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Lição 4 РConservando uma Vida Frutífera


TEXTO DO DIA
“Porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor.” (1 Ts 3.8)
S√ćNTESE
Muito mais desafiador do que plantar uma Igreja √© consolid√°-la de tal forma que as pessoas permane√ßam na voca√ß√£o de Deus, mesmo diante de adversidades, persegui√ß√Ķes e frustra√ß√Ķes.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA Р1 Co 4.9-14: Paulo e sua entrega à obra de Deus
TER√áA – At 14.22: As tribula√ß√Ķes n√£o podem nos impedir de entrar no Reino de Deus
QUARTA – Mt 5.10-12: Os filhos do Reino ser√£o perseguidos
QUINTA – Hb 12.14: Santidade como elemento indispens√°vel
SEXTA – Ef 4.15,16: Somente o amor produz um crescimento saud√°vel
S√ĀBADO – Rm 12.14: Deve-se vencer o √≥dio com amor

OBJETIVOS
1. IDENTIFICAR as características de uma liderança frutífera;
2. RECONHECER os desafios que a igreja em Tessal√īnica superou para frutificar;
3. COMPREENDER o que é necessário fazer para frutificar.

INTERAÇÃO
A palavra-chave desta li√ß√£o √© ‘frutifica√ß√£o’. Diante desse voc√°bulo, enquanto professores (as) devemos fazer a seguinte pergunta: Qual o fruto do trabalho que estou realizando para Deus? Por vivermos em uma sociedade imediatista, muitas vezes nossos cora√ß√Ķes satisfazem-se apenas com aquilo que se pode perceber com facilidade, de modo muito evidente; entretanto, √© necess√°rio termos a maturidade para acreditar que os resultados, especialmente aqueles de repercuss√£o espiritual, est√£o para al√©m daquilo que os olhos podem ver. Deste modo, acredite, seu minist√©rio √© muito importante, n√£o apenas para um grupo de jovens com quem voc√™ se re√ļne semanalmente, mas tamb√©m para sua igreja local, e ainda para o Reino de Deus como um todo. S√£o extraordinariamente positivas as consequ√™ncias do servi√ßo de homens e mulher como voc√™ que, com dedica√ß√£o e zelo, empenham-se em fazer as verdades da B√≠blia Sagrada compreens√≠veis e relevantes para nossa gera√ß√£o de jovens.

ORIENTA√á√ÉO PEDAG√ďGICA
Uma excelente estrat√©gia que voc√™ pode utilizar durante suas aulas √© a cria√ß√£o de “Grupos de Verbaliza√ß√£o” (GV) e “Grupos de Observa√ß√£o” (GO). A l√≥gica de funcionamento √© simples, mas bastante din√Ęmica e participativa. No in√≠cio da aula divida os alunos em dois grupos GV e GO, dependendo da quantidade de alunos.

Uma vez separados os participantes, os membros do GV sentam-se em círculo próximos uns dos outros, enquanto os membros do GO devem sentar-se em um círculo maior em volta do GV. Você lança um tema para discussão do GV, que pode ser uma questão levantada na lição ou outra que ele acha conveniente, enquanto o GO analisa as falas dos membros do outro grupo. Após um tempo adequado para debate, os grupos trocam de função podendo aprofundar a questão em debate ou iniciar a abordagem de outra questão. Ao final, ressalte o quanto todos aprenderam uns com os outros.

Os dons espirituais e o fruto do espírito andam juntos

Quando o ap√≥stolo Paulo escreveu aos cor√≠ntios, observou que a irregularidade ali existente no uso dos dons era a falta do fruto do Esp√≠rito entre os crentes, por isso intercalou entre os cap√≠tulos 12 e 14, onde fala a respeito do uso correto dos dons, um cap√≠tulo inteiro - o 13 - que cont√©m ensino substancial sobre o fruto do Esp√≠rito, que √© a caridade (G15.22), o amor. Primeiro enfatizou que o uso de qualquer dom √© in√ļtil se n√£o houver caridade (1 Co 13.1- 3). Depois escreveu as qualidades de caridade (1 Co 13.4-8). Com isso evidenciou que foi exatamente a falta da manifesta√ß√£o do fruto do Esp√≠rito, isto √©, da caridade, que trouxe problemas no uso dos dons.

Diferença entre o Fruto e os Dons do Espírito Santo

O ap√≥stolo Paulo, quando ensinou a igreja de Corinto e a da Gal√°cia, ministrou verdades divinas que devem ser constantemente estudadas, para que n√£o caiamos na situa√ß√£o da ignor√Ęncia, como ele pr√≥prio disse: "Ora, a respeito dos dons espirituais, n√£o quero, irm√£os, que sejais ignorantes" (1Co 12.1).

Às igrejas da Galácia, ele ministrou acerca do fruto do Espírito, outra grande bênção que não pode jamais ser esquecida pelo verdadeiro cristão (Gl 5.22). Entendo, porém, que está no capítulo 12 da primeira Carta aos Coríntios o mais completo estudo sobre a diferença entre o fruto e os dons do Espírito, sendo este o texto bíblico que meditarei.
VEJA TAMB√ČM:

Lição 13- Uma Vida de Frutificação


Classe: de Adultos
26 de Março de 2017
Li√ß√Ķes B√≠blicas CPAD – Revista do Professor

Texto √Āureo
Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. (Jo 15.2)
Verdade Pr√°tica
O crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira, Jesus Cristo.
LEITURA DI√ĀRIA

Lição 12 - Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina


Classe: de Adultos
19 de Março de 2017
Li√ß√Ķes B√≠blicas CPAD – Revista do Professor

Texto √Āureo
"A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei" (Rm 13.8).
Verdade Pr√°tica
Amar a Deus e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.
LEITURA DI√ĀRIA

Lição 8 - A Bondade que Confere Vida

Classe: de Adultos
19 de Fevereiro de 2017
Li√ß√Ķes B√≠blicas CPAD – Revista do Professor

Texto √Āureo
"Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna."(1Jo 3.15)
Verdade Pr√°tica
A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus.

LEITURA DI√ĀRIA
Segunda Р1Sm 2.6: Deus é o doador da vida, somente Ele pode tirá-la
Terça РÊx 23.7: Não mate
Quarta – Mc 7.21: √Č do interior do cora√ß√£o que saem os homic√≠dios
Quinta – 1Pe 4.15: Que jamais venhamos padecer como homicidas
Sexta РÊx 20.13: Deus proíbe o homicídio
S√°bado – Ap 22.15: Os homicidas n√£o herdar√£o a vida eterna
LEIA TAMB√ČM:
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE
Mateus 5.20 - 26


20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
22 Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.
23 Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irm√£o e, depois, vem e apresenta a tua oferta.
25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.
26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sair√°s dali enquanto n√£o pagares o √ļltimo ceitil.
HINOS SUGERIDOS: 46, 225,400 DA HARPA CRISTÃ
OBJETIVO GERAL
Explicar que a vida é um ato da bondade de Deus e que ninguém tem o direito de tirá-la.
OBJETIVOS ESPEC√ćFICOS
I. Reconhecer que a bondade é o firme compromisso do crente para o benefício dos outros;
II. Mostrar que o homicídio é a destruição do próximo, por isso, Deus condena tal atitude;
III. Explicar porquê precisamos ser bondosos e misericordiosos.
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Voc√™ est√° gostando de estudar a respeito do fruto do Esp√≠rito? Se as li√ß√Ķes est√£o contribuindo para edificar sua vida, certamente v√£o tamb√©m edificar seus alunos. Vamos estudar mais um aspecto do fruto do Esp√≠rito, a bondade. Seu cora√ß√£o j√° foi transformado pelo Filho de Deus? Ent√£o, j√° foi enxertada em seu interior a "semente" da benevol√™ncia. Vivemos em uma sociedade onde as pessoas acreditam, erroneamente, que ser bom √© ser fraco. Mas, tal virtude revela um car√°ter maduro e forte, leal a Deus e ao pr√≥ximo. Como disc√≠pulos de Jesus, nosso exemplo maior de bondade, precisamos evidenciar nossa afabilidade por interm√©dio de a√ß√Ķes e palavras. N√£o basta apenas dizer que √© bondoso, as pessoas precisam ver esse aspecto do fruto do Esp√≠rito em suas palavras e a√ß√Ķes, em seu dia a dia.
SUBS√ćDIO DA LI√á√ÉO DA SEMANA
 
INTRODUÇÃO
Voc√™ j√° teve o cora√ß√£o transformado e regenerado pelo Senhor Jesus? Ent√£o, n√£o h√° mais espa√ßo, em sua vida, para sentimentos e desejos que faziam parte da sua velha natureza. Na li√ß√£o de hoje, veremos que  os maus pensamentos, mortes, adult√©rios, prostitui√ß√£o, falso testemuno e blasf√©mias procedem do interior do homem, ou seja, da velha natureza ad√Ęmica (Mt 15.18,19).

PONTO CENTRAL
A vida é um ato da bondade de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la.

I - BONDADE: O FIRME COMPROMISSO PARA O BENEF√ćCIO DOS OUTROS

1. A bondade como fruto do Espírito.
Podemos afirmar que a bondade e a benignidade s√£o frutos g√©meos. A palavra grega para bondade √© agathos√ľne, e esta palavra pode ser aplicada em rela√ß√£o a Deus como um ser perfeito e completo (Mc 10.18), e em rela√ß√£o √† benevol√™ncia de algu√©m (Mt 12.35; At 11.24; l P√© 2.18). Como um dos aspectos do fruto do Esp√≠rito, podemos dizer que a bondade √© uma qualidade nobre, gerada por Deus, nos cora√ß√Ķes daqueles que experimentaram o novo nascimento (Jo 3.3). Quem j√° experimentou a regenera√ß√£o, em Jesus Cristo, √© nova criatura e naturalmente inclinado a fazer o bem (2 Co 5.17).

2. A bondade de Deus.
A bondade de Deus é singular. Ele é bom para todos os homens, independentemente da condição destes (SI 145.9). A bondade do Pai pode ser revelada na sua provisão, pois Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre os justos e injustos (Mt 5.45). Contudo, a maior prova da bondade de Deus está no fato de Ele ter enviado seu Filho unigénito para morrer por nós, homens pecadores e maus por natureza (Jo 3.16; Rm 5.8). Em geral costumamos agir bondosamente somente com aqueles que nos tratam com benevolência, mas o Criador é bom para com todos; e, como filhos seus, precisamos seguir o seu exemplo.

3. Um homem bondoso e uma mulher bondosa.
Na B√≠blia, encontramos v√≠vidos exemplos de homens bondosos, e J√≥ √© um desses homens. Ele n√£o era somente justo e paciente, mas tamb√©m bondoso para com os outros (J√≥ 29.15-17; 31.32) e para com seus filhos, oferecendo a Deus holocaustos por eles (J√≥ 1.5). Dorcas era uma disc√≠pula que usava do of√≠cio de costureira para aben√ßoar os pobres (At 9.36,39). O texto b√≠blico afirma que "ela estava cheia de boas obras e esmolas" (At 9.36). Suas a√ß√Ķes em favor dos necessitados demonstravam a sua bondade e o seu amor e devo√ß√£o a Deus. Quem ama ao Senhor ama tamb√©m o pr√≥ximo, mas esse amor precisa ser manifesto em a√ß√Ķes. N√£o basta dizer que amamos; √© preciso mostrar esse amor por meio de a√ß√Ķes. O que voc√™ tem feito para demonstrar a sua bondade pelo pr√≥ximo?

S√ćNTESE DO T√ďPICO l
A bondade é o nosso firme compromisso com Cristo para o benefício do próximo.

SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO
Bondade como fruto do Espírito é tradução de uma palavra grega que é encontrada apenas quatro vezes na Bíblia: agathosune. Quando comparada com chrestotes vemos que a bondade é a
prática ou a expressão da benignidade, ou seja, fazer aquilo que é bom. O termo agothosune só é usado nos escritos de Paulo nas seguintes passagens; Romanos 14.14; Gaiatas 5.22; Efésios 5.9; 2Tessalonicenses 1.11.

No primeiro destes textos. Romanos 15.14-16, Paulo reconhece que os crist√£os romanos est√£o prontos para ministrar uns aos outros e, portanto, os exorta a ministrar, lembrando-os de sua chamada para ser ministro (literalmente, servo) de Jesus Cristo. No vers√≠culo 16 (NVI), Paulo se compara a um sacerdote que oferece a Deus os gentios salvos como oferta santificada pelo Esp√≠rito Santo. Em todos estes vers√≠culos √© vista a express√£o da bondade. Bondade, ent√£o, fala de servi√ßo ou minist√©rio uns aos outros, um esp√≠rito de generosidade posto em a√ß√£o; diz respeito a servir e dar. √Č o resultado natural da benignidade — a qualidade interior de ternura, compaix√£o e brandura. Tudo isso est√° resumido na palavra amor. O amor √© benigno, que √© o oposto do maligno. O amor √© bom, sempre buscando ministrar √†s necessidades dos outros (GILBERTO, Ant√≥nio. O Fruto do Esp√≠rito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 92).

CONHEÇA MAIS
Bondade
"O Espírito Santo transmite esta virtude como um fruto, para que cada um do bom tesouro possa tirar o bem (Lc 6.45). Barnabé foi cheio do Espírito Santo e por isso se tornou um homem bom (At 11.24). Ele deixou um brilhante exemplo de que maneira esse fruto se manifesta. O seu coração era aberto para doar (At 4.37). Ele viu o que a graça de Deus havia operado (At 11.23), por isso conseguiu ajudar a Saulo (At 9.26-28; 11.25-26)." Para conhecer mais leia. Teologia Sistemática - Coleção Ensino Teológico, CPAD, p. 28.

II - HOMIC√ćDIO, A DESTRUI√á√ÉO DO PR√ďXIMO

1. N√£o matar√°s.
Em Êxodo 20.13, temos uma ordem de Deus em favor da preservação da vida. A ordenança divina é bem clara, de forma que até uma criança pode compreender: "Não matarás" (Êx 20.13; Dt 5.17). Encontramos, em todo o Pentateuco, várias advertências a respeito da violência contra a vida. Deus é bom. Por isso. Ele estabeleceu leis para os homicídios dolosos, ou seja, quando uma pessoa mata a outra intencionalmente (Dt 27.24,25) e culposos, quando não há Intenção de matar (Dt 19.4-6). O Senhor Jesus, nosso maior exemplo de bondade e amor, reforçou a legislação divina ao ensinar que podemos atentar contra a vida do nosso próximo até mesmo por palavras (Mt 5.21,22). O apóstolo João também deixa claro que quem aborrece p seu irmão é homicida (1Jo 3.15). Que venhamos a amar o próximo, cuidar dele e preservar a sua vida, pois esta é a vontade de Deus para nós.

2. Aborto, a morte de um inocente indefeso.
Quando falamos em homicídio, estamos também nos referindo no aborto. Este ato perverso está Inserido no sexto mandamento, pois é um atentado contra a vida de um Indefeso, além de ser um ato contra Deus, que é o doador da vida (Is 45.12; Mt 10.28). O aborto, segundo o Código Penal Brasileiro, é também um crime. Embora faça parte do Código Penal, alguns, erroneamente, acreditam que o aborto deve ser uma escolha da mulher. Mas o Criador não permite que nós, seres criados, venhamos a decidir quem deve ou não viver. Deus nos criou, nos conhece e nos ama desde quando nosso corpo ainda estava sendo formado no ventre de nossa mãe (SI 139.16).

3. O primeiro homicídio.
Logo no primeiro livro da B√≠blia, G√©nesis, encentramos o triste relato do primeiro homic√≠dio depois da Queda (Gn 4.8-11). Caim matou seu irm√£o porque deixou seu cora√ß√£o ser dominado pela inveja e o ci√ļme. O texto b√≠blico diz que o pr√≥prio Deus amaldi√ßoou Caim numa forma de puni√ß√£o pelo seu ato (Gn 4.15). Homem algum pode zombar de Deus, porque todo o pecado tem a sua recompensa (Gl 6.7).

S√ćNTESE DO T√ďPICO II
O homicídio é a destruição da vida alheia.

SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO
O sexto mandamento
"N√£o matar√°s (20.13). 'Assassinar √© mais precioso aqui do que 'matar'. A palavra hebraica rasah √© a √ļnica sem paralelo em outras sociedades do segundo mil√©nio a.C. Ela identifica 'morte de pessoas' e inclui assassinatos premeditados executados com hostil inten√ß√£o e mortes acidentais ou homic√≠dios culposo. Dentro da comunidade da alian√ßa, precisava-se tomar um grande cuidado para que ningu√©m perdesse a vida, mesmo por acidente. O termo rasah n√£o √© aplicado em mortes na guerra ou em execu√ß√Ķes judiciais" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da B√≠blia: Uma an√°lise de G√©nesis a Apocalipse Capitulo por Cap√≠tulo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 64).

Cidades de Ref√ļgio
Entre as 48 cidades dadas aos levitas em Israel, seis, por ordem de Deus, foram indicadas como cidades de ref√ļgio, ou asilo, para o "homicida (Nm 35.6,7). O pr√≥prio Mois√©s escolheu tr√™s delas no lado leste do rio Jord√£o: Bezer para os rubenitas, Ramote, em Gileade, para os gaditas; Gol√£, em Bas√£, para os manassitas (Dt 4.41-43). Mais tarde, na √©poca de Josu√©, as outras tr√™s foram indicadas na parte oeste do Jord√£o. Elas estavam convenientemente situadas nas regi√Ķes norte, central e sul da terra que habitavam. Seriam constru√≠das e mantidas abertas estradas para essas importantes cidades (Dt 193).

Em Hebreus 6.18 est√° indicado que as cidades de ref√ļgio eram um tipo de Cristo. O ap√≥stolo faz alus√£o a isso quando fala daqueles que fugiram procurando um ref√ļgio, e tamb√©m da esperan√ßa oferecida a eles. N√≥s procuramos o ref√ļgio em Cristo, e nele estamos a salvo do Vingador do sangue divino (Rm 5.9) (PFEIFFER, Charles F (Ed). Dicion√°rio B√≠blico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 417-18).

Ill - SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS

1. Servindo ao outro com amor.
Jesus deve ser o nosso exemplo de serviço e amor. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por nós (Mt 20.28). Vivemos em um mundo egoísta, onde as pessoas só querem ser servidas. Por isso, precisamos, como sal e luz desse mundo, mostrar-lhes o nosso serviço e compaixão (Mt 5.13,14). Paulo exortou os crentes da Galada para que levassem as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Para realizamos tal ato precisamos amar, pois levar a carga do outro significa ajudar o irmão que está enfermo, enfrentando tribulação ou enfrentando necessidade financeira. Você tem ajudado seus irmãos a carregarem suas cargas ou você tem ainda acrescentado mais peso a elas?

2. Ajudando o ferido.
Vivemos dias dif√≠ceis, nos quais o ego√≠smo tem imperado em nossa sociedade (2 Tm 3.1). Precisamos demonstrar ao mundo o amor de Deus mediante as nossas a√ß√Ķes enquanto ainda temos tempo, pois sabemos que, em breve, Jesus vir√°. Que n√£o venhamos a agir como o sacerdote e o levita da par√°bola do Bom Samaritano, mas que sejamos como aquele que acolhe e ajuda ao ferido (Lc 10.25-37).

3. Ajudando os irm√£os.
Paulo ensinou aos g√°latas a fazerem o bem a todos, mas principalmente aos dom√©sticos da f√© (Gl 6.10). Quantos irm√£os, em nossas igrejas, est√£o carecendo de uma ajuda financeira, de uma ora√ß√£o ou de uma palavra de consolo. Mas, √†s vezes, nos tornamos indiferentes √† dor do outro e nos esquecemos de ajudar aqueles que est√£o perto de n√≥s. N√£o espere que seu irm√£o pe√ßa a sua ajuda se voc√™ sabe que ele est√° enfrentando alguma dificuldade e pode ajud√°-lo, ajude-o. Tamb√©m n√£o espere receber recompensa: fa√ßa por amor e bondade. A recompensa vir√° do Senhor quando ent√£o recebemos os nossos galard√Ķes (Mt 10.41,42).

S√ćNTESE DO T√ďPICO III
O crente cheio do Espírito Santo é bondoso e misericordioso.

SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO
A história do bom samaritano ensina ao doutor da lei que o seu próximo é qualquer um que ele encontrar que tenha uma necessidade. Jesus encerra a história com a pergunta: 'Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? O doutor da lei sabe a resposta, mas ele não pode deixar de falar a menosprezada palavra 'samaritano' e ainda querer escolher seu próximo. Por isso ele só se refere a ele como o que usou de misericórdia para com ele' (v, 37).

A resposta do doutor da lei está correta, porque o samaritano é aquele que agiu com o próximo. Mostrando compaixão, ele se alinhou com o amor a Deus e ao próximo. Ao contrário do sacerdote ou do levita, ele se submeteu ao mandamento de amor que resume toda a lei. Semelhantemente, Jesus quer que o doutor da lei responda 3 Deus e ao próximo de maneira própria de criança. Ele lhe fala: 'Vai e faze da mesma maneira', O doutor da lei também pode cumprir a ordem de amar a Deus e ao próximo satisfazendo as necessidades dos outros a despeito de raça, cor ou sexo (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento, Vol. 1. 4ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2009 p. 91).

CONCLUSÃO
Que possamos demonstrar ao mundo e aos nossos irm√£os a bondade de Deus que um dia foi derramada em nossos cora√ß√Ķes. Que jamais venhamos aceitar qualquer forma de homic√≠dio, pois somos novas criaturas e sabemos que Deus abomina tal pr√°tica.

PARA REFLETIR
A respeito da bondade que confere vida, responda:
• De acordo com a li√ß√£o, defina bondade.
Bondade √© uma qualidade nobre, gerada por Deus, nos cora√ß√Ķes daqueles que experimentaram o novo nascimento (Jo 3.3).
• Como a bondade de Deus √© revelada a n√≥s?
A bondade do Pai pode ser revelada na sua provis√£o, pois Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre os justos e injustos (Mt 5.45).
• Cite um exemplo b√≠blico de bondade.
Jó e Dorcas.
• Qual a ordenan√ßa de Deus a respeito do homic√≠dio?
A ordenança divina é bem clara, de forma que até uma criança pode compreender: "Não matarás" (Êx 20.13; Dt 5.17).
• Qual o primeiro homic√≠dio registrado nas Escrituras Sagradas depois da Queda?
Caim matou seu irm√£o Abel.

Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas de Adultos – CPAD, 1° TRIMESTRE DE 2017 / Reverbera√ß√£o: www.sub-ebd.blogspot.com

Blog: Subsídios ebd
A ferramenta de Pesquisas e Estudos dos Professores e Alunos da Palavra de Deus" (www.sub-ebd.blogspot.com). 

Lição 7- Benignidade: um Escudo Protetor contra as Porfias

Classe: de Adultos
12 de Fevereiro de 2017
Li√ß√Ķes B√≠blicas CPAD – Revista do Professor

Texto √Āureo
"Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." (Ef 4.32)
Verdade Pr√°tica
A benignidade na vida do crente torna-o uma testemunha do amor de Deus.


LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - Pv 21.21: A benignidade confere vida Longa, justiça e honra
Terça РRm 15.14: Benignidade entre os irmãos
Quarta – Cl 3.12: Revesti-vos de toda benignidade
Quinta РRm 13.10: O benigno não faz mal ao próximo
Sexta Р2Sm 22.26: Deus é favorável ao benigno
Sábado РGl 5.22: A benignidade é fruto do Espírito
LEIA TAMB√ČM:
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE
Colossenses 3.12 - 17
12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
13 Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
14 E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.
15 E a paz de Deus, para a qual tamb√©m fostes chamados em um corpo, domine em vossos cora√ß√Ķes; e sede agradecidos.
16 A palavra de Cristo habite em v√≥s abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e c√Ęnticos espirituais, cantando ao SENHOR com gra√ßa em vosso cora√ß√£o.
17 E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
HINOS SUGERIDOS: 5, 75,432 DA HARPA CRISTÃ

OBJETIVO GERAL
Mostrar que √Ę benignidade √© um aspecto do fruto do Esp√≠rito e que a porfia √© obra da carne.
OBJETIVOS ESPEC√ćFICOS
I. Reconhecer que a benignidade se fundamenta no amor;
II. Mostrar que a porfia se fundamenta na inveja e no orgulho;
III. Explicar porque precisamos nos revestir de benignidade.


• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a benignidade como um aspecto do fruto do Espírito. Vivemos em uma sociedade onde temos visto o avanço da maldade e da violência. O mundo, que jaz no Maligno, está carente de pessoas benignas. Esse fruto nos ajuda a identificar aqueles que são discípulos de Cristo. Como saber se estamos diante de um crente verdadeiro? Observe se sua fala e atitudes revelam bondade. Quem já experimentou do amor de Cristo é benigno, pois a salvação é resultado da bondade e graça do Pai. Fomos salvos por sua graça, sua bondade.
Incentive seus alunos a desenvolverem esse fruto, mesmo vivendo em um mundo hostil e mau, pois somente sendo benignos poderemos revelar o amor do Pai ao mundo. Lembre-se que antes das pessoas olharem para Cristo, elas v√£o olhar para voc√™, para suas atitudes e a√ß√Ķes.

INTRODUÇÃO
Na li√ß√£o de hoje estudaremos mais um aspecto do fruto do Esp√≠rito, a benignidade e mais um aspecto das obras da carne, a porfia. Veremos que o crente cheio do Esp√≠rito tem um cora√ß√£o benigno e procura ter relacionamentos saud√°veis, evitando discuss√Ķes, disputas e pol√©micas. O conselho de Paulo a Tim√≥teo foi para que ele fugisse das discuss√Ķes, pol√©micas e debates acerca da lei, pois tais discuss√Ķes s√£o in√ļteis e n√£o acrescentam nada √† f√© dos irm√£os (Tt 3.9).

l - A BENIGNIDADE FUNDAMENTA-SE NO AMOR

1. O que é benignidade?
Voc√™ conhece o significado dessa palavra? Benignidade significa √≠ndole boa, bom car√°ter; benevol√™ncia, humanidade e bondade. No crente, essas caracter√≠sticas n√£o s√£o o resultado de uma boa forma√ß√£o acad√©mica ou de uma fam√≠lia funcional. √Č o resultado do fruto do Esp√≠rito. N√£o conseguimos ser bondosos pelo nosso pr√≥prio esfor√ßo.
A bondade que estamos estudando vem de Deus, pois Ele é a fonte de toda benevolência e amor (1Jo 4.8). Deus é amor, logo, a benignidade é uma das características do crente.

2. Jesus, exemplo de benignidade.
Jesus, como homem perfeito, √© o nosso maior exemplo de benignidade e amor (Jo 3.16). Ele amou os ricos e os pobres e sempre ajudou a todos que foram at√© Ele, como por exemplo, a mulher cananeia cuja filha estava miseravelmente endemoninhada (Mt 15.21-28). A princ√≠pio, parece que Jesus n√£o estava se importando com o clamor daquela m√£e. Por√©m, o Mestre estava testando a f√© daquela mulher. Jesus mesmo declarou: "√ď mulher, grande √© a tua f√©" (Mt 15.28). Jesus, em sua bondade, n√£o se prendeu a debates religiosos ou pol√≠ticos, pois sabia que a sua miss√£o era salvar e resgatar os que estavam perdidos (Lc 19.10).

3. A benignidade na pr√°tica.
O evangelista Billy Graham disse que √© muito f√°cil ser indelicado e impaciente com os que erram e falham. √Č f√°cil ser bondoso e gentil com quem nos trata bem, mas precisamos ser benignos com aqueles que erram, trope√ßam e ainda nos tratam mal. Para isso, precisamos ser cheios do Esp√≠rito Santo (Ef 5.18). A Terceira Pessoa da Trindade, habitando em nosso interior, nos leva a ser bondosos em todas as circunst√Ęncias. Muitas pessoas rejeitam o cristianismo porque alguns crist√£os n√£o amam como o seu Mestre. Jesus foi gentil para com os publicanos e os pecadores. Ele se assentava e comia com essas pessoas (Mt 9.11,12). O Mestre tamb√©m fez quest√£o de pousar na casa do publicano Zaqueu (Lc 19.1-10). Os publicanos, por serem os cobradores de impostos, eram odiados pelo povo, pois em geral, cobravam mais do que as pessoas deviam. Na cruz, Jesus demonstrou benignidade ao atender o pedido de um salteador (Lc 23.42,43).

PONTO CENTRAL
A benignidade é um antídoto contra a porfia.

SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO
A palavra benignidade em Gaiatas 5.22 é tradução do termo grego cherestotes, que significa bondade como qualidade de pureza e também como disposição afável de caráter e atitudes. Abrange ternura, compaixão e brandura.
Em Mateus 11.30, a palavra chrestotes √© usada para descrever o jugo de Jesus. Ele disse: 'Porque o meu jugo √© suave [chrestos], e o meu fardo √© leve'. O jugo de Cristo fala do desenvolvimento de uma vida disciplinada atrav√©s da obedi√™ncia, submiss√£o, companheirismo, servi√ßo e coopera√ß√£o. √Č uma rela√ß√£o cort√™s, gentil e apraz√≠vel (benigna) porque est√° baseada no compromisso e amor, e n√£o na for√ßa e servid√£o. Temos um Mestre a quem servir, porque o amamos, e tamb√©m servimos uns aos outros em raz√£o de nosso amor por Ele. Servir sem amor √© intoler√°vel — servir por amor √© o mais alto privil√©gio.

A palavra chrestos também é usada em Lucas 5.39 para descrever o vinho velho, que é melhor ou doce. Não há amargura nesse vinho. Esta ideia nos ajuda a entender melhor o que o apóstolo Paulo nos diz em Efésios 431,32 e 5.1,2 (GILBERTO, António. O Fruto do Espírito; A plenitude de Cristo na vido do crente. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 90).

CONHEÇA MAIS
Porfia
Erithia denota ambi√ß√£o, ego√≠smo, rivalidade, sendo voluntariosidade a ideia subjacente na palavra; por conseguinte, denota 'fazedor de partidos de divis√Ķes'. √Č derivado, n√£o de √©ris. 'discuss√£o', mas de erithos. 'mercen√°rio, pessoa capaz de tudo por dinheiro'; por conseguinte, o significado de 'buscar ganhar seguidores', fac√ß√Ķes, 'porfias, contendas'. √Č traduzido em 2 Cor√≠ntios 12.20 por 'porfias', n√£o √© improv√°vel que o significado aqui seja rivalidade ou ambi√ß√Ķes vis (todas as outras palavras na Lista expressam ideias abstraias em vez de fac√ß√Ķes). Tamb√©m ocorre em Gaiatas 5-20; Fp 1.17; 2.3; Tg 3.14,16. Em Romanos 2.8 √© traduzido como adjetivo, 'contencioso'. Para conhecer mais leia, Dicion√°rio Vine, CPAD, p. 884.

II - A PORFIA FUNDAMENTA-SE NA INVEJA E NO ORGULHO

1. Inimizade e porfia.
Embora estas duas palavras pare√ßam ter o mesmo significado, elas s√£o distintas. Segundo o Dicion√°rio Houaiss, inimizade √© √≥dio, indisposi√ß√£o e malqueren√ßa; porfia significa contendas de palavras, discuss√£o, disputa e pol√©mica. Embora tenham significados distintos, elas s√£o obras da carne, da velha natureza, por isso, devemos fugir de tais a√ß√Ķes (Gl 5.20,21).

2. Evódia e Síntique.
Eram irm√£s valorosas que serviam a Deus na igreja de Filipos (Fp 4.2). Tudo indica que essas irm√£s se deixaram levar pela velha natureza e estavam envolvidas em alguma porfia. N√£o sabemos ao certo o motivo da diferen√ßa entre elas. Alguns autores dizem que foram quest√Ķes pessoais, outros que se tratava de uma disputa por quest√Ķes eclesi√°sticas. Por√©m, tal atitude era reprov√°vel. Ent√£o, Paulo exorta ambas para que acabem de uma vez por todas com as diferen√ßas. O ap√≥stolo, como l√≠der daquela igreja, n√£o procurou saber quem estava com a raz√£o, mas com amor e firmeza ordenou que elas parassem com tal atitude. Em meio √†s porfias n√£o existem vencedores. Todos acabam perdendo e dando lugar ao Diabo (Ef 4.27).

3. Miri√£ e Ar√£o.
Moisés havia sido escolhido pelo Senhor para conduzir o seu povo até Canaã, e uma das suas características mais marcantes era a mansidão e a humildade (Nm 12.3). Todo líder precisa dessas duas características para que tenha uma liderança bem-sucedida. Certo dia, Miriã e Arão, irmãos de Moisés, ficaram indignados pelo fato de ele ter se casado com uma mulher cuxita (Nm 12.1). Eles não estavam preocupados com Moisés, mas, por trás da porfia, também havia outro sentimento, a inveja. Eles certamente desejavam a liderança do irmão. Um sentimento carnal traz consigo outros sentimentos, despertando o que há de pior em cada pessoa. As consequências da inveja e da porfia foram terríveis para Miriã e para todo o povo, pois tiveram que ficar retidos, em um lugar, até que Miriã pudesse se ajuntar novamente à congregação (Nm 12.15). Tenha cuidado com a porfia, pois ela trará prejuízos a você e ao povo de Deus.
S√ćNTESE DO T√ďPICO II
A porfia é obra da come e se fundamenta na inveja e no orgulho.

SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO
Porfia
Erithia ou eritheia denota 'ambi√ß√£o, ego√≠smo, rivalidade', sendo voluntariosidade a ideia subjacente na palavra; por conseguinte, denota 'fazedor de partido de divis√Ķes'. √Č derivado, n√£o de er√≠s, 'discuss√£o', mas de er√≠thos, 'mercen√°rio, pessoa capaz de tudo por dinheiro'; por conseguinte, o significado de 'buscar ganhar seguidores', 'fac√ß√Ķes, porfias, contendas'. √Č traduzido em 2Co 12.20 por 'porfias', n√£o √© improv√°vel que o significado aqui seja rivalidade ou ambi√ß√Ķes vis (todas as outras palavras na lista expressam ideias abstra√≠as em vez de fac√ß√Ķes). Tamb√©m ocorre em Gaiatas 5.20; Fp 1,17; 2.3; Tg3.14,16. Em Romanos 2.8, √© traduzido como adjetivo, 'contencioso'. A ordem 'pend√™ncias, invejas, iras, porfias', √© a mesma em 2Co 12.20 e Gl 5.20. A 'porfia' √© fruto do ci√ļme. Contraste com o adjetivo sin√≥nimo hairetikos, que ocorre em Tito 3.10, 'faccioso' (ARA), que causa divis√£o, n√£o necessariamente 'herege' (RC), no sentido de manter falsa doutrina" (Dicion√°rio Vine: O significado exeg√©tica e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 884-85).

III – REVISTAMO – NOS DE BENIGNIDADE

1. Retirando as vestes velhas.
Paulo exorta os crentes de Colossos a se despirem da velha natureza, deixando de lado a ira, a malícia, a maledicência e as palavras torpes (Cl 3.8). Como filhos de Deus, precisamos nos revestir de vestes novas, ou seja, novas atitudes, a fim de anunciar ao mundo a benignidade de Deus (l Pé 2.9). Vivemos neste mundo, mas não podemos nos conformar com a sua maneira de viver e pensar (Rm 12.1). Precisamos de santidade, pois sem ela jamais poderemos agradar ao Senhor e nem vê-lo (Hb 12.14).
2. Sede benignos.
A benignidade é um antídoto e um escudo contra as porfias. Tornamo-nos benignos porque fomos perdoados e justificados por Jesus Cristo e agora o Espírito Santo habita em nós e nos ajuda a viver de modo santo e justo. Fomos perdoados por Cristo. Por isso, precisamos também conceder o perdão àqueles que nos ofendem e magoam (Mt 6.12,14,15). De certa forma, é até fácil agir com bondade com aqueles que agem conosco dessa mesma forma, mas precisamos ser benignos com aqueles que nos odeiam e nos maltratam. Jesus nos ensinou a amarmos até mesmo os nossos inimigos (Mt 5.44).

3. Imitando a conduta de Paulo.
O ap√≥stolo Paulo tinha uma vida ilibada, e como l√≠der, era um exemplo para os crentes de Corinto. Sua maneira de viver era t√£o santa que ele desafiou os crentes a serem seus imitadores (1Co 11.1). Sua fam√≠lia, seus amigos e seus irm√£os em Cristo podem imitar seus atos e suas a√ß√Ķes? Paulo seguia o exemplo de Jesus. Precisamos tamb√©m seguir o exemplo do Mestre e nos tornarmos semelhantes a Ele. N√£o podemos nos esquecer que ser crist√£o √© ser semelhante a Cristo. Jesus deve ser o padr√£o para o nosso viver. Ele tinha uma vida social intensa; ia a casamentos (Jo 2.1-12), jantares na casa dos amigos (Jo 12.1-11), mas n√£o se deixou seduzir pelas coisas desse mundo.

S√ćNTESE DO T√ďPICO III
O crente precisa se revestir de benignidade.

SUBS√ćDIO TEOL√ďGICO
Cristo √© nosso exemplo de como andar em amor, como oferta de cheiro perfumado. As ofertas pelo pecado descritas no Antigo Testamento n√£o eram perfumadas. Mas isto √© dito acerca de Jesus, nossa oferta pelo pecado, que se deu em ternura, compaix√£o e brandura, porque Ele nos amou. Jesus demonstrou em sua forma mais elevada o significado de ser benigno e misericordioso uns para com os outros. √Č por isso que para o ap√≥stolo Paulo Ele era a oferta de cheiro perfumado, oferecida em amor.

Em 1Pedro 2.3, a versão Almeida Revista e Atualizada traduz o termo grego chrestotes (ou chrestos) por 'bondoso'; 'Se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso'. Referência semelhante no Antigo Testamento ocorre em Salmos 34.8: 'Provai e vede que o Senhor é bom', o que fala de brandura. Estes versículos bíblicos dizem respeito a experimentar de modo pessoal a benignidade de Deus" (GILBERTO. Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida docrente,2.eó. Rio de Janeiro: CPAD, 2004,p. 91).

CONCLUSÃO
Se realmente desejamos expressar um cristianismo vivo, autêntico, precisamos excluir do nosso meio as porfias, pois são obras da carne e maculam corpo de Cristo. Precisamos seguir o exemplo de Jesus Cristo, que, com sua benignidade, atraía as pessoas para se reconciliarem com Deus. Jesus manifestou sua benignidade curando os enfermos, libertando os oprimidos pelo Diabo e morrendo na cruz pelas nossas ofensas e delitos.

PARA REFLETIR
A respeito da benignidade, um escudo protetor contra as porfias, responda:
• O que √© benignidade?
Benignidade significa índole boa, bom caráter; benevolência, humanidade e bondade.
• Quem √© a fonte de toda benignidade?
Deus é a fonte de toda bondade.
• Por que os publicanos eram odiados pelo povo?
Os publicanos, por serem os cobradores de impostos, eram odiados pelo povo, pois em geral, cobravam mais do que as pessoas deviam.
• Segundo a li√ß√£o, a porfia se fundamenta em qu√™?
Fundamenta-se na inveja e no orgulho.
• Cite dois exemplos b√≠blicos de porfia na igreja de Filipos.
Evódia e Síntique.


Fonte: Li√ß√Ķes B√≠blicas de Adultos – CPAD, 1° TRIMESTRE DE 2017 / Reverbera√ß√£o: www.sub-ebd.blogspot.com