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Lição 9 - A Conversão do Centurião e de sua Família (Subsídio Bíblico)


Observação: Subsídio Bíblico para a lição 9 – Classe: Jovens. 4° Trimestre de 2019.
1. Um Romano Chamado Cornélio
O capítulo 10 de Atos diz que morava em Cesareia um homem chamado Cornélio, centurião da coorte chamada italiana. Sobre essa cidade, Beers explica:
“Cesareia está situada a 40 quilômetros ao sul do monte Carmelo e a 120 quilômetros a noroeste de Jerusalém. A cidade é importante na história do cristianismo, como a primeira cidade a ter tido cristãos gentios e uma igreja não judia. Nos tempos do Novo Testamento, Cesareia era a capital da província romana da Judeia, o lugar de onde os procuradores romanos governavam a nação. Embora a cidade fosse construída segundo o estilo típico grego helênico, com anfiteatros, templos e palácios, a sua população era uma mistura de gregos e judeus. Um aqueduto, ao norte, trazia água do monte Carmelo e do rio Crocodilo.
Veja também:

No século III d.C., o grande teólogo Orígenes ensinou aqui. No entanto, quando os árabes conquistaram a área, Cesareia perdeu o seu prestígio. Grande parte das pedras da cidade velha foram transportadas para o norte, para Acre, ao norte do monte Carmelo, onde atualmente é Haifa”.
Foi nesta cidade que ocorreu um grande milagre onde a salvação chega na vida deste homem e de sua casa.
Um centurião era um oficial do exército romano encarregado de 100 soldados. Diferentemente dos aristocratas, que podiam ter ascensão por indicação, os centuriões muitas vezes eram soldados que haviam subido gradualmente na hierarquia militar. Uma legião romana era formada por 10 coortes, cada uma das quais abrangia 6 centúrias. À frente de cada centúria, estava o seu líder, em latim “centurio”, que é centurião. Cornélio comandava a centúria romana em Cesareia, cidade situada na costa do Mar Mediterrâneo e metrópole romana da Judeia, edificada por Herodes, o Grande. Cada coorte podia ter um nome especial. Essa coorte “italiana” provavelmente tinha esse nome porque, com base na história do grupo, os membros originais da coorte eram italianos.

2. Cornélio, um Homem Piedoso
Diz-nos o texto que Cornélio era um “homem piedoso e temente a Deus”. Além disso, ele fazia muitas esmolas e orava a Deus (At 10.2). Shedd explica o seguinte:

a) Piedoso e temente a Deus.
Estes termos em Atos indicam gentios monoteístas que participavam do culto na sinagoga, observavam as leis do sábado e sobre alimentação. Cornélio tinha todas as qualificações de um prosélito menos a circuncisão e o batismo, ritos indispensáveis à plena conversão ao judaísmo. Orava. Já conhecia algo do Evangelho [...]; talvez pedia que Deus lhe revelasse a verdade.

Cornélio era um homem insatisfeito com as religiões gentílicas e com a filosofia de seu tempo. Ele tinha desejo pela verdade; queria conhecer mais o Deus de Israel. Embora fosse um centurião, alguém que comandava 100 homens, a espinha dorsal do exército romano, havia nele uma insatisfação que tanto seu cargo quanto todo o império para quem ele trabalhava não supriam.

A Bíblia descreve o Senhor como um Deus oculto. Há, porém, maneiras para achá-lo. Quem desejar seguir as pistas irá achá-lo. Mateus 7.7 diz: “buscai e encontrareis”. A Bíblia não diz que todos o encontrarão. Ela também não diz que ninguém o encontrará. Alguns o encontrarão. Quem? Os que o buscarem; aqueles que usarem sua fé e, de coração, desejarem conhecê-lo. Deus certamente se revela para esses.

3. Deus não Tem Prediletos
Quando Pedro chega à presença de Cornélio e ouve toda a história, o apóstolo expressa uma contundente e maravilhosa verdade acerca de nosso Deus. Ele diz: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (At 10.34,35). Essa é uma declaração já feita por Moisés (Dt 10.17); pelo rei Josafá (2 Cr 19.7); reafirmada por Paulo (Rm 2.11; Ef 6.9); e por Pedro (1 Pd 1.17).
Com respeito a todas as distinções de posição social, riqueza ou conhecimento, Pedro havia visto em seu Mestre a ausência de “focar na aparência dos homens”, que até mesmo seus inimigos reconheciam (Mt 22.16; Lc 20.21). Dentro dos mesmos limites, Tiago enfatiza esse elemento de caráter como essencial a todos os que buscam ser verdadeiros discípulos de Cristo (Tg 2.1-7). Ambos, no entanto, precisavam ser ensinados que a mesma lei de uma equidade imparcial tinha uma aplicação ainda mais ampla, que os privilégios e prerrogativas de Israel, quaisquer que fossem as bênçãos que eles pudessem conferir, não deveriam ser estabelecidos como uma barreira contra a admissão de outras pessoas, raças, para uma comunhão igual em Cristo. Deus havia aceitado o centurião. Restava aos seus servos aceitá-lo também. É bom notar que Paulo reproduz o mesmo pensamento quase na mesma frase (Rm 2.11).

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Veja também:

Adaptação de: Poder, Cura e Salvação – O Espírito Santo Agindo na Igreja em Atos. Autor: Henrique Pesch | Editora: CPAD