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  • Procedimentos para Lidar com Sangue e Fluidos Corpóreos

    O Centro de Controle de Doenças estabelece um conjunto de precauções universais para lidar com sangue ou fluidos corpóreos, visando minimizar o risco de transmissão de uma doença contagiosa. Essas precauções devem ser adaptadas para o uso em um ministério na igreja, da seguinte maneira:
    Essas diretrizes devem ser seguidas por qualquer pessoa com exposição real ou potencial ao sangue ou aos fluidos corpóreos de alguma criança. Entre os fluidos corpóreos, se incluem saliva, catarro, urina, material fecal, secreções nasais e secreções de feridas abertas, suor e lágrimas.

    1. Devem ser usadas luvas ao tocar o sangue e fluidos corpóreos, membranas mucosas (olhos, nariz ou boca) ou pele não intacta (cortes ou feridas abertas), e para lidar com objetos ou superfícies sujas de sangue ou fluidos corpóreos. As luvas devem ser trocadas após cada contato.

    2. As mãos e outras superfícies da pele devem ser lavadas imediatamente e perfeitamente, se expostas a sangue ou fluidos corpóreos. As mãos devem ser lavadas imediatamente depois de removidas as luvas. Lavar cuidadosamente as mãos depois de cada contato é essencial para impedir a transmissão da infecção.

    3. A limpeza dos fluidos corpóreos de qualquer superfície deverá ser feita com o uso de luvas. A superfície em que acontecer um derramamento ou borrifamento de tais fluidos (ou sobre a qual tenha sido trocada a fralda de uma criança, se não tiver sido usada uma barreira não porosa) deverá ser limpa com o uso de um desinfetante. Sempre que possível, encoraja-se o uso de barreiras não porosas para simplificar a limpeza após a troca de fraldas. O uso de tais barreiras não exclui a responsabilidade do colaborador de assegurar que tenha sido feita a limpeza apropriada, em caso de derramamento ou vazamento não intencional.

    TDAH, Transtorno de Déficit - Atenção/ Hiperatividade

    Como a Escola Dominical pode ajudar?
    Você está na igreja, no consultório, no shopping ou no restaurante e observa uma criança com singularidade em relação a outras de sua idade. Ela não para quieta, movimenta mãos, pés; levanta, anda, corre de um lado para o outro, e então vêm os rótulos: "Criança sem educação!", "Sem limites". "E os pais, onde estão, que não veem? Não fazem nada?"
    Você conhece ainda aquele adolescente ou adulto que não conclui nada que começa, que sempre argumenta ter se esquecido do ensaio e sempre chega atrasado aos compromissos, que perde seus objetos facilmente etc. Este é taxado de "irresponsável".
    Mas, cuidado! Em alguns casos, eu e você podemos estar enganados nessa precoce conclusão.
    Certamente você já ouviu falar do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade) ou o antigo DDA.
    Apesar de ser um transtorno de origem genética e congênita (o indivíduo possui desde que nasce), geralmente ele é diagnosticado apenas quando a criança entra na escola, por volta dos 6 ou 7 anos, onde os sintomas aparecem de forma mais clara, principalmente na sala de aula.

    Os portadores do TDAH
    Os portadores do TDAH não conseguem controlar os seus impulsos com relação aos seus comportamentos. Estudos têm mostrado que 5% das crianças são portadoras do TDAH; ou seja, a cada 20 crianças, em média uma. Sendo assim, a probabilidade de se ter 1 ou 2 crianças por sala de aula com o transtorno é grande.

    A criação familiar não causa o transtorno.
    Entretanto, um ambiente caótico poderá afetar de forma adversa o sistema nervoso central (SNC), no processo de maturação bem como outros fatores como os traumas cranianos, uso de drogas pela mãe ou infecções no SNC. Alguns portadores de TDAH são brilhantes, outros nem tanto. Alguns possuem Ql acima da média, outros podem ter associado ao TDAH a dislexia e/ou distografia. Para se conseguir um diagnóstico bem claro, faz-se necessário uma equipe multidisciplinar, com neurologista, psicólogo e psicopedagogo.
    Mas, vale salientar que, geralmente, o professor é o primeiro a suspeitar da existência do transtorno, devido ao comportamento da criança em sala de aula e por passar um tempo grande com ela.

    O neurologista, caso observe a necessidade de medicamento, o indicará; mas, antes, é preferível o psicólogo. Ele fará entrevistas clínicas com a criança e com os pais e até com a escola, aplicando testes específicos. Se diagnosticado o TDAH, o psicólogo trabalhará com a família e com o portador em suas questões comportamentais.
    O especialista também fará o trabalho de conscientização do transtorno e explicará as consequências dos sintomas, para que a família aprenda a lidar com a criança portadora de TDAH.

    Quanto à criança, o psicólogo a ajudará a enfrentar e a lidar com o transtorno, visto que nenhuma medicação irá trabalhar as consequências vividas por ela.
    O trabalho que objetiva a melhoria da comunicação familiar ajuda a evitar que um transtorno de conduta se desenvolva, e o psicopedagogo trabalhará questões de atenção para facilitar o aprendizado. Dos casos diagnosticados na infância, 15% a 20% persistem na vida adulta, mas as pessoas tratadas convivem de forma mais tranquila com o transtorno e, em alguns casos, a medicação chega a ser suspensa.

    Como é o portador de TDAH
    O portador de TDAH tem desorganização não só em questões externas, como também internas. Tende a fazer tudo ao mesmo tempo e a cabeça não para de pensar. Tem disfunções relativas ao córtex pré-frontal, com déficits subsequentes nas "funções executivas", ou seja, de planejamento, organização e controle dos impulsos.
    Esses pacientes também têm dificuldades de controlar ou inibir comportamentos inadequados, o que não ocorre aos outros do seu meio.

    Alguns sintomas para o critério de avaliação:
    1) Desatenção:
    Não se atenta para os detalhes, comete erros por falta de atenção na escola ou no trabalho, pula letras, vírgulas etc.
    Possui dificuldade de se concentrar em brincadeiras ou atividades, pois se distrai facilmente com estímulos alheios, como um som, por exemplo. Parece também não escutar, quando alguém fala.

    Sente dificuldades em organizar e concluir tarefas escolares, domésticas ou profissionais. Não segue instruções (não por incapacidade ou oposição).
    Evita, com frequência, atividades que exijam esforço mental, concentração, pois não gosta delas.
    Perde objetos como material escolar, brinquedos, documentos, chaves, celulares; e, no caso de adultos, esquecem as atividades diárias como pagar contas, tomar medicamento etc.

    2) Hiperatividade:
    Fica mexendo as mãos ou os pés, ou se remexe na cadeira o tempo todo.
    Não consegue ficar parado na sala de aula ou em outros lugares. Também na igreja não é diferente e fala demais.
    Escala paredes e corre muito em escadas ou em locais impróprios. Quando adolescentes, tendem a praticar constantemente esportes radicais.

    3) Impulsividade
    Dá respostas apressadas, antes mesmo das perguntas serem concluídas, e tem dificuldade de aguardar a sua vez.
    Interrompe ou se intromete em conversa ou assuntos alheios. No caso de crianças, por exemplo, entram em brincadeiras sem ser convidadas.
    Consequências
    As consequências para o portador do TDHA não são boas, tanto para a criança como para adolescentes e adultos:
    - Maior índice de repetição escolar e expulsão escolar; maior índice de acidentes por conta de quedas, acidentes domésticos e automobilísticos, porque correm mais riscos.
    - Tendem a usar álcool e drogas duas vezes mais que os não portadores de TDAH, devido à possibilidade de uma depressão secundária devido às consequências da vulnerabilidade de humor de sua história de vida, frustrações por não conseguir concluir muitas de suas atividades e baixa tolerância à frustração. Porém, a falta de atenção em meninas poderá ficar despercebida, uma vez que, normalmente, ela se mostra educada e coopera quando requisitada para fazer alguma atividade.

    Importância do diagnóstico

    Os profissionais exercem um papel fundamental no tratamento, pois ajudam no diagnóstico e até no esclarecimento da doença para o portador e a família para que estes, assim, adquiram uma melhor qualidade de vida.
    Se você desconfiar que uma criança, um adolescente ou adulto é TDAH, aconselhe-o com carinho e cuidado a procurar um profissional.

    Como a Escola Dominical e a família podem ajudar?
    O portador de TDAH precisa de um ambiente estruturado, com rotinas claras, sem muitos estímulos, para que possa finalizar suas tarefas sem ficar disperso.
    As atividades devem feitas em períodos curtos. Exemplo: se tiver duas lições de casa, deverá fazer uma, dar um período de descanso e depois fazer a outra;
    Nunca deve ser comparado com irmãos,  amigos etc, pois isso só irá prejudicá-lo.

    Os limites precisam ser claros e objetivos.

    Quando for falar com o portador de TDAH, olhe em seus olhos e peça para que ele repita o que você falou ou solicitou, para confirmar se ele entendeu.
    É importante que alguém responsável acompanhe a criança, apoiando-a na execução de sua tarefa. Os pais devem ajudar o filho a se organizar com antecedência para as atividades escolares, banho, alimentação, sono ou até mesmo para saídas para escola, à igreja etc.

    Os pais deverão falar sobre isso alguns minutos antes, uma vez que o portador de TDAH tende a se esquecer com facilidade.
    Os pais poderão contribuir colocando lembretes em um painel, na geladeira ou em outro local, para que o portador de TDAH consiga executar as suas atividades do dia. Assim como o portador adulto poderá usufruir de agendas, lembretes e smartphones para não se esquecer de seus compromissos.
    As amizades devem ser estimuladas pelos pais e professores, tanto para os portadores de TDA Hiperativo como para os Desatentos.

    Os exercícios físicos podem contribuir, tanto para que o TDAH possa descarregar o seu lado hiper, como também para produzir dopamina (prazer);
    As crianças com TDAH tendem a buscar maior segurança em seus pais, porém se faz necessário que eles os incentivem a ter independência e a saberem que são capazes de realizar suas tarefas sozinhas.
    Incentive o TDAH com jogos de raciocínio e de concentração, pois são importantes para que ele desenvolva as capacidades de concentração e de controlar a impulsividade no caso de jogos em grupo. Ex.: No caso de quebra cabeça, comece com poucas peças e aumente o número de peças na medida em que a criança consiga concluir, para que ela passe a enfrentar os desafios e sentir que é capaz.

    Também elogie sempre uma realização, por menor que seja. Elogios a bons comportamentos servem de reforço positivo, palavras como "Parabéns",
    "Você é capaz" e "Você vai conseguir" funcionam em todos os aspectos.
    Antes de dormir, converse com seu filho sobre o dia dele, ouça o que ele tem a lhe dizer. Orem juntos agradecendo a Deus pelo dia e peçam uma boa noite, para que ele possa se sentir protegido. E um conselho importante: Ame-o incondicionalmente (Pv 18.15).

    O prognóstico para os TDAH tratados é bom. Muitos se tornam profissionais bastante qualificados com uma vida normal e uma família abençoada. Você, pai, mãe, irmão ou educador, pode contribuir muito ao incentivar a pessoa com TDAH. Aos pais de filhos TDAH, leiam Filipenses 4.6. Todos temos a missão de influenciar de forma positiva aqueles que nos cercam, quer na família, no trabalho ou na igreja.


    Autora: Valquíria Salinas, Ensinador Cristão – N° 58, CPAD/Divulgação: Subsídios ebd

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