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Lição 8 - O Exílio de Davi (Subsídio)


Subsídio bíblico para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 8 | Revista do 4° trimestre de 2019 | Fonte: E-book Subsídios EBD Vol. 18 | VEJA aqui OS SUBSÍDIOS.


INTRODUÇÃO
1 Samuel 21.1 —31.13, registra as aventuras de Davi como um fugitivo. Durante a maior parte desse período, Davi esteve fugindo de Saul e seu exército, e durante os anos ele sofreu grandemente. No decorrer daquele difícil tempo, Davi aprendeu lições de oração, louvor e confiança no Senhor.

Assim que Davi tomou conhecimento dos planos de Saul para matá-lo, fugiu para Ramá, em busca de Samuel. Retornando a Gibeá para despedir-se de Jônatas, escapou para Nobe, onde recebeu de um sacerdote comida e uma espada. Ele então fugiu para Gate. no território filisteu. Quando os filisteus suspeitaram dele. Davi escapou para a caverna de Adulão, onde muitos homens se juntaram a ele.

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DAVI FUGINDO DE SAUL
O exílio (do latim exilium = banimento, degredo) é o estado de estar longe da própria casa (seja cidade ou nação) e pode ser definido como a expatriação, voluntária ou forçada de um indivíduo. Ou seja, ocorre quando uma pessoa deixa o país [ou sua cidade] de origem, obrigada ou voluntariamente.

1. O Conceito de Exílio.

Davi não quis ocupar o trono pela força ou pela subversão, e deixou o caso  nas mãos de Deus. Os capítulos 19—30, de 1 Samuel descrevem as fugas de Davi, por causa de Saul enciumado e atormentado, e a paciência de Davi, que esperou até Deus agir no seu devido tempo. O livro termina com o relato da morte trágica de Saul (cap. 31).

Saul era um sanguinário que passou a perseguir Davi. Saul tentou matar Davi em seu leito enquanto dormia, mas Mical ajudou-o a escapar (1 Sm 19.1-17). Davi está agora fugindo pelas montanhas, tentando encontrar um lugar seguro para esconder-se. Como é de se esperar, ele procura Samuel, o homem que o ungira com azeite como o sucessor escolhido de Saul.

“Assim Davi fugiu e escapou, e veio a Samuel, a Ramá, e lhe contou tudo quanto Saul lhe fizera; e se retiraram, ele e Samuel, e ficaram na casa dos profetas” (1 Samuel 19.18). Davi e Samuel seguiram então juntos para Naiote, mas mal haviam chegado quando alguém informou a Saul: "Eis que Davi está na casa dos profetas em Ramá". Mais uma vez Davi seguiu seu caminho.

1. Fugindo para Nobe.
Davi fugiu para Nobe, uma cidade sacerdotal (1 Sm 22.19), cuja localização não se conhece ao certo, mas que, com base em Isaías 10.28-33 e Neemias 11.32, encontrava-se entre Anatote e Jerusalém. O tabernáculo havia sido deslocado para Nobe após a destruição de Siló. Aimeleque, o bisneto de Eli (1 Sm 1.9), estava trabalhando como sumo sacerdote.

Davi sempre teve um grande amor pela casa do Senhor. Ao ir para Nobe, talvez Davi quisesse visitar o tabernáculo antes de buscar refúgio. No entanto, ele mentiu para o sacerdote ao dizer que cumpria uma missão para Saul (1 Sm 21.1,2). O sacerdote, para que Davi e seus homens saciassem a fome, deu-lhes o "pão sagrado", como também a espada de Golias para a proteção de Davi. O plano todo parecia ser um sucesso, a não ser por um espião de Saul, Doegue[1], que testemunhou os acontecimentos, o que, no final, resultou em traição e derramamento de sangue (1 Sm 22.9).

Até mesmo os grandes homens têm pontos fracos. Davi não foi exceção. O Capítulo 21 de primeiro Samuel registra as mentiras do fugitivo junto ao tabernáculo em Nobe (v. 1-9) e sua loucura fingida perante os filisteus (v. 10-15).

Em meio a essa provação, porém, Davi aprendeu algumas lições importantes. Antes de passar ao capítulo seguinte de 1 Samuel, leia o salmo 34, escrito nessa época, e que nos permite entender melhor certos aspectos do caráter de Davi. Graças a sua resiliência admirável, mesmo quando errava, Davi crescia no conhecimento de Deus.


A pequena mentira de Davi parecia suficientemente inofensiva, mas levou à tragédia. A Bíblia deixa muito claro que mentir é errado (Lv 19.11; Ap 22.15). A mentira, como qualquer outro pecado, é grave aos olhos de Deus, e pode levar a todos os tipos de consequências dolorosas. Não minimize nem classifique pecados. Todos eles devem ser evitados, quer consigamos ou não prever suas potenciais consequências.

2. Em Gate (1 Sm 21.10-15).
Davi continuou a fugir, e chegou à cidade de Gate, cidade natal de Golias. o rei ungido de Israel buscou refúgio entre os inimigos do povo de Deus. Quando os filisteus desconfiaram dele, foi obrigado a se fingir de louco para que não o matassem.  Davi sabia muito bem “que os loucos eram considerados invioláveis, feridos pela Divindade, mas, ao mesmo tempo, protegidos por ela”. O salmista de Israel deixava, portanto, correr saliva pela barba e rabiscava nos postigos das portas. A situação vergonhosa de Davi foi resultado de sua falta de fé e da insensibilidade do povo de Deus.

3. A caverna de Adulão (1 Sm 22.1-5).
Depois que Davi escapou de Gate, ele se juntou a sua família e seus seguidores numa caverna próxima à cidade de Adulão, cerca de 15 Km a sudeste de Gate e 24 Km a sudoeste de Jerusalém. A caverna de Adulão foi onde Davi compôs o Salmo 142 e possivelmente o Salmo 57. Existem na região muitas cavernas que poderiam facilmente ter abrigado o grupo de Davi. Com ele estavam não somente os membros da família de seu pai, mas também todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso - literalmente, de alma amargurada. Este grupo chegou, no início, a 400 homens, e posteriormente a 600 (1 Sm 23.13).

a) Davi e os Salmos da Caverna.

ü No Salmos 142 ele declara: "Estou na caverna. Estou no fim, não há ninguém à direita ou à esquerda. Ninguém se importa comigo".

ü Agora, no Salmos 57, ele diz: "Sede gracioso para mim, Deus. Estou exausto. Ultrapassei os meus limites. Entrego a ti as minhas necessidades". Ele está proclamando a sua declaração de dependência.

ü Veja agora o Salmos 34, o qual, segundo creio, é o terceiro salmo que ele escreveu enquanto se encontrava na caverna. Que diferença! Quanta transformação em Davi!
Ele diz:
Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios... (v. 1)

4. Davi vai para Mispa (1 Sm 22.3,4).
De Adulão, Davi e os seus homens foram a Mispa, dos moabitas, um nome que significa “torre de vigia” ou “altura”. A localização de Mispa, em Moabe, é desconhecida. Preocupado com seu pai e sua mãe, Davi levou-os ao rei dos moabitas e conseguiu refúgio para eles, com o seguinte pensamento: até que saiba o que Deus há de fazer de mim. O pai de Davi, que era neto de Rute, a moabita, provavelmente encontrou alguns parentes de sua avó ainda vivos em Moabe. Ali eles permaneceram todos os dias que Davi esteve no lugar forte, isto é, em Mispa.

5. Davi se refugia no bosque de Herete (1 Sm 22.5).
O profeta Gade insistiu para que Davi retornasse a Judá, e o jovem fugitivo e os seus homens refugiaram-se em seguida no bosque de Herete, uma região não identificada, mas com base em 1 Samuel 23.1 provavelmente se situava na parte ocidental do território de Judá.

Davi poupou a vida de Saul duas vezes - uma na caverna de En-Gedi (1 Sm 24.1-7) e outra nas regiões desérticas de Zife (1 Sm 26.2,7-12). Mesmo Saul sendo louco, sem o perfil para o cargo e inclinado a destruir Davi, este se recusou a tirar a vida daquele, porque Saul era o ungido do Senhor (1 Sm 24.6). Davi inclusive se sentiu culpado por ter cortado a orla do manto que Saul estava vestindo (1 Sm 24.5). Isto se parece com a maneira como os americanos “juram fidelidade à bandeira dos Estados Unidos [...] e à República que ela representa”. Para Davi, o manto de Saul representava o rei.

O respeito de Davi pela posição de Saul serve como modelo para o extremo respeito que o povo de Deus deveria ter hoje pelo governo e pelos seus representantes. Como Davi, podemos não nos importar com as pessoas nos cargos ou com suas ações, mas devemos respeitar a posição que ocupam, uma vez que todo governo é ordenado por Deus (Rm 13.2).

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[1] 1 Sm 22. 9-15: Doegue, o edomita, contou a Saul que Aimeleque havia ajudado Davi com provisões e consultado o Senhor a favor dele. Saul convocou de imediato o sacerdote e sua família e o acusou de traição. 1 Sm 22.16-19 Como seus atos deixam evidente, a essa altura Saul havia perdido todo o juízo. Quando os homens da guarda se recusaram a matar os sacerdotes, Doegue, um “cão” gentio, no verdadeiro sentido da palavra, arremeteu prontamente contra eles, sem se importar por serem sacerdotes, e matou oitenta e cinco homens que vestiam estola sacerdotal. Como se isso não bastasse, também atacou Nobe, a cidade de Aimeleque, e matou todos os seus habitantes e rebanhos. 1 Sm 22.20-23 Somente Abiatar sobreviveu e fugiu para Davi a fim de lhe relatar os acontecimentos. Permaneceu com Davi e ministrou como sumo sacerdote até ser removido, justificadamente, por Salomão (1 Rs 2.27). De certo modo, a morte dos sacerdotes foi resultado das mentiras e intrigas de Davi (v. 22). Ao mesmo tempo, contudo, constituiu juízo divino sobre a casa de Eli (1 Sm 2:31-36; 3:11-14). Não obstante, a maior parcela de culpa pelo massacre recai sobre Saul, uma vez que ele foi o mandante.