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Subsídio bíblico para a Lição dos Adultos (CPAD). Lição: 6 | 2° Trimestre de 2020 | Peça a Continuação deste Subsídio - Acesse Aqui!

Em Efésios 2,11,12, Paulo concentrou-se nos gentios, apelando aos cristãos gentios para que se lembrassem da sua condição anterior.

Na carta aos Efésios 2.11,12 (ARC), vemos qual era a condição dos gentios sem Deus, “cinco coisas são ditas sobre o nosso passado:
(1) naquele tempo estávamos “sem Cristo”, não tendo direito às esperanças messiânicas de Israel por sermos gentios;
(2) éramos “separados da comunidade de Israel, não tendo parte na herança do povo escolhido;
(3) éramos “estranhos às alianças da promessa”, não participando das provisões da aliança com Israel pelo nascimento; (4) não tínhamos “esperança”, pois era separado desse Messias-Salvador, não havia esperança para o homem em geral ou para os homens como indivíduos; e
(5) estávamos “sem Deus no mundo”, por não possuir o verdadeiro conhecimento de Deus.”[1] Éramos verdadeiros “gentios”!
1.   O conceito de “gentios”.
A palavra grega ethnê (como seu equivalente hebraico goyim) ora é traduzida por “nações”, ora por “gentios”, ora por “pagãos”.[2] O termo gentio deriva-se da palavra latina para “nações”; no uso comum, aqueles que não eram judeus (Exemplos Bíblicos: Salmos 2.8; Isaías 11.10; Lucas 2.32; Atos 9.15; 10.45; 11.18; Romanos 2.14; Gálatas 3.28; Efésios 2.11-19; Apocalipse 7-9).[3]

Os gentios eram politeístas e idólatras, acreditavam e adoravam muitos “deuses”, mas estavam sem o conhecimento do Deus que se havia revelado a Israel (Êx 30.2). No seu paganismo, viviam em total desconhecimento do Deus único e verdadeiro.[4]

2. A situação espiritual dos gentios antes e de pois de Jesus Cristo.

a) O que os gentios eram?

O comentarista Wiersbe relata que os gentios “eram estrangeiros, e não "o povo de Deus". Eles eram estranhos, não tinham esperança[5] nem a verdade de Deus no mundo. Os judeus gozavam de uma posição de grande privilégio perante Deus (Rm 9.4-5). Já os gentios eram apenas um estrangeiro. Para poder adorar o verdadeiro Deus, tinha de se converter ao judaísmo (como fizeram, por exemplo, Raabe e Rute).

O problema dos gentios, em particular, era a distância em que estavam de Deus e de suas bênçãos, ao mesmo tempo que o dos pecadores, em geral, era a morte espiritual (Ef 2. 1-10)”.

Os judeus chamavam os gentios de incircuncisos (Ef 2.11). Isso queria dizer que não traziam na sua carne o sinal físico que distinguia os israelitas como o povo com quem Deus fizera uma aliança.
As palavras “incircunciso” e “incircuncisão” eram termos de desprezo étnico semelhantes àqueles usados hoje em dia para se referir a nacionalidades que os homens menosprezam. A força dessa palavra pode ser sentida na frase dita por Davi sobre o gigante Golias: “Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1Sm 17.26). Em contraste com isso os judeus chamavam-se os circuncisos. Tinham muito orgulho desse nome, pois os identificava como um povo separado de todas as demais nações da terra.

b) O que Deus fez por meio de Cristo em relação a situação espiritual dos gentios (Ef 2.13-16)?

“Agora, porém, estão em Cristo Jesus. Antigamente, estavam distantes de Deus, mas agora foram trazidos para perto dele por meio do sangue de Cristo. Porque Cristo é nossa paz. Ele uniu judeus e gentios em um só povo ao derrubar o muro de inimizade que nos separava. Ele acabou com o sistema da lei, com seus mandamentos e ordenanças, promovendo a paz ao criar para si, desses dois grupos, uma nova humanidade. Assim, ele os reconciliou com Deus em um só corpo por meio de sua morte na cruz, eliminando a inimizade que havia entre eles” (Ef 2.13-16 – NVT[6]).

Nos primórdios do cristianismo, a Igreja era, principalmente, composta de judeus. Mas, pela ação do Espírito de Deus, os cristãos testemunharam sobre Jesus aos gentios (At 10), que se converteram e excederam o número de membros judeus.

3. Aplicações do termo gentio em o Novo Testamento.

No NT, o conceito também tem uma ampla utilização. Em muitos casos, o termo traduzido como “gentio” pode também ser compreendido como “nação”. Em geral, este vocábulo refere-se aos não israelitas, da mesma maneira que no A.T.

As vezes refere-se a uma região que não faz parte de Israel (Mt 4.15). Frequentemente é usado como um termo de contraste étnico e cultural. Se os gentios fazem algo, é uma maneira de dizer que o mundo realiza aquilo também (Mt 5.47; 6.7, 32; Lc 12.30). Muitas vezes, quando este vocábulo é usado dessa maneira, é como exemplo negativo ou uma observação de que tal comportamento não é comum nem recomendável.

O termo pode ter também a força de designar alguém que não faz parte da Igreja (Mt 18.17). Às vezes descreve os que ajudaram na execução de Jesus ou opuseram-se ao seu ministério (Mt 20.19; Lc 18.32; At 4.25- 27).

Cornélio é uma figura que ilustra o relacionamento dos gentios com Deus (At 10 e 11). Esse centurião é apresentado como a pessoa escolhida para revelar a verdade de que o Senhor agora alcança pessoas de todas as nações e que as barreiras étnicas foram derrubadas, por meio de Jesus. Assim, a quebra dos obstáculos culturais é a ação à qual Lucas constantemente se refere em Atos, ou seja, a maneira como a Igreja trata da incorporação dos judeus e gentios na nova comunidade que Cristo tinha formado (At 15.7-12). Ao trazer a salvação aos gentios, Deus levou sua mensagem até os confins da Terra (At 13.47).[7]
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[1] J. Sidlow Baxter
[2] F. F. Bruce.
[3] Guia Cristão de Leitura da Bíblia - CPAD
[4] BAPTISTA, Douglas. A Igreja Eleita - Redimida Pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. 1ª edição de 2020 - CPAD. Rio de Janeiro.
[5] A palavra esperança significa “confiança”, e o seu principal uso nas Escrituras é de confiança nas promessas divinas (Sl 130.5; Jr 17.7).
[6][6] NVT – Nova Versão Transformadora
[7] Quem é quem na Bíblia Sagrada: a História de todas as personagens da bíblia. Editado por: Paul Gardner, Editora Vida.

 
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