servir a Deus de qualquer jeito. Jeremias disse que aquele que faz a obra relaxadamente é maldito [Jr 48.10]. Um obreiro ou líder deve ser alguém abençoado por Deus. Para ser abençoado é preciso fazer o que Ele manda integralmente. (não parcialmente como traz o contexto da passagem citada). Diótrefes mostrou-se negligente com o chamado, sendo por isso um mau discípulo.


2.1. Honrar a Deus.

O termo honra em grego é time (tee-may’) e diz respeito a um “preço pago”, como em honorário, que vem dessa mesma raiz. É, ainda, reverência a alguém pela posição; no caso de Deus é “glória” a Ele. Um verdadeiro discípulo deve honrar ao Senhor – pelo que Ele é e faz. Em Romanos 13.7, Paulo ordena honra a quem honra. Esse princípio vem de Deus. Se um discípulo quer ser honrado por Deus, Ele deve honrá-lo, pois ele só tem essa “credencial” porque Deus o escolheu.


Pastor Marcos Sant’Anna da Silva (Livro “Aperfeiçoamento cristão: propósito de Deus para o discípulo de Cristo”, p. 59): “Como membros do Corpo de Cristo, temos que estar comprometidos com a responsabilidade de cuidar uns dos outros [1Co 12.25; Gl 5.13]. Não é tarefa apenas dos que lideram ou fazem parte do ministério da igreja local, mas de todos que têm o Espírito Santo. Assim, há edificação, crescimento e o Senhor Deus é glorificado.”


2.2. Honrar a Igreja de Cristo.

Ser um discípulo é estar exercendo a liderança é ser escolhido para tal ministério [Ef 4.11], e isso não tem a ver com ser humanamente capaz ou hábil, mas receber o “óleo da unção sobre a cabeça” [Sl 89.20]. Samuel achou que alguém aparentemente forte daria conta de ser o rei de Israel, então, quando viu Eliabe, o irmão guerreiro de Davi, achou que ele era o escolhido de Deus [15m 16.6]. Mas o Senhor mostrou ao profeta o que de verdade importava: o coração. Honrar a igreja de Cristo é possuir um coração que sirva sem restrições, como faziam Gaio e Demétrio, que andavam na verdade [3Jo 3.12] e honravam a igreja. Quem não honra a igreja busca reconhecimento por domínio e autoritarismo, como Diótrefes.


Honrar a Igreja é cuidar dela tendo Jesus como exemplo de amor e de entrega. A Igreja é a Noiva de Cristo, e toda noiva deve ser honrada, pois um dia se tornará esposa! Paulo disse: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” [2Co 11.2]. Antes ele era perseguidor da Igreja, após a escolha de Jesus [At 9.15], passou a honrar a Igreja que ele perseguia.


2.3. Honrar ao próximo.

Um discípulo deve honrar as pessoas, da igreja e de fora dela. Ele precisa ter o coração disposto a ajudar quem precisa, a exemplo de Jesus. Diótrefes era orgulhoso, egocêntrico e controlador, com comportamentos totalmente opostos ao de Cristo. Jesus repreendeu os que não amavam ao seu próximo e só buscavam a honra dos homens para alimentar o seu ego: “Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?” [Jo 5.44]. Honrar o próximo é ordenança devida a todos [Rm 12.10]. Pedro ensina: “Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei” [1Pe 2.17].


Os discípulos comprometidos com Cristo amam a Deus e aceitam a responsabilidade de ajudar a seus irmãos chegarem ao céu. Isso é honrar e amar a seus irmãos. No entanto, há cristãos que não revelam esse amor e cuidado pelos outros, eles só cuidam de si mesmos, como fazia Diótrefes, que, por isso, foi rejeitado.


EU ENSINEI QUE:

Estar apto significa seguir princípios estabelecidos por Deus, como honra, amor e obediência. Tudo vem dele!

3. CONDUTA DO ESCOLHIDO

O verdadeiro discípulo é aquele que cumprirá o Seu propósito, ainda que se ache incapaz de fazê-lo [Ex 4.1-12]. Ele será idôneo e responsável por tudo o que está sob seus cuidados [15m 17.34] e não medirá esforços para fazer a obra de Deus avançar [2Co 12.15].


3.1. Adorar a Deus.

Antes de aparecer para o público, Davi já era conhecido por Deus no campo, “escondido” atrás das malhadas. Enquanto cuidava das ovelhas de seu pai [1Sm 16.18], tinha profunda comunhão com Deus, o que pode ser visto nos salmos compostos por ele, como o Salmo 63, onde diz que sua “alma tem sede de Deus”. Mesmo antes de Jesus definir o que era ser adorador [Jo 4.23-24], os salmos de Davi mostram que ele já fazia isso. No Novo Testamento, o ato de adorar era expresso por ajoelhar-se ou prostrar-se em reverência e reconhecimento de que o adorado é superior. Assim, Diótrefes não poderia ser considerado um adorador, pois faltava-lhe humildade para isso. Suas atitudes eram egocêntricas.


Quem busca glórias para si, rouba a glória de Deus e, muitas vezes, não percebe que as trevas estão tomando conta da sua vida. Somos servos, e não celebridades. Quando a igreja se reúne em nome de Cristo é para a adoração a Deus, não para a satisfação de egos.


3.2. Lutar as guerras de Deus.

Os irmãos mais velhos de Davi – Eliabe, Abinadabe, Samá – lutavam as guerras de Saul [1Sm 17.13], mas Deus queria um rei que lutasse as Suas guerras. E era isso que Davi fazia, tanto que, em cada batalha, ele consultava a Deus para obter Sua autorização e estratégias [1Cr 14.14]. Um discípulo de Cristo não faz as coisas segundo sua vontade, como fez Saul em diversos momentos [1Sm 15]. Diótrefes também errou nisso, agindo em causas próprias e não nas de Deus. Assim, foi repreendido por João [3]o 10].


A guerra que Diótrefes empreendia era a guerra de poder! Ao agir assim e, em sua prepotência, o homem está declarando guerra contra Deus, quando deveria lutar as guerras de Deus-contra injustiças, idolatria, perseguições – como os hebreus enfrentaram no Egito, por exemplo. Após atravessar o Mar Vermelho, Moisés cantou: “O Senhor é homem de guerra” [Êx 15.3]. Davi, em sua primeira “aparição” pública em um conflito, lutou contra Golias em nome de Deus: “Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” [18m 17.45].


3.3. Obedecer a Deus.

Samuel obedeceu a Deus quando foi chamado para ir à casa de Jessé ungir o futuro rei de Israel. Ele teve medo [1Sm 16.2], mas confiou em Deus. Saul deixou de confiar no Senhor e O desobedeceu, por isso foi rejeitado por Deus [1Sm 15.26] e seu reino foi rasgado [1Sm 15.28]. A obediência é qualidade indispensável ao discípulo. Quando Davi desobedeceu a Deus, mesmo sendo o rei escolhido, colheu o fruto deste pecado.


Obedecer, do hebraico shama, é “ouvir, escutar, concordar” e tem grande relevância para Deus. Tanto assim que os judeus recitam até hoje o Shema Ysrael, profissão de fé central do monoteísmo judaico. Obedecer a Deus significa tê-lo como “único” digno de ser adorado. Jesus disse: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás” [Lc 4.8]. Quem obedece cumpre a missão, como fez Jesus mesmo diante do sofrimento e morte de cruz [Fp 2.8]. Graças à Sua obediência a Deus, fomos salvos!


EU ENSINEI QUE

Existem condutas e comportamentos próprios daqueles que são chamados por Deus. Um verdadeiro discípulo de Cristo deve entender seu chamado como uma escolha de Deus. Assim, precisa estar sujeito aos critérios que o Senhor determina, entre os quais estão a adoração e a obediência.


CONCLUSÃO

Deus escolheu as coisas loucas e as que não são [1Co 1.27-29]. Pela ótica humana, Saul seria um rei melhor que Davi. Samuel achou que até os irmãos de Davi eram aparentemente melhores. Mas Deus escolheu alguém que Ele abençoou para ser o rei ungido com santo óleo para liderar o Seu povo.

DICAS DE LEITURAS

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