Featured

 


FECHAR<===


Subsídio bíblico para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 4 | Revista do 1° trimestre de 2020| Fonte: E-book Subsídios EBD Vol. 19 | VEJA AQUI OS SUBSÍDIOS.


Veremos como Deus nos proveu dos atributos necessários para nos relacionarmos tanto com Ele, o Amoroso Pai, quanto com os nossos semelhantes, a quem devemos amar e guardar. Esses atributos dos ser humano são as qualidades que nos diferenciam dos animais irracionais: espiritualidade, racionalidade, sociabilidade, liberdade e criatividade.

Veja o Subsídio Lição 4

1. A Espiritualidade Humana

O homem é, também, um ser espiritual. Após formar Adão do pó da terra, o Senhor Deus soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida (Gn 2.7). A partir daquele momento, o homem passou a ser alma vivente — plenamente cônscio de sua existência e de sua presença no Universo (Jó 33.4).

O Corpo humano, embora carne, abriga a alma e o espírito (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Sendo proveniente de Deus, o espírito humano anseia pelo Pai Celeste, conforme Paulo muito bem acentuou aos atenienses (At 17.21,22). Já o salmista confessou que a sua alma suspirava por Deus (Sl 42.1).

ESPIRITUALIDADE - [Do lat. spitualitatem, qualidade do que é espiritual] Predomínio do espírito sobre as tendências pecaminosas da carne. Tal predomínio é obtido pela influência do Espírito Santo na vida do crente.

A espiritualidade também é definida como:
1. o exercício das responsabilidades privilegiadas do filho de Deus e
2. um padrão abrangente de obediência que leva a uma crescente colheita do fruto do Espírito.
A verdadeira espiritualidade tem a Bíblia como a única regra de fé e conduta.

2. A Racionalidade Humana

A verdadeira espiritualidade manifesta-se de maneira racional, porquanto o nosso Deus é um ser racional por excelência. Ele não é de confusão (1 Co 14.33). Para que o agrademos, o Espírito Santo nos desenvolve a inteligência espiritual (Cl 1.9).

Se Deus não fosse um ser racional, nós também não o seríamos, porquanto Ele nos criou segundo à sua imagem e semelhança. E, nessa semelhança e imagem, encontra-se, logicamente, o atributo da racionalidade.


O Criador nos dotou, a fim de administrarmos o universo visível. Não há, pois, incompatibilidade entre a razão, quando usada corretamente, e a genuína fé em Deus. Embora esta se ache acima daquela, entre ambas não há qualquer antagonismo. Em sua Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo demonstra que os gentios, ao atentarem razoavelmente à criação divina, chegam a uma conclusão mais do que lógica: a existência do Único e Verdadeiro Deus.

No que tange à lógica, como legítimo instrumento de pesquisa, Salomão usou-a de forma sistemática bem antes de Aristóteles e de Francis Bacon (1561-1626). Assim escreveu o mais sábio dos homens: “Eis o que achei, diz o Pregador, conferindo uma coisa com outra, para a respeito delas formar o meu juízo [...]. Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7.27-29, ARA).

Que Deus é um ser racional, não há dúvida. Todavia, não necessita Ele de operações intelectuais, como a lógica, para descobrir o que é certo e errado, ou o que é verdade e mentira. Ele sabe de todas as coisas; conhece-as absolutamente desde o princípio até o fim; presente, passado e futuro não lhe constituem qualquer mistério. Enfim, Deus não precisa raciocinar para concluir que dois mais dois são quatro, porque não somente as operações matemáticas, como a própria matemática, saiu de seu espírito.

a) O culto racional agrada a Deus.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

Posto que Deus é um ser racional, devemos cultuá-lo racionalmente (Rm 12.1). Isso significa, antes de tudo, que a nossa adoração ao Pai Celeste tem de ser perfeitamente entendida, explicada e praticada (Êx 12.26; 1 Pe 3.15). Doutra forma, não terá valor algum (Jo 4.22). Aliás, o culto cristão é o mais racional de todos, apesar de parecer, para os incrédulos, escândalo e loucura (1 Co 1.18,24).

3. A Sociabilidade Humana

A palavra “sociabilidade” é definida como particularidade ou atributo do que é sociável; tendência para viver em sociedade, em comunidade.

Deus nos criou gregários e sociais; a solidão é contrária à nossa natureza. No período da criação, a única coisa que Deus afirmou não ser boa foi a solidão (Gn 2.18). Por isso, Ele fez a mulher para que o homem tivesse uma companhia idônea e sábia (Gn 2.21-25). Somente os que se insurgem contra a verdadeira sabedoria buscam viver isolada e solitariamente (Pv 18.1).

Segue-se alguns princípios para que possamos vivermos em sociedade de maneira saudável.

1. Respeito o seu próximo.
2. Pratique a ética cristã, e
3. Pratique a Alteridade. Por meio da alteridade a pessoa se coloca no lugar da outra, procurando entendê-la, respeitando as diferenças que existem entre ambas.

4. A Liberdade Humana

A liberdade é definida como “o direito de agir segundo o seu livre-arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa.

A liberdade cristã é um dos maiores institutos que o Senhor Jesus nos confiou mediante a sua morte. Todavia, temos de usá-la com temor e responsabilidade, para não a mundanizarmos. Eis o que nos recomenda o apóstolo: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13).

Deus concedeu-nos o livre-arbítrio, para que escolhêssemos entre o bem e o mal.

a) O livre-arbítrio.
O livre-arbítrio pode ser definido como a capacidade humana de tomar livremente uma decisão. Tal atributo é observado em diversas passagens das Escrituras (Gn 13.9; Js 24.15; Hb 4.7).

b) O ato de decidir.
Segundo a Bíblia, o ato de decidir entre o bem e o mal, entre Deus e os ídolos, e entre aceitar Jesus e recusá-lo é um direito que o Todo-Poderoso nos concedeu (Gn 2.9; 1 Rs 18.21; Mc 15.15,16).

c) A soberania divina.
Já que Deus concedeu-nos o direito de escolha, ajamos com responsabilidade e discernimento, porque todos seremos responsabilizados por nossas escolhas (Ec 11.9; Rm 14.12). Portanto, o livre-arbítrio humano e a soberania divina não são excludentes; são perfeitamente harmônicos. Entre ambos, conforme disse alguém mui sabiamente, encontra-se o Senhor Jesus Cristo.

Quando somos dirigidos pelo Espírito Santo, usamos dessa liberdade com prudência e cuidado, visando não propriamente nossos interesses, mas a saúde espiritual dos que nos cercam.

5. A Criatividade Humana e o Trabalho

a) A criatividade humana.
Os descendentes de Adão, trabalhando metodicamente, logo descobriram as mais variadas técnicas (Gn 4.2,3,20-22). Rapidamente, evoluíram. Na terceira geração, já dominavam a agricultura, a pecuária, a metalurgia e a arte musical.

b) A dignificação do trabalho.
Deus criou o homem para trabalhar a Terra, ará-la e transformá-la, afim de torná-la habitável (Gn 1.26; 2.15). Por conseguinte, o trabalho não é um castigo devido ao pecado de Adão, mas uma bênção a todos os seus descendentes. A Queda apenas tornou as atividades laborais mais árduas e estressantes (Gn 3.17-19).

DICA DE LEITURA:

INFORMAÇÕES AQUI
 
Top