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  • Lição 10 - Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz


    TEXTO ÁUREO
    “Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.”(Hb 13.15)
    VERDADE PRÁTICA
    O crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.
    LEITURA DIÁRIA
    Segunda – Sl 103.1,2: Uma alma devotada em bendizer ao Senhor
    Terça – 1 Sm 1.24-28: O sacrifício de Ana
    Quarta – Gn 28.20,21: O voto de Jacó
    Quinta – Sl 22.25: O voto de Davi
    Sexta – 1 Ts 5.18: Nossos contínuos sacrifícios pacíficos
    Sábado – Rm 12.1: Nossa verdadeira oferta pacífica
    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
    Levítico 7.11-21
    11 - E esta é a lei do sacrifício pacífico que se oferecerá ao SENHOR.
    12 - Se o oferecer por oferta de louvores, com o sacrifício de louvores, oferecerá bolos asmos amassados com azeite e coscorőes asmos amassados com azeite; e os bolos amassados com azeite serăo fritos, de flor de farinha.
    13 - Com os bolos oferecerá păo levedado como sua oferta, com o sacrifício de louvores da sua oferta pacífica.
    14 - E de toda oferta oferecerá um deles por oferta alçada ao SENHOR, que será do sacerdote que espargir o sangue da oferta pacífica.
    15 - Mas a carne do sacrifício de louvores da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até ŕ manhă.
    16 - E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte.
    17 - E o que ainda ficar da carne do sacrifício ao terceiro dia será queimado no fogo.
    18 - Porque, se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu năo será aceito, nem lhe será imputado; coisa abominável será, e a pessoa que comer dela levará a sua iniquidade.
    19 - E a carne que tocar alguma coisa imunda năo se comerá; com fogo será queimada; mas da outra carne qualquer que estiver limpo comerá dela.
    20 - Porém, se alguma pessoa comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, tendo ela sobre si a sua imundícia, aquela pessoa será extirpada dos seus povos.
    21 - E, se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou gado imundo, ou qualquer abominação imunda, e comer da carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, aquela pessoa será extirpada dos seus povos.
    OBJETIVO GERAL
    Compreender que o crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.

    HINOS SUGERIDOS: 17, 262, 400 da Harpa Cristã


    OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

    I.      Mostrar a excelência da oferta pacífica;
    II.     Discutir a respeito da oferta pacífica na história sagrada;
    III.    Compreender a oferta pacífica na vida diária.

    INTERAGINDO COM O PROFESSOR
    Professor (a), na lição de hoje estudaremos as ofertas pacíficas. Veremos a beleza desse sacrifício no culto levítico, os tipos e o objetivo de tais ofertas. Em geral tais sacrifícios eram realizados como forma de gratidão por algum favor recebido, como por exemplo, a cura de alguma enfermidade. Mediante a gratidão a comunhão com Deus era fortalecida e renovada. Sejamos gratos a Deus pelo que Ele é e por tudo que tem feito por nós, oferecendo nossas vidas como sacrifício vivo, santo e agradável.

    INTRODUÇÃO
    Adoramos a Deus com ofertas pacíficas quando nos apresentamos diante dEle com o propósito de render-lhe graças por todas as bênçãos recebidas. Com tal atitude, honramos o Senhor com um culto racional, agradável e vivo.
    Nesta lição, veremos que, das cinco ofertas prescritas no livro de Levítico, a mais excelente em voluntariedade era a pacífica, pois tinha como objetivo aprofundar a comunhão entre Israel e Deus. Ao aproximar-se do Senhor, com tal oferta, o crente do Antigo Testamento manifestava-lhe, em palavras e gestos, que o seu único almejo era agradecê-lo por todos os benefícios recebidos (Sl 103.1,2).

    PONTO CENTRAL
    Ofereçamos a Deus continuamente sacrifícios de louvor e adoração.

    I – A EXCELÊNCIA DA OFERTA PACÍFICA
    Os dois sacrifícios mais antigos da História Sagrada são o holocausto e a oferta pacífica. Ambas as oferendas eram tidas, às vezes, como um único ofertório.

    1. Oferta pacífica.
    A voluntariedade da oferta pacífica fica bem evidente no livro de Levítico (Lv 7.12). A oferenda, para ser caracterizada como tal, deveria ser acompanhada de ações de graças; nenhuma petição era admitida. Naquele momento, o crente hebreu tinha como único desejo adorar e agradecer ao Senhor por todas as bênçãos, galardões e livramentos. Nos Salmos, as ofertas pacíficas manifestam-se em louvores ao Senhor por todas as suas benignidades (Sl 106.1). Como nos mostram os salmos 118 e 136.
    O apóstolo Paulo ensina-nos a oferecer, de forma contínua, ação de graças a Deus (1 Ts 5.18). Se agirmos assim, jamais perderemos a comunhão quer com Deus, quer com a Igreja de Cristo (Cl 3.15).

    2. Tipos de ofertas pacíficas.
    As ofertas pacíficas compreendiam três modalidades ou fases: ação de graças, voto e oferenda movida diante do altar.

    a) Ação de graças.
    A fim de agradecer ao Senhor por um favor recebido, o crente hebreu oferecia-lhe bolos e coscorões ázimos amassados com azeite. Os bolos, feitos da flor de farinha, tinham de ser fritos (Lv 7.12-15). A carne, que acompanhava o sacrifício pacífico, devia ser consumida no mesmo dia (Lv 7.15). Os produtos trazidos a Deus vinham acompanhados de sacrifícios de louvores (Hb 13.15). Tanto ontem quanto hoje, somos exortados a louvar e a enaltecer continuamente o Senhor.

    b) Voto.
    Nos momentos de angústia, os filhos de Israel faziam votos ao Senhor, prometendo-lhe ofertas pacíficas (Gn 28.20; 1 Sm 1.11). Nesse caso específico, o sacrifício poderia ser comido tanto no mesmo dia quanto no dia seguinte (Lv 7.15,16). No terceiro dia, porém, nada podia ser ingerido. O voto, por ser uma ação voluntária, requeria uma atitude igualmente voluntária e amorosa. O ofertante, pois, deveria participar das ofertas com alegria, regozijo e ação de graça.

    c) Oferta movida.
    Na última etapa, o adorador entregava a oferta pacífica ao sacerdote, que, seguindo o manual levítico, aspergia o sangue do sacrifício sobre o altar. Em seguida, queimava a gordura do animal (Lv 7.30). O peito era entregue a Arão e a seus filhos. Num último ato do sacrifício, o sacerdote movia a parte mais excelente da oferenda perante o altar: o peito e a coxa (Lv 7.31-35).  

    3. Objetivos das ofertas pacíficas.
    Como já dissemos, eram dois os objetivos da oferta pacífica: aprofundar a comunhão entre Deus e o crente, e levar o ofertante a reconhecer que tudo quanto recebemos vem do Senhor, porque dEle é a terra e a sua plenitude (Sl 24.1).
    SÍNTESE DO TÓPICO I
    As ofertas pacíficas eram excelentes pelo fato de serem voluntárias.

    SUBSÍDIO DIDÁTICO

    Professor (a), reproduza a tabela  abaixo no quadro e utilize-a para mostrar aos alunos os vários tipos de sacrifícios apresentados individualmente pelos israelitas.
    NOME
    CONTEÚDO
    SIGNIFICADO
    Ofertas queimadas
    Um boi, cordeiro, bode, ou um pombo macho ou um pombinho sem defeito.
    Essa oferta voluntária simboliza completa entrega a Deus.
    Ofertas de cereais
    Grãos, flor de farinha, com óleo de oliva e sal, mas nunca com qualquer fermento.
    Essa oferta voluntária acompanha a maioria das ofertas queimadas e simboliza devoção a Deus.
    Ofertas de comunhão (pacíficas)
    Qualquer animal sem mancha do rebanho de gado ou de ovelhas
    A refeição, seguindo essa oferta voluntária, simboliza comunhão com Deus e ação de graças por bênção.
    Ofertas pelo pecado
    Animal específico é requerido dependendo do status e posição. Ao muito pobre é permitido trazer uma oferta de fina flor de trigo.
    Pelo pecado ou impureza.
    Ofertas pela culpa
    Valioso cordeiro ou ovelha sem defeito.
    Essa oferta era requerida se uma pessoa violasse os direitos de alguém, como por furto. Era também requerida quando houvesse cura da lepra, pois Deus era privado de um adorador enquanto a pessoa estivesse doente.


    II – A OFERTA PACÍFICA NA HISTÓRIA SAGRADA

    Nesta lição, veremos três exemplos de pessoas que fizeram votos ao Senhor, e foram plenamente atendidas: Jacó, Ana e Davi.

    1. Jacó, filho de Isaque.
    Quando fugia de Esaú, seu irmão, Jacó fez um comovente voto ao Senhor. E, depois de ter visto o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre uma escada que ligava a Terra ao Céu, prometeu ao Deus de seus pais: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus” (Gn 28.20,21). A partir daí, o patriarca tornou-se um fiel e zeloso adorador (Gn 35.1-3).

    2. Ana, mãe de Samuel.
    Afligida por sua rival porque não dava filhos a Elcana, seu marido, a desolada Ana fez este voto ao Senhor: “Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha” (1 Sm 1.11). Após haver desmamado a Samuel, entregou-o ao Senhor, cumprindo a ordenança quanto ao sacrifício pacífico (1 Sm 1.24-28).

    3. Davi, rei de Israel.
    Pelo que observamos nos Salmos, Davi foi o homem que, em todo o Israel, mais sacrifícios pacíficos apresentou ao Senhor (Sl 22.25; 56.12; 61.5,8). Aliás, os seus cânticos já são, em si mesmos, um sacrifício pacífico ao Senhor.

    SÍNTESE DO TÓPICO II
    As ofertas pacíficas fazem parte da história de Israel.

    SUBSÍDIO BÍBLICO-DIDÁTICO

    Professor (a), para apresentar de forma mais didática os três exemplos de pessoas que fizeram votos ao Senhor, e foram plenamente atendidas: Jacó, Ana e Davi. Reproduza o quadro abaixo. Depois faça a seguinte indagação: “O que é um voto?” Ouça os alunos e em seguida, se desejar leia a explicação para que compreendam o significado do termo.

    RSONAGEM    
    VOTO
    Jacó
    “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus” (Gn 28.20,21).
    Ana
    “Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha” (1 Sm 1.11).
    Davi
    “O meu louvor virá de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem” (Sl 22.25).
    Voto
    “Empenho voluntário de uma palavra a Deus ou a outra pessoa. Nas Sagradas Escrituras, o voto, via de regra, tem um caráter sagrado e não pode ser revogado a menos que seja feito com base na ignorância e presunção (1 Sm 14.24-35). Por este motivo, para que o voto seja legítimo é mister que se observe os seguintes requisitos: 1) Voluntariedade; 2) Consciência e responsabilidade; 3) Conformidade com a Palavra de Deus; 4) Que não envolva terceiras pessoas sem o consentimento destas” (Dicionário Teológico, CPAD, p. 361).

    III – A OFERTA PACÍFICA NA VIDA DIÁRIA
    De que modo apresentaremos, hoje, nossos sacrifícios pacíficos ao Senhor? Há três maneiras: consagrando-nos a nós mesmos; perseverando nos sacrifícios de louvores e adorando a Deus em todo o tempo.

    1. Consagração incondicional.
    O melhor sacrifício que um crente pode oferecer ao Senhor é apresentar a si mesmo a Deus (Rm 12.1). Neste momento, nossa oferenda é, além de pacífica, amorosa e plena de serviços. A partir desse momento, começamos a experimentar as excelências da vontade de Deus. Paulo considerava-se uma libação oferecida ao Senhor Jesus (2 Tm 4.6).

    2. Sacrifícios de louvores.
    Fazemos um sacrifício de louvor quando cumprimos plenamente a vontade de Deus (Hb 13.15). Mas, para que a cumpramos, é imprescindível apresentarmo-nos diante de Deus com um espírito quebrantado e ansioso por Ele (Sl 51.17). Portanto, quando cumprimos a vontade divina, apesar das circunstâncias adversas que nos cercam, oferecemos-lhe o mais excelente sacrifício de louvor.

    3. Adoração contínua.
    Paulo e Silas, quando presos, cantavam e adoravam a Deus, ofertando-lhe um sacrifício que, além de pacífico, era profundamente redentor (At 16.25-31). Por isso, o apóstolo recomenda-nos a louvar continuamente a Deus (Ef 5.19; Cl 2.16).

    SÍNTESE DO TÓPICO III
    As ofertas pacíficas devem fazer parte da nossa vida diária.

    SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
    A natureza e o propósito dos sacrifícios pacíficos estão aqui mais distintamente abertos. Eles eram oferecidos:

    1. Em gratidão por alguma misericórdia especial recebida, como a recuperação de uma enfermidade, a proteção em viagem, o livramento no mar, a redenção do cativeiro, tudo que é especificado no Salmo 107, e por estas coisas os homens são convocados a oferecer sacrifícios de gratidão.

    2. No cumprimento de algum voto que um homem fez quando estava em aflição, e isto menos honorável do que no caso anterior, embora a omissão de ofertar este sacrifício tivesse sido mais culpável.

    3. Em súplica por alguma misericórdia especial que um homem estava buscando com elevada expectativa. Este sacrifício é, aqui, chamado de oferta voluntária. Este sacrifício acompanhava as orações de um homem, assim como o anterior acompanhava os seus louvores. Não encontramos que os homens fossem obrigados pela lei, a menos que tivessem se obrigado — através de um voto — a oferecerem estas ofertas pacíficas em tais ocasiões, da mesma forma que deveriam fazer os seus sacrifícios de expiação no caso de terem cometido pecados. Não que a oração e o louvor sejam tanto nossa obrigação como o arrependimento o é. Mas aqui, nas expressões de seu senso de misericórdia, Deus os deixou mais para a liberdade deles do que nas expressões de seu senso de pecado — para provar a generosidade de sua devoção, e que os seus sacrifícios, sendo ofertas  voluntárias, pudessem ser as mais louváveis e aceitáveis. Além disto, obrigando-os a trazer os sacrifícios de expiação, Deus mostraria a necessidade de grande propiciação” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 373,374).

    CONCLUSÃO
    Nestes dias trabalhosos e difíceis, somos instados pelo Espírito Santo a apresentar a Deus sacrifícios pacíficos: gratidão, louvor e amor provado. E, como já vimos, a oferta de maior relevância é o nosso próprio ser. Apresentemo-nos, pois, continuamente diante do Senhor com ofertas voluntárias, para que a nossa vida seja um sacrifício pacífico ao Deus Único e Verdadeiro (Rm 12.1).

    PARA REFLETIR
    A respeito de “Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz”, responda:

    1) Qual é a característica mais importante da oferta pacífica?
    A voluntariedade.
    2) Quais são os tipos de ofertas pacíficas?
    Ação de graças, voto e oferta movida.
    3) Quais são os objetivos das ofertas pacíficas?
    Os objetivos da oferta pacífica: aprofundar a comunhão entre Deus e o crente, e levar o ofertante a reconhecer que tudo quanto recebemos vem do Senhor, porque dEle é a terra e a sua plenitude (Sl 24.1).
    4) Diga o nome de três pessoas que fizeram votos ao Senhor.
    Jacó, Ana e Davi.
    5)  Em que consiste, hoje, o nosso sacrifício pacífico?
    Consiste em entregar a Deus o nosso ser; perseverando nos sacrifícios de louvores e adorando a Deus em todo o tempo.

    Consulte: Subsídios EBD. Vol 13 – Veja AQUI

    Fonte: Lições Bíblicas 3° trimestre de 2018, Adultos – CPAD| Divulgação: Subsídios EBD
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    Lição 5- Paz: Antídoto contra as Inimizades (Subsídio)

    Este é um subsídio para a presente lição da classe de Adultos. Para a continuação da leitura de todo este subsídio, acesse aqui.
    Conheceremos algumas definições bíblias tanto para a palavra paz, quanto para o temo inimizade. Veremos a importância da paz Deus para nossas vidas e discorreremos a cerca da paz espiritual, a fim de evitarmos as inimizades.
    A PAZ COMO UM ASPECTO DO FRUTO DO ESPÍRITO SANTO
    O resultado final da obra do Espírito Santo em nossa vida é a profunda e duradoura paz. Diferente da paz mundana, normalmente definida como a ausência de conflitos, a paz de Cristo é uma certeza de segurança em qualquer circunstância; tendo-a, não precisamos temer o presente ou o futuro. Se a sua vida é cheia de preocupações, permita que o Espírito Santo encha-o com a paz de Cristo!

    Lição 5 – Paz: Antídoto contra as Inimizades

    Classe: de Adultos
    29 de Janeiro de 2017
    Lições Bíblicas CPAD – Revista do Professor

    Texto Áureo
    "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." (Jo 14.27)
    Verdade Prática
    A paz, como fruto do Espírito, não promove inimizades e dissensões.
    LEITURA DIÁRIA



    Segunda – Sl 4.8: A paz de Deus nos faz repousar em segurança
    Terça – Sl 34.14: Aparte-se do mal e siga a paz
    Quarta – Sl 119.165: Os que amam a lei de Deus têm paz
    Quinta – Is 9,6: Jesus é o Príncipe da Paz
    Sexta- Jo 16.33: Em Jesus Cristo encontramos a paz verdadeira
    Sábado - Rm 12.18 Se possível, viva em paz com todos
    LEIA TAMBÉM:
    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
    Efésios 2.11-17
    11 Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
    12 Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.
    13 Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
    14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,
    15 Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
    16 E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
    17 E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto;
    HINOS SUGERIDOS: 178, 245, 474 DA HARPA CRISTÃ
    OBJETIVO GERAL
    Compreender que a verdadeira paz só pode ser encontrada em Jesus.
    OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    I. Mostrar que depois de receber a paz de Cristo, o crente deve transmiti-la as outras pessoas;
    II. Explicar que existem três tipos de inimizade e o seu alvo é destruir a unidade da Igreja de Cristo;
    III. Saber que temos a missão de anunciar o evangelho e para isso precisamos ter paz com todos.
    • INTERAGINDO COM O PROFESSOR
    Professor, nesta lição você terá a oportunidade de tratar com seus alunos a respeito da paz, fruto do Espírito, em oposição à inimizade, como obra da carne. Sabe-se que paz é a ausência de guerra. Vivemos tempos trabalhosos. Em muitos centros urbanos a violência só aumenta e as cidades do interior também têm experimentado este aumento. Na esfera mundial, temos observado muitas guerras (de cunho religioso) no Oriente Médio.
    Em Jesus, temos paz. Não estamos falando da paz que o mundo oferece. Estamos falando de uma paz que excede todo entendimento; uma paz com Deus que, mesmo em um mundo cheio de guerras e conflitos, podemos afirmar que vivemos em paz. A verdadeira paz resulta da fé em Deus, porque somente Ele incorpora todas as características da paz. Para encontrar a paz de espírito e a paz com os outros, você precisa encontrar a fé com Deus.

    INTRODUÇÃO
    Na lição de hoje, estudaremos a paz como fruto do Espírito e a inimizade como fruto da carne. O homem guiado pela velha natureza não pode sentir a paz que Jesus Cristo nos oferece. Essa paz não depende de situações e circunstâncias. Mesmo vivendo em uma sociedade violenta, podemos ter paz, pois a serenidade que temos em nossos corações é fruto do Espírito, e não depende das circunstâncias ou dos recursos financeiros (Gl 5.22).

    l - A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO

    1. Paz.
    Podemos definir paz como um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas. No grego, o vocábulo paz é eirene e refere-se à unidade e harmonia. Vivemos em uma sociedade onde a violência tem feito muitas vítimas e tirado a tranquilidade das pessoas, fazendo com que as pessoas adoeçam. Ultimamente, temos visto o aumento da chamada Síndrome do Pânico, ou seja, um transtorno da ansiedade que leva a um pavor incontrolável, mesmo que não haja nenhum perigo iminente. A pessoa acometida por essa enfermidade perde a quietude. Quem está sendo acometido por esse mal precisa do acompanhamento de um psiquiatra, terapia e o carinho e a compreensão dos familiares e da igreja.

    PONTO CENTRAL
    A paz que Jesus oferece não depende de situações e circunstâncias.

    2. Paz com Deus.
    Como podemos estar em paz com Deus? Só existe uma maneira para estarmos em paz com o nosso Criador: mediante a nossa justificação. A justificação ocorre quando nós, pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador. Então, somos declarados justos diante de Deus (Rm 5.1). Quando recebemos Jesus, a inimizade que havia entre nós e Deus é desfeita, somos reconciliados com o Pai e passamos a desfrutar de plena paz e comunhão com Ele (2 Co 5.18-20).
    A nossa justificação, e reconciliação e a paz com Deus somente são possíveis por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo (Is 53.5; Ef 2,13-17).

    3. Promotor da paz.
    O crente que já recebeu a paz de Deus, em seu coração precisa partilhar dessa paz com todos os que estão aflitos, tornando-se um embaixador da paz (2 Co 5.20). A paz concedida pelo Espírito não é somente para o nosso bem-estar, mas também para o bem do próximo. Não podemos nos esquecer que amar ao semelhante é um mandamento do Pai (Mt 22.39).
    Quem já experimentou a justificação e a reconciliação com Deus torna-se um pacificador (Mt 5.9). Ele não vive em brigas e contendas, não divide igrejas e não maltrata as pessoas. Isaque era um verdadeiro pacificador, um homem de paz. Mesmo sendo prejudicado por seus vizinhos que entulharam seus poços, não brigou, mas procurou a reconciliação (Gn 26.19-25). Os conflitos, seja na Igreja ou fora dela, são resultado da natureza adâmica, mas os que vivem segundo o Espírito já crucificaram a sua carne e, agora, procuram viver pacificamente com todos (Rm 12.18).

    SÍNTESE DO TÓPICO l
    O crente deve buscar a verdadeira paz mediante a justificação, em Cristo, peta fé.

    SUBSÍDIO TEOLÓGICO
    Cristo, nossa paz, forma o novo homem
    Ao sintetizar tudo o que Deus fez na salvação por intermédio de Cristo, Paulo diz que Cristo é a fonte da nossa paz (2.14-18). No contexto de Efésios, isso não quer dizer que Cristo seja a fonte da paz interior, mas que Ele é o meio de reconciliação entre judeus e gentios e entre os membros da nova comunidade e Deus. O objetivo da salvação não é apenas fazer com que os indivíduos estejam corretos diante de Deus, mas também que estejam corretos uns com os outros. À medida que Deus, por intermédio de Cristo, une judeus e gentios, a reconciliação opera de forma triangular entre os três. Judeus e gentios, quando entram na nova comunidade, não deixam de ser quem eram; todavia, agora, eles podem atuar juntos, lado a lado, como evidência do amor transformador e conciliador de Deus (1Co 7.17-24; Rm 14—15). Essa obra de reconciliação é o fundamento para a nova comunidade que Deus está edificando por intermédio de Cristo, Por isso, ao longo de Efésios 2.11-22, o termo dominante e repetido é o prefixo syn ('juntos'). Deus formou uma nova unidade, na qual se diz que Ele de dois criou 'um novo homem'" (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.347).
    CONHEÇA MAIS
    Paz com Deus
    Há uma transformação na vida do pecador quando passa a ser um crente verdadeiro, não importando o que tenha sido anteriormente. Sendo justificado pela fé, tem paz com Deus. O Deus santo e justo não pode estar em paz com um pecador enquanto este estiver sob a culpa do pecado. A justificação elimina a culpa, e assim abre caminho para a paz. Esta é concedida por meio de nosso Senhor Jesus; por meio dELe como o grande Pacificador, e Mediador entre Deus e o homem. O feliz estado dos santos é o estado de graça. Somos levados a esta graça. Isto significa que não nascemos neste estado." Para conhecer mais, leia Comentário Bíblico de Matthew Henry, CPAD, p. 929.

    II - INIMIZADES E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ

    1. Três tipos de inimizades.
    No grego, a palavra inimizade é echthra. Esse vocábulo serve para identificar três tipos de inimizade.
    Vejamos: inimizade para com Deus (Rm 8.7), inimizade entre as pessoas (Lc 23.12) e hostilidade entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16). Em Gálatas, Paulo apresenta a inimizade, as contendas e as disputas como obras da carne (Gl 5.20).

    2. Inimizade e soberba.
    A inimizade, em geral é resultado da soberba. Por isso, o Senhor abomina o coração altivo (Pv 6.16,17). Quando o crente começa acreditar que é superior aos outros, ele torna-se um "semeador" de inimizades e contendas. Na Igreja de Cristo, todos são servos, independente de seus dons e talentos, Paulo mostra que em Jesus Cristo todos são iguais: "Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gl 3.28). As inimizades e segregações são um "produto" da carne, de uma natureza pecaminosa. Deus proíbe a acepção de pessoas e toda a sorte de inimizades. Logo, os que promovem tais ações não podem agradar a Deus (At 10.34; Tg 2.8,9). O crente que assim age é carnal e precisa arrepender-se dos seus pecados (1Co 3.3).

    3. Inimizade e facção.
    As inimizades, muitas vezes, acabam gerando na igreja as facções e divisões. Muitos, não se contentam em não se relacionar bem com as pessoas e acabam fazendo com que os outros também não tenham comunhão entre si. Na igreja de Corinto, os irmãos começaram a se dividir e formar partidos em torno de Paulo, Apoio e Cefas. Uns diziam que pertenciam a Paulo, enquanto outros a Apoio (1Co 1.12). Paulo dá fim à discussão e às inimizades perguntando aos irmãos: "Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós?" (1Co 1.13).

    O apóstolo exorta-os para o fato de que pertencemos unicamente a Cristo. E se pertencemos a Ele não podemos aceitar as inimizades e as facções. A inimizade é obra da carne e seu alvo é destruir a unidade na Igreja do Senhor, mas o crente que tem o fruto do Espírito busca o bem de todos, procurando manter o vínculo da perfeição, estendendo as mãos para ajudar e tratando a todos com amor e respeito (Cl 3.13,14). Que você como Filho de Deus possa se revestir de entranhas de misericórdia e de benignidade como recomenda as Escrituras Sagradas (Cl 3.12).

    SÍNTESE DO TÓPICO II
    O objetivo da inimizade é destruir a unidade da igreja.

    SUBSÍDIO TEOLÓGICO
    A unidade ao redor da pessoa de Jesus Cristo deve ser mantida
    Por que são tão prejudiciais as murmurações e as contendas, as queixas e as discussões? Se tudo o que uma pessoa conhece a respeito de urna igreja é o fato de que os seus membros discutem, reclamam e fazem intrigas constante mente, ela terá uma falsa impressão do Evangelho de Cristo, A crença em Cristo deve unir os que confiam nEle. Se as pessoas na nossa igreja estão sempre reclamando e discutindo, elas não têm o poder unificador de Jesus Cristo. Deixe de discutir com outros cristãos, ou de se queixar sobre as pessoas e as condições na igreja, e permita que o mundo veja Cristo (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.260).

    III - VIVAMOS EM PAZ

    1. O favor divino.
    Paulo exorta os gentios para que sejam sempre gratos a Deus, pois eram zambujeiros e foram enxertados na oliveira (Rm 11.17). Aos judeus, ele pede que não se esqueçam de que foram colocados por Deus no mundo para abençoaras outras nações {Gn 12.3). O apóstolo estava mostrando que, em Cristo, gentios e judeus são iguais, por isso, devem viver em paz e unidade. Vivamos em paz com todos e jamais venhamos a nos esquecer de que fomos alcançados pela graça divina, pois é esse favor divino que nos leva a amar o próximo e a viver em paz e união (SI 133.1).

    2. A cruz de Cristo.
    A cruz é um dos símbolos mais conhecidos do cristianismo, pois, mediante a fé no sacrifício de Jesus, somos reconciliados com Deus. Se Cristo não morresse na cruz pelos nossos pecados estaríamos para sempre separados da presença Deus; não deixaríamos de ser inimigos dEle. Jesus morreu na cruz por amor a nós e mesmo diante de uma morte tão cruel. Ele não abriu a sua boca para reclamar ou dizer palavras ofensivas aos seus algozes (Is 53.7; Jo 3.16). Jesus permaneceu quieto durante seu julgamento e castigo. Ele demonstrou ter paz e equilíbrio emocional mesmo vivendo uma situação tão terrível. Ele sabia o porquê de sua missão e que o seu sacrifício era necessário para que pudéssemos nos reconciliar com Deus.

    3- A nossa missão.
    Jesus veio ao mundo com uma missão, morrer na cruz pelos nossos pecados. Ao ascender aos céus. Ele também nos deu uma missão (Mt 28.19,20). Para darmos cumprimento a essa missão, precisamos viver em paz com todos. Anunciemos ao mundo que somente Jesus pode nos dar a verdadeira paz, pois Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6).

    SÍNTESE DO TÓPICO III
    Para realizar a missão de anunciar o Reino de Deus aos povos, o crente precisa viver em paz uns com os outros.

    SUBSÍDIO TEOLÓGICO
    Salmos 133.1-3
    Davi declarou que a união é agradável e preciosa. Infelizmente, a união que deveria ser encontrada na Igreja nem sempre o é. As pessoas discordam e causam divisões por causa de assuntos sem importância. Alguns sentem prazer em causar tensão, depreciando e desacreditando os outros.
    Mas a união é importante porque:
    (1) faz da igreja um exemplo para o mundo e ajuda a aproximar as pessoas do Senhor;
    (2) ajuda-nos a cooperar conforme a vontade de Deus, antecipando um pouco do gozo que teremos no céu;
    (3) renova e revigora o ministério, porque existe menos tensão para extrair a nossa energia.

    Viver em união não significa que concordaremos com tudo; haverá muitas opiniões, da mesma maneira que existem muitas notas em um acorde musical. Mas devemos concordar em nosso propósito na vida; trabalhar juntos para Deus. A união reflete a nossa concordância de propósitos" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.822).

    CONCLUSÃO
    A paz de que tratamos nesta lição é fruto do Espírito. Mesmo em meio às adversidades, podemos ter paz, pois é uma quietude interior que vem de Deus. Que você possa ser um pregoeiro da paz de Cristo, seja na Igreja ou fora dela.

    PARA REFLETIR
    A respeito da paz de Deus, antídoto contra as inimizades, responda:
    • Defina paz.
    Um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas.
    • Como podemos estar em paz com Deus?
    Mediante a nossa justificação.
    • Quando ocorre a justificação?
    Quando nós, pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador.
    • O que torna a nossa justificação possível?
    A morte e ressurreição de Jesus Cristo.
    • De acordo com a lição, quais são os tipos de inimizades?
    Inimizade para com Deus (Rm 8.7), inimizade entre as pessoas (Lc 23.12) e hostilidade entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16).


    Fonte: Lições Bíblicas de Adultos – CPAD, 1° TRIMESTRE DE 2017 / Reverberação: www.sub-ebd.blogspot.com