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“E este evangelho será pregado em todo o mundo” é realmente uma profecia. Nunca em toda a história da cristandade houve tanto esforço missionário como nos últimos tempos. Missionários têm sido enviados para todas as partes do mundo. As ondas radiofônicas levam o evangelho até onde a presença de missionários é proibida. A Bíblia já está traduzida em mais de 2.000 línguas e dialetos, mas o Senhor da seara continua chamando ceifeiros para esta tão importante tarefa.

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“Como ouvirão se não há quem pregue?” (Rm 10.14-17) Eis aí a razão de enviarmos mais missionários para anunciarem as Boas Novas de salvação (Rm 10.15). Que Deus nos dê a sua graça, para que possamos ter a visão missionária e nos apresentarmos diante dEle, naquele dia, dizendo: Eis-me aqui com os filhos que tu me deste (Hb 2.13).
I. COMPROMISSOS INDESPENSÁVEIS AO MISSINÁRIO
1. O MISSIONÁRIO E SUA CHAMADA PARA ESSA OBRA
E necessário convicção profunda da chamada de Deus (At 26.15-18; Gl 1.15,16) para não ser “desobediente” à visão celestial (At 26.19), mas fazer “a obra dum evangelista” (2Tm
4.5)    , cumprindo seu ministério. Com essa convicção inabalável, o missionário tem condições de enfrentar não somente os sofrimentos que virão (1Co 4.9-13), mas até a morrer “pelo nome do Senhor Jesus” (At 21.13).
São os homens com esta certeza que fazem o trabalho de Deus na terra (At 5.28,29), pois eles não têm suas vidas por preciosas, contanto que cumpram com alegria sua carreira e o ministério que receberam do Senhor Jesus (At 20.23,24).

2. O MISSIONÁRIO E A CERTEZA DE SUA SALVAÇÃO
Somente com profunda certeza de salvação é que haverá sucesso no trabalho (2Tm 1.11.12). O seu testemunho será de grande convicção (Jo 9.25; 1 Jo 3.2,3), e isso resultará na salvação daqueles que o ouvem (Jo 4.29,39-42), pois também receberão o testemunho do Espírito Santo testificando com o espírito deles que agora são filhos de Deus (Rm 8.17).“Cri; por isso, falei. Nós cremos também; por isso, também falamos” (2Co 4.13).

3. O MISSIONÁRIO E A PALAVRA DE DEUS
O obreiro deve manejar bem a palavra da verdade (2Tm 2.15) para poder cumprir o ide, ensinai...” (Mt 28.19) de Jesus. As almas são ganhas pelo ensino da Palavra, e o ensinador deve “anunciar todo o conselho de Deus” (At 20.27), pois a fé vem “pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). Pregando a Palavra “divinamente inspirada”, o ensinador terá êxito no seu trabalho (2Tm 3.16). O apóstolo Paulo conhecia bem a Palavra (1Co 11.23; 2Pe 3.15,16), e foi ensinando-a que levou muitas almas a Jesus (At 11.25,26; 15.35; 18.11; 19.8-10; 28.31).

4. O MISSIONÁRIO E A ORAÇÃO
A chamada e a separação para o campo começa com oração (At 13.1-3). A vida do missionário deve ser caracterizada pela oração constante ao Senhor (At 6.4; 10.9). Orando, as maravilhas ocorrerão (At 2.42,43). Orando, Deus fará milagres (At 3.1-6). Orando, o Espírito Santo será derramado (At 4.24-31). Orando, haverá bastante graça na pregação (At 4.33). O ensino da Bíblia é vigiar e orar em todo o tempo (Lc 21.36; Ef 6.18), perseverar em oração (Rm 12.12; Cl 4.2), e orar sem cessar (1Ts 5.17).
É através da oração que o pregador recebe a mensagem que convence (Jo 16.8-10; 2Co 1.11; Ef 6.18,19; Cl 4.3), e assim pode vencer a batalha contra o mal (Dn 10.12,13,20,21). Ver Êxodo 17.8-14.

5. O MISSIONÁRIO E O PODER DO ESPÍRITO SANTO
O crescimento da obra de Deus não depende da capacidade humana — ainda que isso possa ajudar nalguma coisa —, mas sim do poder do Espírito Santo (Zc 4.6).
Quando o missionário estiver cheio do Espírito Santo, a pregação será com “grande poder” (At 4.33), seus ouvintes não poderão resistir ao espírito com que ele falar (At 2.37; 6.8,10). Assim, muita gente se unirá ao Senhor, aumentando o número de discípulos de Jesus (At 11.24-26). 
O mundo está cansado de ouvir falar de religião, e quer ouvir uma mensagem nova (At 17.19); essa mensagem é o evangelho pregado por alguém cheio do Espírito Santo. É isso que traz resultados concretos. O pregador cheio do Espírito Santo não teme falar toda a verdade (At 7.51-55); nada o deterá, pois falará a mensagem de Deus (At 4.20; 5.27-29,41,42; 14.19-27); haverá a confirmação de que ele precisa (Mc 16.20; At 4.29-33; At 14.3). Dessa maneira, a Igreja se torna respeitada e conceituada aos olhos dos que estão de fora, pois até os inimigos reconhecerão que Deus está no meio do seu povo (At 5.11-13; 8.24; 9.5,6; 13.12; 19.17). Para ser testemunha eficaz é necessário primeiro ser cheio do Espírito (At 1.8), o que, aliás, é um mandamento divino (Ef 5.8). Bem-aventurados são os pregadores que estão cheios do Espírito Santo (Cl 1.9,10), pois suas armas são “poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2Co 10.4).
6. O MISSIONÁRIO E A DIREÇÃO DE DEUS PARA O CAMPO
“Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; o homem, pois, como entenderá seu caminho?” (Pv 20.24; Jr 10.23)
Deus tem um plano preparado para cada um (Ef 2.10), e é nesse plano que devemos estar.
Precisamos, portanto, que o Senhor nos dirija, pois essa é uma promessa para os que temem (SI 25.12). A direção de Deus envolve todos os aspectos da vida do obreiro (SI 143.8), não só na vida material (Gn 24.10-27; Mt 21.1-4; 26.17-19), mas também na vida espiritual, especialmente no trabalho do Senhor. Filipe é um exemplo notável de como Deus dirige o obreiro para o lugar onde deve trabalhar. Ele foi dirigido para pregar em Samaria (At 8.5-13), na estrada (At 8.26-38), em Azoto e Cesaréia (At 8.40). O mesmo aconteceu com Pedro, quando Cornélio o recebeu (At 10.19,20,25-45).

Deus nos dirige pela oração (Jr 31.9), pela Palavra (SI 119.105), pelo Espírito Santo (Rm 8.14), pelo ministério por ele constituído na igreja (Ef 4.11-14), por visão (At 18.9), por sonhos (Mt 1.20; 2.12,13,19,22). O missionário só deve sair quando Deus der o sinal (Êx 33.15; 1 Cr 14.15).

7. O MISSIONÁRIO E A SUA RENÚNCIA
O êxito no trabalho missionário depende da renúncia total: renúncia de si mesmo (Mt 16.24); renúncia do conforto do lar (2Co 11.23-28); renunciar “a tudo quanto tem” (Lc 14.33).
Na renúncia do obreiro estará a bênção de Deus sobre sua vida (Mc 10.29,30). Algumas vezes é necessário renunciar até a convivência com familiares para poder atender à ordem de Jesus para pregar o evangelho (Lc 9.59-62).
O obreiro deve estar desprendido de tudo “a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (2Tm 2.4).

II. O MISSIONÁRIO E O CONHECIMENTO DO CAMPO MISSIONÁRIO
O missionário precisa de alguns conhecimentos a respeito do país para o qual sente a chamada de Deus.

A LÍNGUA
Não conhecendo a língua, não entenderá ninguém e também não será entendido. Paulo conhecia a língua do povo a quem ele dirigia a mensagem de Deus (At 21.37; 22.2).

OS COSTUMES
O conhecimento dos costumes do povo permitirá ao obreiro levar a mensagem de Deus de uma maneira que o objetivo principal seja atingido (2Co 11.6). A mensagem de Paulo aos atenienses é um exemplo claro (At 17.22-31).

AS TRADIÇÕES
Embora existam tradições familiares e nacionais que nada têm a ver com a nossa fé, existem algumas que se constituem em regras espirituais que impedem os homens de obedecer a Deus, pois são perigosas e podem causar até mesmo a perdição eterna (Am 2.4; Mc 7.9; Cl 2.8). Quando o pecador aceita a Jesus, é libertado das vãs tradições (1Pe 1.18).

AS LEIS DO PAÍS
Cada país tem leis específicas que precisam ser observadas, e o missionário deve ter em mente esse fato. A Bíblia ensina a obediência às leis constituídas: “... Dai, pois, a César o que é de César” (Mt 22.21); Pedro pagou o tributo (Mt 17.24-27); Paulo orientou os cristãos sobre as relações do crente com o governo, enfatizando que os governantes são ministros de Deus (Rm 13.1-7), em favor dos quais devemos orar (1 Tm 2.1-3); “Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana...” (1Pe 2.13.18).

AS RELIGIÕES EXISTENTES NO PAÍS
O conhecimento das religiões existentes fará com que o missionário saiba como aproximar-se dos que estão presos por elas. Esse é o método de Paulo registrado em 1 Coríntios 9.20¬23. Ele fez-se “como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivera debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei... como fraco para os fracos, para ganhar os fracos... de tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns”. Veja outros exemplos nesse sentido em Atos 17.19-23; 23.1-9; 26.27. Nunca se deixe vencer pela tentação de acreditar que a religião praticada pelo povo é boa.

O MISSIONÁRIO E O AMOR PELAS ALMAS
O amor pelas almas é a força que impulsiona o missionário na sua tarefa. Chega a ser a sua “comida” (Jo 4.32). A Bíblia fala sobre o amor pelas almas através: do amor de Deus (SI 86.15; Is 63.9; Jo 3.16); do amor de Jesus (Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; 23.37; Mc 1.41; Lc 7.13); do amor dos apóstolos (At 6.1-4; Rm 9.1-3; 10.1; 1Co 9.16); do amor da Igreja (At 8.4; 11.19,20).

O amor pelas almas é o resultado de uma comunhão íntima com Deus (1 Jo 4.19,20), bem como do conhecimento da perdição do pecador (Rm 6.23), tudo aliado à profunda convicção que os obreiros têm de sua própria salvação. O amor natural está limitado apenas àqueles que estão próximos de nós (Mt 5.46,47). Mas o amor de Deus que está derramado em nós (Rm 5.5) nos leva a amar a Deus acima de tudo (Mt 22.37,38), aos nossos irmãos (1 Jo 5.1,2) e a todos, inclusive aos nossos inimigos (Mt 5.44; Rm 12.20). O amor vence tudo (1Co 13.1-8).

O MISSIONÁRIO E SUA FÉ
O missionário deve ter uma fé inabalável para obter êxito no seu trabalho — o combate contra as trevas, a fim de levar a luz do evangelho aos perdidos; deve ter “o mesmo ânimo pela fé do evangelho” (Fp 1.27). Somente os pregadores cheios de fé podem encorajar os seus ouvintes (At 14.20-22), exortando-os nesse sentido (Fp 2.1,2).
O obreiro que confia em Deus não desanima diante dos obstáculos que tiver de transpor (2Co 4.8,9), pois considera isso um “bom combate” (2Tm 4.7). Sua confiança é tão grande que os “gigantes” que surgirem a sua frente serão lançados por terra pelo Senhor (Nrn 14.8,9; 1Sm 17.45,46). Embora as “ondas” do mundo queiram provocar o naufrágio do nosso “barco”, o Senhor haverá de repreender “os ventos e o mar” (Mt 8.26,27), e logo haverá bonança. Sua confiança é tão grande no Senhor, que ele sabe que nada nos poderá separar do amor de Cristo, nem a tribulação, nem a angústia, nem perseguições, nem fome, nem a nudez, nem o perigo, e nem a espada (Rm 8.35). Felizes são tais obreiros, pois o Senhor cooperará com eles no seu trabalho (Mc 16.20), não os deixando nem os desamparando (Hb 13.5).

O MISSIONÁRIO E A CONVICÇÃO DE QUE, SEM JESUS, O HOMEM ESTÁ PERDIDO
Esse é um fator indispensável àquele que se propõe realizar um trabalho para Deus. A convicção de que do pecador está perdido sem Jesus deve estar sempre viva no seu coração. Realmente a Bíblia nos ensina que o homem: já nasce no pecado (SI 51.5); é um perdido (Pv 24.11,12; Lc 19.10); está debaixo da ira de Deus (Jo 3.36); já está condenado (Jo 3.18); é um servo do pecado (Jo 8.34); e, se não crer em Jesus, morrerá no pecado (Jo 8.24), ficando perdido para todo o sempre, sem possibilidade de alterar este estado após a morte (Hb 9.27), pois sua alma e espírito, logo após a morte, entrarão em sofrimento no Hades (Lc 16.19-31). Finalmente, ressuscitará um dia, no corpo em que estava aqui na terra, isto é, com os mesmos defeitos que eventualmente possuía, e comparecerá perante o juízo do grande trono branco, onde receberá a sentença de sua condenação (Ap 20.11-15), ficando em sofrimento e separação eterna de Deus.
Uma reflexão profunda nesse assunto tão sério, aliado à meditação na certeza de salvação oferecida gratuitamente por Deus (Ez 33.11; Rm 6.23; 1Tm 2.5), trará ao obreiro uma força que o impulsionará ao trabalho evangelístico.

O MISSIONÁRIO E O TEMPO DE PERMANÊNCIA NO PAÍS PARA ONDE FOI ENVIADO
Como já foi dito em capítulos anteriores, o obreiro que tem convicção da chamada divina anda na direção de Deus; está disposto a ir aonde Deus quiser, na hora que Ele quiser, do jeito que Ele quiser, fazer o que Ele quiser e permanecer no local indicado o tempo que Ele quiser. Ao sair de sua pátria, o missionário não sabe se um dia voltará a ela. Sua vida está agora à disposição do Mestre, e nEle está toda a sua dependência. Atrás de si ficou sua família, sua pátria, seus amigos e sua igreja, que o sustenta moral, financeira e espiritualmente.

O tempo de sua permanência está nas mãos de Deus. Alguns ficam pouco tempo, outros passam toda a vida no país ao qual foram enviados. Infelizmente, alguns voltam logo por não terem chamada divina. Quando indagados sobre o porquê de sua volta, alegam os mais diversos problemas como a não-adaptação da família no lugar, o clima, os costumes, o regime, etc. Quem é o culpado nesse caso? Deus? De modo algum.

Porventura Deus não é o Senhor que conhece todas as coisas em todos os lugares? Claro que sim. Ele conhece todos os detalhes do clima, do regime, dos costumes, etc. Quando Deus manda, Ele supre tudo (Lc 12.25-29), pois tem o homem certo para o lugar certo. Deus não comete equívocos. A razão desse fracasso é que alguns sentem apenas uma emoção, e não a chamada divina, o que é muito diferente (Hb 5.4). Alguns há que acham até bonito ser chamado de missionário e querem ir; porém, só os chamados devem ir, pois a obra missionária não é fazer turismo, e sim levar a mensagem de Deus “a tempo e fora de tempo” (2Tm 4.2), “quer ouçam quer deixem de ouvir” (Ez 2.7). Esse é o ministério daquele que se propõe evangelizar (2Tm 4.5).
III. FROMANDO OBRIROS NO CAMPO MISSINÁRIO PARA EVANGELIZAÇÃO LOCAL

1. O MISSIONÁRIO E A FORMAÇÃO DE OBREIROS LOCAIS
Uma das preocupações do missionário deve ser a formação de obreiros locais. Muitas vezes, o obreiro começa o trabalho sozinho ou acompanhado de sua família.
E claro que Deus confirmará o trabalho do obreiro que é chamado para esta tarefa dando crescimento à sua obra. Porém, se o missionário não formar novos obreiros, o trabalho não terá crescimento conforme o padrão bíblico. Além de o obreiro se desgastar demasiadamente sem necessidade, o crescimento do trabalho será lento.
O apóstolo Paulo sempre tinha em mente a formação de obreiros para dar continuidade ao trabalho por ele iniciado (At 14.23; 20.17), além de orientar outros a fazerem o mesmo (2Tm 2.2; Tt 1.5).
O trabalho de Deus é feito em equipe (Mt 10.1). Veja Provérbios 11.14; 24.6; Eclesiastes 4.9-12.Deus cooperará quando isso ocorrer, dando à igreja homens chamados, que comporão o ministério de cooperadores (1Co 12.20-28; Ef 4.11-13).

2. O MISSIONÁRIO E OS MEIOS DE EVANGELIZAR
Diversos são os meios de que o missionário dispõe para a propagação das Boas Novas. Vejamos alguns:
1) Transporte
Aviões, navios, trens, ônibus, carros, barcos, bicicletas, motocicletas, helicópteros, animais, etc.
2) Literatura
Bíblia, livros, folhetos, panfletos, etc.
3) Meios de comunicação
Rádio, televisão, telefone, gravadores, alto-falantes, etc.


 
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