Lição 11 – A Tolerância Cristã - Subsídios Dominical

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Novos Subsídios Bíblicos para as lições  O corpo de Cristo, 1° trimestre de 2024


Lição 11 – A Tolerância Cristã

Obs. Subsídio teológico para a lição 11 da classe de adultos.
Em uma igreja heterogenia, formada por Judeus e Gentios, a igreja em Roma, certamente o apóstolo Paulo percebeu aos conflitos existentes entre a ética judaica e os costumes dos gentios. Daí surgiu problemas entre os fracos em relação ao alimento a guarda de determinado dia da semana, entre outros.
Havia sérias divergências entre os crentes de Roma sobre a ingestão de carne.

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Uns achavam que deviam comer somente legumes; outros supunham não haver nenhum problema em se consumir até mesmo os alimentos que ofendiam os cristãos de origem judaica.
A questão, explica Paulo, não estava no ato de comer em si, mas na postura pessoal entre eles. Por isso, devemos ter cuidado com o julgamento que fazemos de nossos irmãos em Cristo.
O que o apóstolo desejava, em outras palavras, é que os cristãos romanos não julgassem uns aos outros por causa dessas coisas, mas se aceitassem mutuamente conforme Cristo ensinara.


Havia na igreja em Roma dois grupos bem definidos: os “enfermos na fé” (14.1) e os fortes (15.1). Paulo pertencia ao segundo grupo. É preciso observar a relação existente entre o assunto tratado no capítulo 14 de Romanos e em outras exortações paulinas aos Coríntios (1 Co 10.22-33), Gálatas (4.9,10) e Colossenses (2.16-23).
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I. OS DOIS TIPOS DE CRISTÃOS
Um ponto interessante a ser destacado, é a diferença entre os vários tipos de crentes na igreja de Roma. Isto significa que há, entre os filhos de Deus, diferentes níveis de conhecimento e de fé. Há os crentes meninos, os maduros, os carnais, os espirituais, os fracos, os fortes etc. (Ef 4.14; 1 Co 3.11; 1 Co 8.11).
Todos somos crentes, nascidos de novo. No entanto, cada um de nós tem um modo próprio de vivência cristã e de enfrentar os problemas e as necessidades do cotidiano. Todos temos uma reação diferente diante das mesmas circunstâncias; um jeito peculiar de ver e julgar as situações.

1. Cristãos fortes.
A igreja de Roma enfrentava problemas semelhantes aos de Corinto e de Colossos (1 Co 8; Cl 2.16-23): conflitos entre os cristãos fracos e os fortes (1 Co 8.7). Os fortes são os que conhecem a Palavra de Deus; os fracos ainda não alcançaram o verdadeiro entendimento das coisas espirituais.
Quando o homem aceita a Cristo, sente imediatamente a necessidade de crescer no conhecimento da fé que abraçou e de desenvolver-se na salvação conforme nos ordena a Bíblia: “Operai a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12).
Muitos, infelizmente, negligenciam a busca pelo crescimento espiritual. O escritor aos Hebreus chegou a dizer que gostaria de ministrar um ensino mais substancial aos seus leitores; estes, porém, ainda não podiam receber algo mais substancial devido à sua falta de crescimento (Hb 5.11-14).

2. Cristãos fracos.
Em geral, por falta de conhecimento, os cristãos fracos suscitam uma infinidade de barreiras que acabam por comprometer o seu crescimento espiritual. Em Roma, por exemplo, os cristãos de origem judaica achavam que comer carne era pecado; outros, ainda presos à lei de Moisés, guardavam o sábado e outros dias tidos como sagrados pelo judaísmo.
Quanto a tais coisas a Bíblia diz: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.1).

3. Perigos para fortes e fracos.
Os fortes correm o risco de se tornarem arrogantes, desprezando aos que têm menos conhecimento. A solução, portanto, é que eles se portem com humildade e amor: “Se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão se não escandalize” (1 Co 8.13).
Os fortes tendem a se portar como o fariseu que, soberbamente, agradecia a Deus “por não ser como os demais” (Lc 18.11). O orgulho sempre estará rondando os irmãos mais fortes na fé; eis porque estes devem revestir-se de humildade.
Julgar os demais é o pecado em que pode incorrer o irmão mais fraco. Como ele, que não come carne, acha-se no direito de julgar os que o fazem, condena a postura de seus irmãos na fé por causa de questões secundárias e que nenhuma importância têm para a fé cristã.

3. Enfermo e fraco (Rm 14 .1,2). As palavras "enfermo" e "fraco" não significam, nesse contexto, fé vacilante, mas imaturidade nas questões práticas, pois muitos deles são sinceros e tementes a Deus. A questão não era sobre pontos vitais da doutrina cristã; do contrário, não seriam membros da Igreja, rnas sobre assuntos secundários.
a) Não contender. "Recebei-o" significa que devemos receber a cada irmão como ele é e não como queremos que ele seja. Não temos o direito de impor a ele a nossa maneira de ver o Cristianismo, nem discutir na tentativa de convencê-lo do contrário (l Co 11.16; l Tm 6.4). Devemos recebê-lo com amor sincero dentro da fraternidade cristã.
b) Convivendo com os enfermos e fracos.
A questão dos bêbados, por exemplo, a Bíblia diz que os tais não herdarão o reino de Deus — a menos que se convertam (l Co 6.10,11). O crente que se associa com os tais está pecando ( l Co 5.11). Não é o caso aqui. Esses enfermos e fracos são nossos irmãos que ainda não se emanciparam de sua escravidão espiritual.

4. O vegetarianismo religioso.
Convém lembrar que o vegetarianismo religioso teve a sua origem no hinduísmo. Os gnósticos eram também vegetarianos. Havia até os que considerasse canibais aquele que comesse carne. Talvez alguns judeus tivessem chegado a esse extremo por causa de uma interpretação judaica forçada de Deuteronômio 14.21: "Não cozerás o cabrito com o leite da sua mãe". Não é permitido ao judeu consumir a carne do cabrito juntamente com o leite da cabra, mãe do animal, como faziam os povos idólatras, vizinhos de Israel. Os judeus, portanto, evitando correr o risco de o leite comercializado ser da mãe do cabrito comprado no açougue, resolveram proibir o consumo de carne com leite.
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