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Há diversas correntes de pensamento quanto à constituição do homem. Algumas são indicadas a seguir.

1. Unitarianísmo.
Também chamado de monismo. E uma corrente doutrinária que ensina que o homem é um só todo, uma só parte, não havendo qualquer divisão em sua constituição; ou seja, não existe alma ou qualquer parte do ser humano que sobreviva à morte. Para os unitaristas ou monistas, o ser humano se constitui de uma unidade indivisível.

Eles não acreditam na existência da alma e do espírito, admitindo que essas expressões referem-se apenas a uma unidade psicofísica do ser humano. As palavras “carne” nos Antigo (hb. basar) e Novo Testamentos (gr. sarx), bem como “corpo” (gr. soma), referem-se ao “ser humano por inteiro, porque, nos tempos bíblicos, ele era considerado unificado”.

2. Dicotomismo.

Essa doutrina ensina que só há dois elementos, ou partes constitutivas, do homem: a parte material e a imaterial. Baseiam-se no fato de os termos “alma” e “espírito”, às vezes, na Bíblia, serem sinônimos, ou intercambiáveis entre si. E sustenta sua opinião partindo de textos que lhes parecem indicar esse entendimento (cf. Jó 27.3).

3. Tricotomismo.
Tricotomia é o nome que se dá à linha doutrinária que defende a triunidade humana, ou seja, que o homem é formado de espírito, alma e corpo. O cântico de Maria, estabelece distinção quanto a função específica da alma e do espírito: “ A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46,47).

Os chamados tricotomistas entendem que o homem é formado de três partes distintas: corpo, alma e espírito. Seu ensino honra as Escrituras e se harmoniza com elas, pois, de acordo com a Bíblia, o homem tem uma constituição tríplice, sendo formado de espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Reflitamos sobre cada uma dessas partes.

A concepção tricotômica do homem recebeu considerável apoio dos “pais” da igreja grega ou Alexandrina dos primeiros séculos da era cristã. Encontra-se, embora nem sempre exatamente da mesma forma, em Clemente de Alexandria, Orígenes e Gregório de Nissa.

3. O argumento tricotomista
A posição tricotomista baseia-se em textos que fazem clara distinção entre alma e espírito, tais como: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23); “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12).

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4. Tríplice organização da natureza humana
Uma tríplice organização da natureza humana pode estar implícita na classificação do ser humano como “natural”, “carnal” e “espiritual” em 1 Coríntios 2.14; 3.1-4.

Em 1 Coríntios 2.14-3.4, Paulo refere-se aos seres humanos como sarkikos (literalmente: "carnal" 3.1,3), psuchikos (literalmente: "segundo a alma", 2.14) e pneumatikos (literalmente: "espiritual", 2.15). Esses dois textos parecem demonstrar de forma ostensiva três componentes elementares. Vários outros textos parecem distinguir alma e espírito (1 Co 15.44; Hb 4.12).

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CONCLUSÃO
No entendimento tricotomista, o corpo é a parte material da natureza humana, a sede da alma e do espírito. A alma é o princípio da vida animal, o que se pode chamar de personalidade, e abrange o intelecto, as emoções, a vontade. O espírito é o elemento humano racional, que se relaciona mais diretamente com Deus, e envolve a consciência com seus valores morais e espirituais (Zacarias de Aguiar Severa).

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Referências:
- Teologia Sistemática Pentecostal, 2ª Edição/2008 – CPAD
- Apontamentos do Site Subsídios EBD
- BRUNELLI, Walter. Teologia para Pentecostais – Uma teologia sistemática expandida, Vol. 03. 2016 – Central Gospel
- HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. CPAD

 
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