LIÇÃO 13 Fé para Crer na Realidade do Sofrimento Eterno

🎓 Classe: JOVENS

Revista: Do professor - CPAD

Trimestre: 4° de 2023

Título: A Prova da Vossa Fé: Vencendo a Incredulidade para uma Vida Bem-Sucedida

Comentarista: Pr. Eduardo Leandro Alves

TEXTO PRINCIPAL

"Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos [...] a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte." (Ap 21.8)

RESUMO DA LIÇÃO

O sofrimento eterno é uma realidade, assim como a vida eterna na presença de Deus.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA - Gn 2.17

A desobediência: a consequência é a morte eterna 

TERÇA - Ez 18.20

O filho não assumirá os pecados dos pais

QUARTA - Rm 6.23

O salário do pecado é a morte

QUINTA - Tg 1.15

Pecado consumado gera a morte

SEXTA - Lc 15.32

O perdido pode ser encontrado

SÁBADO - Ef 5.14

Cristo pode nos livrar do sofrimento eterno

OBJETIVOS

• COMPREENDER o que é a morte eterna;

• EXPLICAR a respeito do juízo divino para os ímpios.


INTERAÇÃO

Professor (a) estudaremos a respeito da morte eterna. Muitos evitam falar sobre este tema, entretanto não falar a respeito deste assunto não vai evitá-la. Um dia todos vão experimentar a morte, independente da classe social a que pertença, religião ou títulos. Por isso, precisamos estar preparados para enfrentá-la e poder consolar aqueles que estejam enlutados. Não fomos feitos para morrer e esta é a razão porque não a aceitamos, embora sabendo que é a oportunidade de uma nova vida na eternidade. A morte é a consequência direta da Queda (Rm 3.23). Se Adão e Eva não tivessem pecados seriamos eternos. Mas para o crente “viver é Cristo e o morrer e lucro”.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), reproduza no quadro o esquema abaixo. Utilize-o na introdução da lição para enfatizar que a morte não é o fim da vida, mas o início de uma nova vida na eternidade. Aqueles que têm a Cristo vão viver junto dEle eternamente. A morte causa dor, pois não fomos criados para morrer, mas em Jesus temos o consolo para o luto, pois assim como Ele ressuscitou e venceu a morte, um dia também ressuscitaremos e venceremos a morte para sempre.

A morte para o cristão:

É consequência da Queda. Rm 6. 23

É a separação entre alma e corpo. Gn 35.18; Tg 2.26

É lucro. Fp 121

É a certeza que um dia ressuscitaremos. 1 Co 1.58; Is 26.19

É esperança. Jo 11.25


TEXTO BÍBLICO

Mateus 25.29-34,46

29 Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado.

30 Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.

31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória.

32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.

33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

34 Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possui por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.


INTRODUÇÃO

Estudamos a respeito dos fundamentos da fé cristã. Vimos os argumentos que alguns críticos do Cristianismo utilizam para tentar desacreditar a fé. Nesta lição, trataremos sobre a realidade do sofrimento eterno. Veremos, a partir das afirmações bíblicas, o destino dos ímpios.


I - A MORTE ETERNA

1. Castigo infindável.

A respeito da morte eterna, cremos naquilo que Jesus afirmou em Mateus 25.46 a respeito do castigo dos ímpios: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna." Jesus declarou que os ímpios, aqueles que não se arrependeram de seus pecados, vão enfrentar o tormento eterno. 0 destino dos incrédulos é somente um: a condenação eterna no Inferno. Este lugar de tormento e sofrimento é "o lugar preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 2541). Não se deixe enganar: o lugar destinado à alma dos ímpios e de todos os que rejeitaram 0 plano de Deus para a salvação chama-se inferno, que significa “lugar inferior".


2. O destino dos ímpios.

Jesus não deixou dúvidas ao afirmar a respeito da recompensa e do destino dos crentes féis e dos ímpios. Os crentes fiéis ouvirão: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34). Já os ímpios, que não se arrependeram de seus pecados e não aceitaram o plano divino da salvação, ouvirão: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 2541).


Cremos que o perverso sofrerá eternamente e ficará de fora da Nova Jerusalém. Nossas atitudes e escolhas no presente vão determinar o nosso destino, por isso seja sábio e faça as escolhas certas, de acordo com a Palavra de Deus.


3. Deus é justo.

O que a maioria das pessoas deseja receber depois da morte é uma vida no céu em paz e sem sofrimento. Tal desejo é válido? Sim. A vida eterna no Céu é uma dádiva que somente os que creem no sacrifício de Cristo e recebem o perdão, dos pecados podem desfrutar. A existência eterna está condicionada à fé em Jesus Cristo. Deus ama o pecador, mas Ele é justo e dará a cada um a recompensa certa (Sl 7.11-13).


SUBSÍDIO 1

As Escrituras também falam da morte diversas vezes. Em Jó 28.22 vemos a morte sendo personificada: 'A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama', como também em 1 Coríntios 15.55: 'Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?’ e Apocalipse 20,14: 'E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.


A morte é também comparada, nos livros poéticos, a um caçador, que arruma armadilhas para com elas apanhar os homens: 'Cordas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam' (Sl 18.5), 'Cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim: encontrei aperto e tristeza' (Sl 116.3), ‘A doutrina do sábio é uma fonte de vida para desviar dos laços da morte (Pv 13.14).


A Palavra de Deus reconhece a morte como resultado do pecado, Quando Deus criou o homem, não o criou para morrer. É o que se entende da leitura de Gênesis 2,17,18: ‘E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás: porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás'. A morte entrou no mundo, portanto, por ocasião da desobediência de Adão no Éden. Romanos 6.23 fala que o salário [a recompensa) do pecado é a morte’, um prêmio pela desobediência humana.

II - O JUÍZO DIVINO PARA OS ÍMPIOS

1. O Deus que nos livra da corrupção.

A morte eterna é a separação por toda a eternidade da presença de Deus. Já a vida eterna, à luz da Bíblia, é a nova vida, que os crentes em Jesus passam a ter, após a sua conversão genuína: “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida" (Rm 6.4).


O homem natural é um ser biológico, entretanto o novo homem, nascido de Deus, é um ser espiritual, uma “nova criatura" (2 Co 5.17). Pedro diz que os que são salvos são “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo” (2 Pe 1.34). O Deus que nos ama e nos livrou da corrupção deste mundo, preparou um lugar especial e uma recompensa para nós, caso permaneçamos fiéis até o fim.


2. O sofrimento dos ímpios.

O Salmo 1 afirma que os ímpios não subsistirão no juízo (v. 5). O salmista, de acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, descreve “os pecadores sob três quadros horríveis:

(a) são como a 'moinha' lançada para longe por forças que não conseguem ver (v. 4);

(b) serão condenados na presença de Deus no dia do juízo (v. 5) e

(c) perecerão eternamente (v. 6)," Estes textos nos mostram que não podemos ter dúvidas em relação ao castigo, à recompensa dos ímpios no dia do juízo.

Como crentes, temos que evangelizar e pregar a Palavra de Deus, mas não podemos nos esquecer de que a salvação é somente por meio da fé na obra de salvação realizada pelo Senhor Jesus Cristo, Onde vamos passar a eternidade é uma escolha nossa. A perdição dos ímpios se deve ao fato de que eles fizeram escolhas erradas e decidiram duvidar de Deus e da sua Palavra. Algumas pessoas afirmam que a perdição eterna não é consistente com o fato de que Deus é amor. Eles, porém, desprezam o fato de que Ele é amor, mas também é justo.


No Antigo Testamento, a ideia de que toda alma que pecar, esta morrerá, é bem evidente (Ez 18.20). Logo, a decisão de pecar é tão somente do homem e a recompensa pelo seu erro é tão somente de Deus.


3. A punição divina.

É uma penalidade divina, e nos escritos de Paulo é a consequência do pecado (Rm 6.23). Essa expressão rabínica significa perdição eterna. Deve ser compreendida juntamente com as passagens nas quais Jesus fala sobre o fogo eterno, “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 2541), assim como o castigo eterno, que é colocado em contraste com a vida eterna (Mt 2546).

O estado final do ímpio é descrito como morte, punição, perdição. Do ponto de vista da Bíblia, a morte eterna é algo que deve ser vista com temor e horror. Em relação à morte eterna, é importante lembrar de que o Lago de Fogo, como destino dos perdidos, é um lugar, não um estado. Como o céu é um lugar e não um mero estado mental.


Nas Escrituras Sagradas, essa verdade é indicada pelas palavras hades (Mt 1123:16.18; Lc 10.15; 16.23; Ap 1.18:20,13,14) e gehenna (Mt 5.22,29,30:10.28; Tg 3.6), lugar de tormento.


A condição de miséria indescritível é indicada pelos termos usados para relatar o sofrimento: “fogo eterno” (Mt 2541); “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Mc 944); “lago que arde com fogo e enxofre" (Ap 21.8); “o poço do abismo" (Ap 9.2); um lugar de "choro e ranger de dentes” (Mt 8.12); “fogo inextinguível” (Lc 3,17); “fornalha acesa” (Mt 13.42), e “a fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia e nem de noite” (Ap 14.11), Essas expressões foram ditas pelo próprio Cristo, que revelou tudo que precisamos saber a respeito deste lugar de retribuição.


SUBSÍDIO 2

O Estado Final dos ímpios

A Bíblia descreve o destino dos ímpios como algo terrível e que vai além de toda a imaginação. São as ‘trevas exteriores’, onde haverá choro e ranger de dentes por causa da frustração e do remorso ocasionados pela ira de Deus (Mt 22,13; 25.30). É uma 'fornalha de fogo' (Mt 1342.50), onde o fogo pela sua natureza é inextinguível. Causa perda eterna, ou destruição perpétua (2 Tm 10). e ‘a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre' (Ap 14.11; cf. 20.10). Jesus usou a palavra Geena como termo aplicável a isso. Depois do juízo final, a morte e o Hades serão lançados no lago de fogo (Ap 20.14), pois este, que fica fora dos novos céus e da nova terra (cf. Ap 22.15), será único lugar onde a morte existirá.


CONCLUSÃO

Jesus disse: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24). Este versículo mostra uma verdade sobre o alcance da salvação em Cristo Jesus e da perdição eterna para aqueles que rejeitam o amor de Deus e seu plano salvífico. Onde você vai passar a eternidade?


HORA DA REVISÃO

1. O que Jesus afirmou a respeito do castigo dos ímpios?

Jesus declarou que os ímpios que não se arrependeram de seus pecados vão enfrentar o tormento eterno.

2. Qual o destino dos incrédulos?

O destino dos incrédulos é somente um: a condenação eterna no Inferno.

3. O que os crentes fiéis ouvirão segundo Mateus 25.34?

Os crentes fiéis ouvirão: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança 0 Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34).

4. Segundo a lição, defina morte eterna.

A morte eterna é a separação por toda a eternidade da presença de Deus.

5. O que é a punição divina nos escritos de Paulo?

É uma penalidade divina, e nos escritos de Paulo é a consequência do pecado (Rm 6.23).

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