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A disciplina da Adoração Cristã

O cultivo da espiritualidade implica em descobrir aqueles elementos intrínsecos ao espírito humano tais como adoração, louvor e oração. Na Queda, o espírito do homem foi corrompido pelo pecado, mas Jesus Cristo, pela sua obra expiatória, restaurou a possibilidade de redirecionar esses elementos (valores) da espiritualidade do homem para com Deus. Neste artigo, estudaremos sobre esses valores, a adoração e a oração como elementos indispensáveis para uma vida cristã vitoriosa.
Leia também:

Lição 6 - A Mordomia da Adoração

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 11 de Agosto de 2019.
TEXTO ÁUREO
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (Jo 4.23)

VERDADE PRÁTICA
Deus procura os verdadeiros adoradores, e não as celebridades.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 2.11: Os magos prostraram-se diante de Jesus
Terça - Jo 4.20-24: O Pai busca os verdadeiros adoradores
Quarta - Rm 12.1: O culto racional
Quinta -1 Co 6.20: Glorificando a Deus no corpo e no espírito
Sexta - Sl 96.9: Adorando na beleza da santidade
Sábado-Mt 26.39: Jesus prostrou-se em oração diante do Pai

A Adoração a Deus

A adoração consiste nos atos e atitudes que reverenciam e honram à majestade do grande Deus do céu e da terra. Sendo assim, a adoração concentra-se em Deus, e não no ser humano.
No culto cristão, nós nos acercamos de Deus em gratidão por aquilo que Ele tem feito por nós em Cristo e através do Espírito Santo. A adoração requer o exercício da fé e o reconhecimento de que Ele é nosso Deus e Senhor.

Adorando em espírito e em Verdade

A adoração não está limitada ao monte Gerizim ou a Jerusalém. Os samaritanos adoravam o que não conheciam; eles criaram sua própria religião. Quando Jesus disse à mulher samaritana que Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.24), Ele pretendia fazê-la entender que:

1) Deus não pode ser limitado pelo espaço físico, histórico ou cultural — Na afirmativa Deus é Espírito, encontramos um pronunciamento sobre a verdadeira natureza de Deus. Ser Espírito significa que Ele não possui forma física ou corpórea, pois Sua essência não é feita de matéria. Ao atribuir forma humana a Deus, a Bíblia utiliza-se de antropomorfismos, que são figuras de linguagem para falar sobre algo que está muito além da percepção humana. Sendo Ele um ser onipresente, onde houver um coração que adora em espírito e verdade, ali Ele também estará (SI 139.7).

2) A verdadeira adoração só é possível pela mediação do Espírito Santo — O Espírito Santo é o agente principal no processo da adoração. Sem a presença dele, pode-se estar em montes, templos ou em qualquer lugar tido como "sagrado" sem, contudo, haver adoração de fato. É o Consolador amado quem conduz, orienta, dirige, quebranta o coração para adentrar os átrios da adoração ao Senhor, como disseram os filhos de Corá: A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo (SI 84.2).

3) A verdadeira adoração coloca o adorador em contato direto com Deus — O objetivo principal da adoração é colocar a pessoa na presença de Deus.

O salmista disse: Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil (SI 84.10).
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Que adianta estar em lugares com os estereótipos de espiritualidade se a presença de Deus não estiver ali? O que realmente importa na adoração é que ela possibilite um encontro direto entre a pessoa e Deus e, assim, o adorador receba revelações, não apenas sobre o ilimitado poder de Deus, mas, principalmente, sobre o Seu caráter compassivo, justo, amoroso e absolutamente santo (Is 6.3-5).
4) A verdadeira adoração conduz ao desenvolvimento da espiritualidade — O verdadeiro crescimento espiritual acontece:

a) Quando o adorador prioriza o estudo cuidadoso das Escrituras Sagradas (Jo 5.39);

b) Quando o adorador prioriza a busca da presença de Deus pela oração (Ef 6.18);

c) Quando o adorador prioriza a busca da santificação (Hb 12,14);

d) Quando o adorador prioriza a prática das boas obras, uma vez que o salvo está comprometido com o bom testemunho diante da sociedade (Tg 2.26);

e. Quando o adorador prioriza a produção do fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23).

OFERECENDO O MELHOR PARA DEUS
Aquilo que o cristão possui de melhor deve ser oferecido a Deus. Dentre os atributos mais valorosos de um homem, destacam-se o seu tempo, a sua renda e a sua capacidade.

1. Oferecendo as primícias do seu tempo

Algumas vezes, parece-nos difícil oferecer as primícias do nosso tempo a Deus. Lembre-se, no entanto, de que o cristão não precisa deixar de trabalhar, ou faltar ao serviço, ou deixar algum trabalho por fazer, absolutamente não! O melhor tempo, na realidade, é aquele que podemos administrar da maneira que bem quisermos. Infelizmente, esse tempo nem sempre é bem aproveitado, sendo investido em coisas fúteis e sem valor, em bobagens, em conversas inúteis e destrutivas.

Se você é um instrumento de adoração, reserve um momento para oração, leitura e meditação na Palavra de Deus; para conversas sobre coisas espirituais; e para o cântico de louvores ao Senhor.
No coração do verdadeiro adorador não existe ganância ou avareza. A entrega dos dízimos e das ofertas também faz parte da adoração (SI 96.8).

2. Oferecendo as primícias da sua renda
Tudo o que o cristão possui vem de Deus e pertence a Ele. Existem crentes que, quando recebem o salário, pegam a lista de dívidas e providenciam os devidos pagamentos. Se sobrar, então, entregam o dízimo. O que acontece é que o dinheiro nunca sobra, e eles ficam devendo a Deus. Sim, porque isso é uma dívida para com o Senhor (Ml 3.10,11). Nosso Pai não merece restos, mas sim as primícias; é nosso dever manter Sua obra.

Não ofereça ao Senhor aquilo que sobra. Isso não é adoração! Lembra-se da oferta da viúva? Ela adorou ao Senhor com tudo o que possuía — não muito, uns poucos centavos apenas; todavia, o Senhor Jesus elogiou aquele gesto de amor (Mc 12.41-44).

3. Oferecendo as primícias da sua capacidade
O verdadeiro adorador prioriza glorificar a Deus em todas as suas atividades (1Co 10.31). Ao que parece, quanto mais o crente melhora o seu nível intelectual e o seu poder aquisitivo aumenta, menos ele se dedica à obra do Senhor. Muitos já se sentem profissionalmente realizados, ocupando cargos de destaque na sociedade, mas não querem usar os seus talentos na igreja; e, assim, deixam de adorar a Deus com aquilo que de melhor possuem.

Se você é dotado de certa capacidade, de um nível de conhecimento elevado, ofereça as primícias disso ao Senhor; deste modo, estará acumulando tesouros nos céus (Mt (i.19,20).

A verdadeira adoração
A verdadeira adoração dispensa formalidades e cerimoniais, porque se resume na harmonia do espírito do adorador com o Espírito de Deus. A verdadeira adoração resulta da contrição e da sinceridade de um coração agradecido.

1. Como o crente deve apresentar sua adoração?
a) Em santidade — com sinceridade e pureza de coração (1Cr 16.29).

b) Com humildade — os antigos servos de Deus prostravam--se para adorar a Deus. Esse era um gesto de humildade (Êx 4.31; 2 Cr 7.3).

c) Com desprendimento — quando se está adorando, a vontade e o pensamento devem estar voltados para Deus, incon-dicionnhnrnlr (2 Co 5.15).

d) Com reconhecimento — depois do retorno do cativeiro babilónico, o povo reconstruiu os muros da cidade e, então, reuniu-se para adorar ao Senhor por Sua misericórdia e grandeza (Ne 8.6; SI 111.2-4).
e) Com reverência — reverenda denota respeito, temor veneração (Hb 12.28,29).


Fonte: Divulgação: www.subsídiosebd.com | Jovens e Adultos - Lições da Palavra de Deus, N° 54 – Central Gospel.

Lição 10 – A adoração sem conhecimento

Obs. Lições Bíblicas – CPAD – 4° trimestre de 2016 – Classe: Jovens
TEXTO DO DIA
"Jesus respondeu e disse- lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva." (Jo Jo 4.10)
SÍNTESE
Adorar a Deus é o mais nobre privilégio que o Pai concede- nos Por isso. faça-o com todo o zelo. fervor e empenho de sua alma; sabendo que adorar a Deus é conhecê-lo.

Lição 10 - A adoração sem conhecimento

Obs. Lições Bíblicas – CPAD – 4° trimestre de 2016 – Classe: Jovens
TEXTO DO DIA
"Jesus respondeu e disse- lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva." (Jo Jo 4.10)
SÍNTESE
Adorar a Deus é o mais nobre privilégio que o Pai concede- nos Por isso. faça-o com todo o zelo. fervor e empenho de sua alma; sabendo que adorar a Deus é conhecê-lo.

Lição 6 – A Mordomia da Adoração (Subsídio)

Subsídio bíblico para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 6 | Revista do 3° trimestre de 2019 | Fonte: E-book Subsídios EBD Vol. 17 | Acesse aqui a continuação.

Introdução
Às vezes, adorar a Deus requer esforço e sacrifício. Quantas chuvas, frio e calor já impediram você de adorar a Deus! Outros olham para o guarda-roupa e queixam-se por terem de repetir as vestes da semana anterior e, por isso, deixam de ir à igreja adorar a Deus. Com certeza Abraão riria de situações tão banais quanto estas, uma vez que ele foi desafiado a adorar a Deus sacrificando o que ele possuía de melhor — seu filho Isaque.

Lição 9 – A Adoração Integral Ensinada por Jesus

Obs. Lições Bíblicas – CPAD – 4° trimestre de 2016
TEXTO DO DIA
'[...] amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma. e de todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios." (Mc 12.33)
SÍNTESE
Jesus, em seu ministério, preocupou-se em apresentar 0 verdadeiro caminho de adoração ao Pai.

Lição 9 - A adoração integral ensinada por Jesus

Obs. Lições Bíblicas – CPAD – 4° trimestre de 2016
TEXTO DO DIA
'[...] amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma. e de todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios." (Mc 12.33)
SÍNTESE
Jesus, em seu ministério, preocupou-se em apresentar o verdadeiro caminho de adoração ao Pai.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA -Lc 4.8: Adorar só a Deus
TERÇA - Mt 211: Jesus foi adorado desde o seu nascimento
QUARTA - Mt 15.9: A falsa adoração
QUINTA - Jo 12.13: Adoração sem profundidade
SEXTA - Lc 16.13: Adoração sem mistura
SÁBADO - Mt 14.33; Adoração como ato de reconhecimento da natureza de Jesus
OBJETIVOS
• APRESENTAR a adoração como uma ação integral do ser humano.
• DISCUTIR a respeito do amor ao próximo como um requisito da adoração.
• PROBLEMATIZAR e contextualizar o conceito de próximo na Igreja contemporânea.
INTERAÇÃO
Que tipo de preconceito você já enfrentou ou enfrenta caro (a) educador (a)? Por incrível que possa parecer, faz parte da adoração confrontar as atitudes discriminatórias e de hostilidade, tão comuns em nossa sociedade contemporânea. Na preparação desta aula, pesquise e reflita a respeito dos grupos de pessoas que mais sofrem com o preconceito na região onde você mora.
Compartilhe suas indagações e impressões com seus educandos (as); leve-os a refletirem também, a perceberem os preconceitos que carregam, e o quanto estes são negativos e perigosos para o desenvolvimento de uma fé saudável. Este não deve ser um momento de reforço das discriminações: de ironias ou piadinhas. Faça deste instante uma ocasião de confissão, quebrantamento e arrependimento, individuais e coletivos.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Você vai precisar dos seguintes materiais: retângulos constando características ou grupos de pessoas discriminados (a quantidade de retângulos deve ser suficiente para cada educando ficar com cinco, as características ou grupos podem se repetir). Sugestão de características ou grupos: ex-presidiários. moradores de ruas, dependentes químicos, doentes mentais, etc.
Diga aos alunos que eles serão líderes de um grupo, cada um será responsável por outras pessoas. Deixe os retângulos voltados para baixo de modo que não possam ver o que está escrito. À medida que eles forem escolhendo às cegas, perceba as reações e possível mal-estar. Finalize a dinâmica fazendo um momento de reflexão, indagando-os como eles sentir-se-iam se o preconceito fossem com eles; e se aquelas pessoas começassem a visitar a igreja eles aproximar-se-iam dessas pessoas?
TEXTO BÍBLICO
Lucas 10.25-35
25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
31 E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
32 E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
35 E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.

INTRODUÇÃO
Jesus, através de sua vida, demonstra que adorar a Deus é muito mais do que cumprir exigências cerimoniais: louvar ao Criador envolve a totalidade de nosso ser todo nosso espírito, alma e corpo. Logo, se é tudo o que somos, a adoração está ligada também com nossos relacionamentos. Deste modo, a maneira pela qual nos relacionamos com as pessoas denuncia se somos ou não adoradores Partindo da célebre parábola de Jesus, em Lucas 10, refletiremos nesta lição a respeito do caráter integral da verdadeira adoração a Deus.

I - JESUS EXPLICA O QUE É ADORAÇÃO
1. A capciosa pergunta do doutor da lei (Lc 10.25).
Mais uma vez. Jesus está às voltas com uma pergunta feita por um dos religiosos da época. A questão suscitada pelo escriba referia-se a problemática da vida eterna e o recebimento desta Jesus, numa estratégia discursiva típica dos sábios da época, devolve a pergunta com outras duas: Que está escrito na lei? Como lês?
Apesar de não responder diretamente, as indagações de Jesus direcionam e restringem as opções que o doutor tem para apresentar sua tréplica. O acesso a vida eterna estava intimamente relacionado a duas questões muito sérias: tanto às verdades eternas já manifestas por Deus e registradas nas Escrituras, como também ao modo pelo qual as pessoas a interpretavam. É claro que a Bíblia é nosso manual sobre adoração e louvor, todavia, corremos sérios riscos de negarmos ao Pai. se a lermos de maneira errónea. 

2. “Amarás ao Senhor teu Deus" (v.27).
Imediatamente o doutor da Lei responde a primeira indagação de Jesus. Cita com perfeição o texto de Deuteronômio 6.5. Como é possível receber a vida eterna? Amando, adorando a Deus com tudo aquilo que temos e somos: coração, alma, forças e entendimento Percebe-se assim que a adoração não está relacionada com aquilo que recebemos, mas com nossa percepção sobre quem é Deus. Basta que tenhamos um simples vislumbre da sua pessoa (Êx 33.18-23:2 Co 12.1-10), e será o suficiente para não desejarmos mais nada, senão apenas um relacionamento intenso e genuíno com Ele. Adorar é amar ao próprio Deus. e só consegue amá-lo como Ele merece quem realmente conhece-o. Tudo que há em nós foi divinamente elaborado para louvar ao Altíssimo, por isso devemos zelar por cada área de nosso ser. Nosso amor dever ser direcionado à pessoa de Deus e em virtude de quem Ele é.
3. Adorando a Deus por meio do amor ao próximo.
Uma vez que pouquíssimas pessoas terão o privilégio de ter uma experiência reveladora e direta com a divindade, como poderemos adorá-lo? A resposta parece explicita no final da fala do escriba: “[...] e o teu próximo como a ti mesmo" (Lv 19.18).
O amor. que nos identifica universalmente uns com os outros, é a ferramenta capaz de revelar a face de Deus à humanidade. Posso ver Deus através de quem está próximo a mim; por meio daqueles que. assim como eu. são filhos, adoradores e amados do Pai. Não devo divinizar nenhuma pessoa, isto é idolatria, mas todas ás vezes que eu concedo àqueles que estão próximos a mim a dignidade inerente a eles (Gn 1.26). estou amando-os e. per uma inevitável consequência, oferecendo a Deus a verdadeira adoração que lhe é devida (Jo 15.1-14).
O Pense!
Que chave de leitura temos utilizado para lera Bíblia? Se compreendermos as Escrituras através do amor, misericórdia e graça, estaremos mais próximos do Pai.
O Ponto Importante
O amor a Deus torna-se palpável quando nos dedicamos a construir uma vida digna àqueles que, em virtude da maldade e pecado, tiveram-na roubada (Mt 25.34-40).

II - "MAS... E QUEM É MEU PRÓXIMO?"
1. Como o doutor da Lei "lia" o mundo.
O escriba quis justificar-se (v.20); mas desculpar-se de quê? De, contraditoriamente, afirmar que amava a Deus sem amar aqueles que estavam ao seu lado. Para aquele homem era impossível amar determinadas pessoas ou grupos sociais: os publicanos traidores, os leprosos impuros, as meretrizes promíscuas, os samaritanos etnicamente rejeitados.
Indagou então o doutor ‘Quem é meu próximo? O termo grego para ‘próximo" é literalmente vizinho, metaforicamente, ‘aquele que é o mais intimo’ Ao indagar sobre quem era seu próximo, arrogantemente o escriba questionava, ‘quem é semelhante a mim?, postura análoga ã do Fariseu em Lucas 18.11. Para aquele homem, a religiosidade o fazia superior, e qualitativamente diferente de todas as demais pessoas; deste modo. amar a quem. senão apenas a si mesmo?
2. Uma parábola como resposta.
A fim de esclarecer o escriba, mais uma vez. Jesus não oferece uma resposta direta, mas por meio de uma parábola, denuncia a arrogância daquele homem. A parábola do samaritano, como é tradicionalmente nomeada esta imagem bíblica, é um dos mais belos textos da Escritura; lembremo-nos, todavia, que seu objetivo central é responder ao questionamento: ‘Quem é meu próximo?’
Se levarmos em conta está questão perceberemos que, dentre os três personagens secundários do enredo: o sacerdote, o levita e o samaritano, a ajuda ao homem assaltado vem de quem o escriba jamais se identificaria: o samaritano.
Os samaritanos eram os descendentes do Reino do Norte que, colonizados pela Assiria, desenvolveram uma religiosidade mista, considerada impura e espúria pelos judeus. Por isso, um judeu, particularmente um especialista em conhecimentos da Torá, jamais consideraria um samaritano digno de amor ou compaixão.
3. O amor supera o ódio.
Diante da cena que Jesus elabora, o quadro tradicional muda; temos um sacerdote e um levita, não misericordiosos, cerimonialmente puros, mas cheios de preconceitos. Por outro lado temos um samaritano, socialmente rejeitado, mas graciosamente acolhedor; etnicamente odiado, entretanto o único que demonstra amor.
A quem o escriba comparar-se-ia, aos dois primeiros? Se fizesse isso Jesus demonstraria que não havia amor a Deus naquele homem. O escriba, num exercício de superação de seus preconceitos, teve de comparar-se ao samaritano. Por esta parábola Jesus demonstra que o próximo, o intimo, é todo aquele que é carente de amor, assim como é aquele que desinteressadamente ama.
Pense!
A fé que desenvolvemos a partir de nosso encontro com Jesus tem nos tomado pessoas mais amorosas, misericordiosas, capazes de superar os preconceitos que a sociedade constituiu sobre nós?
O Ponto Importante
Os judeus e os samaritanos são um exemplo típico do mal qte as divergências culturais podem causar.

III – SALVAÇÃO, AMOR E ADORAÇÃO
1. O desenvolvimento de uma adoração plena.
O culto não pode ser nosso único momento de adoração. Não é saudável que reduzamos nossa adoração apenas a louvores, pregações, orações e contribuições Devemos adorar com tudo o que somos, em todo o tempo (Sl 32.6; Ef 6.18), com tudo o que temos (At 20.35; Cl 3.22-25). Sempre conscientes de que é fraudulenta a adoração do coração daquele que afirma amar a Deus, mas tem algo contra seu irmão (Mt 5.23.24).
2. Igreja, acolhimento e adoração.
Que tipo de pessoas a espiritualidade que praticamos tem desenvolvido? Indivíduos insensíveis à dor do outro, que em nome de rituais e tradições observam de maneira Inerte multidões morrendo á mingua sob o domínio do pecado, sem sequer estender a mão. Ou nossa fé, que é simultaneamente resultado e causa de nossa adoração (Hb 11.1), tem cotidianamente transformado nosso ser, quebrando nossa arrogância e exaltação (Pv 8.13), levando-nos a perceber àquele que está a nossa volta não apenas como um outro (Gr heteros), distante e diferente, mas como o próximo (Gr. ptesion), íntimo, amigo mais chegado que irmão (Pv 18.24).
3. Nós e os samaritanos.
Quem são os samaritanos de nossa sociedade? Nossa fé não é excludente. o Reino de Deus é inclusivo (Mt 9.10-13). O evangelho do Senhor Jesus é a boa-nova de Deus para a humanidade. Ele é convidativo, acolhedor. Assim como Jesus, não tenhamos medo de aproximarmo-nos das pessoas que necessitam de Deus (Fp 2.6-9; Hb 2.11).
O Pense!
Como estão seus relacionamentos, dentro e fora da Igreja?
O Ponto Importante
A Igreja precisa ser o lugar daqueles que estão em processo de cura. através da adoração e do amor
SUBSÍDIO
Questões que exigem atenção
1. Esta história pertence, originalmente, ao contexto do diálogo de Jesus e o doutor da Lei a respeito do caminho para a vida eterna e do mandamento para amar? A omissão dessa história nos outros Evangelhos (mesmo que eles apresentem debates semelhantes acerca do mandamento de amar) e a disparidade entre a pergunta do doutor da Lei ( Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?) levou muitos a separarem a parábola (vv. 30-35 ou 36) do seu contexto.
2. Que relevância outras passagens sobre o mandamento para amar. especialmente a conversa com o escriba em Mateus 22.34-40; Marcos 12.28-34 (que é omitida por Lucas) tem para a compreensão desta parábola?
3. Será que estamos diante de uma 'história-exemplo', ou, melhor, diante de uma parábola indireta simples, ou de uma parábola indireta dupla e. no caso da última opção, qual é o exemplo metafórico?
4 Existe alguma armadilha na pergunta feita pelo doutor a respeito da vida eterna (v.25)? Não estaria o fariseu meramente testando o conhecimento de Jesus para determinar a sua competência tentando apanhá-lo em uma armadilha? (SNODGRASS. K Compreendendo todas as Parábolas de Jesus. 1 ed Rio de Janeiro; CPAD. 2010. p 477)
CONCLUSÃO
O tipo de vida que Deus deseja que desenvolvamos está intimamente ligada à vivência do louvor e da adoração; por isso vai muito além da mera observação de tradições ou ordenamentos humanos. Adorar ao Pai significa amá-lo, e tal experiência somente é possível quando nos permitimos amar e ser amados pelas pessoas que estão à nossa volta. Viva o melhor de Deus para você: adore, Ame e  perdoe.
HORA DA REVISÃO
1. Quais aspectos da fé estão relacionados nosso acesso ao Reino segundo Jesus em Lucas 10?
As verdades eternas já manifestas por Deus e registradas nas Escrituras, como também ao modo pelo qual as pessoas interpretavam a mesma.
2. Por que é impossível adorar a Deus sem amar o meu próximo?
Porque o amor ao próximo é um mandamento gémeo ao amor a Deus. e por consequência à adoração.
3. Por que havia todo esse distanciamento entre judeus e samaritanos?
Porque historicamente eles eram descendentes do Reino do Norte que se misturaram cultural e espiritualmente com os assírios.
4. Quem são, na atualidade, os ‘samaritanos’ dos quais precisamos nos aproximar? Resposta Pessoal. (Sugestão: moradores de rua, miseráveis, ex-presidiários)
5. Que ações a Igreja precisa tomar para vivenciar a plena adoração que Jesus tem preparado para ela?
Através de ações de acolhimento e respeito às diferenças
Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, 4° trimestre de 2016

Editora: CPAD

Lição 3 - A adoração após a Queda

TEXTO DO DIA
"Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo [...]." (Hb 11.4)
SÍNTESE
A adoração a Deus conduz-nos a uma vida de maior intimidade com o Senhor. Mas, neste percurso, muitas vezes nos deparamos com um perigoso obstáculo, nosso coração mau e teimoso.
                     AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA - Gn 4.2
Abel e Caim, duas trajetórias
QUINTA - Gn 4.16
Por seu pecado, Caim não pôde permanecer na presença de Deus
TERÇA - 1 Jo 3.12
Caim, homem de comportamento maligno
SEXTA - Jd 11
Caim, paradigma daqueles que entraram pelo caminho mal
QUARTA - Mt 23.35
Abel, um homem justo
SÁBADO - Hb 12.24
O sangue de Jesus para a obra da salvação

OBJETIVOS
    DISCUTIR os principais aspectos do relato bíblico sobre Abel e Caim.
  RELACIONAR os conflitos vivenciados por Caim com as crises que enfrentam aqueles que não têm um coração puro diante de Deus.
   DEMONSTRAR que as crises que vivenciamos na Igreja estão diretamente ligadas aos nossos relacionamentos com as outras pessoas, nunca com Deus.
Leia também:    
INTERAÇÃO
A vida em comunidade é um enorme desafio; são pessoas diferentes, com visões e percepções diversas, unidos por um elemento em comum, no nosso caso, a fé. Pressupõe-se que a Igreja seja um ambiente de construção de relacionamentos sadios, abençoadores e fundamentados em Deus. Mas na verdade, como bem sabemos, nem sempre é assim. A narrativa acerca de Abel e Caim ilustra de maneira primorosa como nossa convivência com outras pessoas pode ser conturbada e traumática. Eram irmãos, orientados a desenvolverem uma espiritualidade viva, todavia, foi exatamente no espaço religioso que o conflito tomou corpo: inveja, insegurança, rancor e raiva encheram o coração de um dos irmãos, enquanto o outro experimentava gratidão, acolhimento, aceitação e paz
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
"Inveja", esta parece ser uma das palavras-chave de nossa lição hoje. Desafie seus educandos a montarem um quadro identificando os comportamentos que podem ser definidos como práticas que tem seu fundamento na inveja. Lembre-se, este deve ser um momento construtivo na aula, não de "lavagem de roupa suja" ou de exposição da vida de uma pessoa específica, antes, instigue-os a partirem da própria experiência pessoal, de seus sentimentos particulares.
Demonstre aos seus educandos que não existe "inveja positiva" e que a raiz de tal sentimento sempre é a vontade de destruição do outro. Se possível, ao final deste momento, realize uma oração, clamando ao Pai por cura e restauração aos corações feridos e machucados pela inveja.
TEXTO BÍBLICO
GÊNESIS 4.1-8
1. E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um varão.
2. E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3. E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
4. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.
5. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
6. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?
7. Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.
8. E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.
INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, vamos analisar um dos mais trágicos textos da Bíblia Sagrada: o fratricídio de Abel por Caim. Dentre as várias maneiras de se estudar este denso relato bíblico, o elemento do culto não pode ser desconsiderado em nenhuma delas. O fio condutor que interliga toda história de Abel e Caim é a adoração. Como compreender que o contexto da adoração a Deus pode fazer tanto bem a alguns e deixar outros tão mal? É sobre isso que pensaremos hoje.
I. ENTRE SACRIFÍCIOS E ASSASSINATOS: OS PRIMEIROS ANOS DEPOIS DA QUEDA

    1.    A vida além do jardim de Deus
Os primeiros versículos do quarto capítulo do Gênesis concentram-se na apresentação das histórias de Caim, em hebraico eth -"com ajuda de..." e Abel, hébel, que significa "vaidade", "efêmero".

Apesar das dores prometidas, da maldição sobre a terra e do esforço redobrado para a subsistência (Gn 3.16-19), Deus não havia abandonado seus filhos como bem reconhece Eva, pois era "com ajuda do Senhor" que a vida continuava após a Queda. Conta-nos o texto que Caim foi lavrador, enquanto Abel pastor de ovelhas. As diferenças entre os filhos de Eva não se limitavam apenas a suas profissões; ambos eram muito diferentes quanto ao caráter (1 Jo 3.12).

2. A adoração presente após a Queda.
De maneira absolutamente sucinta a Bíblia relata o acontecimento em Gênesis 4.3-5. Esta é uma típica cena do Antigo Testamento: no fim de um ciclo produtivo, as pessoas desejavam agradecer a Deus pelo bom resultado de seus trabalhos, e apresentavam-se diante do Altíssimo para oferecerem-lhe sacrifícios. Abel, criador de animais, traz o melhor de suas ovelhas. Caim, agricultor, oferece o fruto dos seus campos. Tudo ficaria dentro da normalidade se o escritor do Gênesis não destacasse a intrigante nota: "[...] e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou [...]" (v.4,5).

Aqui está um detalhe relevante para nossas discussões a respeito do louvor e adoração que levanta vários questionamentos: Deus não recebe todo tipo de adoração? Como devo louvar para que minha adoração seja aceita? Neste caso a rejeição e a aprovação estão relacionadas aos elementos ofertados ou à vida das pessoas que ofertam?

3. A oferta que revela os corações.
Há várias hipóteses que procuram explicar a relação "aceitação-Abel x rejeição-Caim" neste texto. Abel apresentou suas primícias, enquanto Caim trouxe uma parte qualquer de sua produção. O problema se concentraria na importância que cada um deu àquilo que ofertou, o que revelaria o quanto o ato de ofertar seria significativo ou não. Seguindo outra análise, Abel já era um homem justo (Hb 11.4), Caim já era uma pessoa "do maligno" e de más obras (Jd 11), a aceitação-rejeição dos sacrifícios é uma imagem de louvor e denúncia dos comportamentos de ambos. Associar estes acontecimentos exclusivamente à natureza dos elementos ofertados - gordura e sangue de um lado, vegetais do outro - é muito precipitado. Nem a melhor oferta trazida por alguém consegue esconder seu coração diante de Deus.
Pense
Quando apresento minha adoração a Deus, o que meu louvor revela? Inveja, segundas intenções, egoísmo?

Ponto Importante
A Queda foi um terrível acontecimento na história da humanidade, o amor de Deus, entretanto, nunca nos abandonou.

II. QUANDO O MOMENTO DE LOUVOR TORNA-SE MOMENTO DE DOR
1. Caim não aceitou a verdade. 
O texto não deixa claro de que modo Caim percebeu a rejeição de Deus para sua oferta. Se foi uma conversa pessoal ou um sinal que repercutiu em seu trabalho no campo, isso não nos é revelado. O fato é que diante da terrível constatação: "O Senhor não recebeu minha adoração!", Caim agravou a situação - irou-se, expôs publicamente sua revolta, mas em momento algum procurou a Deus. Quando estamos diante de Deus, não há máscaras, personagens, mentiras, revelamo-nos em nossa inteireza. Caim não gostou do que viu. Diante da bondade de Deus, o coração mau do filho de Adão veio à tona, e isto entristeceu-lhe. O que Caim deveria ter feito? Deveria ter se humilhando e pedido ajuda do Pai.

2. A adoração como momento de cura e restauração. 
Quantas pessoas têm o privilégio de serem tão abertamente esclarecidas pela palavra divina como Caim? O ato de Deus para com o filho de Eva não era punição, mas orientação. Tanto que o Senhor preocupa-se em esclarecê-lo e conscientizá-lo sobre os riscos que ele corria se não mudasse de postura (v.6,7). Reconhecer nossos erros não é nada fácil, é custoso, muitas vezes doloroso, mas como nos demonstra o caso de Caim, absolutamente necessário. Por não escutar a voz do Senhor, as consequências para Caim foram desastrosas (v.11,12). Caim não estava "predestinado" a matar Abel, pois o Senhor declarou-lhe o caminho de restauração. É diante de Deus, em adoração, que curamos nossas feridas e recebemos alento e ajuda do céu (2 Co 12.7-10).

3. O que acontece quando não levamos a adoração a sério. 
Caim não escutou as advertências de Deus. Isto parece ser mais uma prova de seu caráter duvidoso, de sua adoração mecânica e ritualística, que tinha como fim cumprir uma obrigação e não apresentar gratidão.

A revelação do Senhor para Caim foi sem arrodeios (v.7). Ele, todavia, não temeu ao Senhor e covardemente assassinou seu irmão. Se continuarmos a leitura do texto, perceberemos que, cinicamente, Caim nega o fratricídio, e demonstra absoluta frieza ao declarar que nada tem a ver com seu irmão e que não é seu "guardador". Quando não consideramos o louvor como algo digno de honra entre nós, nosso coração enche-se de terrível maldade (Is 46.12Ez 2.1-5). Talvez o pior de tudo isso é quando a maldade extrapola nossos corações e fere quem está perto nós.
Pense
Aceitar a verdade é o momento inicial para qualquer tratamento. A fuga da verdade nos enfraquece e constitui uma realidade falsa à nossa vista.

Ponto Importante
Você já foi curado de dores ou feridas na alma enquanto louvava a Deus? A adoração ao Pai é o caminho por excelência para recebermos do céu o remédio necessário e suficiente para restabelecermos nosso bem-estar espiritual.

III. DEUS NÃO FICA INERTE DIANTE DA INJUSTIÇA
1. A dor do justo (v.8). 
Esse é o primeiro registro nas Sagradas Escrituras da complexa questão: Por que sofre o justo? Esta indagação percorrerá toda a Bíblia, em inúmeros episódios. Como entender que a malignidade de Caim teve poder para realizar tão brutal ato? Mais ainda, como explicar a morte daquele que agradava ao Pai, sem que este interviesse na história? Estas são questões intrincadas com as quais somos desafiados a tratar diariamente, em nossas cidades, igrejas e famílias. Diante das múltiplas variáveis para responder os porquês, ao menos uma verdade emerge: Deus não fica inerte diante da injustiça.

Os "Cains" nunca ficarão impunes! (v. 11-16) Quanto aos "Abéis", nenhuma morte pode enterrar suas bondades e atos de justiça os quais brilharão e servirão de inspiração às novas gerações. Talvez, "Porque o justo sofre?" seja uma pergunta demasiadamente complexa para respondermos, consolemo-nos com uma certeza: o justo nunca será desamparado, nem sua família (Sl 37.25).

2. Conflitos e dores nos espaços de adoração. 
Nem sempre teremos no ambiente de adoração somente pessoas como Abel, desejosas de oferecer a Deus suas vidas e dons. Entretanto, como Abel, devemos focar nossa vida e adoração para o serviço a Deus. E devemos nos lembrar de que o Senhor conhece aqueles que realmente estão adorando no culto. O amor de Deus é capaz de nos direcionar nos momentos de adoração dentro e fora da congregação. E os que são maus, como Caim, não terão guarida onde os santos vivem (Sl 1.5).

3. Quem feriu quem? 
Uma última verdade que necessitamos explicitar, acerca de Abel e de sua morte pelas mãos de Caim é a seguinte: Deus não foi o responsável pelo que aconteceu! Há pessoas que, quando sofrem, reputam seu sofrimento a Deus. Ocorre que em um mesmo lugar de adoração podemos ter pessoas com o sentimento de Abel e o sentimento de Caim, mas isso não deve ser motivo para desistir da vida em comunidade. Por isso, não há motivos para abandonar sua comunhão com o Pai. O Senhor nos ama infinitamente (Ef 3.18,19). Se pessoas te decepcionaram, Deus nunca nos desapontará (Sl 94.14).
Pense
O que você tem, dentro de seu campo de ação, feito para tornar sua igreja um local onde pessoas feridas possam encontrar cura e acolhimento para suas vidas?

Ponto Importante
O reconhecimento de relações conflituosas é um passo importante para a construção de um ambiente de cura e restauração.

SUBSÍDIO
"A morte reinou desde que Adão pecou, mas nós não lemos sobre alguém ter sido feito prisioneiro por ela até agora. Assim sendo: O primeiro que morre é um santo, alguém que era aceito e amado por Deus, para mostrar que, embora a semente prometida estivesse muito longe para destruir aquele que tinha o poder da morte assim como para salvar os crentes de seu aguilhão, ainda hoje eles estão expostos aos seus ataques. O primeiro que foi para a sepultura foi para o céu. Mais ainda: O primeiro que morreu foi um mártir, e morreu por sua religião.

A morte de Abel não apenas não tem nenhuma maldição em si, mas tem uma coroa. Assim é tão admiravelmente bem alterada uma característica da morte: ela passa a ser apresentada como inócua e inofensiva para aqueles que morrem em Cristo, além de honrosa e gloriosa para aqueles que morrem por Ele. E assim, não estranhemos se nos sobrevier alguma prova ardente, nem recuemos se formos chamados para resistir até o sangue. Porque nós sabemos que existe uma coroa de vida para aqueles que são fiéis até a morte" (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Matthew Henry: Gênesis a Deuteronômio. vol. 1, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. p. 37).

CONCLUSÃO
Partindo do olhar construído durante toda esta lição, podemos afirmar que há dois tipos de pessoas que se apresentam diante do Pai em adoração: Aquelas que reconhecem a soberania dEle, e por isso são capazes de darem o melhor de si; e as outras que não podem dar a Deus o melhor de si porque estão envoltos em maldade e inveja. Para estes há punição, para aqueles Deus destina amor, paz e redenção.


HORA DA REVISÃO
   1.  Se Deus expulsou Adão e Eva do seu jardim, por que continuou ainda aceitando a adoração destes?

Porque a disciplina pelo pecado do primeiro casal era fruto do amor e cuidado de Deus, não era um sinal de abandono e rejeição.

   2.  Dentre as várias possibilidades possíveis, apresente uma explicação para o fato de Deus ter aceitado o sacrifício de Abel e rejeitado o de Caim.

Resposta Pessoal. SUGESTÃO:
    As obras e o caráter de Abel eram boas, enquanto que a vida e coração de Caim denunciavam sua maldade.

   3.  Você concorda com a afirmação: "Quando estamos em adoração diante de Deus, todas as máscaras caem"? Justifique sua resposta.
Resposta Pessoal. Sugestão: Sim, pois diante de Deus, aquEle que habita na imarcescível luz, tudo o que somos manifesta-se.

  4.  Esclareça o que acontece quando não consideramos a adoração a Deus como algo importante.

Nosso coração enche-se de terrível maldade. Talvez o pior de tudo isso é quando a maldade extrapola nossos corações e fere o que está perto de nós.
  5.     O que você diria a alguém que, como Abel, foi ferido e machucado por prestar uma adoração sincera a Deus?

Nunca abandone sua comunhão com o Pai. O Senhor nos ama infinitamente. Se pessoas lhe decepcionaram, Deus nunca nos desapontará.