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“Hoje em dia, é costume cremar os mortos. Porém, isso é correto à luz da Bíblia? O cristão pode praticar a cremação?

Em países do Oriente, a cremação é prática corrente. Na índia, muitas pessoas são cremadas às margens do Rio Ganges. E certamente a forma mais comum de tra­tar o corpo dos mortos, face à crença de que reencarnam em outros corpos. Segundo os his­toriadores, os gregos e os ro­manos também costumavam cremar os corpos dos mortos.

Mas, realmente, parece algo muito estranho, quando o assunto diz respeito a ser admiti­do por pessoas cristãs.

Normalmente, o costume de se lidar com os corpos dos que morrem é sepultá-los da forma mais comum, desde tempos imemoriais, que é o enterramento dos mortos nos cemitérios.

O sepultamento dos mortos em covas cavadas no solo tem origem na afirmação da Bíblia de que o homem é pó e ao pó deve voltar. “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão” (Ec 3.20; 12.7; Jó 10.9). No período bíblico, o sepultamento era prática corriqueira (Dt 10.6; Jz 8.32; 1 Rs 2.10; At 2.29).
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Enterrar os corpos dos falecidos, sem dúvida alguma, é a maneira mais adequada para o sepultamento dos mortos, pois coaduna-se com a sentença bíblica quanto ao destino dos corpos humanos após a morte.

Os enterros são atos comuns, ao longo da história da Igreja cristã, séculos após séculos. Os corpos dos cristãos são colocados em caixões, de diversos tipos, uns mais caros, outros mais modestos. Houve tempo em que os mais pobres eram enterrados em toscas redes, que eram leva­das aos ombros por outras pesso­as. Mas o destino do corpo era o mesmo: ser levado e depositado na cova, num cemitério.

As catacumbas de Roma, onde muitos cristãos foram sepultados, quando da perseguição do Império Romano, atestam o valor que era dado ao sepultamento dos que morreram em Cristo. Galerias extensas, escavadas sob o solo, indicam quanto era valioso cuidar do enterramento dos cadáveres dos seus entes queridos.
Olhando para a Bíblia, encontramos pouquíssimas referências à cremação dos mortos, e sempre em contextos negativos.

Em 1 Samuel 31.12, lemos que o corpo de Saul e de seus filhos foram queimados (ou cremados) após a humilhante derrota que sofreram nos montes de Gilboa. Houve cremação seguida de sepultamento dos ossos.

Outra referência é encontrada em Amós 6.9-10, onde o parente que tivesse o dever de queimar os corpos dos familiares para evitar contágio, ao ouvir que não haveria mais sobreviventes, nem sequer ousaria clamar pela misericórdia divina, reconhecendo que a presença de Deus no meio dos rebeldes seria apenas para castigo.

Já a passagem de Jeremias 34.5 não se refere à cremação, mas às cerimônias honoríficas nas quais eram queimadas especiarias como parte do sepultamento de reis falecidos.
 
Se é certo o falecido crente ser queimado? Diante do que expomos, respondemos que, à luz da Bíblia, não há, de modo explícito, uma palavra de reprovação à cremação, mas vemos nas Escrituras uma sugestão clara de que a forma correta é o sepultamento dos mortos.

Desse modo, podemos concluir que, de um modo geral e mais claro, a Bíblia tem abundantes referências ao sepultamento dos mortos, fazendo seus corpos descerem ao pó, conforme assevera a Palavra de Deus. Essa, sem dúvida alguma, é a prática mas correta, em termos bíblicos.

Fonte: JMP, Agosto de 2008 | Artigo: Elinaldo Renovato de Lima

Estudo Publicado em Subsídios EBD – Site de Auxílios Bíblicos e Teológicos para Professores e Alunos da Escola Dominical.


 
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