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  • Lição 11 – Adotados por Deus

    Classe: Adultos
    Lições Bíblicas: CPAD
    Trimestre: 4° de 2017 – 10 de Dezembro de 2017 (Dia da Bíblia)
    Reverberação: www.sub-ebd.blogspot.com
    TEXTO ÁUREO
    "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." (Rm 8.15)
    VERDADE PRÁTICA
    A obra de salvação de Jesus Cristo nos possibilitou ser adotados como filhos amados de Deus.
    LEITURA DIÁRIA
    Segunda – 1Jo 3.1: Filhos de Deus mediante o seu grande amor
    Terça – Jo 1.12,13: Uma relação de pai e filho mediante o amor de Deus
    Quarta – Rm 8.16: O testemunho do Espírito Santo quanto à nossa filiação divina
    Quinta – Gl 3.26,27: Filhos de Deus revestidos de Cristo
    Sexta – Os 1.10: Verdadeiros e autênticos filhos de Deus
    Sábado – Mt 5.9: Os que anunciam e vivem a paz serão chamados filhos de Deus

    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
    Romanos 8.12-17
    12 De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.
    13 Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
    14 Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
    15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
    16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
    17 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

    HINOS SUGERIDOS: 292,308,445 da Harpa Cristã

    OBJETIVO GERAL
    Explicar que a obra de salvação de Jesus Cristo nos possibilitou sermos adotados como filhos de Deus.

    OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
    I- Apresentar o conceito bíblico de adoção;
    II- Explicar a adoção no tempo presente;
    III- Compreender a adoção plena no futuro.


    • INTERAGINDO COM O PROFESSOR
    Prezado (a) professor(a), sabemos que Deus ama todas as criaturas e que o sacrifício de Cristo foi f eito em favor de todos, mas somente aqueles que, pela fé, recebem a Jesus como Salvador podem se tornar filhos (Jo 1.12). Outrora éramos escravos do pecado e filhos da ira, mas pela graça hoje somos filhos e herdeiros conforme a promessa. Como filho podemos desfrutar do amor altruísta do Pai e da sua comunhão. Deus é Senhor e Soberano nos céus e na Terra, contudo Ele é o nosso "Paizinho" (Aba). E como Pai amoroso. Ele supre as nossas necessidades, sejam elas físicas, emocionais ou espirituais. Permita que o Pai cuide de você todos os dias da sua vida, independente das suas limitações e fragilidades.
    Introdução
    A adoção espiritual é uma bênção proveniente da obra salvífica de Cristo Jesus. Isso significa que deixamos a condição de criaturas, servos e servas do pecado, para viver a condição de filhos libertos que desfrutam dos privilégios da obra de salvação. Embora usufruamos das inumeráveis bênçãos dessa condição atualmente, temos a esperança de, num futuro bem próximo, desfrutarmos da adoção plena e gloriosa nos céus.
    PONTO CENTRAL
    A nossa filiação divina é uma bênção proveniente da obra salvífica de Cristo Jesus.
    I - O CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO

    1. Conceito bíblico e teológico.
    No sentido bíblico, o ser humano caído em pecado é uma criatura e não filho de Deus. Para se tornar filho de Deus é preciso crer no sacrifício vicário de Cristo para então ser recebido pelo Pai como filho por adoção (Jo 1.12; Cl 4.5). Assim, é possível fazer parte da família de Deus, desfrutando de uma relação terna e amorosa cuja expressão mais peculiar para descrevê-la é Aba (paizinho). Pai (Gl 4.6). É um privilégio ser membro de uma família em que todos passam a chamar e a considerar uns aos outros, irmãos em Cristo (l Ts 2.14). Toda essa bênção só é possível porque fomos feitos "filhos de adoção por Jesus Cristo" (Ef 1.5).

    2. Benefícios da adoção.
    Fazer parte de uma família, e nesse caso da família de Deus (Ef 2.19), traz inúmeros benefícios: segurança, confiança e sentido de pertencimento a uma casa eterna. Este termo lembra um lugar de refúgio, paz e descanso. Nesse sentido, num mundo conturbado em que vivemos, encontrar a casa do Pai é um grande alívio e um antídoto contra as perturbações, angústias e aflições nos dias atuais. Além disso, a adoção divina nos tira o senso de inferioridade que o pecado carrega, nos coloca num lugar elevado, tirando-nos "da potestade das trevas" e transportando-nos "para o Reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13).

    3. Herdeiros da promessa.
    O Espírito Santo testifica ao nosso coração que somos filhos de Deus (Rm 8.16). Somos filhos porque fomos adotados pelo Pai, passamos a fazer parte de sua família e a desfrutar do privilégio de sermos os seus herdeiros (Tt 3.7; Rm 8.17). Por meio da adoção divina, deixamos de ser escravos, sem herança nem direito, para nos tornarmos filhos portadores de todos os privilégios da casa do Pai (Gl 4.7). Logo, temos uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível que está reservada nos céus para nós (1Pe 1.4).

    SÍNTESE DO TÓPICO l
    A fé no sacrifício vicário de Jesus Cristo nos faz filhos de Deus.

    SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO
    Adoção
    Huiothesia, formado de huios, 'filho' e thesis, 'posição' cognato de tithemi, 'pôr', significa o lugar e condição de filho dados àquele a quem não lhe pertence por natureza. A palavra só é usada pelo apóstolo Paulo.
    Em Romanos 8.15, é dito que os crentes receberam 'o espírito de adoção', quer dizer, o Espírito Santo que, dado como as primícias, os primeiros frutos de tudo o que será dos crentes, produz neles a realização da filiação e a atitude pertencente a filhos. Em Gálatas 4.5, é dito que eles receberam 'adoção de filhos*, ou seja, a filiação dada em distinção de uma relação que é meramente consequentemente no nascimento; aqui dois contrastes são apresentados:
    (1) entre a filiação do crente e a não originada filiação de Cristo;
    (2) entre a Uberdade desfrutada pelo crente e a escravidão, quer da condição natural pagã, quer de Israel sob a lei" (Dicionário Vine: O significado exegética e expositivo das palavras do Antigo e Novo Testamento, 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 374).

    lI- A ADOÇÃO NO TEMPO PRESENTE

    1. Parecidos com o Pai.
    O apóstolo João afirma que há uma esperança dos que são chamados filhos de Deus (1 Jo 3.3): "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1Jo 3.2). Aguardamos solenemente por esse dia. Entretanto, portamos a imagem de Deus hoje (Gn 1.26) e, uma vez em Cristo, essa imagem é potencializada pela manifestação do amor de Deus em nós (Ef 5.1,2; Jo 14.21), porque Deus é amor (1Jo 4.8). Quem é filho de Deus tem o "DNA" do Pai impregnado nele. Em Cristo, somos filhos do mesmo Pai (Is 64.8; Jo 14.20) e, por isso, temos a garantia da filiação eterna para sermos livres da condenação do pecado.

    2. Ser amado pelo Pai.
    O processo de adoção pelo qual passamos ao aceitar a obra de salvação de Cristo é a prova do grande amor de Deus por nós, os seus filhos (1Jo 3.1). Assim, a culpa do pecado, as angústias do medo da perdição eterna e a escravidão do pecado não nos afrontam mais, pois em Cristo, não há mais condenação (Rm 8.1). Aqui, podemos compreender exatamente o que o apóstolo João quis dizer, quando maravilhado, afirmou: "nós o amamos porque ele nos amou primeiro" (1Jo 4.19).

    3. Os direitos e os deveres na adoção.
    Por intermédio da adoção espiritual, os filhos de Deus têm alguns direitos espirituais: foram legitimamente enxertados na Boa Oliveira, que é Cristo (Rm 11.17); passarão a ter um novo nome (Ap 2.17); passaram a fazer parte de uma nova família (Ef 2.19); foram emancipados da lei que gera morte (Gl 3.25); todos os povos e raças, desde que tenham aceitado a Cristo, tornam-se filhos de Deus sem distinção (Gl 3.28). Mas da mesma forma que temos direitos, também temos deveres espirituais: apartar-se do mundo e do que é imundo (2 Co 6.17,18; Ap 21.7); praticar a justiça e amar o irmão (1Jo 3.10); buscar a perfeição do Pai (Mt 5-48); amar os inimigos, bendizer os que maldizem, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5.44); e glorificar a Deus por meio de todos esses deveres espirituais (Mt 5.16).
    SÍNTESE DO TÓPICO II
    Mediante a adoção, hoje somos filhos de Deus.

    SUBSÍDIO LÉXICO
    A 'adoção' é um termo que envolve a dignidade da relação de crentes como filhos; não é um colocar na família por meio do nascimento espiritual, mas um colocar na posição de filhos. Em Romanos 8.23, a 'adoção' do crente é algo que ainda ocorre no futuro, visto que incluiu a redenção do corpo, quando a vida será transformada e aqueles que dormiram serão ressuscitados. Em Romanos 9-4, a 'adoção' é pertencente a Israel, conforme declaração em Êxodo 4.22; 'Israel é meu Filho' (Os 11.1). Israel foi colocado numa relação especial com Deus, uma relação coletiva, não desfrutada por outras nações (Dt 14.1; Jr 31.9, etc.)" (Dicionário Vine: O significado exegética e expositivo das palavras do Antigo e Novo Testamento. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 374).

    III - A ADOÇÃO PLENA NO FUTURO



    1. Filhos eternos.
    Embora desfrutemos, aqui na Terra, dos benefícios da adoção espiritual, a alegria plena dessa realidade se dará somente quando da manifestação plena e literal de Jesus Cristo, na ocasião da sua gloriosa vinda. Quando essa gloriosa realidade celestial ocorrer, então, teremos acesso à "incorruptível coroa de glória" prometida pelas Escrituras Sagradas (1Pe 5.4). É verdade que há uma Luta interna nos filhos de Deus quanto a essa esperança, conforme escreve o apóstolo Paulo: "nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo." (Rm 8.23). Mas prevalece a esperança de que, no céu, a nossa redenção será completa, perfeita e plena, em que o que é mortal será absorvido pela vida (2 Co 5.4). Um dia, assim como Cristo foi glorificado, nós o seremos. Uma realidade que não se pode comparar com as aflições deste mundo (Rm 8.18). Bendita esperança!

    2. Esperando a adoção completa.
    Embora estejamos adotados na família de Deus (1Jo 3.1), só conheceremos a plenitude do que realmente isso significa quando o Senhor nos ressuscitar dentre os mortos (1Ts 4.17). Então, receberemos a herança completa do Pai Celestial e viveremos eternamente em sua maravilhosa presença.

    3. A casa do pai.
    Uma vez filhos de Deus, somos peregrinos em terra estranha (l Pé 2.11), por isso experimentamos os infortúnios e as dores do tempo presente (Rm 8.22,23). "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3-20). Ansiamos pelo momento em que adentraremos à casa do Pai Eterno, e habitaremos com Ele eternamente. Ali, nossa relação com o Pai não se dará provisoriamente, mas num tempo ininterrupto, em que estaremos para sempre diante de sua santa presença (Ap 22.3-5).
    SÍNTESE DO TÓPICO III
    Como filhos de Deus desfrutaremos de uma alegria plena na ocasião da gloriosa vinda de Jesus Cristo.

    SUBSÍDIO TEOLÓGICO
    A 'adoção', um termo jurídico, é o ato da graça soberana mediante o qual Deus concede a todos os direitos, privilégios e obrigações da filiação àqueles que aceitam Jesus Cristo. Embora o termo não apareça no Antigo Testamento, a ideia se acha ali (Pv 17.2). A palavra grega huiothesia, aparece cinco vezes no Novo Testamento, somente nos escritos de Paulo e sempre no sentido religioso. Ressalve-se que, ao sermos feitos filhos de Deus, não nos tornamos divinos. A divindade pertence ao único Deus verdadeiro. A doutrina da adoção, no Novo Testamento, leva-nos, desde a eternidade passada e através do presente, até a eternidade futura (se for apropriada semelhante expressão). Paulo diz que Deus 'nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo' e 'nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo' (Ef 1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: 'Porque não recebeste o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebeste o espirito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ha patêr]' (Rm 8.15). Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos "a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo' (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquEle que não se envergonha de nos chamar irmãos" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1 .ed, Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 374).

    CONHEÇA MAIS
    A Testificação do Espírito Santo
    "Os filhos de Deus têm o Espírito para que opere neles a disposição de filhos; não têm o espírito de servidão sob o qual estava o povo do Antigo Testamento, pela obscuridade dessa dispensação. O Espírito de adoção não fora plenamente derramado. E refere-se ao Espírito de servidão, ao qual estavam sujeitos muitos santos em sua conversão. [...] os santificados têm o Espírito de Deus, e este testemunha aos seus espíritos que lhes dá paz às suas almas." Leia mais em Comentário Bíblico, de Matthew Henry, CPAD, p.935.

    CONCLUSÃO
    A doutrina da adoção nos mostra que somos filhos de Deus e que um dia fomos aceitos por Ele por causa do seu grande amor. Foi a obra de Cristo na cruz que tornou esse processo de adoção possível. Agora, nos tornamos herdeiros de todas as coisas juntamente com Cristo Jesus.

    Firmados na doutrina gloriosa da adoção, podemos nos sentir amados e cuidados por Deus, em Cristo Jesus, pois somos objetos do seu inefável amor.

    PARA REFLETIR
    A respeito de adotados por Deus, responda:
    • O que é necessário para que o ser humano se torne filho de Deus?
    Para se tornar filho de Deus é preciso crer no sacrifício vicário de Cristo para então ser recebido pelo Pai como filho por adoção (Jo 1.12; Gl 4.5).

    • Quais são os benefícios da adoção?
    Fazer parte de uma família, e nesse caso da família de Deus (Ef 2.19), traz inúmeros benefícios: segurança, confiança e sentido de pertencimento a uma casa eterna.

    • Cite alguns deveres que aqueles que são filhos de Deus devem ter.
    Da mesma forma que temos direitos, também temos deveres espirituais: apartar-se do mundo e do que é imundo (2 Co 6.17,18; Ap 21.7); praticar a justiça e amar o irmão (l Jo 3.10); buscar a perfeição do Pai (Mt 5.48); amar os inimigos, bendizer os que maldizem, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5.44); e glorificar a Deus por meio de todos esses deveres espirituais (Mt 5.16).

    • Segundo a lição, já experimentamos plenamente a condição de ser filhos de Deus?
    Embora desfrutemos, aqui na Terra, dos benefícios da adoção espiritual, a alegria plena dessa realidade se dará somente quando da manifestação plena e literal de Jesus Cristo, na ocasião da sua gloriosa vinda.

    • Qual é a principal esperança dos filhos de Deus?
    Ansiamos pelo momento em que adentraremos à casa do Pai Eterno, e habitaremos com Ele eternamente. Ali, nossa relação com o Pai não se dará provisoriamente, mas num tempo ininterrupto, em que estaremos para sempre diante de sua santa presença (Ap 22.3-5).
    SUBSÍDIO ADICIONAL
    Fonte: Ensinador Cristão – n° 72

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    Além de justificar, regenerar e santificar, características de mudança da nossa posição diante de Deus, o Pai deseja estabelecer conosco um relacionamento mais próximo, íntimo, e o melhor termo para conceituar esse processo é "Adoção". Este é um termo técnico jurídico em que os pais concedem direitos e privilégios à criança filiada de maneira não biológica, mas voluntária. Foi assim que Deus tratou conosco! Éramos merecedores da condenação eterna, mas por meio da obra de Jesus Cristo fomos justificados, regenerados, santificados e adotados, acolhidos na família de Deus, onde "o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8.16).
    Um apontamento interessante que o teólogo pentecostal Pecotafaz é que não há um termo para "adoção" no Antigo Testamento, embora a ideia apareça em Provérbios 17.2: "O servo prudente dominará sobre o filho que procede indignamente; e entre os irmãos repartirá". Mas em o Novo Testamento a palavra, do grego huiothesia, aparece cinco vezes nos escritos do apóstolo Paulo. É uma doutrina que atesta que em Cristo fomos eleitos e predestinados para sermos da família de Deus (Ef 1.4,5). Diferentemente do tempo de trevas, de escravidão e de vergonha, na família de Deus fomos chamados para sermos livres para andar no Espírito, viver no Espírito e, assim, termos uma relação de pai e filho com Deus (Rm 8.15).
    A doutrina da adoção nos dá a segurança da salvação. Fazer parte da família de Deus é a certeza de que nEle estaremos seguros. Fomos justificados, regenerados, santificados e adotados em Cristo Jesus. É um privilégio fazer parte da família de Deus! Entretanto, sabemos que ainda não vivemos a plenitude do que está prometido para nós. Embora sejamos plenamente filhos de Deus, num futuro, quando deixarmos o nosso "tabernáculo terreno", receberemos a plenitude da adoção, "a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23). O que significa que vivemos a realidade da adoção neste tempo presente, mas quando a ressurreição dentre os mortos for realizada, ou por meio do Arrebatamento da Igreja, a nossa adoção será plena. Será o dia em que veremos o Pai como Ele é. Por isso, o apóstolo Paulo disse: "Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido" (1Co 13.12).


    Lição 2 – O Único Deus Verdadeiro e a Criação

    OBS. Subsídio para a lição 2 - Classe de Adultos. 
    O estudo de hoje está baseado na declaração de fé das Assembleias de Deus, capítulo II. Este credo reafirma de forma contundente que Deus é o criador e o único Deus verdadeiro.  Vejamos o que diz este credo.
    I – QUEM É DEUS
    1. Quem é, e que é Deus?
    A melhor definição é a que se encontra no Catecismo de Westminster: "Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade." A definição bíblica pode formular-se pelo estudo dos nomes de Deus. O "nome" de Deus, nas Escrituras, significa mais do que uma combinação de sons; representa seu caráter revelado.
    LEIA TAMBÉM ESTAS PUBLICAÇÕES:


  • Lições de Adultos, CPAD
  • Curso grátis: A Saúde da Igreja e da Escola Dominical
  • Lições de Jovens
  • Lições Bíblicas Juvenis
  • Teologia – A Doutrina de Deus

    O Argumento Teológico
    O argumento Teológico conforme determina o termo, é vazado dentro do conteúdo da Bíblia e das interpretações teológicas, para mostrar a necessidade do uso de uma ciência com o objetivo de conduzir-nos a Deus. O termo Teologia, segundo seus aspectos etimológicos, é composto de duas palavras gregas: "Theos" (Deus) e "Logos" (Fala, tratado ou expressão). 

    Lição 2- O Único Deus Verdadeiro e a Criação

    Classe: Adultos
    Revista: Do professor - CPAD
    Data da aula: 9 Julho de 2017
    Trimestre: 3° de 2017 – Reverberação: Subsídios EBD

    Texto Áureo
    "E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor." (Mc 12.29)
    Verdade Prática
    Cremos em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis.

    Deus se manifesta através dos seus atributos

    Deus é uma Personalidade Divina que pode e quer se comunicar com a sua criação. A Bíblia manifesta os três atributos absolutos de Deus nesta sua comunicação, isto é, a sua onipresença, sua onisciência e sua onipotência.

    1. Deus é Onipresente
    A Bíblia fala da onipresença de Deus.
    1.1. Que significa a onipresença de Deus?

    Argumentos da lei moral e a Existência de Deus (Parte 3)

    Tradicionalmente, há quatro argumentos básicos usados para comprovar a existência de Deus.
    Estes argumentos são chamados de: argumentos cosmológicos, teleológicos, morais e ontológicos. Vamos CHAMAR ESSES de argumentos de criação (cosmos significa criação), argumentos de projeto (telos significa propósito), argumentos da lei moral, e argumentos do ser (ontos significa ser).
    OBS. Veja os argumentos de projeto – Parte 2
    1 - O Argumento a partir da Lei Moral
    Argumentos semelhantes, baseados na ordem moral do universo, ao invés da ordem física, podem ser oferecidos. Estes argumentos sustentam que a causa do universo é moral, além de ser poderosa e inteligente.
    1. Todas as pessoas estão conscientes de uma lei moral objetiva.
    2. Leis morais objetivas implicam um legislador moral.
    3. Logo, há um legislador moral supremo.
    Em certo sentido, esse argumento também segue o princípio da causalidade. Mas as leis morais são diferentes das leis naturais que
    abordamos anteriormente.

    As leis morais não descrevem o que é; elas prescrevem o que deve ser. Eles não são simplesmente uma descrição do modo como as pessoas se comportam, e não são conhecidas através do ato de observar o que as pessoas fazem. Se fosse assim, com certeza a nossa ideia de moralidade seria diferente. Em vez disso, as leis morais nos dizem o que as pessoas devem fazer, independentemente das pessoas estarem ou não cumprindo essas leis. Assim sendo, todo “dever” moral tem origem além do universo natural. Você não pode explicá-las com base em algo que acontece no universo, e elas não podem ser reduzidas às coisas que as pessoas fazem no universo. As leis morais transcendem a ordem natural e requerem uma causa transcendente.

    Argumentos de projeto e a existência de Deus (Parte 2)

    Tradicionalmente, há quatro argumentos básicos usados para comprovar a existência de Deus.
    Estes argumentos são chamados de: argumentos cosmológicos, teleológicos, morais e ontológicos. Vamos CHAMAR ESSES de argumentos de criação (cosmos significa criação), argumentos de projeto (telos significa propósito), argumentos da lei moral, e argumentos do ser (ontos significa ser).
    Leituras sugeridas – Clique e leia:

    Argumentos básicos usados para comprovar a existência de Deus (Parte 1)

    Introdução.
    Tradicionalmente, há quatro argumentos básicos usados para comprovar a existência de Deus.
    Estes argumentos são chamados de: argumentos cosmológicos, teleológicos, morais e ontológicos.
    Mas visto que estes são termos técnicos, vamos chamá-los de argumentos de criação (cosmos significa criação), argumentos de projeto (telos significa propósito), argumentos da lei moral, e argumentos do ser (ontos significa ser).

    A Imagem Divina no Homem

    "Façamos o homem… nossa imagem, conforme a nossa semelhança." (VGên. 5:1; 9:6; Ecl. 7:29; Atos 17:26,28,29; 1 Cor. 11:7; 2 Cor. 3:18; 4:4; Efés. 4:24; Col. 1:15; 3:10; Tia. 3:9; Isa. 43:7; Efés. 2:10.) O homem foi criado à semelhança de Deus, foi feito como Deus em caráter e personalidade. E em todas as Escrituras o ideal e alvo exposto diante do homem é o de ser semelhante a Deus. (Lev. 19:2; Mat. 5:45-48; Efés. 5:1.) E ser como Deus significa ser como Cristo, que é a imagem do Deus invisível.
    CONSIDEREMOS ALGUNS DOS ELEMENTOS QUE CONSTITUEM A IMAGEM DIVINA NO HOMEM:

    As fontes das revelações de Deus

    Nesta oportunidade falaremos sobre as fontes que Deus usou para se revelar e nos fazer conhecedores de sua vontade.
    1) Jesus Cristo: A principal fonte de revelação (Jo 1.14, 14.9,17.6-8; Hb 1.1,2).
    “Mas as revelações mais ricas, e mais espirituais, e mais efetivas, e mais verdadeiras, são as que se realizaram em Cristo Jesus, no que ele era, no que disse e no que fez.” (Langston)

    Adotados por Deus

    Paulo empregou esse termo (Rm 8.15,23; 9.4; G14. 5; Ef 1.5), para mostrar o ato legal da graça de Deus através do qual os crentes se tomam seus filhos.

    Esse relacionamento com Deus e resultado do seu novo nascimento (“deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”, Jo 1.12), portanto sua adoção significa que, como seus filhos, eles foram colocados na posição de filhos adultos (G1 4,1-7) em contraste com a unigênita filiação de Jesus Cristo, que foi e e, eternamente, o Filho de Deus (Jo 1,14).

    Os atributos de Deus

    Texto bíblico: Sl 139.7,8 “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também”.
    A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus.

    Louvando a glória de Deus

    Texto Base: Romanos 11.36
    Introdução.
    O apóstolo Paulo conclui o capítulo 11 com os versículos finais, que vão dos 33 aos 36. Este é um cântico de louvor ao concluir o tratado dos capítulos 1 -11 sobre o plano soberano de Deus para a nossa salvação. Isto é o que chamamos de doxologia. Ou seja, são apresentadas frases com o objetivo de louvar a glória de Deus.

    O Reino de Deus

    Mt 12.28: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de  Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus.”

    A NATUREZA DO REINO.
    O reino de Deus (ou dos céus), no presente, significa Deus intervindo e predominando no mundo, para manifestar seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio de Satanás e a condição atual deste mundo. Trata-se de algo além da salvação ou da igreja; é Deus revelando-se com poder na execução de todas as suas obras.

    Os nomes genéricos e específicos de Deus

    O nome de Deus representa o próprio Deus, é inerente à sua natureza e revela suas obras e atributos. Não é um apelativo, nem simplesmente uma identificação pessoal ou uma distinção dos deuses das nações pagãs.
    A Bíblia revela vários nomes divinos que podemos classificar em dois grupos: genéricos e específicos.
    O outro nome genérico é Elyon, "Altíssimo" (Dt 32.8), às vezes acompanhado de "El", como em El-Elyon, "Deus Altíssimo" (Gn 14.19,20).