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Lições Betel: Lição 5 O Servo e as Multidões (Classe Adultos)

Lições Bíblicas BETEL: 1° Trimestre de 2023 |

1° Trimestre De 2023 | TEMA: O EVANGELHO DE MARCOS – O Servo e a missão no serviço da obra de Deus

TEXTO ÁUREO

” (…) E a grande multidão o ouvia de boa vontade.” Marcos 12.37b

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VERDADE APLICADA

Como Jesus, Seus discípulos devem lidar com as multidões com compaixão, discernimento e atenção.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar como devemos nos portar em meio a multidão.

Mostrar que ninguém pode atrapalhar nossos sonhos.

Falar que o Servo socorre quem vai ao Seu encontro.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MARCOS 3

7- E retirou-se Jesus corn os seus discípulos para o mar, a seguia-o uma grande multidão da Galiléia, a da Judéia,

8- E de Jerusalém, e da Iduméia, e dalém do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele.

9- E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não apertasse,

10- Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrogavam sobre ele, para lhe tocarem.

11- E os espíritos imundos, vendo-o, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.

LEITURA COMPLEMENTARES

SEGUNDA – Mt 14.14 O Servo curou todos os enfermos da multidão.

TERÇA – Mt 15.32 O Servo tinha compaixão da multidão.

QUARTA – Mt 15.36 O Servo alimentou uma multidão

QUINTA – Mt 23.1 O Servo tinha prazer em ensinar a multidão.

SEXTA – Lc 6.19 A multidão queria tocar no Servo.

SÁBADO – Jo 6.2 A multidão era testemunha do poder do Servo

HINOS SUGERIDOS 46, 61, 208


MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que consigamos nos destacar entre a multidão dos seguidores do Servo.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1- Jesus e a multidão

2– As multidões que seguiam Jesus

3– Os três grupos entre a multidão

Conclusão

INTRODUÇÃO

Estudaremos nesta lição mais um importante aspecto do ministério terreno de Jesus: lidando com as multidões. O enfoque será quanto às questões de oportunidade, atenção, discernimento e discipulado, pois o fato de alguém estar entre a multidão que segue a Cristo, não significa que, automaticamente, é um discípulo de Jesus.


PONTO DE PARTIDA – O Servo tem prazer em servir a multidão

I - JESUS E A MULTIDÃO

É belo dizer que, assim como Jesus se compadeceu da multidão, também nós, na nossa caminhada cristã, somos chamados a termos compaixão do povo [Mc 6.34]. Podemos dizer que Jesus, além de saciar a fome da multidão, de igual modo a saciava com Seus ensinamentos.


1.1. Atento às necessidades da multidão.

O evangelho de Marcos nos faz ver que de todas as partes as pessoas davam um jeito de irem ao encontro de Jesus para ouvi-lo e ficavam satisfeitas com seus atos de compaixão: “Naqueles dias, havendo mui grande multidão e não tendo o que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos e disse-lhes: Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo e não tem o que comer.” [Mc 8.1-2]. Aprendemos com Jesus a relevância de estarmos atentos às necessidades das pessoas e nos colocarmos à disposição do Senhor para sermos usados pelo Espírito Santo como canais de bênçãos. “Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer…” [Mc 8.37]. O Senhor nos chama para participarmos do processo, nos orienta como agir a nos capacita com o poder do Espírito Santo.


Dewey M. Mulholland (Marcos: introdução e comentário, Vida Nova, 1999, P. 110): “No futuro, quando Jesus não estiver mais com eles (Seus discípulos), eles poderiam lembrar-se de que Jesus é o Pastor daqueles que não têm líder. Confrontados com a ordem de Jesus para alimentarem a multidão, os discípulos veem apenas a impossibilidade de executá-la. Um trabalhador diarista teria que trabalhar cerca de um ano para comprar pão para uma multidão como aquela. Os discípulos enfatizam o que eles não têm”.


1.2. No meio da multidão, mas atento às oportunidades. Lemos que um pai vendo o seu filho padecer se destacou entre a multidão para pedir socorro ao Servo. Esta postura audaciosa do pai do jovem lunático, se dirigindo a Jesus e apresentando a situação de seu filho, resultou na libertação do menino: “E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu to ordeno: sai dele e não entres mais nele.” [Mc 9.25]. Conforme observado, aprendemos que as disputas e discussões no meio da multidão ou as frustrações não podem nos impedir ou nos desanimar de ir a Cristo e falar com Ele sobre nosso sofrimento e nossa necessidade [Mc 9.14-24].


Orlando Boyer (Marcos: O Evangelho do Servo do Senhor, Livros Evangélicos, p. 124) comenta este texto de Marcos em conexão com Lucas 9.38: “No original, clamando em muito alta voz, como Jesus ao morrer na cruz [Mc 15.37]. Note-se a angustiosa lista de sofrimentos de seu filho (…) Felizes são os filhos de pais que recorrem a Cristo em oração, como fez o pai do menino possesso de um espírito mudo (…) Se te sentes desanimado, por causa do fracasso dos crentes, experimenta a Cristo mesmo. Não desconfie de Cristo somente porque falta poder aos filhos professos de Deus.”


1.3. Não permita que a multidão atrapalhe a sua busca por socorro.

Marcos relata haver uma mulher que padecia de uma hemorragia visivelmente incurável ao homem e que vagarosamente destruiu sua vida [Mc 5.26]. Essa enfermidade fazia com que essa mulher se abatesse, pois sua dor consumia suas forças dia após dia, além de suas muitas decepções com os médicos e a pobreza que lhe incidiu por haver gastado tudo. Conforme observado, sendo sabedor que Jesus passaria por ali , ela enxergou um fio de esperança em seu coração: “Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou no seu vestido:’ [Mc 5.27]. A respeito dessa atitude vemos que, sabedoria que não lhe restava outro recurso, ela recorreu ao Servo, indo entre a multidão e encontrou cura, alívio, paz e salvação [Mc 5.28-29].


Craig S. Keener (Comentário Histórico-Cultural da Bíblia – Novo Testamento, Vida Nova, 2017, p. 236): “De acordo com a Lei, tal doença a tornava constantemente impura [Lv 15.19-33] – além do problema físico, havia o problema social. Se a mulher tocasse em alguém ou mesmo nas vestes de uma pessoa, quem fosse tocado ficaria cerimonialmente impuro pelo restante do dia [Lv 15.26-27]. Assim, ela não deveria sequer estar no meio dessa multidão apertada. (…) Para que ninguém pense que a cura ocorreu por meio de uma magia pagã comum, operando sem o conhecimento de Jesus, ele declara que a cura aconteceu em resposta a “fé” [Lc 8.48]’.


EU ENSINEI QUE

Jesus Cristo quer nos usar no meio da multidão para mostrar a todos que é possível receber o milagre a ser transformado pelo Seu poder.


2- AS MULTIDÕES QUE SEGUIAM JESUS

Descortinando os fragmentos da história, veremos no presente tópico três tipos de pessoas, dentre outras, que faziam parte da multidão: a multidão dos curiosos [Mc 1.27], a multidão dos desprovidos [Mc 6.34] e a multidão dos acusadores [Mc 15.11]. Nesse ponto cabe uma interrogação: estamos trafegando em alguma destas multidões?

 

2.1. Multidão dos curiosos.

O que é verdadeiramente surpreendente é que nos dias de Jesus muitos só ambicionavam estar entre a multidão para constatarem os milagres dos outros, mas não queriam compromisso com o Filho de Deus: “E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois, com autoridade, ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” [Mc 1.27].

 

O texto aponta que os curiosos entre a multidão se admiravam com a Sua maneira de ensinar, da Sua doutrina e Seu poder para expulsar os demônios [Mc 1.21-28]. Marcos coloca a questão de tal maneira que nos confronta a deixarmos de ser conduzidos pela curiosidade para podermos receber algo novo da parte de Deus e crer e conhecer Jesus como o Servo enviado de Deus para remir a humanidade de seus pecados.


Um grupo de curiosos seguia Jesus entre a multidão porque via os sinais que Ele operava sobre os enfermos: “E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operavam sobre os enfermos.” [Jo 6.2]. Esses curiosos enchiam as portas das casas onde Jesus ia realizar algum milagre para verem se Jesus realizava mesmo milagres ou se Ele era um falso profeta iludindo o povo. [Mc 5.38-39]. Gostaríamos de mencionar que normalmente todo curioso e mexeriqueiro e, pelo que podemos ver, estes curiosos gostavam de assistir os embates entre Jesus e os falsos religiosos: “E, quando se aproximou dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão e alguns escribas que disputavam com eles.” [Mc 9.14].

 

2.2. Multidão dos desprovidos.

Marcos escreve em seu evangelho que, onde Jesus passava, atraia uma multidão. Ele relata que, quando Jesus foi para casa, uma multidão se ajuntou a eles, era tanta gente que Jesus e os discípulos não tinham tempo nem para comer [Mc 3.20]. Afigura-se que essas pessoas viajavam de vários lugares, sendo pessoas de classes sociais distintas, em busca que o Servo apresentasse uma solução para seus problemas e respostas para as suas dores e ansiedades. Marcos descreve que Jesus teve compaixão, pois via que aquelas pessoas eram como ovelhas sem pastor [Mc 6.34].

 

Para compreendermos o relacionamento do Servo com os carentes do Seu tempo, temos que nos lembrar de que Ele nunca se preocupou com a condição social de quem se aproximava dEle. O Servo, por Sua maneira de pensar e de interpretar a vida, ia em socorro dos mais humildes, o que lhe acarretou numerosas perseguições e afrontas e, no final, a própria crucificação.

 

2.3. Multidão dos acusadores.

Por entre as páginas das Escrituras Sagradas, no evangelho de Marcos podemos presenciar que muitos entre a multidão estavam ali sem um objetivo definido. Não por acaso, sendo inimigos declarados de Jesus, os principais dos sacerdotes viram neste grupo a oportunidade de matá-lo: “Mas os principais dos sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes de Barrabás.” [Mc 15.11]. Convém observar que, sendo muito zelosos para levar o plano que haviam idealizado para a morte de Cristo, estes se valeram da multidão, instigando-a para gritar pela absolvição de Barrabás, mesmo sendo este um criminoso perigoso e ultrajante.

 

Bispo Samuel Ferreira: “Segundo as leis romanas, Pilatos não viu qualquer coisa para que Jesus merecesse tal condenação [Lc 23.4]. Ao recebê-lo de volta da parte de Herodes, tentou livrá-lo da condenação, dizendo: “Eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem” Porém, a multidão gritava: “Crucifica-o! Crucifica-o!” Como era costume soltar um preso, Pilatos fez-os decidir entre Barrabás e Jesus. A multidão escolheu soltar Barrabás.”

 

EU ENSINEI QUE

Existiam três tipos de pessoas, dentre outras, que faziam parte da multidão: os curiosos, os desprovidos e os acusadores.


3 - OS TRÊS GRUPOS ENTRE A MULTIDÃO

Os evangelhos, em um panorama geral, identificam alguns grupos de discípulos de Jesus entre a multidão que O seguia. Assistimos nas Sagradas Escrituras que muitas pessoas tiveram contato com Ele, entretanto, devemos nos aperceber que estes três grupos conseguiram se distinguir entre os demais.


3.1. Os setenta discípulos que se destacaram entre a multidão.

É significativo notar que, dentre aquela multidão que seguia a Jesus, Ele separou setenta homens para irem, a cada dois, anunciar o Evangelho do Reino: “E, depois disso, designou o Senhor ainda outros setenta e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares onde ele havia de ir:’ [Lc 10.1]. Estamos diante de um texto que nos mostra que Jesus escolheu setenta discípulos e os envia a cada dois a todas as cidades a lugares onde Ele havia de viajar posteriormente.


Comentário Bíblico Beacon: “O número setenta parecia ter um significado especial entre os judeus. Havia setenta anciãos designados por Moisés, setenta membros do Sinédrio (setenta a um, incluído o presidente ou nasi) e, de acordo com a lenda judaica, os setenta povos ou nações da Terra, além dos judeus. O simples fato de que Jesus tinha estes muitos discípulos dignos de confiança é significativo. Muitas vezes nos esquecemos de que Ele tinha muitos seguidores leais. Mandou-os … de dois em dois. Para ajuda mútua e encorajamento. A todas as cidades e lugares aonde havia de ir. Estes deveriam preparar a visita dEle a essas cidades. Neste momento, os doze apóstolos estavam com Ele; os setenta foram adiante a sua face.”


3.2. Os doze discípulos que se destacaram entre a multidão.

Quanto ao grupo dos setenta, nós nem sabemos quem eram. Entretanto, os membros deste grupo dos doze, Jesus os chama pelo nome: “Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão; André, e Filipe, e Bartolomeu, e Mateus, e Tomé, e Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu, e Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, o que o entregou” [Mc 3.16- 19]. O Senhor se afastou da multidão, foi ao monte e “chamou para si “: Notemos os propósitos: eles devem estar com Ele e foram chamados para serem enviados [Mc 3.13-14].


 Charles R. Swindoll: “Grandes multidões se reuniam para ouvir os ensinamentos de Jesus e ter suas enfermidades curadas por Ele. A partir daquela multidão de discípulos, Ele escolheu doze para formarem um círculo mais próximo de pupilos, homens que Ele prepararia para se tornarem os primeiros líderes do novo reino. Quando Jesus os chamou para segui-lo, eles deixaram tudo para trás.”


3.3. Os três discípulos que se destacaram entre a multidão.

Dentre os doze discípulos que Jesus separou para estar mais próximo a Ele, três se destacaram. Podemos visualizar no evangelho de Marcos que em três momentos somente Pedro, Tiago e Joao estiveram ao Seu lado:

1) na ressurreição da filha de Jairo [Mc 5.37];

2) no momento da transfiguração de Jesus [Mc 9.2];

3) na noite em que foi traído e preso, tão somente Pedro, Tiago e Joao seguiram Jesus a um ambiente um pouco mais particular no jardim [Mc 14.33].


Myer Pearlman (Marcos – O Evangelho do Servo de Jeová, CPAD, 1995, p. 106): “Os três discípulos faziam parte do “círculo íntimo” de Jesus. Apesar de o Senhor não ter favoritos, temos de convir: há aqueles que mantêm uma comunhão mais estreita com Ele. Os tais desfrutam do privilégio de participar de seus sofrimentos, e compartilhar de sua glória:’


EU ENSINEI QUE

Não importam os motivos que nos fizeram seguir a Jesus, o que implica que devemos sair dentre a multidão a pedir a Ele que nos faça cada dia mais íntimo dEle.


CONCLUSÃO

Jesus estava sempre atento aos necessitados e carentes, mesmo entre a multidão. Assim, vimos que Nosso Senhor Jesus lidou as multidões com compaixão, mas também com discernimento, pois muitos que o seguiam não tinham o propósito de serem Seus discípulos.

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