LIÇÕES BETEL: Lição 13 O Plano Divino Prevalecerá (Classe Adultos) - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


LIÇÕES BETEL: Lição 13 O Plano Divino Prevalecerá (Classe Adultos)

REVISTA BETEL: 1° Trimestre de 2022 | Título: EZEQUIEL – O Profeta com a Mensagem de Juízo, Arrependimento, Restauração e Manifestação da Gloria de Deus

TEXTO ÁUREO

“E o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali.” Ezequiel 48.35


VERDADE APLICADA

O perfeito e maravilhoso plano divino para o Seu povo será cumprido, pois o Senhor é o Todo-Poderoso

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar as tentativas de destruir o povo de Deus.

Ressaltar acerca do plano divino e a escatologia.

Ensinar sobre a cidade “O Senhor Está Ali”.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

APOCALIPSE 21

3- E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.

27- E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.


APOCALIPSE 22

14- Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Sl 33.11 O conselho de Deus permanece para sempre.

TERÇA / Is 46.10 Os planos de Deus sempre triunfarão.

QUARTA / Tt 2.13 A bem-aventurada esperança.

QUINTA / 2Pe 3.1-4 A vinda do Senhor.

SEXTA / Ap 1.3 O tempo está próximo.

SÁBADO / Ap 21.7 Quem vencer, herdará todas as coisas.

HINOS SUGERIDOS

619, 620, 621

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore pela unidade das igrejas no Brasil e para que haja um grande avivamento na nação.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1– Tentativas de destruir o povo de Deus

2– O plano divino e a escatologia

3– O Senhor Está Ali

Conclusão

PONTO DE PARTIDA

O plano divino para o Seu povo será cumprido.

INTRODUÇÃO

Encerrando o estudo sobre o livro de Ezequiel veremos que o plano de Deus prevalecerá. Portanto, o povo de Deus deve viver neste presente século, procurando agradar ao Senhor e aguardando a “bem-aventurada esperança” que é a volta de Jesus Cristo.


1- TENTATIVAS DE DESTRUIR O POVO DE DEUS

Os capítulos 38 e 39 de Ezequiel registram um conjunto de nações que invadirá a terra de Israel [Ez 38.11-12]. Interessante notarmos que tais registros encontram-se entre os capítulos que tratam de restauração [Ez 33-37, 40-48] e transformação do povo e da terra de Israel. Tal constatação nos traz à memória que ao longo da história o inimigo sempre tentou impedir que o plano de Deus se cumprisse, porém sem êxito, assim como ocorrerá nos últimos dias [Ap 20.7-10].


1.1. A insistência maligna de destruir.

O povo de Deus deve perseverar confiante no Senhor sabendo que as intenções malignas não prevalecem contra os planos de Deus, que sempre triunfarão [Sl 33.10-11; Is 46.10]. Inclusive a profecia de Ezequiel registra que a agressão de Gogue e sua coalizão de nações contra Israel, se trata de um evento já anunciado profeticamente no passado [Ez 38.17; 39.8]. A Bíblia é clara ao afirmar que, ainda que o dragão e os seus anjos batalhem, tentando impedir o plano divino, contudo não prevalecerão [Ap 12.4-8].


Subsídio do Professor:

Derek Kidner comenta sobre Salmos 33.10-11: “O ponto de vista destes versículos é retomado e desenvolvido por Isaías 40ss. (que é melhor comentário sobre eles), onde as nações e seus desígnios acabam em nada, ou ficam servindo aos propósitos de Deus sem o saber [Is 44.25; 45.4-5], e onde àqueles que Deus escolheu (12) são mostradas as implicações escrutinadoras de sua vocação [Is 41.8; 42:1].”


1.2. A profecia contra Gogue.

Não é possível na presente lição esgotar o tema dos capítulos 38 e 39, bem como apresentar detalhadamente as diversas considerações acerca da identificação de Gogue e Magogue e do momento no qual se dará a invasão. Não há consenso entre os estudiosos acerca destes pontos. Assim, vamos destacar os seguintes aspectos:


1) A invasão se dará “no fim dos anos” [Ez 38.8] e “no fim dos dias” [Ez 38.16] – expressões que apontam para acontecimentos escatológicos referentes a Israel, portanto é possível que ocorra no período da septuagésima semana [Dn 9.26-27];

2) Os motivos da invasão visam as riquezas e, quase certamente, a estratégica posição geográfica de Israel [Ez 38.10-13];

3) Não confundir esta invasão com a batalha do Armagedom [Ap 16.16; 19.19] – que se dará antes do Milênio; e nem com o ajuntamento descrito em Apocalipse 20.7-10 – que ocorrerá no final do Milênio.

Subsídio do Professor:

Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento: “Gogue é o governante da terra de Magogue e príncipe de Rôs, Meseque e Tubal. Líder de uma imensa horda de tropas armadas que incluem pessoas da Pérsia, Cuxe, Pute, Gômer e Bete Togarma. Eles marcharão contra Israel numa época em que o povo de Deus tiver voltado para sua terra e estiver completamente indefeso. Mas tudo isso será permitido pelo Senhor para que ele possa demonstrar sua santidade entre eles (…) Teologicamente não é importante que sejamos capazes de remontar linguisticamente à origem do nome ou identificá-lo historicamente. A maioria dos cristãos interpreta essas passagens escatologicamente.”

 

1.3. Deus será glorificado.

É relevante o fato de ser recorrente expressões que apontam para a glória de Deus e o Senhor ser conhecido entre as nações. Tal aspecto também está presente nos capítulos 38 e 39 de Ezequiel: 38.16, 23; 39.6-7, 13, 21-22, 27-29. Interessante notarmos que outro resultado de Deus permitir os acontecimentos aqui estudados é que as nações conhecerão mais acerca do plano de Deus para com o Seu povo [Ez 39.23-29].

 

Notemos os aspectos ressaltados: pecado, disciplina, graça, ação de Deus, resposta humana, restauração, testemunho. Importantes lições podemos extrair destes capítulos, pois ainda que não possamos ter certeza quanto aos muitos detalhes, mas os aspectos que compõem o plano de Deus com Seu povo perpassam o tempo, a interpretação escatológica adotada e os muitos pormenores.

 

Subsídio do Professor:

F. F. Bruce comenta sobre Ezequiel 39.21-29: “As promessas resumidas aqui foram desenvolvidas em 36.16-38; 37.11-14 (…) Com o derramamento do Espírito de Deus [cf. 36.26-27; 37.14; Jl 2.28-32], o seu favor é renovado para com o seu povo. A derrota de Gogue vai confirmar a lição já ensinada pelo exílio de Israel e sua consequente restauração: o propósito de Deus é que Israel e todas as nações saibam que ele é Javé – e vejam o seu nome vindicado e o seu caráter manifesto. Foi a sua justiça, e não a sua fraqueza, que enviou o seu povo para o exílio; e foi a sua justiça que trouxe o povo de volta.”


EU ENSINEI QUE:

Ao longo da história o inimigo sempre tentou impedir que o plano de Deus se cumprisse, porém sem êxito, assim como ocorrerá nos últimos dias.

2- O PLANO DIVINO E A ESCATOLOGIA

O livro do profeta Ezequiel nos faz entender que o plano divino para o Seu povo vai além daquele momento de cativeiro e disciplina. Lembremos que Ezequiel exerceu o ministério profético “no meio dos cativos” [Ez 1.1] para pessoas que, talvez, estivessem interessadas em ouvir somente o que Deus iria fazer em seus dias. Porém, o Senhor Deus o comissionou para anunciar a mensagem divina, independente do povo estar disposto a ouvir e obedecer ou não [Ez 2.7].

 

2.1. Tempos de desinteresse e descrença.

Não apenas no público de Ezequiel, mas, também, nos tempos da Igreja, há aqueles que escarnecem, zombam, são indiferentes e até já não creem mais quando a mensagem se refere à vinda do Senhor e aos acontecimentos que estão para ocorrer na terra [2Pe 3.1-4]. Sim, à medida que vamos nos aproximando do fim da presente era, vai crescendo o interesse em assuntos que se referem mais à vida debaixo do sol, o que Deus tem a fazer “aqui e agora”, conquistas pessoais, entre outros.


Subsídio do Professor:

Michael Green comenta sobre 2Pedro 3.3-4: “O hedonismo antropocêntrico sempre zomba da ideia de padrões ulteriores e uma divisão final entre os salvos e os perdidos. Para homens que vivem no mundo do relativo, a declaração de que o relativo será levado ao fim pelo absoluto é nada menos do que ridícula. Para os homens que nutrem uma crença na autodeterminação e perfectibilidade humanas, pois, a própria ideia de que somos dependentes e teremos que prestar contas é uma pílula amarga para engolir.”


2.2. Jesus Cristo ensinou sobre os últimos dias.

Não apenas os profetas veterotestamentários anunciaram acontecimentos escatológicos, mas o próprio Senhor Jesus se ocupou em proferir mensagens acerca dos últimos dias, como encontramos em diversos textos nos Evangelhos [Mt 24-25; Mc 13; Lc 12.35-59; 17.20-37; 21.5-36]. Portanto, não podemos, como discípulos de Cristo, ignorar e desprezar o conteúdo escatológico das Escrituras Sagradas. Notar que a primeira bem-aventurança descrita no último livro da Bíblia se refere a ler, ouvir e guardar a mensagem apocalíptica, acompanhada de uma advertência: “porque o tempo está próximo” [Ap 1.3].


Subsídio do Professor:

J. Dwight Pentecost: “Qualquer indivíduo que se refere às Escrituras como Antigo e Novo Testamento testemunha o fato de que Deus dividiu Seu plano em segmentos de tempo. A história da revelação evidencia o progresso da revelação divina através de eras sucessivas. (…) Nesta presente era entre os dois adventos de Cristo, Deus está cumprindo dois planos distintos: um com a Igreja (…) e outro com Israel (…). Deve ser feita distinção cuidadosa, caso contrário alguém atribuirá à Igreja o que constitui acontecimentos finais de Israel ou vice-versa.”


2.3. A bem-aventurada esperança da Igreja.

O livro do profeta Ezequiel está repleto de mensagens de esperança aos cativos, como vimos ao longo deste trimestre. Tais mensagens devem nos produzir em nós um despertamento, pois o Deus que revelou a Israel Seus planos futuros, também nos faz conhecer por intermédio de Jesus Cristo e dos escritores do Novo Testamento acerca de Seu plano quanto à Sua Igreja. Nossa esperança, como povo de Deus, não se resume ao nosso viver “aqui e agora”, vivenciando o dia a dia neste mundo. Também somos exortados a aguardarmos “a bem-aventurada esperança”, como descreveu o apóstolo Paulo em Tito 2.13.


Subsídio do Professor:

Livro 217-A – Carta aos Líderes Cristãos (Edições Luz do Evangelho, 1972): “É maravilhoso saber que Deus tem a solução certa para as dificuldades do mundo atual. É confortador saber que Deus sempre teve essa solução – desde antes da fundação do mundo. Em Tito 2.13 somos instruídos a aguardar a “bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”. Na hora conveniente, o Filho de Deus voltará e tratará da situação da forma já decidida nos conselhos da divindade. Esta verdade gloriosa da volta de Cristo foi sempre a resposta divina ao povo da terra em tempo de grande dificuldade e perseguição.”

 

EU ENSINEI QUE:

O livro do profeta Ezequiel nos faz entender que o plano divino para o Seu povo vai além daquele momento de cativeiro e disciplina.


3- O SENHOR ESTÁ ALI

O título deste tópico foi extraído do último versículo do livro de Ezequiel [Ez 48.35]. O nome dado à cidade nos faz lembrar a mensagem recebida por João: “…Deus com os homens, pois com eles habitará…” [Ap 21.3]. Veremos neste tópico as condições para, no porvir, estarmos habitando com Deus na santa Cidade.

3.1. Quem vencer.

“Quem vencer, herdará todas as coisas” [Ap 21.7]. São os vencedores como mencionados ao final das cartas enviadas às sete igrejas da Ásia [Ap 2.7, 11, 17, 26-27; 3.5, 12, 21]. Para o povo de Israel vivenciando invasão e cativeiro no tempo de Ezequiel, os vencedores são os que se arrependem e submetem à disciplina do Senhor [Ez 11.16-20]. Sabemos que Cristo venceu, mas também sabemos que, mesmo estando em Cristo, enquanto neste mundo, precisamos perseverar e lutar contra o pecado, o mundo e os seres espirituais da maldade, fortalecidos no “Senhor e na força do seu poder” [Ef 6.10; Rm 8.37; 1Co 15.57].

 

Subsídio do Professor:

John B. Taylor comenta sobre Ezequiel 48.30-35: “A passagem inteira nos leva a comparar Apocalipse 21, com sua descrição do novo céu e nova terra, e a visão da nova Jerusalém descendo do céu, da parte de Deus. […] O escritor do Apocalipse devia muita coisa à vívida linguagem figurada de Ezequiel, e não tinha medo de cristianizá-la, porque via que o simbolismo ainda possuía relevância para a igreja cristã dos seus dias, e não somente para os judeus do exílio.”

 

3.2. Santificação.

Para o povo cativo, antes da revelação sobre a restauração do templo e a nova cidade, primeiro o Senhor fala sobre a obra da purificação [Ez 36.25]. Também encontramos em Apocalipse que não entrará na Nova Jerusalém impureza [Ap 21.27], mas somente os “que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro” [Ap 22.14]. Encontramos em toda a Bíblia exortações e um chamado ao povo de Deus para um viver santo, pois o Senhor é santo. A esperança mencionada no tópico anterior deve mover-nos à purificação. Temos responsabilidade no processo de purificação [2Co 7.1; 1Tm 5.22; Tg 4.8; 1Pe 1.22].

 

Subsídio do Professor:

Daniel L. Block, ao comentar sobre Ezequiel 40-48: “…onde a presença de Deus é reconhecida, há pureza e santidade. Nesse sentido, Ezequiel lança os fundamentos da espiritualização paulina do templo, pois sob a nova aliança, Deus está literalmente presente em Jesus Cristo, o Deus encarnado. […] nessa nova ordem, até mesmo os gentios podem ser transformados no templo vivo de Deus [1Co 3.16-17].”

 

3.3. Viver de acordo com a Palavra de Deus.

Não foi por falta de aviso que o povo de Israel foi levado cativo e o templo destruído. A Palavra de Deus tinha sido enviada, contudo o povo zombou e desprezou as mensagens dos profetas enviados por Deus [2Cr 36.15-16]. É relevante atentarmos para o fato de que a última exortação bíblica se refere à nossa relação com a Palavra de Deus [Ap 22.18-19]. Para habitar na cidade “O Senhor Está Ali” é preciso estar atento à Palavra de Deus, guardá-la e viver de acordo, pois nela encontramos a revelação da vontade de Deus e “aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” [1Jo 2.17].

 

Subsídio do Professor:

A expressão “aquele dia” nos faz lembrar do glorioso dia para o qual o perfeito plano de Deus se dirige. A história do povo de Deus não terminará em cativeiro ou destruição, pois há um dia preparado para a consumação. Paulo menciona que o que começou é poderoso para levar até ao final: “até o dia de Jesus Cristo” [Fp 1.6]. Deus preparou um futuro glorioso para o Seu povo.

 

EU ENSINEI QUE:

Para habitar na cidade “O Senhor Está Ali” é preciso estar atento à Palavra de Deus, guardá-la e viver de acordo, pois nela encontramos a revelação da vontade de Deus.


CONCLUSÃO

Temos visto que a jornada do povo de Deus nesta terra não está à mercê do acaso. O Deus que nos chamou e salvou tem um plano estabelecido desde antes da fundação do mundo e é poderoso para levar adiante. Portanto, nossa esperança é que um dia Jesus Cristo voltará e assim “estaremos sempre com o Senhor” [1Ts 4.17].

Revista BETEL | 1° Trimestre De 2022 | Reverberação: Subsídios Dominical

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